Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

Foram encontradas 4.406 questões

Q1830202 Português

Internet: <https://www.bbc.com> (com adaptações).

Considerando o texto e seus aspectos linguísticos, julgue o item.  


Os vocábulos “alcoólicas”, “cafeína” e “saúde” são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação  gráfica – a das palavras cuja vogal tônica forma hiato com a sílaba anterior. 

Alternativas
Q1829994 Português
Olhos d’água (Fragmento)
Sendo a primeira de sete filhas, desde cedo, busquei dar conta de minhas próprias dificuldades, cresci rápido, passando por uma breve adolescência. Sempre ao lado de minha mãe aprendi conhecê-la. Decifrava o seu silêncio nas horas de dificuldades, como também sabia reconhecer em seus gestos, prenúncios de possíveis alegrias. Naquele momento, entretanto, me descobria cheia de culpa, por não recordar de que cor seriam os seus olhos. Eu achava tudo muito estranho, pois me lembrava nitidamente de vários detalhes do corpo dela. Da unha encravada do dedo mindinho do pé esquerdo... Da verruga que se perdia no meio da cabeleira crespa e bela... Um dia, brincando de pentear boneca, alegria que a mãe nos dava quando, deixando por uns momentos o lava-lava, o passa-passa das roupagens alheias, se tornava uma grande boneca negra para as filhas, descobrimos uma bolinha escondida bem no couro cabeludo ela. Pensamos que fosse carrapato. A mãe cochilava e uma de minhas irmãs aflita, querendo livrar a boneca-mãe daquele padecer, puxou rápido o bichinho. A mãe e nós rimos e rimos e rimos de nosso engano. A mãe riu tanto das lágrimas escorrerem. Mas, de que cor eram os olhos dela?
Eu me lembrava também de algumas histórias da infância de minha mãe. Ela havia nascido em um lugar perdido no interior de Minas. Ali, as crianças andavam nuas até bem grandinhas. As meninas, assim que os seios começavam a brotar, ganhavam roupas antes dos meninos. Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância. Lembro-me de que muitas vezes, quando a mãe cozinhava, da panela subia cheiro algum. Era como se cozinhasse ali, apenas o nosso desesperado desejo de alimento. As labaredas, sob a água solitária que fervia na panela cheia de fome, pareciam debochar do vazio do nosso estômago, ignorando nossas bocas infantis em que as línguas brincavam a salivar sonho de comida. E era justamente nos dias de parco ou nenhum alimento que ela mais brincava com as filhas. Nessas ocasiões a brincadeira preferida era aquela em que a mãe era a Senhora, a Rainha. Ela se assentava em seu trono, um pequeno banquinho de madeira. Felizes colhíamos flores cultivadas em um pequeno pedaço de terra que circundava o nosso barraco. Aquelas flores eram depois solenemente distribuídas por seus cabelos, braços e colo. E diante dela fazíamos reverências à Senhora. Postávamos deitadas no chão e batíamos cabeça para a Rainha. Nós, princesas, em volta dela, cantávamos, dançávamos, sorríamos. A mãe só ria, de uma maneira triste e com um sorriso molhado... Mas de que cor eram os olhos de minha mãe? Eu sabia, desde aquela época, que a mãe inventava esse e outros jogos para distrair a nossa fome. E a nossa fome se distraía.
Conceição Evaristo (Olhos d’água, p. 15-19)

Às vezes, as histórias da infância de minha mãe confundiam-se com as de minha própria infância.


Quanto ao uso do sinal indicativo de crase e à acentuação gráfica, assinale a alternativa correta:

Alternativas
Q1829653 Português

Acerca do texto e de seus aspectos linguísticos, julgue o item.


Os vocábulos “Além”, “país” e “através” são acentuados graficamente de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica.

Alternativas
Q1829596 Português
Considerando-se o uso do acento gráfico, assinalar a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Q1828977 Português

Assinalar a alternativa em que a palavra está acentuada CORRETAMENTE:

Alternativas
Q1828927 Português

Golpes on-line com tema da vacinação aumentaram 530%

em três meses, diz empresa

    A empresa de segurança Palo Alto Networks publicou um relatório nesta quarta-feira (24) revelando que golpes on-line do tipo “phishing” relacionados à vacinação contra a Covid-19 tiveram um aumento, de 530% de dezembro de 2020 a fevereiro de 2021.

    O phishing ocorre quando criminosos tentam roubar informações utilizando e-mails e sites falsos. As mensagens usam alguma isca como tema para que a vítima visite o site malicioso e forneça as informações de interesse dos hackers.

    Para ser eficaz, a mensagem falsa precisa chamar o interesse da vítima de alguma forma, o que leva os criminosos a buscarem assuntos que estão no noticiário ou que sejam de interesse da população – mesmo que falsos.

    Os dados da Palo Alto Networks são globais. Um dos ataques identificados pela empresa, por exemplo, foi direcionado à Junshi Biosciences, uma empresa chinesa que desenvolveu um coquetel para covid em parceria com a farmacêutica norte-americana Eli Lilly.

    Independentemente do tema, pouco mais de 20% das fraudes cujo alvo pôde ser identificado tentavam roubar credenciais do Microsoft 365 (também chamado de Office 365), que é utilizado por empresas para gerenciar a comunicação e o trabalho remoto.

    Além do Microsoft 365, contas de outros serviços de e-mail, Yahoo, Outlook e PayPal também foram alvos comuns.

    A Palo Alto Networks diz ter identificado e monitorado 69.950 links maliciosos desde janeiro de 2020, dos quais 33.447 estão diretamente relacionados ao coronavírus.

    Os demais links envolvem temas considerados afins, como reuniões virtuais, vacinas, hospitais e auxílios do governo.

    O monitoramento da Palo Alto Networks apontou que as tentativas de phishing ligadas ao coronavírus passaram por certas “fases” desde o início da pandemia.

    Alguns temas ganharam destaque nos golpes e permanecem em alta desde março passado. É o caso das mensagens falsas sobre reuniões virtuais, que passaram a ser muito mais comuns após a as regras de isolamento social impostas em todo o mundo.

    No Brasil, certas fraudes também acompanharam essas tendências, inclusive com aplicativos falsos na Play Store para Android e fraudes no Auxílio Emergencial.

    Em janeiro, a fabricante de antivírus Kaspersky e o Ministério da Saúde também alertaram sobre fraudes ligadas à vacinação no Brasil.

(Por Altieres Rohr, 24/03/2021. Disponível em: https://g1.globo.com/ economia/tecnologia/blog/altieres-rohr/post/2021/03/24/golpes-online-com-tema-da-vacinacao-aumentaram-530percent-em-tres-meses-diz-empresa.ghtml.)

Acerca de alguns vocábulos acentuados no texto, analise as afirmativas a seguir e marque V para as verdadeiras e F para as falsas.


( ) A forma “pôde” é acentuada em razão de distinção de tempo verbal.

( ) A palavra “saúde” recebe o acento em decorrência da presença de dígrafo assim como ocorre em “três”.

( ) Caso o termo “é” não receba o acento, um novo vocábulo será formado, pertencente a outra classe gramatical.

( ) Diferentemente de “coronavírus”, a palavra “virus” não recebe o acento gráfico, para registrar a alteração da classificação morfológica.


A sequência está correta em 

Alternativas
Q1827751 Português

Leia o texto para responder a questão.


Projeto quer dar mais visibilidade às cientistas brasileiras A Open Box da Ciência destaca o trabalho de 250 pesquisadoras de cinco áreas de pesquisa

Por Juliana Morales


    A plataforma online Open Box da Ciência foi lançada na última quarta-feira (12). É uma iniciativa da organização Gênero e Número, apoiada pelo Instituto Serrapilheira. Seu objetivo é visibilizar o trabalho da mulher da dentro da ciência a partir de histórias e dados.

    Combinando jornalismo de dados e design interativo, foi criada, então, uma cartografia com 250 pesquisadoras. São 50 protagonistas em cinco grandes áreas: Ciências Biológicas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Engenharia e Ciências da Saúde. Para cada pesquisadora mapeada, é possível ter acesso a um artigo relevante da sua produção científica. Além de conhecer o rosto e a história delas em reportagens.

    O levantamento foi feito com dados do Censo da Educação Superior com informações de outras bases de dados oficiais, como a Plataforma Lattes, levando em consideração o número de artigos científicos publicados, prêmios recebidos, eventos organizados pelas cientistas e se estão engajadas em divulgação científica.

    A partir da análise desses dados, foram criados conteúdos, que também estão disponíveis na plataforma, mostrando o cenário brasileiro de desigualdade na área de pesquisa. Por exemplo: as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior, mas apenas 23% delas são pretas e pardas. Apenas 15% de todas as mulheres que pesquisam e também são docentes no Ensino Superior do Brasil têm acesso à bolsa de apoio à pesquisa.


Disponível em https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/projeto-quer-darmais-visibilidade-as-cientistas-brasileiras/

A palavra “plataforma” é uma
Alternativas
Q1827743 Português

Leia o texto para responder a questão.


Projeto quer dar mais visibilidade às cientistas brasileiras A Open Box da Ciência destaca o trabalho de 250 pesquisadoras de cinco áreas de pesquisa

Por Juliana Morales


    A plataforma online Open Box da Ciência foi lançada na última quarta-feira (12). É uma iniciativa da organização Gênero e Número, apoiada pelo Instituto Serrapilheira. Seu objetivo é visibilizar o trabalho da mulher da dentro da ciência a partir de histórias e dados.

    Combinando jornalismo de dados e design interativo, foi criada, então, uma cartografia com 250 pesquisadoras. São 50 protagonistas em cinco grandes áreas: Ciências Biológicas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Engenharia e Ciências da Saúde. Para cada pesquisadora mapeada, é possível ter acesso a um artigo relevante da sua produção científica. Além de conhecer o rosto e a história delas em reportagens.

    O levantamento foi feito com dados do Censo da Educação Superior com informações de outras bases de dados oficiais, como a Plataforma Lattes, levando em consideração o número de artigos científicos publicados, prêmios recebidos, eventos organizados pelas cientistas e se estão engajadas em divulgação científica.

    A partir da análise desses dados, foram criados conteúdos, que também estão disponíveis na plataforma, mostrando o cenário brasileiro de desigualdade na área de pesquisa. Por exemplo: as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior, mas apenas 23% delas são pretas e pardas. Apenas 15% de todas as mulheres que pesquisam e também são docentes no Ensino Superior do Brasil têm acesso à bolsa de apoio à pesquisa.


Disponível em https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/projeto-quer-darmais-visibilidade-as-cientistas-brasileiras/

Assinale a alternativa que apresenta um vocábulo com a mesma regra de acentuação de “cenário”.
Alternativas
Q1827742 Português

Leia o texto para responder a questão.


Projeto quer dar mais visibilidade às cientistas brasileiras A Open Box da Ciência destaca o trabalho de 250 pesquisadoras de cinco áreas de pesquisa

Por Juliana Morales


    A plataforma online Open Box da Ciência foi lançada na última quarta-feira (12). É uma iniciativa da organização Gênero e Número, apoiada pelo Instituto Serrapilheira. Seu objetivo é visibilizar o trabalho da mulher da dentro da ciência a partir de histórias e dados.

    Combinando jornalismo de dados e design interativo, foi criada, então, uma cartografia com 250 pesquisadoras. São 50 protagonistas em cinco grandes áreas: Ciências Biológicas, Ciências Sociais Aplicadas, Ciências Exatas e da Terra, Engenharia e Ciências da Saúde. Para cada pesquisadora mapeada, é possível ter acesso a um artigo relevante da sua produção científica. Além de conhecer o rosto e a história delas em reportagens.

    O levantamento foi feito com dados do Censo da Educação Superior com informações de outras bases de dados oficiais, como a Plataforma Lattes, levando em consideração o número de artigos científicos publicados, prêmios recebidos, eventos organizados pelas cientistas e se estão engajadas em divulgação científica.

    A partir da análise desses dados, foram criados conteúdos, que também estão disponíveis na plataforma, mostrando o cenário brasileiro de desigualdade na área de pesquisa. Por exemplo: as mulheres representam 46% das docentes de Ensino Superior, mas apenas 23% delas são pretas e pardas. Apenas 15% de todas as mulheres que pesquisam e também são docentes no Ensino Superior do Brasil têm acesso à bolsa de apoio à pesquisa.


Disponível em https://guiadoestudante.abril.com.br/universidades/projeto-quer-darmais-visibilidade-as-cientistas-brasileiras/

Assinale a alternativa que apresenta uma proparoxítona.
Alternativas
Q1826616 Português
    Estabelecer fronteiras é o fenômeno originário da violência instauradora do direito em geral, segundo Walter Benjamin, autor do ensaio Para uma crítica da violência, de 1921. O ato jurídico-político originário é o estabelecimento de fronteiras que delimitam dentro e fora, incluídos e excluídos, amigos e inimigos da pátria. Em seus primórdios, “todo direito foi um direito de prerrogativa (ou privilégio) dos reis ou dos grandes; em suma: dos poderosos”. O privilégio primordial de apropriar a terra, nomeá-la e ordená-la indica o nexo território-Estado-nascimento que caracteriza o antigo e ainda atual nómos da terra, do qual o fechamento de fronteiras em tempos de pandemia é mero sintoma. Se a figura do refugiado nos é tão inquietante, é porque coloca em questão uma vida humana em terra de ninguém. 
    Em O nómos da terra, o controverso jurista alemão Carl Schmitt, com quem Benjamin trocou correspondências, descreve a origem do termo nómos, palavra grega para “lei”. Nómos indica a ordenação espacial original necessária para o estabelecimento de toda e qualquer ordem jurídica. Nómos indica que o direito está objetivamente enraizado na apropriação da terra. A constituição jurídica de um nómos, ou seja, a apropriação jurídica do espaço, tem por pressuposto a capacidade de nomear. No termo alemão Landnahme, apropriação ou tomada da terra, encontramos o termo nahme, antiga grafia de name, que significa “nome”. Nomear e constituir uma ordem jurídica são atos similares, na medida em que implicam apropriação. Exemplos históricos — incrivelmente ainda frequentes — são a imposição do nome do marido à mulher, que é “tomada em casamento”, ou o patronímico imposto à criança no momento do nascimento. 

Internet: <https://revistacult.uol.com.br> (com adaptações).

Julgue o item que se segue, relativos aos aspectos linguísticos do texto anterior. 


O emprego do acento agudo em “nomeá-la” e “ordená-la”, no primeiro parágrafo, justifica-se pela mesma regra de acentuação gráfica. 

Alternativas
Ano: 2021 Banca: INSTITUTO AOCP Órgão: Prefeitura de João Pessoa - PB Provas: INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Enfermeiro | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Cardiologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Anestesiologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Pediatra | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Pneumologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Psiquiatra | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Radiologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Reumatologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Ortopedia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Broncoscopia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Terapia Intensiva | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Cirurgia Geral | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Urologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Cirurgia Plástica | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Cirurgia Torácica | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Nutricionista | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Cirurgia Vascular | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Psicólogo - Saúde | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Sanitarista | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Colposcopia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Infectologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Medicina de Família e Comunidade | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Nefrologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Neonatologia | INSTITUTO AOCP - 2021 - Prefeitura de João Pessoa - PB - Médico - Obstetrícia |
Q1825277 Português

Borderline: o transtorno que faz pessoas irem do "céu ao inferno" em horas

Tatiana Pronin


Uma alegria contagiante pode se transformar em tristeza profunda em um piscar de olhos porque alguém "pisou na bola". O amor intenso vira ódio profundo, porque a atitude foi interpretada como traição; o sentimento sai de controle e se traduz em gritos, palavrões e até socos. E, então, bate uma culpa enorme e o medo de ser abandonado, como sempre. Dá vontade de se cortar, de beber e até de morrer, porque a dor, o vazio e a raiva de si mesmo são insuportáveis. As emoções e comportamentos exaltados podem dar uma ideia do que vive alguém com transtorno de personalidade borderline (ou "limítrofe"). 

Reconhecido como um dos transtornos mais lesivos, leva a episódios de automutilação, abuso de substâncias e agressões físicas. Além disso, cerca de 10% dos pacientes cometem suicídio. Além da montanha-russa emocional e da dificuldade em controlar os impulsos, o borderline tende a enxergar a si mesmo e aos outros na base do "tudo ou nada", o que torna as relações familiares, amorosas, de amizade e até mesmo a com o médico ou terapeuta extremamente desgastantes.

Muitos comportamentos do "border" (apelido usado pelos especialistas) lembram os de um jovem rebelde sem tolerância à frustração. Mas, enquanto um adolescente problemático pode melhorar com o tempo ou depois de uma boa terapia, o adulto com o transtorno parece alguém cujo lado afetivo não amadurece nunca.

Ainda que seja inteligente, talentoso e brilhante no que faz, reage como uma criança ao se relacionar com os outros e com as próprias emoções — o que os psicanalistas chamam de "ego imaturo". Em muitos casos, o transtorno fica camuflado entre outros, como o bipolar, a depressão e o uso abusivo de álcool, remédios e drogas ilícitas.

De forma resumida, um transtorno de personalidade pode ser descrito como um jeito de ser, de sentir, se perceber e se relacionar com os outros que foge do padrão considerado "normal" ou saudável. Ou seja, causa sofrimento para a própria pessoa e/ou para os outros. Enquadrar um indivíduo em uma categoria não é fácil — cada pessoa é um universo, com características próprias. [...]

O diagnóstico é bem mais frequente entre as mulheres, mas estudos sugerem que a incidência seja igual em ambos os sexos. O que acontece é que elas tendem a pedir mais socorro, enquanto os homens são mais propensos a se meter em encrencas, ir para a cadeira ou até morrer mais precocemente por causa de comportamentos de risco. Quase sempre o transtorno é identificado em adultos jovens e os sintomas tendem a se tornar atenuados com o passar da idade.

Transtornos de personalidade são diferentes de transtornos mentais (como depressão, ansiedade, transtorno bipolar, psicose etc.), embora seja difícil para leigos e desafiante até para especialistas fazer essa distinção, já que sobreposições ou comorbidades (existência de duas ou mais condições ao mesmo tempo) são muito frequentes. Não é raro que o borderline desenvolva transtorno bipolar, depressão, transtornos alimentares (em especial a bulimia), estresse pós-traumático, déficit de atenção/hiperatividade e transtorno por abuso de substâncias, entre outros. [...] 

O paciente borderline sofre os períodos de instabilidade mais intensos no início da vida adulta. Há situações de crise, ou maior descontrole, que podem até resultar em internações porque o paciente coloca sua própria vida ou a dos outros em risco. Por volta dos 40 ou 50 anos, a maioria dos "borders" melhora bastante, probabilidade que aumenta se o paciente se engaja no tratamento. [...] 

A personalidade envolve não só aspectos herdados, mas também aprendidos, por isso a melhora é possível, ainda que seja difícil de acreditar no início. Se a psicoterapia é importante para ajudar o bipolar a identificar uma virada e evitar perdas, no transtorno de personalidade ela é o carro-chefe do tratamento. [...]

Medicamentos ajudam a aliviar os sintomas depressivos, a agressividade e o perfeccionismo exagerado, e são ainda mais importantes quando existe um transtorno mental associado. Os fármacos mais utilizados são os antidepressivos (flluoxetina, escitalopram, venlafaxina etc.), os estabilizadores de humor (lítio, lamotrigina, ácido valproico etc.), os antipsicóticos (olanzapina, risperidona, quietiapina etc.) e, em situações pontuais, sedativos ou remédios para dormir (clonazepan, diazepan, alprazolan etc.). Esses últimos costumam ser até solicitados pelos pacientes, mas devem ser evitados ao máximo, porque podem afrouxar o controle dos impulsos, assim como o álcool, além de causarem dependência. [...] 


Disponível em: https://www.uol.com.br/vivabem/noticias/redacao/2018/04/16/borderline-a-doenca-que-faz-10-dos-diagnosticados-cometerem-suicidio.htm. Acesso em: 04 jan. 2021.

Considerando o seguinte excerto, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
“O diagnóstico é bem mais frequente entre as mulheres, mas estudos sugerem que a incidência seja igual em ambos os sexos.”.
( ) Os termos “diagnóstico” e “incidência” são acentuados devido à mesma regra de acentuação em Língua Portuguesa. ( ) No termo “frequente”, há um encontro consonantal em “fr”. ( ) O vocábulo “mulheres” apresenta um dígrafo e um encontro consonantal. ( ) As palavras “frequente”, “mulheres” e “incidência” são todas paroxítonas. ( ) O termo “sexos” apresenta cinco letras e seis fonemas.
Alternativas
Ano: 2021 Banca: IBFC Órgão: Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN Provas: IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Administrador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Administrador - Especializado em Recursos Humanos e Gestor de RH | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista Ambiental | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista de Controle Interno - Contador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Analista de Sistema e Tecnólogo de Informação | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arquiteto | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arquiteto - Especializado em Trânsito e Engenheiro Civil | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Arte Educador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Cirurgião Dentista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Bioquímico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Biólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Auditor Fiscal do Tesouro Municipal | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Assistente Social | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Civil | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Psiquiatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Florestal | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Elétrico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fisioterapeuta | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Endodontista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fonoaudiólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Contador | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Economista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Educador Físico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Ambiental | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Químico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Sociólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Mecânico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Supervisor Escolar | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Terapeuta Ocupacional | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Sanitarista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Geógrafo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Turismólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Engenheiro Segurança do Trabalho | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Urologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Veterinário | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Músico Terapeuta | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Estatístico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Farmacêutico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Cardiologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Generalista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Fiscal Urbanístico | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Geriatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Nutricionista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Ginecologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Perito | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Otorrinolaringologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Ortopedista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Zootecnista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Buco Maxilo Facial | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Diagnóstico Oral | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo para Portadores de Necessidades Especiais | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Periodontista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Médico Pediatra | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Protetista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Odontólogo Radiologista | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicólogo | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicólogo Organizacional | IBFC - 2021 - Prefeitura de São Gonçalo do Amarante - RN - Psicopedagogo |
Q1825130 Português
Leia o texto abaixo para responder à questão.

Guerra de narrativas (adaptado)
   Quando o sol parte e ficamos entretidos ao redor da fogueira ou de frente à telinha, passamos a uma dimensão em que é tênue a fronteira entre o real e o imaginário, o território dos mitos, as sutis engrenagens do nosso modelo social. Esse ritual repete-se há pelo menos 50 mil anos. E, como é da natureza do que é fundamental, histórias são simples. Todas têm começo, meio e fim; personagens e protagonistas; um cenário e um tempo. E mais: toda trama possui um narrador, alguém que escolhe que causo contar, onde o enredo começa e onde termina, o que entra e o que sai. Esse narrador nem sempre é visível, não há como apontar o autor de um mito ou do que entendemos como senso comum.
   Repetimos a balela do descobrimento da América sem pensar que aqui já viviam pessoas antes da invasão europeia. Se o uso da linguagem amplifica a capacidade de colaboração, histórias determinam e influenciam o comportamento social. Se repetimos a narrativa de opressão, perpetuamos sua essência.
   A habilidade narrativa determina quem tem voz. A tensão entre grupos em disputa pela narrativa é tão velha quanto a linguagem. Religiões e impérios sempre espalharam suas falas e disputaram a atenção. Identificar essas narrativas e a quem servem é o caminho para delimitar quem nos fala e inferir o que nos isola ou ajuda a colaborar.
   Não existe narrador isento. Por mais cuidadoso que seja, cada um carrega seu conjunto de valores e é perpassado pelos julgamentos e assunções que vêm com a cultura do grupo. Mesmo que não tenha mensagem específica, o contador de histórias sempre parte de sua visão de mundo.
 https://vidasimples.co/conviver/guerra-de-narrativas/
Em relação às regras de acentuação gráfica da Língua Portuguesa, assinale a alternativa incorreta. 
Alternativas
Q1824225 Português

TEXTO I

ONU: 931 milhões de toneladas de alimentos foram para o lixo em 2019 


    Cerca de 931 milhões de toneladas de alimentos – 17% do total disponível aos consumidores em 2019 – foram para o lixo de residências, do comércio varejista, de restaurantes e de outros serviços alimentares, segundo pesquisa da Organização das Nações Unidas (ONU). O montante equivale a 23 milhões de caminhões de 40 toneladas carregados, o que, segundo a entidade, seria suficiente para circundar a Terra sete vezes. 

    O Índice de Desperdício de Alimentos 2021, do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) e da organização parceira WRAP, do Reino Unido, divulgado esta semana, analisa sobras alimentares em pontos de venda, restaurantes e residências – considerando partes comestíveis e não comestíveis, como ossos e conchas. 

    Foram observadas, ao todo, 152 unidades em 54 países. De acordo com o documento, o desperdício de alimentos é um problema global e não apenas de países desenvolvidos. As perdas de alimentos foram substanciais em quase todas as nações onde o desperdício foi medido, independentemente do nível de renda. 

    A maior parte desse desperdício, segundo o relatório, tem origem em residências – 11% do total de alimentos disponíveis para consumo são descartados nos lares. Já os serviços alimentares e os estabelecimentos de varejo desperdiçam 5% e 2%, respectivamente. 

    Em termos globais per capita, 121 quilos de alimentos são desperdiçados por consumidor a cada ano. Desse total, 74 quilos são descartados no ambiente doméstico. O desperdício tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, assinala o relatório. Entre 8% e 10% das emissões globais de gases de efeito estufa, por exemplo, estão associadas a alimentos não consumidos, considerando as perdas em toda a cadeia alimentar. 

    Mudança climática 

    A diretora-executiva do Pnuma, Inger Andersen, avalia que a redução do desperdício de alimentos ajudaria a reduzir as emissões de gases de efeito estufa, retardaria a destruição da natureza, aumentaria a disponibilidade de comida e, assim, reduziria a fome, além de contribuir para economizar dinheiro em um momento de recessão global. 

    "Se quisermos levar a sério o combate à mudança climática, à perda da natureza e da biodiversidade, à poluição e ao desperdício, empresas, governos e cidadãos de todo o mundo devem fazer a sua parte para reduzir o desperdício de alimentos”, disse, ao destacar que a Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU deste ano será uma oportunidade de lançar “novas e ousadas” ações para enfrentar o desperdício alimentar. 

    Segundo a ONU, o total de 690 milhões de pessoas afetadas pela fome ao longo de 2019 deverá crescer de maneira acentuada por conta da pandemia de covid-19. Além dessa parcela da população global, existem também, de acordo com a entidade, 3 bilhões de pessoas incapazes de custear uma dieta saudável. 

    Uma das sugestões apontadas no relatório é que os países incluam o desperdício de alimentos nas Contribuições Nacionalmente Determinadas (NDCs, na sigla em inglês) no âmbito do Acordo de Paris, enquanto fortalecem a segurança alimentar e reduzem os custos para as famílias. O documento também defende a prevenção do desperdício de alimentos como uma área primária a ser incluída nas estratégias de recuperação da Covid-19. 

    Cerca de 14 países já possuem dados sobre o desperdício doméstico de alimentos coletados de forma compatível com o índice do Pnuma. Outros 38 países têm dados sobre desperdício doméstico que, com pequenas mudanças na metodologia, cobertura geográfica ou tamanho da amostra, permitiriam a criação de uma estimativa compatível. 


Disponível em https://www.opovo.com.br/noticias/brasil/2021/03/06/onu--931-milhoes-de-toneladas-de-alimentos-foram-para-o-lixo-em-2019. Acesso em 06/03/2021

Aponte a alternativa que apresenta palavras que foram acentuadas pelo mesmo motivo que justifica o acento em “desperdício” e “econômico”, presentes em “O desperdício tem impactos ambientais, sociais e econômicos significativos, assinala o relatório”. 
Alternativas
Q1824155 Português

A questão se refere ao texto a seguir.


O BBBismo

Mentor Neto*


A não ser que você more numa caverna, a essa altura já sabe que o BBB 21 está no ar e na mente de boa parte da população.


Como sempre acontece, antes da temporada começar, o programa é alvo de intensas críticas à Rede. Dizem que é um programa velho, que não aguentam mais, que a fórmula é repetida. Ou que é um absurdo encher uma casa de gente improdutiva para passar meses exercendo suas improdutividades.


Aí... ai, ai, ai!... O programa começa e todo mundo esquece as críticas. O País mergulha num experimento social seríssimo. O que parecem fofocas de um bando de aspirantes a celebridades são, na verdade, matéria bruta para estudos do comportamento humano. Nos quatro cantos das redes sociais surgem especialistas em ética, moral, neurolinguística, psiquiatria e outras disciplinas de humanas.


Então chegam às terças-feiras. Ah, às terças-feiras. O tribunal nacional se reúne para expulsar o fulano que tratou mal a fulana que por sua vez xingou o beltrano que está ficando com sicrana. O paredão é uma decisão tomada pelo espectador com seriedade. Muito mais do que em votações menos importantes.  


Aí, então, muito melhor ir no popular e sugerir o óbvio. Uma forma de governo tipicamente brasileira: O BBBismo. Funciona assim: Em 22 a gente coloca todos os candidatos na mesma casa por 4 anos. Isso mesmo. Governo com transparência 24 horas por dia.


Toda semana, as prioridades do país serão decididas nas provas. Ganhou a prova do líder, governa o país por uma semana. E o melhor, como não sabem o que está acontecendo do lado de fora da casa, não atrapalham a gente.


Poderemos, enfim, construir o país que sempre sonhamos.


Sem políticos pra estragar tudo.


* Escritor e cronista.

Isto É n. 2665, 17 fev. 2021, p. 66. Adaptado.

Considerando-se que a gramática é o conjunto de regras que indicam o uso mais correto da língua, avalie o que se afirma a seguir sobre o artigo de autoria de Mentor Neto.
I - A coerência de ideias e a correção gramatical do texto se mantêm ao se empregar o sinal indicativo de crase no “a” em “Como sempre acontece, antes da temporada começar, o programa é alvo de intensas críticas à Rede”. II – As palavras “Aí” e “ai” na frase “Aí... ai, ai, ai!... O programa começa e todo mundo esquece as críticas.”, além de apresentarem uma relação semântica diversa, contêm, respectivamente, um ditongo e um hiato. III – O vocábulo em destaque na frase: “...não aguentam mais...”, por ser constituído de mais de três sílabas, classifica-se como polissílabo. IV – O termo grifado em “...coloca todos os candidatos na mesma casa por 4 anos...” não recebe acento circunflexo para se diferenciar do verbo “pôr”.
Está correto apenas o que se afirma em
Alternativas
Q1821185 Português

TEXTO 01

Gravidez e lactação

O omeprazol sódico não deve ser administrado quando houver gravidez suspeita ou confirmada ou durante a lactação, a não ser que, a critério médico, os benefícios do tratamento superem os riscos potenciais para o feto.

Estudos realizados evidenciaram que a administração de omeprazol sódico a mulheres grávidas em trabalho de parto, em doses de até 80 mg durante 24 (vinte e quatro) horas não acarretou qualquer efeito adverso para a criança. Além disso, estudos em animais de laboratório não demonstraram evidências de risco com a administração de omeprazol durante a gravidez e lactação e não se observaram toxicidade fetal, ou efeitos teratogênicos.

Categoria de risco na gravidez B: os estudos em animais não demonstraram risco fetal, mas também não há estudos controlados em mulheres grávidas. Este medicamento não deve ser utilizado por mulheres grávidas sem orientação médica ou do cirurgião-dentista.


Disponível em: https://consultaremedios.com.br/

omeprazol/pa#leafletdescription.

Assinale a alternativa em que o par de vocábulos recebe acento gráfico em razão da mesma regra de acentuação:
Alternativas
Q1821124 Português
Leia o texto.

A geléia real é o nome que se dá a substância que as abelhas operárias produzem para alimentar a abelha rainha durante toda a sua vida. A abelha rainha, embora geneticamente igual às operárias, vive entre 4 e 5 anos, enquanto as abelhas operárias têm um ciclo de vida de 45 a 60 dias em média e se alimentam de mel. A longevidade da abelha rainha se atribui graças ao benefício de sua alimentação, já que a abelha rainha se alimenta exclusivamente de geléia real durante toda a sua vida.
Fonte: https://www.tuasaude.com/geleia-real/
No texto, qual palavra está acentuada em desacordo com as regras do novo acordo ortográfico.
Alternativas
Q1820822 Português

TEXTO 01

Pudor

Certas palavras nos dão a impressão de que voam, ao saírem da boca. "Sílfide", por exemplo. É dizer "Sílfide" e ficar vendo suas evoluções no ar, como as de uma borboleta. Não tem nada a ver com o que a palavra significa. "Sílfide", eu sei, é o feminino de "silfo", o espírito do ar, e quer mesmo dizer uma coisa diáfana, leve, borboleteante. Mas experimente dizer "silfo". Não voou, certo? Ao contrário da sua mulher, "silfo" não voa. Tem o alcance máximo de uma cuspida. "Silfo", zupt, plof. A própria palavra "borboleta" não voa, ou voa mal. Bate as asas, tenta se manter aérea, mas choca-se contra a parede. Sempre achei que a palavra mais bonita da língua portuguesa é "sobrancelha”. Esta não voa, mas paira no ar, como a neblina das manhãs até ser desmanchada pelo sol. Já a terrível palavra "seborreia" escorre pelos cantos da boca e pinga no tapete.

"Trilhão" era uma palavra pouco usada, antigamente. Uma pessoa podia nascer e morrer sem jamais ouvir a palavra "trilhão", ou só ouvi-la em vagas especulações sobre as estrelas do Universo. O "trilhão" ficava um pouco antes do infinito. Dizia-se "trilhão" em vez de dizer "incalculável" ou "sei lá". Certa vez (autobiografia) tive de responder a uma questão de Geografia no colégio. Naquele tempo a pior coisa do mundo era ser chamado a responder qualquer coisa no colégio. De pé, na frente dos outros e - o pior de tudo - em voz alta. Depois descobri que existem coisas piores, como a miséria, a morte e a comida inglesa. Mas naquela época o pior era aquilo. "Senhor Veríssimo!" Era eu. Era irremediavelmente eu. "Responda, qual é a população da China?" Eu não sabia. Estava de pé, na frente dos outros, e tinha que dizer em voz alta o que não sabia. Qual era a população da China? Com alguma presença de espírito eu poderia dizer: "A senhora quer dizer neste exato momento?", dando a entender que, como o que mais acontece na China é nascer gente, uma resposta exata seria impossível. Mas meu espírito não estava ali. Meu espírito ainda estava em casa, dormindo. "Então, senhor Veríssimo, qual é a população da China?" E eu respondi:

- Numerosa.

Ganhei zero, claro. Mas "trilhão", entende, era sinônimo de "numeroso". Não era um número, era uma generalização. Você dizia "trilhão" e a palavra subia como um balão desamarrado, não dava tempo nem para ver a sua cor. E hoje não passa dia em que não se ouve falar em trilhões. O "trilhão" vai, aos poucos, se tornando nosso íntimo. É o mais novo personagem da nossa aflição. Quantos zeros tem um trilhão? Doze, acertei? Se os zeros fossem pneus, o trilhão seria uma jamanta daquelas de carregar gerador para usina atômica parada. Felizmente vem aí uma reforma e outra moeda, com menos zeros e mais respeito. Senão chegaríamos à desmoralização completa.

- E o troco do meu tri? - Serve uma bala?

Desconfio que o que apressará a reforma é a iminência do quatrilhão. "Quatrilhão" é pior que "seborréia". Depois de dizer "quatrilhão", você tem que pular para trás, senão ele esmaga os seus pés. E "quatrilhão" não é como, por exemplo, "otorrino", que cai no chão e corre para um canto.

"Quatrilhão" cai, pesadamente, no chão e fica. Você tenta juntar a palavra do chão e ela quebra. Tenta remontá-la – fica "trãoliqua" e sobra o agá. A mente humana, ou pelo menos a mente brasileira, não está preparada para o "quatrilhão". As futuras gerações precisam ser protegidas do "quatrilhão". As reformas monetárias, quando vêm, são sempre para acomodar as máquinas calculadoras e o nosso senso do ridículo, já que caem os zeros, mas nada, realmente, muda. A próxima reforma seria a primeira motivada, também, por um pudor linguístico. No momento em que o "quatrilhão" se instalasse no nosso vocabulário cotidiano, mesmo que fosse só para descrever a dívida interna, alguma coisa se romperia na alma brasileira. Seria o caos.

E "caos", você sabe. É uma palavra chicle-balão. Pode explodir na nossa cara.

(VERÍSSIMO, Luís Fernando. Comédias para se ler

na escola. Rio de Janeiro: Objetiva, 2001, 97-99). 

Em relação à acentuação, seguem as mesmas regras às quais estão submetidas as palavras “sílfide, contrário, agá e terrível”, respectivamente, as palavras da alternativa:
Alternativas
Q1820060 Português
TEXTO 04
Do direito de não informar
RIO DE JANEIRO – Evidente, é o progresso. Os meios de comunicação, com os recursos tecnológicos de hoje, colocam os personagens da comédia humana em exposição quase total. Acompanhamos o cotidiano, invadimos a privacidade alheia com as câmeras, os vídeos, as escutas telefônicas, as tomografias computadorizadas dos doentes, o estado terminal dos moribundos.
Desde o pé enfaixado do presidente, as tíbias esquálidas do delegado suspeito de mutretas graves, o aparelho urinário do governador que estava morrendo de câncer generalizado, tudo fica escancarado na TV, nas revistas e nos jornais em nome do sagrado direito que tem o povo de estar informado.
Pessoalmente, não considero sagrado esse direito, duvido até mesmo de que tenhamos o direito de saber tudo de todos. Trabalhei durante anos com um repórter - dos melhores que conheci - que foi entrevistar um deputado recém-eleito, na faixa da meia-idade, e quis saber se ele tomava Viagra. Certa vez, o fotógrafo de uma revista foi à minha casa e queria fotografar os meus sapatos. O pauteiro da matéria garantira que eu possuía uma esplêndida coleção de sapatos italianos, eu seria uma espécie de Imelda Marcos, a mulher do ditador filipino, que tinha mais de mil pares de sapatos.
Quem estaria interessado nos meus tênis esmolambados, nas vias urinárias do governador já morto, em quem toma ou não toma viagra? Vi, na semana passada, a foto do pé enfaixado de Lula. Recebi uma informação que não me interessava. Como vingança, darei uma informação que não deve interessar a ninguém: estarei fora do país por uma semana. Pessoas mal informadas, em Paris e em Lyon, querem saber como vai a literatura brasileira. Talvez aproveite a oportunidade e fale sobre a coleção de sapatos italianos que não tenho.
(CONY, Carlos Heitor. In: Folha de S. Paulo, 23 de novembro de 2003, p. 2.)

TEXTO 05

Uma maior depuração entre o que se pode entender por literal, por figurado e por antífrase, na perspectiva constitutiva do discurso irônico, parece revelar que a ironia é produzida, como estratégia significante, no nível do discurso, devendo ser descrita e analisada da perspectiva da enunciação e, mais diretamente, do edifício retórico instaurado por uma enunciação. Isso significa que o discurso irônico joga essencialmente com a ambiguidade, convidando o receptor a, no mínimo, uma dupla decodificação, isto é, linguística e discursiva.
(BRAIT, Beth. Ironia em perspectiva polifônica. Campinas: UNICAMP. 1996, p.96.)
Ao longo do Texto 05, há palavras acentuadas graficamente. Seguem as mesmas regras de acentuação as seguintes duplas de vocábulos:
Alternativas
Q1819410 Português

Observe a tirinha a seguir e julgue os itens:


Imagem associada para resolução da questão

Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/ilustrada/cartum/cartunsdiarios/#10/2/2021 . Acesso em: 20/04/2021


I. A preposição “de” (em “falando de política”) tem o valor semântico nocional (em específico, de assunto).

II. No último quadrinho, em relação às regras ortográficas atuais com o Novo Acordo Ortográfico, há um desvio.

III. O termo “uma coisa estranha” – objeto direto na oração em que figura – desempenha papel catafórico em relação ao termo “enjôo”, que aparece no segundo quadrinho.


Está(ão) CORRETA(s) a(s) afirmativa(s):

Alternativas
Respostas
2201: E
2202: C
2203: E
2204: D
2205: B
2206: D
2207: C
2208: B
2209: C
2210: C
2211: C
2212: D
2213: D
2214: B
2215: B
2216: B
2217: A
2218: A
2219: E
2220: A