Questões de Concurso
Sobre advérbios em português
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Manuais de estilo tendem a desaconselhar a repetição de palavras, sob a alegação de que isso prejudicaria a eufonia do texto.
Na passagem acima, porém, a repetição do advérbio “mais” desempenha a função de indicar:
Abril Azul: um mês de conscientização sobre o autismo
Por Hospital e Maternidade São Francisco

(Disponível em: https://www.hospsaofrancisco.com.br/abril-azul-um-mes-de-conscientizacao-sobre-o-autismo/– texto adaptado especialmente para esta prova).
Leia o texto abaixo e responda à questão.
TEXTO 2
Vale recordar que foi nesse século (o XVIII) que apareceram e se generalizaram em certas regiões do Brasil as famosas “tropas de muares” que, daí por diante, até o fim do século XIX e mesmo nos anos transcorridos do século XX, dividiram com os carros de bois as tarefas dos transportes por terra no interior do Brasil. Nos caminhos rudimentares que então possuíamos, transformados em lamaçais na estação das chuvas e no verão reduzidos a ásperas trilhas, quase intransitáveis, foram os carros de bois e as tropas os únicos meios e ligação dos núcleos de povoamento entre si e entre eles e as roças e lavouras. De outra forma não se venceriam os obstáculos naturais.
(B. J. de Souza).

https://www.google.com/
Referindo-se a classes de palavras, no primeiro quadrinho (hoje), no segundo (você) e no
terceiro (eu) são:
Assinale a alternativa correta.
I. "Eles caminharam lentamente para admirar a paisagem."
II. "Aquela antiga construção ainda mantém sua imponente beleza."
III. "Vários estudantes não compareceram às aulas hoje."
Qual opção identifica corretamente a função e classe gramatical das palavras destacadas nas orações?
Texto 02:
Oh, eu não sei se eram os antigos que diziam
Em seus papiros Papillon já me dizia
Que nas torturas toda carne se trai
Que normalmente, comumente, fatalmente,
felizmente
Displicentemente o nervo se contrai
Oh, com precisão
(Trecho de “Vila do Sossego” – Canção de Zé
Ramalho. Letra de José Ramalho Neto)
Leia o texto a seguir:
Visita médica
Num evento em São Paulo, onde fui fazer uma fala, fiz um novo amigo: o dr. Milton de Arruda Martins, professor da USP. Ele é um desses professores raros, que vive para ensinar aos seus alunos, além da competência técnica, a ética e os sentimentos humanos que devem fazer parte do caráter de um médico. Tem tentado reformular a educação médica, inclusive a visita hospitalar, aquela em que o professor e seus alunos passam pelos doentes para estudar os seus casos. Fizeram uma classificação das visitas em três tipos. No primeiro tipo de visita, o professor e os alunos passam pelo enfermo, observam-no e o apalpam, sem nada dizer. Vão discutir o caso num outro lugar. O paciente fica mergulhado no mistério. No segundo tipo, professor e alunos discutem o caso na presença do doente, como se ele não estivesse presente, usando todas as palavras científicas que só os iniciados entendem. Como o doente não sabe o que elas significam, ele fica pensando que vai morrer. No terceiro tipo, o professor e os alunos conversam com o paciente e o chamam pelo nome. “O que é que o senhor acha que tem?” Todo doente tem ideias sobre a sua doença e formas de explicá-la. “O que é que o senhor espera de nós?” As respostas dos doentes são surpreendentes. Lembro-me de um filme em que a visita do segundo tipo estava acontecendo. Os alunos faziam todo tipo de perguntas ao professor. Mas ninguém se dirigia ao doente. Foi então que um dos estudantes, o Robin Williams, levantou a mão e perguntou: “Qual é o nome do paciente?”. Ninguém sabia.
Fonte: Alves, Rubem. Ostra feliz não faz pérola. São Paulo: Editora Planeta do Brasil,
2008, p. 99.
Cantada do Adeus
Por Fabrício Carpinejar

(Disponível em: https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/carpinejar/noticia/2024/04/cantada-do-adeuscluh77x6v004501bg1s0xmao1.html – texto adaptado especialmente para esta prova).
Não podemos nos (1) culpar por desamar (2) de repente, mas sempre (3) podemos garantir um epílogo digno e justo.

Fonte: Disponível em <https://www.professorjeanrodrigues.com.br/2018/10>.
Acesso em: 15 jan. 2024.
I. O artigo indefinido, em destaque, em: “um cachorro” (2º quadrinho), apresenta a ideia de generalização, isto é, indica que se refere a um ser não especificado.
II. O artigo definido, em destaque, em: “o cachorro” (2º quadrinho), apresenta a ideia de especificidade, isto é, indica um ser específico.
III. O advérbio “aqui” (1º quadrinho) indica a ideia de intensidade.
Assinale a alternativa CORRETA.
Você sabe o que é cortisol – e por que deveria se preocupar com ele?
Por Erin Blakemore

(Disponível em: www.nationalgeographicbrasil.com/ciencia/2024/03/voce-sabe-o-que-e-cortisol-e-porque-deveria-se-preocupar-com-ele – texto adaptado especialmente para esta prova).
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 04 e, a seguir, responda à questão que a ele se refere.
Texto 04

Disponível em: https://cartunistasolda.com.br. Acesso em: 5 mar. 2024.
I. No primeiro quadro, Helga poderia ter usado, de acordo com a norma, o pronome demonstrativo “esse” no lugar de “este”.
II. Na sentença “compre-o”, Hagar usa o pronome “o” na posição enclítica, mas poderia tê-lo usado, de acordo com a norma, também na posição proclítica.
III. No segundo quadro, Hagar poderia ter usado, de acordo com a norma, o termo “nesse” no lugar do termo “neste”.
IV. No segundo quadro, a expressão “para venda” insere, no texto, uma circunstância adverbial de finalidade.
V. Na sentença “não importa o custo”, Hagar opta por usar o sujeito posposto ao verbo, mas poderia tê-lo usado anteposto, sem alterar o sentido dessa sua fala.
Estão CORRETAS as afirmativas
Eu disse: Calma!
É devagar que cruza a linha de chegada.
Disponível em: <https://music.apple.com/ng/song/se-joga/1703279594>. Acesso em: 5 mar. 2024.
Segundo a nomenclatura gramatical brasileira, no verso acima, a palavra “devagar” pertence à classe dos
INSTRUÇÃO: Leia, com atenção, o texto 03 e, a seguir, responda à questão, que a ele se refere.
Texto 03
Considere a passagem do texto:
“Tempo de entusiasmo e coragem em que todo desafio é mais um convite à luta que a gente enfrenta com toda disposição de tentar algo novo, de novo e de novo, e quantas vezes for preciso."
Tendo em vista a estrutura linguística dessa passagem, analise as afirmativas a seguir.
I. O termo “que”, nos dois usos, funciona como elemento de coesão, uma vez que retoma termos expressos anteriormente.
II. O uso do sinal indicativo de crase no termo “à luta” é obrigatório de acordo com a norma, seguindo a regra geral.
III. A repetição da expressão adverbial “de novo” reforma a ideia que ele quer transmitir.
IV. A presença da expressão “a gente” comprova o uso da linguagem coloquial como recurso de expressão.
V. A palavra “novo” nos três usos tem o objetivo de expressar uma circunstância de modo.
Estão CORRETAS as afirmativas

