Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
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Assinale a opção em que ocorre erro gramatical ou ortográfico na transcrição do texto.
Máquinas são funcionários exemplares, como atestam os radares eletrônicos espalhados por cidades e estradas do Brasil. Trabalham 24 horas por dia, concentram-se 100% do tempo na tarefa, não têm (A) férias, não ganham 130 salário e nunca reividicam (B). A indústria de armamento e defesa está encantada com esses operários-padrão guerreiros. A evolução tecnológica já permite antever (C ) a fabricação de aparelhos com autonomia para combater e decidir, sozinhos, se e quando devem exterminar (D) alguém. As centenas de ataques realizados por drones (aeronaves não tripuladas que decolam de aviões cargueiros) americanos no Oriente Médio, nos últimos anos, estimulam uma reflexão mais profunda sobre um cenário de guerra envolvendo (E) os robôs-soldados.
(Adaptado de Guerreiros Cibernéticos, Revista Planeta, de dezembro 2013-janeiro 2014)
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra na transcrição do texto.
Nos últimos 20 anos, os emergentes viram dobrar sua participação no PIB mundial. Conforme o progresso técnico se dissemina (1) nesses países, surge uma nova classe média global - e não há nenhum sinal de que (2) esse movimento se esgotará (3) tão logo.
A prosperidade, é claro, não está garantida. A questão principal, no longo prazo, diz respeito mais às reformas internas que precisam ser implementadas cujo (4) jogo de comparações e modismos.
Serão vitoriosos os países que conseguirem não só integrar melhor suas economias nas cadeias produtivas de alto valor em escala mundial, como também (5) modernizar suas instituições e, especialmente, desenvolver capital humano.
(Adaptado de Folha de S. Paulo, 10/2/2014)
Assinale a opção que corresponde a erro gramatical ou de grafia de palavra na transcrição do texto.
A eficiência no uso dos recursos públicos é, cada vez mais, uma exigência da sociedade. Esta espera que a prestação de serviços governamentais ocorra (1) com qualidade, utilizando racionalmente os recursos dos contribuintes. Nesse sentido, diversos estudos têm (2) surgido afim de (3) discutir a qualidade das administrações públicas.
O que se nota é que o maior controle está associado à (4) maior rigidez institucional, o que, se por um lado, pode coibir o comportamento corrupto do gestor público, por outro lado pode também reduzir seu incentivo em adotar comportamento inovador por temer que a inovação seja (5) considerada ilegal, comprometendo sua carreira.
(Adaptado de http://www.brasil-economia-governo.org.br/2012/11/21/ gestao-publica-mais-eficiente/)
Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a opção correta.

Leia os fragmentos textuais I e II a seguir.
I Porque há que conhecer em profundidade os valores da pessoa sendo contratada e entender se esses valores são compatíveis aos valores da empresa.
II É importante estar sempre atento à remuneração dos concorrentes, e, se necessário, oferecer pacotes acima do mercado.
Em relação aos termos destacados nos dois fragmentos, é correto afirmar:
‘“SE ESTIVESSEM LÁ, jamais conseguiríamos retomar o poder sobre territórios sem um banho de sangue'.”
“AO FINCAR A BANDEIRA DO BRASIL E A DO BATALHÃO DE OPERAÇÕES ESPECIAIS (BOPE) NUMA LAJE que servia como QG de traficantes, um grupo de policiais da tropa de elite do Rio de Janeiro marcava, na semana passada, a retomada do poder em um conjunto de sete violentas favelas da Zona Norte...”
Assinale V (verdadeiro) ou F (falso) nas afirmações a seguir.
( ) A expressão de alguns times (l. 05) exerce a função sintática de objeto indireto.
( ) A expressão esse objeto de apaixonamento coletivo (l. 11) exerce a função sintática de sujeito.
( ) A expressão outros temas (l. 13-14) exerce a função sintática de sujeito.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é



Falar de leite já foi bem mais simples. Por muito tempo o consumo do produto foi ponto passivo na nutrição. Atualmente é tema polêmico. Cientistas e médicos questionam as benesses desse hábito entranhado. O debate é acirrado, principalmente, por envolver os interesses de um mercado global e por afetar paixões gastronômicas. Se a discussão girasse em torno da alface, os ânimos não se exaltariam da mesma forma. Deixar de comer alface seria um alívio para muita gente. Já abrir mão de queijos, iogurtes, sorvetes ou leite – seja de vaca, cabra, búfala ou ovelha – beira o sacrifício.
O consumo do leite surgiu há dez mil anos, no período Neolítico, quando a espécie humana deixou de ser nômade e se fixou na terra, desenvolvendo a agricultura e a criação de animais para conquistar segurança alimentar. Desde então, o leite materno passou a ser substituído, já nos primeiros meses de vida, pelo de outros mamíferos. [...]
Poinsignon, médico e pesquisador francês, apresenta uma longa lista de doenças respiratórias, osteoarticulares, digestivas, autoimunes e cutâneas, derivadas do consumo do leite animal. Para o estudioso, o único leite adequado à espécie humana é o materno, e nenhum mamífero adulto consome o leite de sua mãe. A tese de Poinsignon é simples: somos vítimas das indústrias alimentícia e farmacêutica e da propaganda. Você quer curar ou prevenir doenças? Mude de dieta.
[...]
(MESQUITA, R.V. Difícil de engolir. Revista Planeta, março de 2014.)
Qualidade na educação: o DNA das escolas
Segredo de uma rede de qualidade não é padronizar, mas
atender fatores distintos – pois algumas escolas têm mais
problemas e desafios do que outras
João Batista Araujo e Oliveira
[...] A exemplo do que ocorre no Brasil, na maioria dos países desenvolvidos os pais matriculam seus filhos na escola púbica mais próxima de sua casa. A grande diferença é que, na maior parte das nações, as escolas de diferentes bairros são semelhantes: elas se parecem muito entre si, no que fazem e nos resultados. No Brasil as escolas se parecem mais com os bairros onde estão localizadas. Elas têm, portanto, a cara do bairro.
Sabemos como fazer uma escola de qualidade, uma escola boa. Há inclusive escolas públicas assim no Brasil, algumas centenas delas, ou talvez poucos milhares. São escolas de prestígio, de alto padrão, onde o ensino é de qualidade, os alunos estudam e aprendem e os resultados são elevados. São escolas militares, colégios de aplicação e unidades estaduais ou municipais aqui e ali que possuem as mesmas características. Mas essas escolas são poucas – uma pequena fração entre as mais de 120.000 unidades urbanas de ensino fundamental.
Nunca aprendemos a fazer aquilo que os países desenvolvidos sempre fizeram: manter um padrão. E quando o nível cai, há mecanismos para trazer a escola de volta. Resultado: embora sejam obrigados a matricular seus filhos na escola do bairro, os pais sabem que o ensino oferecido ali é semelhante ao proporcionado por unidades de outros bairros. E sabem que se seus filhos se esforçarem também obterão bons resultados.
As estatísticas produzidas pela OCDE ilustram esse fenômeno de maneira muito clara. Nos países desenvolvidos, a diferença da média das notas das escolas é relativamente pequena – raramente ultrapassa os 30%. Essa diferença é enorme no Brasil.
Manter uma rede de escolas de padrão não significa que todas as unidades são idênticas, que recebem os mesmos recursos, que são 100% padronizadas. Ao contrário, para ter resultados semelhantes, as escolas precisam de recursos distintos – pois algumas têm mais problemas e desafios do que outras. Para promover a igualdade é necessário tratar desigualmente os desiguais. Escolas que caem no desempenho recebem ajuda extra; escolas com maior número de alunos com dificuldade de aprendizado recebem mais e melhores recursos, e assim por diante.
A exemplo do fator que nos faz semelhantes como seres humanos, há uma DNA a tornar parecido o desempenho das escolas. O segredo de uma rede de qualidade está na maneira como se forma o DNA da escola, os fatores que asseguram que todas as unidades da rede possam funcionar e atingir níveis de desempenho semelhantes.
O que torna uma rede de escolas boa não é muito diferente do que torna uma escola boa. Mas criar uma rede boa é muito diferente de criar uma escola boa.
Adaptado de http://veja.abril.com.br/noticia/educacao/qualidade-na-educacao-o-dna-das-escolas




