Questões de Concurso
Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português
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A sequência de palavras acentuadas por igual justificativa daquela destacada no fragmento é:
I A inserção do acento indicativo de crase no trecho “ir a exposições” (segundo período do primeiro parágrafo) manteria a correção gramatical do texto, uma vez que seu emprego, nesse caso, é facultativo.
II A forma pronominal “nos quais” (segundo período do primeiro parágrafo) poderia ser substituída por onde sem prejuízo da correção gramatical e dos sentidos do texto.
III As palavras “usuários” e “fictício” são acentuadas graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.
Assinale a opção correta.
A sofisticação das línguas indígenas
Você provavelmente já encontrou pelas redes sociais o famigerado #sqn, aquele jeito telegráfico de dizer que tal coisa é muito legal, “só que não”. Agora, imagine uma língua totalmente diferente do português que deu um jeito de incorporar um conceito parecido na própria estrutura das palavras, criando o que os linguistas apelidaram de “sufixo frustrativo” — um #sqn que faz parte da própria história do idioma.
É exatamente assim que funciona no kotiria, um idioma da família linguística tukano que é falado por indígenas do Alto Rio Negro, na fronteira do Brasil com a Colômbia. Para exprimir a função “frustrativa”, o kotiria usa um sufixo com a forma -ma. Você quer dizer que foi até um lugar sem conseguir o que queria indo até lá? Basta pegar o verbo “ir”, que é wa’a em kotiria, e acrescentar o sufixo: wa’ama, “ir em vão”. Dá para encontrar detalhes surpreendentes como esse em todas as mais de 150 línguas indígenas ainda faladas no território brasileiro. Elas são apenas a ponta do iceberg do que um dia existiu por aqui.
Calcula-se que pelo menos 80% dos idiomas que eram falados no Brasil desapareceram de 1.500 para cá. Mesmo assim, o país continua abrigando uma das maiores diversidades linguísticas do planeta. A propósito, esqueça aquele negócio de “tupi-guarani”, expressão que é meio como dizer “português-espanhol”. O tupi é uma língua; o guarani é outra — e, aliás, existem diversas formas de guarani, nem sempre inteligíveis entre si.
O único emprego correto do substantivo composto “tupi-guarani” é o que serve para designar uma subfamília linguística com esse nome, a qual engloba dezenas de idiomas. Entre seus membros ainda usados no cotidiano estão o nheengatu, os vários “guaranis”, o tapirapé e o guajá. Uma subfamília, como você pode imaginar, faz parte de uma família linguística mais ampla — nesse caso, a família tupi propriamente dita.
Existem pelo menos outras três grandes famílias linguísticas no país, diversas outras famílias de porte mais modesto e, de quebra, várias línguas consideradas isoladas. É mais ou menos o mesmo caso do basco, falado na Espanha e na França — com a diferença de que o basco é um dos únicos casos desse tipo no território europeu.
Essa comparação ajuda a entender o tamanho da riqueza linguística brasileira. Com raríssimas exceções (fora o basco, temos também o finlandês e o húngaro, por exemplo), todos os falares ainda utilizados hoje na Europa fazem parte de uma única família linguística, a do indo-europeu. Pode não parecer à primeira vista, mas é praticamente certo que o alemão, o russo, o grego, o português e o lituano descendem de um único idioma pré-histórico, que hoje chamamos de protoindo-europeu.
Reinaldo José Lopes. Internet. <super.abril.com.br.> (com adaptações).
Trabalhador boia-fria pode ter direito a seguro-desemprego
Por Ariadne Oliveira
25 de maio é o Dia do Trabalhador Rural. Neste ano, a categoria pode ter uma vitória significativa na conquista de direitos. A Comissão de Agricultura aprovou, por unanimidade, o projeto de lei que garante seguro-desemprego a quem trabalha por mais de quatro meses no campo. A medida vai beneficiar especialmente os boias-frias, que sofrem com a falta de ocupação quando passa o período de colheita na agricultura.
Quanto às palavras destacadas, analise as afirmações abaixo e marque a alternativa correta.
I- A palavra boia não é acentuada por se tratar de uma paroxítona com presença do ditongo aberto– oi.
II- Vitoria é uma palavra paroxítona com terminação em ditongo crescente.
III- A palavra período segue a mesma regra da afirmativa II.
IV -Todas as palavras sublinhadas são paroxítonas com regras diferentes.
V- As alternativas I e III seguem a mesma regra de acentuação gráfica.
(__) A ocorrência de crase (l.04) está incorreta, pois Terra é substantivo próprio;
(__) A ocorrência da crase (l.04) se dá pela transitividade do verbo ‘chegar’ e pela união da preposição ‘a’ e do artigo ‘a’;
(__) galáxia’ (l.26) é paroxítona, apenas, se for precedida por ‘as’;
(__) ‘próxima’ e ‘Andrômeda’ são proparoxítonas.
A sequência CORRETA corresponde a:
Leia as palavras abaixo:
I- Ímã;
II- Juízo.
Ambas as palavras são acentuadas, uma vez que são:
( ) A ocorrência de crase (l.33) pode ser substituída por ‘para a’;
( ) Se ‘Idade Média’ (l.08) fosse substituída por um correspondente masculino, eliminaria a ocorrência de crase;
( ) ‘hereditárias’ (l.02) segue a mesma classificação da acentuação gráfica de ‘heráldicos’ (l.01);
( ) ‘ideia’ (l.05) e ‘heroicos’ (l.24) perderam o acento gráfico pela mesma razão e regra.
(__) A ocorrência de crase na linha 10 se forma a partir da união da preposição ‘a’ com o artigo ‘a’;
(__) ‘oceânicas’ (l.03) somente é proparoxítona quando se encontra no plural;
(__) ‘sísmica’ (l.06) e ‘história’ (l.17) compartilham a mesma classificação quanto à acentuação gráfica;
(__) ‘também’ (l.07) deixa de compartilhar a classificação de acentuação gráfica com ‘é’ (l.06) somente quando flexiona em gênero
“Se quisermos que os robôs respondam ‘por quê?’ ou mesmo que entendam o significado, devemos equipá-los com um modelo causal e ensiná-los a responder a perguntas contrafactuais” [...].
O não uso do acento grave, nas duas ocorrências da palavra “a”, deve-se,


