Questões de Concurso
Comentadas sobre advérbios em português
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Leia o TEXTO 02 e responda à questão a seguir.
TEXTO 02
INFÂNCIA
Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
– Psiu... Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro... que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.
(ANDRADE, Carlos Drummond de. Infância. Antologia poética. 59ª ed., Rio de Janeiro: Record, 2007.)
Para uma leitura mais produtiva de um texto, faz-se necessária a análise dos elementos que concorrem para sua construção e sentido. Partindo dessa ideia, analise as proposições a seguir acerca do poema de Drummond.
I. Em “Meu pai montava a cavalo, ia para o campo”, os verbos “montava” e “ia” caracterizam a figura do pai como provedora.
II. Na contramão do tempo verbal pretérito imperfeito que apresenta a figura paterna como provedora e sempre em movimento, a figura materna é apresentada de forma estática, ratificada pelas expressões “ficava sentada” e “cosendo”, denotando ausência de esforço físico e de aventura.
III. Além da estrutura verbal, que contribui para a construção das lembranças, a escolha dos substantivos (pai, cavalo, campo, mãe, irmão, mangueiras, história, Robinson Crusoé, senzala, café, preta velha, berço, suspiro, mato, fazenda) diz muito da significação do tema.
IV. Na segunda estrofe, as ações apresentadas pelos verbos “aprendeu” e “esqueceu”, no pretérito perfeito do indicativo, assinalam algo que passou, que não durou.
V. O emprego dos advérbios “lá” e “longe”, juntos, remete à idéia de distância. Essa pode ser uma referência tanto à impossibilidade de o menino enxergar nitidamente o pai, devido à extensão da fazenda, quanto à transição temporal: o menino abandona o passado e retorna ao presente, já como homem.
Estão CORRETAS
A respeito dos aspectos linguísticos do texto CB2A1BBB, julgue o item que se segue.
A correção gramatical e o sentido do texto seriam preservados
caso o trecho “expressá-los com objetividade e competência”
(l. 6 e 7) fosse reescrito da seguinte maneira: expressá-los
objetiva e competentemente.
Considere o fragmento abaixo para responder à questão seguinte.
“Juntando-se as duas mãos de um determinado jeito, com os polegares para dentro, e assoprando pelo buraquinho, tirava-se um silvo bonito que inclusive variava de tom conforme o posicionamento das mãos.” (2º§)
Os dois termos destacados cumprem papel sintático
adverbial e expressam os seguintes valores semânticos
respectivamente:
Nossos velhos
Pais heróis e mães rainhas do lar.
Passamos boa parte da nossa existência cultivando estes estereótipos. Até que um dia o pai herói começa a passar o tempo todo sentado, resmunga baixinho e puxa uns assuntos sem pé nem cabeça. A rainha do lar começa a ter dificuldade de concluir as frases e dá pra implicar com a empregada. O que papai e mamãe fizeram para caducar de uma hora para ou…tra? Fizeram 80 anos. Nossos pais envelhecem. Ninguém havia nos preparado pra isso. Um belo dia eles perdem o garbo, ficam mais vulneráveis e adquirem umas manias bobas.
Estão cansados de cuidar dos outros e de servir de exemplo: agora chegou a vez de eles serem cuidados e mimados por nós, nem que pra isso recorram a uma chantagenzinha emocional. Têm muita quilometragem rodada e sabem tudo, e o que não sabem eles inventam. Não fazem mais planos a longo prazo, agora dedicam-se a pequenas aventuras, como comer escondido tudo o que o médico proibiu. Estão com manchas na pele. Ficam tristes de repente. Mas não estão caducos: caducos ficam os filhos, que relutam em aceitar o ciclo da vida. É complicado aceitar que nossos heróis e rainhas já não estão no controle da situação.
Estão frágeis e um pouco esquecidos, têm este direito, mas seguimos exigindo deles a energia de uma usina. Não admitimos suas fraquezas, seu desânimo. Ficamos irritados se eles se atrapalham com o celular e ainda temos a cara-de-pau de corrigi-los quando usam expressões em desuso: calça de brim? frege? auto de praça? Em vez de aceitarmos com serenidade o fato de que as pessoas adotam um ritmo mais lento com o passar dos anos, simplesmente ficamos irritados por eles terem traído nossa confiança, a confiança de que seriam indestrutíveis como os super-heróis. Provocamos discussões inúteis e os enervamos com nossa insistência para que tudo siga como sempre foi. Essa nossa intolerância só pode ser medo. Medo de perdê-los, e medo de perdermos a nós mesmos, medo de também deixarmos de ser lúcidos e joviais. É uma enrascada essa tal de passagem do tempo.
Nos ensinam a tirar proveito de cada etapa da vida, mas é difícil aceitar as etapas dos outros, ainda mais quando os outros são papai e mamãe, nossos alicerces, aqueles para quem sempre podíamos voltar, e que agora estão dando sinais de que um dia irão partir sem nós.
(Martha Medeiros. Disponível em: http://www.viva50.com.br/nossos-velhos-cronica-de-martha-medeiros/. Acesso em: 24/06/2016. Adaptado.)
Assinale, entre as palavras transcritas do texto, a única que se encontra no diminutivo.
Assinale a frase em que meio funciona como advérbio.
Leia o texto a seguir e, com base nele, responda às questões de 01 a 20.
É Páscoa! Conheça a história de escravos que penaram pelo chocolate
§ 1 A Páscoa, como todos sabemos, é o dia em que celebramos o surgimento do primeiro espécime ovíparo de coelho que metaboliza cenoura em chocolate. E como o coelho escolheu as crianças para serem, com ele, protagonistas desta data, recontarei aqui uma historieta.
§ 2 Uma ação de fiscalização de trabalhadores do governo federal libertou, há alguns anos, 150 pessoas em Placas (PA), dentre elas mais de 30 crianças. Atuavam na colheita do cacau.
§ 3 O grupo estava sujeito a condições humilhantes de habitação, alimentação e higiene. De acordo com o Ministério do Trabalho no estado, a maior parte das crianças estava doente, com leishmaniose ou úlcera de Bauru. Elas eram levadas ao trabalho para aumentar a remuneração, se sujeitando a todo tipo de situação.
§ 4 Uma das crianças havia perdido a visão ao cair de cara em um toco de árvore.
§ 5 Eles já começavam o serviço devendo aos empregadores por terem que pagar equipamentos de trabalho e bens de necessidade básica. De acordo com as informações colhidas pelos fiscais, quem não cumpria as determinações dos patrões era ameaçado de morte.
§ 6 Parte da indústria de alimentação – que ajuda o Coelho na sua tarefa pascal e compra não só cacau, mas também outras matérias-primas de setores que vêm sendo envolvidos em trabalho escravo e trabalho infantil contemporâneo – não demonstra lá muita energia para garantir o controle e a transparência de suas cadeias produtivas. Dentro e fora do Brasil.
§ 7 Há muitas formas de se controlar a qualidade da própria cadeia produtiva, tanto que em alguns setores isso já acontece. Tivemos avanços consideráveis na produção de soja, de algodão, de frutas até da pecuária bovina – recordista histórica em número de casos de trabalho escravo. Mas adotar esse comportamento significa investir uma boa grana para mudar processos. E quem quer investir grana em algo que quase ninguém se importa?
§ 8 Afinal de contas, o que é realmente fundamental para você: que uma criança não tenha perdido um olho na colheita de cacau para fazer um ovo de chocolate ou que o ovo não venha com um brinquedinho repetido?
§ 9 O consumidor não pode ser culpado porque ele não tem informação, claro. Mas, convenhamos: para que sair da ignorância? É um lugar tão quentinho, não é mesmo?
§ 10 Mudança é possível até porque ninguém quer ficar sem chocolate, que é bom. E ninguém quer gerar desemprego na indústria ou na agricultura. Tanto que temos experiências de cultivo inclusivo de cacau orgânico, feito por pequenos produtores, como aqueles do Projeto de Desenvolvimento Sustentável “Esperança'', em Anapu – pelo qual viveu e morreu a irmã Dorothy Stang.
§ 11 Mas mudança mata. Dorothy, como sabemos, suicidou-se com seis tiros, no corpo e na cabeça, em um local ermo, apenas para incriminar honestos fazendeiros da região avessos à mudança.
§ 12 Não me lembro quando deixei de ter fé no divino. Mas ainda guardo um pouco de fé no mundano, talvez por teimosia de gostar de gente, talvez só de birra com o meteoro que um dia virá dar reset no planeta. Então, me pergunto: se houvesse valores morais envolvidos na Páscoa, como liberdade e renascimento, a reflexão sobre o mundo estaria no centro do dia de hoje? Reflexão, não culpa – pois culpa é algo pegajoso e fedorento que não leva a lugar algum.
§13 Mas como não há, então viva o coelho.
(SAKAMOTO, Leonardo. É Páscoa! Conheça a história de escravos que penaram pelo chocolate. Disponível em: <http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/03/27/e-pascoa-conheca-a-historia-de-escravos-que-penaram-pelo-chocolate>. Acesso em: 04 abr. 2016. Adaptado.)
“Uma ação de fiscalização de trabalhadores do governo federal libertou, há alguns anos, 150 pessoas em Placas (PA), dentre elas mais de 30 crianças.” (§ 2)
No trecho acima, o termo sublinhado evidencia:
Leia o texto a seguir e, com base nele, responda às questões de 01 a 20.
É Páscoa! Conheça a história de escravos que penaram pelo chocolate
§ 1 A Páscoa, como todos sabemos, é o dia em que celebramos o surgimento do primeiro espécime ovíparo de coelho que metaboliza cenoura em chocolate. E como o coelho escolheu as crianças para serem, com ele, protagonistas desta data, recontarei aqui uma historieta.
§ 2 Uma ação de fiscalização de trabalhadores do governo federal libertou, há alguns anos, 150 pessoas em Placas (PA), dentre elas mais de 30 crianças. Atuavam na colheita do cacau.
§ 3 O grupo estava sujeito a condições humilhantes de habitação, alimentação e higiene. De acordo com o Ministério do Trabalho no estado, a maior parte das crianças estava doente, com leishmaniose ou úlcera de Bauru. Elas eram levadas ao trabalho para aumentar a remuneração, se sujeitando a todo tipo de situação.
§ 4 Uma das crianças havia perdido a visão ao cair de cara em um toco de árvore.
§ 5 Eles já começavam o serviço devendo aos empregadores por terem que pagar equipamentos de trabalho e bens de necessidade básica. De acordo com as informações colhidas pelos fiscais, quem não cumpria as determinações dos patrões era ameaçado de morte.
§ 6 Parte da indústria de alimentação – que ajuda o Coelho na sua tarefa pascal e compra não só cacau, mas também outras matérias-primas de setores que vêm sendo envolvidos em trabalho escravo e trabalho infantil contemporâneo – não demonstra lá muita energia para garantir o controle e a transparência de suas cadeias produtivas. Dentro e fora do Brasil.
§ 7 Há muitas formas de se controlar a qualidade da própria cadeia produtiva, tanto que em alguns setores isso já acontece. Tivemos avanços consideráveis na produção de soja, de algodão, de frutas até da pecuária bovina – recordista histórica em número de casos de trabalho escravo. Mas adotar esse comportamento significa investir uma boa grana para mudar processos. E quem quer investir grana em algo que quase ninguém se importa?
§ 8 Afinal de contas, o que é realmente fundamental para você: que uma criança não tenha perdido um olho na colheita de cacau para fazer um ovo de chocolate ou que o ovo não venha com um brinquedinho repetido?
§ 9 O consumidor não pode ser culpado porque ele não tem informação, claro. Mas, convenhamos: para que sair da ignorância? É um lugar tão quentinho, não é mesmo?
§ 10 Mudança é possível até porque ninguém quer ficar sem chocolate, que é bom. E ninguém quer gerar desemprego na indústria ou na agricultura. Tanto que temos experiências de cultivo inclusivo de cacau orgânico, feito por pequenos produtores, como aqueles do Projeto de Desenvolvimento Sustentável “Esperança'', em Anapu – pelo qual viveu e morreu a irmã Dorothy Stang.
§ 11 Mas mudança mata. Dorothy, como sabemos, suicidou-se com seis tiros, no corpo e na cabeça, em um local ermo, apenas para incriminar honestos fazendeiros da região avessos à mudança.
§ 12 Não me lembro quando deixei de ter fé no divino. Mas ainda guardo um pouco de fé no mundano, talvez por teimosia de gostar de gente, talvez só de birra com o meteoro que um dia virá dar reset no planeta. Então, me pergunto: se houvesse valores morais envolvidos na Páscoa, como liberdade e renascimento, a reflexão sobre o mundo estaria no centro do dia de hoje? Reflexão, não culpa – pois culpa é algo pegajoso e fedorento que não leva a lugar algum.
§13 Mas como não há, então viva o coelho.
(SAKAMOTO, Leonardo. É Páscoa! Conheça a história de escravos que penaram pelo chocolate. Disponível em: <http://blogdosakamoto.blogosfera.uol.com.br/2016/03/27/e-pascoa-conheca-a-historia-de-escravos-que-penaram-pelo-chocolate>. Acesso em: 04 abr. 2016. Adaptado.)
Em relação às informações sublinhadas nas passagens abaixo, assinale aquela que NÃO indica uma circunstância de lugar:
O advérbio sublinhado e a circunstância que ele expressa não estão corretamente apresentados em:
Assinale a alternativa correta cuja locução destacada tenha valor de advérbio.
Leia o texto para responder às questões de números 10 a 15.
Na época escolar, minhas “viagens espaciais” ao mundo da lua pintavam a Terra e seus objetos com as cores mais inusitadas. Por pouco tempo... até virarem luas de papel amassadas nas mãos da professora. Na escola diziam que devia pintar a Terra e seus objetos com as cores verdadeiras da verdade. Isto é, o tronco das árvores de marrom e a copa de verde.
Viver “no mundo da lua” e olhar para a Terra de outras distâncias, de outros ângulos, não era bem-visto pelos adultos, em geral, e pelos adultos da escola, em particular.
O mundo do Era uma vez..., do conto contado, lido, ouvido ou imaginado significava para mim a nave espacial que me permitia inúmeras viagens na travessia terra-lua-terra.
Então encontrava, no texto literário, a misteriosa conspiração das palavras. Sabia que elas, de alguma maneira, comunicavam-se entre si. Era como se tivessem muitos braços e entre abraços formassem uma rede invisível. Um tecido.
(Glória Kirinus, Criança e poesia na pedagogia Freinet. Adaptado)
Assinale a alternativa em que a expressão em destaque indica circunstância de lugar.
A mãe estava na sala, costurando. O menino abriu a porta da rua, meio ressabiado, arriscou um passo para dentro e mediu cautelosamente a distância. Como a mãe não se voltasse para vê-lo, deu uma corridinha em direção de seu quarto.
– Meu filho? – gritou ela.
– O que é – respondeu, com o ar mais natural que lhe foi possível.
– Que é que você está carregando aí?
Como podia ter visto alguma coisa, se nem levantara a cabeça? Sentindo-se perdido, tentou ainda ganhar tempo.
– Eu? Nada…
– Está sim. Você entrou carregando uma coisa.
Pronto: estava descoberto. Não adiantava negar – o jeito era procurar comovê-la. Veio caminhando desconsolado até a sala, mostrou à mãe o que estava carregando:
– Olha aí, mamãe: é um filhote…
Seus olhos súplices aguardavam a decisão.
– Um filhote? Onde é que você arranjou isso?
– Achei na rua. Tão bonitinho, não é, mamãe?
Sabia que não adiantava: ela já chamava o filhote de isso. Insistiu ainda:
– Deve estar com fome, olha só a carinha que ele faz.
– Trate de levar embora esse cachorro agora mesmo!
– Ah, mamãe… – já compondo uma cara de choro.
– Tem dez minutos para botar esse bicho na rua. Já disse que não quero animais aqui em casa.
Tanta coisa para cuidar, Deus me livre de ainda inventar uma amolação dessas.
O menino tentou enxugar uma lágrima, não havia lágrima. Voltou para o quarto, emburrado:
A gente também não tem nenhum direito nesta casa – pensava. Um dia ainda faço um estrago louco. Meu único amigo, enxotado desta maneira!
– Que diabo também, nesta casa tudo é proibido! – gritou, lá do quarto, e ficou esperando a reação da mãe.
– Dez minutos – repetiu ela, com firmeza.
– Todo mundo tem cachorro, só eu que não tenho.
– Você não é todo mundo.
– Também, de hoje em diante eu não estudo mais, não vou mais ao colégio, não faço mais nada.
– Veremos – limitou-se a mãe, de novo distraída com a sua costura.
– A senhora é ruim mesmo, não tem coração!
– Sua alma, sua palma.
Conhecia bem a mãe, sabia que não haveria apelo: tinha dez minutos para brincar com seu novo amigo, e depois… ao fim de dez minutos, a voz da mãe, inexorável:
– Vamos, chega! Leva esse cachorro embora.
– Ah, mamãe, deixa! – choramingou ainda: – Meu melhor amigo, não tenho mais ninguém nesta vida.
– E eu? Que bobagem é essa, você não tem sua mãe?
– Mãe e cachorro não é a mesma coisa.
– Deixa de conversa: obedece sua mãe.
Ele saiu, e seus olhos prometiam vingança. A mãe chegou a se preocupar: meninos nessa idade, uma injustiça praticada e eles perdem a cabeça, um recalque, complexos, essa coisa.
– Pronto, mamãe!
E exibia-lhe uma nota de vinte e uma de dez: havia vendido seu melhor amigo por trinta dinheiros.
– Eu devia ter pedido cinquenta, tenho certeza que ele dava murmurou, pensativo.
(Fonte: Sabino, Fernando. O melhor amigo. In: A vitória da infância. São Paulo: Ática, 1995.)
Assinale a opção em que ocorre uso do diminutivo nas mesmas circunstâncias que em “corridinha”.
AS QUESTÕES DE 01 A 10 ESTÃO RELACIONADAS AO TEXTO ABAIXO
MENTE SADIA
1 _____ Experimente jogar uma pelada depois de meses sem chegar perto da bola. As
2 dores musculares do dia seguinte são o sinal de que seu corpo está atrofiado. O
3 mesmo vale para a mente.
4 _____ Assim como o resto do corpo, o cérebro também envelhece. Ao longo dos anos,
5 essa massa de 1,4Kg não escapa dos ataques dos radicais livres e de outros danos
6 celulares. Como consequência, os neurônios ficam cada vez mais frágeis, até que
7 começam a morrer. Aos poucos, o cérebro vai encolhendo e perdendo parte de seus
8 86 bilhões de neurônios. De acordo com uma pesquisa recente da University of
9 Western Ontário, no Canadá, depois dos 26 anos o órgão perde 20 gramas por década.
10 Ou seja: depois dos 80 anos, o cérebro já perdeu quase 10% de sua massa – e isso está
11 relacionado a sintomas clássicos do envelhecimento, como a perda de memória de
12 curto prazo.
13 _____ [...] Quando o cérebro está ativo, imerso em atividades intelectuais, a corrosão
14 do órgão, aparentemente, é menor. “Quanto mais os neurônios são usados, mais
15 fortes ficam as conexões entre eles”, explica o neurologista Norberto Frota,
16 presidente da Academia Brasileira de Neurologia. Entre as atividades que ele
17 recomenda estão jogos de tabuleiro, palavras cruzadas, estudar uma língua nova e até
18 mesmo discutir política. E é preciso pegar pesado. “Não basta ler um livro. O ideal é
19 fazer um resumo ou contar a história para alguém. É necessário processar a
20 informação”, afirma.
21 _____ Incorporar desafios mentais na rotina pode, além de prevenir, até mesmo
22 reverter o envelhecimento cerebral que já está em andamento.
Adaptado de DOSSIÊ SUPERINTERESSANTE. FOREVER YOUNG – MENTE SADIA, ed. 359-A, abr. 2016, p.38-39.
“Incorporar desafios mentais na rotina pode, além de prevenir, até mesmo reverter o envelhecimento cerebral que já está em andamento.” (L.21/22)
A respeito da frase acima, pode-se afirmar, corretamente, que:
Instrução: As questões de números 01 a 15 referem-se ao texto abaixo.
Saúde e bem-estar dependem de relações íntimas de qualidade
Por Amanda Mont'Alvão Veloso
- asdTer dinheiro ou fama comumente é associado .... conquista de felicidade, e tais desejos já
- foram apontados como o objetivo de vida mais importante de norte-americanos nascidos nos
- anos 1980 e 1990. A dedicação e esforço no trabalho seriam o caminho para se _______ mais resultados.
- Mas uma pesquisa realizada durante 75 anos nos Estados Unidos mostrou que os ingredientes
- fundamentais para uma vida saudável e cheia de bem-estar são relações íntimas e de qualidade
- com a família, com os amigos e com a comunidade.
- asdAs conclusões do Estudo do Desenvolvimento Adulto, promovido pela Universidade de
- Harvard, foram abordadas por seu diretor, o psiquiatra e psicanalista americano Robert Waldinger,
- em uma conferência no TED 2015. “E se pudéssemos observar uma vida inteira à medida que ela
- decorre no tempo? E se pudéssemos estudar as pessoas desde a altura em que eram adolescentes
- até chegarem .... velhice para vermos o que mantém as pessoas felizes e saudáveis?”. Durante 75
- anos, a pesquisa acompanhou a vida de 724 homens, ano após ano, abordando o trabalho, a vida
- doméstica e a saúde, além de realizar exames médicos. Cerca de 60% dos pesquisados, a maioria
- já com 90 anos, ainda estão vivos e participam no estudo. Há cerca de 10 anos, o estudo passou a
- integrar também as esposas desses homens.
- asdO próximo passo, segundo Waldinger, é estudar os mais de 2000 filhos dos homens
- pesquisados. A população pesquisada foi dividida em dois grupos desde o começo, em 1938. No
- primeiro, homens que estudaram em Harvard e que, em sua maioria, lutaram na Segunda Guerra
- Mundial. Já o segundo era composto por adolescentes dos bairros mais pobres de Boston, vindos
- de algumas das famílias mais problemáticas e mais desfavorecidas da região. Os destinos desses
- homens foram variados: se tornaram operários fabris e advogados, assentadores de tijolos e
- médicos, e um deles foi presidente dos EUA.
- asdOs 75 anos de acompanhamento mostraram .... Waldinger três lições, e nenhuma delas diz
- respeito a riqueza, fama, ou a trabalhar cada vez mais. A primeira delas é que as relações sociais
- são boas para nós, e a solidão mata: “As pessoas que têm mais ligações sociais com a família, com
- amigos e com a comunidade são mais felizes, fisicamente mais saudáveis e vivem mais tempo do
- que as pessoas que têm menos relações. A experiência da solidão acaba por ser __________. As
- pessoas que são mais isoladas do que gostariam descobrem que são menos felizes, a sua saúde
- piora mais depressa na meia idade, o seu funcionamento cerebral diminui mais cedo e vivem menos
- tempo do que as pessoas que não se sentem sozinhas.”
- asdA segunda lição mostrou que o que importa é a qualidade de nossas relações íntimas: "Viver
- no meio de conflitos é muito prejudicial para a saúde. Os casamentos altamente conflituosos, por
- exemplo, sem grande _________, revelam-se muito maus para a saúde, pior talvez do que um
- divórcio. Viver no meio de relações boas, calorosas, é protetor.” O estudo mostrou que o grau de
- satisfação que os homens sentiam nas suas relações foi decisivo para um envelhecimento mais feliz
- e saudável. “As pessoas que se sentiam mais satisfeitas com as suas relações, aos 50 anos, foram
- as mais felizes aos 80 anos”. “Os nossos homens e mulheres mais felizes disseram, aos 80 anos,
- que nos dias em que tinham mais dores físicas a sua disposição continuava feliz. Mas .... pessoas
- que tinham relações infelizes, nos dias em que tinham mais dores físicas, elas eram reforçadas pelo
- sofrimento emocional”.
- asdA terceira e última lição é que as boas relações protegem não só o corpo, como também o
- cérebro: “Uma relação bem estabelecida com outra pessoa, aos 80 anos, é protetora. As pessoas
- que têm relações em que sentem que podem contar com outra pessoa em alturas de necessidade
- mantêm uma memória mais viva durante mais tempo. As pessoas com relações em que sentem
- que não podem contar com o outro são as que experimentam um declínio de memória mais precoce.
- As boas relações não têm que ser sempre fáceis. Alguns dos nossos octogenários podem discutir
- dia sim, dia não. Mas enquanto sentirem que podem contar um com o outro, quando as coisas
- aquecem, essas discussões não se fixam na memória.”
- asdPelas lições aprendidas, a tal felicidade parece fácil, não? Waldinger tem uma resposta para
- isso: somos seres humanos e lidar com a família e com os amigos é algo complicado, que dura a
- vida toda. “O que gostaríamos mesmo é de uma receita rápida, qualquer coisa que possamos
- arranjar que nos dê uma via boa e a mantenha dessa forma. As relações são conturbadas e
- complicadas.”
- asdPara se apoiar em boas relações, ele sugere atitudes cotidianas e acessíveis, como substituir
- a TV por tempo com as pessoas, fazer passeios, animar uma relação amorosa adormecida e falar
- com algum familiar com quem não se fala há anos. “Essas contendas familiares têm um efeito
- terrível na pessoa que guarda rancores”.
Texto adaptado para esta prova: http://super.abril.com.br/comportamento/saude-e-bem-estar-dependem-de-relacoes-
intimas-de-qualidade
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando o advérbio à sua classificação.
Coluna 1
1. Intensidade.
2. Modo.
3. Tempo.
Coluna 2
( ) mais (l. 02).
( ) ainda (l. 14).
( ) muito (l. 32).
( ) pior (l. 33).
( ) bem (l. 42).
( ) sempre (l. 46).
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Leia o texto 4 para responder às questões de 12 a 18.
Texto 4
Aquela velha carta de A B C dava arrepios. Três faixas verticais borravam a capa, duras,
antipáticas; e, fugindo a elas, encontrávamos num papel de embrulho o alfabeto, sílabas,
frases soltas e afinal máximas sisudas.
Suportávamos esses horrores como um castigo e inutilizávamos as folhas percorridas,
05 esperando sempre que as coisas melhorassem. Engano: as letras eram pequeninas e
feias; o exercício da soletração, cantado, embrutecia a gente; os provérbios, os graves
conselhos morais ficavam impenetráveis, apesar dos esforços dos mestres arreliados,
dos puxavantes de orelhas e da palmatória.
“A preguiça é a chave da pobreza”, afirmava-se ali. Que espécie de chave seria aquela?
10 Aos seis anos, eu e os meus companheiros de infelicidade escolar, quase todos pobres,
não conhecíamos a pobreza pelo nome e tínhamos poucas chaves, de gavetas, de
armários e de portas. Chave de pobreza para uma criança de seis anos é terrível.
Nessa medonha carta, que rasgávamos com prazer, salvam-se algumas linhas. “Paulina
mastigou pimenta.” Bem. Conhecíamos pimenta e achávamos natural que a língua de
15 Paulina estivesse ardendo. Mas que teria acontecido depois? Essa história contada em
três palavras não nos satisfazia, precisávamos saber mais alguma coisa a respeito da
aventura de Paulina.
O que ofereciam, porém, à nossa curiosidade infantil eram conceitos idiotas: “Fala pouco
e bem: ter-te-ão por alguém”. Ter-te-ão! Esse Terteão para mim era um homem, e nunca
20 pude compreender o que ele fazia na última página do odioso folheto. Éramos realmente
uns pirralhos bastante desgraçados.
Marques Rebelo enviou-me há dias um A B C novo. Recebendo-o, lembrei-me com
amargura da chave da pobreza e do Terteão, que ainda circulam no interior.
A capa da brochura que hoje me aparece tem uns balões — e logo aí o futuro cidadão
25 aprende algumas letras. Na primeira folha, em tabuleiros de xadrez de casas brancas e
vermelhas, procurou-se a melhor maneira de impingir aos inocentes essa coisa
desagradável que é o alfabeto. O resto do livro encerra pedaços de vida de um casal de
crianças. João e Maria regam flores, bebem leite, brincam na praia, jogam bola,
passeiam em bicicleta, nadam, apanham legumes, vão ao Jardim Zoológico.
30 Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava
pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas
e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens
se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores
que a narração curta não poderia conter.
35 As legendas são de Marques Rebêlo, as ilustrações, de Santa rosa, dois artistas que há
tempo tiveram livros premiados no concurso de literatura infantil realizado pelo Ministério
da Educação. Onde andam esses livros? Premiados e inéditos, exatamente como se não
tivessem sido premiados.
Marques Rebêlo e Santa Rosa fizeram agora um pequeno álbum e a Companhia Nestlé
40 editou-o, espalhou quinhentos mil volumes entre os garotos do Brasil. Está certo. A
Companhia Nestlê não se dedica a negócios de livros, mas isto não tem importância:
parece que a melhor edição de obra portuguesa foi feita por um negociante de vinhos.
Graciliano Ramos. Linhas tortas. Obra póstuma.13. ed., Rio de Janeiro: Record,1986. p.174-175 (Adaptado).
Observe o trecho: “Tudo isso é dito em poucas palavras, como na história de Paulina, que mastigava pimentas na velha carta de A B C. Mas enquanto ali o caso se narrava com letras miúdas e safadas, em papel de embrulho, aqui as brincadeiras e as ocupações das personagens se contam em bonitas legendas e principalmente em desenhos cheios de pormenores que a narração curta não poderia conter.” (linhas 30-34).
Os advérbios destacados formam um par opositivo. Sobre esses termos pode-se afirmar que
Lições da Educação Infantil
De uns 15 anos para cá, passamos a ter boas escolas de educação infantil. Antes disso, já tínhamos algumas que respeitavam a primeira infância, ouviam as crianças, reconheciam sua potência de aprendizagem no ato de brincar.
Esse número passou a se multiplicar devido a experiências em escolas pelo mundo. Por isso, hoje, já é possível encontrar uma escola para crianças com menos de seis anos em que o currículo não seja apenas um elenco de conteúdos, em que o ato de brincar seja a principal atividade para a criança, em que não haja uma profusão de brinquedos prontos e em que haja professores com formação contínua e em serviço. Escolas desse tipo ainda são minoria, mas já é uma boa notícia saber que elas existem.
Nessas escolas, as crianças aprendem a se concentrar porque a brincadeira exige isso e porque elas participam ativamente da escolha da brincadeira, seja em grupo, seja pessoalmente. Aprendem também a fazer perguntas e a pesquisar para buscar respostas, a exercitar sua criatividade, a colocar a mão na massa em tudo. Atenção: na massa e não, necessariamente, na massinha.
Os alunos aprendem, também, a conviver: os professores aproveitam todas as ocasiões para dar oportunidades de a criança aprender a ver e a considerar o seu par, a esperar a sua vez, a simbolizar em palavras o que sente e pensa, a viver em grupo e a ser solidária.
É uma pena que as escolas de ensino fundamental e médio não tenham humildade para olhar com atenção para as de educação infantil e aprender com elas. Há uma hierarquia escolar espantosa, caro leitor: as escolas de graduação pensam que praticam um ensino “superior”; as de ensino médio se consideram mais especializadas no conhecimento sistematizado do que a escola de ensino fundamental; e todas pensam que a de educação infantil não exige conhecimento científico.
As escolas de ensino fundamental e médio precisam se inspirar nas de educação infantil e não deixar o aluno ser totalmente passivo em sua aprendizagem: ele precisa, para se motivar, fazer algumas escolhas.
O aluno que participa não se distrai com tanta facilidade. E é bom lembrar que uma das maiores queixas em relação aos alunos é exatamente a falta de atenção, de foco e de concentração.
Precisam também reconhecer que aprende mais quem pratica o que deve aprender. Como eu já disse: mão na massa! Ninguém merece ficar horas em aulas expositivas ou arremedos de trabalho em grupo.
O que as famílias têm a ver com isso? Tudo! Quando a sociedade questionar verdadeiramente a organização escolar atual, certamente teremos mudanças. Mas, até agora, vemos mais conformismo e adesão do que questionamentos, não é verdade?
(Rosely Sayão, Folha de S.Paulo, 05 de maio de 2015.Adaptado)
Leia o texto para responder às questões de números 01 a 09.
No trecho – ... elas participam ativamente da escolha da brincadeira, seja em grupo, seja pessoalmente. –, os termos destacados expressam, respectivamente, sentido de
“Eu não sou arrogante. Simplesmente sou melhor do que você!” (anônimo)
A frase a seguir em que o vocábulo sublinhado pertence à classe dos advérbios é:
Assinale abaixo a oração na qual o advérbio expressa intensidade:
INSTRUÇÃO: Leia o anúncio abaixo da empresa de materiais esportivos Topper, publicado no 29º Anuário do Clube de Criação de São Paulo, e responda às questões de 06 a 09.
Pelé também já deu muita cabeçada na vida.
Mas você só viu as que entraram no gol.
Acredite, até Pelé já deu bola fora.
E batendo pênalti.
Foi bem no início de sua carreira, ainda no juvenil.
Por causa desse gol perdido, o Santos perdeu o campeonato daquele ano e Pelé perdeu a autoconfiança.
Pensou em desistir do futebol. E desistiu mesmo.
Resolveu abandonar a concentração do time no meio da noite. Foi salvo (ele e o futebol brasileiro) por um golpe de sorte. Ou melhor, pelo roupeiro do time. O cara que era responsável por cuidar dos jogadores na concentração e que não deixou Pelé fugir de volta para Bauru.
Mal sabia ele que estava escrevendo a história com um puxão de orelha. Pelé viraria lenda e aquele roupeiro seria esquecido. Mas não o seu espírito.
Ele continua presente no trabalho que a Topper faz em todas as categorias do futebol brasileiro, organizando campeonatos, patrocinando clubes e jogadores.
Acreditando que, em cada várzea, estádio ou quadra, pode existir um novo rei, ou vários. E que eles merecem todo o apoio em qualquer situação.
Afinal, se até Vossa Majestade erra, quem somos nós para negar uma segunda chance para jogadores que, por enquanto, são simples mortais?
Novos reis vão ser descobertos e ninguém investe mais do que a Topper para isso.
A palavra mal, em Mal sabia ele que estava escrevendo a história com um puxão de orelha., liga-se ao verbo saber e, em termos de sentido, opõe-se a bem. Como advérbio, essa palavra pode modificar verbos, adjetivos e até mesmo outros advérbios. Assinale a alternativa em que o termo mal exerce essa função.
O texto que segue, um recorte da matéria jornalística” exibida em Veja, 01/06/16, é objeto de estudo das questões 4 e 5:
..
É O DE SEMPRE
Os traficantes que atuam na região carioca do Porto Maravilha, cartão-postal olímpico, agora achacam empresários da área para não incomodá-los. LESLIE LEITÃO
1-----DEPOIS DE DÉCADAS de abandono, a
2--região portuária carioca ressurgiu como um belo
3--cartão-postal debruçado sobre as águas da Baía de
4--Guanabara. Ganhou inclusive nome novo, Porto
5--Maravilha, uma área concebida para ombrear com
6--outras do gênero, como o revitalizado Puerto
7--Madero, em Bueno Aires. A urbanização daquele
8--pedaço do Centro do Rio faz parte do projeto
9--olímpico. Ali permanecerá fincada, de 5 a 21 de
10--agosto, a pira dos Jogos de 2016. O que não estava
11--previsto nas pranchetas era o recrudescimento do
12--crime a poucos meses do evento que iluminará a
13--cidade em escala global.
14--------Emoldurado por duas favelas nas quais os
15--traficantes vinham atuando de forma mais discreta,
16--em razão da presença de Unidades de Polícia
17--Pacificadora (UPPs), o Porto Maravilha passou a ser
18--cenário de quadrilhas que voltaram a agir como
19--donas do lugar, literalmente. O clima entre os empresários que
20--trabalham na região é de pavor. VEJA apurou que as gangues
21--que dominam o Complexo do Caju e o Morro da Providência,
22--vizinhos ao porto, estão exigindo das empresas uma
23--“semanada” para que seus funcionários possam continuar a ir
24--e vir sem ser incômodos. O achaque da bandidagem sai para
25--cada uma delas até 5000 reais por semana. Ninguém registrou
26--o caso em delegacia pelo motivo de sempre: medo.
27--“Costumamos mandar para essas favelas cestas básicas,
28--chocolate na Páscoa, presente no Dia das Crianças, mas nunca
29--os traficantes tinham cobrado dinheiro para que pudéssemos
30--trabalhar em paz”, disse a VEJA, na condição de anonimato, o
31--diretor de uma das construtoras que operam nos arredores do
32--Porto Maravilha.
33--[...]
Julgue as proposições abaixo assinalando-as com (V) verdadeiro e (F) falso:
..
( ) No subtítulo da matéria, o advérbio AGORA funciona como adjunto adverbial de tempo, situando o achaque como uma prática recente, daí a inferência de que tal ação não ocorria antes.
( ) Dentre as três formas verbais: VINHAM ATUANDO (linha 15), ESTÃO EXIGINDO (linha 22) e COSTUMAMOS MANDAR (linha 27), apenas esta última sinaliza a noção de processo contínuo.
( ) O uso do substantivo RECRUDESCIMENTO (linha 11) bem como da forma verbal VOLTARAM A AGIR (linha 18) permite que se depreenda uma informação pressuposta-a de que, durante um determinado período, teria havido uma diminuição da atividade criminosa.
( ) No período “Os traficantes que atuam na região carioca do Porto Maravilha agora achacam empresários”, a oração adjetiva que atuam na região carioca do Porto Maravilha é de natureza EXPLICATIVA; pois só seria restritiva se em vez de os traficantes se apresentasse uns traficantes.
Indique a alternativa que traz a sequência CORRETA.
Leia o seguinte poema, de autoria de Mário Quintana, para responder às questões 1 a 6:
“A nós bastem nossos próprios ais,
Que a ninguém sua cruz é pequenina.
Por pior que seja a situação da China,
Os nossos calos doem muito mais…”
Em relação à palavra “ais”, que aparece no primeiro verso do poema, assinale a alternativa correta.
