Questões de Concurso
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Algumas dúvidas sobre o chip implantado no cérebro
Por Aluizio Falcão Filho
- Talvez a maior notícia científica dos últimos anos foi divulgada ontem (30/01/2024) – o
- onipresente Elon Musk anunciou que uma de suas empresas, a Neuralink, realizou o implante de
- um chip em cérebro humano que permite ao usuário utilizar telefones e computadores, por
- exemplo, apenas pela ação do pensamento (nesta fase, apenas indivíduos sem membros do
- corpo, como braços e pernas, poderão experimentar a nova tecnologia).
- É importante ressaltar que outros chips já foram acoplados .... mente humana, mas com
- finalidades diferentes da “Telepathy”, o sugestivo nome criado pela empresa de Musk.
- Isso, evidentemente, é só o começo. Musk pretende estender o uso do chip para outros
- equipamentos e, mais à frente, usar essa ferramenta para aumentar a inteligência humana.
- “Imagine se Stephen Hawking pudesse se comunicar mais rápido que um datilógrafo ou leiloeiro.
- Esse é o objetivo”, afirmou Musk em rede social (leiloeiros americanos, especialmente os de
- gado, falam muito rápido quando estão anunciando os produtos .... plateias).
- Aumentar a inteligência dos seres humanos é um objetivo de vários cientistas – e
- preocupação de alguns teóricos, como o autor israelense Yuval Harari. Ele acredita que os chips
- vão criar duas castas na sociedade: aqueles que são superdotados pela tecnologia e aqueles que
- não são. Isso, para ele, terá impactos terríveis na sociedade por conta do desequilíbrio que será
- causado por essa diferença.
- Ocorre que o sistema capitalista sempre busca baratear e popularizar um determinado
- produto tecnológico – especialmente um chip com esse apelo, o de melhorar a inteligência. Dessa
- forma, se duas castas forem formadas, a tendência é a de que o chip se popularize rapidamente
- e iguale a sociedade, exatamente o que aconteceu com a disseminação dos telefones celulares.
- Mas aumentar a inteligência talvez não seja suficiente para que nos tornemos uma espécie
- mais evoluída. É possível ver pessoas inteligentes e com preconceitos pré-históricos. Um chip
- melhoraria o discernimento desses indivíduos, .... ponto de diminuir a intolerância? Ou
- simplesmente vai fornecer novos argumentos para fortalecer posições retrógradas?
- Outro ponto importante é a capacidade de analisar um processo antes de dar início a um
- trabalho. Como o próprio Musk diz, “possivelmente o erro mais comum de um engenheiro
- inteligente é otimizar algo que não deveria existir”. Para isso, no entanto, não é preciso
- inteligência – e sim bom senso.
- Tenho três dúvidas sobre o funcionamento desse chip:
- SONHOS – O chip continua funcionando durante o sono? Que comandos ele pode acionar
- se o usuário estiver, por exemplo, sonhando? A Neuralink informou que o aparelho foi instalado
- em uma área do cérebro que coordena os movimentos e, assim, não estaria sujeito aos efeitos
- do inconsciente. Mesmo assim, é bom efetuar testes neste sentido. Prevenir é melhor que
- remediar.
- ROMPANTES – Várias vezes temos o impulso de fazer alguma coisa e nos arrependemos
- segundos depois. Como vai se comportar o chip nessa hora?
- HACKERS – Nosso cérebro, uma vez abrigando um chip, pode ser acessado por alguém de
- fora? Ou seja, é possível hackear o cérebro de quem instalou um chip? Obrigar alguém a seguir
- ordens?
- Essas e outras perguntas vão surgir com o tempo. Mesmo que a ideia pareça assustadora,
- precisamos nos acostumar com ela. A alternativa ao chip é uma vida muito mais limitada e sem
- nenhuma competitividade.
(Disponível em: www.exame.com/colunistas/money-report-aluizio-falcao-filho/algumas-duvidas-sobre-o-chip-implantado-no-cerebro/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
O termo “nos” (l. 42) é classificado morfologicamente como:
A misteriosa caverna britânica com desenhos que intrigam historiadores há 3 séculos
O administrador da caverna, Nicky Paton, indicou para mim as figuras, uma a uma. “Aquela é Santa Catarina, na roda de execução. […] “E aquele é São Lourenço. Ele foi queimado até a morte sobre uma grelha.” Em meio a essas aterradoras cenas cristãs, havia também imagens pagãs - um grande cavalo entalhado e um símbolo de fertilidade conhecido como sheela na gig - uma mulher com órgãos sexuais exagerados. Outra imagem retratava uma pessoa segurando um crânio na mão direita e uma vela na esquerda, teoricamente representando uma cerimônia de iniciação. […] E, para tornar os entalhes ainda mais assustadores, havia sua execução rudimentar, quase infantil. Imagine qual terá sido a surpresa das pessoas que redescobriram por acaso a caverna de Royston, no verão de 1742. Escavando as fundações para uma nova bancada no mercado de manteiga da cidade, um trabalhador encontrou uma pedra de moinho enterrada e descobriu que ela escondia a entrada de um poço profundo na terra. Como ainda não havia normas de saúde e segurança, um garoto que passava recebeu rapidamente uma vela e foi baixado ao poço em uma corda para investigar. […] O que se descobriu no poço foi menos lucrativo, mas muito mais misterioso: uma xícara quebrada e algumas joias, um crânio, ossos humanos e paredes gravadas, de cima a baixo, com estranhas figuras sem expressão facial. Três séculos depois, a caverna de Royston continua sendo um dos lugares mais misteriosos do Reino Unido. Cada vez surgem mais teorias sobre o seu propósito, sem sequer chegar perto de uma resposta.
O mistério das origens
“O que torna a caverna tão curiosa para os visitantes e historiadores é que ela ainda é um enigma” […] afirma Paton. “Principalmente porque não existe documentação sobre a sua existência antes daquela descoberta acidental. […] Mas existem muitas teorias. Pessoas com tendências esotéricas afirmam que a caverna fica na interseção de duas linhas de ley - caminhos antigos que, segundo se acredita, conectam lugares com poder espiritual. Uma dessas linhas, a chamada Linha de Michael, também atravessa os círculos de pedra de Stonehenge e Avebury. O que se pode verificar com mais facilidade é que a caverna fica exatamente abaixo do entroncamento de duas estradas antigas muito importantes. […] Hoje, uma grande lápide é tudo o que resta de uma cruz que ficava na junção das duas estradas. […] O antiquário William Stukeley […] escreveu um estudo inicial sobre o seu propósito. Ele observou que essas cruzes [...] tinham dois propósitos naquela era de alta religiosidade e baixos índices de alfabetização: “relembrar as pessoas de fazer suas orações e guiá-las para o caminho a que elas queriam ir”. As pessoas religiosas, segundo ele, construíam “celas e grutas em rochas, cavernas e ao lado das estradas” […]. Existe na caverna um grande entalhe ilustrando São Cristóvão, o santo padroeiro dos viajantes, o que dá credibilidade à teoria de que a caverna servia a este tipo de função. Mas a teoria que capturou a imaginação do público, mais do que qualquer outra, é que a caverna de Royston foi um esconderijo subterrâneo dos cavaleiros templários - […] ordem de monges guerreiros que acumulou vasta riqueza e influência em toda a Europa, até ser violentamente eliminada em 1307. Os templários fundaram a cidade próxima de Baldock nos anos 1140 e existem documentos que comprovam que eles faziam comércio semanalmente no mercado de manteiga de Royston entre 1149 e 1254. A historiadora local Sylvia Beamon acredita que [...] “Uma capela templária provavelmente se tornou uma necessidade maior do que qualquer outra coisa […] “Ela fornecia um refúgio noturno para os comerciantes templários e... um armazém para os produtos do mercado.”
Como datar as gravuras?
Beamon interpreta o formato circular da caverna como referência à Igreja do Santo Sepulcro em Jerusalém e sugeriu que os entalhes contêm símbolos da arte templária […]. Embora se acredite que a caverna tenha sido pintada com cores brilhantes, muito pouco pigmento ainda permanece […]. Não existe outro material orgânico na caverna que possa ser datado. Os restos humanos […] foram perdidos há muito tempo. De forma que a maneira mais confiável de datar os entalhes é um exame estilístico, que foi conduzido em 2012 pelo Museu Real de Armas de Leeds, no Reino Unido. A análise concluiu que as roupas curtas dos homens e os penteados e chapéus das mulheres indicam uma época entre 1360 e 1390 e a imagem de São Cristóvão foi datada da mesma época. O relatório concluiu ser improvável que algum dos entalhes tenha sido feito antes de cerca de 1350 - um século depois da atividade dos templários em Royston […]. Além disso, os entalhes apresentam iconografia cristã, sem o simbolismo tipicamente associado aos templários […]. Os cavaleiros templários eram conhecidos pela construção de igrejas redondas, mas a forma circular da caverna não é necessariamente uma ligação com os templários. […] Nem a presença de símbolos pagãos, como a sheela na gig, é tão misteriosa. A mesma imagem aparece em igrejas medievais no Reino Unido e no continente europeu. Então, por que essa suposta conexão com os templários? [...] “O risco é que as pessoas tenham tentado contar histórias desde o primeiro dia” […] afirma Tobit Curteis, responsável pela conservação da caverna. [...] A professora Helen Nicholson, historiadora medieval […] concorda. “As pessoas na Inglaterra são fascinadas pelos templários desde que eles foram proibidos, no século 14”, afirma ela. Os julgamentos dos templários incluíram acusações de que eles conduziam cerimônias ocultas em lugares secretos subterrâneos. “Na verdade, são histórias de terror góticas”, segundo Nicholson. [...]
'Incrivelmente especial'
O fascínio real da caverna, segundo Curteis, é sua sobrevivência e redescoberta. “Nós perdemos 99% das outras obras de arte daquele período, de forma que a caverna é incrivelmente especial”, afirma ele. [...] Alguém, provavelmente em meados ou no final dos anos 1300, fez aquelas inscrições e a mais impressionante delas - a figura que segura um crânio em uma mão e uma vela na outra - permanece sem explicação. Poderíamos facilmente reduzi-la a um grafite mistificador acrescentado pouco depois da descoberta da caverna para atrair turistas, não fosse pela forma como ela se harmoniza com o crânio humano, a cerâmica cerimonial e as joias também encontradas no local. Em uma era em que a maioria dos mistérios é resolvida, a caverna de Royston continua a trazer mais perguntas do que respostas. Isso inclui a questão mais fascinante de todas: o que mais permanece abaixo dos nossos pés, esperando para ser encontrado?
BBC News
Considere o seguinte excerto: “E, para tornar os entalhes ainda mais assustadores, havia sua execução rudimentar, quase infantil.” Em relação às categorias gramaticais, as palavras “para”, “entalhes”, “ainda”, “sua” e “quase” no excerto dado são classificadas, respectivamente, como:
No fragmento “E que somos capazes de abreviar a brutalidade cotidiana, sendo mais gentis e razoáveis uns com os outros”, o termo sublinhado é classificado como:
Uma carta ao algoritmo
Por Fabrício Carpinejar
01 Algoritmo, já que você vive registrando nossas ações, onde estamos, onde compramos,
02 em que lugar queremos passar as férias, já que conhece as nossas mentiras e os limites de
03 nossos cartões de crédito, nossos arroubos, nossas vontades, nossas tristezas, nossas playlists,
04 nossas canções melancólicas e eufóricas, já que oferece produtos que mal começamos a
05 pesquisar, já que ______ o dom profético de se antecipar aos nossos desejos, já que tolera as
06 nossas neuroses, já que perdoa a nossa ansiedade, já que cronometra o nosso tempo on-line,
07 já que repassa vídeos emocionais pela enésima vez, já que cria ataques de fofura com vídeos de
08 cachorros e gatos, já que traz depoimentos de resiliência quando estamos prestes .... desistir de
09 tentar, eu rogo que use todas as nossas informações a nosso favor, não mais exclusivamente
10 .... seu benefício, por um breve momento de generosidade.
11 Não sei se você ______ pai, ou mãe, ou irmão, alguma ligação afetiva ou consanguínea
12 com os números, mas pense um pouquinho em nós como parte de sua família.
13 Suspenda por um instante sua ambição de estatísticas e nos ajude em nossas realizações.
14 Afinal, está milionário, não precisa de mais nada, pode diminuir o ritmo frenético de seus
15 negócios e faturamento sem correr nenhum risco de empobrecer de repente. Ofereça-nos a
16 tecnologia para encontros afetivos mais rápidos. Não precisamos nos desgastar tanto se você
17 tudo vê, tudo sabe.
18 Portanto, eu peço:
19 — Não deixe nossos amigos continuarem sofrendo por relacionamentos opressivos,
20 sufocantes. De tanto que quebraram a cara no amor, são vitrais. Ponha-os em contato com
21 pessoas que prestam, que possam estabelecer conexões profundas de respeito e admiração.
22 Facilite a intimidade mais do que a atração. Não permita que eles percam a esperança na vida a
23 dois. Não ______ como aconselhá-los depois que se apaixonam pelo perfil errado. Eles não mais
24 nos escutam. Doemos, impotentes, testemunhando que anulam suas identidades para agradar
25 e corresponder .... expectativas insanas da química. Perderão o emprego, a realidade, a razão,
26 o equilíbrio, sustentando a fantasia de quem não os merece.
27 — Afaste de nossa existência virtual os narcisistas. Poupe-nos do trabalho de bloqueá-los
28 após servirmos de cobaias. Já estaremos exaustos e sequelados. Use seu filtro como nosso
29 escudo. Aproxime-nos daqueles que se preocupam com os outros, que ainda postam o pôr de
30 sol ou a lua cheia, que se emocionam com a nudez do mar ou do rio, que ficam na janela,
31 imóveis, olhando a chuva, que recolhem o lixo da rua que não foi jogado por eles, que entendem
32 o valor de uma xícara de café quente e de um cálice de vinho, que passam adiante uma frase de
33 Clarice Lispector ou de Caio Fernando Abreu, que defendem a importância de embrulhar
34 presentes, que esperam ansiosamente o feriado para visitar os pais no interior, que festejam
35 cada móvel que chega em sua casa, que guardam suas moedas num potinho, que organizam o
36 armário inteiro quando adquirem uma peça nova, que dormem agradecendo e acordam rezando
37 por um mundo melhor.
38 — Cuide de nossa saúde mental porque um dia podemos nos cansar de você.
(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/01/uma-carta-aoalgoritmo-clr6p50dz003201475yj7tmnw.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa na qual a palavra sublinhada NÃO seja um artigo definido.
Leia atentamente o texto a seguir e responda às questões de 1 a 10.
Calor matou mais que deslizamentos de terra no Brasil, aponta estudo
Nos anos de 2010, o Brasil enfrentou de 3 a 11 ondas
de calor por ano, quase quatro vezes mais do que na década
de 1970, quando de zero a no máximotrês desses eventos
climáticos extremos foram registrados.
5 As consequências são fatais: de 2000 a 2018, em
torno de 48 mil brasileiros morreram por efeito de bruscos
aumentos de temperatura – número superior ao de mortes
por deslizamentos de terra.
Os dados inéditos foram compilados em estudo
10 publicado na quarta-feira (24/1) por 12 pesquisadores de
sete universidades e instituições brasileiras e portuguesas,
como a Universidade de Lisboa e a Fundação Oswaldo Cruz
(Fiocruz), no periódico científico Plos One.
"Os eventos de ondas de calor aumentaram em
15 frequência e intensidade", diz à BBC News Brasil o físico
Djacinto Monteiro dos Santos, que liderou o estudo, como
parte de sua pesquisa no Departamento de Meteorologia
da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um
20 padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na
sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade,
duração e frequência de aumentos na temperatura para
prever níveis considerados nocivos à saúde humana.
A pesquisa analisou dados das 14 áreas
25 metropolitanas mais populosas do Brasil, onde vivem 35%
da população nacional, um total de 74 milhões de
brasileiros.
Foram assim consideradas as seguintes cidades:
Manaus e Belém, no Norte; Fortaleza, Salvador e Recife, no
30 Nordeste; São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, no
Sudeste; Curitiba, Florianópolis e Porto Alegre, no Sul; e as
regiões metropolitanas de Goiânia, Cuiabá e do Distrito
Federal, no Centro-Oeste.
Além de aumentarem em volume, as ondas de calor
35 também estão cada vez mais prolongadas.
Nas décadas de 1970 e 1980, esses eventos adversos
duravam de três a cinco dias. Entre os anos de 2000 e 2010,
entre quatro e seis dias.
(...)
(Filipe Vilicic. BBC NEWS BRASIL. https://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2024/01/calor-matou-mais-que-deslizamentos-de-terra-no-brasil-aponta-estudo.shtml)
Para definir o que são ondas de calor, usou-se um padrão conhecido como Fator de Excesso de Calor (EHF, na sigla em inglês), que leva em consideração a intensidade, duração e frequência de aumentos na temperatura para prever níveis considerados nocivos à saúde humana. (L.19-23)
No período acima há
Expectativa de vida do brasileiro sobe para 75,5 anos, mostra Censo
- A expectativa de vida do brasileiro ao nascer subiu para 75,5 anos, segundo dados do
- Censo 2022, divulgados nesta quarta-feira (29/12/2023) pelo IBGE. Na comparação com o
- último _________, realizado em 2010, os brasileiros ganharam pouco mais de 2 anos de
- expectativa de vida.
- Na comparação com 2021, ano anterior ao da pesquisa atual, o ganho foi ainda maior,
- efeito da pandemia, que levou .... morte de muitos brasileiros. Em 2021, a expectativa de vida
- ao nascer era de 72,8 anos.
- A esperança de vida ao nascer é determinada com base na taxa de mortalidade em todas
- as idades. Ao nascer, a estimativa é que um brasileiro viva, em média, até os 75 anos. No
- entanto, isso não quer dizer que, para quem chegou até os 70 anos, restam apenas cinco anos
- de vida.
- De acordo com o IBGE, aqueles que alcançaram essa idade têm uma expectativa de vida
- adicional de 14,7 anos. Colocando de outro modo, se um adulto conseguiu chegar aos 70 anos,
- suas chances de ultrapassar o patamar esperado ao nascer são maiores.
- Outro destaque é que as mulheres viveram sete anos a mais do que os homens em 2022.
- Entre elas, a esperança de vida ao nascer é de 79 anos. Para eles, é de apenas 72 anos.
- De acordo com especialistas em demografia, isso acontece porque, durante a adolescência
- e a idade jovem adulta, a mortalidade dos homens se acentua, por estarem mais expostos ....
- violência, principalmente homicídios, e .... acidentes de trânsito ou no trabalho.
- Além disso, a mortalidade da pandemia entre idosos pode ter contribuído para uma base
- fraca de comparação nos anos de 2020 e 2021, quando a esperança de vida ao nascer caiu
- depois de décadas avançando.
- Em 2020, primeiro ano da pandemia, foram computados 1,556 milhão de mortes no Brasil,
- chegando a 1,832 milhão de mortes em 2021. Ano passado, esse patamar caiu para 1,542
- milhão, mas ainda se encontra elevado, considerando a tendência de queda observada antes da
- pandemia.
- Os próximos anos devem ser marcados pela diminuição do _________ de mortes entre os
- idosos, à medida que a pandemia é superada. Ao mesmo tempo, na comparação com os anos
- precedentes ao de 2019, deve haver aumento da mortalidade devido ao envelhecimento
- populacional.
(Disponível em: https://exame.com/brasil/expectativa-de-vida-do-brasileiro-sobe-para-755-anos-mostra-censo/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
As palavras “não” (l. 10), “porque” (l. 17) e “esse” (l. 24) são classificadas, respectivamente, como:
Uso excessivo de celular pode causar falsa miopia
01 Inúmeros problemas estão _______ ao uso excessivo do celular e do computador,
02 incluindo doenças oculares. Não por acaso é comum sentir a vista embaçada após horas de
03 _______ à tela do celular. E esse é o principal sintoma da chamada falsa miopia.
04 O oftalmologista Hilton Medeiros, da Clínica de Olhos Dr. João Eugenio, explica a condição.
05 “Isso ocorre porque um músculo dentro do olho, chamado ciliar, se contrai para focalizar imagens
06 próximas, esforçando-se para encontrar o foco. Com o esforço constante, ele entra em fadiga e,
07 para conseguir focalizar as imagens de longe, este músculo precisa estar relaxado”.
08 Segundo o especialista, pessoas com hipermetropia são mais su...etíveis a essa disfunção
09 já que a falsa miopia se caracteriza por um tipo de dificuldade de enxergar de perto.
10 Dessa forma, para focar imagens próximas, o hipermetrope faz um esforço exagerado e
11 pode sofrer espasmos nessas musculaturas. “Os músculos se contraem e a visão permanece
12 focada para perto, porém embaçada para longe, dando a falsa impre...ão de miopia”, comenta
13 o oftalmologista.
14 Contudo, esse esforço repetitivo não necessariamente levará o paciente a ser míope de
15 fato. Crianças, por outro lado, com a visão em formação, têm quase o dobro de chances de
16 desenvolver miopia acomodativa e, a longo prazo, mais propensão a desenvolver miopia
17 verdadeira.
18 A miopia verdadeira ocorre quando o olho é mais longo do que o normal, o que faz com
19 que os raios de luzes sejam focados muito antes na retina, prejudicando assim a visão de longe.
20 Embora os sintomas sejam os mesmos, os meios de correção são diferentes. Na verdadeira
21 miopia, podem ser utilizados óculos e lentes de contato ou cirurgias reparadoras a laser, pois se
22 trata de um problema anatômico. Para a falsa, pode ser indicado o uso de colírios, exercícios
23 visuais e até óculos para perto.
24 Além disso, alguns cuidados, como dar pausas no computador a cada hora, manter a tela
25 do computador na altura da linha dos olhos, dar preferência a monitores com alta resolução e
26 piscar mais vezes, são indispensáveis.
(Disponível em: www.catracalivre.com.br/saude-bem-estar/uso-excessivo-de-celular-pode-causar-falsa-miopia/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Considerando o contexto apresentado, assinale a alternativa que indica a correta classe gramatical da palavra sublinhada a seguir: “E esse é o principal sintoma da chamada falsa miopia”.
Texto para responder à questão.
Cidadezinha qualquer
Casas entre bananeiras
Mulheres entre laranjeiras
Pomar amor cantar
Um homem vai devagar.
Um cachorro vai devagar.
Um burro vai devagar.
Devagar... as janelas olham.
Eta vida besta, meu Deus.
(Reunião. 10. Ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1980. p. 17.)
Considerando o emprego e a ausência dos recursos gramaticais da língua portuguesa para obter os sentidos pretendidos no poema lido, analise as afirmativas a seguir.
I. Na primeira estrofe ocorre a ausência de artigos, o que resulta na generalização dos substantivos. Esse recurso permite uma visão global e dinâmica de uma pequena cidade do interior. Nessa visão, aquilo que é de origem humana se funde à paisagem natural.
II. A segunda estrofe se difere da primeira no uso do artigo indefinido que introduz os três versos. O uso do artigo tira a visão de um campo geral e permite uma visão focalizada e individualizada determinando quais são os seres que compõem a cena. Tanto o homem quanto o cachorro e o burro têm os gestos marcados por movimentos lentos como é perceptível devido ao uso da palavra “devagar” encerrando cada verso.
III. A terceira estrofe inicia-se com a palavra “devagar” seguida por reticências e o substantivo “janelas” acompanhado de artigo. Essa sequência proporciona uma visão particular e direcionada às janelas típicas das cidadezinhas do interior que sobre as quais as pessoas se debruçam à procura de acontecimentos que quebram a rotina.
Está correto o que se afirma em
Não é justo só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento da partida
Por Fabrício Carpinejar
- A morte atin...e toda uma vida.
- Se morre quem foi sua ex-esposa ou ex-marido, você será também viúvo ou viúva, mesmo
- que não estivessem juntos há muito tempo.
- A nomenclatura tradicional é só chamar de viúvo ou viúva o atual parceiro no momento
- da partida, o que não é justo.
- O fim abole o corpo da cronolo...ia, resgata o espírito das lembranças.
- A viuvez não é exclusiva ao estado civil de uma fase da existência, mas envolve as fases
- e idades pregre...as.
- Não morre unicamente a versão final da pessoa, acontece a despedida de suas diferentes
- versões, do passado por completo.
- Se _______ cinco casamentos, haverá cinco viúvos ou viúvas. E nenhum é mais ou menos
- legítimo do que o outro. Nenhum é mais ou menos valioso do que o outro. As lágrimas não
- _______ hierarquia.
- Não importam a separação, as brigas, as desavenças, o papel do divórcio diante do bem
- inviolável da cumplicidade.
- É um choque receber a notícia de adeus de um antigo amor.
- Você desmoronará em segundos. Arcará com uma tremedeira das mãos, um baque, um
- desconforto, um desespero, como se tivesse dormido ao lado daquela companhia no dia. Como
- se tivesse tomado o café da manhã com ela. Como se tivesse recém tocado em seu rosto ausente.
- Perderá o ar, o chão, as palavras.
- Maior do que a intimidade da paixão que já existiu na convivência é a intimidade da dor
- que agora bate a sua porta. Para a dor, não existe ontem.
- Demorará para a notícia soar convincente. Você não achará possível, acreditará que é uma
- mentira.
- Vai doer o futuro abreviado, o que o ente querido não teve chance de viver.
- Este é o mais decisivo ponto de virada emocional: você deixa de ser egoísta, de pensar
- em si. Não é um arrependimento pelo término da relação, mas um pesar generoso pelo término
- de uma vida.
- Não significa que continua amando o ex, que reprimiu o seu querer por longo período,
- significa que reconhece o quanto ele se mostrou decisivo em sua evolução.
- O sofrimento do luto será igual dentro ou fora do casamento. As memórias mais remotas
- voltarão à tona: as gargalhadas, as canções, as viagens, as festas, a amizade.
- Tudo o que foi ruim desaparecerá, restando apenas a gratidão. Sentirá uma estranha e
- extraordinária comoção pela história em comum.
- Você se perceberá como uma peça de um desafiador puzzle. E qualquer peça é importante.
- Até porque, na hora de montar o quebra-cabeça, aconselha-se começar pelas bordas.
- Você é uma das pontas da imagem, fez parte de um sonho. Não se encontra no centro
- dos acontecimentos, na cabeceira do velório, segurando a alça do caixão, não se vê como
- protagonista da perda, mas está ali, presente no início difícil, nas primeiras descobertas da
- silhueta, na composição das cores e de padrões, possibilitando o encaixe do conjunto e a
- formação da saudade.
(Disponível em: www.gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/nao-e-justo-so-chamar-de-viuvo-ou-viuva-o-atual-parceiro-no-momento-da-partida – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que classifica corretamente o vocábulo “tradicional” (l. 04).
Referindo-se a classes de palavras, no primeiro quadrinho (com), no segundo (um) e no terceiro (afinal) são:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 7.
Máscara em mosaico e outros tesouros são encontrados em tumba de rei maia
O auge da civilização maia ocorreu entre 250 d.C. e 900 d.C. Apesar da grande importância histórica, existem poucos resquícios desse período devido ao saqueamento de sítios arqueológicos. Mas, recentemente, um trabalho da Universidade Tulane, nos EUA, conseguiu recuperar raros tesouros da época. sítio Liderado pelo arqueólogo Francisco EstradaBelli, o time de pesquisadores fez investigações no de Chochkitam, localizado na Guatemala, em uma região próxima das fronteiras dos atuais países México e Belize. Em 2022, a equipe encontrou a tumba de um rei maia, datada em 1.700 anos.
A descoberta foi possível graças à tecnologia LIDAR, que utilizou um avião para direcionar raios laser para o chão e, assim, fazer um mapeamento da área. “É como tirar raio-X do solo da floresta”, explica Estrada-Belli, em nota. “Isso revolucionou o nosso campo. Agora podemos ver aonde estamos indo, em vez de simplesmente fazer uma expedição na floresta esperando achar alguma coisa”, diz.
A tumba contém oferendas funerárias consideradas extraordinárias. Há uma máscara de jade em mosaico, raras conchas de ostra e escritos em ossos humanos. Estima-se que as relíquias sejam de 350 d.C.
A expectativa é que elas contribuam para a compreensão de elementos da cultura maia, como a religião e a linhagem real. As conchas, por exemplo, eram utilizadas pela realeza como joias e moedas, além de servirem para oferendas religiosas e de sacrifício. Os escritos em ossos humanos, por sua vez, foram feitos em pedaços de fêmur. Um deles retrata um homem que seria um rei — até então desconhecido — segurando uma máscara de jade similar à encontrada na tumba. Os pesquisadores suspeitam que os hieróglifos vistos no material possam identificar o pai e o avô do líder, conectando-o a outros estados maias, como Tikal e Teotihuacan.
“Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”
Revista Galileu. Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2024/02/mascara-em-mosaico-e-outros-tesouros-sao-encontrados-em-tumba-de-rei-maia.ghtml
Considere o excerto a seguir para responder às questões 5, 6 e 7:
“Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”
Em relação às categorias gramaticais, no contexto em que ocorrem, as palavras “uma”, “descoberta”, “obscuro” e “qual” classificam-se respectivamente em:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 7.
Máscara em mosaico e outros tesouros são encontrados em tumba de rei maia
O auge da civilização maia ocorreu entre 250 d.C. e 900 d.C. Apesar da grande importância histórica, existem poucos resquícios desse período devido ao saqueamento de sítios arqueológicos. Mas, recentemente, um trabalho da Universidade Tulane, nos EUA, conseguiu recuperar raros tesouros da época.
Liderado pelo arqueólogo Francisco EstradaBell, o time de pesquisadores fez investigações no sítio de Chochkitam, localizado na Guatemala, em uma região próxima das fronteiras dos atuais países México e Belize. Em 2022, a equipe encontrou a tumba de um rei maia, datada em 1.700 anos.
A descoberta foi possível graças à tecnologia LIDAR, que utilizou um avião para direcionar raios laser para o chão e, assim, fazer um mapeamento da área. “E como tirar raio-X do solo da floresta”, explica Estrada-Belli, em nota. “Isso revolucionou o nosso campo. Agora podemos ver aonde estamos indo, em vez de simplesmente fazer uma expedição na floresta esperando achar alguma coisa”, diz.
A tumba contém oferendas funerárias consideradas extraordinárias. Há uma máscara de jade em mosaico, raras conchas de ostra e escritos em ossos humanos. Estima-se que as relíquias sejam de 350 d.C.
A expectativa é que elas contribuam para a compreensão de elementos da cultura maia, como a religião e a linhagem real. As conchas, por exemplo, eram utilizadas pela realeza como joias e moedas, além de servirem para oferendas religiosas e de sacrifício. Os escritos em ossos humanos, por sua vez, foram feitos em pedaços de fêmur. Um deles retrata um homem que seria um rei — até então desconhecido — segurando uma máscara de jade similar à encontrada na tumba. Os pesquisadores suspeitam que os hieróglifos vistos no material possam identificar o pai e o avô do líder, conectando-o a outros estados maias, como Tikal e Teotihuacan. “Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”
Revista Galileu. Disponível em:https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2024/02/mascara-em-mosaico-e-outros-tesouros-sao-encontrados-em-tumbade-rei-maia.ghtml
Considere o excerto a seguir para responder às questões 5,6 e 7:
“Uma descoberta como essa é um pouco como ganhar na loteria, em termos de informação”, constata o arqueólogo Estrada-Belli. “Ela abre uma janela para um tempo obscuro sobre o qual temos pouquíssimos textos.”
Em relação às categorias gramaticais, no contexto em que ocorrem, as palavras “uma”, “descoberta”, “obscuro” e “qual” classificam-se respectivamente em:
Atenção: Leia atentamente o texto a seguir e responda as questões de 01 a 10:
Sobre gatilhos emocionais
Vimos em várias notícias na mídia sobre gatilhos emocionais. Mas, o que são eles? Gatilhos são situações ou acontecimentos que acionam ou disparam determinado tipo de emoção, memória ou trauma. Uma palavra, um cheiro, uma música, um tom de voz podem ativar sentimentos muitas vezes represados.
Quais são os tipos de gatilhos emocionais? Alguém lhe rejeitar; lhe ignorar, lhe abandonar ou ameaçar fazer isso, alguém lhe criticar ou julgar, alguém lhe censurar, especialmente em público. Alguém agir com indiferença ou alguém debochar de você.
Gatilhos emocionais podem ser vistos como “besteira” por quem não os sente. Todavia, eles causam experiências muito desagradáveis. Por exemplo: você escuta um tom de voz específico e tem uma crise de ansiedade em razão disso.
Quando se tem consciência do seu ou dos seus gatilhos, as pessoas conseguem evitá-los e, assim, não sofrem os efeitos de uma intensa descarga emocional. Porém, é difícil identificá-los e essa busca pode causar desconforto.
Importante lembrar que quando não tratamos dos nossos gatilhos, eles podem nos causar: depressão, síndrome do pânico, ansiedade, entre outras condições psicológicas. O não-enfrentamento dos gatilhos ocasiona sofrimento emocional prolongado e intenso. Para recuperar a alegria de viver e deixar de temer ter crises ansiosas, você deve buscar atendimento terapêutico e psicológico.
Assim você conseguirá definir e aprender a gerir as reações adversas dos seus gatilhos. No entanto, deixo um aviso: a sua superação exigirá muita compreensão, compaixão para consigo mesmo e perseverança.
Fonte: https://www.agazeta.com.br/hz/viver-bem/sobre-gatilhos-emocionais-0224 (adaptado).
Em "uma crise de ansiedade", as palavras "uma" e "de" classificam-se, respectivamente, como:
Leia o texto abaixo para responder às questões de 1 a 10.
Separados
Por Maria Romarta
A chuva brincava de sumir e aparecer, então, Luíde nem se dava ao trabalho de fechar o guarda-chuva. Lílian havia esquecido o dela, por isso se abrigava ali, junto do ex-marido. As malas, rente aos pés dos dois, também se valiam daquele abrigo.
Eles estavam a passar um final de semana na casa de campo que tinham. Tudo ia muito bem até que Luíde, do filho, se pôs a lembrar.
— Se ele tivesse sobrevivido ia gostar de brincar naquele campinho.
— Com essa chuva toda?
— Não. Nos dias de sol.
— Também gostaria que ele estivesse aqui.
— Mas bem que eu pedi a você, Lilian, não vá ao trabalho, você precisa de repouso, fique em casa! Mas você foi. E lá acabou tropeçando, caindo da escada... Se tivesse me ouvido...
Depois disso, simultaneamente cada um fez as malas, cada um tirou seu carro da garagem e saiu estrada a fora. Foi aí que se tornaram ex. Porém, não foram muito longe, a estrada tentou, até que conseguiu prender os carros ao chão.
Juntos de novo, mas separados e numa ideia conjunta, o casal caminhou até outra estrada que havia mais adiante e cada um ligou pedindo um táxi.
Sob o mesmo guarda-chuva os dois mentiam calados, sozinhos. Após uma eternidade, um táxi apontou naquela estrada, ziguezagueando pela lama. Era o que Lílian havia chamado. O taxista, eterno de simpatia, disse qualquer coisa sobre quase não ter conseguido chegar até lá. Ela não deu muita importância, foi guardando as malas, enquanto, Luíde somente observava a chuva ir abraçando o rosto dela.
— Você vem? - O taxista perguntou ao ex.
— Não, estou esperando outro táxi.
Lílian entrou naquele carro pela porta da esquerda e acenou pelo vidro, como quem dizia milhões de coisas.
Nesse momento, Luíde percebeu que despedida tem gosto, não necessariamente bom.
Aquela despedida, aliás, tinha um gosto. Gosto de quando a gente fala o que não deve.
Fonte: Romarta, Maria. Separados. Disponpivel em: https://clubedoconto.blogspot.com/search/label/Conto. Acesso em 02 de abr de 2024
Na frase “Juntos de novo, mas separados e numa ideia conjunta, o casal caminhou até outra estrada.” Identifique a alternativa que indica a presença do artigo definido.
Para responder as questões 7 e 8, leia o Texto III.
Texto III
Fonte: Quino. Toda Mafalda. São Paulo: Martins Fontes, 2006.
Avalie o trecho abaixo, indicando, gramaticalmente, como os termos em destaque se qualificam respectivamente.
“Pra onde vão os nossos silêncios quando deixamos de dizer o que sentimos?”
BRB é eleito o melhor banco de financiamento imobiliário do Brasil
O Banco de Brasília foi eleito o melhor banco do Brasil na categoria “Financiamento imobiliário” pelo Banking Awards, premiação internacional concedida pela publicação International Banker, voltada para o segmento de finanças. Pelo quarto ano consecutivo, o BRB também recebeu o prêmio na categoria “Melhor Inovação em Varejo”.
Disponível em: <https://novo.brb.com.br/imprensa>. Acesso em: 24 abr. 2024, com adaptações.
Com base nas relações morfossintáticas estabelecidas no processo de construção da mensagem do texto, assinale a alternativa correta.
Disponível em: <https://ipam.org.br/educacao/cartilhas/>. Acesso em: 17 abr. 2024.
Em relação às classes gramaticais presentes no cartaz, assinale a alternativa que classifica, respectivamente, os termos “Por”, “uma”. “Amazônia” e “livre”.
Leia o texto a seguir para responder às questões de 1 a 7.
Caixinhas
Ninguém jamais ficou sabendo o que, exatamente, o Ramão fez para a mulher, mas um dia ela começou a colecionar caixinhas. Nunca fora de colecionar nada e, de repente, começou a juntar caixas, caixetas, potezinhos, estojos. Em pouco tempo, tinha uma coleção considerável. O próprio Ramão se interessou. Dizia:
— Mostre a sua coleção de caixas, Santinha.
E a Santinha mostrava para as visitas a sua coleção de caixas.
— Que beleza!
As caixas, caixinhas, caixetas, potes, potezinhos, estojos, baús cobriam algumas mesas e várias estantes. Era realmente uma beleza. Mas, estranhamente, a Santinha era a que menos se entusiasmava com a própria coleção. Os outros a admiravam, ela não dizia nada. Ou então fornecia alguma informação lacônica.
— Essa é chinesa.
Ou:
— É pedra-sabão.
Ninguém mais tinha problemas sobre o que dar para a Santinha no seu aniversário ou no Natal. Caixas. E as amigas competiam, cada uma querendo descobrir uma caixa mais exótica para a coleção da Santinha. Uma caixinha tão pequenininha que só cabia uma ervilha. Um baú laqueado que, supostamente, pertencera ao Conde d’Eu. Etc. etc.
O Ramão também contribuía. Quando saía em uma das suas viagens, nunca deixava de trazer uma caixinha para a Santinha. Que Santinha aceitava, sem dizer uma palavra, e acrescentava à sua coleção. E a coleção já cobria a casa inteira.
Quando a polícia, alertada pelos vizinhos, entrou na casa, viu o sangue, viu a Santinha sentada numa cadeira, muda, folheando a Amiga, mas a princípio não viu o Ramão. Só o viu quando começou a abrir as caixinhas. Havia um pouco do Ramão em cada caixinha. Até na que só cabia uma ervilha tinha um ossinho. Um fêmur estava no baú do Conde. E a Jacira ficou escandalizada quando soube que a cabeça do Ramão foi encontrada numa caixa de chapéu antiga que ela tinha trazido para a Santinha de Paris. Veja só, de Paris! Ninguém desculpou a Santinha, mas o consenso geral era de que alguma o Ramão tinha feito.
VERISSIMO, L. F. Verissimo antológico: meio século de crônicas, ou coisa parecida. São Paulo: Objetiva, 2020.
Em “Só o viu quando começou a abrir as caixinhas.”, o vocábulo “o” é um:
Responda às questões 1 a 10 com base no seguinte texto:
Em um mundo que passa por constante transformação em decorrência das mudanças climáticas, as cidades-esponja podem ser a saída para enfrentar climas extremos, com chuvas intensas e secas duradouras. Cidade-esponja é um conceito de cidade sensível à água, remetendo à situação na qual a mesma possui a capacidade de deter, limpar e infiltrar águas usando soluções baseadas na natureza. A China se tornou um dos países que mais investe em cidades-esponja desde 2012, quando uma grave enchente matou cerca de 80 pessoas em Pequim. Atualmente, a capital chinesa possui uma área de 150 hectares criada para absorver a água pluvial. Vale ressaltar que as cidades-esponja não ajudam somente no caso de enchentes. Elas também funcionam combatendo as ondas de calor, graças às suas áreas verdes. No Brasil, nenhuma cidade adotou ainda os pilares que fazem uma cidade ser “esponja”. Metrópoles como a capital São Paulo ou Belo Horizonte, em Minas Gerais, por exemplo, têm bolsões para conter o excesso de água das chuvas (os piscinões) ou áreas permeáveis, mas nenhuma delas segue os critérios completos que unem o urbano ao meio ambiente de forma sustentável.
Adaptado de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/05/cidades-esponja-na-china-e-no-resto-do-mundo-saiba-onde-essas-metropoles-inteligentes-ja-existem.
Na frase Elas também funcionam combatendo as ondas de calor, o vocábulo também pertence à classe gramatical dos:
Leia o texto para responder às questões de 1 a 9.
Microplásticos são descobertos pela 1ª vez em vestígios arqueológicos
Dezenas de partículas de plástico foram encontradas em coletas atuais e em amostras extraídas do solo na década de 1980 em dois sítios arqueológicos em York, Inglaterra
Nos últimos anos, uma série de estudos têm evidenciado a presença de microplásticos no oceano, no ar e até mesmo no organismo humano. Agora, pesquisadores descobriram que esses pequenos materiais estão contaminando também vestígios arqueológicos retirados do solo.
Uma pesquisa publicada em 1º de março na revista Science of The Total Environment identificou em coletas de solo 66 partículas de 16 tipos de polímeros de microplástico. “O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.
Os microplásticos são partículas de plástico com tamanho entre 1 micrômetro (milésimo de milímetro) e 5 milímetros. A sua origem é diversa: podem estar em itens de higiene pessoal, cosméticos, garrafas PET, celulares e roupas.
Os pesquisadores analisaram amostras de dois períodos: as mais antigas são datadas dos séculos 1 ou 2 e foram retiradas do solo na década de 1980, em dois sítios arqueológicos de York, a uma profundidade de mais de 7 metros. Já as demais foram coletadas na contemporaneidade em regiões próximas de onde ocorreram as escavações no passado.
“Nós pensamos nos microplásticos como um fenômeno moderno, já que só temos ouvido falar deles nos últimos 20 anos”, contextualiza David Jennings, pesquisador da Universidade de York.
Ele explica que há duas décadas, no ano de 2004, o professor Richard Thompson revelou que microplásticos estavam em águas marítimas desde 1960, em decorrência da grande produção de plástico após a Segunda Guerra Mundial.
“Esse novo estudo mostra que as partículas se infiltraram em depósitos arqueológicos. E, como no caso dos oceanos, isso provavelmente está acontecendo há um período similar, considerando que partículas foram encontradas em amostras de solo retiradas e arquivadas em 1988, de Wellington Row, em York”, sugere Jennings.
Os achados inéditos levantam questionamentos sobre o impacto dos microplásticos em materiais estudados por arqueólogos. Acredita-se que essas partículas podem afetar a química do solo e prejudicar a preservação de resquícios importantes.
Assim, surge uma dúvida: será que preservar amostras arqueológicas in situ continua sendo a abordagem mais adequada? “Daqui para frente, tentaremos descobrir até que ponto essa contaminação compromete o valor de evidência desses depósitos e qual a sua importância nacional”, comenta Schofield.
Revista Galileu. Disponível em<https://revistagalileu.globo.com/ciencia/arqueologia/noticia/2024/03/microplasticos-saodescobertos-pela-1a-vez-em-vestigiosarqueologicos.ghtml>
Considere o excerto a seguir para responder às questões de 7 a 9:
“O que antes se acreditava serem depósitos arqueológicos puros, prontos para investigação, estão, na realidade, contaminados por plástico”, afirma em comunicado o arqueólogo John Schofield, da Universidade de York, no Reino Unido.
No contexto apresentado, o vocábulo “o”, em destaque, desempenha o papel gramatical de: