Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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TEXTO: FURACÃO IRMA CHEGA A ILHAS DO SUL DA FLÓRIDA

Adaptado de g1.globo.com, 10/09/2017.
Outra palavra do texto acentuada em função da mesma regra é:
Iniciativa cultural múltipla e conssagrada, o Fronteiras do Pensamento há uma década realiza conferências internacionais que servem como plataforma para a criação de vários conteúdos, direcionados a diversos públicos e dezenvolvidos em diferentes formatos.
O Fronteiras Educação é o módulo educacional do projeto, e consiste num espaço para dialogar com a Geração Z e os seus professores. Por meio de facículos e de aulas especiais, promove bate-pa-pos sobre alguns temas-chave essenssiais para compreender o mundo atual e os seus desafios. O objetivo é debater os paradiguimas, os problemas e as possibilidades da sociedade, apontando para avanços no futuro e construindo uma realidade onde todos tenham sua diguinidade reconhecida, com mais solidariedade, tolerância e sustentabilidade. Os encontros, que ocorrem no Salão de Atos da UFRGS, destinam-se aos alunos da rede municipal de ensino de Porto Alegre, a partir da sexta série do ensino fundamental. Com linguagem e recursos apropiados à idade e à visão de mundo do público em questão, as aulas têm duração de duas horas e contam com a participação de professores e convidados expecialistas. Os alunos e professores presentes a cada encontro também recebem fascículos didáticos, que trabalham cada uma das temáticas propóstas, revisados por consultores acadêmicos de renome e com moderna editoração gráfica. O Fronteiras Educação – Diálogos com a geração Z é realizado há oito anos e, na edição 2017, tem o patrossínio da Braskem e a parceria institucional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS e da Secretaria Municipal de Educação de Porto Alegre.
(http://www.fronteiras.com/educacional - Acesso em 04/11/17. Adaptado.)
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados nas questões.

Analise as assertivas abaixo a respeito da acentuação de palavras do texto:
I. As palavras ‘já’ e ‘até’ classificam-se como monossílabos tônicos.
II. As palavras ‘público’ e ‘dá’, se retirados os acentos, assumem outra classe gramatical.
III. As palavras ‘fósseis’ e ‘edifícios’ são acentuadas por serem paroxítonas terminadas em ditongo.
Quais estão INCORRETAS?
Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao
longo do texto estão citados nas questões.

Em relação à acentuação de palavras do texto, analise as assertivas a seguir:
I. A palavra ‘angústia’ é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo.
II. A palavra ‘fácil’ é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ‘l’.
III. Os vocábulos ‘está’ e ‘nós’ são classificados da mesma forma, e, se retirássemos os acentos gráficos, assumiriam outra classe gramatical.
Quais estão corretas?

( ) Ambos os ‘que’ das linhas 09 e 52 introduzem uma oração subordinada substantiva objetiva direta. ( ) O ‘que’ da linha 31 introduz uma oração subordinada substantiva completiva nominal. ( ) Os ‘que’ das linhas 40 e 41 são classificados como pronomes relativos.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

I. De acordo com o novo acordo ortográfico, a palavra ‘constrói’ (l.25) deveria ser escrita sem acento gráfico, visto a mudança da regra de acentuação que a rege. II. A palavra ‘socioeconômica’ (l.36) foi uma das que sofreram alteração com o novo acordo ortográfico. III. A expressão ‘mão única’ (l.37), por ser composta, deveria ser escrita com hífen.
Quais estão INCORRETAS?
Assinale a alternativa que contém erro na acentuação:
Leia o texto.
De que é feito um texto? Fragmentos originais, montagens singulares, referências, acidentes, reminiscências, empréstimos voluntários. De que é feita uma pessoa? Migalhas de identificação, imagens incorporadas, traços de caráter assimilados, tudo (se é que se pode dizer assim) que se chama o eu.
Michel Schneider. Ladrões de palavras. Campinas. Editora da Unicamp. 1990.
Sobre o texto é correto afirmar.
1. É feita uma analogia entre a construção de um texto e a “construção” de uma pessoa.
2. Há, no texto, dois questionamentos. Ambos são respondidos pelo próprio texto.
3. As expressões sublinhadas no texto exercem a mesma função sintática, a saber: objeto indireto.
4. A frase colocada entre parênteses apresenta um pronome oblíquo em próclise.
5. As palavras “empréstimos e escrevêsseis” são acentuadas graficamente pela mesma razão: ambas são proparoxítonas.
Assinale a alternativa que indica todas as afirmativas corretas.
Um drible na zika
Em pouco mais de um ano – o primeiro caso foi anunciado em maio de 2015 –, a zika atingiu em torno de 200 mil pessoas no país. O vírus foi responsável pelo desenvolvimento anormal do cérebro (microcefalia) em mais de 2 mil bebês. Desde que a infecção foi associada à má-formação de fetos, pesquisadores de diferentes áreas se lançaram em uma corrida feroz para tentar frear o avanço dessa terrível epidemia. O próprio Ministério da Saúde criou, em maio deste ano, a Rede Nacional de Especialistas em Zika e Doenças Correlatas (Renezika), que fez sua primeira reunião em 25 de outubro último. Vários trabalhos – para diagnóstico, prevenção e tratamento da doença – já têm apresentado resultados promissores.
CIÊNCIA HOJE. Ed. 342, dez 2016.
Dadas as afirmativas quanto ao texto,
I. A expressão em maio deste ano, refere-se ao ano de 2016.
II. O acento agudo na palavra Saúde foi empregado corretamente.
III. As palavras vírus, infecção, epidemia e doença foram empregadas como sinônimos do termo zika, apresentado no início do texto.
verifica-se que está(ão) correta(s)

Disponível em:<https://www.google.com.br/search?q=cartuns+folha&biw>. Acesso em: 11 fev. 2017.
Qual das palavras do cartaz deveria ter sido acentuada?
A violência contra a mulher
A violência contra a mulher no Brasil tem apresentado aumentos significativos nas últimas décadas. De acordo com o Mapa da Violência de 2012, o número de mortes por essa causa aumentou em 230% no período de 1980 a 2010. Além da física, o balanço de 2014 relatou cerca de 48% de outros tipos de violência contra a mulher, dentre esses a psicológica. Nesse âmbito, pode-se analisar que essa problemática persiste por ter raízes históricas e ideológicas.
O Brasil ainda não conseguiu se desprender das amarras da sociedade patriarcal. Isso se dá porque, ainda no século XXI, existe uma espécie de determinismo biológico em relação às mulheres. Contrariando a célebre frase de Simone de Beavouir “Não se nasce mulher, torna-se mulher”, a cultura brasileira, em grande parte, prega que o sexo feminino tem a função social de se submeter ao masculino, independentemente de seu convívio social, capaz de construir um ser como mulher livre. Dessa forma, os comportamentos violentos contra as mulheres são naturalizados, pois estavam dentro da construção social advinda da ditadura do patriarcado. Consequentemente, a punição para este tipo de agressão é dificultada pelos traços culturais existentes, e, assim, a liberdade para o ato é aumentada.
Além disso, há o estigma do machismo na sociedade brasileira. Isso ocorre porque a ideologia da superioridade do gênero masculino em detrimento do feminino reflete no cotidiano dos brasileiros. Nesse viés, as mulheres são objetificadas e vistas apenas como fonte de prazer para o homem, e são ensinadas desde cedo a se submeterem aos mesmos e a serem recatadas. Dessa maneira, constrói-se uma cultura do medo, na qual o sexo feminino tem medo de se expressar por estar sob a constante ameaça de sofrer violência física ou psicológica de seu progenitor ou companheiro. Por conseguinte, o número de casos de violência contra a mulher reportados às autoridades é baixíssimo, inclusive, os de reincidência.
Pode-se perceber, portanto, que as raízes históricas e ideológicas brasileiras dificultam a erradicação da violência contra a mulher no país. Para que essa erradicação seja possível, é necessário que as mídias deixem de utilizar sua capacidade de propagação de informação para promover a objetificação da mulher e passe a usá-la para difundir campanhas governamentais para a denúncia de agressão contra o sexo feminino. Ademais, é preciso que o Poder Legislativo crie um projeto de lei para aumentar a punição de agressores, para que seja possível diminuir a reincidência. Quem sabe, assim, o fim da violência contra a mulher deixe de ser uma utopia para o Brasil.
(Anna Beatriz Alvares Simões Wreden. Adaptado).

Leia o texto a seguir e responda
Finalmente, meu caminho dependeria do meu esforço e dedicação, de decisões minhas e não de terceiros, e eu me sentia suficientemente capaz de solucionar todos os problemas que surgissem, de encontrar saídas para os apuros em que porventura me metesse.
Se estava com medo? Mais que a espuma das ondas, estava branco, completamente branco de medo. Mas, ao me encontrar afinal só, só e independente, senti uma súbita calma. Era preciso começar a trabalhar rápido, deixar a África para trás, e era exatamente o que eu estava fazendo. Era preciso vencer o medo; e o grande medo, meu maior medo na viagem, eu venci ali, naquele mesmo instante, em meio à desordem dos elementos e à bagunça daquela situação. Era o medo de nunca partir. Sem dúvida, este foi o maior risco que corri: não partir.
(KLINK, Amyr. Cem dias entre céu e mar. São Paulo:
Companhia de Bolso, 2014.)
