Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q2443379 Português
O homem biologicamente incapaz de sonhar


"Sonhar não custa nada". Esta expressão popular soa para a maioria como uma verdade incontestável.

Afinal, quem nunca fechou os olhos deitado sobre o travesseiro, em sua mesa de trabalho ou no ônibus e se viu transportado, como num passe de mágica, para uma praia paradisíaca ou marcando um gol na Copa do Mundo ao lado de um ídolo? Também acontece de se encontrar em situações assustadoras, estranhas ou até incompreensíveis.

Mas há uma porcentagem da população para a qual o mundo dos sonhos, entendido como aquele território em que a mente cria histórias com imagens, sons e até cheiros enquanto dormimos ou até mesmo estamos acordados, é algo desconhecido. O motivo? Eles têm afantasia.

"A afantasia é a ausência de visão mental ou a incapacidade de visualizar". É assim que o neurologista britânico Adam Zeman define a condição, da qual apenas se começou a falar nas últimas duas décadas, em grande parte por causa de suas pesquisas sobre imagens mentais.

"Para a maioria de nós, se nos disserem 'mesa de cozinha' ou 'árvore de maçãs', seremos capazes de reproduzir em nosso cérebro ambas as imagens. Pessoas com afantasia, no entanto, são incapazes de fazer isso", acrescentou o professor da Universidade de Exeter, no Reino Unido.

O médico venezuelano Guillermo Antonio Acevedo pertence ao grupo ao qual o especialista se refere. "Meu cérebro é como um computador com o monitor desligado ou que só armazena arquivos txt (de texto) e não suporta arquivos jpg, png ou nenhuma imagem", ilustrou.

Foi por acaso que Acevedo descobriu que pertence aos 4% da população que, segundo especialistas, não visualizam imagens mentais.

"Eu trabalhava em um hospital psiquiátrico, comecei a mergulhar mais em temas de neurologia e doenças mentais e me deparei com um artigo de Zeman, que falava sobre a mente cega", contou por telefone, da cidade espanhola de San Sebastián, onde vive e trabalha há seis anos. "Esse artigo descreve como as pessoas que têm afantasia pensam e explica que essas pessoas não conseguem imaginar coisas, ou seja, não veem imagens em sua mente. E foi aí que eu disse a mim mesmo: mas será que as pessoas podem realmente fazer isso?", continuou ele. "O meu choque foi que havia pessoas dizendo que podiam imaginar coisas na sua mente.

Hoje, com trinta e cinco anos, Acevedo passou trinta e um anos de sua vida acreditando que, quando as pessoas diziam ter sonhado, não visualizavam o que contavam. "Até eu descobrir que tinha afantasia, pensava que os desenhos animados colocavam a nuvenzinha nos personagens para que pudéssemos entender a história", explicou ele.



https://www.bbc.com/portuguese/articles/c1418120qwqo.adaptado.
Esse artigo descreve como as pessoas que têm afantasia pensam e explica que essas pessoas não conseguem imaginar coisas, ou seja, não veem imagens em sua mente. E foi aí que eu disse a mim mesmo: mas será que as pessoas podem realmente fazer isso?

De acordo com as regras de acentuação, é correto afirmar que:
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Q2442644 Português
Os serviços ecossistêmicos que cada tipo de área úmida do planeta oferece à humanidade são muitos — e bastante importantes. Do fornecimento de água doce e alimentos, passando por ser uma barreira de controle para enchentes e chegando até a atenuar os efeitos das mudanças climáticas, as áreas úmidas são essenciais para a vida na Terra.

De acordo com a Convenção de Ramsar (um tratado intergovernamental cuja missão é a conservação e o uso inteligente das zonas úmidas), as áreas úmidas são zonas em que a água é o principal fator de controle do ambiente e das vidas vegetal e animal associadas.

Consideradas um dos ambientes mais produtivos do mundo, as zonas úmidas são berços de diversidade biológica e fontes de água e produtividade primária das quais inúmeras espécies de plantas e animais dependem para sua subsistência, como explica a Convenção.

Embora cubram cerca de 6% da superfície terrestre, elas abrigam 40% de todas as espécies de plantas e animais do mundo, e sua diversidade biológica é crucial tanto para a saúde humana, como para o suprimento de alimentos, o transporte e as atividades econômicas, como afirma a Organização das Nações Unidas (ONU).


Extraído de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meioambiente/2024/02/quais-tipos-de-areas-umidas-existem-no-mundo.
Uma palavra é classificada como proparoxítona quando a sílaba tônica, ou seja, aquela que é pronunciada com maior ênfase, é a antepenúltima sílaba da palavra. Sabendo disso, qual dos seguintes vocábulos NÃO é proparoxítono?
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Q2442045 Português
As palavras “diagnóstico” e “esquizofrênico” são acentuadas porque:  
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Q2442044 Português
A Seleção precisa de divã

Confederação Brasileira de Futebol (CBF) monta mais uma comissão técnica para a Copa sem psicólogo para auxiliar o treinador no ciclo rumo ao Mundial de 2026

Marcos Paulo Lima | 02/03/2024 06:01  




        O esporte olímpico envia alertas, mas o futebol os ignora. Atletas de alta performance, como os surfistas Gabriel Medida e Filipe Toledo, a nadadora Ana Marcela Cunha e a tenista Bia Haddad, chamaram a atenção recentemente para o zelo pela saúde mental. Alguns deles deram pausa na carreira. Enquanto o Comitê Olímpico do Brasil (COB) levará aos Jogos de Paris-2024 um departamento de psicologia liderado por nomes como Eduardo Cillo e Carla di Pierro, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) monta mais uma comissão técnica para a Copa sem um profissional da área para auxiliar o treinador no ciclo rumo ao Mundial de 2026.

         Em tempos de debate crescente sobre saúde mental, a Seleção Brasileira tem vaga para diversos cargos, menos para um psicólogo. Tite não quis em 2018 nem em 2022. Perguntei pelo menos duas vezes a ele a razão da preferência e as respostas tergiversavam. A informação nos bastidores era de que Neymar, o dono do vestiário, desaprovava. Simplesmente não queria.

        O ex-técnico interino da Seleção Fernando Diniz era psicólogo. A vitoriosa comissão técnica do Fluminense conta com Emily Gonçalves para auxiliá-lo. Campeão da Copa do Brasil em 2023, o São Paulo disponibilizou Anahy Couto ao técnico Dorival Júnior na campanha em que o tricolor paulista se impôs contra Palmeiras, Corinthians e Flamengo. Abel Ferreira empilha títulos, porém o Núcleo de Saúde e Performance do Palmeiras trata a psicologia como aliada. Gisele Silva faz parte da estrutura do time profissional.

         Adversária do Brasil no amistoso do próximo dia 26, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, a Espanha não ignora a saúde mental. O psicólogo López Vallejo é um dos homens de confiança do técnico Luis de la Fuente. "Consideramos que o trabalho do psicólogo é muito importante para todos. Para nós, quando há situações de máximo estresse e tensão; e, para os jogadores, quando precisam libertar aquela tensão que se acumula em determinados momentos. Ele é um grande conhecedor de futebol. É um grande apoio não só no aspecto psicológico, mas em todos os outros aspectos que envolvem o desenvolvimento do futebol", justifica o treinador.

         Pia Sundhage tinha uma psicóloga no grupo na última Copa do Mundo feminina: Marina Gusson. Por que a masculina virou as costas ao pioneirismo? A CBF contratou Evandro Mota para apoiar Parreira no tetra, em 1994. Regina Brandão fez parceria com Felipão no penta, em 2002. Luxemburgo contava com Suzy Fleury. Ganhou a Copa América em 1999 e o Pré-Olímpico em 2000.

            A demanda por saúde mental bate à porta da Seleção. O atacante Richarlison passou por crise emocional recentemente e gritou por socorro. Só achou no Tottenham! O clube inglês o ajudou a driblar o preconceito. Ele conheceu a terapia. A CBF precisa devolver o divã ao vestiário da esquadra masculina.


LIMA, Marcos Paulo. A Seleção precisa de divã. Correio
Braziliense, 02 de março de 2024. Disponível em:
https://www.correiobraziliense.com.br/opiniao/2024/03/6
811962-a-selecao-precisa-de-diva.html. Acesso em: 02
mar. 2024. Adaptado.

Quantas palavras acentuadas no penúltimo parágrafo do texto recebem tal acento por serem proparoxítonas? 
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Q2441733 Português
Abaixo aparecem cinco cartazes de rua; o cartaz que está inteiramente correto, é:
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Q2441721 Português
A opção em que as duas palavras nela apresentadas recebem acento gráfico corretamente, é:
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Q2441344 Português
Crianças devem passar menos tempo sentadas e praticar mais atividades físicas, orienta OMS


           A Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgou novas diretrizes para crianças com menos de 5 anos. A ideia é afastar o sedentarismo e dar prioridade para as atividades físicas. “Melhorar a atividade física, reduzir o tempo de sedentarismo e garantir o sono de qualidade em crianças pequenas melhorará sua saúde física, mental e de bem-estar, e ajudará a prevenir a obesidade infantil e doenças associadas mais tarde”, diz Fiona Bull, gerente de programas de vigilância e população na OMS.

        As novas orientações foram desenvolvidas por um painel de especialistas da OMS, que avaliaram os efeitos do sono inadequado em crianças pequenas e o tempo gasto sentados assistindo telas ou contidos em cadeiras e carrinhos de bebê. Eles também revisaram evidências sobre os benefícios do aumento dos níveis de atividade física. Segundo a OMS, o sedentarismo é responsável por mais de 5 milhões de mortes em todo o mundo a cada ano em todas as faixas etárias. Atualmente, mais de 23% dos adultos e 80% dos adolescentes não são suficientemente ativos. Portanto, se esses hábitos saudáveis forem estabelecidos no início da vida, as chances de permanecerem ao longo da vida são grandes.

          “O que realmente precisamos fazer é trazer de volta o brincar para as crianças”, diz Juana Willumsen, o ponto focal da OMS para obesidade infantil e atividade física. “A primeira infância é um período de rápido desenvolvimento e uma época em que os padrões de estilo de vida da família podem ser adaptados para aumentar os ganhos em saúde”, afirma o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus.


(Disponível em: https://revistacrescer.globo.com/Criancas/Saude/noticia/2019/04/criancas-devem-passar-menos-tempo-sentadas-epraticar-mais-atividades-fisicas-orienta-oms.html)
Marque a alternativa em que a palavra está acentuada seguindo a mesma regra de acentuação da palavra “físicas”.
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Q2439635 Português
Observe as assertivas abaixo.

I. autoanálise, altofalante, vêem, herói. II. auto-análise, alto-falante, veem, heroi. III. Autoimune, alto-falante, vêm, herói. IV. Colmeia, antissemita, veem, antiético.

Assinale a alternativa em que as palavras estão corretamente escritas de acordo com a Língua Portuguesa.
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Q2439210 Português
Assinale a alternativa sem erro quanto à acentuação gráfica:
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Q2438474 Português
TEXTO PARA RESPONDER À QUESTÃO.

CAPTURA E VENDA DE CARANGUEJO ESTÃO PROIBIDAS NO PARÁ

Por Lissa de Alexandria, g1 Pará — Belém . 15/01/2024 10h16

    O Estado do Pará entrou no primeiro período de defeso do Caranguejo-uçá, que visa garantir a reprodução e a proteção dos animais. A primeira fase iniciou junto à lua nova, no dia 12 e segue até 17 de janeiro.
    Os demais períodos que serão proibidas a captura e a venda de caranguejo sem declaração de estoque serão nas próximas luas em sua fase "nova":
    Nessa fase de lua nova, os animais aproveitam para saírem das suas tocas, para acasalamento e liberação dos ovos, tornando-se presas fáceis aos pescadores e catadores, e também por esse comportamento são protegidos para reprodução da espécie.
    Feiras da grande Belém passam por fiscalização e ações são realizadas no interior do Estado do Pará para coibir a prática de captura, transporte, beneficiamento, industrialização e comercialização do animal nos períodos de defeso.
    (...)
    O produto da captura apreendido, quando vivo, deve ser liberado, de preferência, no habitat natural, no manguezal. Aos infratores devem ser aplicadas as penalidades e as sanções previstas na Lei.

(Texto adaptado)
Todas as palavras são paroxítonas no item:
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Q2437824 Português
Mãe de planta: saiba o significado e os benefícios de se tornar uma


       Mãe de planta é uma palavra que serve para definir pessoas, homens e mulheres, que descobriram no hobby da jardinagem um novo prazer. Seja cultivando flores e plantas dentro de casa ou cuidando de um belo jardim.

          Além disso, ser mãe de planta é um jeito carinhoso de referir-se a quem cuida com amor e carinho de um ser vivo como se fosse um filho biológico. Exemplos similares são: mãe de pet, mãe de cachorro e mãe de gato, que já fazem parte do vocabulário e do cotidiano de muitos brasileiros.

           Um dos principais motivos que levam as pessoas a se tornarem mãe de plantas é que o cultivo de flores proporciona uma sensação de bem-estar dentro de casa. Com alguns poucos vasos, é possível criar um ambiente aconchegante, fresco e repleto de energias positivas para relaxar no dia a dia.

         Outro fator que contribui para o aumento do número de pais e mães de plantas é o efeito terapêutico que os cuidados com o jardim proporcionam. Cultivar pequenas flores, hortaliças e plantas em casa ajuda a:

• controlar a ansiedade;

• aliviar o estresse;

• lidar com a depressão;

• promover o relaxamento do corpo e da mente;

• evitar doenças como Alzheimer;

• melhorar a concentração;

• entre outros.



(Texto adaptado. Disponível em: https://blog.cobasi.com.br/mae-de-planta/)
Assinale a alternativa em que a palavra está acentuada seguindo a mesma regra de “biológico”.
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Q2414983 Português

Trecho do conto de Machado de Assis.




Na sentença “tocou ao piano uma peça clássica” o item que apresenta a mesma regra de acentuação gráfica da palavra em destaque é
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Q2405618 Português
Texto


DE VESTIDO DE ONCINHA E PLUMAS


Por Martha Medeiros – Jornal Zero Hora – 27/11/11


        Temos o direito de ficar ressabiados por postarem nossas fotos pré-históricas sem nos consultar?
        Outro dia aconteceu algo que me deixou sem saber direito o que pensar. Um caso corriqueiro, mas novidade pra mim. Quando era publicitária, trabalhei por três meses numa agência. Estamos falando do ano de 1984 – ou seja, 27 anos atrás.
         Pois uma ex-colega da agência postou essa semana, no blog de uma confraria da qual faz parte, uma foto daquela época, onde apareço numa festa à fantasia. Uma homenagem que ela me fez, sem nenhuma intenção difamatória. Nem estou tão medonha na foto, apesar do cabelo estilo Dallas, o vestido de oncinha e a echarpe de plumas negras. Foi a primeira festa à fantasia que fui. E a última.
          Me garantiram que o blog é acessado por pouquíssimas pessoas. As confrades estavam crentes de que eu iria me comover. Mas, nascida com vários defeitos de fabricação, não me comovi. Em vez disso, considerei que a titular do blog poderia ter pedido autorização para publicar uma foto minha de 27 anos atrás. Seria atencioso da parte dela. Mas devo estar variando: quem pede licença antes de postar foto dos outros?
           Lembrei de uma discussão que testemunhei entre duas amigas: uma delas havia ficado chateada por a outra ter postado a foto do seu chá de panela, onde ela aparecia completamente descomposta, mas descomposta de uma maneira que só quem já foi num chá de panela sabe que é possível. Já a outra amiga defendia o seu direito de postar o que quisesse, e de julgar ela mesma o que era descompostura e o que era apenas uma foto engraçada. De fato, era uma foto engraçada. Lembro que pensei: “Quá, quá, quá, que engraçado – ainda bem que não sou eu”.
             Agora sou eu. E se ainda não chegou sua vez, aguarde.
         Tenho plena consciência de que cada vez que tiro foto com um leitor numa sessão de autógrafos, aquela foto estará no Facebook em poucos segundos. Tudo bem. Meu trabalho faz com que me exponha e sei que não há controle sobre a propagação de imagens.
           E mesmo quando não é um evento profissional, tudo bem também: ao viajar com amigos ou ir a um churrasco, sei que serei fotografada junto ao grupo e logo estarei num álbum virtual, para quem quiser espiar. Qualquer pessoa que se deixe fotografar, hoje, sabe que é assim. Se quiser discrição, melhor evaporar na hora do clique.
           Não tive essa prerrogativa em 1984. Naquela época, nem em meus devaneios mais premonitórios poderia supor que o conceito de privacidade em breve estaria condenado à morte e que o “cá entre nós” seria substituído pelo “cá entre todos”.
            Por isso, a dúvida: temos o direito de ficar ressabiados por postarem nossas fotos pré-históricas sem nos consultar ou dá no mesmo se a foto foi tirada 27 anos atrás ou ontem à noite? Suspeito que estou sendo preciosista. Vaidosa. Tá bom: chata. Mas queria compartilhar essa indagação.
           Quanto à ex-colega, sem mágoas. Assimilei. Nenhum problema de eu circular pela internet de oncinha e plumas. Ao menos estou vestida, ufa.


Disponível em https://avaranda.blogspot.com/2011/11/de-vestido-de-oncinha-e-plumas-martha.html.
 “Quando era publicitária¹, trabalhei por três meses numa agência. Estamos falando do ano de 1984 – ou seja, 27 anos atrás².”. Com relação à acentuação gráfica das palavras, assinale a alternativa correta que apresenta os motivos da acentuação das palavras “publicitária” e “atrás”.
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Q2405578 Português
Texto

Crônica de Ano  Novo

Luis Fernando Veríssimo



         Existem muitas superstições sobre a melhor maneira de entrar o Ano-Novo. Na nossa casa, por exemplo, nunca falta um prato de lentilha para ser consumido nos primeiros minutos do ano que começa. Dá sorte. Ouvi dizer que na Espanha, ao soar da meia-noite, deve-se comer uma uva para cada badalada do relógio. Este costume chegou à Bulgária mas, por uma falha na tradução, lá se come um melão para cada batida do relógio, e os hospitais ficam cheios no dia 1º. Na Suíça, comem o relógio.
         Algumas crenças persistem através do tempo, desafiando toda lógica. Se o champanhe aberto à meia-noite não estourar e se tiver alguém na família chamado Edgar, é sinal de que a casa será arrasada por uma manada de elefantes e o champanhe está choco. Na Rússia, depois de brindarem o Ano-Novo com vodca, os convidados devem atirar suas taças contra a parede e depois ficar muito brabos porque não há mais copos na casa e atirar o anfitrião contra a parede. De qualquer maneira, a festa termina cedo.
           Na Índia se a primeira criança que nascer no Ano-Novo tiver bigode, fumar de piteira e pedir para falar urgentemente com o Kofi Anan, é mau sinal. Na Polinésia, em certas tribos primitivas, o guerreiro mais audaz deve levar a virgem mais bonita até a boca do vulcão e atirá-la para a morte, como um sacrifício aos deuses. Mas a encosta do vulcão é comprida, os dois param para descansar um pouco e, quando chegam à boca do vulcão, estabelece-se o paradoxo: se o guerreiro era audaz, a moça não é mais virgem, se a moça ainda é virgem, o guerreiro não era audaz, e o sacrifício sempre fica para o ano que vem. Na Austrália, todos se atiram contra a parede.
       Entrar o Ano-Novo de gravata-borboleta pode comprometer seriamente as relações entre o Oriente e o Ocidente. O primeiro animal que você encontrar na rua no Ano-Novo pode significar uma coisa. Cachorro é sorte. Gato é dinheiro. Rato é saúde. Um bando de hienas é azar, corra. Um cavalo roxo dançando o xaxado na calçada significa que você está bêbado. Vá dormir.
           Em certos lugares, é costume derramar champanhe no decote da mulher ao seu lado, o que lhe trará, a longo prazo, bons negócios, e, a curto prazo, um tapa-olho. Se você estiver num réveillon junto com seu patrão, não esqueça de se colocar estrategicamente para ser o primeiro a abraçá-lo à meia-noite. Dance com a mulher dele. Insista para que ele dance com a sua. Proponha vários brindes. Pule em cima da mesa. Proponha mais brindes. Diga que agora você é quem vai dançar com o patrão e não quer nem saber. Acabe lhe dizendo algumas verdades. Proteste que ninguém precisa segurar você, você está sóbrio, entende? Sóbrio! Só não sabe como uma manada de elefantes roxos invadiu o salão, ou será que a mulher do patrão trouxe a família toda? No dia 1º você não se lembrará de nada. No dia 2, você vai procurar outro emprego. Chato.
         Outro costume é fazer previsões na véspera do Ano-Novo. Pode chover. Alguém, em algum lugar do Brasil, está dizendo: “Boas-entradas nada, eu quero saber onde fica a saída…”. E a previsão mais fácil de todas…
                 – Qual é?
                 – Amanhã eu vou estar de ressaca!
           Enfim, o Ano-Novo já está quase aí e, apesar de muita gente no Brasil telefonar para os parentes no Japão, onde o 2013 chegará mais cedo, querendo saber que tal o ano, como quem pergunta como é que está a água, ninguém sabe como ele será. Farei o possível para entrar nele com o pé direito, mas, quando perceber, ele é que terá entrado em mim, não dará para recuar.
             Só sei uma coisa. Assim que o relógio terminar de bater a meia-noite, comerei meu prato de lentilha para dar sorte. Pedirei outro. E derramarei lentilha no colo, destruindo para sempre A) um bom par de calças e B) minha fé em qualquer tipo de superstição.” 


Disponível em https://arararevista.com/cronica-de-ano-novo-luis-fernando-verissimo/. 
Analise o excerto retirado do texto: “Na Suíça, comem o relógio.”. Com relação à acentuação gráfica das palavras, assinale a alternativa que apresenta todos os vocábulos acentuados pelos mesmos motivos de “Suíça” e “relógio”.
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Q2405323 Português
Mudanças climáticas e enchentes no Brasil:
qual é sua relação? 









Disponível em: https://www.florajunior.com/post/mudan%C3%A7 as-clim%C3%A1ticas-e-enchentes-no-brasil-qual-sua- -rela%C3%A7%C3%A3o. Acesso em: 18 jan. 2024. Adaptado. 
De acordo com a norma-padrão da língua portuguesa, a palavra corretamente acentuada está no seguinte trecho: 
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Q2403263 Português
Texto V


Literatura Infantil: reflexões e práticas


        A Literatura Infantil pode ser vista como uma porta de entrada para o universo maravilhoso da leitura. Para entendermos bem a importância dessa literatura na formação do ser humano, faz-se fundamental olhar para a variedade de textos que a compõem: fábulas, contos de fadas, contos maravilhosos, mitos, lendas, adaptações de grandes clássicos da literatura mundial, parlendas, trava-línguas, adivinhas, além de textos autorais narrativos e poéticos. Temos, assim, um rico material repleto de histórias, memórias, diversidade cultural, fantasia, encantamento e valores humanos.
          A escola, por seu caráter pedagógico, por vezes direciona ou prioriza a função didática dos textos direcionados à infância. Muitas das atividades pós-leitura propostas no espaço escolar ainda visam apenas uma compreensão mais literal do texto literário. Por exemplo, pergunta-se: quem a Chapeuzinho foi visitar? Que animal ela encontrou na floresta? Como ela foi salva? Essa compreensão textual é válida, mas acaba por resultar em respostas únicas, nada imaginativas. Não devemos esquecer que literatura é antes de tudo arte e, como tal, tem a função de exercitar o nosso pensamento poético – relacionado com o imaginar que é uma outra forma de pensar, sentir, perceber e conhecer o mundo e a nós mesmos. A linguagem artística é plurissignificativa, permitindo diversas interpretações, pois faz um apelo à nossa criatividade e sensibilidade. (...)
       O primeiro contato das crianças com essa literatura se dá, em geral, intermediado pela narração de um adulto; mas este, nem sempre, permite o contato físico delas com o livro, sobretudo quando são bebês. Isso acontece mesmo no ambiente escolar; entre os motivos podem estar: não querer que os livros sejam danificados ou julgar que, só a partir dos 2 anos, a criança esteja a apta para usufruir desse contato adequadamente. No entanto, o livro deve ser considerado pelos educadores como um brinquedo a ser oferecido para toda criança. Afinal, ter livros ao alcance das mãos é essencial para incentivar o interesse pela leitura.
          Existem livros especialmente produzidos para essa faixa etária do 0 aos 2 anos. Eles são feitos de material como papel cartonado, plástico ou tecido – mais resistentes à manipulação da criança – e possuem texturas, formas e cores que visam estimular o tato e a visão, alguns apresentam recursos sonoros. A proposta desse tipo de obra é estimular os sentidos e a sensibilidade do bebê que começa a realizar suas próprias leituras: olhando, colocando na boca, apertando, sentindo, cheirando, brincando. Entretanto, vale ressaltar que a criança precisa ser inserida no universo das narrativas. Por exemplo: enquanto a professora dá banho no bebê e ele manipula um livro com desenhos de animais, seria ideal que ela lhe contasse uma história ou cantasse uma cantiga associada àquelas ilustrações, que não apenas se focasse no ensino das palavras e na relação destas com figuras, mas já começasse a mostrar para a criança que o livro é um suporte para a narração e a imaginação. (...)
          O exemplo e o gesto são grandes educadores. Ler para uma criança, de qualquer idade, é fundamental para despertar sua curiosidade pelo objeto livro e pelas narrativas que ele guarda. Ler com elas também é essencial. Lembrem-se: as ilustrações podem ser lidas pelas crianças. Portanto, a leitura pode começar pela capa, quando o professor a mostra para a turma e, juntos, eles a leem e imaginam como será essa narrativa. Vamos supor que nessa capa há a ilustração de dois meninos. O professor pode, então, suscitar as primeiras inferências com questionamentos como quem são, qual a idade deles, são irmãos ou amigos, por que vocês acham que são irmãos... Logo no início da narração, podemos fazer inferências a partir do título da obra e levantar hipóteses sobre o que vai acontecer aos personagens. Podemos também parar a narração no meio e tentar adivinhar o final, para depois verificarmos se conseguimos ou não acertar – ou conversarmos sobre o final imaginado pelos alunos, se este era mais ou menos interessante que aquele dado pelo autor e por quê. Inferência e levantamento de hipóteses são técnicas de compreensão, usadas ao longo da leitura de um livro para que essa atividade seja construída coletivamente, tornando-a dinâmica, envolvente e prazerosa. (...)



Disponível em http://basenacionalcomum.mec.gov.br/implementacao/praticas/caderno-de-praticas/aprofundamentos/203-literatura-infantil-reflexoes-epraticas?highlight=WyJmb3JtYVx1MDBlN1x1MDBlM28iLCJkZSIsImxlaXRvciIsImZvcm1hXHUwMGU3XHUwMGUzbyBkZSIsImZvcm1hY2FvIGRlIGxlaXRvciIsImRlIGxl
aXRvciJd
Em relação à acentuação gráfica e à ocorrência da crase nas palavras grifadas em “A escola, por seu caráter pedagógico, por vezes direciona ou prioriza a função didática dos textos direcionados à infância.”, analise os itens abaixo:

I. Em “à infância”, a ocorrência do fenômeno da crase está errada.
II. “infância” recebe acento por ser paroxítona terminada em ditongo crescente.
III. “caráter” e “infância” são paroxítonas acentuadas pela mesma regra de acentuação.
IV. “Didática” e “pedagógico” recebem acento por serem proparoxítonas terminadas em vogal.
V. O sinal grave em “à infância” foi necessário devido à regência da forma nominal “direcionados” que pede a preposição “a”.

Mediante a análise dos itens acima, assinale a alternativa correta. 
Alternativas
Q2401376 Português
Texto 1


Brusque é a quarta melhor cidade de médio porte do Brasil


Brusque é a quarta melhor cidade de médio porte do Brasil e a segunda no território catarinense. É o que aponta o Anuário da Revista ISTOÉ, que baseia a informação em pesquisa feita em todos os 5.565 municípios do país. O levantamento traz uma radiografia nacional, considerando áreas diretamente afetadas por políticas públicas: social, econômica, fiscal e digital.

Na avaliação do nível de desenvolvimento socioeconômico brasileiro, as cidades são divididas em três grupos: grande, médio e pequeno porte. Na categoria das cidades brasileiras de médio porte, Brusque ocupa a quarta colocação.

A liderança coube a outra cidade catarinense, Jaraguá do Sul. Em segundo lugar, aparece São Caetano do Sul e, em terceiro, Valinhos, ambas de São Paulo. E completa o chamado ‘top 5’ do ranking nacional, a cidade paranaense de Toledo. Todas as informações sobre a pesquisa e a íntegra do ranking vão ser conhecidos com a publicação da próxima edição da Revista ISTOÉ.

Para o prefeito Ari Vequi, a cidade de Brusque recebe com grande alegria a informação. “É motivo de muito orgulho, entre mais de cinco mil municípios do Brasil inteiro, estarmos nessa colocação”, comemora. Para ele, este reconhecimento também serve de estímulo para continuar o trabalho que é feito na cidade. “Nos anima muito a continuar fazendo o trabalho do dia a dia, porque o resultado está aí, a prova é que os índices nos elevam também a qualidade de vida da nossa população”.

Para formar o ranking, segundo a publicação, “foram considerados, ao todo, 281 indicadores relacionados às áreas social, econômica, fiscal e digital e permite hierarquizar as cidades com foco na igualdade das oportunidades entre seus habitantes”. E completa que as informações foram extraídas de fontes primárias públicas, como Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Secretaria do Tesouro Nacional (STN), Datasus, Departamento Nacional de Trânsito (Denatran), Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC), Ministério do Trabalho e Emprego (TEM), entre outras.


Disponível em: https://www.brusque.sc.gov.br/noticias/brusquee-a-quarta-melhor-cidade-de-medio-porte-do-brasil-e-a-segundaem-santa-catarina-em-levantamento-de-publicacao/. Acesso em: 05 de fev 2024. Adaptado.
Assinale a alternativa em que todas as palavras deixaram de ser acentuadas graficamente com a vigência do novo acordo ortográfico, que passou a ser obrigatório a partir de 2016. 
Alternativas
Ano: 2024 Banca: Instituto Darwin Órgão: Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE Provas: Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Analista de Controle Interno | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Clínico Geral Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Endocrinologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Gastroenterologista Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Neurologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Oftalmologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Ortopedista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Radiologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Vascular | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Enfermeiro Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Enfermeiro | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Farmacêutico | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Fisioterapeuta | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Fonoaudiólogo | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Terapeuta Ocupacional | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Educador Físico | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Biomédico | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Reumatologista Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Assistente Social | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Urgência e Emergência Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Cardiologista | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Cirurgião Obstetra Hospitalar | Instituto Darwin - 2024 - Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe - PE - Médico Psiquiatra |
Q2398357 Português
Texto

Filme Oppenheimer (2023, Christopher Nolan)


          Christopher Nolan utilizou, como base para o roteiro desta cinebiografia, o livro biográfico de J.R. Oppenheimer. A obra ganhou diversos prêmios, em especial a conquista de um Prêmio Pulitzer, na categoria “Biografia ou Autobiografia”, em 2006. A biografia do físico teórico foi escrita a quatro mãos pelos autores Kai Bird e Martin J. Sherwin, durante um período de vinte e cinco anos.
           Quando lemos ou escutamos o nome bomba atômica, é inevitável pensar, lá no início da segunda metade da década de 1940, no final da Segunda Guerra Mundial, nos ataques nucleares dos Estados Unidos da América às cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki. Do avião bombardeiro B-29, o “Enola Gay”, foi lançada na primeira cidade a bomba de codinome “Little Boy” (bomba de fissão de urânio), no dia 6 de agosto de 1945. Em 9 de agosto do fatídico ano, apenas três dias após o primeiro ataque nuclear da história, outro avião bombardeiro B-29 (apelidado de ‘Bockscar‘, ou ‘Bock’s Car‘) lançou sobre a segunda cidade nipônica a bomba de fissão de plutônio, apelidade de “Fat Man”.
            Essas duas bombas lançadas sobre as cidades japonesas foram as únicas até então a serem utilizadas durante uma guerra. Antes de utilizá-las para valer, os Estados Unidos conduziram o primeiro teste de arma nuclear dentro do “Projeto Manhattan”, no dia 16 de julho de 1945, no Novo México, em que foi posta em prática a experiência “Trinity”, nome da bomba de plutônio de implosão, o mesmo tipo de arma utilizada posteriormente em Nagasaki (Japão).
         Logo após a passagem da onda de choque da Experiência “Trinity”, instaurou-se a “Era Atômica”, designada “Era Nuclear”. Esse período da história – também conhecida como “Idade Atômica” – foi intensificado após a utilização em larga escala da tecnologia nuclear que culminou na destruição em massa das cidades japonesas de Hiroshima e Nagasaki, e das milhares de pessoas mortas (cálculos conservadores estimam que até o último mês de 1945 haviam cerca de 110 mil pessoas mortas, em ambas as cidades; outros estudos calculam mais de 210 mil vidas ceifadas).
        (...) Os acontecimentos resumidos acima e seus diversos personagens fazem parte do roteiro adaptado de Christopher Nolan e estão – e são – representados na esplendorosa captação de som e imagem assinadas pela grife C. Nolan em parceria com o compositor de cinema sueco Ludwig Göransson, o diretor de fotografia holandês Hoyte van Hoytema e a constelação de superelenco, que tem como estrela mais brilhante o ator irlandês Cillian Murphy.
        A semelhança física de Murphy e seu personagem-título incrementa a sua potência interpretativa, que aliás adentra ao íntimo caótico do biografado; as cenas e imagens, em que somos os intrusos dentro da cabeça do criador da bomba atômica, captam lapsos de tensão e terror imaginados na consciência do homem diante do dilema em torno da potencialidade destrutiva que a sua criação provocará às pessoas, ao mundo e ao próprio criador um fardo do qual Chris Nolan capta profundamente nas cenas do Teste Trinity, momento em que, meio do deserto do Novo México, é detonada a primeira bomba atômica; sequência onde a junção do design de som e imagem conjugam-se concomitante.
       É claro o saber quanto ao clímax do filme, espera-se ver – e principalmente escutar – o detonar e a sequência explosiva da bomba atômica (Trinity), neste momento somos surpreendidos pela inteligência da direção à maneira como nos é transmitida a explosão, no momento derradeiro o sistema de som da sala de cinema é tomada pelo peso do silêncio perturbador, momento em que somos impactados por uma onda de consciência que imagino levar a um pensamento coletivo diante das consequências de que o sucesso do Teste Trinity causaria futuramente, tratando-se de uma arma de guerra impiedosa, de poder destrutivo capaz de aniquilar do tempo e espaço qualquer coisa ou ser. A chegada estrondosa do som oriundo da detonação da bomba atômica Trinity estremece a alma.
        Apesar de achar os longínquos 180 minutos de duração, essas 3 horas de filme transcorrem imperceptíveis no tempo, o banheiro e o bocejo ficam para segundo plano, no transcorrer dos créditos finais, graças à inquestionável qualidade técnica e narrativa já tantas fezes aprovadas em produções anteriores assinadas por Nolan & Cia.
         Albert Einstein é o gênio da física que se faz presente na biografia de J. Robert Oppenheimer, sua participação é pontual e em ação transmite carisma através da interpretação de Tom Conti. Para mim, caso no futuro venha ser produzido cinebiografia do pai da Teoria da Relatividade, o ator deve repetir o seu personagem. Ainda neste bloco, faço questão de trazer à tona outros atores que merecem os elogios devido a excepcional prestação de serviço executada em cena: Florence Pugh como Jean Tatlock, Emily Blunt como Kitty Oppenheimer, Josh Hartnett como Ernest Lawrence, Kenneth Branagh como Niels Bohr, Matt Damon como Leslie Groves e uma das melhores performances dele, Robert Downey Jr. como Lewis Strauss.
       Os envolvidos no departamento de som merecem os aplausos, pois um dos quesitos técnicos de maior destaque cai sobre os ombros dos profissionais responsáveis pelo departamento design de som. As diversas explosões de bombas ouvidas ao longo do filme são sentidas com tamanha perfeição sonora que quem escuta chega até a esboçar uma reação de tapar os ouvidos tamanho é o realismo do som. (...)
       Os diálogos carregados em meio a toda tensão nos entregam interpretações de uma régua de qualidade artística no patamar das mais elevadas; o dilema moral está no centro do filme, raciocínio perturbador que ocupa um espaço significativo dentro da cabeça brilhante de J. Robert Oppenheimer, todo o seu conhecimento teórico de mecânica quântica e física é materializado na bomba atômica. Nos minutos finais do filme, várias questões que incluem jogo político, traição, conspiração, investigação e julgamento ficam claras e totalmente expostas dentro e fora de Los Alamos. (...)
        Dentro do roteiro desta produção, surgem várias frases de efeitos, muitas delas já ouvidas pelo público em geral, que causam impacto quando vistas e ouvidas, muitas são verdadeiros estopins para reflexões filosóficas sobre o futuro do mundo após a invenção bélica, causa de interesse principal de muitas pessoas em assistir a esta produção épica. Dessas frases, destaco a fala de J. Robert Oppenheimer: “Agora eu me tornei a Morte, a destruidora de mundos”.
        Na cena final, é perceptível o peso do mundo jogado com todas as forças sobre as costas do “pai da bomba atômica”, junto do seu “descarte”, por parte do governo estadunidense, uma vez comprovada o sucesso do nascimento do seu “filho”. É devastador ver através da expressão final de J. Robert Oppenheimer a visão dele quanto ao futuro do mundo. (...) 



 Disponível em https://www.leiaeassista.com.br/resenha-do-filme-oppenheimer-2023-christopher-nolan/.Adaptado
Analise o excerto a seguir retirado do Texto: “É claro o saber quanto ao clímax do filme, espera-se ver – e principalmente escutar – o detonar e a sequência explosiva da bomba atômica...”.
Com relação à acentuação gráfica das palavras em destaque acima, assinale a alternativa correta que apresenta todos os vocábulos acentuados pelos mesmos motivos de “clímax”, “sequência” e “atômica”, respectivamente. 
Alternativas
Q2397677 Português
Marque a alternativa que contém a palavra com a acentuação gráfica correta:
Alternativas
Respostas
1061: B
1062: A
1063: A
1064: E
1065: D
1066: E
1067: C
1068: B
1069: E
1070: A
1071: B
1072: A
1073: A
1074: C
1075: C
1076: E
1077: B
1078: C
1079: D
1080: D