Questões de Concurso Sobre advérbios em português

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Q1696114 Português

Texto adaptado especialmente para esta prova. Disponível em: https://www.contioutra.com/os-principais-tipos-de-

relacionamentos-ioio/. Acesso em 26 mar. 2019.

A palavra “depois”, encontrada no texto, é classificada como um advérbio de:
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Q1689411 Português
Mais um desastre

    Ainda demorará um tanto até que o impacto humano e ambiental do rompimento da barragem em Brumadinho (MG) possa ser propriamente avaliado. Algumas lições preliminares, entretanto, já podem ser extraídas desse lamentável desastre.
    A primeira deriva do fato acabrunhante de que não se trata de tragédia inédita no gênero. Há apenas três anos o país consternou-se diante das 19 mortes e da incrível devastação desencadeadas pelo colapso de uma barragem da Samarco, que varreu do mapa a localidade de Bento Rodrigues (MG).
    Pouco ou quase nada se fez desde então. A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais: instalaram-se comissões para tratar do assunto. Resultado? Nenhum.
    Segundo relatório da Agência Nacional de Águas, ao menos 45 barragens estão vulneráveis no país. Rachaduras, infiltrações e ausência de documentos que comprovem a segurança são algumas das irregularidades identificadas.
    Torna-se claro que há uma falha coletiva, institucional. Autoridades estaduais e federais não atuaram como deveriam, e o mesmo se diga da Vale, sobretudo pela reincidência – a mineradora foi corresponsável pela tragédia da Samarco.
    Diante da nova catástrofe consumada, o Ibama multou a Vale – a conferir se a penalidade será paga –, enquanto a Justiça determinou o bloqueio de bilhões de reais para garantir reparação de danos. Ao mesmo tempo, Polícia Federal e Ministério Público mostram-se empenhados em investigar as causas e identificar os culpados.
    Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo. Elas precisam ser efetivas e exemplares, pois só assim ajudarão a impedir um terceiro desastre.
(Editorial. Folha de S.Paulo, 28.01.2019. Adaptado)
Sem prejuízo de sentido ao texto, nas passagens “A não ser, por óbvio, as suspeitas medidas usuais...” (3o parágrafo) e “Tais iniciativas, porém, serão inúteis se perderem ímpeto com o tempo.” (último parágrafo), as expressões destacadas podem ser substituídas, correta e respectivamente, por: 
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Q1668205 Português
Em Onde hoje estão os EUA, um grupo que ficou conhecido como “Cultura Clóvis” prosperou e avançou em direção ao sul. (linhas 24 a 26), a palavra grifada é
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Q1663617 Português
O primeiro projeto apresentado na Assembleia Legislativa de Santa Catarina em 2019 promete repercutir. De autoria do deputado Valdir Cobalchini, a proposta quer proibir o uso de radares móveis, estáticos e fixos nas rodovias estaduais.
— Tem condão puramente arrecadatório, já que não se presta a promover a educação preventiva dos motoristas, conforme preconiza o Código de Trânsito Brasileiro — disse o deputado sobre o uso dos equipamentos. [...]
Disponível em https://www.nsctotal.com.br. Acesso em 11/02/2019. [adaptado]
Assinale a alternativa correta quanto à classificação da classe gramatical das palavras do texto:
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Q1662561 Português
Análise genética propõe novo rosto para Luzia: ela não era negra
Evidências associam o crânio do Museu Nacional à Cultura Clóvis, da pré-história dos EUA – e cravam que os traços do povo de Lagoa Santa (MG) eram mais próximos dos indígenas atuais.
Guilherme Eler



Disponível em https://super.abril.com.br/historia/analise-genetica-propoe-novo-rosto-para-luzia-ela-nao-era-negra/ Acessado em 10/11/2018 – Texto adaptado
Em Onde hoje estão os EUA, um grupo que ficou conhecido como “Cultura Clóvis” prosperou e avançou em direção ao sul. (linhas 24 a 26), a palavra grifada é
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Q1653129 Português

A uma senhora

    Com que então, minha senhora, está fazendo mais um ano de casada. Não lhe mando flores, que a distância não permite. Telefonar custa uma pequena fortuna, e ruídos errantes entram na conversa, abafando as vozes; nada mais enervante do que sentir a voz sem poder captá-la, ou recolher somente pedaços de frase, palavras soltas. Não lhe mando telegrama, pois a senhora mesmo o dispensou: costuma não chegar, seja porque há crise política por aqui, seja que há crise militar por aí, e vice-versa; ou as duas crises juntas nos dois lugares. E telegrama está sempre omitindo, calando; de tanto calar, não exprime nada. Por isso, escrevo-lhe. Carta leva quatro dias para chegar. Tanto melhor: quando a receber, estará pensando em outra coisa. Se fosse pelo correio, reconheceria logo a letra no envelope. Indo pelo jornal (astúcia minha), lerá desprevenida as primeiras linhas, até descobrir: “É comigo”.

    É com a senhora mesmo e com seu marido que estou falando, mas tenho motivo especial para dirigir-me aos dois por seu intermédio. Conheço-a há bem mais tempo do que a ele. Posso dizer, sem exagero, que a vi nascer; quando ele me apareceu, era homem feito e vinha trazido pela senhora. Aprovei a escolha, porque função de amigo é aprovar; e acho que não andei mal. A prova é esta carta.

     Estou me lembrando de como as coisas se passaram. Tudo é tão liso na vida de uma pessoa; os dias repetem os dias; de súbito não repetem mais. A pessoa é a mesma; os fatos mudam. A senhora levava uma vidinha tranquila de estudante, ganhara bolsa em Paris, não era de coquetéis; por desfastio, foi a um, conheceu lá um fulano que lhe falou qualquer coisa; não era conversa de pegar, pegou. Tratava-se de ilustre desconhecido, ou antes, de dois ilustres desconhecidos um para o outro. Ele estava de passagem e voltou logo para o seu país. Assim desconhecidos, um mês depois se casavam, à base de intuição e maluquice. Paris foi trocada por outra cidade, de outra nação. Ficamos sem a senhora e nem nos queixamos; obrigação de amigo é não se queixar. Eu aprendera sozinho: vida é aceitação. 

    Os dois malucos conheceram o delicioso e o difícil, a rotina e a quimera, os problemas, as melancolias, os sustos, as angústias, as distrações infantis que vêm depois das angústias; no total, viveram. A população do globo foi aumentada pelos dois em escala razoável: nem muito nem com avareza. Daqui estou ouvindo, ou esperando ouvir, na visita do ano, os gritos de três molequinhos que me julgam uma peça arqueológica simpática. Também me divirto com eles, nesse período; e com isso, e com as demais presenças, embalo a falta da senhora no resto do ano. Pois amigo deve ter imaginação suficiente para fazer, de falta, companhia.

     A senhora, seu marido e os moleques recebam este abraço absolutamente real.


(ANDRADE, C. Drummond de Cadeira de balanço. 11 ed. Rio de Janeiro: J. Olympio Editora, 1979, p. 142-143.)

“É com a senhora mesmo e com seu marido que estou falando” (2º §).
“A pessoa é a mesma; os fatos mudam.” (3º §)
Considere os vocábulos sublinhados nos enunciados acima. Pela significação e pelo contexto em que ocorrem, podem ser classificados, respectivamente, como:
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Q1642551 Português

Seguro-desemprego


Segundo o anúncio feito pelo Ministro do Trabalho nesta quartafeira (19), os trabalhadores que forem demitidos vão poder pedir o seguro-desemprego pela internet, sem a necessidade de entregar os documentos presencialmente. Chamado de segurodesemprego 100% web, o serviço vai permitir que esse benefício seja concedido sem precisar ir a um posto de atendimento.

Fonte: diarioonline.com.br (com adaptações).

Leia o texto 'Seguro-desemprego', analise as assertivas a seguir e marque a opção CORRETA:
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Ano: 2019 Banca: UDESC Órgão: IMA-SC Prova: UDESC - 2019 - IMA-SC - Biólogo |
Q1641011 Português
Analise as proposições em relação ao texto, e assinale (V) para verdadeira e (F) para falsa.
( ) O texto é pontuado com advérbios de intensidade como “mais” (linha 27), “maior” (linha 26) e “bem” (linha 30) com a finalidade de estabelecer o quanto os “rios voadores” têm importância na distribuição das chuvas nos estados brasileiros. ( ) A Topologia pronominal é o estudo da colocação do pronome oblíquo átono na frase, considerado em relação ao verbo. No período “com as queimadas que se espalharam” (linhas 4 e 5) ocorre a próclise, devido à existência do pronome relativo como partícula atrativa do pronome oblíquo átono. ( ) Em: “influenciam o regime de chuvas na maior parte” (linhas 10 e 11) a expressão destacada é, na morfologia, locução adjetiva e pode ser substituída pelo adjetivo pluviais, mantendo-se a coerência e o sentido, no texto. ( ) Segundo o texto, os “rios voadores” são mais importantes que o Rio Amazonas, pois eles contêm mais água que é transportada para as regiões do país, principalmente para a região Norte. ( ) Nas estruturas “esses fenômenos são formados” (linha 12) e “para as nossas vidas” (linhas 30 e 31) as palavras destacadas são na morfossintaxe, sequencialmente, pronome adjetivo domonstrativo/adjunto adnominal e pronome adjetivo possessivo/adjunto adnominal.
Assinale a alternativa correta, de cima para baixo.
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Q1639686 Português
Gatos conseguem reconhecer seus próprios nomes, diz estudo

Ou seja: se seu bichano não responde quando você chama, pode ser que ele simplesmente não esteja a fim de fazer isso. 4 abr 2019, 18h08

    Gatos são, por natureza, mais blasés que qualquer outro pet que você consiga listar. É raro conquistar a confiança de um deles de cara: até que isso aconteça, qualquer tentativa de interação costuma ser sumariamente ignorada.
    Isso, é claro, não significa que eles sejam menos inteligentes — e, por esse motivo, não consigam sacar o que está acontecendo. Um estudo da Universidade Sophia, no Japão, confirmou essa ideia ao cravar que os felinos são capazes de reconhecer o próprio nome. Ou seja: quando você chama seu gato e ele simplesmente ignora, é porque ele pode estar querendo fazer exatamente isso.
    Gatos domésticos acompanham os humanos a pelo menos 10 mil anos. No entanto, como afirma o grupo de pesquisadores japoneses, a relação entre ambos nunca foi amplamente examinada. Estudos anteriores já mostraram que outros animais, como cachorros, golfinhos e papagaios, demonstram compreensão das vocalizações humanas. Mas, até então, nenhum teste havia conseguido cravar se os felinos também eram capazes disso – até agora.
    Como todo mundo já conhece o temperamento difícil dos gatos, a metodologia usada para saber se eles associam vozes humanas a objetos foi diferente. Normalmente, os pesquisadores pedem para os animais testados reconhecerem objetos que foram nomeados e mostrados a eles antes, para saber se os bichos conseguem associar o som à determinada coisa.
    Mas isso dificilmente funcionaria com os gatos. Eles poderiam até reconhecer o som, mas demandam treinos muito mais exigentes para ter a mesma resposta que um cachorro, por exemplo. Daí os cientistas bolaram um novo teste, mais simples, que exige menos esforço – bem como os felinos costumam preferir.
    A nova abordagem consistia em um alto falante tocando quatro palavras (substantivos aleatórios) seguidas pelo nome do gato, todas com a mesma entonação. A partir disso, os cientistas observavam as respostas e os movimentos naturais do animal por meio de gravações em vídeo, feitas em um ambiente em que o gato se sentia confortável. Participaram do estudo gatos de famílias comuns que viviam sozinhos ou que conviviam com outros gatos.
    Os resultados mostraram que os bichinhos raramente faziam mais do que contrair uma orelha ou mover a cabeça em resposta às vozes – menos de meia dúzia de gatos-pingados (com o perdão do trocadilho) reagiram de forma mais ativa, movimentando a cauda ou miando, por exemplo.
    No entanto, a equipe disse que os resultados, criados a partir de uma escala de quatro pontos a partir do que cada felino respondeu, mostraram que os gatos conseguem sim distinguir seus nomes das outras palavras.
    No primeiro teste, cada gato ouviu a voz de seu dono no auto falante. Para ter certeza de que a relação emocional não influenciou na resposta, o experimento foi repetido com a voz de um estranho e, em um terceiro cenário, as vozes dos donos foram reproduzidas apenas para gatos habituados a viver com muitos outros felinos, seja em ambientes domésticos ou em cafés pet friendly.
    A equipe relatou que, em todos esses cenários, os gatos sabiam identificar quando seus nomes eram mencionados. Até quando as quatro palavras aleatórias que ouviam incluíam nomes de outros gatos que convivem juntos, os felinos conseguiam distinguir seus próprios nomes.
    Atsuko Saito, cientista que liderou a pesquisa, acrescentou que o estudo esclarece um pouco da relação entre felinos e homo sapiens. “Gatos entendem as pistas humanas melhor do que muitas pessoas pensam”, disse ela. Isso não significa, claro, que eles vão responder como os donos esperam.

    Disponível em: < https://super.abril.com.br/ciencia/gatos-conseguem-reconhecer-seus-proprios-nomes-diz-estudo/>
Acesso em: 22 jul 2019.
Na oração: “Até quando as quatro palavras aleatórias que ouviam incluíam nomes de outros gatos que convivem juntos, os felinos conseguiam distinguir seus próprios nomes.”, o termo destacado é classificado como:
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Q1638965 Português
Cirurgia pioneira no cérebro dá sons e voz a menina 100% surda

    “Ouvimos (dos médicos) que nem se colocássemos uma bomba atrás da orelha dela ela escutaria a detonação”, conta o pai de Leia, Bob, lembrando-se do momento em que descobriu que sua filha bebê tinha um tipo raro de surdez profunda.
    Leia não tinha o nervo auditivo, o que significa que nem mesmo aparelhos auditivos ou implantes cocleares poderiam ajudá-la. Eram poucas as perspectivas de que Leia aprendesse a falar.
    Diante desse quadro, os pais de Leia brigaram para que ela fosse uma das primeiras crianças britânicas a serem submetidas ___ uma cirurgia cerebral - ainda arriscada -, para a colocação de um implante auditivo no tronco encefálico.
    Bob conta que foi muito difícil a decisão de submeter a filha à cirurgia, mas que ele e a mulher Alison queriam “dar à Leia a melhor oportunidade na vida”. O casal esperava que a cirurgia permitisse à menina passar ___ escutar carros buzinando quando ela atravessasse a rua - para que pudesse, enfim, se locomover fora de casa com mais segurança.
    Mas, nos cinco anos passados desde o procedimento, o progresso de Leia superou muito essas expectativas iniciais. Começou devagar, pouco depois da cirurgia, com Leia reagindo a sons como o das portas do metrô. Aos poucos, ela passou a entender o conceito de som ___ medida que seus pais repetiam palavras e pediam que ela os imitasse. Hoje, após anos de fonoaudiologia e outras terapias, ela consegue falar frases completas, cantar músicas e escutar conversas no telefone.
    A cirurgia pela qual Leia passou é pioneira e envolve inserir um aparelho diretamente no cérebro, para estimular os canais auditivos em crianças nascidas sem os nervos específicos.
    Um microfone e um processador de som acoplados ao lado da cabeça transmitem o som ao implante. Esse estímulo elétrico é capaz de prover sensações auditivas, mas nem sempre consegue restaurar uma audição normal.
    No entanto, o otologista Dan Jiang, diretor clínico do Centro de Implantes Auditivos do Guy’s and St Thomas’ NHS Foundation Trust, explica que algumas crianças, como Leia, conseguem desenvolver a fala.
    “Os resultados variam muito. Alguns pacientes se saem melhor do que outros”, diz. “Exige adaptação, e crianças pequenas se adaptam melhor, então gostamos de inserir o implante o mais cedo possível”.
    “Crianças com menos de cinco anos têm mais facilidade em aprender novos conceitos de som e respondem bem a terapias intensivas”, ele agrega.
https://www.bbc.com... - adaptado.
As palavras sublinhadas no trecho “Bob conta que foi muito difícil a decisão de submeter a filha à cirurgia” (quarto parágrafo) podem ser classificadas respectivamente como:
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Q1638893 Português
TEXTO 1

REDES SOCIAIS TÊM EFEITO MÍNIMO NO BEM-ESTAR DE ADOLESCENTES, DIZ PESQUISA DE OXFORD COM 12 MIL JOVENS  

BBC, 7 maio 2019

    Os efeitos do uso das redes sociais na satisfação dos adolescentes com a vida são limitados e provavelmente "ínfimos", segundo um estudo com 12 mil adolescentes realizado pela Universidade de Oxford, no Reino Unido. Os pesquisadores identificaram que família, amigos e vida escolar têm impacto maior no bem-estar deles. As conclusões foram publicadas na revista PNAS.
    De acordo com os pesquisadores, o estudo que desenvolveram é mais profundo e robusto do que outros feitos anteriormente. Ele tenta responder se os adolescentes que usam as redes sociais mais do que a média têm menor satisfação com a vida, ou se adolescentes com menor satisfação de vida usam mais as redes sociais. Pesquisas anteriores sobre a relação entre o uso de 'telas', de tecnologia e a saúde mental das crianças, afirmam eles, têm sido muitas vezes contraditórias.
    A equipe tem 'provocado' as empresas do setor a divulgarem dados sobre como as pessoas usam as redes sociais para entender mais sobre o impacto da tecnologia na vida dos jovens.

'Efeito insignificante' 
    Os professores Andrew Przybylski e Amy Orben, do Oxford Internet Institute, da Universidade de Oxford, dizem que muitas vezes os estudos na área se baseiam em evidências limitadas que não dão um panorama completo do quadro.
    O estudo publicado na PNAS concluiu que a maioria das ligações que existem entre satisfação com a vida e o uso das redes sociais é "insignificante", respondendo por menos de 1% do bem-estar de um adolescente - e que o efeito das redes sociais "não é uma via de mão única". "99,75% da satisfação de uma pessoa na vida não tem nada a ver com o uso de redes sociais", complementou Przybylski, diretor de pesquisa do instituto. 
    O estudo, realizado entre 2009 e 2017, pediu a milhares de jovens de 10 a 15 anos que respondessem quanto tempo eles gastavam usando redes sociais em um dia de aula normal e também que avaliassem o quão satisfeitos estavam com diferentes aspectos da vida. Eles identificaram mais efeitos do tempo gasto nas redes sociais nas meninas, mas estes eram ínfimos e muito parecidos aos percebidos nos meninos. Menos da metade desses efeitos foram estatisticamente significativos, segundo os pesquisadores.
    Pesquisadores também ressaltam a importância de estudos sobre outros fatores que estão impactando o bem-estar dos jovens. Considerando essa questão, de acordo com eles, o tempo que os adolescentes passam diante das telas não deveria ser motivo de grande preocupação. "Estamos obcecados pela questão do tempo, mas os resultados não mostram evidências de que isso deva ser motivo de grande preocupação. Os pais não deveriam se preocupar tanto com esse ponto. Essa não é a grande questão", disse Przybylski.
    Os pesquisadores disseram que é importante identificar agora o perfil dos jovens mais suscetíveis a certos efeitos das redes sociais e descobrir outros fatores que estão impactando o bem-estar deles. Eles pretendem se reunir com empresas de redes sociais em breve para discutir como podem trabalhar em conjunto para aprender mais sobre como as pessoas usam aplicativos - e não apenas o tempo que gastam neles.
'Primeiro pequeno passo'
    Orben, coautora do estudo e professora de psicologia da Universidade de Oxford, disse que a indústria deve liberar seus dados de uso e apoiar pesquisas independentes. "O acesso (a essas informações) é fundamental para entender os muitos papéis que as redes sociais exercem na vida dos jovens", disse ela. Max Davie, responsável pela área de melhoria da saúde no Royal College of Pediatrics and Child Health, fez coro sobre a necessidade de as empresas colaborarem com cientistas e chamou o estudo de "o primeiro pequeno passo".
    No entanto, ele disse que há outras questões a serem exploradas, como a interferência do tempo de tela em outras atividades importantes, como dormir, fazer exercícios e dedicar tempo à família ou aos amigos. "Recomendamos que as famílias sigam nossa orientação publicada no início deste ano e continuem a evitar que eles usem telas uma hora antes de dormir, já que há outras razões - além da saúde mental - para as crianças precisarem de uma boa noite de sono".

Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/salasocial-48185025. Acesso em: 20 de maio 2019. (Adaptado). 

Releia.
O estudo, realizado entre 2009 e 2017, pediu a milhares de jovens de 10 a 15 anos que respondessem quanto tempo eles gastavam usando redes sociais em um dia de aula normal e também que avaliassem o quão satisfeitos estavam com diferentes aspectos da vida. Eles identificaram mais efeitos do tempo gasto nas redes sociais nas meninas, mas estes eram ínfimos e muito parecidos aos percebidos nos meninos. Menos da metade desses efeitos foram estatisticamente significativos, segundo os pesquisadores.
Sobre as informações referentes a esse trecho, assinale V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas.
( ) O verbo “pediu”, quanto à transitividade, pode ser classificado como transitivo direto e indireto. Além disso, pode-se dizer que seu objeto direto é oracional. ( ) O pronome “eles” tem função anafórica em suas duas ocorrências, embora não apresente o mesmo referente no trecho. ( ) Os sintagmas “O estudo, realizado entre 2009 e 2017,” e “Menos da metade desses efeitos” desempenham a mesma função sintática. ( ) A expressão “em um dia de aula normal” indica circunstância de tempo e funciona morfologicamente como advérbio e sintaticamente como adjunto adnominal.
Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

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Q1633081 Português
    A vida é difícil para todos nós. Saber disso nos ajuda porque nos poupa da auto piedade. Ter pena de si mesmo é uma viagem que não leva a lugar nenhum. A auto piedade, para ser justificada, nos toma um tempo enorme na construção de argumentos e motivos para nos entristecermos com uma coisa absolutamente natural: nossas dificuldades.
    Não vale a pena perder tempo se queixando dos obstáculos que têm de ser superados para sobreviver e para crescer. É melhor ter pena dos outros e tentar ajudar os que estão perto de você e precisam de uma mão amiga, de um sorriso de encorajamento, de um abraço de conforto. Use sempre suas melhores qualidades para resolver problemas, que são: capacidade de amar, de tolerar e de rir.
    Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos. As pessoas que se dão bem no mundo são aquelas que saem em busca de condições favoráveis e se não as encontram se esforçam por criá-las. Enquanto você acreditar que a vida é um jogo de sorte vai perder sempre. A questão não é receber boas cartas, mas usar bem as que lhe foram dadas.
(Dr. Luiz Albert Py, in O dia 30/04/2000)
Assinale a alternativa CORRETA para o emprego das classes de palavras dos vocábulos sublinhados. "Muitas pessoas vivem a se queixar de suas condições desfavoráveis, culpando as circunstâncias por suas dificuldades ou fracassos".
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Q1624833 Português

A questão dize respeito à Charge. Leia-o atentamente antes de respondê-la.


A análise morfológica das palavras constituintes do sintagma “realmente bem”, dita por Calvin no terceiro quadrinho, está CORRETA em:

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Q1624643 Português
Leia as orações a seguir e assinale a que tiver um advérbio de modo:
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Q1623730 Português
O Departamento de Turismo da Fundação Cultural de Timbó divulgou na tarde de hoje (13) os vencedores do Concurso Fotográfico “7 Maravilhas de Timbó”. Ao todo, foram 92 fotografias inscritas, de 19 fotógrafos amadores e profissionais. O Concurso foi dividido em sete categorias, representando as Maravilhas de Timbó, e seis fotografias foram premiadas. As fotografias inscritas foram avaliadas pelo júri técnico formado pelos fotógrafos Paolo Salvador, Cinthia T. M. Godri e Tainá Claudino, que julgaram os critérios qualidade, limpeza, cor, brilho, criatividade, enquadramento, contraste e luz. As fotos ganhadoras irão ilustrar os selos comemorativos ao sesquicentenário de Timbó, e os vencedores de cada categoria serão premiados com R$ 1.000,00 em dinheiro e certificado.[...]


Disponível em: https://www.timbo.sc.gov.br/turismo/2019/divulgados-os-vencedores-do-concurso-fotografico7-maravilhas-de-timbo/ Acesso em: 13/maio/2019. 
Assinale a alternativa correta quanto à classificação da classe gramatical das palavras retiradas do texto:
Alternativas
Q1623511 Português
Que tal aproveitar o calendário das festas de outubro na região do Vale do Itajaí para também conhecer ou visitar novamente o Festival do Camarão, em Porto Belo? _____ 6ª edição do evento, que ocorre de 10 ____ 13 de outubro, contará com três shows nacionais gratuitos: do cantor de pagode Xande de Pilares e das duplas sertanejas César Menotti e Fabiano e João Bosco e Vinícius, além, é claro, de atrações regionais e locais que prometem agitar ____ Praça da Bandeira. [...] Como o próprio nome já diz, o evento trará para o público diversos pratos _____ base de camarão. Uma das opções mais procuradas pelos visitantes é o famoso Pastel de Camarão produzido pelas esposas dos pescadores da Associação de Pescadores de Porto Belo.

Disponível em: https://ocp.news/entretenimento/6o-festival-do-camarao-traz-shows-nacionais-gratuitos-para-porto-belo Acesso em: 02/out/2019.[adaptado]
As palavras destacadas nos trechos “que ocorre” e “que prometem” são:
Alternativas
Q1622916 Português
TEXTO I

Uma galinha



       Era uma galinha de domingo. Ainda viva porque não passava de nove horas da manhã.
      Parecia calma. Desde sábado encolhera-se num canto da cozinha. Não olhava para ninguém, ninguém olhava para ela. Mesmo quando a escolheram, apalpando sua intimidade com indiferença, não souberam dizer se era gorda ou magra. Nunca se adivinharia nela um anseio.
      Foi pois uma surpresa quando a viram abrir as asas de curto voo, inchar o peito e, em dois ou três lances, alcançar a murada do terraço. Um instante ainda vacilou — o tempo da cozinheira dar um grito — e em breve estava no terraço do vizinho, de onde, em outro voo desajeitado, alcançou um telhado. Lá ficou em adorno deslocado, hesitando ora num, ora noutro pé. A família foi chamada com urgência e consternada viu o almoço junto de uma chaminé. O dono da casa lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte e de almoçar vestiu radiante um calção de banho e resolveu seguir o itinerário da galinha: em pulos cautelosos alcançou o telhado onde esta hesitante e trêmula escolhia com urgência outro rumo. A perseguição tornou-se mais intensa. De telhado a telhado foi percorrido mais de um quarteirão da rua. Pouco afeita a uma luta mais selvagem pela vida a galinha tinha que decidir por si mesma os caminhos a tomar sem nenhum auxílio de sua raça. O rapaz, porém, era um caçador adormecido. E por mais ínfima que fosse a presa o grito de conquista havia soado.
       Sozinha no mundo, sem pai nem mãe, ela corria, arfava, muda, concentrada. Às vezes, na fuga, pairava ofegante num beiral de telhado e enquanto o rapaz galgava outros com dificuldade tinha tempo de se refazer por um momento. E então parecia tão livre.
      Estúpida, tímida e livre. Não vitoriosa como seria um galo em fuga. Que é que havia nas suas vísceras que fazia dela um ser? A galinha é um ser. É verdade que não se poderia contar com ela para nada. Nem ela própria contava consigo, como o galo crê na sua crista. Sua única vantagem é que havia tantas galinhas que morrendo uma surgiria no mesmo instante outra tão igual como se fora a mesma.
      Afinal, numa das vezes em que parou para gozar sua fuga, o rapaz alcançou-a. Entre gritos e penas, ela foi presa. Em seguida carregada em triunfo por um asa através das telhas e pousada no chão da cozinha com certa violência. Ainda tonta, sacudiu-se um pouco, em cacarejos roucos e indecisos.
      Foi então que aconteceu. De pura afobação a galinha pôs um ovo. Surpreendida, exausta. Talvez fosse prematuro. Mas logo depois, nascida que fora para a maternidade, parecia uma velha mãe habituada. Sentou-se sobre o ovo e assim ficou respirando, abotoando e desabotoando os olhos. Seu coração tão pequeno num prato solevava e abaixava as penas enchendo de tepidez aquilo que nunca passaria de um ovo. Só a menina estava perto e assistiu a tudo estarrecida. Mal porém conseguiu desvencilhar-se do acontecimento despregou-se do chão e saiu aos gritos:
        — Mamãe, mamãe, não mate mais a galinha, ela pôs um ovo! Ela quer o nosso bem!
      Todos correram de novo à cozinha e rodearam mudos a jovem parturiente. Esquentando seu filho, esta não era nem suave nem arisca, nem alegre nem triste, não era nada, era uma galinha. O que não sugeria nenhum sentimento especial. O pai, a mãe e a filha olhavam já há algum tempo, sem propriamente um pensamento qualquer.
       Nunca ninguém acariciou uma cabeça de galinha. O pai afinal decidiu-se com certa brusquidão:  
     — Se você mandar matar esta galinha nunca mais comerei galinha na minha vida!
     — Eu também!, jurou a menina com ardor.
      A mãe, cansada, deu de ombros.
     Inconsciente da vida que lhe fora entregue, a galinha passou a morar com a família. A menina, de volta do colégio, jogava a pasta longe sem interromper a corrida para a cozinha. O pai de vez em quando ainda se lembrava: ―E dizer que a obriguei a correr naquele estado!‖ A galinha tornara-se a rainha da casa. Todos, menos ela, o sabiam. Continuou entre a cozinha e o terraço dos fundos, usando suas duas capacidades: a de apatia e a do sobressalto.
      Mas quando todos estavam quietos na casa e pareciam tê-la esquecido, enchia-se de uma pequena coragem, resquícios da grande fuga — e circulava pelo ladrilho, o corpo avançando atrás da cabeça, pausado como num campo, embora a pequena cabeça a traísse: mexendo-se rápida e vibrátil, com o velho susto de sua espécie já mecanizado.
        Uma vez ou outra, sempre mais raramente, lembrava de novo a galinha que se recortara contra o ar à beira do telhado, prestes a anunciar. Nesses momentos enchia os pulmões com o ar impuro da cozinha e, se fosse dado a fêmeas cantar, ela não cantaria mas ficaria muito mais contente. Embora nem nesses instantes a expressão de sua vazia cabeça se alterasse. Na fuga, no descanso, quando deu à luz ou bicando milho — era uma cabeça de galinha, a mesma que fora desenhada no começo dos séculos.
        Até que um dia mataram-na, comeram-na e passaram-se anos.



Fonte: Os Cem Melhores Contos do Século.
Na passagem "O dono da casa lembrando-se da dupla necessidade de fazer esporadicamente algum esporte (...)" (3º parágrafo), o advérbio em destaque indica uma circunstância de:
Alternativas
Q1622534 Português

O Líder


O sono do líder é agitado. A mulher sacode-o até acordá-lo do pesadelo. Estremunhado, ele se levanta, bebe um gole de água. Diante do espelho refaz uma expressão de homem de meia-idade, alisa os cabelos das têmporas, volta a se deitar. Adormece e a agitação recomeça. “Não, não!” debate-se ele com a garganta seca.

O líder se assusta enquanto dorme. O povo ameaça o líder? Não, pois se líder é aquele que guia o povo exatamente porque aderiu ao povo. O povo ameaça o líder? Não, pois se o povo escolheu o líder. O povo ameaça o líder? Não, pois o líder cuida do povo. O povo ameaça o líder?

Sim, o povo ameaça o líder do povo. O líder revolve-se na cama. De noite ele tem medo. Mas o pesadelo é um pesadelo sem história. De noite, de olhos fechados, vê caras quietas, uma cara atrás da outra. E nenhuma expressão nas caras. É só este o pesadelo, apenas isso. Mas cada noite, mal adormece, mais caras quietas vão se reunindo às outras, como na fotografia de uma multidão em silêncio. Por quem é este silêncio? Pelo líder. É uma sucessão de caras iguais como na repetição monótona de um rosto só. Nas caras não há senão a inexpressão. A inexpressão ampliada como em fotografia ampliada. Um painel e cada vez com maior número de caras iguais. É só isso. Mas o líder se cobre de suor diante da visão inócua de milhares de olhos vazios que não pestanejam. Durante o dia o discurso do líder é cada vez mais longo, ele adia cada vez mais o instante da chave de ouro. Ultimamente ataca, denuncia, denuncia, denuncia, esbraveja e quando, em apoteose, termina, vai para o banheiro, fecha a porta e, uma vez sozinho, encosta-se à porta fechada, enxuga a testa molhada com o lenço. Mas tem sido inútil. De noite é sempre maior o número silencioso. Cada noite as caras aproximam-se um pouco mais. Cada noite ainda um pouco mais. Até que ele já lhes sente o calor do hálito. As caras inexpressivas respiram – o líder acorda num grito. Tenta explicar à mulher: sonhei que... sonhei que... Mas não tem o que contar. Sonhou que era um líder de pessoas vivas.


(LISPECTOR, Clarice. Para não esquecer. São Paulo: Siciliano, 1992.)

O termo destacado em “Mas cada noite, mal adormece, mais caras quietas vão se reunindo às outras, como na fotografia de uma multidão em silêncio.” (3º parágrafo) apresenta um valor semântico de:
Alternativas
Q1622205 Português
Participação: palavra de ordem

    Volta e meia, a sociedade chama seus membros para participar. Participar de uma missa, de um torneio esportivo, de uma campanha de aquisição de agasalhos, etc. Participação, essa é a palavra de ordem. Porém será que já paramos para pensar nessa tal participação?
    Interessante reparar, antes de mais nada, que o ato de participar nunca é feito sozinho; não é um ato isolado de alguém que não tem companhia, mas algo que fazemos com os outros.
    O solidário, que está sempre disposto a participar, porta-se desta maneira: está em comunhão; vive ansioso pelo encontro; faz questão de trocar suas experiências de vida com os outros. Sabe muito bem que viver é acima de tudo con-viver. O solidário é companheiro; você já pensou sobre o significado dessa palavra? Ela vem do latim, cum-panere, e significa algo mais ou menos como “aqueles que comem juntos o pão da vida”. Logo, o companheiro, o solidário, é aquele que divide sua vida com os outros, aquele para quem a vida não é apenas uma co-existência com os outros, mas uma verdadeira convivência, um viver com os outros. [...]

(GALLO, Sílvio (coord.) Grupo de Estudos sobre Ensino de Filosofia. Ética e cidadania – caminhos da filosofia. 3. Ed. São Paulo> Papirus, 1998, p. 26.) 
A expressão que introduz o texto é classificada como
Alternativas
Respostas
2181: B
2182: C
2183: A
2184: E
2185: A
2186: B
2187: C
2188: A
2189: A
2190: A
2191: B
2192: D
2193: C
2194: A
2195: B
2196: A
2197: B
2198: D
2199: C
2200: E