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Questões de Concurso Comentadas sobre advérbios em português

Questões Discursivas

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Q4224627 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Golpe da falsa central telefônica


    O golpe da falsa central telefônica é uma tática em que o fraudador liga para a vítima e diz ser funcionário de um banco ou de uma empresa. A conversa geralmente ocorre por ligação convencional, mas também pode envolver contatos por SMS e aplicativos de mensagens como o WhatsApp. 

    As principais narrativas incluem: uma ............ financeira (realizada ou suspeita); pedido de ............. de dados; ou ............... de irregularidade na conta do cliente. 

    Entre as faces mais conhecidas do golpe estão as mensagens de texto enviadas no celular da vítima com textos como “Compra de R$ 1.450 aprovada. Não reconhece? Ligue 0800…”. O número fornecido costuma ser de uma falsa central telefônica. 

    No entanto, também pode ocorrer de o contato mostrado na tela do celular ser o do banco, mas, quando o cliente atende, a ligação migra para uma central clandestina. 

    Para resolver o suposto problema, a vítima é orientada a fornecer dados sigilosos, como senhas e códigos, ou a realizar transferências de dinheiro. É um dos golpes mais registrados no país nos últimos anos, segundo alerta da Federação Brasileira de Bancos (Febraban). 

    Em dezembro de 2025, uma quadrilha de Cachoeirinha, na Região Metropolitana, foi alvo de operação policial. Em agosto de 2023, um morador de Alvorada, na Região Metropolitana, perdeu R$ 90 mil ao contatar golpistas após receber uma mensagem de texto no celular.

    Ligações a clientes solicitando documentos, senhas, dados cadastrais, estornos ou transferências não fazem parte dos procedimentos das instituições financeiras. Por isso, nunca informe ou digite senhas quando a ligação não tiver sido iniciada por você. Não envie fotos dos seus documentos ou do seu rosto. 

    Não retorne chamadas para números 0800 enviados por SMS ou mensagens. Utilize sempre os canais oficiais do banco ou fale com o seu gerente. Mesmo que, ao receber uma ligação, o contato mostrado na tela do celular seja o do banco ou empresa, tome cuidado, pois em alguns casos os golpistas conseguem redirecionar a chamada para uma central clandestina. Outra orientação é não clicar em links recebidos por mensagens. 

    Instituições financeiras podem ligar para confirmar movimentações suspeitas, mas nunca solicitam senhas, token ou outros dados pessoais nessas ligações. Tampouco pedem que clientes façam transferências, Pix ou qualquer tipo de pagamento. 

    Tenha atenção a ofertas de serviços e produtos com preço abaixo do mercado e a ligações com senso de urgência. Frases como “você precisa regularizar sua situação agora” ou “você reconhece essa compra feita no seu cartão?” são características desse tipo de golpe.

    Caso atenda a uma ligação, desligue imediatamente após o primeiro pedido de informação sigilosa. Se ficar na dúvida sobre algum problema, busque os canais oficiais do banco ou empresa ou procure a sede física para esclarecer a situação.


Disponível em < https://gauchazh.clicrbs.com.br/seguranca/noticia/2026/02/golpe-da-falsa-central-telefonica-usa-ligacao-e-sms-para-enganar-vitimas-veja-detalhes-e-como-se-proteger-cmlv7wkei01w0016k9z87u12q.html> (adaptado). 
Assinale a alternativa que apresenta somente advérbios. 
Alternativas
Q4221238 Português
Para responder à questão, leia o texto abaixo.


Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças


    A literatura infantil é essencial para o desenvolvimento das crianças, pois auxilia na construção cognitiva e emocional, favorecendo a imaginação e a linguística durante o processo de crescimento. O ato de contar e ler histórias é uma prática milenar da humanidade e, com o avanço da tecnologia, os livros impressos passaram a coexistir juntamente com formatos digitais, possibilitando novas experiências de leitura.

    A Literatura infantil Digital (LID) distingue-se dos livros digitalizados, pois utiliza a multimodalidade e a interatividade para enriquecer a experiência do leitor. São combinadas diferentes formas de linguagem com o intuito de construir narrativas mais dinâmicas, promovendo uma nova forma de engajamento.

    Os recursos que compõem a interatividade e multimodalidade favorecem a imersão do leitor no contexto das histórias; a sequência de telas, a movimentação do dispositivo, a narração e a música, ao serem combinadas, permitem uma experiência estética, conectando, de forma sensorial e emocional, o leitor à cada narrativa. Entretanto, apesar dos benefícios, os elementos multimídia nos livros digitais podem representar um desafio. Recursos interativos mal planejados podem sobrecarregar cognitivamente as crianças, desviando a atenção da leitura e reduzindo a compreensão textual.

    Assim, nesse novo contexto, em que o desenvolvimento infantil ocorre paralelamente com o surgimento de novas tecnologias, ampliam-se as formas pelas quais as crianças entram em contato com as narrativas e as práticas de linguagem. Vygotsky nos mostra, à luz da teoria sociocultural, que os livros infantis digitais podem ser compreendidos como uma nova ferramenta de mediação de aprendizagem, ao compreender que as funções psicológicas superiores ocorrem por meio de processos sociais que posteriormente são internalizados pela criança.

    Diante desses desafios e oportunidades, a LID se apresenta como um recurso promissor na formação de leitores na contemporaneidade. Estudos apontam que seu impacto depende de uma implementação cuidadosa, garantindo que os livros digitais sejam utilizados de forma equilibrada, complementando os suportes impressos e incentivando a leitura crítica para crianças.


Adaptado de: SOUZA, M. S. B.; CORIOLANO-MARINUS, M. W. L.; SANTOS, S.V. Contribuições da literatura infantil digital no processo de aprendizagem de crianças: uma revisão bibliográfica (2014-2024). Educ. Form., Fortaleza, v. 11, e16233, 2026.
No segundo parágrafo do texto, lê-se a seguinte passagem: São combinadas diferentes formas de linguagem com o intuito de construir narrativas mais dinâmicas... Do ponto de vista da morfossintaxe da Língua Portuguesa, a palavra mais, no contexto em que está inserida, classifica-se gramaticalmente como:
Alternativas
Q4218053 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.


Biografia do orvalho

Manoel de Barros


A maior riqueza do homem é a sua incompletude.

Nesse ponto sou abastado.

Palavras que me aceitam como sou — eu não

aceito.

Não aguento ser apenas um sujeito que abre

portas,

que puxa válvulas, que olha o relógio,

que compra pão às 6 horas da tarde, que vai lá

fora,

que aponta lápis, que vê a uva etc. etc.

Perdoai.

Mas eu preciso ser outros.

Eu penso renovar o homem usando borboletas.


Fonte: https://poetisarte.com/autores/manoel-de-barros/. Acesso em 28/05/2026



Considere o verso:
“Não aguento ser apenas um sujeito que abre portas.”
A respeito da função sintática e do valor semântico do termo “apenas”, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4216629 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


Algofobia


Trecho do livro “Sociedade paliativa” de autoria de Byung-Chul Han 


    “Dize tua relação com a dor, e te direi quem és!” Este ditado de Ernst Jünger pode ser extrapolado para a sociedade como um todo. A nossa relação com a dor mostra em que sociedade vivemos. Dores são cifras. Elas contêm a chave para o entendimento de toda a sociedade. Assim, cada crítica da sociedade tem de levar a cabo uma hermenêutica da dor. Caso se deixe a dor apenas a cargo da medicina, deixamos escapar o seu caráter de signo [Zeichencharakter].


    Hoje impera por todo lugar uma algofobia, uma angústia generalizada diante da dor. Também a tolerância à dor diminui rapidamente. A algofobia tem por consequência uma anestesia permanente. Toda condição dolorosa é evitada. Tornam-se suspeitas, entrementes, também as dores de amor. A algofobia se prolonga no social. Conflitos e controvérsias que poderiam levar a confrontações dolorosas têm cada vez menos espaço. A algofobia se estende também à política. A coação à conformidade e a pressão por consenso crescem. A política se orienta em uma zona paliativa e perde toda vitalidade. A “falta de alternativa” é um analgésico político. O “centro” difuso atua paliativamente. Em vez de debater e lutar pelos melhores argumentos, entregamo-nos à compulsão por sistema [Systemzwang]. Uma pós-democracia se anuncia. Ela é uma democracia paliativa. Por isso, Chantal Mouffe demanda uma “política agonística”, que não evita confrontações dolorosas. A política paliativa não é capaz de visões ou de reformas penetrantes. Ela prefere tomar analgésicos de curto efeito, que apenas aceleram disfunções e rejeições. A política paliativa não tem nenhuma coragem para a dor. Desse modo, o igual [das Gleiche] avança.


    Há uma mudança de paradigma no fundamento da algofobia atual. Vivemos em uma sociedade da positividade, que busca se desonerar de toda forma de negatividade. A dor é a negatividade pura e simplesmente. Também a psicologia segue essa mudança de paradigma e passa, da psicologia negativa como “psicologia do sofrimento”, para a “psicologia positiva”, que se ocupa com o bem-estar, a felicidade e o otimismo. Pensamentos negativos devem ser evitados. Eles devem ser substituídos imediatamente por pensamentos positivos. A psicologia positiva submete a própria dor a uma lógica do desempenho. A ideologia neoliberal da resiliência transforma experiências traumáticas em catalisadores para o aumento do desempenho. Fala-se até mesmo de crescimento pós traumático. O treino de resiliência como treino de resistência espiritual tem de formar, a partir do ser humano, um sujeito de desempenho permanentemente feliz, o mais insensível à dor possível.



A missão de felicidade da psicologia positiva e a promessa de um oásis de bem-estar medicamente produzível são irmanadas. A crise de opioides estadunidense tem [um] caráter paradigmático. Dela toma parte não apenas a cobiça material de uma empresa farmacológica. Antes há, em seu fundamento, uma suposição fatal para a existência humana. Só uma ideologia do bem-estar permanente pode levar a que medicamentos que eram originariamente usados na medicina paliativa sejam usados com grande pompa também nos saudáveis. Não por acaso o especialista em dor estadunidense David B. Morris já notava, décadas atrás: “Os americanos de hoje pertencem, provavelmente, à primeira geração da Terra que veem uma existência livre de dor como um direito constitucional. Dores são um escândalo”.



A sociedade paliativa coincide com a sociedade do desempenho. A dor é vista como um sinal de fraqueza. Ela é algo que deve ser ocultado ou ser eliminado por meio da otimização [wegzuoptimieren]. Ela não é compatível com o desempenho. A passividade do sofrer não tem lugar na sociedade ativa dominada pelo poder [Können]. Hoje se remove à dor qualquer possibilidade de expressão. Ela é, além disso, condenada a calar-se. A sociedade paliativa não permite avivar, verbalizar a dor em uma paixão.



A sociedade paliativa é, ademais, uma sociedade do curtir [Gefällt-mir]. Ela degenera em uma mania de curtição [Gefälligkeitswahn]. Tudo é alisado até que provoque bem-estar. O like é o signo, sim, o analgésico do presente. Ele domina não apenas as mídias sociais, mas todas as esferas da cultura. Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável, ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor. Esquece-se que a dor purifica. Falta, à cultura da curtição, a possibilidade da catarse. Assim, sufocamo-la com os resíduos [Schlacken] da positividade, que se acumulam sob a superfície da cultura de curtição.



Fonte: Han, Byung-Chul. Sociedade paliativa: a dor hoje. 1.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2021.

Observe as palavras destacadas em negrito do trecho do texto: “Os americanos de hoje pertencem, provavelmente, à primeira geração da Terra que veem uma existência livre de dor como um direito constitucional. Dores são um escândalo”. Assinale a alternativa que apresenta a classificação morfológica das palavras destacadas em negrito, conforme o contexto em que se encontram, e na ordem em que ocorrem. 
Alternativas
Q4216616 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão


Algofobia


Trecho do livro “Sociedade paliativa” de autoria de Byung-Chul Han 


    “Dize tua relação com a dor, e te direi quem és!” Este ditado de Ernst Jünger pode ser extrapolado para a sociedade como um todo. A nossa relação com a dor mostra em que sociedade vivemos. Dores são cifras. Elas contêm a chave para o entendimento de toda a sociedade. Assim, cada crítica da sociedade tem de levar a cabo uma hermenêutica da dor. Caso se deixe a dor apenas a cargo da medicina, deixamos escapar o seu caráter de signo [Zeichencharakter].


    Hoje impera por todo lugar uma algofobia, uma angústia generalizada diante da dor. Também a tolerância à dor diminui rapidamente. A algofobia tem por consequência uma anestesia permanente. Toda condição dolorosa é evitada. Tornam-se suspeitas, entrementes, também as dores de amor. A algofobia se prolonga no social. Conflitos e controvérsias que poderiam levar a confrontações dolorosas têm cada vez menos espaço. A algofobia se estende também à política. A coação à conformidade e a pressão por consenso crescem. A política se orienta em uma zona paliativa e perde toda vitalidade. A “falta de alternativa” é um analgésico político. O “centro” difuso atua paliativamente. Em vez de debater e lutar pelos melhores argumentos, entregamo-nos à compulsão por sistema [Systemzwang]. Uma pós-democracia se anuncia. Ela é uma democracia paliativa. Por isso, Chantal Mouffe demanda uma “política agonística”, que não evita confrontações dolorosas. A política paliativa não é capaz de visões ou de reformas penetrantes. Ela prefere tomar analgésicos de curto efeito, que apenas aceleram disfunções e rejeições. A política paliativa não tem nenhuma coragem para a dor. Desse modo, o igual [das Gleiche] avança.


    Há uma mudança de paradigma no fundamento da algofobia atual. Vivemos em uma sociedade da positividade, que busca se desonerar de toda forma de negatividade. A dor é a negatividade pura e simplesmente. Também a psicologia segue essa mudança de paradigma e passa, da psicologia negativa como “psicologia do sofrimento”, para a “psicologia positiva”, que se ocupa com o bem-estar, a felicidade e o otimismo. Pensamentos negativos devem ser evitados. Eles devem ser substituídos imediatamente por pensamentos positivos. A psicologia positiva submete a própria dor a uma lógica do desempenho. A ideologia neoliberal da resiliência transforma experiências traumáticas em catalisadores para o aumento do desempenho. Fala-se até mesmo de crescimento pós traumático. O treino de resiliência como treino de resistência espiritual tem de formar, a partir do ser humano, um sujeito de desempenho permanentemente feliz, o mais insensível à dor possível.



A missão de felicidade da psicologia positiva e a promessa de um oásis de bem-estar medicamente produzível são irmanadas. A crise de opioides estadunidense tem [um] caráter paradigmático. Dela toma parte não apenas a cobiça material de uma empresa farmacológica. Antes há, em seu fundamento, uma suposição fatal para a existência humana. Só uma ideologia do bem-estar permanente pode levar a que medicamentos que eram originariamente usados na medicina paliativa sejam usados com grande pompa também nos saudáveis. Não por acaso o especialista em dor estadunidense David B. Morris já notava, décadas atrás: “Os americanos de hoje pertencem, provavelmente, à primeira geração da Terra que veem uma existência livre de dor como um direito constitucional. Dores são um escândalo”.



A sociedade paliativa coincide com a sociedade do desempenho. A dor é vista como um sinal de fraqueza. Ela é algo que deve ser ocultado ou ser eliminado por meio da otimização [wegzuoptimieren]. Ela não é compatível com o desempenho. A passividade do sofrer não tem lugar na sociedade ativa dominada pelo poder [Können]. Hoje se remove à dor qualquer possibilidade de expressão. Ela é, além disso, condenada a calar-se. A sociedade paliativa não permite avivar, verbalizar a dor em uma paixão.



A sociedade paliativa é, ademais, uma sociedade do curtir [Gefällt-mir]. Ela degenera em uma mania de curtição [Gefälligkeitswahn]. Tudo é alisado até que provoque bem-estar. O like é o signo, sim, o analgésico do presente. Ele domina não apenas as mídias sociais, mas todas as esferas da cultura. Nada deve provocar dor. Não apenas a arte, mas também a própria vida tem de ser instagramável, ou seja, livre de ângulos e cantos, de conflitos e contradições que poderiam provocar dor. Esquece-se que a dor purifica. Falta, à cultura da curtição, a possibilidade da catarse. Assim, sufocamo-la com os resíduos [Schlacken] da positividade, que se acumulam sob a superfície da cultura de curtição.



Fonte: Han, Byung-Chul. Sociedade paliativa: a dor hoje. 1.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2021.

Observe a palavra destacada em negrito do trecho do texto: "Toda condição dolorosa é evitada. Tornam-se suspeitas, entrementes, também as dores de amor. A algofobia se prolonga no social.". O vocábulo destacado em negrito, conforme o contexto em que se encontra e considerando sua classificação morfológica, classifica-se como: 
Alternativas
Q4209217 Português

Texto III:


‘Mundo paralelo’: as pessoas viciadas em sonhar acordadas 

Molly Gorman - BBC Future - 6 junho 2026 


Contei ao psiquiatra e pesquisador americano Colin Ross que tenho sonhos vívidos e imersivos quando estou acordada, que me fazem chorar ou rir alto.

Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser.

Ele ficou impressionado com meus “dons atléticos” e me sugeriu considerar a possibilidade de seguir carreira como atriz. Não tenho tanta certeza sobre isso, mas aceito com prazer o elogio.

Mas o que acontece se você não conseguir desligar esse cinema interno? Este é o problema vivido por pessoas que sofrem de uma condição conhecida como devaneio excessivo (maladaptive daydreaming, em inglês).

Elas costumam passar mais da metade do seu tempo acordadas criando fantasias elaboradas e incrivelmente detalhadas, com narrativas e personagens na sua mente.

Ross diz que, em casos extremos, as pessoas podem sonhar acordadas por até 12 horas por dia. E os roteiros das suas histórias podem se desenrolar por décadas.

Pode parecer maravilhoso e inspirador, mas estas pessoas ficam tão imersas no seu mundo interior que podem sofrer enormes rupturas na vida cotidiana, resultando em grave sofrimento.

O devaneio excessivo não é algo tão raro quanto pode parecer. “Provavelmente, está na faixa de 2% a 4% da população adulta”, segundo Ross.

Sonhar acordado é geralmente considerado uma atividade mental normal de quase todas as pessoas.

Pesquisadores calculam, com base em questionários preenchidos em estudos, que 30% a 50% da nossa atividade mental quando estamos acordados é gasta em pensamentos que não têm relação com o que estamos fazendo naquele momento.

Sonhar acordado pode beneficiar a regulação emocional, empatia e criatividade. E também pode reduzir o tédio e ajudar as pessoas a encontrar significado nas suas experiências de vida.

Mas o devaneio excessivo pode nos “absorver completamente”, segundo Ross.

“Ele causa desconforto e interfere com a nossa capacidade de funcionamento... mas continuamos sonhando porque ele tem características compulsivas.”E é isso que o transforma em um transtorno de adaptação.

Quando, em algum momento, as pessoas que sofrem de devaneio excessivo saem de um dos seus sonhos diurnos, elas tendem a considerar suas fantasias como algo fútil, um desperdício de tempo.

Mas a sua natureza viciante faz com que o ciclo continue e passe a ser difícil de interromper.

A experiência de Kyla Borcherds é um exemplo. Ela se lembra de criar “outros mundos” na sua cabeça, quando tinha apenas quatro anos de idade.

Isso se intensificou quando ela se mudou para uma nova escola e as outras crianças zombavam do seu sotaque. As histórias passaram a ser o seu “lugar seguro”, onde “ninguém me importunava e as pessoas gostavam de mim”.

Borcherds continuou a sonhar acordada, até que aquilo se tornou uma compulsão que durava horas de cada vez.

“Era simplesmente um desejo muito poderoso, como as pessoas dizem que têm desejo, sabe, de se encher de chocolate ou de ficar nas redes sociais”, ela conta.

É aqui que um comportamento saudável pode se tornar prejudicial.

“O problema surge quando a pessoa não domina mais a fantasia e a fantasia começa a dominar a pessoa”, explica o professor emérito de psicologia clínica Eli Somer, da Universidade de Haifa, em Israel. Ele cunhou a expressão maladaptive daydreaming em inglês e vem pesquisando esta condição há mais de duas décadas.

O devaneio excessivo, muitas vezes, surge e é mantido quando ouvimos música ou praticamos atividades físicas repetitivas, como caminhar. Cerca de 80% das pessoas incorporam gestos físicos inconscientes para manter a concentração, quando estão imersos nos seus sonhos diurnos.

Para Kyla Borcherds, isso inclui subir e descer a entrada de casa com seus patins ou passar horas lançando uma bola contra a parede.

O tempo passado sonhando acordado faz com que as pessoas que sofrem de devaneio excessivo se afastem naturalmente de ocasiões sociais ou relacionamentos, passando a ficar isoladas — o que, por sua vez, gera um ciclo de vergonha e culpa.

[...]


Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cd0p9p9g7m5o. Acesso em: 17 jun. 2026. 

Analise, quanto ao nível morfológico, a classificação dos termos destacados no fragmento “Também contei a ele que gosto desses sonhos e tenho o poder de mergulhar e sair deles quando quiser”. 

I- O termo também pode ser classificado como advérbio. II- O termo que é uma conjunção subordinativa integrante. III- O termo poder é um verbo no infinitivo. IV- O termo quiser é um verbo no futuro do subjuntivo.
É CORRETO o que se afirma apenas em: 
Alternativas
Q4209208 Português

Texto I:


Desemprego entre mulheres negras jovens chega a 24,7%, aponta estudo 

PorAgência Brasil - 05/06/26 - 09h32min Em Brasil 


Apesar de avanços recentes no mercado de trabalho, com queda nos índices de desemprego e resultados positivos no aumento da renda dos trabalhadores, as mulheres negras jovens continuam registrando os piores resultados em indicadores como taxa de desocupação, informalidade, desalento e rendimento. 

O resultado faz parte de um relatório da Rede Multiatores MUDE com Elas, elaborado pelo Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdades (Ceert), a partir de dados da PNAD Contínua 2025, pesquisa do IBGE que analisa o mercado de trabalho no país.

Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos.

Entre os 14 e os 17 anos, a taxa de desocupação de mulheres negras chega a 24,7%, índice 1,4 vez superior à dos homens brancos da mesma faixa etária. Na faixa de 18 a 24 anos, apontada pelos pesquisadores como momento-chave de transição entre escola e trabalho, a desigualdade se intensifica para uma desocupação de 16,5% para elas, 1,6 vez maior do que a dos homens brancos

O segmento posterior, entre 25 e 29 anos, tem uma taxa de desocupação de mulheres negras de 10,3%, quase o dobro da observada entre mulheres brancas e 2,8 vezes a dos homens brancos.

“O mercado de trabalho melhorou, mas não melhorou de forma igual para todas as pessoas. Isso evidencia que o problema não está apenas no acesso à educação, mas também nos mecanismos estruturais de exclusão que continuam operando no mercado de trabalho e na sociedade brasileira. Envolvem racismo estrutural, segregação territorial, desigualdade no acesso às redes de oportunidade, discriminação nos processos de contratação e promoção, além da sobrecarga histórica do trabalho de cuidado”, aponta a coordenadora da Rede Multiatores pelo Ceert, Shirley Santos.

A pesquisadora destaca que o território também influencia diretamente as oportunidades, pois moradoras de regiões periféricas enfrentam maiores obstáculos relacionados à mobilidade urbana, acesso à infraestrutura, qualidade dos serviços públicos e redes profissionais.

A diferença também se reflete na renda e no acesso ao trabalho formal. Em 2025, o rendimento médio das mulheres negras correspondeu a apenas 46,5% do rendimento dos homens brancos, uma diferença de 53,5% que permanece praticamente inalterada nos últimos anos.

A informalidade entre jovens negras é de 39,1%, cerca de 10% acima da registrada entre jovens brancas. O único segmento mais fragilizado nesse indicador é o dos jovens homens negros, para os quais esse índice chega a 44,2%.

As dificuldades se refletem no desalento, que é a condição de quem desiste de procurar trabalho. As mulheres negras são 38,7% dos jovens desalentados do país, enquanto os homens negros somam 36,1%. Na faixa de 25 a 29 anos, a participação das mulheres negras atinge 44,2%.

Quando a análise recai somente sobre a Região Metropolitana de São Paulo, a desigualdade se repete: jovens mulheres negras recebem, em média, R$ 2.236, enquanto homens brancos chegam a R$ 3.926. Entre 25 e 29 anos, a desigualdade aumenta, com rendimentos de R$ 2.569 para mulheres negras e R$ 5.323 para homens brancos.

“Os microdados permitem observar parte dessas desigualdades quando cruzamos raça, gênero, renda, escolaridade e território. Mas a experiência acumulada pelas organizações da sociedade civil também é fundamental para compreender dimensões que muitas vezes os dados quantitativos não conseguem capturar integralmente, como os mecanismos subjetivos de exclusão e os impactos cotidianos do racismo institucional”, complementa Shirley.

[...]


Disponível em: https://istoe.com.br/desemprego-entre-mulheres-negras-jovens-chega-a-247-aponta-estudo. Acesso em: 06 jun. 2026.

No fragmento, “Segundo o levantamento, mesmo com melhorias em índices de educação formal e renda, ainda existem desigualdades estruturais no mercado de trabalho brasileiro para mulheres com idades entre 14 e 29 anos”, é possível afirmar que os termos destacados podem ser classificados gramaticalmente como: 
Alternativas
Q4207972 Português
A questão refere-se ao texto abaixo.


Cuidado Integral de Saúde


   Cuidado em saúde não é apenas um nível de atenção do sistema de saúde ou um _ _ _ _ _ _ técnico simplificado, mas uma ação integral que tem significados e sentidos voltados para _ _ _ _ _ _ de saúde como o ‘direito de ser’. Pensar o direito de ser na saúde é ter ‘cuidado’ com as diferenças dos sujeitos – respeitando as relações de etnia, gênero e raça – que são portadores não somente de deficiências ou patologias, mas de necessidades específicas. Pensar o direito de ser é garantir acesso às outras práticas terapêuticas, permitindo ao usuário participar ativamente da decisão _ _ _ _ _ _ da melhor tecnologia médica a ser por ele utilizada.

   Cuidado em saúde é o tratar, o respeitar, o acolher, o atender o ser humano em seu sofrimento – em grande medida fruto de sua fragilidade social –, mas com qualidade e resolutividade de seus problemas. O cuidado em saúde é uma ação integral fruto do “entre-relações” de pessoas, ou seja, ação integral como efeitos e repercussões de interações positivas entre usuários, profissionais e instituições, que são traduzidas em atitudes, tais como: tratamento digno e respeitoso, com qualidade, acolhimento e vínculo.

  O cuidar em saúde é uma atitude interativa que inclui o envolvimento e o relacionamento entre as partes, compreendendo acolhimento como escuta do sujeito, respeito pelo seu sofrimento e história de vida. Se, por um lado, o cuidado em saúde, seja dos profissionais ou de outros relacionamentos, pode diminuir o impacto do adoecimento, por outro, a falta de ‘cuidado’ – ou seja o descaso, o abandono, o desamparo – pode agravar o sofrimento dos pacientes e aumentar o isolamento social causado pelo adoecimento. O modelo biomédico que orienta o conjunto das profissões em saúde, ao se apoiar nos meios diagnósticos para evidenciar leões e doenças, afastou-se do sujeito humano sofredor como totalidade viva e permitiu que o diagnóstico substituísse a atenção e o ‘cuidado’ integral ... saúde. Entretanto, mais do que o diagnóstico, os sujeitos desejam se sentir cuidados e acolhidos em suas demandas e necessidades. O cuidado em saúde é uma dimensão da integralidade em saúde que deve permear as práticas de saúde, não podendo se restringir apenas ... competências e tarefas técnicas, pois o acolhimento, os vínculos de intersubjetividade e a escuta dos sujeitos compõem os elementos inerentes ... sua constituição.

   O ‘cuidado’ é uma relação intersubjetiva que se desenvolve em um tempo contínuo, e que, além do saber profissional e das tecnologias necessárias, abre espaço para negociação e a inclusão do saber, dos desejos e das necessidades do outro. O trabalho interdisciplinar e a articulação dos profissionais, gestores dos serviços de saúde e usuários em redes, de tal modo que todos participem ativamente, podem ampliar o ‘cuidado’ e fortalecer a rede de apoio social. Com isso, a noção de ‘cuidado’ integral permite inserir, no âmbito da saúde, as preocupações pelo bem estar dos indivíduos – opondo-se a uma visão meramente economicista – e devolver a esses indivíduos o poder de julgar quais são suas necessidades de saúde, situando-os assim como outros sujeitos e não como outros-objetos.


Disponível em <https://gauchazh.clicrbs.com.br/colunistas/jj-camargo/noticia/2026/02/a-construcao-da-maldade-cml9ccxuz01b2012tzo0ixqi1.html > (adaptado). Acesso em 02 de maio de 2026. 
Em “Cuidado em saúde não é apenas um nível...”, a palavra sublinhada pertence à classe dos (as): 
Alternativas
Q4207084 Português
Entre as opções abaixo, assinale aquela em que a palavra destacada é um advérbio. 
Alternativas
Q4206748 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.

Gaiolas e passarinhos

 

Leio uma crônica publicada há algum tempo em um grande jornal catarinense e um trecho me saltou aos olhos: "Que pena que as gaiolas estão estragadas, podias ter passarinhos só para ti." Alguém disse isso porque o cronista tirou as portas das gaiolas para que os passarinhos viessem comer quando quisessem, sem prendê-los.

Infelizmente, ainda há muitos "seres humanos" que pensam como quem proferiu a frase que transcrevi, da crônica do Amílcar. Chamou-me a atenção o tema, porque ainda esta semana, ao pintar o muro da casa da minha cunhada, cuidei para não incomodar o morador de uma casinha de passarinho pendurada perto do portão. Não vi se havia ovos, mas acho que havia, pois a passarinha aparecia de vez em quando e ela e outro passarinho cantavam maviosamente, a todos os pulmões. Poderia haver ovos ou, quem sabe, filhotes.

Para que prender os passarinhos, se eles vêm cantar para a gente, graciosamente, se respeitarmos o seu direito de voarem, livres? Na minha casa, eles vêm cantar no telhado, no jardim, nas calhas, na porta da cozinha. Até entram, às vezes, se não houver ninguém à vista, para pegar os restos da comida da Xuxu, nossa pinscher de dezenove anos, que está cega e surda e acaba espalhando a comida para fora do prato.

De manhã, é uma cantoria só. Moramos na cidade, mas às vezes dá a impressão de que a gente está no sítio. Como ter coragem de prender passarinhos assim?

Bem a propósito, estava, hoje, na casa de minha tia, no Estreito, e meu primo apareceu lá, também, com seu filho. E ele trazia o que, com ele? Uma gaiola com um curió, que ele leva a todos os lugares aonde vai. E o passarinho cantava, como cantava. Maviosamente, maravilhosamente. Eu não falei nada, mas me lembrei das gaiolas "estragadas" do Amílcar, e uma tristeza imensa invadiu-me.

Será que há quem pense que os pássaros cantam por estarem felizes, dentro de uma gaiola? Que terá feito aquela pequena e bela criatura para merecer a prisão? Sei que o primo não faz por mal, ele é um bom menino, a intenção deve ser proteger o pássaro, até. Mas não se pode tirar a liberdade de um ser vivo, assim, sem mais nem menos. O ser humano é complicado. Por que tolher a liberdade de passarinhos inocentes? Apenas porque cantam magistralmente?

 

SILVA, Cristiano. Gaiolas e passarinhos. O Estado. Disponível em <https://oestadoce.com.br/opiniao/gaiolas-e-passarinhos/>.

"E o passarinho cantava, como cantava.

Maviosamente, maravilhosamente."


A palavra destacada no trecho acima remete a um modo de cantar:

Alternativas
Q4205613 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Dormir mal está ligado ao aumento do risco de câncer em pessoas com menos de 50 anos

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Dois grandes estudos sugerem que a má qualidade do sono pode estar alimentando o aumento global de diagnósticos de câncer em pessoas com menos de 50 anos, de acordo com informações do The Guardian. Pesquisadores descobriram que pessoas com padrões de sono ruins tinham maior probabilidade de desenvolver câncer de intestino, mama, útero ou ovário em estágios iniciais.


Em alguns casos, pessoas com menos de 50 anos diagnosticadas com insônia apresentaram três vezes mais probabilidade de desenvolver câncer em cinco anos.


"Essas descobertas sugerem que a perturbação do sono pode representar um fator de risco clinicamente relevante e potencialmente modificável na estratificação de risco de câncer em estágios iniciais, justificando investigações adicionais", afirmaram os pesquisadores, durante apresentação do trabalho no encontro anual da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO), em Chicago.


O número de jovens diagnosticados com a doença aumentou quase 80% em três décadas. Os casos mundiais de câncer de início precoce aumentaram de 1,82 milhão em 1990 para 3,26 milhões em 2019, enquanto as mortes por câncer entre pessoas na faixa dos 40, 30 anos ou menos aumentaram 27%. Por isso, identificar as causas do aumento das taxas de câncer entre adultos jovens tornou-se uma prioridade global de saúde.


Os estudos, liderados por pesquisadores do Jefferson Health New Jersey, em Stratford, Nova Jersey, e do Ochsner MD Anderson Cancer Center, em Nova Orleans, Louisiana, analisaram dados de saúde de mais de 18 milhões de adultos nos EUA com idades entre 18 e 50 anos. Os resultados mostraram que adultos com distúrbios de sono, especialmente insônia, tinham uma maior probabilidade de desenvolver câncer antes dos 50 anos.


A associação foi ainda mais morte para mulheres. Mulheres com insônia tinham cerca de três vezes mais probabilidade de desenvolver câncer de mama, o dobro do risco de câncer de útero, além de um aumento notável no risco de câncer de ovário.


A ciência ainda está tentando entender de que forma a falta de sono pode afetar o risco de câncer, mas uma das hipóteses é que durante o sono, o corpo repara o DNA, regula os hormônios, acalma a inflamação e permite que o sistema imunológico combata as anormalidades. Quando não há sono de qualidade, essas funções ficam prejudicadas.
No trecho:

"Os resultados mostraram que adultos com distúrbios de sono, especialmente insônia, tinham uma maior probabilidade de desenvolver câncer antes dos 50 anos."

A palavra "especialmente" está empregada como:
Alternativas
Q4205189 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Por que é melhor comer com inteligência do que contar calorias?

A sabedoria popular indica que a solução para manter o peso saudável é contar quantas calorias ingerimos e quantas nós gastamos.

Este cálculo faz sentido: a energia que entra em comparação com a que sai. Parece simples, não é mesmo?

Mas esta forma de pensar desconsidera uma verdade importante: nem todas as calorias da nossa alimentação são iguais.

Na verdade, existe uma complexa interação biológica ocorrendo no interior do nosso corpo, influenciada pelo tipo de alimento que ingerimos, pela rapidez com que o consumimos e pela sua interação com a agitada comunidade de micróbios que vive nos nossos intestinos.

"Esta é uma área de pesquisa em enorme expansão", afirma a professora de nutrição Sarah Berry, do King's College de Londres.

"Estamos realmente começando a ver como a nossa reação aos alimentos varia e que eu posso comer algo que irei metabolizar de forma muito diferente da sua, em relação ao mesmo alimento."

Quando comemos

O que comemos certamente ainda é importante. Uma alimentação rica em legumes e verduras frescas será melhor do que se for dominada por x-búrguers.

Mas esta consideração está longe de ser a única.

O horário da refeição, por exemplo, também influencia a qualidade da digestão e quais nutrientes serão absorvidos pelo nosso corpo.

Um estudo demonstrou que mulheres obesas e com excesso de peso perderam mais peso ao consumir a maior parte das suas calorias no horário do café da manhã, em comparação com aquelas que comiam mais à noite, mesmo que o total de calorias fosse o mesmo.

Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias.

Quando adultos saudáveis, mas levemente acima do peso, postergaram sua primeira refeição do dia em uma hora e meia e comeram pela última vez 90 minutos mais cedo que o normal, sua ingestão de energia foi menor e eles sofreram redução da gordura corporal, em comparação com um grupo controle, mesmo tendo acesso à mesma quantidade de comida.

Os cientistas acreditam que isso pode ocorrer porque o nosso ritmo circadiano é conectado a como digerimos e metabolizamos os alimentos. Este é um campo emergente de pesquisa conhecido como crononutrição.

E comer mais cedo também pode ajudar. Pesquisadores da Espanha descobriram que as pessoas que almoçam mais cedo perderam peso ou mantiveram peso mais baixo com mais facilidade do que aquelas que comem após as 15 horas.

Também podemos reavaliar o horário dos nossos lanches, pois as pesquisas relacionaram os lanches após as 21 horas a altos níveis de colesterol ruim e açúcar no sangue, o que pode aumentar o risco de obesidade e doenças cardiovasculares.

Nos EUA e no Reino Unido, cerca de 25% da nossa energia diária vêm dos lanches. Por isso, repensar o que lanchamos e quando fazemos pode melhorar nossa saúde.


https://www.bbc.com/portuguese/articles/czxr55plyk5o- fragmento
"Outro pequeno estudo, realizado por pesquisadores do Reino Unido, concluiu que reduzir o período de tempo entre a primeira e a última refeição do dia pode fazer com que você, ao todo, coma menos calorias."
Com base na análise sintática dos elementos linguísticos empregados no trecho, marque com V as afirmativas verdadeiras ou com F as falsas:

(__) A expressão 'Outro pequeno estudo' exerce a função de sujeito do verbo 'concluir'.
(__) O verbo 'concluir' é verbo transitivo direto com seu complemento uma oração subordinada substantiva objetiva direta.
(__) O vocábulo 'menos' desempenha a função de adjunto adverbial, intensificando o substantivo 'calorias', que constitui o núcleo do objeto direto.
(__) A expressão 'outro pequeno estudo' exerce a função de aposto, sendo utilizada para introduzir uma explicação sobre o tipo de estudo que foi realizado.

A sequência que preenche corretamente os itens acima, de cima para baixo, é: 
Alternativas
Q4205034 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão.



Dois dedos de prosa sobre café


    Os descafeinados que me perdoem, mas o café é minha bebida fundamental. Depois da água, é claro, sem a qual não seria possível prepará-lo. Café é amor em forma líquida e eu posso provar - além de prová-lo.


    Se é pra falar de amor, eu falarei do café na minha família. Afirmo sem exagero que, desde que nasci, o café foi presente na minha vida. Faz parte das minhas primeiras lembranças na casa da minha avó. E, até hoje, quando volto lá, pego a caneca de louça que era do meu avô (branca, com um padrão de florezinhas em preto perto da base) e me sirvo na garrafa térmica, que está sempre abastecida. Café preto, simples, com açúcar. Porque o café é democrático: da casa mais humilde à mansão mais luxuosa, a oferta de um café é uma declaração de boas-vindas. Praticamente uma regra da boa educação do brasileiro. De mercadinho de bairro a escritório de alto padrão, é básico ter sempre disponível uma água e um cafezinho.


    Também é um dos poucos ingredientes beneficiados com a gourmetização, que abriu para os cafeinólatras um novo universo de sabores intensos, doces, ácidos, com notas aromáticas de chocolate, de frutas, de especiarias. E, do café passado no coador à prensa francesa, os métodos são inúmeros. Café também é cultura, preparado de formas particulares em tradições diferentes, com os mesmos objetivos: servir uma bebida que une as pessoas, reger uma conversa, aquecer corpo e alma, e agradar o paladar.


    Seu simples preparo é um ritual que desperta os sentidos: o cheiro potente que vem da embalagem ao ser aberta; a textura das beiradinhas do filtro de papel ao serem dobradas com as pontas dos dedos; o deslumbre da espuma que se forma na água em contato com o pó; o som do líquido escorrendo no coador, ou aquele estalo da cápsula ao ser rompida pela máquina de espresso... e depois o aroma de café preparado na hora, que envolve o ambiente; a cor escura e brilhante na xícara; o calor do recipiente entre as mãos. E o principal: o sabor, que pode ser forte e amargo; suave e doce; mas que é sempre um alento e um toque de despertar. (...)


CARREIRO, Rose. Dois dedos de prosa sobre café. Crônicas de categoria. Disponível em <https://cronicasdecategoria.com/2019/09/10/dois-dedos-de-prosa-sobre-cafe/>.

"(...) sabores intensos, doces, ácidos, com notas aromáticas de chocolate, de frutas, de especiarias."
As expressões destacadas no trecho acima são locuções:
Alternativas
Q4204674 Português

11TEXTO I


A Bela e a Fera



    A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".

    O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".

    Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".

    Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:

    — Ah, não! Assim não serve.

    — Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.

    — Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.

    — O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.



(Versão de Millor Fernandes)

Em “Nesse momento, uma explosão de luz! A expressão destacada é 
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Q4204504 Português

TEXTO I


A Bela e a Fera



    A Fera era uma Fera mesmo. Tão feia que, quando olhava no espelho, o espelho quebrava de susto. Morava num castelo imenso, cercado de espinhos e solidão. Certo dia, um velho mercador se perdeu na floresta e acabou colhendo uma rosa no jardim da Fera. A Fera, surgindo do nada com um rugido de tremer as estruturas, disse: "Vou te matar! A menos que você me traga sua filha mais bela para morar comigo".

    O velho, apavorado, levou a Bela. No começo, ela chorava muito, achando que seria devorada no jantar. Mas a Fera era um doce. Tratava a moça com as melhores iguarias, dava-lhe joias, lia poesia (embora com aquela voz de britadeira) e nunca, jamais, tentou qualquer gracinha. Com o tempo, Bela foi se acostumando. Começou a achar que a feiura da Fera era apenas uma "característica exótica".

    Um dia, Bela pediu para visitar o pai doente. A Fera, com o coração na mão (figuradamente, claro), deixou: "Mas volte em uma semana, ou eu morrerei de tristeza". Bela foi, se distraiu com as irmãs invejosas e demorou dez dias. Quando voltou, encontrou a Fera estirada no jardim, quase morta. Chorando, Bela abraçou o monstro e disse: "Eu te amo, Fera! Case comigo!".

    Nesse momento, uma explosão de luz! A Fera se transformou num Príncipe lindo, loiro, de olhos azuis e roupas de seda. Bela olhou para ele de cima a baixo, deu um passo atrás e disse:

    — Ah, não! Assim não serve.

    — Por que? — perguntou o Príncipe, chocado.

    — Eu sou lindo!— Pois é — respondeu Bela, fazendo as malas.

    — O que eu gostava em você era o contraste. Agora você é igual a todos os outros. E foi embora, deixando o Príncipe sozinho com sua beleza e sua perplexidade.



(Versão de Millor Fernandes)

Em “Nesse momento, uma explosão de luz! A expressão destacada é 
Alternativas
Q4204109 Português
Em uma anotação simples, aparece a frase: “O motorista chegou cedo.” Considerando os termos essenciais da oração, é correto afirmar:
Alternativas
Q4202999 Português
Analise o texto a seguir:
"Os alunos participaram ativamente da feira de ciências. Eles apresentaram projetos criativos e explicaram cuidadosamente cada etapa das pesquisas aos visitantes."
Com base nas classes de palavras variáveis e invariáveis presentes no texto, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4202938 Português

Leia o texto a seguir:


"Embora a tecnologia tenha ampliado o acesso à informação, muitos indivíduos ainda enfrentam dificuldades para selecionar conteúdos confiáveis. Por isso, a formação de leitores críticos torna-se cada vez mais necessária." Com base nas classes de palavras e seus empregos no texto, analise as afirmativas abaixo:


I - A palavra embora exerce a função de conjunção e introduz uma ideia de concessão.


II - A palavra muitos é um pronome indefinido que acompanha o substantivo "indivíduos".


III - A palavra ainda é um advérbio que expressa circunstância de tempo.


IV - A expressão por isso atua como uma preposição responsável por indicar finalidade.


É CORRETO o que se afirma em: 

Alternativas
Q4198629 Português
Complete com mal ou mau. Em seguida marque a alternativa CORRETA:

• Eu danço __________ o frevo, mas sou boa sambista. • O atleta jogou _________, porque não treinou muito. • O menino não era ____________, ele só era mal compreendido. • Com esse __________ tempo, será impossível viajar.
Alternativas
Q4198009 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


De volta ao lápis e papel: por que as escolas da Suécia estão reduzindo o ensino digital


O governo da Suécia retoma o uso de livros físicos, papel e lápis nas salas de aula como estratégia para enfrentar a queda nos níveis de compreensão de leitura observada no país. A mudança, porém, tem provocado críticas de empresas de tecnologia, educadores e especialistas da área digital, que consideram a medida potencialmente prejudicial às oportunidades profissionais dos estudantes e ao futuro econômico da nação.


Em uma escola de ensino médio próxima à capital sueca, alunos relatam que passaram a utilizar novamente livros, cadernos e materiais impressos com maior frequência. Professores voltaram a distribuir textos em papel e algumas plataformas digitais de ensino foram substituídas por livros didáticos tradicionais.


Essa transformação contrasta com a imagem da Suécia como uma das sociedades mais digitalizadas da Europa, reconhecida pelo elevado domínio tecnológico da população e pelo desenvolvimento de empresas inovadoras do setor digital.


O uso de computadores nas escolas suecas se consolidou entre o final dos anos 2000 e o início da década de 2010. Em 2015, a maior parte dos estudantes do ensino médio já possuía acesso individual a dispositivos eletrônicos. Posteriormente, o uso obrigatório de tablets também foi incorporado à educação infantil, com o objetivo de preparar as novas gerações para um mundo cada vez mais digital.


Entretanto, a atual coalizão governamental passou a defender uma direção oposta, reduzindo ao máximo o uso de telas, sobretudo entre crianças mais novas. O governo adotou o lema que propõe a passagem "da tela para o papel", defendendo que atividades analógicas favorecem a concentração e o desenvolvimento da leitura e da escrita.


Desde 2025, as pré-escolas deixaram de ser obrigadas a utilizar ferramentas digitais, e crianças pequenas não recebem mais tablets antes de determinada idade. Também foi aprovada a proibição do uso de celulares nas escolas, inclusive para fins pedagógicos.


Além disso, o governo destinou recursos significativos para aquisição de livros didáticos e materiais de apoio aos professores, enquanto um novo currículo voltado ao fortalecimento do ensino baseado em livros está previsto para os próximos anos.


Defensores da mudança argumentam que ler, escrever e realizar cálculos manualmente contribui para uma aprendizagem mais sólida. A decisão foi influenciada por consultas realizadas com pesquisadores, organizações educacionais e instituições públicas.


Especialistas apontam que o excesso de tecnologia em sala de aula compromete a atenção dos estudantes, além de dificultar o processamento das informações durante a leitura digital. Estudos também relatam que o uso intenso de telas afeta o desenvolvimento cerebral de crianças mais novas.


O governo espera que a adoção de métodos mais tradicionais contribua para melhorar o desempenho da Suécia em avaliações internacionais de educação. Após ocupar posições de destaque no passado, o país registrou queda significativa nos resultados de matemática e leitura nos últimos anos. Parte relevante dos estudantes não atingiu o nível básico de compreensão textual.


Embora pesquisas internacionais indiquem benefícios das ferramentas digitais no ensino, também revelam elevada incidência de distrações em sala de aula e relação entre uso excessivo de dispositivos e desempenho inferior em determinadas disciplinas.


Especialistas alertam, contudo, que não se deve atribuir automaticamente à tecnologia a responsabilidade pelos resultados negativos. Segundo essa visão, o problema estaria no uso excessivo de aparelhos sem objetivos pedagógicos claros.


Críticos, por outro lado, afirmam que o debate entre ensino digital e analógico desvia a atenção de problemas estruturais mais relevantes, como desigualdade na distribuição de recursos educacionais e diferenças na qualidade do ensino.


Entre os próprios estudantes, as opiniões também se dividem. Alguns consideram que o excesso de tecnologia prejudica a concentração e defendem menor presença de telas nas escolas. Outros acreditam que o uso de computadores deve permanecer central na educação, já que a sociedade atual depende cada vez mais das ferramentas digitais.

https://www.bbc.com/portuguese/articles/c05d2jpmnypo.adaptado.
Entretanto, a atual coalizão governamental passou a defender uma direção oposta, reduzindo ao máximo o uso de telas, "sobretudo" entre crianças mais novas.
Assinale a alternativa correta quanto à classificação morfológica da palavra "sobretudo" no contexto da frase.
Alternativas
Respostas
1: E
2: B
3: D
4: D
5: B
6: E
7: A
8: A
9: C
10: D
11: C
12: C
13: B
14: A
15: A
16: A
17: B
18: B
19: D
20: D