Questões de Concurso Sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q2291897 Português
Covardia

        Passeavam dois amigos numa floresta quando apareceu um urso feroz e se lançou sobre eles.
        Um deles subiu numa árvore e se escondeu, enquanto o outro ficava no caminho. Deixando-se cair ao solo, fingiu-se de morto.
        O urso se aproximou e cheirou o homem, mas, como este retinha a ___________, julgou-o morto e se afastou.
        Quando a fera estava longe, o outro _________ da árvore e perguntou, a gracejar, ao companheiro:
        – Que te disse o urso ao ouvido?
        – Disse-me que aquele que abandona o seu amigo no perigo é um covarde.

(Fonte: Lendas do céu e da terra – adaptado.)
Assinalar a alternativa que apresenta uma palavra oxítona:
Alternativas
Q2291891 Português
Covardia

        Passeavam dois amigos numa floresta quando apareceu um urso feroz e se lançou sobre eles.
        Um deles subiu numa árvore e se escondeu, enquanto o outro ficava no caminho. Deixando-se cair ao solo, fingiu-se de morto.
        O urso se aproximou e cheirou o homem, mas, como este retinha a ___________, julgou-o morto e se afastou.
        Quando a fera estava longe, o outro _________ da árvore e perguntou, a gracejar, ao companheiro:
        – Que te disse o urso ao ouvido?
        – Disse-me que aquele que abandona o seu amigo no perigo é um covarde.

(Fonte: Lendas do céu e da terra – adaptado.)
Assinalar a alternativa que preenche as lacunas do texto CORRETAMENTE:
Alternativas
Q2291759 Português
TEXTO I

O que é ser “assim”?

        Já faz algum tempo, eu ganhei o livro A oração de Jabez. Nele, o autor Bruce Wilkinson discorre sobre o sentido de cada trecho da prece, considerada, por muitos, milagrosa. Então, movida mais pela curiosidade do que pela fé, fiz questão de conhecê-la e, por ter apenas cinco frases, aqui a transcrevo: Oh! Que me abençoes e me alargues as fronteiras, que seja comigo a Tua mão e me preserves do mal, de modo que não me sobrevenha aflição!
        Achei a oração bonita, e levei adiante a minha leitura, até que me deparei com a seguinte frase: Não é sempre que você pode se dar ao luxo de ser o segundo colocado. A menção feita ao segundo lugar, ainda mais o destacando como posição grandiosa, atraiu minha atenção. Sou a segunda filha do segundo casamento do meu pai. [...] Portanto, na minha posição de herdeira nata, herdei objetos, roupas, livros de escola. Quando fui matriculada no curso primário, tive medo de ir à escola, temerosa de, por ser segunda, não dar continuidade ao brilhantismo familiar que me precedia. Criança sofre, viu? Eu era uma aluna comum,[...] a professora aproveitou a minha desatenção para perguntar quanto seria 9x9, mas, antes, exigiu que eu colocasse as duas mãos abertas sobre a carteira para que não contasse nos dedos. Evidente, não fui capaz de responder. Com visível impaciência, ela me fez a seguinte pergunta: Por que você é “assim”? Mais uma vez, não soube responder, entretanto, juro, eu voltei para casa muito intrigada e me perguntando: o que é ser “assim”?! A vida continuou... com essa pergunta me alfinetando de vez em quando.
        Passados quase quarenta anos, apresentaram-me o poeta Manoel de Barros. A aproximação foi imediata. Só pelos títulos dos seus livros, é possível entender. E foi quando eu li o seu poema O Provedor, que descobri o que era ser “assim”. O poema diz: Andar à toa é coisa de ave. Meu avô andava à toa. Não prestava pra quase nunca. Mas sabia o nome dos ventos. E todos os assobios para chamar passarinhos... [...]
        Hoje, sem titubear, sem constrangimento de ser a segunda e já recuperada da minha ignorância tímida por não saber explicar o que é ser “assim”, eu simplesmente responderia àquela professora: Eu não sabia, naquele tempo, o quanto é bonito ser “assim”!

(BORGES,HELOÍSA HELENA DE CAMPOS. As fomes do mundo & outras crônicas. Ed.Kelps, Goiânia, 2018. pp.111-114. Texto adaptado).
Quanto à acentuação gráfica, a alternativa em que todas as palavras estão acentuadas pela mesma regra é:
Alternativas
Q2291596 Português
TEXTO II

LOMBADA

        O computador, ao contrário do que se pensava, não salvará as florestas. Dizem que com o computador aumentou o uso do papel em todo o mundo, e não apenas porque a cada novidade eletrônica lançada no mercado corresponde um manual de instrução, sem falar numa embalagem de papelão. O computador estimula as pessoas a imprimir coisas. Como hoje qualquer um pode ser editor, paginador e ilustrador sem largar o mouse, a tentação de passar sua obra para o papel é quase irresistível. E nada dá uma impressão de permanência como a impressão, ainda menos uma tela ondulante que pode desaparecer com o toque de uma tecla errada. [...]
        Um livro está operacional no momento em que você o abre. Um disquete não substitui um livro.[...] Ninguém jamais lhe perguntará que disquetes você levaria para uma ilha deserta. Para o disquete valer um livro, você teria que viajar com um computador e a ilha teria que ter uma usina elétrica ou um revendedor de pilhas, o que descredenciaria como deserta e invalidaria a enquete.
        Mas desconfio que o que salvará o livro será o supérfluo, o que não tem nada a ver com conteúdo ou conveniência. Até que lancem disquetes com cheiro sintetizado, nada substituirá o cheiro de papel e tinta nas suas duas categorias inigualáveis, livro novo e livro velho. E nenhuma coleção de disquetes ornamentará uma sala com o calor e a dignidade de uma estante de livros. A tudo que falta ao admirável mundo da informática, da cibernética, do virtual e do instantâneo, acrescente-lhe isto: falta lombada. No fim, o livro deverá sua sobrevida à decoração de interiores.

(VERÍSSIMO, LUIS. Lombada. O Estado de São Paulo, 02/11/1997, ADAPTADO).
Marque a alternativa cujas palavras são acentuadas pela mesma regra de acentuação gráfica: 
Alternativas
Ano: 2023 Banca: UEM Órgão: UEM Prova: UEM - 2023 - UEM - Técnico Administrativo |
Q2291569 Português

Euclides da Cunha: um grito corta o sertão

denunciando o Brasil



José de Nicola






Texto adaptado de: NICOLA, J. de. Literatura brasileira: das origens aos nossos dias. São Paulo: Scipione, 1998. p. 252 a 256.

Assinale a alternativa correta sobre acentuação gráfica.
Alternativas
Q2290930 Português

Julgue o item subsequente.


Oxítonas com final “-em” ou “-ens” devem ser acentuadas, como “também”, “ninguém” e “parabéns”. 

Alternativas
Q2290925 Português

Julgue o item subsequente.


As palavras “céu”, “saúva” e “anéis” são acentuadas por serem oxítonas terminadas em ditongo oral.

Alternativas
Q2290726 Português

Julgue o item que se segue.


Na língua portuguesa, todas as palavras paroxítonas são acentuadas.

Alternativas
Q2290725 Português

Julgue o item que se segue.


Todas as palavras paroxítonas terminadas em ditongo aberto “éi” são acentuadas.

Alternativas
Q2290228 Português
Responda à questão com base no seguinte texto:


A uma légua, pouco mais ou menos, da antiga vila de Tamanduá, na província de Minas Gerais, e a pouca distância da estrada que vai para a vizinha vila da Formiga, via-se, há de haver quarenta anos, uma pequena e pobre casa, mas alva, risonha e nova. Uma porta e duas janelinhas formavam toda a sua frente. Um estreito caminho, partindo da porta da casa, cortava o vargedo e ia atravessar o capão e o córrego, por uma pontezinha de madeira, fechada do outro lado por uma tronqueira de varas. Junto à ponte, de um lado e outro do caminho, viam-se duas corpulentas paineiras, cujos galhos, entrelaçando-se no ar, formavam uma arcada de verdura, à entrada do campo onde pastava o gado. Era uma bela tarde de janeiro. Dois meninos brincavam à sombra das paineiras: um rapazinho de doze a treze anos e uma menina, que parecia ser pouco mais nova do que ele. A menina era morena; de olhos grandes, negros e cheios de vivacidade, de corpo esbelto e flexível como o pendão da imbaúba. O rapaz era alvo, de cabelos castanhos, de olhar meigo e plácido e em sua fisionomia como em todo o seu ser transluziam indícios de uma índole pacata, doce e branda.A menina, sentada sobre a relva, despencava um molho de flores silvestres de que estava fabricando um ramalhete, enquanto seu companheiro, atracando-se como um macaco aos galhos das paineiras, balouçava-se no ar, fazia mil passes e piruetas para diverti-la. Perto deles, espalhados no vargedo, umas três ou quatro vacas e mais algumas reses estavam tosando tranquilamente o fresco e viçoso capim. O sol, que já não se via no céu, tocava com uma luz de ouro os topes abaulados dos altos espigões; uma aragem quase imperceptível mal rumorejava pelas abas do capão e esvoaçava por aquelas baixadas cheias de sombra.  

Autor: Bernardo Guimarães. Trecho extraído da obra O Seminarista. 
Com base em aspectos gramaticais, analise as assertivas e assinale a alternativa correta:

I. Os verbos formavam e transluziam estão conjugados no mesmo tempo e modo verbal: o pretérito imperfeito do indicativo.
II. A expressão Junto à consiste em uma locução conjuntiva, e recebe crase sempre que for seguida por um termo feminino. Portanto, a frase Junto à ponte, com crase, está correta.
III. As palavras imbaúba, Tamanduá e plácido são representantes das paroxítonas, oxítonas e proparoxítonas, respectivamente.
Alternativas
Q2290023 Português
Assinale a frase correta quanto à acentuação gráfica.
Alternativas
Q2289845 Português
TEXTO 3

Existe um falar certo e um falar errado?

De fato, não há uma oposição categórica entre fala popular e fala culta, ocorrendo em muitos casos um compartilhamento de propriedades. Em certos casos, a preferência culta exclui fortemente a preferência popular; em situações informais, diminui a distância entre essas variedades, e o falante culto pode aproximar-se bastante da execução popular, ainda que não em todos os casos.

As variedades populares flutuam de acordo com a região geográfica, mas as variedades cultas são um pouco mais homogêneas, sobretudo em sua forma escrita. Em conclusão, o que temos são variedades linguísticas de uma mesma língua, não duas línguas diferentes.

Como todo mundo está cansado de saber, o modo certo não deriva de nada intrínseco ao português. Não há formas ou construções intrinsecamente erradas, nem intrinsecamente certas, com exceção da grafia das palavras, que é a única matéria linguística sujeita a uma legislação explícita. Assim, o certo ou errado deriva apenas de uma contingência social. Como em todas as comunidades sempre se atribui a determinada classe um prestígio, uma ascendência sobre as demais classes que compõem essa comunidade, a classe de prestígio atua na língua. Mas não atua apenas na língua. Ela dita igualmente as normas de comportamento, o estilo da roupa, o gosto por certo tipo de música. Entra nessa lista a escolha de determinadas variedades linguísticas, dentre aquelas que estão à disposição dos falantes.


Disponível em: https://www.museudalinguaportuguesa.org.br/wpcontent/uploads/2017/09/Saber-uma-li%CC%81ngua-e%CC%81-separar-o-certo-do-errado.pdf.
Acesso em 20 set. 23. Excerto adaptado.
De acordo com o Texto 3, “a grafia das palavras é a única matéria linguística sujeita a uma legislação explícita”. A “legislação” vigente recomenda que: 
1) palavras como “cajú” e “caquí” sejam grafadas com acento agudo. 2) não sejam acentuadas palavras com dupla vogal, como “voo” e “leem”. 3) não sejam grafadas com trema palavras como “frequência”, “linguiça” e “arguição”. 4) monossílabos tônicos como “cá”, “nó” e “fé” sejam acentuados.
Estão corretas: 
Alternativas
Q2289839 Português
Podemos resumir a situação atual da língua portuguesa no mundo apontando os seguintes aspectos:

a) ela é a língua hegemônica em apenas dois países: Portugal e Brasil;

b) é a língua oficial de nove países (Portugal, Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique, São Tomé e Príncipe, Timor-Leste e Guiné Equatorial) e de Macau – Região Administrativa Especial da República Popular da China desde 1999;

c) é falada em comunidades de imigrantes (a chamada “diáspora lusófona”) em vários lugares do mundo, dentre outros nos Estados Unidos, no Canadá, na Venezuela, na África do Sul, na França, na Alemanha, em Luxemburgo, no Japão, no Paraguai e na Austrália;

d) é ainda falada em pequenas comunidades remanescentes do colonialismo português na rota da Ásia, como em Goa (Índia); ou em áreas de antiga ocupação portuguesa, como no norte do Uruguai.


Em todos esses contextos, com exceção de Portugal e Brasil, ela é língua minoritária. No caso das comunidades de imigrantes e das comunidades remanescentes, seu futuro é incerto. Poderá continuar sendo falada ou, sob pressão das línguas majoritárias, tenderá progressivamente a desaparecer – como tem muitas vezes ocorrido com as línguas de imigração – a partir da terceira geração.

Nos contextos em que ela é língua oficial, mas não hegemônica, prevê-se que ampliará sua presença, seja como língua materna, seja como segunda língua. Nos países africanos e no Timor Leste, estará sempre presente, como foco de relativa tensão, o estatuto das demais línguas nacionais, patrimônio de que, certamente, nenhuma dessas sociedades abrirá mão, considerando sua força identitária.

Do ponto de vista quantitativo, há hoje pouco mais de 250.000.000 de pessoas que falam o português, como primeira ou segunda língua, no mundo. Isso o torna a terceira língua europeia mais falada, perdendo apenas para o inglês e o espanhol. Com esse contingente de falantes, está entre as dez línguas mais faladas no mundo. Embora o número de falantes possa impressionar, sua importância é relativa, considerando que aproximadamente 85% de seus falantes estão hoje concentrados num só país – o Brasil.

Além disso, a língua portuguesa enfrenta também a dissonância que tem impedido os dois únicos países em que ela é hoje hegemônica de fazer convergir ações de difusão da língua. E o conjunto de países de língua oficial portuguesa não encontrou ainda os rumos para ações coletivas e compartilhadas, embora disponham do Instituto Internacional da Língua Portuguesa para isso. Vivem, portanto, uma clara encruzilhada.

Mas o Brasil tem também outros problemas que limitam seu protagonismo no âmbito da difusão da língua:

a) os seus índices de analfabetismo são ainda elevados: 9% da população entre 15 e 65 anos são analfabetos. Por outro lado, são altos os índices do chamado analfabetismo funcional;

b) o sistema educacional brasileiro, embora tenha universalizado, no fim da década de 1990, o acesso infantil às primeiras séries do ensino fundamental, não conseguiu ainda superar os altos índices de evasão e o baixíssimo rendimento da ação escolar. Na educação média, metade dos jovens entre 15 e 17 anos está fora da escola;

c) por fim, o Brasil até hoje não conseguiu resolver adequadamente a questão de sua norma de referência. Há um conflito histórico entre a norma efetivamente praticada no país (a chamada norma culta) e a norma gramatical definida artificialmente no século XIX (a chamada norma-padrão) e ainda defendida por uma tradição estreita e dogmática, que tem adeptos no sistema de ensino e nos meios de comunicação social.

Esse conflito tem efeitos negativos sobre o modo como tradicionalmente se representa a língua no imaginário do Brasil, vista aí, com frequência, como cheia de erros e deformações. O país tem tido, ao longo de século e meio, grandes dificuldades para reconhecer sua “cara linguística” e, em consequência, para promover uma educação linguística consistente.

FARACO, C. A. História sociopolítica da língua portuguesa. São Paulo: Parábola,
2016. p.360-363.
Excerto adaptado
Para informar que o português é “a terceira língua europeia mais falada”, o autor grafou o termo destacado sem acento, atendendo às normas ortográficas vigentes. Assinale a alternativa em que a palavra destacada está corretamente grafada
Alternativas
Q2289428 Português


Internet: <Institutodeengenharia.org.br> (com adaptações).


No que diz respeito aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.


Os vocábulos “saúde” e água” são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica, que diz respeito às palavras paroxítonas.

Alternativas
Q2288996 Português
Assim como “árvore”, qual das palavras abaixo deveria estar acentuada? 
Alternativas
Q2287969 Português
Enfrentamento a Perdas e
Desperdício de Alimentos

As perdas de alimentos, conforme conceito mais atual da Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO), ocorrem da etapa de produção na fazenda até as centrais de abastecimento. As perdas dizem respeito a alimentos produzidos para fins de alimentação humana ou animal que deixam de chegar ao final da cadeia produtiva por qualquer razão, seja por questões de decisões econômicas, como quando há excesso de oferta e o preço do alimento não cobre os custos de produção, seja por problemas inerentes ao manejo inadequado de pragas ou uso de embalagens inapropriadas para o transporte.

Já o desperdício de alimentos ocorre nas etapas de varejo e consumo, e pode ser resultante tanto de problemas das etapas anteriores da cadeia produtiva (ex: doenças que encurtam a vida útil de frutas e hortaliças ou danos causados por armazenagem inadequada) quanto de problemas relacionados a deficiências ou comportamentos presentes nos elos finais da cadeia produtiva.

Estima-se que cerca de 30% dos alimentos produzidos no planeta sejam desperdiçados ou perdidos por ano, chegando a 1,3 bilhão de toneladas, cerca de 77 milhões de toneladas apenas na América Latina. De todo esse volume, 28% são perdidos no final do processo de produção, 22% são durante o manejo e armazenagem, 17% no mercado de distribuição (atacado) e 28% nos consumidores finais (FAO, 2021). No Brasil, estima-se que a menor perda e desperdício possa ocorrer no processo do varejo (cerca de 2%), mas considerando principalmente os produtos industrializados. Processos de capacitação e busca pela eficiência dos supermercados são comuns para equipes que trabalham com frutas, legumes e verduras (FLVs) e produtos que exigem a cadeia de frio como carnes e lácteos.

Esse cenário, já conhecido pelos diferentes países, vem sendo considerado fator preponderante para o enfrentamento à insegurança alimentar e nutricional que vem crescendo no planeta. A partir das consequências da pandemia de COVID-19, políticas de enfrentamento à insegurança alimentar tornaram-se prioritárias. Há a necessidade de aumento da produção e, principalmente, acesso aos alimentos em uma escala mundial a fim de atender a uma população de cerca de 9 bilhões de pessoas em 2050. Portanto, o enfrentamento a perdas e desperdício serão determinantes para a segurança alimentar, mesmo com a expansão da produtividade.

RANGEL, Luís Eduardo Pacifici. Disponível em: < https://www.gov. br/agricultura/pt-br/assuntos/sustentabilidade/perdas-e-desperdicio-de-alimentos/publicacoes-em-destaque/relatorio-final-perdas- -e-desperdicio>. Fragmento adaptado. Publicado em 27 de set 2022.
Assinale a alternativa em que todas as palavras devem ser acentuadas graficamente. 
Alternativas
Q2285154 Português
INSTRUÇÃO: Leia o texto a seguir para responder à questão.


Em caso inédito, mulher entra na Justiça pelo direito de dar luz a uma criança

Numa situação até então inédita para a Justiça brasileira, uma mulher entrou com uma ação para ter o direito de dar luz à criança que está gestando. A instrutora de artes marciais Selina Caio diz não aguentar mais ser repreendida em ocasiões em que afirma publicamente essa intenção. Em resposta, militâncias em prol da tradição entraram em protesto contra a ação, que condenam com base na legislação em vigor: “Uma mulher deve dar à luz uma criança, e nunca o contrário. Se a sociedade começar a tolerar isso, vamos ferir uma tradição secular”, disse Renan Barbosa, coordenador nacional do Movimento Brasil Correto (MBC).

Apesar de a legislação prever que, nesses casos, a luz seja incondicionalmente objeto indireto e a criança, sempre objeto direto, o que ocorre com frequência na prática – e de forma ilegal – é a mãe tratar a luz como objeto direto, e sua cria como indireto. “Isso fere só a semântica da tradição, e não a sintaxe. Por se tratar de eufemismo que permite interpretação metafórica oposta, como dar luz a uma criança em vez de dar à luz uma criança, talvez o problema maior não esteja na ruptura com a tradição, e sim com a ética: seria moralmente correto dar luz a uma criança em vez de entregar esta à luz? Sintaticamente sabemos que não há incorreção”, disse o jurista Adalberto Kaspary.

Com base nesse entendimento, o advogado de Selina acredita que a Justiça poderia admitir a forma inversa, alternativa e facultativa para que a luz seja objeto direto dessa ação, abrindo um precedente para que outras mulheres possam se beneficiar desse poder de escolha: “Não vejo razão para que se condene qualquer mãe por reger a luz de forma direta. Ora, se ela quer dar a luz a uma criança, por que deveríamos impedi-la baseados em tradições e crenças gramaticais que ela não professa?”, questionou. Se tais regras linguísticas não foram assimiladas pela sociedade, seria melhor que não houvessem sido criadas.

Diante de tantos homens opinando sobre a questão, a futura mãe apontou a total incompetência deles para tratar do assunto: “Eles não têm lugar de fala quando o sujeito da ação verbal é exclusivamente feminino. Ora, quem dá a luz a uma criança, ou dá uma criança à luz, como eles desejam, é só a mulher. Eles nunca deram, nunca darão e nunca saberão o que é dar luz a bebês. Pra eles, é mais grave deixar de assumir uma regência clássica do que deixar de assumir um filho”, disse. “Meu corpo, minhas regras. Gramaticais, nesse caso. Não quero dar minha filha à luz. Quero ela aqui comigo e dar luz a ela”.

O nascimento da filha, Helena Caio, está previsto para a segunda quinzena de junho. A previsão entre os juristas é que o recurso seja negado e que Selina e outras mães Brasil afora continuem com a prática ilegal, dando luz a seus filhos e mandando a tradição às favas.

Disponível em: https://www.gramaticasarcastica.com/post/ em-caso-in%C3%A9dito-mulher-entra-na-justi%C3%A7a-pelodireito-de-dar-luz-a-uma-crian%C3%A7a. Acesso em: 10 jun. 2023 (Fragmento adaptado).
Em relação ao uso da norma-padrão da Língua Portuguesa, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2283740 Português
Julgue o item a seguir.


A acentuação gráfica de “veículo” só pode ser justificada pela regra do “i” quando é a 2ª vogal do hiato tônico.
Alternativas
Q2283738 Português

Julgue o item a seguir.



As palavras “econômico” e “econômicamente" são acentuadas pelo mesmo motivo gramatical.

Alternativas
Q2283737 Português
Julgue o item a seguir.


Devem ser acentuados os vocábulos paroxítonos terminados em “um”, “i”, “us” e em “ie”, como em “fórum”, “táxi”, “bônus” e “espécie”, respectivamente.
Alternativas
Respostas
2241: B
2242: D
2243: C
2244: C
2245: C
2246: C
2247: E
2248: E
2249: E
2250: A
2251: A
2252: D
2253: D
2254: E
2255: C
2256: C
2257: B
2258: E
2259: E
2260: C