Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Ano: 2022 Banca: IBADE Órgão: CRC-RO Prova: IBADE - 2022 - CRC-RO - Contador |
Q1944475 Português

Leia o texto a seguir:


[...] Negro, nascido em um bairro pobre da periferia de Salvador, acredita que a cor da pele não pode continuar a ser parâmetro de pobreza e riqueza no Brasil. Baseado em dados do IBGE, Rodrigues diz que a população negra brasileira, de 70 milhões de pessoas, é a segunda maior do planeta, inferior apenas à da Nigéria. [...]

(Ernesto Bernardes. Veja, ed. 1291)


Considerando a indicação da crase no trecho “é a segunda maior do planeta, inferior apenas à da Nigéria.”, marque a alternativa que avalia o uso desse procedimento sintático de maneira pertinente.

Alternativas
Q1943189 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. Os destaques ao longo do texto está citado na questão.



Assinale a alternativa que indica palavra que, caso fosse suprimido o acento gráfico, formaria palavra existente em Língua Portuguesa.
Alternativas
Ano: 2022 Banca: Ibest Órgão: CORE-MA Prova: Ibest - 2022 - CORE-MA - Fiscal |
Q1942989 Português

Texto para a questão.


O politicamente correto como ferramenta de controle


Internet: <https://www.mises.org.br> (com adaptações).

São acentuados graficamente, de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica, os vocábulos 
Alternativas
Q1942750 Português
Assinale a alternativa em que a palavra deve receber o acento circunflexo, de forma correta:
Alternativas
Q1942225 Português
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.

Cientistas descobrem espécie de tartaruga-gigante que acreditavam estar extinta há mais de 100 anos

Cientistas confirmaram a existência de uma tartaruga-gigante, espécie que acreditavam estar em extinção há 116 anos. Na ilha Fernandina, em Galápagos, foi descoberta uma fêmea, que recebeu o nome de Fernanda, em homenagem à ilha em que um exemplar da espécie foi encontrado pela última vez.

Avistaram Fernanda pela primeira vez em 2019, mas somente agora os especialistas confirmaram que se tratava de uma tartaruga-gigante ou tartaruga-gigante-fantástica (Chelonoidis phantasticus). Os cientistas sequenciaram o DNA de Fernanda e o de uma tartaruga que estava em um museu, sendo possível fazer uma comparação com outras 13 tartarugas-gigantes.

Os especialistas descobriram que as duas tartarugas são da mesma espécie e diferentes geneticamente de todas as outras. "Por muitos anos, pensou-se que o espécime original coletado em 1906 havia sido transplantado para a ilha, pois era o único de seu tipo. Agora, parece ser um dos poucos que estava vivo há um século", diz Peter Grant, o professor da Universidade de Princeton, ao jornal britânico The Mirror. Ele estuda a evolução das espécies nas Ilhas Galápagos há mais de 40 anos.

Quando Fernanda foi descoberta, muitos ecologistas duvidaram que ela fosse mesmo da espécie de tartaruga nativa da ilha, já que não possui um casco em um formato que lembra uma sela. Os cientistas estimam que a tartaruga tenha muito mais do que 50 anos e explicam que o fato de ser miúda pode ser devido à escassez de vegetação durante seu crescimento.

As tartarugas não podem nadar de uma ilha para outra, mas podem ser transportadas de uma ilha de Galápagos para outra durante furacões ou outras grandes tempestades. Registros históricos também mostram que marinheiros levavam tartarugas de uma ilha para outra. "A descoberta de um espécime vivo dá esperança e também abre novas questões, pois muitos mistérios ainda permanecem", diz a professora Adalgisa Caccone, da Universidade de Yale, nos EUA, autora sênior do estudo.

(Disponível em: Cientistas descobrem espécie de tartaruga-gigante que acreditavam estar extinta há mais de 100 anos; animal foi nomeada "Fernanda" (msn.com).Adaptado.)
Cientistas confirmaram a existência de uma espécie em extinção há 116 anos. Em Galápagos, foi descoberta uma fêmea, que recebeu o nome em homenagem à ilha em que um exemplar da espécie foi encontrado pela última vez.
Assinale a opção CORRETA. 
Alternativas
Q1941900 Português

Texto I


Texto para a questão.



Assinale a alternativa em que a palavra indicada tenha recebido acento gráfico seguindo regra DISTINTA da de álcool (linha 12).
Alternativas
Q1941786 Português

Texto para o item.



Julgue o item, referente a aspectos linguísticos do texto. 


Os vocábulos “Constituía” (linha 10), “ruínas” (linha 11) e “construídos” (linha 15) são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 

Alternativas
Q1941743 Português
Texto I

NFTs em luxo e arte digital: até onde podem ir?

O mercado de arte vive um dos seus momentos mais atípicos, mas também um dos mais esperados e evidentes, onde todo o seu potencial especulativo atendeu plenamente às possibilidades do ecossistema digital. Estamos diante de um ponto de virada ou é apenas mais um grito desesperado do capitalismo?

         Um dos principais pilares sobre os quais uma obra de arte ainda repousa e é cobiçada é, além de seu valor e importância dentro de seu contexto e discurso, o significado único que ela possui, ou seja, tudo o que pode fazer uma peça diferente das demais. No entanto, ao longo dos anos, esse elemento foi sendo ampliado, reconfigurado e também desfigurado para especular nos mercados sobre o possível valor, ou ausência de, em uma peça, instalação, arte-objeto e, recentemente, arte digital.

          No ritmo voraz do mercado e das últimas tendências digitais, e mesmo que boa parte da população não conheça bem termos como tokens não fungíveis ou cadeias de blockchain, a tendência NFT se acelerou de forma impensável durante os últimos dois anos, atingindo a arte e os seus mercados.

       Entre os problemas e especulações cada vez mais frequentes sobre pagamentos justos, royalties e detalhes contratuais, o blockchain é projetado como uma ferramenta poderosa e potencial para desenvolver e eliminar intermediários complicados em diferentes indústrias, incluindo luxo, começando pela resolução de conflitos associados a pagamentos e até mesmo para alcançar um maior envolvimento por parte de criadores, produtores e artistas com seus públicos ou consumidores finais. E, embora nem todas as vozes envolvidas sejam a favor dos NFTs, esse instrumento digital demonstrou um poder além de mais uma moda caprichosa dos grandes empórios do mercado.

        Os chamados non-fungible-tokens ou NFTs nada mais são do que tokens criados em um Blockchain específico que possuem conteúdo único e irrepetível (vamos imaginar uma fotografia digital que não pode ser compartilhada, replicada, capturada em tela ou algo do tipo). Essa possibilidade pode ser uma obra de arte, um item ou peça colecionável, poderes em um jogo, a escritura de uma casa real ou praticamente qualquer outra coisa que possamos imaginar.

           Estando hospedados em Blockchains, como as criptomoedas Binance Smart Chain, Bitcoin ou Ethereum, esses tokens não podem ser duplicados ou falsificados, portanto, nossa compra pode ser garantida no que diz respeito ao original.
           E enquanto o experimento era promissor, curioso e fascinante há dois anos, em julho de 2021 alarmou os analistas financeiros, quando durante um leilão na famosa casa de leilões Christie's, remotamente, sem a já icônica cena de uma sala lotada e o golpe final do martelo, um lote de colagens de imagens digitais intitulado Every Day: The First 5,000 Days, arrecadou US$ 69 milhões, pago em equivalente Etherum.

         Foi o mesmo autor da peça, Beeple, que descreveu os NFTs como uma potencial bolha especulativa, pois, assim que trocou seus Ethers por dólares, se surpreendeu com a volatilidade: “Não sou nem remotamente um purista de criptomoedas”, assegurou o artista digital. (...)

      Recentemente, a casa de moda italiana Dolce & Gabbana lançou uma venda NFT muito lucrativa, Collezione Genesi, que arrecadou mais de seis milhões de dólares em um modelo híbrido físico/NFT, composto por nove peças, unindo o aspecto físico da moda e os aspectos metafísicos da NFTs. O que as partes interessadas “realmente” compram? O item físico e o NFT juntos. (...)

         Uma das vozes críticas no âmbito e possíveis cenários em torno da arte e dos NFTs tem sido o músico, produtor e criador de música ambiente britânico, Brian Eno , que vislumbra “um mundo inundado de especuladores e dinheiro fácil, porque os governos mundiais, relutantes em fazer verdadeiras mudanças estruturais que colocam em risco o status quo, decidiram que a solução para qualquer problema é imprimir mais dinheiro. Essa é provavelmente a razão pela qual o mercado de ações dispara quando ocorre uma emergência como a covid, porque os especuladores sabem que uma nova emergência significa mais dinheiro e que muito disso acabará em suas mãos.

        Do primeiro tweet da história, ao meme do gato voador, passando pelas capas icônicas da Time, ou o primeiro álbum do NFT, alguns analistas veem a chegada desse instrumento intangível como o prelúdio da reimaginação do dinheiro, onde os campos semânticos ainda incipientes ao redor o metaverso e as criptomoedas definirão o curso das coisas. (...)

Ricardo Pineda
Disponível em https://elpais.com/america/sociedad/reinterpretar-el-lujo/2022-03-18/nfts-en-el-lujo-y-el-arte-digital-hasta-donde-puedenllegar.html

“Um dos principais pilares sobre os quais uma obra de arte ainda repousa e é cobiçada é, além de seu valor e importância dentro de seu contexto e discurso, o significado único que ela possui...”. Sobre a acentuação das palavras em negrito, é correto afirmar que 


I. “Importância” recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo crescente.


II. “Além” recebe acento por se tratar de uma paroxítona terminada em “em”.


III. “Único” recebe acento pelo mesmo motivo que “inóspito”.


IV. “Único” recebe acento pelo mesmo motivo que “álbum”.

Alternativas
Ano: 2022 Banca: Quadrix Órgão: CREMERO Prova: Quadrix - 2022 - CREMERO - Controle Interno |
Q1941501 Português

Texto para o item.


A respeito de aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


As formas verbais “pôs” (linha 1) e “vêm” (linha 28) são acentuadas graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 

Alternativas
Q1940629 Português

Instrução: A questão refere-se ao texto abaixo. 


Analise as proposições a seguir, a respeito da palavra “envelhecem”, e assinale V, se verdadeiras , ou F, se falsas.


( ) Trata-se de verbo conjugado na terceira pessoa do plural no presente do indicativo.

( ) A palavra apresenta 4 sílabas e pode ser considerada oxítona por sua acentuação tônica.

( ) Há a presença de 3 dígrafos na palavra.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

Alternativas
Ano: 2022 Banca: FAU Órgão: CISOP Prova: FAU - 2022 - CISOP - Agente Administrativo |
Q1939564 Português

Aumento da exposição às telas, ampliado pela pandemia, pode prejudicar a visão.


  A pandemia de Covid-19 provocou um aumento da utilização de dispositivos como celulares, tablets e computadores. Com o distanciamento social, os recursos passaram a integrar de forma mais frequente a rotina de trabalho e o contexto escolar, além de já fazer parte das atividades de lazer, segundo especialistas consultados pela CNN.

  No Dia Mundial da Saúde Ocular, 10 de julho, especialistas reforçam que a exposição constante à iluminação artificial dos eletrônicos pode ser nociva e causar danos irreversíveis para a visão. O uso em excesso de equipamentos como celular, tablets e computadores pode provocar danos que vão da saúde ocular ao desenvolvimento cognitivo das crianças. De acordo com a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), o tempo de uso diário recomendado varia de acordo com a idade, sendo restrita a utilização por crianças menores de dois anos.

  Segundo o médico Sérgio Fernandes, membro da Sociedade Brasileira de Oftalmologia, a exposição intensa aos eletrônicos pode levar ao desenvolvimento e agravamento de casos de miopia nas crianças, que podem ser irreversíveis. A miopia é um distúrbio da visão definido principalmente pela dificuldade de enxergar a distância devido a alterações provocadas no globo ocular. “A visão aproximada de telas, como computadores e celulares, a uma distância de cerca de 40 centímetros e por tempo prolongado tem levado a um aumento da miopia. Isso é preocupante, é um fenômeno mundial”, afirma.

   Segundo o especialista, o uso deve ser reduzido e intercalado com outras atividades. “Elas devem ter atividades ao ar livre diante da luz do sol, uma das coisas que inibem o aumento da miopia”, explicou. Um estudo publicado na revista Nature revelou que o ensino em casa durante a pandemia aumentou a taxa de progressão da miopia em crianças, em comparação com os anos anteriores. A pesquisa avaliou 115 crianças e adolescentes de 8 a 17 anos. O aumento está relacionado principalmente à redução do tempo dedicado às atividades ao ar livre. Segundo o artigo, passar 2 horas por dia em uma atividade ao ar livre diminui a progressão da miopia. 

   Já uma pesquisa publicada no periódico científico Lancet mostrou que, entre 2019 e 2020, a progressão da miopia cresceu 40% entre os jovens de 5 a 18 anos, principalmente devido às restrições de circulação impostas pela pandemia. A pesquisa contou com a colaboração de oftalmologistas de países de todas as regiões da América do Sul. A professora da Escola de Enfermagem da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Delma Simão, alerta que o maior tempo de exposição a telas também pode ocasionar prejuízos ao desenvolvimento cognitivo das crianças. “Uma criança que tem exposição precoce e exagerada às telas, em geral, pode ter atrasos no desenvolvimento de fala, de interação social e coordenação motora”, explica.

   Segundo a especialista, a substituição de atividades de interação familiar e social pelo recurso tecnológico pode comprometer o aprendizado. “Esse tempo de tela exagerado acaba por limitar o desenvolvimento neuropsicomotor como um todo”, acrescentou. A exposição precoce às telas também traz impactos negativos para o desenvolvimento visual e das primeiras estratégias de comunicação das crianças. De acordo com a professora da UFMG, as crianças aprendem a imitar os movimentos faciais dos adultos, incluindo as mais diferentes expressões, como medo, alegria e raiva. O contato com as imagens reproduzidas nas telas, no entanto, pode levar à uma espécie de desorganização do aprendizado dessas expressões. “Brincar de careta, por exemplo, é algo que pedimos para que os pais façam com as crianças exatamente pelo aprendizado. É uma forma de desenvolvimento da comunicação não verbal, que faz com que elas aprendam a emitir melhor as suas emoções”, explica Delma. “A exposição prolongada à tela acaba por desorganizar o processo de comunicação e pode gerar um comportamento inapropriado socialmente, como as birras”, complementa. 

  Os especialistas ressaltam que a exposição das crianças às telas é um problema anterior à pandemia e que a mobilização voltada para a realização de atividades alternativas deve ser constante. Segundo o professor da Faculdade de Educação da UFMG, Rogério Correia, um dos passos para reduzir o uso de computadores e celulares pelas crianças é a criação de rotinas funcionais, como horários regulares para dormir e realizar as atividades ao longo do dia. O especialista recomenda que os pais estimulem o envolvimento dos filhos com as atividades da casa. “É importante para a criança participar das atividades diárias, como cuidar do quarto, organizar os brinquedos, ajudar a arrumar a casa ou a preparar os alimentos, fazer as refeições juntos. Além do tempo para as brincadeiras e para realizar as atividades da escola”, diz. Segundo Correia, até mesmo o tempo diante das telas pode ser utilizado de maneira mais produtiva. “Não dá para afirmar que o tempo de assistir a um desenho animado ou programa televisivo tenha o mesmo valor de uma chamada com parentes que estão confinados em outros espaços, por exemplo. Vale a pena saber escolher aquilo que seja mais interessante”, afirma.


Fonte:https://www.cnnbrasil.com.br/saude/aumento-da-exposicao-as-telasdurante-a-pandemia-pode-prejudicar-a-visao/

Assinale a alternativa na qual as duas palavras sejam proparoxítonas: 
Alternativas
Q1938688 Português
O que é a Aprendizagem Baseada em Projetos e como ela pode ser usada na recomposição de aprendizagens

Por Nairim Bernardo



Considerando a palavra “expectativa”, analise as assertivas a seguir:
I. A palavra apresenta um número de fonemas igual ao de letras.
II. A palavra pode ser classificada como proparoxítona em relação à acentuação tônica.
III. Não há ocorrência de semivogais na palavra.

Quais estão corretas?
Alternativas
Q1936639 Português

A arte silenciosa e o café


Ia escrever sobre café. Já escrevi algumas vezes sobre esse prazer que hoje me é proibido, por conta de uma esofagite. Queria refletir sobre o motivo de o nome das casas de café, muitas vezes, associarse à arte: Café Sabor & Arte, Café e Arte, Arte do Café, Café, Letras & Arte, etc. Uma amiga me disse que é porque a cafeína conduz a um estado sublime, tal qual a arte. Às vezes, o café pode estar amargo; e a arte também, muitas vezes, tem de ser amarga. Frequentar cafés, os estabelecimentos, não é um hábito tão comum no Brasil quanto na Europa ou nos EUA, onde tem dois cafés a cada quadra. Justo nós que somos seu maior e talvez melhor produtor.


Nos últimos anos, essa moda parece ter crescido. Nas grandes cidades, como aqui em Natal, já há lugares onde se pode sentar sem pressa, pedir um expresso, ler um livro. E há uma profusão de tipos para escolher: tem café orgânico, descafeinado, macchiato … tem até café para quem não quer sentir o gosto do café. Talvez, o café seja artístico porque saber tirar o café seja uma arte; que aliás dá nome a uma profissão que tem curso e sindicato na Itália, é a do barista (o operador de máquinas de café). A gente só descobre a diferença quando toma café tirado por barista, com pó de qualidade, máquina limpa e, sim, arte no tirar.


Sobre tudo isso eu queria escrever e reabilitar a minha paixão pelo café. Mas ontem à noite revi o filme O Rosto, de Bergman, e fui dormir (ou não domir) pensando na condição do artista enquanto escravo da tentativa de agradar. E nessa fase de pandemia em que proliferam lives e mais lives, às vezes, surdas plataformas de exibicionismo, o quanto talvez não caiamos na ilusão de que “somos atraentes quando somos mascarados”, nas palavras do cineasta sueco. O filme também discute fé e ceticismo, misticismo versus ciência, só para agregar mais atualidade a outro tema da película.


A morte, um de seus temas, também está lá, além da procura de Deus, um Deus silencioso que deixou os homens à própria sorte – lembremos que o cineasta era filho de um pastor austero. A solidão da certeza da morte, em muitos de seus filmes, é aliviada apenas pelo amor. Além de O Rosto, vemos isso em Ana e os lobos, Persona, O silêncio, Gritos e Sussurros, Cenas de um casamento e na mais psicanalítica de suas películas, plena de imagens surreais, Morangos Silvestres.


Tinha terminado esta coluna quando soube de uma homenagem ao cineasta italiano Michelangelo Antonioni na Itália. Reabro esse texto, apanho uma xícara de café (não posso, mas para isso existe omeprazol). Me lembro de que os dois morreram no mesmo dia, 30 de julho de 2007. Como esquecer a força que me causou Blow up, fita que vi sozinho, num quarto escuro, e que até hoje tento entender? Nela, com sutileza, sempre sutileza, e objetividade, esgarça o mais tênue limite entre aparência e realidade. Antonioni das mulheres sábias, do diálogo surdo entre Mastroianni e Monica Vitti em A Noite, dos espaços entre as falas para se adivinhar o que pensam as personagens. Antonioni da noite vazia, escura como café.


O que mais assemelha os dois cineastas talvez seja o silêncio, hoje tão raro nesse nosso descartável cinema barulhento. A força do silêncio, na amarga arte dos dois. Se Antonioni foi uma xícara vazia, Bergman foi o café do cinema ocidental.


André Carrico. Disponível em: https://apartamento702.com.br/cronica-arte-silenciosae-o-cafe/

 

Assinale a alternativa que apresenta correta justificativa para o acento gráfico presente no vocábulo “cafeína”, retirado do 1º parágrafo do texto lido:
Alternativas
Ano: 2022 Banca: IBFC Órgão: EBSERH Prova: IBFC - 2022 - EBSERH - Técnico em Contabilidade |
Q1936537 Português

Texto I

O conto do vigário (Joseli Dias) 

  Um conto de réis. Foi esta quantia, enorme para a época, que o velho pároco de Cantanzal perdeu para Pedro Lulu, boa vida cuja única ocupação, além de levar à perdição as mocinhas do lugar, era tocar viola para garantir, de uma casa em outra, o almoço de todos os dias. Nenhum vendeiro, por maior esforço de memória que fizesse, lembraria o dia em que Pedro Lulu tirou do bolso uma nota qualquer para comprar alguma coisa. Sempre vinha com uma conversa maneira, uma lábia enroladora e no final terminava por comprar o que queria, deixando fiado e desaparecendo por vários meses, até achar que o dono do boteco tinha esquecido a dívida, para fazer uma nova por cima. 

  A vida de Pedro Lulu era relativamente boa. Tocava nas festas, ganhava roupas usadas dos amigos e juras de amor de moças solteironas de Cantanzal. A vida mansa, no entanto, terminou quando o Padre Bastião chegou por ali. Homem sisudo, pregava o trabalho como meio único para progredir na vida. Ele mesmo dava exemplo, pegando no batente de manhã cedo, preparando massa de cimento e assentando tijolos da igreja em construção. Quando deu com Pedro Lulu, que só queria sombra e água fresca, iniciou uma verdadeira campanha contra ele. Nos sermões, pregava o trabalho árduo. Pedro Lulu era o exemplo mais formidável que dava aos fiéis. “Não tem família, não tem dinheiro, veste o que lhe dão, vive a cantar e a mendigar comida na mesa alheia”, pregava o padre, diante do rebanho.

  Aos poucos Pedro Lulu foi perdendo amizades valiosas, os almoços oferecidos foram escasseando e até mesmo nas rodas de cantoria era olhado de lado por alguns.

  “Isso tem que acabar”, disse consigo.

  Naquele dia foi até a igreja e prostou-se diante do confessionário. Fingindo ser outra pessoa, pediu ao padre o mais absoluto segredo do que iria contar, porque havia prometido a um amigo que não faria o mesmo diante das maiores dificuldades, mas que vê-lo em tamanha necessidade, tinha resolvido confessar-se passando o segredo adiante.

  O Padre, cujo único defeito era interessar-se pela vida alheia, ficou todo ouvidos. E foi assim que a misteriosa figura contou que Pedro Lulu era, na verdade, riquíssimo, mas que por uma aposta que fez, não podia usufruir de seus bens na capital, que somavam milhares de contos de réis. [...]

O Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa alterou a acentuação de algumas palavras. No entanto, “réis” (1º§) conserva o acento que recebia em função de seu ditongo aberto. Dentre as palavras abaixo, assinale a que apresenta, INDEVIDAMENTE, o acento gráfico. 
Alternativas
Q1936222 Português

A FÁBULA DOS PORCOS-ESPINHOS

(Fábula do Esopo)



Quanto à acentuação tônica, as palavras: recíproco1, hostil2, distância3 são, respectivamente:
Alternativas
Q1936221 Português

A FÁBULA DOS PORCOS-ESPINHOS

(Fábula do Esopo)



Assinale a alternativa que tem todas as palavras acentuadas corretamente.
Alternativas
Q1936161 Português
Bombeiro que atuou na busca de mulher dada
como morta, mas que apareceu viva horas
depois revela: 'nunca vi algo semelhante'. 

    "Em 20 anos de profissão, nunca vi algo semelhante", afirma o 3° sargento de Polícia Militar Soniel, de 49 anos, que atuou nas buscas pela esteticista Priscilla Pereira da Silva, de 46, que ficou desaparecida por quase 9h na última terça-feira (17) no mar em Peruíbe, no litoral de São Paulo. Ela chegou a ser dada como morta por familiares e amigos. Em entrevista exclusiva, o sargento do Corpo de Bombeiros confessou que nunca havia vivenciado situação semelhante à que foi protagonizada pela esteticista.
    Soniel conta que o grupo de salvamento, formado por seis oficiais, começou o trabalho de buscas por volta das 8h, na Praia do Guaraú. A mulher, no entanto, foi encontrada longe do mar, mais precisamente na beira da estrada, por volta das 16h. Foi uma colega confeiteira quem a resgatou. Segundo o sargento, durante os trabalhos de buscas, a sobrevivente chegou a ser avistada na "Toca do Índio", praia que, segundo ele, fica a aproximadamente três quilômetros da Praia do Guaraú [por mar]. O profissional também contou que socorristas chegaram a utilizar motos aquáticas para procurar a vítima, mas não adiantou.
    Soniel explica que os bombeiros costumam navegar quase 300 metros ao redor da área do desaparecimento. A distância, segundo ele, normalmente é suficiente para localizar vítimas. No caso de Priscilla, porém a estratégia não funcionou. "Uma coisa bem fora do normal", lembra. A sobrevivente relatou que, depois de ter sido arrastada pelo mar para a segunda região de pedras, ela conseguiu subir nas rochas e seguiu por uma trilha.
    O sargento explicou que a trilha, apesar de poder ser utilizada, é pouco movimentada e "difícil de andar". Além disso, demonstrou surpresa pelo fato de a esteticista não saber nadar e ter conseguido se manter na água por horas numa região de mar agitado.

Fonte: https://g1.globo.com/sp/santos-regiao/noticia/2022/05/20/bombeiroque-atuou-na-busca-de-mulher-dada-como-morta-mas-que-apareceu-vivahoras-depois-revela-nunca-vi-algo-semelhante.ghtml (adaptado) Acesso em 20 de maio de 2022.
Assinale a alternativa cuja palavra seja proparoxítona: 
Alternativas
Q1935752 Português


Texto para o item.


Considerando as ideias, os sentidos e os aspectos linguísticos do texto apresentado, julgue o item. 


O acento agudo em “arco-íris” (linha 6) justifica-se por se tratar de paroxítona terminada em –is.

Alternativas
Q1935075 Português
 
ELZA SOARES: a mulher que cantou até o fim. 


        Desde o começo, a música foi uma questão de sobrevivência para Elza Soares. Ela procurou o programa de calouros de Ary Barroso, em 1953, para ganhar dinheiro para cuidar de Carlinhos, seu terceiro filho, que estava doente. Ela já tinha perdido outros dois para a fome. Logo na primeira interação, público e apresentador constrangeram aquela menina negra, magra e pequena. Ela estava no palco com uma roupa emprestada da mãe. Um vestido muito maior do que ela. Quando Barroso perguntou “de que planeta você veio, menina?”, Elza foi certeira, potente e não abaixou a cabeça. Ela respondeu: “Do mesmo planeta que o senhor, Seu Ary. Do planeta fome”.  Essas características se mantiveram firmes em sua personalidade até os 91 anos.

       Elza saiu do palco com todos aplaudindo de pé tamanha a expressividade e potência da apresentação. “Nasce uma estrela”, bradou o apresentador. Era o começo de uma carreira de altos e baixos, pautada pelo suingue, ousadia, revolução, ativismo e, o mais importante, pela meta de cantar até o fim. Elza Gomes da Conceição nasceu na favela carioca Moça Bonita, hoje conhecida como Vila Vintém, em 1930. Filha de uma lavadeira e de um operário, ela foi obrigada a se casar aos 12 anos, virou mãe aos 13 e já era viúva aos 21. O jeito rasgado de cantar é justificado pelas latas d’águas que carregou na infância no trabalho como lavadeira e, depois, em uma fábrica de sabão.

         Depois do programa “Calouros em desfile”, Elza começou a procurar lugares para cantar. Em 1959, lançou o primeiro single “Se Acaso Você Chegasse”. O samba de Lupicínio Rodrigues anunciava o gênero predominante na primeira década de carreira: o sambalanço.

      Mesmo fazendo sucesso na rádio, Elza Soares foi condenada pela imprensa e pela sociedade ao se relacionar com Mané Garrincha quando ele ainda era casado, em 1962. O jogador largou a esposa e assumiu Elza após a Copa do Mundo. Mas o relacionamento foi marcado pela violência doméstica e pelo alcoolismo de Garrincha. Ele morreu de cirrose hepática um ano após a cantora pedir o divórcio, em 1983. Por um acaso do destino, Elza morreu no mesmo dia do jogador, só que 39 anos depois. “Eu sonho muito com o Mané. O maior amor da minha vida foi ele”
disse em entrevista ao programa “Conversa com Bial” em 2018.

        Além dos dois filhos que morreram ainda recém-nascidos, Elza ainda sofreu pela morte de outros dois: Garrinchinha e Gilson. Garrinchinha sofreu um acidente de carro, em 1986, aos nove anos. Gilson morreu aos 59 anos, em 2015, por complicações de uma infecção urinária. Cada porrada que eu levo é como se fosse um beijo. Já me disseram ‘e esse sofrimento seu?’. Eu digo que não foi sofrimento, foi uma escola da vida, eu aprendi muito. É só caindo que você vai se levantar”, afirmou em entrevista ao Roda Vida em 2002. Elza deixa 4 filhos, 8 netos e 6 bisnetos. (...)

        Elza começou os anos 2000 consagrada como a “melhor cantora do milênio”, em homenagem feita pela rádio britânica BBC. Na sequência, gravou o álbum “Do Cóccix até o Pescoço”, com produção de Alê Siqueira, sob a direção artística de José Miguel Wisnik, em 2002. A música “A Carne”, de Marcelo Yuka, Seu Jorge e Wilson Cappallette, se tornou símbolo contra o racismo. O disco foi indicado ao Grammy Latino em 2003, como melhor álbum de MPB, e abriu um novo caminho na carreira de Elza. A cantora diversificou ainda mais a produção musical ao se conectar com a eletrônica e o rap, que ressaltaram o balanço e a voz rasgada. “Sempre quis fazer coisa diferente, não suporto rótulo, não sou refrigerante” afirmou, em 2020, lembrando das gravações da década de 2000. “Tem que acompanhar o tempo. Eu acompanho o tempo, eu não estou quadrada, não tem essa de ficar paradinha aqui não. O negócio é caminhar. Eu caminho sempre junto com o tempo.” 


Fonte: https://especiais.g1.globo.com/pop-arte/musica/2022/elza-soares-amulher-que-cantou-ate-o-fim Acesso em 23 de maio de 2022. 
Assinale a alternativa cuja palavra NÃO seja proparoxítona:
Alternativas
Q1934616 Português
Segundo as regras de acentuação gráfica do português, toda proparoxítona deve ser acentuada. Assinale a alternativa que apresenta duas palavras do texto cujo acento gráfico é justificado por essa regra.
Alternativas
Respostas
2721: B
2722: C
2723: C
2724: D
2725: A
2726: B
2727: C
2728: D
2729: E
2730: A
2731: C
2732: E
2733: C
2734: E
2735: C
2736: D
2737: A
2738: C
2739: E
2740: D