Questões de Concurso
Comentadas sobre análise sintática em português
Foram encontradas 6.310 questões
Instrução: As questões de números 11 a 20 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
Apontamentos sobre os direitos do consumidor
- A garantia é um dos direitos mais conhecidos e cobrados pelo consumidor. Mesmo que o
- fornecedor não ofereça contratualmente uma garantia por um produto, a lei prevê uma. Isso
- significa que todos os produtos vão contar com um período de garantia, de acordo com a natureza
- do produto: se durável ou não durável. Os bens duráveis têm garantia legal de 90 dias e os não
- duráveis, por sua vez, 30 dias. A essas garantias pode ser adicionada uma garantia contratual,
- caso as partes nutram bastante tal desejo.
- O consumidor pode exigir a troca do produto, se verificado que este já veio com algum
- defeito de fábrica. Nesses casos, o fornecedor tem 30 dias para corrigir o defeito observado. Se
- o consumidor verificar, passados os 30 dias, que o defeito não foi resolvido ou surgirem outros
- danos após o conserto, poderá ser exigida uma das seguintes condições: a troca do produto; o
- abatimento no preço; o dinheiro de volta (com a devida correção); nos casos de problemas com
- a quantidade do produto, a complementação do número de itens até que se atinja o previsto na
- embalagem ou o requerido pelo consumidor.
- O consumidor, como destinatário da publicidade, que é a propaganda de um produto ou
- serviço realizada pelo fornecedor, tem direito ___ proteção contra publicidade enganosa ou
- abusiva, que, inclusive, é considerada crime. O consumidor tem o direito de exigir que aquilo
- que foi anunciado seja efetivamente cumprido, sob pena de cancelamento do contrato e de
- recebimento ___ devolução da quantia paga. Por isso, a publicidade deve ser clara, direta e de
- fácil compreensão pelo consumidor. Assim, evita-se ___ que ele seja enganado propositalmente,
- ou que, sem querer, adquira um bem ou serviço sem conhecê-lo o suficiente.
- Como muitos já sabem, caso um produto de um estabelecimento comercial esteja indicado
- com um preço menor do que o que está sendo cobrado pelo estabelecimento, deve prevalecer
- aquele indicado na etiqueta. Assim, o consumidor não deve pagar a mais do que o indicado na
- etiqueta de preço. Porém, essa regra tem uma exceção: caso o preço esteja bem abaixo do valor
- de mercado do produto, de modo que seja possível que o cliente presuma ter havido um erro na
- hora de colocar o preço, é possível que o cliente pague o valor cobrado pelo fornecedor! Isto
- porque o direito do consumidor não serve para que ele se beneficie maliciosamente às custas do
- fornecedor. Segue ainda outra dica sobre preços: se existirem dois produtos de mesma marca,
- qualidade ou quantidade, porém etiquetados com preços diferentes, é direito do consumidor
- pagar o de menor valor, afinal estamos falando de produtos idênticos.
- Assim como a publicidade, os contratos devem ser redigidos de maneira clara, de modo
- que o consumidor entenda plenamente todas as regras ali contidas. O Código de Defesa do
- Consumidor (CDC) prevê também uma atenção especial aos chamados contratos de adesão, que
- são aqueles em que o consumidor não tem como discutir as cláusulas e apenas assina um modelo
- elaborado pelo fornecedor. Nesses casos, o tamanho da fonte utilizada no contrato não pode ser
- inferior a 12, de modo a facilitar a sua compreensão pelo consumidor. Além disso, as regras que
- significarem uma redução a algum direito do consumidor devem estar em evidência no texto.
- São vedadas, ainda, pelo CDC as cláusulas abusivas, aquelas que geram prejuízo ou
- colocam o consumidor em uma posição de desvantagem diante do fornecedor. Se o consumidor
- se sentir prejudicado, é possível requerer, judicialmente, a anulação dessas disposições
- contratuais. Como exemplos de cláusulas abusivas, podemos destacar aquelas que: no caso de
- dano ao consumidor, diminuam de forma extrema a responsabilidade do fornecedor; contenham
- proibições ao consumidor de devolver o bem ou de receber o dinheiro de volta nos casos em que
- o produto ou serviço venha, respectivamente, com defeitos ou com baixa qualidade; proíbam o
- consumidor de entrar diretamente na Justiça, obrigando-o a primeiro recorrer ao próprio
- fornecedor; nas hipóteses de parcelamento de um produto, prevejam que o consumidor perca
- todos os valores já pagos, em caso de inadimplemento das demais prestações.
Disponível em: https://chcadvocacia.adv.br/blog/o-que-e-direito-consumidor/#Vulnerabilidade_do_consumidor
– texto adaptado especialmente para esta prova.
Considere as seguintes afirmações sobre a frase “O Código de Defesa do Consumidor prevê igualmente uma atenção especial aos contratos de adesão” (l. 32-33):
I. “igualmente” desempenha a função sintática de adjunto adverbial de modo.
II. O sujeito dela é composto.
III. É formada por uma oração absoluta.
Quais estão corretas?
Assinale a alternativa que indica o número do termo que tem a função sintática de adjunto adnominal no trecho a seguir. O número referente ao termo sublinhado está inserido imediatamente após cada um dos termos. “A mãe (1) fazer o ruído (2) do motor (3) enquanto aproxima o pseudoaviãozinho (4) da sua boca não ajuda (5) em nada”.
Instrução: As questões de números 51 a 60 referem-se ao texto abaixo.
Ser moderno
- Em 1922, um grupo de artistas ligados ...... elite de uma São Paulo recém alçada de vila a
- metrópole criou um evento que entrou para a história como um dos maiores fracassos da sua
- época: a Semana de Arte Moderna. O tempo passou e começamos ...... entender o quão
- disruptiva essa iniciativa se tornou. A celebração dos cem anos deveria versar sobre a criativa e
- inovadora arte brasileira criada desde então. Uma arte transgressora, influenciada por muitas
- origens que revelam uma identidade que, essencialmente, significa diversidade, o nosso maior
- patrimônio.
- No fundo, a Semana de 22 ganhou tamanha notoriedade por uma vontade de resgatar
- heróis e afirmar nacionalismos e regionalismos, para que alguns possam ser chamados de
- desbravadores e bandeirantes de descobridores de um país que, até então, não se manifestava.
- Este ponto de vista é similar ...... ideia eurocêntrica de “descobrimento”. Os Brasis sempre
- existiram com sua imensa diversidade e cultura multifacetada. Nem os Andrades e nem Tarsila
- inventaram o Brasil em 1922. Os Brasis já estavam lá, diversos, vivos, resistentes.
- Independente do questionável protagonismo de seus partícipes durante a Semana de 22,
- o Brasil teve um século pujantemente moderno nas artes visuais, na arquitetura, na música, na
- literatura, no pensamento. Apesar de quem tentou se apropriar, os Brasis conseguiram se manter
- originais dentro de suas territorialidades. Não foi a semana, mas sim três expoentes absolutos
- da nossa criatividade que marcaram a divisão de águas de um país colônia para um país que
- desejava ser cosmopolita. Villa-Lobos, Mário de Andrade e Oswald de Andrade foram holofotes
- que iluminaram esse caminho do pensamento pequeno para o pensamento universal.
- O que aconteceu em 22 foi que um grupo de artistas abriu as portas das identidades
- brasileiras para que a sociedade urbana da época ficasse escandalizada com o que viu. Coube
- ...... outra geração construir a linguagem que seria celebrada a partir desse momento e inventar
- o que de fato é ser moderno. Cabe a quem estiver por vir manter acesa essa chama de querer
- ter uma voz na dimensão contemporânea.
..
(Fonte: DANTAS, Marcello. Ser moderno. Zero Hora, Porto Alegre, ano 58, n. 20, 19 e 20 fev. 2022).
Observe as assertivas abaixo a respeito da seguinte frase retirada do texto, porém adaptada: “O Brasil teve um século pujantemente moderno nas artes visuais”.
I. É possível classificar o trecho como uma frase verbal, uma oração e um período simples.
II. O verbo “teve” é um verbo transitivo direto, pois apresenta um complemento verbal que não inicia por preposição.
III. O trecho possui dois adjuntos adverbiais.
IV. O predicado é nominal.
Quais estão corretas?
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
O resto pode esperar
Por Martha Medeiros
01 A cada vez que você procura um livro na estante, você pensa: “Preciso organizá-los em
02 ordem alfabética”. Acertei? Pois é, mas nunca tem tempo, e acaba demorando para encontrar o
03 exemplar que buscava. O mesmo se dá quando percebe que o antúrio está pegando sol e dizem
04 que não é aconselhável, qualquer hora você irá trocar a planta de lugar, assim como qualquer
05 hora irá comprar uma panela para substituir aquela que está sem cabo. Uma hora dessas você
06 vai descartar os remédios fora da validade. E irá abrir a lata de atum que comprou em 2019. O
07 que não faltam são horas pela frente, dias e semanas a seu dispor, não precisa ser agora-agora.
08 Aquela mancha na parede que você disfar...ou colocando uma árvore artificial na frente
09 – antes do fim do mês você chamará um pintor. O móvel da sala está infestado de cupim, sua
10 funcionária já alertou, um dia isso virá abaixo, diz ela, tem que tomar uma providência. Não
11 demora, você irá tomar. O edredom que o gato rasgou, é preciso resolver: ou corta as unhas
12 desse bichano ou dá outro jeito. Você: eu sei, eu sei.
13 Pois é, a gente paga as contas em dia, retorna as mensagens, providencia comida para a
14 despensa, não protela o trabalho, a vida funciona do jeito que tem que funcionar, mas como dar
15 conta de todo o resto? Do gigantesco universo das in...ignificâncias que se escondem por trá...
16 da cortina (que precisa de uma lavagem) e dentro daquela gaveta empanturrada de recibos
17 antigos que precisam ser jogados fora? Para onde quer que você olhe, existe uma pendência
18 aguardando a vez. Mas não precisa ser logo hoje.
19 Tem coisas que não dá para adiar: fazer exercícios, cumprir os compromissos de trabalho,
20 telefonar para a mãe, atender as demandas dos filhos e reservar um tempinho para ele, para
21 ela: ninguém é louco de procrastinar um amor. Entre uma coisa e outra, você promete a si
22 mesma que irá arranjar uma tela antiderrapante para colocar embaixo do tapete e chamar o
23 moço que regula o ar-condicionado, da semana que vem não passa.
24 O marido da sua amiga pegou Covid, um primo anda tendo tonturas, uma conhecida
25 arrasou na live, um ex-colega de trabalho se separou. Você mandará um WhatsApp pra todos
26 eles – daqui a pouquinho.
27 Já, já você agendará a colonoscopia que deveria ter feito em outubro. O trinco da porta
28 está meio frouxo, mas deve resistir até o Carnaval. Aquele saco enorme de lenhas ainda está
29 atravancando a garagem do prédio, mas qual o problema de permanecer lá até o início do
30 inverno? OK, OK, só que agora não dá, são 9h e você ainda não postou nada nos stories, nem
31 bisbilhotou o Instagram dos outros, primeiro as prioridades.
(Disponível em: https://www.nsctotal.com.br/colunistas/martha-medeiros/o-resto-pode-esperar – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica o número correto de orações que compõem o período a seguir: “a gente paga as contas em dia, retorna as mensagens, providencia comida para a despensa, não protela o trabalho, a vida funciona do jeito que tem que funcionar, mas como dar conta de todo o resto?”.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Como garantir tempo de planejamento dentro da jornada dos professores?
Por José Marcos Couto Júnior
01............Ser um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10 em 2018 foi um dos momentos mais
02...marcantes de minha trajetória. Nos últimos dias estava recordando aquela experiência e ...... de
03...que, durante os compromissos da premiação, pediram-nos para responder duas perguntas: “o
04...professor é um herói?” e “o magistério é uma espécie de sacerdócio?”
05............Esses questionamentos geraram um belo debate entre os vencedores. Havia quem
06...concordasse e quem discordasse. Assim como pensava ...... quase quatro anos, reafirmo o meu
07...entendimento: não somos heróis. Embora acredite que, sem amor e empatia, o processo de
08...aprendizagem nunca será completo e satisfatório, somos profissionais da Educação. Por isso,
09...necessitamos de boas condições de trabalho e de valorização profissional.
10............Dentro dessas necessidades não pode faltar o direito ao tempo de planejamento do
11...docente. Estamos em junho de 2022, catorze anos após a aprovação da Lei 11.738/2008, a qual
12...garante 1/3 da carga horária do professor dedicada ___ atividades realizadas fora de sala de
13...aula. No entanto, infelizmente, ela ainda é uma realidade distante para muitos educadores.
14............Não há como falarmos sobre valorização da profissão sem viabilizar momentos para o
15...planejamento, e sem compreendermos que ele faz parte da rotina escolar. Do contrário,
16...perdemos qualidade nas aulas por um lado, ao mesmo tempo em que passamos a exigir que o
17...professor estenda sua jornada de trabalho por outro lado.
18............Faltam quadros docentes que viabilizem essa organização da rotina. No entanto, esse
19...problema não pode “ficar na conta” do professor, muito menos prejudicar ____ aprendizagens
20...dos alunos. Além disso, essa deve ser uma demanda primordial de gestores, mas a princípio não
21...de gestores escolares. Cabe ao executivo federal, estadual e municipal, bem como aos seus
22...respectivos ministros/secretários, garantirem a contratação de docentes, além de
23...desenvolverem grades curriculares que permitam a dedicação para as atividades fora de sala de
24...aula dentro da jornada de trabalho.
25............Enquanto isso não acontece, quem está na ponta é afetado. E mesmo sem sermos aqueles
26...que poderão sanar o problema em definitivo, precisamos agir. Nesse sentido, passa-se a exigir
27...que os gestores escolares busquem estratégias provisórias para mitigar o problema.
28............Desde já reafirmo que o termo melhor empregado neste caso é “mitigação”. Gestores
29...escolares não darão conta de garantir um tempo de planejamento adequado em unidades
30...escolares sem professores. É o velho ditado que afirma não ser possível “fazer omeletes sem
31...ovos”.
32............Muitas vezes a própria equipe gestora acaba atuando em sala de aula como solução
33...emergencial. Evidentemente, este é o pior dos cenários, pois como a minha avó dizia, de novo
34...apelando para o conhecimento popular, “cobre-se um santo para descobrir outro”. No fim,
35...terminamos exercendo mal as duas funções.
36............Assim, para garantirmos o direito dos alunos ____ aulas de qualidade e do docente
37...planejar dentro de sua jornada de trabalho, faz-se urgente encontrar soluções com apoio de
38...parceiros da escola. Precisamos pedir ajuda, ...... não conseguiremos isso sozinhos.
(Disponível em: Revista Nova escola – https://novaescola.org.br/conteudo/21285/gestao-escolar-como
garantir-tempo-para-o-planejamento-dentro-da-jornada-de-trabalho-dos-professores – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica o número de orações que compõem o período a seguir: “Cabe ao executivo federal, estadual e municipal, bem como aos seus respectivos ministros/secretários, garantirem a contratação de docentes, além de desenvolverem grades curriculares que permitam a dedicação para as atividades fora de sala de aula dentro da jornada de trabalho”.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
Como garantir tempo de planejamento dentro da jornada dos professores?
Por José Marcos Couto Júnior
01............Ser um dos vencedores do Prêmio Educador Nota 10 em 2018 foi um dos momentos mais
02...marcantes de minha trajetória. Nos últimos dias estava recordando aquela experiência e ...... de
03...que, durante os compromissos da premiação, pediram-nos para responder duas perguntas: “o
04...professor é um herói?” e “o magistério é uma espécie de sacerdócio?”
05............Esses questionamentos geraram um belo debate entre os vencedores. Havia quem
06...concordasse e quem discordasse. Assim como pensava ...... quase quatro anos, reafirmo o meu
07...entendimento: não somos heróis. Embora acredite que, sem amor e empatia, o processo de
08...aprendizagem nunca será completo e satisfatório, somos profissionais da Educação. Por isso,
09...necessitamos de boas condições de trabalho e de valorização profissional.
10............Dentro dessas necessidades não pode faltar o direito ao tempo de planejamento do
11...docente. Estamos em junho de 2022, catorze anos após a aprovação da Lei 11.738/2008, a qual
12...garante 1/3 da carga horária do professor dedicada ___ atividades realizadas fora de sala de
13...aula. No entanto, infelizmente, ela ainda é uma realidade distante para muitos educadores.
14............Não há como falarmos sobre valorização da profissão sem viabilizar momentos para o
15...planejamento, e sem compreendermos que ele faz parte da rotina escolar. Do contrário,
16...perdemos qualidade nas aulas por um lado, ao mesmo tempo em que passamos a exigir que o
17...professor estenda sua jornada de trabalho por outro lado.
18............Faltam quadros docentes que viabilizem essa organização da rotina. No entanto, esse
19...problema não pode “ficar na conta” do professor, muito menos prejudicar ____ aprendizagens
20...dos alunos. Além disso, essa deve ser uma demanda primordial de gestores, mas a princípio não
21...de gestores escolares. Cabe ao executivo federal, estadual e municipal, bem como aos seus
22...respectivos ministros/secretários, garantirem a contratação de docentes, além de
23...desenvolverem grades curriculares que permitam a dedicação para as atividades fora de sala de
24...aula dentro da jornada de trabalho.
25............Enquanto isso não acontece, quem está na ponta é afetado. E mesmo sem sermos aqueles
26...que poderão sanar o problema em definitivo, precisamos agir. Nesse sentido, passa-se a exigir
27...que os gestores escolares busquem estratégias provisórias para mitigar o problema.
28............Desde já reafirmo que o termo melhor empregado neste caso é “mitigação”. Gestores
29...escolares não darão conta de garantir um tempo de planejamento adequado em unidades
30...escolares sem professores. É o velho ditado que afirma não ser possível “fazer omeletes sem
31...ovos”.
32............Muitas vezes a própria equipe gestora acaba atuando em sala de aula como solução
33...emergencial. Evidentemente, este é o pior dos cenários, pois como a minha avó dizia, de novo
34...apelando para o conhecimento popular, “cobre-se um santo para descobrir outro”. No fim,
35...terminamos exercendo mal as duas funções.
36............Assim, para garantirmos o direito dos alunos ____ aulas de qualidade e do docente
37...planejar dentro de sua jornada de trabalho, faz-se urgente encontrar soluções com apoio de
38...parceiros da escola. Precisamos pedir ajuda, ...... não conseguiremos isso sozinhos.
(Disponível em: Revista Nova escola – https://novaescola.org.br/conteudo/21285/gestao-escolar-como
garantir-tempo-para-o-planejamento-dentro-da-jornada-de-trabalho-dos-professores – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica a correta função sintática do termo sublinhado na oração a seguir: “Além disso, essa deve ser uma demanda primordial de gestores, mas a princípio não de gestores escolares”.
Instrução: As questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo.
A sofisticação da línguas indígenas
Por Reinaldo José Lopes
- Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito
- telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua
- totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na
- própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” –
- um #sqn que faz parte da própria história do idioma.
- Bom, é exatamente assim que funciona no kotiria, um idioma da família linguística tukano
- que é falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir
- a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo (ou seja, alguns sons colocados no fim da palavra)
- com a forma --ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá?
- Basta pegar o verbo “ir”, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”.
- Dá para encontrar detalhes surpreendentes como esse em todas as mais de 150 línguas
- indígenas ainda faladas no território brasileiro. Elas são apenas a ponta do iceberg do que um
- dia existiu por aqui, diga-se. Como mostra o livro Índio Não Fala Só Tupi, lançado neste ano
- pelas linguistas Bruna Franchetto e Kristina Balykova, calcula-se que pelo menos 80% dos
- idiomas que eram falados no Brasil desapareceram de 1500 para cá.
- Mesmo assim, o país continua abrigando uma das maiores diversidades linguísticas do
- planeta, com a presença de idiomas tão diferentes entre si quanto o alemão do árabe ou os
- idiomas do Congo em relação ao mandarim (aliás, algumas das línguas “made in Brazil” usam
- tons, semelhantes a notas musicais, para diferenciar o significado de algumas sílabas, algo que
- o mandarim também faz).
- O famoso tupi antigo ou tupinambá, falado em boa parte do litoral brasileiro quando Pedro
- Álvares Cabral pisou aqui, era só uma delas. A propósito, esqueça aquele negócio de “tupiguarani”,
- expressão que é meio como dizer “português-espanhol”. O tupi é uma língua; o guarani
- é outra – e, aliás, existem diversas formas de guarani, nem sempre inteligíveis entre si.
- O único emprego correto do substantivo composto “tupi-guarani” é o que serve para
- designar uma subfamília linguística com esse nome, a qual engloba dezenas de idiomas. Entre
- seus membros ainda usados no cotidiano estão o nheengatu (um descendente moderno do tupi
- do Brasil-Colônia), os vários “guaranis”, o tapirapé e o guajá. Uma subfamília, como você pode
- imaginar, faz parte de uma família linguística mais ampla – nesse caso, a família tupi
- propriamente dita, que inclui ainda outras dezenas de línguas, como o munduruku, o juruna, o
- tupari e o suruí.
- Existem pelo menos outras três grandes famílias linguísticas no país, diversas outras
- famílias de porte mais modesto e, de quebra, várias línguas consideradas isoladas, ou seja, sem
- nenhum parentesco identificável com outros idiomas. É mais ou menos o mesmo caso do basco,
- falado na Espanha e na França – com a diferença de que o basco é um dos únicos casos desse
- tipo no território europeu. Essa comparação ajuda a entender o tamanho da riqueza linguística
- brasileira.
(Disponível em: Revista Superinteressante – https://super.abril.com.br/historia/a-sofisticacao-das-linguas-
indigenas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
Assinale a alternativa que indica o número correto de orações que compõem o período a seguir: “Agora, imagine uma língua totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” – um #sqn que faz parte da própria história do idioma.”.
Leia o texto 1 para responder às questões de 1 a 8.
Há mais de dois anos enfrentando uma crise sanitária, o mundo precisa estar atento ao risco de enfrentar outra zoonose com potencial para se tornar uma nova ameaça global, alertam especialistas e a Organização Mundial da Saúde (OMS). "Os fatores de emergência e amplificação de doenças aumentaram (...) A interface entre homem e animal é bastante instável agora", disse, recentemente, Mike Ryan, chefe de situações de emergência da agência das Nações Unidas.
A estimativa da OMS é de que cerca de 60% das doenças emergentes são de origem zoonótica. Trata-se de enfermidades transmitidas de animais para os homens, como o ebola, a própria covid-19 e a varíola do macaco, cujo surto atual dá sinais "reais", na avaliação da agência, de que essa doença pode se estabelecer fora da África, única região onde, por enquanto, é endêmica.
As zoonoses existem desde que o homem intensificou suas interações com os animais, incluindo os processos de domesticação e a ocupação de áreas verdes. Os casos, porém, se intensificaram nos últimos 20 ou 30 anos, em um ritmo que parece estar acelerando. No começo deste mês, por exemplo, cientistas da Universidade de Uppsala, na Suécia, anunciaram a descoberta de um novo coronavírus, apelidado de Grimsö, circulando entre uma espécie de ratazana comum nas cidades do país.
Marc Eliot, chefe do laboratório de descoberta de patógenos do Instituto Pasteur, avalia que a facilidade de locomoção e o aumento da ocupação humana em áreas verdes potencializam a disseminação de novas e velhas ameaças invisíveis. "A intensificação das viagens permite que as doenças se espalhem mais rapidamente e de maneira mais descontrolada", diz, em entrevista à agência France-Presse de notícias (AFP).
Biólogo do Instituto Nacional Francês para o Desenvolvimento Sustentável (IRD), Benjamin Roche lembra que a intensificação da pecuária industrial também interfere no risco de disseminação de patógenos entre os animais. Além disso, o comércio de animais selvagens aumenta a exposição humana a patógenos que podem estar no organismo desses bichos.
Roche alerta, ainda, que o desmatamento aumenta o risco de contato entre vida selvagem, animais domésticos e populações humanas. "Quando há desmatamento, a biodiversidade diminui, perdemos animais que regulam naturalmente os vírus, o que permite que eles se espalhem mais facilmente", explica o especialista, também à AFP.
Um estudo divulgado, no fim de abril, na revista Nature indica que o aquecimento global força alguns animais a fugirem de seus ecossistemas para regiões com temperaturas mais brandas. A troca de habitat acaba favorecendo "uma mistura" entre as espécies, a transmissão de vírus entre elas e um consequente aumento no potencial de surgimento de doenças com risco de serem transmissíveis ao homem.
Como resposta a todo esse cenário preocupante, avalia Eliot, há meios de investigação fáceis e rápidos que permitem uma ação rápida em caso de aparecimento de novos vírus, apesar de essas ferramentas não serem uma realidade nas rotinas de vigilância sanitária de muitos países. "Também somos capazes de desenvolver vacinas muito rapidamente, como visto com a covid-19", ilustra o cientista.
Eric Fèvre, professor especialista em doenças infecciosas veterinárias da Universidade de Liverpool, no Reino Unido, e do International Livestock Research Institute, no Quênia, enfatiza que "insistir na saúde pública das populações" dos ambientes mais remotos e "estudar melhor a ecologia das áreas naturais para entender como as diferentes espécies interagem" são medidas essenciais para conter o surgimento de uma nova pandemia. "Toda uma linhagem de novas doenças potencialmente perigosas corre o risco de emergir. Teremos que estar preparados", justifica.
Fonte: https://www.correiobraziliense.com.br (Texto adaptado)
Sobre o fragmento: “Os fatores de emergência e amplificação de doenças aumentaram”, assinale a opção CORRETA.
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão citados nas questões.
-
Alfabetização científica
Por Leonir Lorenzetti e Demétrio Delizoicov
-
01----------A alfabetização científica e técnica está em voga e vem sendo discutida em países
02--anglo-saxões e do norte da Europa. A expressão designa um tipo de saber, de capacidade ou de
03--conhecimento que seria uma contraparte ______ que foi alfabetização no último século. Com
04--respeito __ educação escolar, tem sido apontado que a maioria dos educadores concorda que o
05--propósito da ciência escolar é ajudar os estudantes a alcançar níveis mais altos de alfabetização
06--científica, existindo um acordo significativo da sua importância para a vida cotidiana de qualquer
07--indivíduo. No entanto, ela tem muitas das características de um slogan educacional no qual o
08--consenso é superficial, porque a expressão significa coisas diferentes para pessoas diferentes.
09--Desta forma, são pertinentes algumas questões: qual o significado da alfabetização científica?
10--Qual a sua importância para o currículo escolar? Como promovê-la?
11------------A alfabetização científica e tecnológica no Brasil é reflexo do processo da globalização,
12--entendida como o que um público específico – o escolar – deve saber sobre ciência, tecnologia
13--e sociedade, com base em conhecimentos adquiridos em contextos diversos (escola, museu,
14--revista, etc.). A alfabetização científica constitui-se como uma das grandes linhas de investigação
15--no ensino de Ciências. Este movimento relaciona-se à mudança dos objetivos do ensino de
16--Ciências, em direção à formação geral da cidadania, tendo hoje papel importante no panorama
17--internacional. As características de uma pessoa cientificamente instruída não são ensinadas
18--diretamente, mas estão embutidas no currículo escolar, de modo que os alunos são chamados a
19--solucionar problemas, a realizar investigações, a desenvolver projetos em laboratório de apoio e
20--experiências de campo. Estas atividades são compreendidas como preparação para o exercício
21--da cidadania. A alfabetização científica pode abranger muitas coisas, desde saber como preparar
22--uma refeição nutritiva até saber apreciar as leis da Física. São imprescindíveis especialistas para
23--a popularização e desmistificação do conhecimento científico, para que o leigo possa utilizá-lo na
24--sua vida cotidiana. Os meios de comunicação e, principalmente, as escolas podem contribuir
25--consubstancialmente para que a população tenha um melhor entendimento público da Ciência.
26------------Quando se fala em alfabetização, normalmente não se percebe que a expressão “ser
27--alfabetizado” apresenta dois significados diferentes: um, mais denso, estabelece uma relação
28--com a cultura, a erudição; o outro fica reduzido à capacidade de ler e escrever. No entanto,
29--ampliando-se o segundo significado do que é “ser alfabetizado”, a expressão “alfabetização
30--científica” pode vir a ser entendida como a capacidade de ler, compreender e expressar opinião
31--sobre assuntos de caráter científico, levando-se em conta o pressuposto de que o indivíduo já
32--tenha interagido com a educação formal, dominando, desta forma, o código escrito. Entretanto,
33--complementarmente a esta definição, e num certo sentido a ela se contrapondo, parte-se da
34--premissa de que é possível desenvolver uma alfabetização científica nas Séries Iniciais do Ensino
35--Fundamental, mesmo antes de o aluno dominar o código escrito. Por outro lado, a alfabetização
36--científica poderá auxiliar significativamente o processo de aquisição do código escrito,
37--propiciando condições para que os alunos possam expandir sua bagagem sociocultural.
38------------Considerando-se que boa parte da população possui pouco entendimento sobre o papel
39--da ciência, o elementar seria a sua compreensão de que a “alfabetização científica prática” é
40--aquela que, contribuindo para a superação desta situação, tornaria o indivíduo apto a resolver,
41--de forma imediata, problemas básicos que afetam a sua vida. Esta alfabetização deve
42--proporcionar um tipo de conhecimento científico e técnico que pode ser posto em uso
43--imediatamente, para ajudar a melhorar os padrões de vida. Assim, a alfabetização científica
44--prática está relacionada com as necessidades humanas mais básicas, como alimentação, saúde
45--e habitação. Uma pessoa com conhecimentos mínimos sobre estes assuntos pode tomar suas
46--decisões de forma consciente, mudando seus hábitos, preservando a sua saúde e exigindo
47--condições dignas para a sua vida e a dos demais seres humanos.
-
(Disponível em: https://www.scielo.br/j/epec/a/N36pNx6vryxdGmDLf76mNDH/?format=pdf&lang=pt –
texto adaptado especialmente para esta prova).
Por quantos períodos o último parágrafo do texto é constituído?
Instrução: As questões de números 01 a 05 referem-se ao texto abaixo.
...
A importância da saúde mental para o bem-estar
..
01--------A saúde mental é um importante fator que possibilita o ajuste necessário para lidar com as
02--emoções positivas e negativas. Investir em estratégias que possibilitem o equilíbrio das funções
03--mentais é essencial para um convívio social mais saudável.
04--------Além de ser determinante para a estabilidade física, a saúde mental está relacionada à
05--qualidade da interação individual e coletiva. No cenário atual, buscar alternativas que
06--possibilitem a harmonia nessas relações é uma urgente necessidade.
07--------A Organização Mundial de Saúde (OMS) aponta que o conceito de saúde é bem mais
08--abrangente que a simples ausência de doença: é um completo estado de bem-estar físico, mental
09--e social e, dessa forma, merece atenção em todas as suas vertentes.
10--------Assim como a física, a saúde mental é uma parte integrante e complementar à manutenção
11--das funções orgânicas. Nesse contexto, a promoção da saúde mental é essencial para que o
12--indivíduo tenha a capacidade necessária de executar suas habilidades pessoais e profissionais.
13--------Sumariamente, o bom estado mental confere ao homem o amplo exercício de seus direitos
14--sociais e de cidadania. Assegura ainda as condições de interação social para uma convivência
15--familiar mais harmônica e segura.
16--------Desse modo, entender a importância da estabilidade mental e sua intensa relação com o
17--bem-estar é fundamental. Possibilita, assim, a compreensão da importância de utilizar a
18--capacidade individual para a percepção de valores e virtudes inerentes à construção da
19--coletividade.
20--------Como parte importante das medidas de prevenção às doenças mentais, a atenção primária a
21--alguns hábitos do cotidiano precisa ser considerada. Muito provavelmente ocorrerá um aumento
22--expressivo do número de doentes desta natureza – e isso em caráter global.
23--------Fatores como o envelhecimento da população, a acentuação dos problemas sociais e
24--econômicos e os desajustes familiares concorrem para o surgimento de desequilíbrios
25--emocionais. Em geral, eles evoluem para transtornos mentais e físicos cada vez mais
26--desafiadores.
27--------Nesse contexto, destacamos os hábitos mais prejudiciais à saúde mental: pensamentos
28--negativos, vício em jogos, álcool e drogas e uso excessivo de Internet.
...
(Disponível em: https://hospitalsantamonica.com.br/a-saude-mental-e-a-importancia-dela-na-vida-daspessoas/ – texto adaptado especialmente para esta prova).
A oração: “Entender a importância da estabilidade mental e sua intensa relação com o bem-estar é fundamental” trata-se de uma Oração Subordinada Substantiva de que tipo?
PARÁBOLA DO HOMEM RICO
-
Todos são poetas à sua maneira, mas é bem possível que, se todos o fossem realmente, não houvesse mais lugar para a poesia. Porque a poesia é a amante espiritual dos homens, aquela com quem eles traem a rotina do cotidiano. A poesia restituilhes o que a vida prática lhes subtrai: a capacidade de sonhar. O desgaste físico e moral imposto pelo exercício das profissões, em que o ser humano deve despersonalizar-se ao máximo para atingir um índice ideal de eficiência - eis a grande arma da poesia. Depois que o banqueiro passa o dia manipulando o jogo de interesses do seu banco, vem a poesia e, na forma de um beijo de mulher, diz-lhe que o amor é menos convencional que o dinheiro. Ou o bancário, que passa o dia depositando e calculando o dinheiro alheio, ao ver chegar a depositária grã-fina, linda e sofisticada, sonha em tornar-se um dia banqueiro. E fazendo-o, invade o campo da poesia. Pois tudo é fantasia. Cada ação provoca um sonho que lhe é imediatamente contrário. Tal é a dinâmica da vida, e sem ela a poesia não teria vez.
Isso me faz lembrar certa noite em Paris, num jantar com meus amigos Marie-Paule e Jean-Georges Rueff, em companhia de um grande comerciante francês, um homem super-rico, dono de um dos maiores supermercados da França, superviajado, superlindo e casado com uma mulher superlinda. Nós nos havíamos conhecido alguns anos antes, em Estrasburgo, onde ele e os Rueff então moravam, e um pilequinho em comum nos havia aproximado, depois de um papo de coração aberto que nos levou até a madrugada. O assunto agora era o mesmo, a poesia, e o nosso prezado homem rico, depois de discutirmos um pouco a extraordinária vida desse jovem gênio que foi o poeta Jean-Arthur Rimbaud, fez-nos ver que não há casamento possível entre o Grande Lírico e o Grande Empresário: ou se é uma coisa, ou se é outra. O verdadeiro homem de empresa ao mesmo tempo inveja e despreza o poeta, uma vez que não se pode preocupar além dos limites com as palavras da poesia. Elas são, para ele, o reverso da medalha: o ouro impalpável. E como as mulheres - dizia-me ele ao lado da sua - são seres devorados de lirismo, sobretudo no amor, o capitalista tinha que pagar seu preço ao artista: e esse preço, via de regra, era a própria mulher.
- Elas ficam conosco porque nós representamos poder aquisitivo, podemos dar-lhes as coisas de que necessitam para ficarem mais sedutoras, terem mais disponibilidade para cuidar da própria beleza. Mas essa beleza, elas a entregam a vocês, os artistas. No fundo, as mulheres nos odeiam. O que não impede que vocês sejam todos gigolôs do capitalismo. [...]
-
(Adaptado: Vinicius de Moraes. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 31/12/1969).
Encontra-se um desvio flagrante de inadequação quanto ao aspecto da regência verbal na opção:
PARÁBOLA DO HOMEM RICO
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Todos são poetas à sua maneira, mas é bem possível que, se todos o fossem realmente, não houvesse mais lugar para a poesia. Porque a poesia é a amante espiritual dos homens, aquela com quem eles traem a rotina do cotidiano. A poesia restituilhes o que a vida prática lhes subtrai: a capacidade de sonhar. O desgaste físico e moral imposto pelo exercício das profissões, em que o ser humano deve despersonalizar-se ao máximo para atingir um índice ideal de eficiência - eis a grande arma da poesia. Depois que o banqueiro passa o dia manipulando o jogo de interesses do seu banco, vem a poesia e, na forma de um beijo de mulher, diz-lhe que o amor é menos convencional que o dinheiro. Ou o bancário, que passa o dia depositando e calculando o dinheiro alheio, ao ver chegar a depositária grã-fina, linda e sofisticada, sonha em tornar-se um dia banqueiro. E fazendo-o, invade o campo da poesia. Pois tudo é fantasia. Cada ação provoca um sonho que lhe é imediatamente contrário. Tal é a dinâmica da vida, e sem ela a poesia não teria vez.
Isso me faz lembrar certa noite em Paris, num jantar com meus amigos Marie-Paule e Jean-Georges Rueff, em companhia de um grande comerciante francês, um homem super-rico, dono de um dos maiores supermercados da França, superviajado, superlindo e casado com uma mulher superlinda. Nós nos havíamos conhecido alguns anos antes, em Estrasburgo, onde ele e os Rueff então moravam, e um pilequinho em comum nos havia aproximado, depois de um papo de coração aberto que nos levou até a madrugada. O assunto agora era o mesmo, a poesia, e o nosso prezado homem rico, depois de discutirmos um pouco a extraordinária vida desse jovem gênio que foi o poeta Jean-Arthur Rimbaud, fez-nos ver que não há casamento possível entre o Grande Lírico e o Grande Empresário: ou se é uma coisa, ou se é outra. O verdadeiro homem de empresa ao mesmo tempo inveja e despreza o poeta, uma vez que não se pode preocupar além dos limites com as palavras da poesia. Elas são, para ele, o reverso da medalha: o ouro impalpável. E como as mulheres - dizia-me ele ao lado da sua - são seres devorados de lirismo, sobretudo no amor, o capitalista tinha que pagar seu preço ao artista: e esse preço, via de regra, era a própria mulher.
- Elas ficam conosco porque nós representamos poder aquisitivo, podemos dar-lhes as coisas de que necessitam para ficarem mais sedutoras, terem mais disponibilidade para cuidar da própria beleza. Mas essa beleza, elas a entregam a vocês, os artistas. No fundo, as mulheres nos odeiam. O que não impede que vocês sejam todos gigolôs do capitalismo. [...]
-
(Adaptado: Vinicius de Moraes. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 31/12/1969).
A relação entre o verbo e seu complemento encontra-se em desacordo com os princípios da regência verbal na opção:
PARÁBOLA DO HOMEM RICO
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Todos são poetas à sua maneira, mas é bem possível que, se todos o fossem realmente, não houvesse mais lugar para a poesia. Porque a poesia é a amante espiritual dos homens, aquela com quem eles traem a rotina do cotidiano. A poesia restituilhes o que a vida prática lhes subtrai: a capacidade de sonhar. O desgaste físico e moral imposto pelo exercício das profissões, em que o ser humano deve despersonalizar-se ao máximo para atingir um índice ideal de eficiência - eis a grande arma da poesia. Depois que o banqueiro passa o dia manipulando o jogo de interesses do seu banco, vem a poesia e, na forma de um beijo de mulher, diz-lhe que o amor é menos convencional que o dinheiro. Ou o bancário, que passa o dia depositando e calculando o dinheiro alheio, ao ver chegar a depositária grã-fina, linda e sofisticada, sonha em tornar-se um dia banqueiro. E fazendo-o, invade o campo da poesia. Pois tudo é fantasia. Cada ação provoca um sonho que lhe é imediatamente contrário. Tal é a dinâmica da vida, e sem ela a poesia não teria vez.
Isso me faz lembrar certa noite em Paris, num jantar com meus amigos Marie-Paule e Jean-Georges Rueff, em companhia de um grande comerciante francês, um homem super-rico, dono de um dos maiores supermercados da França, superviajado, superlindo e casado com uma mulher superlinda. Nós nos havíamos conhecido alguns anos antes, em Estrasburgo, onde ele e os Rueff então moravam, e um pilequinho em comum nos havia aproximado, depois de um papo de coração aberto que nos levou até a madrugada. O assunto agora era o mesmo, a poesia, e o nosso prezado homem rico, depois de discutirmos um pouco a extraordinária vida desse jovem gênio que foi o poeta Jean-Arthur Rimbaud, fez-nos ver que não há casamento possível entre o Grande Lírico e o Grande Empresário: ou se é uma coisa, ou se é outra. O verdadeiro homem de empresa ao mesmo tempo inveja e despreza o poeta, uma vez que não se pode preocupar além dos limites com as palavras da poesia. Elas são, para ele, o reverso da medalha: o ouro impalpável. E como as mulheres - dizia-me ele ao lado da sua - são seres devorados de lirismo, sobretudo no amor, o capitalista tinha que pagar seu preço ao artista: e esse preço, via de regra, era a própria mulher.
- Elas ficam conosco porque nós representamos poder aquisitivo, podemos dar-lhes as coisas de que necessitam para ficarem mais sedutoras, terem mais disponibilidade para cuidar da própria beleza. Mas essa beleza, elas a entregam a vocês, os artistas. No fundo, as mulheres nos odeiam. O que não impede que vocês sejam todos gigolôs do capitalismo. [...]
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(Adaptado: Vinicius de Moraes. Rio de Janeiro, Jornal do Brasil, 31/12/1969).
Na oração “E fazendo-o, invade o campo da poesia” (1° parágrafo), a correta classe morfológica e a função sintática, respectivamente, do termo em negrito estão na opção:
Qual foi a primeira rede social?
Direto e reto, cara cajapioense: o vovô do Orkut, do Facebook, do Instagram e do TikTok é o classmates.com, criado em dezembro de 1995.
O site segue no ar até hoje e é uma plataforma para conectar colegas de escola, compartilhar fotos antigas — incluindo anuários com fotos de formandos — e combinar encontros nostálgicos de turma. Mas só funciona para escolas dos Estados Unidos (fica a dica para empreendedores brasileiros).
Apesar de ser tão específico, o serviço tem envelhecido bem, acompanhando os novos tempos e está prestes a lançar seu aplicativo.
Há, contudo, quem defenda que as redes sociais existem muito antes disso, desde a pré-história da internet, quando ela ainda não era acessível a todos os mortais.
Dentre esses ancestrais, está o BBS (1973), um servidor que rodava um software que conectava, por meio de um modem ligado à rede telefônica, pessoas e instituições em fóruns para compartilhamento de arquivos, programas, conversas sobre temas e até mensagens de texto.
Outro dinossauro das redes sociais é o Q-Link (abreviação de Quantum Link), lançado pela Quantum Computer Services em 1985.
Embora também fosse restrito — só rodava em computadores Commodore 64 e 128, nos EUA e no Canadá —, ele estava mais para um portal de conteúdo, oferecendo notícias, jogos e, claro, ambientes de interação, como salas de bate-papo e fóruns para compartilhamento de arquivos.
Tanto parecia um portal que, em 1989, o Q-Link ampliou o acesso a todos os computadores pessoais e mudou de nome para dar origem ao America Online, ou AOL — conhece, cara cajapioense?
Disponível em: https://www.uol.com.br/tilt/colunas/pergunta-pro-jokura/2022/05/30/qual-foi-a-primeira-rede-social.htm (adaptado)
“Outro dinossauro das redes sociais é o Q-Link...”
Sobre este trecho é correto afirmar:

No quadro temos:
Texto para as questões de 13 a 16.
TEXTO 2
Paciência
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
À vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não
A vida não para não.
Letra de Lenine/ Dudu Falcão - álbum : Na pressão /1999.
Observe os versos:
“Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência” (v. 7-9)
A respeito do período anterior, analise as afirmativas a seguir.
I- O período possui quatro orações.
II- O período é composto por coordenação e subordinação.
III- Hã, no pertodo, uma oração subordinada adverbial temporal.
V- O termo “que” introduz uma oração subordinada adjetiva restritiva.
V- Há, no período, uma oração reduzida de infinitivo.
Está correto o que se afirma em:
Texto para as questões de 13 a 16.
TEXTO 2
Paciência
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
A vida não para
Enquanto o tempo acelera e pede pressa
Eu me recuso faço hora vou na valsa
A vida é tão rara
Enquanto todo mundo espera a cura do mal
E a loucura finge que isso tudo é normal
Eu finjo ter paciência
O mundo vai girando cada vez mais veloz
A gente espera do mundo e o mundo espera de nós
Um pouco mais de paciência
Será que é o tempo que lhe falta pra perceber?
Será que temos esse tempo pra perder?
E quem quer saber?
À vida é tão rara, tão rara
Mesmo quando tudo pede um pouco mais de calma
Até quando o corpo pede um pouco mais de alma
Eu sei, a vida não para
A vida não para não
A vida não para não.
Letra de Lenine/ Dudu Falcão - álbum : Na pressão /1999.
Assinale a opção em que as palavras destacadas exercem a mesma função sintática que “lhe”, no verso “Será que é o tempo que lhe falta pra perceber?"(v.13).
Texto para as questões de 01 a 12.
s
TEXTO 1
s
Atalhos
s
Quanto tempo a gente perde na vida? Se somarmos todos os minutos jogados fora, perdemos anos inteiros. Depois de nascer, a gente demora pra falar, demora pra caminhar, aí mais tarde demora pra entender certas coisas, demora pra dar o braço a torcer. Viramos adolescentes teimosos e dramáticos. Levamos um século para aceitar o fim de uma relação, e outro século para abrir a guarda para um novo amor, e já adultos demoramos para dizer a alguém o que sentimos, demoramos para perdoar um amigo, demoramos para tomar uma decisão. Até que um dia a gente faz aniversário. 37 anos. Ou 41. Talvez 48. Uma idade qualquer que esteja no meio do trajeto. E a gente descobre que o tempo não pode continuar sendo desperdiçado. Fazendo uma analogia com o futebol, é como se a gente estivesse com o jogo empatado no segundo tempo e ainda se desse ao luxo de atrasar a bola pro goleiro ou fazer tabelas desnecessárias. Que esbanjamento. Não falta muito pro jogo acabar. É preciso encontrar logo o caminho do gol.
Sem muita frescura, sem muito desgaste, sem muito discurso. Tudo o que a gente quer, depois de uma certa idade, é ir direto ao assunto. Excetuando-se nos momentos de afeto, pra todo o resto é melhor atalhar. E isso a gente só alcança com alguma vivência e maturidade.
Pessoas experientes já não cozinham em fogo brando, não esperam sentados, não ficam dando voltas e voltas, não necessitam percorrer todos os estágios. Queimam etapas. Não desperdiçam mais nada.
Uma pessoa é sempre bruta com você? Não é obrigatório conviver com ela.
O cara está enrolando muito? Beije-o primeiro.
A resposta do emprego ainda não veio? Procure outro enquanto espera.
Paciência só para o que importa de verdade. Paciência para ver a tarde cair. Paciência para sorver um cálice de vinho. Paciência para a música e para os livros. Paciência para escutar um amigo. Paciência para aquilo que vale nossa dedicação. Pra enrolação, atalho.
s
MEDEIROS, Martha. Atalhos, 2004.{adaptado)
Em "É preciso encontrar logo o caminho do gol" (1 º§), o trecho destacado é classificado sintaticamente como oração subordinada:
Analise os períodos abaixo e assinale a única alternativa em que TODAS as formas verbais estão empregadas de acordo com a norma culta vigente.
Texto 5 para responder às questões de 56 a 59.
----------------------------O riso
1------Eis a verdade: — o que sustenta, o que nutre, o que
-----dinamiza o futebol é a vaidade. Vejamos o juiz. É um
-----crucificado vitalício. Seja ele o próprio Abrahão Lincoln, o
4----próprio Robespierre, e a massa ignara e ululante o chamará
-----de gatuno. Dirá alguém que ele percebe um bom salário.
-----Nem assim, nem assim. Não há dinheiro que o compense e
7----redima, nenhum ordenado que o lave, que o purifique. E, no
-----entanto, ele não renuncia às suas funções nem por um
-----decreto. Pergunto: — por que esta obstinação? Amigos, a
10---vaidade o encouraça, a vaidade o torna inexpugnável, a
-----vaidade o ensurdece para as 200 mil bocas que urram: —
-----“Ladrão! Ladrão! Ladrão!”.
13-----O mesmo acontece com o craque, com o paredro,
-----com o técnico. O futebol os projeta e pendura nas
-----manchetes, e esta publicidade histérica constitui uma delícia
16---suprema. E ninguém é modesto, ninguém. Qualquer
-----jogador, ou qualquer dirigente, ou qualquer técnico tem a
-----torva e a vaidade de uma prima-dona gagá, cheia de
19---pelancas e de varizes. Eu disse que ninguém é modesto no
-----futebol. Em tempo retifico: — há, sim, uma única e escassa
-----figura, que, no meio do cabotinismo frenético e geral,
22---constitui uma exceção franciscana. Refiro-me ao esquecido,
-----ao desprezado, ao doce massagista.
1------A imprensa e o rádio falam de tudo, numa sádica e
25---minuciosa cobertura. Jamais, porém, um locutor, um
-----repórter lembrou-se de mencionar a atuação de um
-----massagista. Ele não merece, ao menos, uma citação
28---desprimorosa. Um bandeirinha consegue ser vaiado. Não o
-----massagista, que não inspira nada: — nem amor, nem ódio.
-----Dir-se-ia que o gandula é mais importante. E, no entanto,
31---apesar da humildade sufocante de suas funções, o
-----massagista pode ser uma dessas figuras capitais, que
33---resolvem o destino das batalhas.
-----------RODRIGUES, Nelson. À sombra das chuteiras imortais: crônicas
----de futebol. São Paulo: Companhia das Letras, 1993, p. 27 (fragmento).
No contexto em que se insere, no período “O futebol os projeta e pendura nas manchetes” (linhas 14 e 15), o vocábulo sublinhado é