Questões de Concurso
Sobre advérbios em português
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Texto I
Pense em quantos anos foram necessários para chegarmos a este ano
quantas cidades para chegar a esta cidade
e quantas mães, todas mortas, até tua mãe
quantas línguas até que a língua fosse esta
e quantos verões até precisamente este verão
este em que nos encontramos neste sítio exato
à beira de um mar rigorosamente igual
a única coisa que não muda porque muda sempre
quantas tardes e praias vazias foram necessárias
para chegarmos ao vazio
desta praia nesta tarde
quantas palavras até esta palavra, esta
(MARQUES, Ana Martins. O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras. 2015. P.70)
A dêixis é um fenômeno típico da linguagem humana e, no poema acima, pode ser ilustrada por meio do emprego do:
O texto a seguir é referência para a questão.
Violência e culpa Natalia
Pasternak

Disponível em: https://oglobo.globo.com/blogs/a-hora-da-ciencia/post/2023/03/violencia-e-culpa.ghtml. Adaptado.
Texto para a questão

Internet: <https://mooc.campusvirtual.fiocruz.br> (com adaptações).
Texto 01 para a questão.
Chegar com alegria ao fim da vida depende de uma série de fatores, mas poucos são mais significativos do que a qualidade das relações humanas que desenvolvemos ao longo da nossa existência.
Um estudo realizado em Harvard mostrou que relacionamentos satisfatórios protegem não só a saúde física mas também o cérebro. As perdas cognitivas foram muito menores entre os participantes que tinham vínculos fortes com a família, os amigos e a comunidade. Ao buscar resposta para uma pergunta complexa – “Aos 50 anos é possível determinar fatores preditivos da boa saúde aos 80? –, os pesquisadores novamente se depararam com as relações humanas. O nível de satisfação nos relacionamentos aos 50 anos era mais decisivo para a saúde do que, por exemplo, as taxas de colesterol. “As pessoas que tinham relações mais felizes aos 50 eram também as mais saudáveis aos 80”, informa Waldinger. No outro extremo, o estudo mostrou que a solidão é tão letal quanto o tabagismo e o alcoolismo.
ARANTES, Ana Claudia Quintana. Pra vida toda valer a pena viver. Sextante. 2021.págs. 56-58. (Adaptado).
Analise e assinale a opção que apresenta a respectiva classificação dos termos da citação:
“Eu sou o sonho dos meus ancestrais”
“Ultimamente acordo cedo.”
A palavra em destaque pode ser classificada como:
“É importante destacar que este estudo considera todas as músicas brasileiras gravadas e cadastradas pelos titulares, independentemente se foram realizadas no Brasil ou não.”
As palavras destacadas são classificadas, respectivamente, como:


I. O espaço poderia ser preenchido pela palavra “por que”. II. A inserção da palavra “pois” estaria correta, mas seria necessária a adição de um sinal de pontuação. III. A palavra “porquê” seria também adequada para o preenchimento do espaço.
Quais estão corretas?

Considere as passagens:
• Isso não quer dizer, claro, que se viva um momento brilhante de pujança econômica e ascensão social. (3º parágrafo)
• ... embora tenha aumentado recentemente, ainda é o menor em cinco anos. (3º parágrafo)
• As médias, ademais, escondem desigualdades de todos os tipos. (4º parágrafo)
Os termos destacados expressam, correta e respectivamente, circunstâncias de


“Segundo” dados apurados, no Brasil, a média de horas trabalhadas por semana é de 39,5.
“Entretanto”, estudos demonstram que, em muitos casos, houve aumento das horas trabalhadas.
É correto afirmar que os termos destacados possuem, respectivamente, o sentido de
O Grilo Falante saíra pelo mundo e assim chegara a China, país “onde” encontrara outros grilos submetidos a uma triste sina. .
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa em que a palavra destacada pertence à mesma classe gramatical que a palavra “onde” destacada acima.
Malpassado
Quanto mais sutil a opressão, mais cruel. Por isso, dentre as mil formas de “subjugar” os outros, tenho uma implicância especial com o bom gosto. Apontar o que há de brega, cafona, fora de moda ou exagerado nas pessoas é uma vaidade disfarçada de virtude.
Dentre as mil formas de se oprimir pelo gosto, uma das que me dão mais raiva é o ponto da carne. Repare com que orgulho o cidadão declara ao garçom, num restaurante, “malpassado”. Fala alto, para que os outros ouçam, como se a pergunta fosse “Onde você se formou?” e a resposta, “Harvard”.
Já o pobre diabo que quer seu bife bem passado é quase um proscrito. Eu sou churrasqueiro. Vejo uma amiga ou amigo se aproximar da grelha e pelo jeito que se arrasta, com o rabo entre as pernas, quase ganindo, sei o que vai pedir. Ela(e) chega bem perto. Inclina o corpo. Com cautela sussurra no meu ouvido como quem pede algo ilícito: “Será que rola sair uma um pouquinho mais bem passada?”.
Venho de uma família dogmática. Minha avó tem uma pousada e no cardápio está escrito, em letras maiores do que as dos pratos: “Não servimos bife bem passado”. “No meu restaurante eu não sirvo comida ruim!”, ela diz. Eu respeito sua posição. Contudo, rompendo com os valores familiares, ajo diferente. Não ao ponto de preferir carne bem passada, mas pelo menos ao de grelhá-la mais pra quem quiser. Acredito que o churrasqueiro é um funcionário público e está a serviço dos comensais, não o contrário.
“Ah, Antonio, mas e o ketchup na pizza?”. (Não sei por que pus entre aspas, sou eu perguntando pra mim mesmo). “E o cream cheese no sushi?”. “E o macarrão no bufê do rodízio?”. Aceitemo-los — assim como vós aceitais essa mesóclise. São todos filhos da Revolução Francesa, frutos da democracia. O preço da liberdade não é só a eterna vigilância. Entram também na conta o Crocs, a estampa de oncinha e o bife esturricado.
(Antônio Prata. Adaptado).
Analise a frase abaixo para responder à questão .
Será que rola sair uma um pouquinho mais “bem” passada?
De acordo com a norma-padrão da Língua Portuguesa e
quanto às classes de palavras, assinale a alternativa que
apresenta a correta classificação e justificativa da palavra
“bem” destacada acima.