Questões de Concurso Sobre adjetivos em português

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Ano: 2015 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Palhoça - SC
Q1225020 Português
Leia o texto.
Signo: etimologia
Pelo menos hipoteticamente, a palavra signo do latim signum, vem do étimo grego secnom, raiz do verbo “cortar”, “extrair uma parte de” (naquele idioma), e que deu em português, por exemplo, secção, seccionar, sectário, seita e, possivelmente, século (em espanhol siglo) e sigla. Do derivado latino são numerosas, e expressivas, as palavras que se compuseram em nossa língua: sinal, sina, senha, sineta, insígnia, insigne, desígnio, desenho, aceno, significar etc.
A raiz primitiva parece indicar que um signo seria algo que se referisse a uma coisa maior do qual foi extraído: uma folha em relação a uma árvore, um dente em relação a um bicho etc. Nessa acepção, signo apresentaria um estreito vínculo com duas das mais usuais dentro das chamadas figuras de retórica: a metonímia (pela qual se designa um objeto por uma palavra designativa de outro: “Dez velas singravam a baía”) e a sinédoque (pela qual se emprega a parte pelo todo, o todo pela parte: “Vi passarem por mim dois olhos maravilhosos”). Claro que as figuras de retórica são aplicáveis também às linguagens não verbais: na publicidade, na dança, na decoração, no cinema, na televisão etc.
Mas o que me parecem tentadoras são as relações que podem se estabelecer entre desenho, desígnio (tão patentes na palavra inglesa design) e significado, pois essas relações parecem confluir para o entendimento do signo como “projeto significante”, como “projeto que visa a um fim significante”. (…)
De qualquer forma, convém reter a ideia de signo enquanto alguma coisa que substitui outra. Assim procede Charles Morris, um dos estudiosos da linguagem ao nível do comportamento, baseado nas experiências de Pavlov sobre os reflexos condicionados. Assim como o toque de uma sineta, paulatinamente, vai provocando, num cachorro, uma sequência de reações semelhantes à que antes lhe provocara a visão do alimento (ao qual o toque fora condicionado), assim um signo pode ser definido como toda coisa que substitui outra, de modo a desencadear (em relação a um terceiro) um complexo análogo de reações. Ou ainda, para adotar a definição do fundador da Semiótica, Charles Sanders Pierce (1839 – 1914): signo, ou “representante”, é toda coisa que substitui outra, representando-a para alguém, sob certos aspectos e em certa medida.
Décio Pignatari. Informação, Linguagem e Comunicação. São Paulo, Cultrix, 1993
Considere a frase extraída do texto.
Mas o que me parecem tentadoras são as relações que podem se estabelecer entre desenho, desígnio (tão patentes na palavra inglesa design) e significado, pois essas relações parecem confluir para o entendimento do signo como “projeto significante”, como “projeto que visa a um fim significante”.
Sob o aspecto sintático e morfológico, é correto afirmar:
1. As palavras sublinhadas são pronomes relativos. 
2. Se omitirmos o “a” depois do verbo visar, a frase mantém sua correção gramatical. 
3. A vírgula antes de “pois” é obrigatória, usada para separar oração coordenada sindética. 
4. A palavra “significante”, nas duas vezes em que aparece, é um adjetivo e tem a função de adjunto adnominal no contexto em que está inserida. 
5. A expressão “a um fim significante” é um objeto indireto.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FAU Órgão: Prefeitura de Foz do Iguaçu - PR
Q1207562 Português
As palavras sublinhadas na frase abaixo classificam-se morfologicamente, na ordem em que aparecem na frase, como: “Hoje, a questão cultural se associou à indústria do entretenimento, que passou a produzir cada vez mais coisas destinadas a eles”. 
Alternativas
Q1204174 Português
Com relação às classes gramaticas, analise as assertivas a seguir:
I. O vocábulo outras (l. 03) é um pronome indefinido. II. O vocábulo recentemente (l. 06) é um adjetivo. III. O vocábulo entre (l. 25) é um pronome.
Quais estão corretas?
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FAUEL Órgão: Prefeitura de Maringá - PR
Q1200677 Português
Assinale a alternativa em que os plurais dos adjetivos estão empregados corretamente:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FUMARC Órgão: Prefeitura de Ipuã - SP
Q1197148 Português
A palavra destacada NÃO é adjetivo em: 
Alternativas
Q1188953 Português
Dez casos de racismo que envergonham o futebol.    Arouca     Em jogo do Santos contra o Mogi Morim pelo Campeonato Paulista, o volante santista marcou um golaço na vitória por 5 a 2. Mas a alegria foi substituída pela indignação. Torcedores do time rival o chamaram de macaco e um outro lhe disse que deveria procurar uma seleção africana para jogar. Arouca, no dia seguinte, clamou por punição exemplar. “A impunidade e a conivência das autoridades com as pessoas que fazem esse tipo de coisa são tão graves quanto os próprios atos em si. Somente discursos e promessas não resolvem a falta de educação e de humanidade de alguns”, escreveu.     Boateng     Foi num amistoso do Milan, onde jogava, com o pequeno Pro Patria, da terceira divisão italiana. A torcida rival começou a entoar cantos racistas contra o meia Kevin Prince-Boateng. Revoltado, o jogador alemão, de origem ganesa, chutou a bola em direção aos torcedores, tirou a camisa e voltou para o vestiário, recusando-se a continuar jogando. Os demais jogadores do Milan foram solidários ao colega e também abandonaram a partida, que foi paralisada. Indignado, Boateng desabafou no Twitter: "E uma vergonha que essas coisas ainda aconteçam. O racismo tem que acabar, para sempre”.     Daniel Alves    Numa das edições do clássico entre Real Madrid e Barcelona, no Santiago Bernabeu, o lateral da seleção brasileira ouviu, nos minutos finais do jogo, sons de imitações de macacos vindos das arquibancadas. A situação não foi inédita para o jogador. Ele chegara a afirmar, em outro episódio, que era uma "luta perdida”.     Balotelli    Durante a Euro 2012, em jogo da Croácia contra a Itália, em Poznan, o alvo foi o atacante italiano, de origem ganesa. Uma banana foi arremessada para o campo por torcedores croatas. A rede Futebol Contra o Racismo na Europa, que trabalha junto da Uefa e tem dois "monitores internacionais" em cada partida, escreveu em sua página no Twitter que seus membros apontaram "entre 300 e 500 torcedores croatas” envolvidos em ataques raciais a Balotelli. Márcio Chagas da Silva O árbitro Márcio Chagas da Silva, que apitou ojogo entre Esportivo e Veranópolis, em Bento Gonçalves, encontrou seu carro danificado e com bananas no capô e no cano de descarga após a partida, válida pelo Campeonato Gaúcho. "Um grupo de torcedores se manifestou de forma racista desde o início, com gritos de 'macaco', 'teu lugar é na selva, 'volta pro circo' e coisas desse tipo", contou. Dez anos antes ele já tinha sido vítima de preconceito no mesmo estádio, na Serra gaúcha. Tinga Durante o jogo do Cruzeiro no Peru, contra o Real Garcilaso, o volante brasileiro foi hostilizado por uma parte do estádio, que reproduzia chiados de macacos sempre que ele pegava na bola. O caso repercutiu. A presidente Dilma Rousseff comentou no Twitter e deu todo apoio ao jogador. "Ao sair do jogo, Tinga disse que trocaria seus títulos por um mundo com igualdade entre as raças. Por isso, hoje, o Brasil inteiro está fechado com o Tinga. Acertei com a ONU e com a Fifa que a nossa Copa das Copas também será a Copa contra o racismo. Porque o esporte não deve ser jamais palco para o preconceito”, escreveu a presidente, fazendo da expressão “fechado com Tinga” uma das mais retuitadas.   Fonte: hitp://infograficos.oglobo.globo.com/esportes/dezcasos-de-racismo-que-envergonham-o-futebol/arouca12082.htmlfdescriptiontext  
Todos os termos do período estão corretamente classificados, morfologicamente, exceto em:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: FAFIPA Órgão: Prefeitura de Bandeirantes - PR
Q1187138 Português
Humanos são 'programados' para serem preguiçosos, sugere estudo
Uma corrida no parque ou ficar deitado no sofá da sala? Se você preferiu a segunda opção, não tema: saiba que um estudo feito por pesquisadores da Universidade Simon Fraser, no Canadá, sugere que os humanos são biologicamente "programados" para serem preguiçosos. A pesquisa mostrou que o sistema nervoso reprograma padrões de movimentos como andar em uma busca constante para gastar o mínimo de energia possível. "E isso é uma notícia ruim para quem come muito", afirmou o professor de fisiologia Max Donelan, que é co-autor do estudo. Durante o estudo, pesquisadores pediram a nove voluntários que usassem um tipo de aparelho ortopédico, que dificultasse o ato de caminhar. Após alguns minutos, todos os voluntários já haviam modificado seu modo habitual de caminhar para usar menos energia, ou seja, queimar menos calorias. Segundo os pesquisadores, o sistema nervoso continuou a aprimorar os movimentos do andar das pessoas para manter um baixo gasto de energia. Eles afirmam que as conclusões da pesquisa, divulgada na publicação "Current Biology", se encaixam na "tendência" de usar o menor esforço possível nas tarefas físicas. "Fornecemos uma base psicológica para essa preguiça ao demonstrarmos que mesmo em um movimento bem comum como andar, o sistema nervoso monitora, de maneira subconsciente, a energia usada e vai, continuamente, aprimorando e reaprimorando os padrões, em um exercício constante para se mover com menos gasto calórico possível." Mesmo quando as pessoas optaram por correr, seus cérebros trabalhavam para que isso fosse feito da maneira mais eficiente possível. Segundo Donelan, mais pesquisas são necessárias para ampliar o estudo e se ter uma compreensão melhor de como os milhares de músculos e nervos trabalhavam juntos para conseguir esse feito. 
Disponível em: http://mulher.uol.com.br/comportamento/noticias
Na frase: “E isso é uma notícia ruim para quem come muito”, o adjetivo “ruim” está-se referindo à palavra:
Alternativas
Q1171831 Português
Leia o texto para responder a questão que segue:
"Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jeipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, - e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende. Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol. Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, - e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz. (...)  (Cecilia Meireles, Obra em Prosa, Ed. Nova Aguiar, R.J., 1998- p. 366)
Ao nível de classe gramatical, as palavras destacadas no texto correspondem a:
Alternativas
Q1015726 Português

Maiores bacias hidrográficas do mundo estão secando

Pesquisas da NASA indicam escassez de água em alguns pontos do planeta. O motivo: consumo humano desenfreado

17/06/2015 - 17H06/ ATUALIZADO 17H0606 / POR FERNANDO BUMBEERS


De acordo com dois novos estudos conduzidos pela Universidade da Califórnia (UCI), usando dados da NASA, cerca de 33% das maiores bacias hidrográficas da Terra estão ficando secas através do consumo humano. Para completar, ainda temos poucos dados precisos sobre a quantidade de água presente nessas bacias - ou seja, não sabemos quanta água nos resta. Isto significa que a população está consumindo água subterrânea muito rápido, sem saber ao certo quanto ainda podemos consumir. "As medições físicas e químicas disponíveis são insuficientes", diz o professor da UCI e líder da pesquisa Jay Famiglietti. "Dada a rapidez com que estamos consumindo as reservas de água subterrânea do mundo, precisamos de um esforço global coordenado para determinar quanto ainda podemos usar."

Os estudos foram realizados através dos satélites GRACE, da NASA. O GRACE mede ondulações e relevos na superfície da Terra afetados pela massa de água. No primeiro artigo, os pesquisadores descobriram que 13 dos 37 maiores aquíferos do planeta foram se esgotando enquanto recebiam pouca ou nenhuma recarga: oito foram classificados como “em perigo”, com quase nenhuma reposição natural para compensar o uso. Os outros cinco foram considerados em estado de atenção - esses aquíferos estão se esgotando, mas ainda têm algum tipo de recarga natural.

A equipe de investigação constatou que o Sistema Aquífero árabe, uma fonte de água importante para mais de 60 milhões de pessoas, é o que mais corre perigo. O aquífero da bacia Indus, da Índia e Paquistão, é o segundo da lista e a Bacia do Murzuk-Djado, no norte da África, fecha o pódio.

Das três bacias que abastecem o Brasil, apenas uma, a Bacia Guarani, está em um estado “preocupante”. As outras duas - Bacia do Maranhão e Bacia Amazônica - estão em bom estado.

"Nós realmente não sabemos quanto é armazenado em cada um destes aquíferos. Estimamos que o armazenamento restante pode variar de décadas a milênios", disse a coautora do estudo Alexandra Richey. "Em uma sociedade com escassez de água, não podemos mais tolerar este nível de incerteza, especialmente sabendo que as águas subterrâneas estão desaparecendo tão rapidamente."

Adaptado de:<http://revistagalileu.globo.com/Ciencia/noticia/2015/06/maiores-bacias-hidrograficas-do-mundo-estao-secando.html>  . Acesso: 22 jun. 2015

No contexto dos trechos a seguir, estão empregadas como adjetivos as palavras sublinhadas, COM EXCEÇÃO de:
Alternativas
Q972989 Português

                                      Óbito do autor
 
Algum tempo hesitei se devia abrir estas memórias pelo princípio ou pelo fim, isto é, se poria em primeiro lugar o meu nascimento ou a minha morte. Suposto o uso vulgar seja começar pelo nascimento, duas considerações me levaram a adoptar diferente método: a primeira é que eu não sou propriamente um autor defunto, mas um defunto autor, para quem a campa foi outro berço; a segunda é que o escripto ficaria assim mais galante e mais novo. Moisés, que também contou a sua morte, não a pôs no intróito, mas no cabo: diferença radical entre este livro e o Pentateuco.

Dito isto, expirei às duas horas da tarde de uma sexta feira do mês de agosto de 1869, na minha bela chácara de Catumbi. Tinha uns sessenta e quatro anos, rijos e prósperos, era solteiro, possuía cerca de trezentos contos e fui acompanhado ao cemitério por onze amigos. Onze amigos! Verdade é que não houve cartas nem anúncios. Acresce que chovia -- peneirava -- uma chuvinha miúda, triste e constante, tão constante e tão triste, que levou um daqueles fiéis da última hora a intercalar esta engenhosa idéa no discurso que proferiu à beira de minha cova: -- «Vós, que o conhecestes, meus senhores, vós podeis dizer comigo que a natureza parece estar chorando a perda irreparável de um dos mais belos caracteres que tem honrado a humanidade. Este ar sombrio, estas gotas do céu, aquelas nuvens escuras que cobrem o azul como um crepe funéreo, tudo isso é a dor crua e má que lhe rói à natureza as mais íntimas entranhas; tudo isso é um sublime louvor ao nosso ilustre finado.

Assis, Machado de. Memórias Póstumas de Brás Cubas. São Paulo, Abril Cultural, 1978. p. 15.

Marque a proposição em que o adjetivo foi flexionado corretamente no grau superlativo absoluto sintético.
Alternativas
Q953965 Português
Identifique, nas frases abaixo, em qual delas o substantivo mulher assume lugar de adjetivo:
Alternativas
Q865027 Português

                             ÁGUAS SUBTERRÂNEAS


Uma importante fonte potencial de abastecimento são as águas subterrâneas, aquelas que ocupam os espaços existentes entre as rochas do subsolo e se movem pelo efeito da força da gravidade. Seu volume é calculado em cerca de 100 vezes mais do que o das águas doces superficiais (rios, lagos, pântanos, água atmosférica e umidade do solo). No território brasileiro, as reservas de águas subterrâneas em aquíferos são estimadas em 112 trilhões de metros cúbicos, e o mais importante deles é o Aquífero Guarani.

Trata-se da principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul e ocupa 1,19 milhão de quilômetros quadrados. Esse aquífero se estende pelo subsolo de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina e por partes do território do Uruguai, do Paraguai e da Argentina. Uma camada de rocha basáltica retém as águas e as protege de contaminação.Pelos atuais estudos, o Aquífero Guarani tem armazenados 45 trilhões de metros cúbicos de água, dos quais 160 bilhões são extraídos por ano para diversos fins. No momento, ainda é pouco usado para esse fim, embora haja poços artesianos que captem suas águas. Em pontos nos quais chega mais perto da superfície, já está sofrendo ameaças de contaminação.

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/ambiente/conteudo_345578.shtml. Acesso em 20/11/2015. 

Considere a palavra grifada no trecho abaixo.


“Trata-se da principal reserva subterrânea de água doce da América do Sul e ocupa 1,19 milhão de quilômetros quadrados”.


O termo grifado, considerando o contexto em que se encontra empregado, classifica-se como:

Alternativas
Ano: 2015 Banca: IESES Órgão: IFC-SC Prova: IESES - 2015 - IFC-SC - Letras Português |
Q859086 Português
Assinale a alternativa em que há o emprego de adjetivo com valor de advérbio.
Alternativas
Q815125 Português
Assinale a alternativa em que o termo destacado NÃO é um adjetivo.
Alternativas
Q815078 Português
Assinale a alternativa cuja palavra ou expressão em destaque NÃO tem a função de caracterizar o termo que a acompanha.
Alternativas
Q745330 Português
Assinalar a alternativa que apresenta um adjetivo:
Alternativas
Q733182 Português

“Muitas coisas foram faladas ali, que ofenderam sua honra”.

Com base no estudo das classes de palavras, analisando o período acima, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Ano: 2015 Banca: CRF-TO Órgão: CRF-TO Prova: CRF-TO - 2015 - CRF-TO - Serviços Gerais |
Q727156 Português
Indique a afirmativa correta:
Alternativas
Ano: 2015 Banca: CRF-TO Órgão: CRF-TO Prova: CRF-TO - 2015 - CRF-TO - Serviços Gerais |
Q727152 Português
Leia atentamente as alternativas abaixo e assinale a correta.
Alternativas
Q722995 Português
As imagens e o nosso bem-estar Por que devemos selecionar o que vemos e evitar muitos conteúdos - mesmo que sejam recordes de audiência no Youtube
FLÁVIA YURI OSHIMA
     Sabe como é embaçar a própria visão fazendo um movimento leve de estrabismo? É isso o que faço quando me aproximo dos jornais pela manhã. Meu receio é me deparar com alguma imagem forte, triste e espetacularmente desumana na primeira página. Tomo o mesmo cuidado para abrir o caderno de notícias internacionais e o de cidades, e para navegar na internet ou zapear os canais de TV. Não quero ser surpreendida com provas visuais dos crimes locais e globais ou com cenas de séries que mostram como dissecar cadáveres. Se ocorrer, será um caminho sem volta. A visão ficará gravada em minha mente por mais tempo do que sou capaz de precisar. Talvez por toda a minha sanidade.
  O cuidado para evitar conteúdos violentos não é um tipo de negação da realidade. Eventualmente, temos de nos defrontar com certas cenas para nos mobilizar. Um dos propósitos de museus como o de Hiroshima e os do Holocausto, que tentam reproduzir a atmosfera de episódios extremos, é justamente esse: nos tirar da zona de conforto. Mais do que documentar e prestar homenagem aos que sofreram, eles tentam gerar sensações que passem algum tipo de ideia do horror vivido pelas vítimas desses eventos. É uma forma de acionar nossa memória sinestésica [...].
   Uma das ideias por trás desses memoriais é não deixar que nos esqueçamos do tamanho do horror para não deixar que ele se repita. Uma diferença fundamental em relação ao que vemos numa visita a um museu desses e à avalanche de conteúdos alucinados de todos os dias é que, no primeiro caso, escolhemos estar lá – e nos preparamos para o que vamos sentir. O mesmo não ocorre com a maioria das imagens que assaltam-nos em programas sensacionalistas, filmes e internet.
     [...]
   Vários estudos analisaram o efeito das imagens em nosso bem-estar e até em nossa saúde física. Uma longa pesquisa, feita por estudiosos da Universidade da Califórnia, acompanhou 1322 pessoas por vários anos, usando imagens de alguns eventos extraordinários dos últimos 12 anos: o 11 de setembro, o tsunami da Tailândia, a guerra do Iraque, a morte de Osama Bin Laden e o tsunami do Japão. Diariamente, os voluntários acompanharam notícias com imagens, na TV ou na internet, por pelo menos uma hora, durante seis meses. Uma hora é o período de tempo regular que alguém que acompanha noticiários, pelo meio que for, fica em contato com conteúdos extremos no primeiro mês após um evento da magnitude dos analisados. Mais de 30% dos voluntários sofreram crises de dor de cabeça diárias. Do total de participantes, 13% chegaram ao nível de estresse agudo, com alterações nos batimentos cardíacos e na atividade cerebral, medidos por exames de imagem, a partir de seis semanas de exposição contínua a esses conteúdos. Os casos de estresse agudo exigiram tratamento com medicamento e terapia.
   Os pesquisadores acompanharam o grupo que desenvolveu sintomas mais acentuados ao longo de três anos. Nesse período, qualquer imagem que remetesse aos eventos voltava a causar dores de cabeça, ansiedade e irritabilidade. Mesmo entre os participantes que não tiveram problemas de saúde, as imagens produziram ansiedade e desconforto no momento e por cerca de 3 horas depois de apresentadas, também durante os três anos de acompanhamento depois do experimento principal.
     Algumas religiões e filosofias orientais pregam que devemos evitar falar, ler e olhar imagens de violência e catástrofes. Ao proteger nossos sentidos contra conteúdos como esses, protegemos nosso espírito, nossa mente e nosso bem-estar, afirmam. Para quem não é monge, não dá para seguir esses preceitos sem se tornar um desconectado com a realidade. Mas é saudável e recomendável fazer uma dieta de imagens, protegendo-se de atrocidades e aberrações desnecessárias. Fotos e vídeos agressivos têm um efeito real sobre a nossa qualidade de vida.
Adaptado de http://epoca.globo.com/colunas-e-blogs/Flavia-Yuri-Oshima/noticia/2014/11/imagens-e-o-nosso-bbem-estarb.html
Em “Meu receio é me deparar com alguma imagem forte, triste e espetacularmente desumana na primeira página.”, em relação aos termos destacados, é correto afirmar que
Alternativas
Respostas
3641: D
3642: E
3643: A
3644: B
3645: A
3646: B
3647: A
3648: B
3649: C
3650: D
3651: D
3652: D
3653: C
3654: C
3655: D
3656: C
3657: D
3658: B
3659: D
3660: D