Questões de Concurso
Comentadas sobre análise sintática em português
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Corpos emancipados, mentes subjugadas
1 _____ A indústria cultural, tão bem dissecada pela Escola de Frankfurt, retarda a emancipação humana ao
2 _ introduzir a sujeição da mente no momento em que a humanidade se livrava da sujeição do corpo. É longa a
3 _ história da sujeição do corpo, a começar pela escravidão que durou séculos, inclusive no Brasil, onde foi
4 _ considerada legal e legítima por mais de 358 anos.
5 _____ Não apenas escravos tiveram seus corpos sujeitados. Também mulheres. Faz menos de um século
6 _ que elas iniciaram o processo de apropriação do próprio corpo. A dominação sofrida pelo corpo feminino era
7 _ endógena e exógena. Endógena porque a mulher não tinha nenhum controle sobre o seu organismo, encarado
8 _ como mera máquina reprodutiva e, com frequência, demonizado. Exógena pelas tantas discriminações
9 _ sofridas, da proibição de votar à castração do clitóris, da obrigação de encobrir o rosto em países
10 _ muçulmanos à exibição pública de sua nudez como isca publicitária nos países capitalistas de tradição cristã.
11 _____ No momento em que o corpo humano alcançava sua emancipação, a indústria cultural introduziu a
12 _ sujeição da mente. A multimídia é como um polvo cujos tentáculos nos prendem por todos os lados. Tente
13 _ pensar diferente da monocultura que nos é imposta via programas de entretenimento! Se a sua filha de 20
14 _ anos disser que permanece virgem, isso soará como ridículo anacronismo; se aparecer no Big Brother
15 _ transando via satélite para o onanismo visual de milhões de telespectadores, isso faz parte do show.
16 _____ O processo de sujeição da mente utiliza como chibatas o prosaico, o efêmero, o virtual, o fugidio. E
17 _ detona progressivamente os antigos valores universais. Ética? Ora, não deixe escapar as chances de ter
18 _ sucesso e ficar rico, desde que sua imagem não fique mal na foto... Agora, tudo é descartável, inclusive os
19 _ valores. E todos somos impelidos à reciclagem perpétua - na profissão, na identidade, nos relacionamentos.
20 _____Nossos pais aposentavam-se num único emprego. Hoje, coitado do profissional que, ao oferecer-se
21 _ a uma vaga, não apresentar no currículo a prova de que já trabalhou em pelo menos três ou quatro empresas
22 _ do ramo! Eis a civilização intransitiva, desistorizada, convencida de que nela se esgota a evolução do ser
23 _ humano e da sociedade. Resta apenas dilatar a expansão do mercado.
24 _____ A tecnologia multimídia sujeita-nos sem que tenhamos consciência dessa escravidão virtual. Pelo
25 _ contrário, oferece-nos a impressão de que somos “imperadores de poltrona”, na expressão cunhada por
26 _ Robert Stam. Temos tanto “poder” que, monitor à mão, pulamos velozmente de um canal de TV a outro,
27 _ configurando a nossa própria programação. Já não estamos propensos a suportar discursos racionais e
28 _ duradouros. Pauta-nos a vertiginosa velocidade tecnológica, que nos mantém atrelados às conveniências do
29 _ mercado.
30 _____ Nossa boia de salvação reside, felizmente, na observação de Jean Baudrillard, de que o excesso de
31 _ qualquer coisa gera sempre o seu contrário. É o caso da obesidade. O alimento é imprescindível à vida, mas
32 _ em excesso afeta o sistema cardiovascular e produz outros defeitos colaterais.
33 _____ Há tanta informação que preferimos não mais prestar atenção nelas. A comunicação torna-se
34 _ incomunicação. Ou comunicassão, pois cassa-nos a palavra, tornando-nos meros receptores da avassaladora
35 _ máquina publicitária.
36 _____ Essa sujeição da mente vem no bojo da crise da modernidade que, desmistificada pela barbárie -
37 _ duas guerras mundiais, a incapacidade de o capitalismo distribuir riquezas, o fracasso do socialismo
38 _ soviético etc. -, passa a rejeitar todos os “ismos”. Os espaços da expressão da cidadania, como a política e o
39 _ Estado, caem em descrédito.
40 _____ Tudo e todos prestam culto a um único soberano: o mercado. É ele a Casa Grande que nos mantém
41 _ na senzala do consumo compulsivo, do hedonismo desenfreado, da dessolidariedade e do egoísmo.
42 _____ Felizmente iniciativas como o Fórum Social Mundial rompem o monolitismo cultural e abrem
43 _ espaço à consciência crítica e novas práticas emancipatórias.
BETTO Frei. Corpos emancipados, mentes subjugadas. Correio da Cidadania. http://www.correiocidadania.com.br/antigo/ed437/betto.htm
Sobre os recursos linguísticos do texto, pode-se afirmar
Os verbos variam de significado a depender de sua regência. Nesse sentido, é correto afirmar que o verbo “analisar” no sentido de “investigar ou examinar minuciosamente” rege-se da seguinte forma:
O trecho abaixo adaptado é composto por, exatamente:
“Mas as recentes descobertas em Jebel Irhoud levam à crença de que, na verdade, provavelmente foram Homo sapiens que deixaram os restos de ferramentas e fogo nos locais.” (Adaptado de G1, 07/06/2017)
Nas alternativas abaixo, todas as expressões sublinhadas são classificadas sintaticamente como sujeito, exceto em (textos adaptados de G1, 07/06/2017):
Leia as afirmativas a seguir:
I. A palavra "que" será interjeição, quando exprimir uma emoção, um estado de espírito; é sempre exclamativa e acentuada (quê).
II. Adjetivo é a classe gramatical que modifica um substantivo, atribuindo-lhe qualidade, estado ou modo de ser. Um adjetivo normalmente exerce uma dentre três funções sintáticas na oração: aposto explicativo, adjunto adnominal ou predicativo. Este é um conceito tradicionalmente atribuído àquela classe de palavras.
Marque a alternativa CORRETA:
Quanto à regência verbal, nos trechos abaixo:
I – Lembrei a eles a data do exame médico.
II – Sua aprovação para o cargo implica fluência na língua inglesa.
III – Informou-lhes de que poderiam sair assim que terminassem o trabalho.
IV – Simpatizo com os apresentadores do telejornal.
V- O delegado procederá o inquérito.
Estão corretas as proposições:
Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.
Discutir o aborto por amor à vida
Leonardo Boff
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:
TEXTO
1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida
2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o
3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.
4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e
5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos
6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.
7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e
8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida
9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem
10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas
11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade
12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.
13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e
14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de
15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.
16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.
17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na
18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e
19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista
20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.
21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade
22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe
23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo
24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo
25 tempo.
26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também
27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do
28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão
29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles
30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o
31 dia de aniversário de seu filho”.
32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente
33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é
34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.
35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não
36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá
37 em paz e viva”.
388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos
39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que
40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma
41 humanidade.
Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).
IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/
Possui predicado igual ao da oração “esta afirmação não me torna cego” (L.4) a alternativa:
Para responder a essas questões, assinale APENAS UMA ÚNICA alternativa correta e marque o número correspondente na Folha de Respostas.
Discutir o aborto por amor à vida
Leonardo Boff
AS QUESTÕES 1 A 15 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO:
TEXTO
1_____Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto. Ele implica eliminar uma vida
2 ou interferir num processo vital que culmina com a emergência da vida humana. Eu pessoalmente sou contra o
3 aborto, pois amo a vida em cada uma de suas fases e em todas as suas formas.
4 ______Mas esta afirmação não me torna cego para uma realidade macabra que não pode ser ignorada e
5 que desafia o bom-senso e os poderes públicos. Por ano fazem-se no Brasil cerca de 800 mil abortos
6 clandestinos. A cada dois dias morre uma mulher vítima de um aborto clandestino mal assistido.
7 _____Essa realidade deve ser enfrentada não com a polícia, mas com uma saúde pública responsável e
8 com senso de realismo. Considero farisaica a atitude daqueles que de forma intransigente defendem a vida
9 embrionária e não adotam a mesma atitude face aos milhares de crianças nascidas e lançadas na miséria, sem
10 comida e sem carinho, perambulando pelas ruas de nossas cidades. A vida deve ser amada em todas as suas
11 formas e idades e não apenas em seu primeiro alvorecer no seio da mãe. Cabe ao Estado e a toda a sociedade
12 criar as condições para que as mães não precisem abortar.
13 _____Eu mesmo assisti, nos degraus da catedral de Fortaleza, a uma mãe famélica, pedindo esmola e
14 amamentando o filho com o sangue de seu próprio seio. Era a figura do pelicano. Perplexo e tomado de
15 compaixão, levei-a até a casa do cardeal dom Aloísio Lorscheider, e ali lhe demos toda a assistência possível.
16 _____Mesmo assim, ocorrem abortos, sempre dolorosos e que afetam profundamente a psique da mãe.
17 Narro o que escreveu um eminente psicanalista da escola junguiana de São Paulo, Léon Bonaventure, na
18 introdução que fez a um livro desafiador e instigante e não livre de questionamento: Aborto: perda e
19 renovação: Um paradoxo na busca da identidade feminina (Paulus, 2006), de Eva Pattis, uma psicanalista
20 infantil de origem suíça, reconhecida em seu meio.
21 ____Conta Léon Bonaventure, com sutileza de um fino psicanalista para quem a espiritualidade
22 constitui uma fonte de integração e de cura de feridas da alma. Uma senhora procurou um sacerdote e lhe
23 confessou que havia outrora praticado um aborto. Depois de ouvir sua confissão, o sacerdote, com profundo
24 senso humano, lhe perguntou: “Que nome deu ao seu filho”? A mulher, perplexa, ficou calada por longo
25 tempo.
26 ____Então, disse o sacerdote: ”Vamos dar-lhe um nome. E se a senhora concordar vamos também
27 batizá-lo”. A senhora anuiu com a cabeça. E simbolicamene assim o fizeram. Depois o sacerdote falou do
28 mistério da vida humana. Disse: “Há vidas que vêm a esta Terra por 10, 50 e até 100 anos; outras jamais verão
29 a luz do sol. No calendário litúrgico da Igreja há a festa dos Santos Inocentes, no dia 28 de dezembro, aqueles
30 que Herodes mandou matar no momento em que a Divina Criança veio ao mundo. Que esse dia seja também o
31 dia de aniversário de seu filho”.
32 ____“Na tradição cristã” — continuou o sacerdote — “os filhos eram sempre vistos como um presente
33 de Deus e uma bênção para a vida. No passado nossos pais iam à Igreja oferecer seus filhos a Deus. Nunca é
34 tarde para você também oferecer seu filho a Deus”.
35 _____O sacerdote terminou sua fala com as seguintes palavras consoladoras: ”Como ser humano não
36 posso julgá-la. Mas se você pecou contra a vida, o Deus da vida pode reconciliá-la com a vida e com Ele. Vá
37 em paz e viva”.
388 ____O Papa Francisco sempre recomenda misericórdia, compreensão e ternura na relação dos
39 sacerdotes para com os fiéis. Esse sacerdote viveu avant la lettre esses valores profundamente humanos e que
40 pertencem à prática do Jesus histórico. Que eles possam inspirar a outros sacerdotes a terem a mesma
41 humanidade.
Site de origem: Discutir o aborto por amor à vida, por Leonardo Boff (Jornal do Brasil).
IN:http://agenciapatriciagalvao.org.br/direitos-sexuais-e-reprodutivos/discutir-o-aborto-por amor-vida-por-leonardo-boff/
No período “Custa-me crer que haja pessoas que defendam o aborto pelo aborto” (L.1), pode-se afirmar corretamente:
Quanto custa um pôr-de-sol?
Leonardo Boff
1 Um grande empresário americano, estando em Roma, quis mostrar ao filho a beleza de um pôr-
2 de-sol nas colinas de Castelgandolfo. Antes de se postarem num bom ângulo, o filho perguntou ao pai:
3 "pai, onde se paga?" Esta pergunta revela a estrutura da sociedade dominante, assentada sobre a economia
4 e o mercado. Nela para tudo se paga - também um pôr-de-sol - tudo se vende e tudo se compra.
5 Ela operou, segundo notou ainda em 1944 o economista norte-americano Polanyi, a grande
6 transformação ao conferir valor econômico a tudo. As relações humanas se transformaram em transações
7 comerciais e tudo, tudo mesmo, do sexo à Santíssima Trindade, vira mercadoria e chance de lucro.
8 Se quisermos qualificá-la, diríamos que esta é uma sociedade produtivista, consumista e
9 materialista. É produtivista porque explora todos os recursos e serviços naturais visando o lucro e não a
10 preservação da natureza. É consumista porque se não houver consumo cada vez maior não há também
11 produção nem lucro. É materialista, pois sua centralidade é produzir e consumir coisas materiais e não
12 espirituais como a cooperação e o cuidado. Está mais interessada no crescimento quantitativo – como
13 ganhar mais – do que no desenvolvimento qualitativo – como viver melhor com menos – em harmonia
14 com a natureza, com equidade social e sustentabilidade sócio-ecológica.
15 Cabe insistir no óbvio: não há dinheiro que pague um pôr-de-sol. Não se compra na bolsa a lua
16 cheia “que sabe de mi largo caminar.” A felicidade, a amizade, a lealdade e o amor não estão à venda nos
17 shoppings. Quem pode viver sem esses intangíveis? Aqui não funciona a lógica do interesse, mas da
18 gratuidade, não a utilidade prática, mas o valor intrínseco da natureza, da ridente paisagem, do carinho
19 entre dois enamorados. Nisso reside a felicidade humana.
20 O insuspeito Daniel Soros, o grande especulador das bolsas mundiais, confessa em seu livro A
21 crise do capitalismo (1999): ”uma sociedade baseada em transações solapa os valores sociais; estes
22 expressam um interesse pelos outros; pressupõem que o indivíduo pertence a uma comunidade, seja uma
23 família, uma tribo, uma nação ou a humanidade, cujos interesses têm preferência em relação aos
24 interesses individuais. Mas uma economia de mercado é tudo menos uma comunidade. Todos devem
25 cuidar dos seus próprios interesses... e maximizar seus lucros, com exclusão de qualquer outra
26 consideração” (p. 120 e 87).
27 Uma sociedade que decide organizar-se sem uma ética mínima, altruísta e respeitosa da
28 natureza, está traçando o caminho de sua própria autodestruição. Então, não causa admiração o fato de
29 termos chegado aonde chegamos, ao aquecimento global e à aterradora devastação da natureza, com
30 ameaças de extinção de vastas porções da biosfera e, no termo, até da espécie humana.
31 Suspeito que, se não quebrarmos o paradigma produtivista/consumista/materialista, poderemos
32 encontrar pela frente a escuridão. Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo
33 místico poeta Angelus Silesius (+1677): “a rosa é sem porquê: floresce por florescer, não cuida de si
34 mesma nem pede para ser olhada” (aforismo 289). Essa gratuidade é uma das pilastras do novo
35 paradigma.
IN: http://correio.rac.com.br/_conteudo/2013/11/blogs/leonardo_boff/
"Devemos tentar ser, pelo menos um pouco, como a rosa, cantada pelo místico poeta Angelus Silesius" (L.32/33)
Quanto às funções sintático-semânticas dos elementos que compõem o período acima, pode-se afirmar:
Leia o texto e responda o que se pede no comando das questões.
"Todos estamos deitados na sarjeta, só que alguns estão
olhando para as estrelas."
Esta citação foi tirada de O leque de lady Windermere, uma obra de teatro de Oscar Wilde que estreou em Londres em 1892. Ela nos faz lembrar que, independentemente de nossa situação, o que importa é a perspectiva que mantemos.
Há pessoas que aparentemente têm tudo na vida - saúde, beleza, dinheiro, liberdade - e são infelizes. Isso acontece porque elas fixam a atenção naquilo que lhes falta ou simplesmente não sabem o que querem da vida.
Outras, ao contrário, vivem situações penosas, mas são capazes de enxergar um cantinho do jardim onde bate um raio de sol.
A escritora, filósofa e conferencista norte-americana Helen Keller, que ficou cega e surda ainda muito jovem, explicava assim seu segredo para nunca deixar de ver as estrelas:
Abro as portas do meu ser a tudo o que é bom e as fecho cuidadosamente diante do que é ruim. Essa força tão bela e persistente me permite enfrentar qualquer obstáculo. Nunca me sinto desanimada, pensando que me faltam coisas boas. A dúvida e a insegurança são apenas o pânico gerado por uma mente fraca. Com um coração firme e uma mente aberta, tudo se torna possível.
(Fonte: PERCY,Allan. OscarWilde para inquietos. p.10.)
Marque a alternativa que apresente, respectivamente, a classificação correta dos termos do seguinte excerto retirado do segundo parágrafo do texto:"( ... ) que lhes falta( ... )":
Assinale a alternativa em que a regência verbal foi respeitada de acordo com as regras da gramática normativa.
De acordo com a norma culta, assinale a alternativa CORRETA quanto à regência verbal.
Sobre regência verbal marque a opção incorreta:
O seguinte enunciado: "A ministra presidente já esclareceu na nota [de sábado] que qualquer irregularidade vinda de qualquer órgão estatal, de qualquer dos Poderes da República, de seus agentes ou da Procuradoria-Geral da República contra qualquer cidadão brasileiro não será tolerada, por contrariar a Constituição" é:
Leia o enunciado a seguir.
“João conseguiu recuperar todos os seus documentos, contudo alguns deles estavam muito danificados.”
A palavra em destaque estabelece uma:
Indique a função que o pronome SE desempenha na oração a seguir: “Come-se bem naquele restaurante.”:
Em relação à regência verbal a sentença que está em desacordo com a norma culta é:
Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.
Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante
01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,
02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela
03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”
04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam
05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,
06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da
07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho
08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os
09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.
10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.
11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.
12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do
13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso
14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo
15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma
16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós
17 mesmos.
18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)
19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma
20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou
21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos
22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,
23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva
24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton
25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição, “tudo o que existe é impermanente, depende de causas e
26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam”. A intenção e
27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.
28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo
29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de
30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de
31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso
32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.
(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)
Utilize o seguinte código ao avaliar as afirmações que seguem:
1. Procedimento incorreto.
2. Procedimento facultativo.
( ) Supressão das duas primeiras vírgulas da linha 01.
( ) Substituição do ponto-e-vírgula da linha 07 por uma vírgula.
( ) Supressão das duas vírgulas da linha 10.
( ) Substituição dos parênteses da linha 22 por travessões.
( ) Supressão das aspas utilizadas nas linhas 25 e 26.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Instrução: questões de números 01 a 10 referem-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto estão referenciados nas questões.
Objetivo alto, esperança baixa, esforço constante
01 Em algumas manhãs, mais precisamente após o toque do despertador, fico pensando,
02 ainda imersa na sonolência, no que há de tão mais interessante além do limbo protegido pela
03 maciez de edredons e travesseiros, penumbra e aromas conhecidos – tudo tão “uterinamente”
04 aconchegante. É nesse momento que doses de ________ vêm em meu socorro e se apoderam
05 da minha consciência, trazendo ... tona rostos de pessoas que desejo ver, horários marcados,
06 textos ... serem lidos e aprovados. Não raro, murmuro de forma adaptada ............ letra da
07 música Alagados, dos Paralamas: “Todo dia vem o sol da manhã e me desafia; ____ do sonho
08 pro mundo que eu já não queria”. Felizmente, porém, logo me dou conta de que, embora os
09 travesseiros sejam extremamente sedutores, existe lá fora um mundo que quero mais ainda.
10 Afinal, como diz o mestre budista Lama Michel Rimpoche, “não é óbvio acordar a cada manhã”.
11 É uma nova chance da qual nem sempre nos damos conta do quanto pode ser preciosa.
12 E volta e meia me pergunto o que faz as outras pessoas pularem da cama. O choro do
13 filho no quarto ao lado? Algo banal como a vontade de fazer xixi ou mesmo fome? O compromisso
14 assumido? A vontade de viajar? De ganhar dinheiro? O receio da desaprovação alheia? O medo
15 de sucumbir ... penumbra das próprias angústias? O anseio de aprender? A vontade de ser uma
16 pessoa melhor do que foi ontem? Motivações podem ser curiosas e ocultar desejos até de nós
17 mesmos.
18Pensar no que nos move a continuar a cada dia leva ... conclusão (meio óbvia, concordo)
19 de que não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar, seguir uma
20 carreira profissional, mudar-se para outra cidade ou até de país, comprar uma casa, ter ou
21 também não ter filhos. Seja na profissão ou na vida pessoal, a cada dia criamos cenários, fazemos
22 planos, tomamos decisões (mesmo que não seja de forma clara) que parecem pequenas,
23 momentâneas, mas vão se somando e formando o desenho de nossas vidas. O que nos “motiva
24 a ação”, nos move, são desejos, basicamente. Como escreve o psiquiatra e psicanalista Benilton
25 Bezerra Jr., em artigo nesta edição, “tudo o que existe é impermanente, depende de causas e
26 condições para existirem e, se essas _________, os fenômenos não se sustentam”. A intenção e
27 a motivação, portanto, podem ser pensadas como forças psíquicas geradoras de possibilidades.
28 O que cientistas dizem, porém, é que nem sempre o que buscamos de forma ardorosa até é aquilo
29 que nos satisfaz – pode haver um descompasso. Outro texto desta revista trata justamente de
30 alinhamento, tão necessário que nos ajuda – mais uma vez lembrando as sábias palavras de
31 Lama Michel – a manter o objetivo alto, expectativa baixa, esforço constante. Fórmula de sucesso
32 não tem, mas se algo se aproxima dela é essa tríade.
(Fonte: Glaucia Leal, Revista Mente e Cérebro, janeiro/2017 – disponível em http://www2.uol.com.br – texto adaptado)
Analise as afirmações que seguem a respeito do fragmento abaixo:
...não são apenas as grandes decisões que norteiam nossas vidas – como casar. (l. 19).
I. Poder-se-ia inserir uma vírgula imediatamente antes da palavra que sem que ocorresse alteração de significado ou erro ao fragmento.
II. A oração sublinhada restringe o significado da expressão grandes decisões.
III. A palavra ‘que’ poderia ser substituída por ‘as quais’, sem que isso provocasse alteração de sentido ou incorreção ao texto.
Quais estão corretas?