Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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O alívio de um diagnóstico de TDAH na vida adulta
O TDAH é um transtorno crônico do
neurodesenvolvimento cujos principais sintomas incluem
hiperatividade, impulsividade e desatenção. A estimativa
é de que afete cerca de três por cento dos adultos.
Há uma série de razões pelas quais o TDAH é amplamente subdiagnosticado, especialmente em adultos. O transtorno geralmente é diagnosticado na infância e a descoberta precoce leva a melhores resultados.
É comum que adultos com TDAH não diagnosticado passem a vida inteira mascarando seus comportamentos. E a maioria das pessoas com esse sintoma também apresenta outros transtornos de neurodesenvolvimento ou mentais, o que dificulta o diagnóstico.
O subdiagnóstico é provável especialmente no caso de
meninas, mulheres e minorias raciais, por razões que
incluem rótulos inadequados que acompanham os
estereótipos.
"A maior parte das pesquisas sobre TDAH é feita em homens", diz Annette Björk, professora de ciências da saúde da Universidade de Londres, com formação em enfermagem voltada para saúde mental.
Mudanças de vida podem desencadear a consciência do TDAH em adultos. Um exemplo é a gravidez com seus desequilíbrios hormonais e estresse. Às vezes, os pais cujos filhos são diagnosticados com TDAH percebem que eles próprios apresentam sintomas do transtorno, diz Björk. No entanto, eles podem não se sentir prejudicados por isso.
Em geral, pacientes e pesquisadores enfatizam os vários
benefícios de um diagnóstico preciso de TDAH na vida
adulta.
Adultos recém-diagnosticados mencionam a retirada de um peso enorme das costas, e como o tratamento facilita as atividades cotidianas.
Björk trabalhou com pacientes que só foram
diagnosticados com TDAH após os cinquenta anos. Ela
afirma que até mesmo indivíduos em idade avançada
obtêm um autoconhecimento valioso a partir de um
diagnóstico de TDAH.
A professora observou que a compreensão e o apoio voltado a adultos com TDAH salvam vidas. Pessoas com esse transtorno têm menor expectativa de vida devido a suicídios, acidentes, uso de substâncias e outros problemas de saúde.
https://www.bbc.com/portuguese/articles/cwyl6gzrn06o.adaptado.
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Leia o texto a seguir para responder à questão.
Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos
A palavra “vermelho” vem do latim vermiculus, que significa “verme”. O motivo é que, por muito tempo, um pigmento vermelho comum na Europa vinha de um inseto minúsculo de nome científico Kermes vermilio. Esse bichinho excreta um composto químico batizado de ácido quermésico, que já dava cor a roupas, cerâmicas e quadros em Roma. Civilizações antigas das Américas, como astecas e maias, eram fãs de um ácido colorido similar – o ácido carmínico, presente no inseto Dactylopius coccus, a cochonilha.
No século 15, por exemplo, Montezuma, o imperador asteca, exigiu tributo na forma de cochonilha de onze cidades conquistadas. Até hoje, o Peru e o México estão entre os maiores produtores desse pigmento. Os insetos são criados em cactos, que eles adoram parasitar.
Para obter meio quilo de pó de carmim, é necessário pulverizar 70 mil cochonilhas secas. Até 20% do corpo do inseto de 0,5 cm consiste nesse ácido de cor vibrante, mas elas pesam frações de grama cada uma. Não rende.
O pó escarlate se tornaria um dos produtos mais importantes da balança comercial do México colonial: só não movimentava mais dinheiro que a prata. Sua importância era tamanha que essa substância era negociada em bolsas de valores na Europa – como soja e minério de ferro são hoje, por exemplo –, e foi essencial para que a Espanha se tornasse uma potência econômica.
Essa commodity fez muito sucesso nos retratos e cenas cristãs dramáticas do barroco. Caravaggio, o pintor italiano, utilizava frequentemente sua tonalidade cor de sangue. Quando os tintureiros europeus começaram a experimentar com o pigmento americano em tecidos, ficaram deslumbrados com sua vivacidade e concentração: o vermelho era muito mais bonito que o gerado pelos insetos do Velho Mundo.
A Revolução Industrial e a ascensão dos corantes sintéticos no século 19, como a alizarina, mudaram o cenário. A indústria da cochonilha entrou em crise, e muitas fábricas fecharam: criar e triturar insetos aos milhões não era uma solução tão lucrativa ou escalável quanto usar pigmentos artificiais.
O carmim de cochonilha só voltou a ser viável economicamente nas últimas décadas: embora tenha saído de cena nas artes, na construção civil e na indústria têxtil, ele ainda é uma opção biologicamente inofensiva para colorir comida e cosméticos, aprovada por agências de vigilância sanitária mundo afora. Aparece em iogurtes, balas e outras coisas sabor morango, bem como no bolo red velvet e em quase todo batom.
No futuro, é possível que o corante passe a ser secretado por microrganismos geneticamente modificados, eliminando a preocupação dos veganos com a matança de artrópodes.
MOURÃO, M. Carmim de cochonilha: a história do pigmento feito de insetos moídos. Revista Superinteressante. (Adaptado). Disponível em
<https://super.abril.com.br/historia/carmim-de- cochonilha-a-historia-do-pigmento-feito-de-insetos- moidos>.
Diego Garcia, uma ilha remota no Oceano Índico, é um paraíso de vegetação exuberante e praias de areia branca, cercadas por águas azuis cristalinas.
Mas não é um destino turístico.
A ilha abriga uma base militar altamente secreta do Reino Unido e dos EUA, envolta em rumores e mistérios por décadas — estritamente fora do alcance da maioria da população civil.
Administrada a partir de Londres, a ilha está no centro uma longa disputa territorial entre o Reino Unido e as Ilhas Maurício, e as negociações se intensificaram nas últimas semanas.
É o inimigo", brinca um agente de segurança particular quando volto para meu quarto uma noite em Diego Garcia, com meu nome destacado em amarelo em uma lista que ele está segurando. A BBC lutou durante meses para ter acesso à ilha — a maior do Arquipélago de Chagos, no Oceano Índico.
Queríamos cobrir um julgamento histórico que está sendo realizado sobre o tratamento dado aos tâmeis do Sri Lanka, as primeiras pessoas a solicitar asilo na ilha, que estão sendo mantidas lá há três anos. Foram travadas batalhas judiciais complexas sobre seu destino, e uma sentença vai determinar, em breve, se elas foram ocupadas e mantidas ilegalmente.
Até este momento, só podíamos cobrir a história remotamente.
Diego Garcia, que fica a cerca de 1.600 km da massa terrestre mais próxima, aparece nas listas das ilhas mais remotas do mundo. Não há voos c
são concedidas para as ilhas periféricas do arquipélago e para permitir a passagem segura pelo Oceano Índico.
Para entrar na ilha, é necessário obter uma autorização, concedida apenas a pessoas ligadas à instalação militar ou à autoridade britânica que administra o território. Os jornalistas têm sido historicamente barrados.
Os advogados do governo do Reino Unido entraram com uma ação judicial para tentar impedir que a BBC participasse da audiência e, mesmo quando a permissão foi concedida após uma decisão da Suprema Corte do território, os EUA se opuseram posteriormente, dizendo que não forneceriam alimentação, transporte ou acomodação àqueles que tentassem chegar à ilha para o julgamento, incluindo o juiz e os advogados
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/cje3y4gxq5xo trecho adaptado)
Em relação à acentuação gráfica, analise as afirmativas a seguir:
I. O vocábulo 'queríamos' tem a mesma regra de acentuação de 'juízes'.
II. Embora não apresentem a mesma regra de acentuação, 'tâmeis' é uma paroxítona, assim como 'baía'.
III. 'até' é oxítona acentuada, assim como 'café'.
IV. 'fácil' é acentuada , pois é uma oxítona terminada em 'l'.
V. A palavra 'audiência' pode ser considerada tanto paroxítona quanto proparoxítona.
Estão corretas:

Em relação às regras ortográficas e às de acentuação, assinale com V(verdadeiro) ou com F(falso) para as afirmativas a seguir:
I. O advérbio 'bem', ao contrário de 'mal', pode não se aglutinar com o segundo elemento quando ele começa por consoante: bem-nascido, malnascido, mas, em muitos compostos, 'bem' aglutina-se com o segundo elemento: benfeito, benquerença.
II. Emprega-se o hífen nas formações em que o prefixo ou pseudoprefixo termina na mesma vogal pela qual começa o segundo elemento como: anti-inflacionário e sobre-edificar.
III. Não se emprega o hífen nas formações com os prefixos tônicos 'pós' e 'pré', como nos exemplos: pósgraduação e próafricano.
IV. Acentuam-se todas as proparoxítonas, incluem-se neste preceito os vocábulos terminados em encontros vocálicos que costumam ser pronunciados como ditongos crescentes: área, espontâneo, ignorância, mágoa.
V. Recebem acento as palavras paroxítonas quando as vogais 'i' e 'u' ocorrem na sílaba tônica precedidas de ditongo, como: 'baiúca', 'teiú' e 'saúde'.
Estão corretas:
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
Itália Vai te Ajudar a Encontrar Suas Raízes; Saiba Como
País desenvolveu uma iniciativa de turismo baseada na ancestralidade italiana, com experiências e recursos para achar (e visitar) a sua descendência.
Os turistas vão à Itália para conhecer suas cidades artísticas e resorts deslumbrantes. Mas um número crescente de visitantes com ascendência italiana (60 a 80 milhões de pessoas ao redor do mundo podem reivindicar essa origem) está olhando além do itinerário tradicional de férias para planejar viagens que os ajudem a se reconectar com suas "raízes".
No Brasil, cerca de 30 milhões de brasileiros têm ascendência da Itália, de acordo com dados da Embaixada. Durante os anos de maior emigração, muitos italianos também se estabeleceram nos EUA, Argentina, Canadá, Austrália e em diversos países europeus.
Para ajudar aqueles com linhagem italiana a se conectarem com a história de suas famílias, o Ministério das Relações Exteriores e Cooperação Internacional da Itália desenvolveu uma iniciativa de turismo baseada em raízes chamada Italea, com uma plataforma online (disponível em quatro idiomas) lançada no início deste ano. Foram mais de 75 mil cadastros nos seis primeiros meses.
Segundo Giovanni Maria De Vita, conselheiro do Ministério e chefe do projeto Italea/Turismo de Raízes, o objetivo é apoiar "cada etapa da jornada de redescoberta — desde a pesquisa histórico-familiar até a organização de experiências de viagem personalizadas na Itália". O Italea tem ramificações nas 20 regiões da Itália (além da plataforma nacional), explica ele, com o apoio de especialistas em genealogia, designers de viagens e guias turísticos para ajudar os "turistas de raízes" (em busca de suas a se conectarem com sua herança.
Relatórios governamentais estimaram que o "turismo de raízes" representava de 10 a 15% do turismo total na Itália antes da pandemia. Embora os dados de 2023 ainda não tenham sido confirmados, De Vita afirma que as primeiras estimativas sugerem um aumento significativo, de até 11% em comparação com 2019.
A Itália designou 2024 como o "Ano Mundial do Turismo de Raízes", que, além do lançamento do site, foi marcado por uma série de eventos culturais em mais de 800 pequenas cidades em todo o país. A plataforma Italea também foi apresentada em São Paulo, bem como em várias cidades nos EUA, Toronto, Montevidéu e Melbourne.
https://forbes.com.br/forbeslife/2024/10/italia-vai-te-ajudar-a-encontrar-s uas-raizes-saiba-como/

Fonte: Armandinho. Artista: Alexandre Beck.
(https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1dp4gvx0rno)
Em relação à acentuação tônica e gráfica dos vocábulos retirados do trecho, analise a afirmativa INCORRETA: