Questões de Concurso
Sobre análise sintática em português
Foram encontradas 8.952 questões
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/ articles/cg6g4v9k6n4o. Adaptado
O vocábulo destacado é um(a):
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 04

Analise as afirmativas a seguir, tendo em vista a estrutura do texto.
I. O termo “se” foi usado no texto como uma conjunção subordinativa e insere nele uma ideia de condição.
II. A locução verbal “pode chamar” poderia ser substituída pela forma “poderá chamar” sem alteração do sentido do texto.
III. O uso da forma verbal “beber” foi motivado pelo valor semântico inserido no texto pelo termo “se”.
IV. A terminação “r” dos verbos “beber” e “bater” indica que, no texto, eles foram usados no infinitivo não flexionado.
V. A locução verbal “pode chamar” é composta pelo verbo “poder” flexionado no presente do indicativo e pelo verbo “chamar” no infinitivo não flexionado.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda às questão, que a ele se refere.
Texto 03

Sobre a estrutura das falas do texto 03, analise as afirmativas a seguir.
I. o sujeito do verbo “está”, na fala do primeiro quadro, está subentendido.
II. o verbo “está” e o seu sujeito, na fala do segundo quadro, estão elípticos.
III. os verbos “põe” e “atrapalha” foram usados no modo imperativo afirmativo.
IV. os verbos “põe” e atrapalha” foram usados no modo imperativo negativo.
V. os verbos “põe” e “atrapalha” foram usados na terceira pessoa do singular.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 02 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 02
Extravio
Disponível em: https://www.tudoepoema.com.br/ferreira-gullar-extravio/. Acesso em: 11 set. 2023.
I. Na primeira estrofe, os substantivos “periferia” e “centro” formam um par antitético.
II. Na segunda estrofe, os dois pontos introduzem o aposto explicativo “risos, vértebras”.
III. Na terceira estrofe, as vírgulas separam uma oração subordinada adjetiva explicativa.
IV. Na quarta estrofe, o pronome “se”, proclítico, poderia ser usado em posição enclítica.
V. Na última estrofe, nos dois usos, o pronome “esta” poderia ser substituído por “essa”.
Estão CORRETAS as afirmativas
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 01 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 01
Diversos “eus” nos habitam: como ouvir as partes que nos compõem

Disponível em: https://vidasimples.com. Acesso em: 11 set. 2023.
Considere o parágrafo: “Por isso, às vezes, eu me isolo e fico como um caçador que observa e estuda a sua presa. Olho para todos os meus “eus” e escuto o que eles têm a dizer, mas sem julgar nenhum deles. Deixo eles falarem o quanto quiserem, mas não me deixo levar por nenhum deles. Eu só observo.” (Linhas 22-24)
Analise as afirmativas, tendo em vista a estrutura do referido parágrafo.
I. No primeiro período, a conjunção “como” foi usada para construir a figura de linguagem comparação.
II. No segundo período, o verbo “têm” encontra-se acentuado porque foi flexionado na terceira pessoa do plural concordando com o seu sujeito “eles”.
III. Em “deixo eles”, verifica-se uma marca de oralidade, já que, na fala, o pronome pessoal reto “eles”, muitas vezes, é usado no lugar do pronome oblíquo “os”.
IV. Em “mas não me deixo levar”, ocorre próclise obrigatória de acordo com a norma, pois o advérbio “não” é uma palavra atrativa.
V. No primeiro período, as vírgulas foram usadas para separar, respectivamente, uma conjunção coordenativa conclusiva e uma locução adverbial de tempo antecipadas.
Estão CORRETAS as afirmativas

(Disponível em: uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2023/06/26/os-desafios-de-descobrir-uma-doencacronica.htm – texto adaptado especialmente para esta prova).
Julgue o item subsequente.
Em “O professor de matemática explicou as fórmulas complexas com paciência e clareza”, o trecho “de matemática” é uma locução prepositiva que funciona como adjunto adverbial.
Julgue o item subsequente.
Na frase “Os alunos estudaram muito para a prova,”
“muito” é um adjunto adnominal.
“Mariana está à espera de notícias logo que amanheceu.”
“Mariana mudaria para São Paulo se conseguisse um bom emprego.”
Bastam alguns segundos para que sua memória não seja mais confiável
Nem sempre nos lembramos das coisas do jeito que elas realmente aconteceram. Cientistas já sabiam que as memórias de longo prazo são falhas e não costumam ser um retrato fiel da realidade. Agora, uma pesquisa mostrou que até mesmo nossas recordações mais recentes, de poucos segundos atrás, podem nos enganar.
A equipe realizou uma série de experimentos em mais de 400 participantes, em que mostravam letras aleatórias dispostas em círculo na tela de um computador. Primeiro, os participantes viam rapidamente um conjunto de letras; algumas eram normais, outras eram espelhadas.
Depois, eles eram apresentados a um segundo conjunto, que só servia como uma distração — os pesquisadores instruíam todos a ignorar esse conjunto. Por fim, os participantes deveriam associar uma letra à sua posição no primeiro círculo; eles recebiam uma posição e deveriam apontar qual letra estava lá na primeira vez. Além da questão, avaliaram a própria confiança nessa escolha. Para evitar levar os chutes em consideração, os pesquisadores focaram nos participantes mais certos de suas respostas.
O erro mais comum foi confundir a letra de verdade com a forma espelhada. Na verdade, o contrário: quando a resposta era uma letra espelhada, os participantes marcavam a forma correta. Eles afirmaram ter visto uma letra real em 37% dos casos quando viram uma letra espelhada, em comparação com 11% dos casos no cenário inverso.
Bastou menos de dois segundos para que os participantes fossem perceber de forma confiável o que estava lá, para relatar erroneamente, mas com alta confiança, o que eles esperavam que estivesse.
Segundo os cientistas, esse excesso de confiança equivocada provavelmente tem a ver com o modo como nossa memória de curto prazo funciona e como ela se baseia em conceitos prévios. Conhecemos o alfabeto e esperamos ver letras normais durante a leitura. Nesse caso, nossa alta experiência com letras nos atrapalha e provoca essa ilusão de memória.
“Mesmo no curto prazo, nossa memória pode não ser totalmente confiável”, disse Marte Otten, da Universidade de Amsterdã e principal autora da pesquisa. “Particularmente quando temos fortes expectativas sobre como o mundo deveria ser, quando nossa memória começa a enfraquecer um pouco — mesmo depois de um segundo e meio, dois segundos, três segundos —, então começamos a preencher com base em nossas expectativas.”
Pode ser chocante imaginar que seu cérebro já deturpa lembranças poucos segundos depois de um evento, mas não há com o que se preocupar. Em nosso cotidiano, essas ilusões provavelmente nos ajudam a prever melhor e mais rápido o que está por vir. “Essas previsões normalmente são bastante úteis e eficientes na vida normal”, afirma Otten. “Isso não é algo sobre o qual temos controle.”
(Fonte: Super Abril — adaptado.)


Assinale a alternativa que contém a mesma estrutura oracional que a do período anterior considerando os conhecimentos de coordenação e subordinação de orações.
Analise as frases a seguir, considerando o predicado nominal.
I. “Ando devagar porque já tive pressa.”
II. “Numa folha qualquer eu desenho um navio de partida.”
III. “Fiz greve de fome, guerrilhas motins.”
IV. “Você é linda.”
Classifica-se como predicado nominal nas frases
Texto 1
Vidas Secas
Graciliano Ramos Capítulo
I – Mudança (fragmento)
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala.
Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás.
Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se.
O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão.
- Anda, condenado do diabo, gritou-lhe o pai. Não obtendo resultado, fustigou-o com a bainha da faca de ponta. Mas o pequeno esperneou acuado, depois sossegou, deitou-se, fechou os olhos. Fabiano ainda lhe deu algumas pancadas e esperou que ele se levantasse. Como isto não acontecesse, espiou os quatro cantos, zangado, praguejando baixo.
A catinga estendia-se, de um vermelho indeciso salpicado de manchas brancas que eram ossadas.
O voo negro dos urubus fazia círculos altos em redor de bichos moribundos.
- Anda, excomungado.
(...)
Ainda na véspera eram seis viventes, contando com o papagaio. Coitado, morrera na areia do rio, onde haviam descansado, à beira de uma poça: a fome apertara demais os retirantes e por ali não existia sinal de comida. Baleia jantara os pés, a cabeça, os ossos do amigo, e não guardava lembrança disto. Agora, enquanto parava, dirigia as pupilas brilhantes aos objetos familiares, estranhava não ver sobre o baú de folha a gaiola pequena onde a ave se equilibrava mal. Fabiano também às vezes sentia falta dela, mas logo a recordação chegava. Tinha andado a procurar raízes, à toa: o resto da farinha acabara, não se ouvia um berro de rês perdida na catinga. Sinhá Vitória, queimando o assento no chão, as mãos cruzadas segurando os joelhos ossudos, pensava em acontecimentos antigos que não se relacionavam: festas de casamento, vaquejadas, novenas, tudo numa confusão. Despertara-a um grito áspero, vira de perto a realidade e o papagaio, que andava furioso, com os pés apalhetados, numa atitude ridícula. Resolvera de supetão aproveitá-lo como alimento e justificara-se declarando a si mesma que ele era mudo e inútil. Não podia deixar de ser mudo. Ordinariamente a família falava pouco. E depois daquele desastre viviam todos calados, raramente soltavam palavras curtas. O louro aboiava, tangendo um gado inexistente, e latia arremedando a cachorra.
(...)
Ramos, G. Vidas Secas. Record. 199ª ed. Edição
original de 1938.
Leia a tirinha com atenção, atentando para os períodos compostos.

Os personagens da tirinha são Hamlet, um garoto viking que adora ler, e Hérnia, sua namorada. Com relação à
estrutura sintática e à produção de sentidos do texto, assinale a alternativa que contém a afirmativa correta.
“Embora traga todos os riscos das telas para os nativos digitais, a obra de Michel Desmurget não defende a total retirada dos recursos tecnológicos da educação.”
I. Este período é formado por quatro orações.
II. O período só contém orações coordenadas.
III. O período é composto inicialmente por oração subordinada e, após a vírgula (que é obrigatória, neste caso) oração principal.
IV. O período é coordenado, classificado como Oração Coordenada Adversativa.
V. O período é subordinado, classificado como Oração Subordinada Concessiva.
Quais estão corretas?