Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

Foram encontradas 4.419 questões

Q3873027 Português
Os disquetes esquecidos de Stephen Hawking por trás da corrida para evitar “Idade das Trevas” digital


Por Christian Kriticos







(Disponível em: bbc.com/portuguese/articles/c8e9j74pdk8o – texto adaptado especialmente para esta prova). 
São palavras paroxítonas retiradas do texto, EXCETO:
Alternativas
Q3872271 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras são oxítonas.
Alternativas
Q3871614 Português
Se a palavra “óculos” fosse escrita “oculós”, ela: 
Alternativas
Q3871613 Português
A palavra “paralelepípedo” é uma:
Alternativas
Q3867426 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa. 
Alternativas
Q3867175 Português

TEXTO PARA A QUESTÃO.


Viver no limite 


    Assisti a um filme clássico sobre mitologia. Deuses, castigos eternos, excessos divinos. Tudo parecia distante, quase decorativo, até deixar de ser. Bastaram algumas cenas para que Sísifo e Dionísio começassem a se parecer perigosamente com pessoas conhecidas. A mitologia explica muito, sobretudo quando fingimos que é apenas sobre deuses antigos e não sobre o cotidiano mais imediato.


    Sísifo reaparece todos os dias. Empurra tarefas, compromissos, obrigações, reuniões que poderiam ser e-mails. Empurra sabendo que tudo volta ao ponto inicial. Dionísio também está entre nós: vibrante, falante, urgente. Pergunta e responde, ocupa o espaço inteiro, transforma qualquer conversa em espetáculo. Ambos vivem no limite e, de alguma forma, parecem exemplares.


    Vivem no limite porque o meio termo não interessa. A pausa incomoda. O silêncio soa como falha. É preciso estar sempre fazendo, dizendo, reagindo. Quem para parece improdutivo; quem escuta demais vira suspeito. No convívio, essas pessoas cansam mais do que percebem. Perturbam o entorno sem notar, falam como se o mundo estivesse sempre à espera de opinião. Para elas, isso talvez tenha virado virtude social, como se viver exigisse sempre o excesso.


    Os de Sísifo seguem outro roteiro. Trabalham, cumprem, repetem. Empurram dias com eficiência e um cansaço que já nem chama atenção. Não reclamam muito o que ajuda a manter tudo em ordem. Vivem no limite do esgotamento.


    E os de Dionísio? Os que ardem e explodem, iluminam qualquer sala com a própria presença, aqueles que vivem no limite da vivacidade extrema, do prazer ou do caos, onde estão? Onde ficaram?


    O paradoxal é que esses extremos convivem bem: um transborda, o outro suporta; um vê excesso onde há paixão, o outro vê desgaste onde há responsabilidade. O mundo gira nessa acomodação polida e chama isso de costume.


    Penso que, no fundo, viver no limite não é coragem nem intensidade. É uma forma eficiente de não parar para pensar. O excesso ocupa o lugar da dúvida; a repetição, o da escolha. Tudo anda, tudo funciona, tudo parece sob controle até que alguém cansa, adoece ou simplesmente some da cena.


    Talvez por isso a mitologia siga tão atual. Não porque fale do passado, mas porque descreve com precisão esse hábito persistente de transformar condenação em rotina e viver como se isso fosse normal.


Autora: Helô Bacichette - GZH (adaptado). 

Considerando sua acentuação, a palavra espetáculo é classificada como: 
Alternativas
Q3864434 Português
Segundo as regras ortográficas vigentes, a acentuação gráfica de paroxítonas terminadas em 'ditongo crescente' é obrigatória, diferentemente do que ocorre com as paroxítonas terminadas em 'em' ou 'ens', que não possuem acento, independentemente do dígrafo vocálico que as anteceda.
Alternativas
Q3859386 Português
O sistema ortográfico vigente preconiza que o uso do acento agudo em palavras paroxítonas terminadas em 'ditongo crescente' é facultativo, por ser uma marcação gráfica que visa apenas à musicalidade da palavra, não influenciando na sua correta pronúncia ou significado.
Alternativas
Q3851556 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras atendem às normas vigentes de grafia em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3822761 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Ordem na Casa


Você é uma pessoa boa. Do tipo que se esforça para agradar todo mundo, releva deslizes alheios, se culpa quando comete os próprios deslizes, elogia, consola, dá conselhos. Tem autocontrole e engole sapos. Como boa menina, aprendeu que não é legitimo sentir raiva e, de tanto reprimi-la, vive com a barriga estufada e o intestino preso.


Você não percebe, mas quem te comanda é um gigante, um Super Gigante. Um tirano que te olha de cima, aponta o dedo, não aceita notas baixas.


Ele te faz de refém, te mantém em cativeiro, e você se submete a isso.


Permite que ele dê as cartas porque tem medo. Medo de ser excluída, ser alvo de críticas e desamor.


Mas chega uma hora em que tem que pôr ordem na casa. Pois, por trás de toda docilidade e condescendência, também existe uma fera.


Uma fera que não quer acatar as ordens do Gigante e deseja mostrar sua autenticidade, seus gostos, seus acertos e desacertos.


Uma fera que deseja revelar que não é perfeita, que não tem que provar nada a ninguém, que quer ser amada mesmo que fuja do combinado; que é capaz de falar alto, de impor limites, de se proteger.


A fera é seu lado mais irreverente, transgressor, autêntico. E às vezes você precisa escutá-la. Às vezes tem que abrir a jaula e deixá-la sair.


Porque ninguém é de ferro.


E você tem que aprender a se aceitar.


A entender que a culpa te paralisa e não permite que você seja quem é. Simplesmente quem é...


Mas quem te faz se sentir culpada? Quem aponta o dedo para você?


Seus fantasmas, seu passado, sua educação rígida?


Ou você mesma? O Super que há em você?


Coloque ordem na casa.


Não seja a primeira a se esconder por trás de um véu de justificativas quando o que você quer é assumir que não sabe cozinhar, que se apavora quando tem que dirigir, que está cansada para ir à balada, estressada com as visitas em casa, que prefere recusar um convite "irrecusável”, que não dá pra quebrar um galho pro seu irmão hoje, que não pode emprestar uma grana, que não consegue gostar do perfume que ganhou do namorado, que tem medo de expor um deslize do passado.


Nem tudo são imperfeições. E se for, faz parte também.


Você também erra, também se atrasa, também se irrita, também tem vontade de mandar tudo praquele lugar. E nem por isso será menos digna.


Nem por isso terá menos amor.


Só por isso será mais feliz. Só por isso será mais leve. Por dentro e por fora.


(Fabiola Simões. A Soma de todos os afetos.)  

 



 

A pluralização do sujeito muda o acento da palavra em: 
Alternativas
Q3981654 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente:
Alternativas
Q3891663 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras são acentuadas pela mesma regra de acentuação: 
Alternativas
Q3857953 Português
Saneamento ganha novo peso nas discussões climáticas da COP30

Por Lussana Neves*


    A COP30, realizada em Belém (PA), consolidou uma mudança importante no debate global sobre clima: a universalização do saneamento básico deixou de ser tratada apenas como um tema social e passou a ocupar posição central na pauta ambiental internacional.

    Delegações de mais de 160 países têm destacado que não é possível falar em adaptação climática, redução de desigualdades ou segurança hídrica sem ampliar o acesso à água potável e ao tratamento de esgoto.

    A discussão avança em conformidade com a Agenda 2030 e com o ODS 6, que estabelece a meta de garantir saneamento universal. A lógica é simples e inequívoca: quanto mais vulnerável uma população é — especialmente as comunidades sem coleta e tratamento de esgoto — maior o impacto que sofre diante de eventos climáticos extremos. Inundações, contaminação de mananciais, proliferação de doenças e perda de qualidade de vida são apenas alguns dos efeitos diretos.

    No Brasil, o desafio é urgente. O Marco Legal do Saneamento determina que, até 2033, 90% dos brasileiros tenham acesso à coleta e ao tratamento de esgoto. No entanto, ainda hoje 44,5% da população permanece à margem desse direito básico. O atraso deixa claro que o país precisa combinar infraestrutura estrutural com novas abordagens capazes de responder às realidades locais.

    É nesse cenário que o saneamento móvel ganha espaço. Em regiões isoladas, áreas rurais, comunidades ribeirinhas ou bairros urbanos não regularizados — onde redes convencionais demoram anos para chegar — soluções como coleta de efluentes, limpeza de fossas, fornecimento de água potável e descarte certificado se consolidam como alternativas rápidas e eficientes.

    Empresas especializadas já atendem setores complexos, como grandes mineradoras, mostrando que o modelo é tecnicamente seguro e operacionalmente viável.

    A ampliação dessas soluções pode reduzir significativamente o tempo de espera por serviços essenciais, evitando que milhões de pessoas continuem expostas a um cotidiano marcado por fossas improvisadas, valas abertas e contaminação de rios e córregos. Além do impacto sobre a saúde pública, o esgoto não tratado intensifica a crise climática ao liberar metano, um dos gases mais potentes na intensificação do efeito estufa.

    A inclusão do saneamento na agenda climática da COP30 reforça um consenso crescente: sem acesso universal à água e ao esgoto, não há desenvolvimento sustentável possível.

Diretora administrativa da Liderban Disponível em https://www.hojeemdia.com.br/opiniao/opiniao/saneamento-ganha-novopeso-nas-discuss-es-climaticas-da-cop30-1.1093685. Acessado em 09.12.2025.
Analise o trecho a seguir: “Além do impacto sobre a saúde pública, o esgoto não tratado intensifica a crise climática ao liberar metano, um dos gases mais potentes na intensificação do efeito estufa”. Sobre a acentuação gráfica das palavras destacadas, analise os itens abaixo:

I. em “além”, tem-se uma palavra paroxítona terminada em “em”;
II. em “saúde”, tem-se uma palavra paroxítona acentuada devido ao “u” tônico de um hiato;
III. em “pública”, o acento não é mais necessário desde a reforma promovida pelo Novo Acordo Ortográfico;
IV. em “climática”, tem-se uma palavra proparoxítona acentuada por terminar na vogal “a”.

A partir dos itens acima, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q3857122 Português
Ativista que quer "calçar o mundo" já distribuiu 60 mil chinelos


Betty Mae Agi começou o trabalho em Angola e hoje está em 24 países

Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã, Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas.

Betty nasceu em Brasília e mora em Anápolis (GO), filha de pai moçambicano e mãe brasileira. Trabalhando na área de parasitoses e verminoses, as irmãs perceberam que as crianças morriam, entre outras coisas, pelo contato com o esgoto a céu aberto em situações de muita precariedade. O ano era 2010 e, segundo Betty, ninguém estava olhando para essa questão.

Ao voltar para o Brasil, usaram a antiga rede social Orkut para divulgar um álbum de fotos unindo o ballet e os chinelos. O objetivo era arrecadar 250 pares de chinelos para enviar às crianças angolanas. A campanha alcançou 17 estados e, no segundo dia, a meta foi alcançada. Ao mesmo tempo, chegaram pedidos do Brasil, da Índia e do Haiti, o que deu a elas a dimensão do problema.

"Na época, segundo dados da ONU, 300 milhões de crianças viviam descalças por falta de opção. E isso é um problema de saúde, um problema de dignidade, de mobilidade, de segurança. Imagina no meio da guerra civil e você descalço. Você corre quanto? Você pode ir para onde", pergunta Betty Mae Agi.

"O par de chinelos hoje, para o público que a gente atende, não é só aquele pedaço de borracha que a gente tem vergonha de usar no Brasil, de repente. Ele é um meio de transporte. É o que vai delimitar se uma criança vai entrar na escola ou não".

Betty aponta ainda que as pessoas descalças sofrem do estigma da falta de higiene e chama atenção para o recorte racial da questão: segundo ela, 80% das pessoas que não têm sapatos são pessoas não brancas.

"É urgente a gente resolver isso. Porque a gente fala que a humanidade está caminhando para o futuro, mas está caminhando como? Alguns estão com carro elétrico, outros, estão descalços", reflete a ativista.


(Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/direitos-humanos/noticia/2025-12/ativis ta-que-quer-calcar-o-mundo-ja-distribuiu-60-mil-chinelos. Acesso em: 08 dez. 2025. Adaptado.)
Analise as palavras em destaque quanto à acentuação gráfica:

"Crianças descalças chamaram a atenção de Betty Mae Agi e de sua irmã , Brenda, quando elas estavam fazendo trabalho voluntário em Angola. A viagem para o país do continente africano foi uma troca: abriram mão da festa de formatura do curso de Biomedicina e foram trabalhar como biomédicas." 

Analise as sentenças a seguir e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:
(__)A palavra "irmã" é uma oxítona terminada em -ã , por isso não é acentuada.
(__)"Voluntário" é acentuada por ser uma paroxítona terminada em ditongo oral.
(__)A acentuação de "país" acontece para diferenciá-la de "pais" (plural de pai, por exemplo).
(__)A palavra "biomédicas" segue a regra das paroxítonas terminadas em -a(s).

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3825043 Português

Leia o texto a seguir:

 

Má alimentação ameaça o futuro das crianças e do Brasil

 

Autores: Raul Cutait, Marcos Kisil e Aracélia Costa

 

O Dia Mundial da Alimentação, celebrado nesta quinta-feira (16/10), enseja reflexões. Segundo relatório do IBGE desta semana, 25% dos brasileiros vivem com algum grau de insegurança alimentar: incerteza quanto à próxima refeição (grave), limitação na quantidade (moderada) ou composição inadequada dos alimentos disponíveis (leve). Quanto a crianças de 0 a 10 anos, 7% convivem com insegurança alimentar grave.

No estado de São Paulo, responsável pelo maior PIB do país, 12 milhões de pessoas não conseguem realizar as refeições diárias de forma adequada; ou seja, 25% da população paulista enfrenta algum grau de insegurança alimentar. Estudo da Rede Pensan estima que em um terço dos lares paulistas com crianças menores de 10 anos ocorre insegurança moderada ou grave.

Ora, o desenvolvimento saudável de uma criança depende não só de educação e amor, mas também da boa alimentação, que desempenha um papel central em sua formação física, cognitiva e emocional desde os primeiros anos de vida. Assim, carências impactam diretamente na formação do futuro cidadão. Porém, além da desnutrição, crianças vivenciam outro grave problema, a obesidade, relacionada com a ingestão excessiva de alimentos inadequados do ponto de vista nutricional.

No Brasil, 3 milhões de crianças com menos de 10 anos são obesas, e 6,4 milhões apresentam excesso de peso, sendo que esse problema afeta 1,2 milhão de crianças paulistas. A obesidade torna essas crianças sérias candidatas a desenvolver doenças crônicas quando adultas, dentre elas hipertensão arterial, diabetes, dislipidemias e câncer, o que irá interferir em sua qualidade de vida futura, sobrecarregar o sistema de saúde e gerar altos custos de tratamentos.

Adicionalmente, a má alimentação compromete uma futura mobilidade social, pois jovens que tiveram crescimento físico, cognitivo e emocional limitados convivem com limitações pessoais para se qualificar e disputar melhores oportunidades no mercado de trabalho. Por outro lado, o setor produtivo encontra dificuldades na busca de profissionais qualificados, o que impacta em produtividade e competitividade econômica. Portanto, insegurança alimentar e nutricional é não só uma questão social, mas também econômica e de desenvolvimento humano.

Alimentar bem as crianças é uma missão para todos. Por esse motivo, a Fiesp, através de seu Conselho Superior de Responsabilidade Social, lançou há dois anos o Programa Alimentar o Futuro, em parceria com instituições nacionais e internacionais, visando aumentar a interação efetiva entre governos municipais e empresariado na busca de caminhos que permitam corrigir distorções como a por nós verificada em duas regiões do estado, onde 92% das refeições escolares não atendem plenamente os critérios nutricionais estabelecidos pelo Programa Nacional de Alimentação Escolar.

Assim, políticas de melhoria da alimentação infantil têm sido conjuntamente desenhadas pelos setores público e privado e complementadas com ações de capacitação de nutricionistas e cozinheiros das cidades envolvidas.

Como proposta, pretendemos estender essa experiência para outras regiões do estado e incluir creches públicas, bem como auxiliar na expansão da agricultura familiar, que por lei será responsável por 45% dos cardápios escolares. Acreditamos que, dessa forma, a Fiesp faz mais uma importante contribuição social, ao participar da construção de um futuro mais justo para nossas crianças e, consequentemente, para o desenvolvimento do país.

 

Fonte: https://www1.folha.uol.com.br/opiniao/2025/10/ma-alimentacao-ameaca-ofuturo-das-criancas-e-do-brasil.shtml (consultado em 16/10/2025)

Observe com atenção a palavra destacada no fragmento a seguir:
“...incerteza quanto à próxima refeição (grave), limitação na quantidade (moderada) ou composição inadequada dos alimentos disponíveis (leve).”
De acordo com as normas gramaticais, a palavra acentuada pela mesma regra do vocábulo “disponíveis” é: 
Alternativas
Q3814285 Português
'A periferia nunca deixou de produzir literatura', defende coordenadora das Fábricas de Cultura


Os hábitos de leitura nas periferias da maior metrópole da América do Sul são o foco da pesquisa realizada pela Organização Social Poiesis, que analisou o público das oito unidades das Fábricas de Cultura presentes em São Paulo e apontou que mulheres representam 70% do público leitor.

Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, a literatura sempre esteve presente na comunidade, que não deixou "nenhum preconceito impedir de acessar a literatura".

"Todo esse movimento de literatura mostra que ela, na verdade, foi durante muito tempo vista como algo elitista, como algo para outro tipo de público, mas, enquanto isso, a periferia nunca deixou de produzir literatura, de produzir oralidade ou 'oralituras', expressão usada por Leda Maria Martins. A periferia nunca deixou que nenhum preconceito a impedisse de acessar a literatura, algo tão importante para todo ser humano", disse Ifé em entrevista ao Conexão BdF, da Rádio Brasil de Fato.

A pesquisa avaliou os hábitos de leitura dos frequentadores das bibliotecas das Fábricas de Cultura na Brasilândia, Capão Redondo, Diadema, Iguape, Jaçanã, Jardim São Luís , Osasco e Vila Nova Cachoeirinha. A coordenadora destaca que a literatura sempre esteve presente nas comunidades e que a diversidade de leitura apontada pela pesquisa ajuda a desconstruir preconceitos sobre "quem e o que lê".

Os dados indicam que as mulheres foram 70% do total de leitores, porcentagem maior que a média nacional (61%). Para a coordenadora artístico-pedagógica das bibliotecas das Fábricas de Cultura, Ifé Rosa, o protagonismo feminino revela a participação singular das mulheres nas comunidades. "Sabemos o quanto as mulheres têm um papel fundamental nas periferias, não nas questões do dia a dia, no trato com a própria família , com a comunidade, mas também com a literatura. Ficamos muito felizes em saber que as mulheres estão acessando a literatura, uma literatura diversa que fala tanto diretamente com as realidades delas quanto também com a literatura clássica", contou.

Representatividade

Para a coordenadora, a diversidade de leitura da população periférica — que inclui mangás , clássicos, autores negros e indígenas — mostra que o acesso "às literaturas" precisa ser ampliado, sempre atento ao que o público deseja ler. Ela também ressalta a importância da representatividade e de uma curadoria coletiva.

"Recentemente, Ana Maria Gonçalves — primeira mulher negra a entrar na Academia Brasileira de Letras —, falou algo bem importante: que as pessoas racializadas, negras principalmente, muitas vezes não acessavam a literatura porque não se viam representadas, eram histórias que iam muito além da sua realidade. Quando uma criança, um jovem, um adolescente, uma pessoa trabalhadora consegue acessar uma história em que se sinta representada, essa literatura se aproxima", afirma Ifé.


(Disponível em:
https://www.brasildefato.com.br/2025/08/20/a-periferia-nunca-deixou-de
-produzir-literatura-defende-coordenadora-das-fabricas-de-cultura/.
Acesso em 25 ago. 2025. Adaptado.)
Há no texto dezessete palavras sublinhadas. Julgue as assertivas a seguir considerando essas palavras e registre V, para verdadeiras, e F, para falsas:

(__)Duas palavras acentuadas atendem à regra das palavras oxítonas terminadas em -em.
(__)Quatro palavras acentuadas atendem à regra das palavras paroxítonas terminadas em ditongo oral átono, seja ele crescente ou decrescente.
(__)Seis palavras acentuadas atendem à regra das palavras proparoxítonas.
(__)Uma palavra acentuada atende à regra das palavras oxítonas terminadas em -a/-as.
(__)Três palavras acentuadas atendem às regras das monossílabas tônicas.
(__)Uma palavra acentuada atende à regra dos hiatos.

Assinale a alternativa que apresenta a sequência correta: 
Alternativas
Q3810491 Português
FÓSSEIS DESCOBERTOS NA CHINA PODEM REESCREVER A HISTÓRIA HUMANA; ENTENDA


      Arqueologistas encontraram restos de hominídeos arcaicos que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.
     Um conjunto de fósseis com características humanas encontrado na China tem intrigado cientistas há décadas, desafiando explicações ou categorizações.

    Os fragmentos de crânio, dentes, mandíbulas e outros restos descobertos em diferentes locais do país são claramente vestígios de hominídeos arcaicos — nome formal para espécies da linhagem humana — que viveram entre 300 mil e 100 mil anos atrás.

   Christopher Bae, professor do departamento de antropologia da Universidade do Havaí em Manoa, que esteve baseado em Pequim por muitos anos, está entre os cientistas que revisitam esses intrigantes fósseis com um novo olhar.

   Ele e sua colega Wu Xiujie, professora sênior do Instituto de Paleontologia e Paleoantropologia de Vertebrados em Pequim, agora sugerem que pode ser hora de reconhecer formalmente um hominídeo antigo anteriormente desconhecido, e propuseram o reconhecimento oficial de uma nova espécie para a ciência. (IT)

   A característica mais marcante deste ancestral humano anteriormente desconhecido? Um cérebro extremamente grande, maior que o de nossa espécie, Homo sapiens, o único hominídeo sobrevivente. A característica se reflete no nome proposto para a espécie, revelado por Bae e Wu em um artigo de novembro publicado na revista científica Nature Communications: Homo juluensis, uma referência a “ju lu”, que significa cabeça grande em chinês.

   “Seus crânios são realmente muito, muito grandes, você sabe, a capacidade craniana estimada é de 1.700, 1.800 centímetros cúbicos”, disse Bae. “Temos uma capacidade mínima de cerca de 1.350 cc, em média, somos cerca de 1.450 cc. Não é uma ordem de magnitude maior, mas é muito mais robusto”.

    A proposta está gerando controvérsia entre paleoantropólogos, e alguns cientistas discordam sobre se o novo agrupamento se eleva ao nível de uma nova espécie. Mas, se a análise de Bae e Wu estiver correta, esses fósseis podem conter a chave para resolver um dos maiores mistérios da evolução humana: um quebra-cabeça que começou com a descoberta de um osso de dedo mindinho na Caverna Denisova, nas Montanhas Altai, no sul da Sibéria.

   A análise de DNA desse pequeno fóssil levou à descoberta em 2010 de que ele representava uma população humana antiga distinta, que os cientistas chamaram de denisovanos. Muitas pessoas vivas hoje carregam traços do DNA denisovano, mas — como os fósseis desses ancestrais extintos ainda são poucos — os especialistas em origens humanas ainda não sabem exatamente como eles eram, onde viviam ou por que desapareceram.

    Os restos chineses difíceis de classificar incluem 21 fósseis encontrados na década de 1970 no sítio de Xujiayao (Houjiayao), localizado na fronteira das províncias de Shanxi e Hebei, no norte da China. Os espécimes representam 16 indivíduos que viveram entre 200 mil e 160 mil anos atrás.

    Muitos desses fósseis haviam sido negligenciados porque, quando foram descobertos pela primeira vez nas décadas de 1970 e 1980, as crenças comuns sobre as origens humanas eram vastamente diferentes das teorias atuais.

   Na época, muitos paleoantropólogos pensavam que as populações humanas atuais evoluíram regionalmente de hominídeos arcaicos como o Homo erectus, que deixou a África há cerca de 2 milhões de anos. Com efeito, esse modelo científico conhecido como multirregionalismo, agora amplamente rejeitado, sugeria que havia apenas uma espécie de hominídeo que evoluiu ao longo do tempo para se tornar Homo sapiens.

    Nesse cenário, os fósseis de Xujiayao e outros com características incomuns descobertos na China foram classificados como intermediários entre hominídeos mais primitivos, como o Homo erectus, e os mais modernos. O modelo científico multirregional, que sugeria raízes ancestrais distintas para o povo chinês, alinhava-se com sentimentos nacionalistas e já foi particularmente enraizado entre acadêmicos chineses (...).

   “Os Denisovanos não têm um nome taxonômico formal intencionalmente porque há uma falta de material comparativo para nomear uma nova espécie”, explicou McCrae. “Isso é bom por um lado porque dá tempo ao campo para descobrir mais evidências fósseis dos Denisovanos antes de nomear uma nova espécie, mas é ruim por outro lado porque deixa esses importantes fósseis ‘disponíveis’ para que pessoas atribuam prematuramente um nome taxonômico.”

   Existe esperança entre alguns paleoantropólogos de que, quando os Denisovanos receberem um nome formal de espécie, “ele reflita o local tipo da Caverna Denisova e o agora ubíquo nome coloquial ‘Denisovanos’”, disse McCrae, admitindo que “não há garantia de que isso acontecerá.”

  O período está repleto de hominídeos fósseis que morfologicamente são “um tanto confusos”, acrescentou ele. Alguns parecem distintos, mas alguns têm características Neandertais, e outros têm características do Homo sapiens, e muitos têm ambas, disse McCrae.

    “Dividir prematuramente os fósseis em espécies poderia obscurecer a verdadeira história do que está acontecendo no mundo neste momento, e é, de uma perspectiva logística, muito difícil voltar atrás em uma decisão uma vez que os nomes das espécies são divulgados, independentemente de haver bom suporte para isso ou não”, disse ele.


Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/tecnologia/fosseis-descobertos-na-china-podem-reescrever-a-historia-humana-entenda/. Acesso em: 14 fev. 2025.
Sabe-se que a sílaba tônica é aquela com alta intensidade na pronúncia e que há somente uma por palavra. Inerente a estes fundamentos, assinale a alternativa que indica a palavra e sua classificação junto a posição da sílaba tônica.
Alternativas
Q3806206 Português

Leia o texto abaixo e responda à questão.


TEXTO I


O poder da mente na cura de doenças


Ao comprar um remédio você pode pensar que pagou pela cura, mas estudos mostram que a ação de um medicamento vai muito além de sua fórmula: o poder da mente é um auxiliar na cura de doenças.


Não é difícil deparar com histórias de pacientes que apresentam uma melhora acima da esperada, o fato de acreditar na cura é que explica tal situação, é o que os cientistas denominam de “efeito Placebo”. 


Os testes clínicos de novas drogas utilizam os placebos a um nível de comparação. São dois grupos: um utiliza as pílulas com o novo medicamento e o outro as pílulas de farinha. Por incrível que pareça, 30% dos participantes que ingerem os placebos (pílulas falsas) apresentam melhoria, esse fenômeno não pode ser explicado na teoria e a explicação na prática você confere agora:


Este efeito ganhou atenção científica no início deste século, pesquisas comprovaram que é realmente efetivo. Tudo porque o paciente, ao botar fé que o tratamento vai funcionar, favorece uma série de reações em seu corpo capazes de minimizar dores e melhorar a resposta do sistema imunológico. Mas que reações são essas que provocam tantos benefícios?


Estudos realizados em diversas áreas sugerem uma explicação: a expectativa de se sentir melhor aumenta no cérebro a liberação de dopamina, neurotransmissor associado ao prazer e bem-estar. Alguns estudos apontam para a redução do hormônio cortisol como explicação: este hormônio é liberado em situação de estresse e inibe o funcionamento das defesas do organismo.


Em geral, a mente auxilia na cura das doenças ligadas a distúrbios psicológicos (depressões leves), estresse, asma e impotência.


Por Líria Alves

Fonte: BRASIL ESCOLA Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/curiosidades/o-poder-mente-na-cura-doencas.htm  

Assinale a alternativa em que todas as palavras retiradas do texto são classificadas como proparoxítonas.  
Alternativas
Q3799093 Português
Leia as afirmativas a seguir sobre sílaba tônica, marcando V para as verdadeiras e F para as falsas.
( ) A palavra “café” é oxítona, pois a última sílaba (fé) é a tônica.
( ) A palavra “lâmpada” é proparoxítona, pois a antepenúltima sílaba (lâm) recebe a tonicidade.
( ) A palavra “coração” é proparoxítona, porque a penúltima sílaba (ra) é a mais forte.
( ) A palavra “difícil” é paroxítona, já que a sílaba tônica recai sobre a penúltima (fí).
Marque a alternativa correta: 
Alternativas
Respostas
21: B
22: C
23: E
24: C
25: E
26: E
27: C
28: E
29: E
30: A
31: A
32: B
33: D
34: B
35: E
36: C
37: E
38: A
39: D
40: B