Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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Para responder à questão, considere o fragmento de texto abaixo.

Bechara diz que: “Acentuação é o modo de proferir um som ou grupo de sons com mais relevo do que outros. Este relevo se denomina acento”. Considerando o uso de acento gráfico em determinadas palavras do fragmento e o que nos diz Bechara, avalie as assertivas que seguem:
I. Caso de fizessem alterações no contexto de ocorrência e fosse necessário flexionar a forma verbal ‘propõem’ (linha 04) na terceira pessoa do singular do mesmo tempo e modo verbais, deveríamos suprimir o -m e trocar o til pelo acento agudo, visando atender às regras de acentuação gráfica.
II. Os vocábulos trará e dá (linhas 05 e 06) são acentuadas por serem, respectivamente, oxítono terminado em -a, e monossílabo terminado na vogal tônica aberta -a.
III. Os vocábulos porém (linha 07) e contrário (linha 09) são acentuados por distintas regras. Ambos, em outro contexto, poderiam ser grafados sem o acentuado gráfico, alterando-se, pois, a classe gramatical a que pertencem.
Quais estão corretas?



Em relação à tipologia do texto, às ideias nele expressas e a seus aspectos linguísticos, julgue o item.
A acentuação gráfica dos vocábulos “têm”, “já” e “pé”
justifica-se por serem monossílabos tônicos terminados,
respectivamente, em –em, –a e –e.
FUGA
De repente você resolve: fugir.
Não sabe para onde nem como
nem por quê (no fundo você sabe
a razão de fugir; nasce com a gente).
É preciso FUGIR.
Sem dinheiro sem roupa sem destino.
Esta noite mesmo. Quando os outros
estiverem dormindo.
Ir a pé, de pés nus.
Calçar botina era acordar os gritos
que dormem na textura do soalho.
Levar pão e rosca; para o dia.
Comida sobra em árvores
infinitas, do outro lado do projeto:
um verdor eterno,
frutescente (deve ser).
Tem à beira da estrada, numa venda.
O dono viu passar muitos meninos
que tinham necessidade de fugir
e compreende.
Toda estrada, uma venda
para a fuga.
Fugir rumo da fuga
que não se sabe onde acaba
mas começa em você, ponta dos dedos.
Cabe pouco em duas algibeiras
e você não tem mais do que duas.
Canivete, lenço, figurinhas
de que não vai se separar
(custou tanto a juntar).
As mãos devem ser livres
para pessoas, trabalhos, onças
que virão.
Fugir agora ou nunca. Vão chorar,
vão esquecer você? ou vão lembrar-se?
(lembrar é que é preciso,
compensa toda fuga.)
Ou vão amaldiçoá-lo, pais da Bíblia?
Você não vai saber. Você não volta nunca.
(Essa palavra nunca, deliciosa.)
Se irão sofrer, tanto melhor.
Você não volta nunca nunca nunca.
E será esta noite, meia-noite
Em ponto.
Você dormindo à meia-noite.
Fonte: ANDRADE, Carlos Drummond de. Fuga. In: Menino antigo.
Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. p. 155-156.
TEXTO 7
FRAGMENTO DE GEOGRAFIA DA FOME
JOSUÉ DE CASTRO | Josué Apolônio de Castro nasceu em Recife, Pernambuco, em 05 de setembro de 1908. Foi influente médico, nutrólogo, professor, geógrafo, cientista social, político, escritor e ativista brasileiro do combate à fome. Fundou e dirigiu o Instituto de Nutrição da UFRJ. Com o Golpe de Estado de 1964, foi destituído do cargo de embaixador-chefe em Genebra e teve seus direitos politicos cassados pelo Ato Institucional nº 1. Viveu exilado na França até sua morte em Paris, em 24 de setembro de 1973.
“Desobedecendo às ordens do senhor e plantando às escondidas seu roçadinho de mandioca, de batata doce, de feijão e de milho. Sujando aqui, acolá, o verde monótono dos canaviais com manchas diferentes de outras culturas. Benditas manchas salvadoras da monotonia alimentar da região” (Geografia da Fome, p. 133).
Quanto ao trecho dado é correto afirmar que:
Em sua obra essencial – Geografia da Fome –
o autor revela a fome como fruto do subdesenvolvimento econômico, da ação predatória dos
colonizadores, do capital internacional, da monocultura, do latifúndio, da ingerência política,
ou seja, de uma estrutura civilizatória fundada
na exploração do homem e da natureza.
Instrução: A questão a abaixo refere-se ao texto.

I. A palavra foi formada pelo processo de derivação parassintética.
II. Trata-se de palavra polissílaba e oxítona.
III. Um sinônimo possível seria “desmoronamento”.
Quais estão corretas?
Leia a tirinha apresentada a seguir:

Leia o texto abaixo e responda ao que se pede.
Quarentena de afeto
O Brasil tem passado por uma recessão, reflexo do quadro social e sanitário. Ainda assim, segundo Nelo Marraccini, do IPB, mesmo com as dificuldades impostas pela crise que veio junto da pandemia, muitas famílias não deixam de cuidar de seu pet.
O abandono aumentou, mas as buscas por adoção subiram 400% de acordo com a União Internacional Protetora dos Animais (Uipa).
Entre os que assumiram as “alegrias e agruras” de um animalzinho no período da pandemia, está o casal Marina e Renan Malta do Rio de Janeiro. “Em março do ano passado, quatro meses depois de casados, nós nos vimos trabalhando em home office, sem poder sair de casa. Então resolvemos realizar um sonho e adotar a Lily, um filhote vira-lata de 32 dias. Todo mundo nos dizia que cuidar de um animal dá muito trabalho, mas que compensa, o que é verdade. A gente só não contava que ela apresentasse problemas comportamentais”, conta Marina.
“Além de roer quase todos os móveis com seus dentinhos afiados, Lily passou a se sentir a dona da casa entre três e quatro meses, mostrando-se reativa e agressiva. Nesse momento, eu precisei pesquisar tudo sobre o mercado pet e descobri vários serviços e produtos. Contratamos, então, o primeiro adestrador e a colocamos na creche para ajustar a rotina e a socialização. Também conheci os mordedores naturais, que estimulam o instinto do cão e são importantes na preservação do meio ambiente. Assim, ela extravasa toda energia e não rói mais os móveis.”
(Revista Proteste)


