Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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A palavra destacada tem a mesma função sintática do vocábulo destacado na alternativa:
O verbo "voltar" de acordo com o sentido, pode ser intransitivo, transitivo direto e transitivo direto e indireto. Identifique a alternativa em que a regência dele está INCORRETA:
"Os pesquisadores coletaram e analisaram a samambaia — uma planta chamada Christella parasítica, que revelou ter potentes propriedades anti-inflamatórias."
I."uma planta chamada christella parasítica" é um aposto.
II.O sujeito da forma verbal "analisaram" é indeterminado.
III."a samambaia " é objeto direto dos verbos "coletar" e "analisar."
IV."potentes" e "anti-inflamatórias" são adjuntos adnominais.
V.O verbo "coletar" está como intransitivo.
VI.Os verbos "coletar" e "analisar" possuem como sujeito "samambaia".
VII.O "que" tem como referente "samambaia".
Após analise, assinale a alternativa CORRETA:
• ... caçambas sendo atiradas ao chão na madrugada, o asfalto sendo corroído, buracos por toda parte... (2º parágrafo)
• O espantoso é que, com toda a tecnologia de construção que a gente vê pelo mundo inteiro, ainda existam bate-estacas dinossáuricos... (3º parágrafo)
• Mas como manter teletrabalho com a insensatez das construções que, a cada momento, surgem repentinamente ao nosso redor? (3º parágrafo)
As expressões destacadas apresentam, correta e respectivamente, circunstâncias de:
Caminhos da Reportagem trata dos 60 anos do golpe militar no Brasil
Por Agência Brasil

(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2024-03/caminhos-da-reportagem-trata-dos60-anos-do-golpe-militar-no-brasil – texto adaptado especialmente para esta prova).
I. Em “Castello Branco assumiu a presidência em 15 de abril”, o verbo “assumiu” classifica-se como transitivo direto.
II. A frase “tornando-se o primeiro dos cinco presidentes-generais” expressa uma circunstância de modo em relação à oração principal.
III. O trecho “de setores conservadores da política e da sociedade, de empresários, da Igreja Católica e das Forças Armadas” exemplifica um caso de adjunto adverbial de companhia.
Quais estão corretas?
Leia o Texto 4 para responder a questão.
Texto 4
Rebeca Andrade compartilha suas motivações para superar os desafios
Por Luna D’Alama
Início
Comecei por meio de um projeto social, então entendo como isso é importante. No [Ginásio] Bonifácio Cardoso [em Guarulhos], foi a minha primeira oportunidade da vida e eu soube aproveitá-la. A ginástica veio como uma surpresa. Minha tia trabalhava no ginásio, onde fariam os testes. Fiz o meu primeiro e passei.
Estou com o Chico [o treinador Francisco Porath] desde os meus 7, 8 anos. E foi muito importante ter tido bons profissionais que me ajudaram a conquistar tudo o que eu gostaria dentro do esporte, para me tornar uma atleta de alto rendimento.
Inspiração
Eu me inspirei demais na Dai [Daiane dos Santos, ex-ginasta gaúcha, nove vezes medalha de ouro em campeonatos mundiais] para continuar na ginástica. Foi com quem me identifiquei, sendo mulher preta, explosiva, tendo aquela energia e alegria. Me sentia muito parecida com ela. É muito bom quando você tem referências. E eu, como mulher e mulher preta, poder ser referência para meninas e meninos, adolescentes, pretos e não pretos é algo muito grandioso. Quando faço eventos e as crianças contam que começaram a fazer ginástica depois que me viram, é muito legal. As pessoas veem aquela luz no fim do túnel.
Investimentos
A gente vê como a ginástica está crescendo no Brasil. Incentivo e investimento nunca são demais. A gente ainda precisa, sim, ter mais esportes – não só a ginástica – em lugares públicos. Eu comecei a ginástica através de um projeto social. Se tivesse que pagar para estar no ginásio, não teria conseguido me manter. Então, quanto mais opções públicas houver, mais possibilidades a gente vai encontrar, porque muitas vezes a gente perde talentos no Brasil porque o pai ou a mãe não tem condições de manter o filho naquele esporte, por ser caro demais. E não é só pagar o lugar, mas a condução, ou não tem quem leve [e busque]. É tudo muito difícil, começa a acumular muita coisa. Então, quanto mais acessível for, mais fácil será. A gente teria muitos talentos.
Otimismo
Sempre falo sobre acreditar [apesar das dificuldades], saber que é possível, que a gente vai escutar muitos “nãos” na vida. Muita gente quis me aposentar depois das lesões [no joelho]. Se eu tivesse parado de treinar, não teria conquistado minhas medalhas, não teria tido esse orgulho de ter pódios olímpicos e mundiais. Então é [preciso] acreditar no processo, nos profissionais que estão com você. Tento mostrar o que vivi da melhor maneira possível, [porque] tudo depende de como você enxerga as coisas. Com as minhas lesões, eu poderia ter desistido, ficado lá embaixo, mas preferi me levantar, me reerguer e ser positiva. O esporte é difícil, a vida é difícil, mas os resultados, quando acontecem, valem muito a pena. Sou grata por tudo que passei, por todas as cirurgias e dificuldades, porque as minhas alegrias são imensuráveis. Me mantenho otimista porque sei que tenho objetivos a alcançar. Tenho todo um planejamento e acredito em ir um dia de cada vez. Sei que as coisas não acontecem de uma hora para outra, então a gente precisa ir com calma para chegar ao resultado final.
Disponível em: <https://www.sescsp.org.br/editorial/salto-de-ouro-depoimento-da-ginasta-e-medalhista-olimpica-rebeca-andrade/>. Acesso em: 20 ago. 2024. [Adaptado].
A leitura do Texto I é necessária para responder à questão:
TEXTO I
O Mágico
André Ricardo Aguiar
Ele era mágico, vivia disso e se orgulhava, quando saiu de sua terra, de ter de memória, todas as técnicas que aprendeu com um sujeito velho, espécie de caixeiro-viajante, que lhe ensinou o básico: tudo é ilusão.
Agora vivia num quartinho alugado, perto da boate onde ele, com destreza, fazia mil e uma mágicas de enganar a vista, o dito ilusionismo para alguns. Desaparecia e aparecia com o espectador e sabia muito bem esticar o suspense; as inevitáveis e mirabolantes estripulias com cartas de baralhos; o truque de mover objetos. E em tudo isso o pouco rendimento, o suado resultado que mal pagava as contas – e que mal alimentava o coelho da cartola. Também sonhava com Carolina, a filha do dono do estabelecimento. Ia e vinha entre as mesas, atendendo os clientes.
Lembrava bem da cidade em que nasceu, da prima que se espantou com a primeira mágica, do beijo roubado no crepúsculo, da estranheza em pouco mais que um fim de semana ver o pai desaparecer numa curva da estrada e nunca mais aparecer, amargo número incompleto.
Estava nas reminiscências naquela manhã, quando treinava os números daquele dia, e, num momento raro, pegou o coelho, o pôs na cartola e o viu sumir. A mão sentiu a penugem ir aos poucos se desfazendo numa matéria mínima até pouco restar, a não ser pelos entre os dedos. Depois, olhou para o fundo da cartola, para os lados, para a sala e nada.
Demorou muito a cair em si. Não era apenas a cartola. Qualquer coisa que pudesse se ocultar por ele, podia sim, sumir. E não mais voltar. Esperou dias pela volta do coelhinho e nada. Sentiu ânsias de vômito e teve a impressão de uma bola de pelos efervescentes subir a garganta, e nada.
Na boate, a platéia (SIC.) entediada, como a esperar que ele fosse apenas a atração secundária para o show com mulheres voluptuosas. Então, de pirraça, começou a desaparecer com pessoas. Escolhia ao acaso, na platéia (SIC.), aqueles seres desacompanhados, que geralmente ficavam nos cantos apenas pedindo, com os gestos mínimos, para não serem perturbados. Mas quando chamados, talvez para evitar um constrangimento na recusa, iam ao palco e se submetiam à humilhação de serem vistos e analisados com os olhares. Durava pouco, pois entravam numa cabine e, num zastrás, o vazio apenas, o holofote chicoteava e pronto, música de finalização. Ninguém reclamava o fechamento do círculo. Achavam que quem desaparecia, ia para os bastidores e de lá, talvez pegar a lateral da boate e ir embora. O dono do estabelecimento, vez ou outra, preocupado, perguntava mesmo, onde o sujeito? E ele, vestindo a roupa comum, desconversava dizendo, está na mesa perto do balcão, é só conferir. E dizia com poucas palavras, já anunciando que o silêncio era o que faltava vestir para ir cuidar da vida.
Mágica. Não tinha a capacidade, esta sim, necessária, de fazer aparecer coisas. Dinheiro no bolso ou na cartola, por exemplo. Só desaparecia. Sabia, pois sonhou com isso, que as pessoas que desapareciam, forçosamente apareciam em outros lugares. Os solitários caíam em antigas aldeias festivas e geralmente eram solicitados a cantar ou tocar. Os tímidos ou feios terminavam em serviço social, os hospitais do outro lado do mundo, os contratavam para atender pacientes. Os que estavam terrivelmente molestados, com pouco tempo de vida, iam para as guerras fronteiriças, e na luta, descobriam um sentido imediato de vida. Morriam úteis, sem saber se foi a bala ou o tumor.
Foi só quando Carolina confessou o seu amor, um amor que seria sempre proibido, que ele se lembrou do conselho do caixeiro-viajante e tornou a frase ao avesso: vida é ilusão. E programou seu último número, às ocultas.
Naquela última noite, o mágico fez tudo às pressas, tão nervoso estava. Alguns números não funcionaram. Outros, arrancaram risadas, outros ainda nem foram aplaudidos. Deixou pra o final, já cansado e com a cartola jogada no canto do palco, o número da cabine. Olhou para a platéia (SIC.) na luz difusa e com um gesto, chamou a filha do dono do estabelecimento. Tudo combinado, ela veio às pressas, enquanto o pai estava ocupado, com urgências de última hora. E quando entrou na cabine, o mágico suspirou aliviado e sem muita cerimônia, para surpresa do público, também entrou, uma maleta nas mãos. Fechou e entrou no abafado mundo do seu talento. Escuro estava. Tateou até encontrar uma mão trêmula e febril. Podia ser Carolina ou a ilusão que lhe convinha, não importa.
Desaparecer sempre era um bom começo.
ANDRÉ RICARDO AGUIAR nasceu em Itabaiana, Paraíba e ficou tempo suficiente nesta zona rural para adquirir o olhar para as coisas mais básicas da vida, tempo e memória. Veio para João Pessoa, tomou contato com livros e bibliotecas e nunca mais parou de beber da fonte. Passou por jornalismo e letras e através de muitas amizades, integrou os movimentos culturais do fim de século, além de colaborar com jornais e revistas, entre eles, Correio das Artes, sua estreia. Participou de concursos literários, fundou o selo Trema, junto com Antonio Mariano e José Caetano e ajudou a fundar o Clube do Conto da Paraíba. Começou na poesia, publicando AFlor em Construção (Idéia), Alvenaria (Ed. UFPB). Em seguida, o livro de crônicas de viagem Bagagem Lírica (Sal da Terra) e os infantis O rato que roeu o rei (Rocco) e Pequenas Reinações. Tem inéditos outros livros.
Fonte: https://clubedoconto.blogspot.com/search/label/Conto
O texto "O Mágico" apresenta uma narrativa rica, abordando diversos aspectos gramaticais, incluindo orações subordinadas. No contexto do trecho fornecido abaixo, identifique a oração subordinada e classifique-a quanto à sua função sintática.
"Foi só quando Carolina confessou o seu amor, um amor que seria sempre proibido, que ele se lembrou do conselho do caixeiro-viajante e tornou a frase ao avesso: vida é ilusão."
Leia o texto abaixo e responda à questão:

Bruno M. T. Walter; Anderson C. Sevilha. A agonia de um bioma. In:
Revista Darcy, nº 21, jan.-mar./2019 (com adaptações).
Segundo Domingos Paschoal Cegalla, em Novíssima Gramática da Língua Portuguesa (2008), “Concordância é o princípio sintático segundo o qual as palavras dependentes se harmonizam, nas suas flexões, com as palavras de que dependem”. Desse modo, tendo em vista a concordância do adjetivo predicativo com o sujeito, analise as assertivas a seguir:
I. Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos do mesmo gênero, o predicativo deve concordar no singular e no gênero deles.
II. Quando o sujeito é composto e constituído por substantivos de gêneros diferentes, o predicativo deve concordar no masculino plural.
III. Em situações de sujeito simples, o predicativo concorda em gênero e número com o sujeito.
Quais estão corretas?
Autoconhecimento, limites e equilíbrio
Por Jhully Costa

(Disponível em: gauchazh.clicrbs.com.br/saude/vida/noticia/2024/09/autoconhecimento-limites-e-equilibriopriorizar-a-si-mesmo-e-essencial-para-a-saude-mental-cm0zenn90002y012z4xtie6hc.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta transitividade da forma verbal sublinhada no trecho a seguir, retirado do texto, considerando essa situação de ocorrência.
“O gestor de finanças passou mais de uma década dedicando grande parte de sua energia ao trabalho”.
Em relação à análise sintática, analise o trecho acima e averigue as afirmativas:
I.Os vocábulos "usada" e "acidentado" são adjetivos com função de predicativo do sujeito.
II.O trecho é formado por período misto.
III.Em "o uso de máquinas" é objeto direto e "de maquinas" complemento nominal de "uso".
IV.Os vocábulos "a técnica" e "o terreno de cultivo" são sujeitos do verbo ser, respectivamente.
V."de cultivo" é locução adjetiva com função de adjunto adnominal.
Estão corretas:
"Durante o Setembro Amarelo, é fundamental que se intensifique a conscientização sobre a prevenção do suicídio, promovendo diálogos abertos e empáticos para desestigmatizar a busca por ajuda; a campanha busca informar a população sobre os sinais de alerta e oferecer suporte psicológico e emocional, destacando que, ao reconhecer e abordar problemas de saúde mental com sensibilidade e solidariedade, podemos reduzir significativamente o risco e salvar vidas."
I.A oração "que se intensifique a conscientização sobre a prevenção do suicídio" é classificada como oração subordinada substantiva subjetiva.
II.Em "... destacando QUE, ao reconhecer e abordar problemas de saúde mental com sensibilidade e solidariedade, podemos reduzir significativamente o risco e salvar vidas" temos um pronome relativo.
III.Em "...a campanha busca informar a população sobre os sinais de alerta e oferecer suporte psicológico e emocional", a forma verbal "informar" é transitiva direta e indireta.
Está CORRETO o que se afirma em:
A expressão destacada acima tem a mesma função sintática do destacado na alternativa:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Por que o chocolate pode não ser o vilão que causa sua acne
O chocolate tem fama de longa data de causar acne. Há alguma verdade nisso?
Na década de 1960, vários estudos analisaram a relação entre chocolate e acne. O maior estudo — que recrutou apenas 65 participantes — não encontrou relação entre os dois. Mas esse estudo foi depois criticado por ter inúmeras falhas de design.
Estudos mais recentes sugerem que pode haver, de fato, muitas conexões entre dieta e acne — particularmente a dieta ocidental, que é rica em gordura saturada, açúcar e laticínios.
A acne é uma doença de pele comum em que os folículos capilares da pele ficam bloqueados por óleo e células da pele mortas, o que causa a formação de cravos e espinhas.
A acne grave ou persistente da adolescência e da idade adulta é causada principalmente pela genética, diz a dermatologista Beibei Du-Harpur, professora do Kings College London. São nossos genes que determinam o tamanho das glândulas sebáceas da nossa pele, que produzem óleo.
Casos de acne adulta têm aumentado nos últimos anos, especialmente em mulheres, e não há uma única razão para isso, diz Du-Harpur. Mas certos fatores ambientais em nossas vidas diárias podem estar desempenhando um papel, segundo ela.
"Geralmente, nossos estilos de vida contemporâneos não são bons para o corpo humano, e talvez a acne seja uma manifestação disso", diz ela.
Em um estudo, os pesquisadores afirmam que a acne é agravada por estilos de vida contemporâneos − incluindo a dieta ocidental rica em açúcar e gordura − mas acrescentam que a interação entre saúde, sistema imunológico, dieta, inflamação, estresse e exposições ambientais precisam de mais pesquisas.
Alguns dos elementos críticos podem incluir estresse, combate a infecções ou ter TPM, diz Zainab Laftah, dermatologista consultora do Hospital Guy's and St Thomas' em Londres e porta-voz da British Skin Foundation.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cp3wykv9qqko adaptado)
Em relação à análise sintática do período acima, analise as afirmativas a seguir:
I.Há predicado verbal e nominal.
II.O núcleo do sujeito do verbo 'sugerir' é 'estudos'.
III.'recentes' tem valor de advérbio de tempo.
IV.'muitas conexões' é o sujeito de 'pode haver'.
V.Há sujeito simples e oração sem sujeito.
Estão corretas:
"Cozinhar, fazer faxina e até mesmo ter um animal de estimação interferem nas populações microbianas da nossa casa."
O sujeito do verbo 'interferir' é: