Questões de Concurso Comentadas sobre acentuação gráfica: proparoxítonas, paroxítonas, oxítonas e hiatos em português

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Q4058961 Português
Quanto à acentuação gráfica, assinale a alternativa que apresenta as duas palavras acentuadas pela mesma regra.
Alternativas
Q4055197 Português
Assinale a alternativa que descreve corretamente a relação entre os fonemas e as grafias dos termos a seguir, retirados no texto.
Alternativas
Q4053806 Português
As palavras “públicas”, “específico” e “científico” são acentuadas graficamente porque são: 
Alternativas
Q4053167 Português
A ortografia oficial da língua portuguesa organiza-se por princípios convencionais que procuram conciliar tradição, sistematização gráfica e critérios fonológicos compartilhados entre países lusófonos. Alterações normativas visam ajustar a escrita sem modificar o funcionamento estrutural da língua (BRASIL, 2009).
Considerando as disposições do Acordo Ortográfico em vigor, assinale a alternativa CORRETA. 
Alternativas
Q4044001 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas corretamente: 
Alternativas
Q4042394 Português
Assinale a alternativa que indica a combinação da forma verbal no infinitivo seguida de pronome obliquo enclítico que NÃO deva ser acentuada.
Alternativas
Q4026323 Português
“Quem é exigente apresenta muita _______; e quem tem muita ansiedade é _______.”
Marque a alternativa que apresenta as duas palavras escritas corretamente que preenchem os espaços em branco acima, na mesma ordem.
Alternativas
Q4026308 Português
Marque a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente.
Alternativas
Q4024419 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q4023348 Português
São palavras proparoxítonas retiradas do texto, EXCETO:
Alternativas
Q4013336 Português
A classificação das palavras quanto à posição da sílaba tônica segue critérios definidos na língua. Diante disso, indique a alternativa correta: 
Alternativas
Q3972527 Português
Texto CG2A1


    A relação entre cientistas e jornalistas, por vezes, é marcada por certa tensão. De um lado, pesquisadores temerosos de que os resultados dos seus estudos, desenvolvidos com rigor durante anos, sejam simplificados demais ou distorcidos. De outro, comunicadores — que têm espaço e tempo limitados para a produção e veiculação das notícias — diante de novos conhecimentos e terminologias difíceis, buscando transmitir conceitos e informações corretas e em uma linguagem de fácil entendimento.

    “A linguagem da academia deve ser, por definição, universal. Entretanto, os artigos científicos são, muitas vezes, impenetráveis. Precisamos nos responsabilizar como atores desse processo de comunicação universal. É nosso dever como cientistas ter forte interlocução com jornalistas. Temos a responsabilidade de fazer uma parte do caminho para que a sociedade possa ter conhecimento da ciência produzida na academia”, enfatizou o pró-reitor de Pesquisa e Inovação da USP.

    O pró-reitor destacou também que a redação científica e a comunicação oral não precisam ser enfadonhas. Correlacionando como ciência e cultura se conectam e se realimentam, o professor assinalou que “apresentar um novo conhecimento usando referências culturais pode fazer a diferença para propagar e tornar memoráveis as ideias da ciência”. 

    Um exemplo mencionado por ele foi a comunicação dos resultados de pesquisas sobre resfriamento de átomos por luz laser por dois grupos distintos. O grupo dos Estados Unidos da América (EUA) utilizou um método matemático, enquanto o grupo francês apresentou uma imagem física que representava o movimento dos átomos subindo e descendo colinas de potencial. “Para denominar esse processo, o grupo francês fez referência a Sísifo, da mitologia grega, que foi condenado a rolar uma rocha montanha acima e, a cada vez que chegava ao topo, a rocha caía e ele precisava começar tudo de novo. Essa conexão de um mecanismo físico com uma imagem cultural levou a uma perenização do conhecimento, e hoje toda a comunidade se refere a esse mecanismo como resfriamento Sísifo”, ilustra.

    Para a diretora da Faculdade de Odontologia de Bauru da USP, a divulgação científica é uma responsabilidade essencial de todos aqueles que fazem pesquisa em uma universidade pública. “Produzimos conhecimento que só cumpre plenamente seu papel quando chega à sociedade de forma acessível, contextualizada e correta, e o diálogo com profissionais de comunicação bem-preparados e interessados em compreender o rigor científico nos ajuda a traduzir achados complexos em informações úteis para o público”, avalia a professora.


Tiago Rodella. Colaboração entre pesquisadores e comunicadores fortalece a divulgação científica. In: Jornal da USP, 14/11/2025 (com adaptações).
Assinale a opção em que todas as palavras destacadas do texto CG2A1 são acentuadas de acordo com a mesma regra de acentuação gráfica. 
Alternativas
Q3963285 Português
De acordo com a nova ortografia da língua portuguesa, o acento agudo é empregado para assinalar:
1 - As vogaistônicasfechadas “i” e “u”.
2 - As vogais tônicas abertas-= “a”, “e” e “o”.
3 - Para indicar a crase da preposição “a” com a forma feminina do artigo (a, as).
(CUNHA, C.; CINTRA, L. Nova Gramática do Português Contemporâneo. 8ª ed. Lexikon, 2025, pág. 78-79)
De acordo com a fonte referida estão corretos ositens: 
Alternativas
Q3959260 Português
Pressão arterial com valor de 12/8 passa a ser considerada
pré-hipertensão 

    A leitura de 12/8, antes vista como sinônimo de pressão arterial perfeita, agora é classificada como préhipertensão, de acordo com as novas diretrizes elaboradas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia, Nefrologia e Hipertensão.
    As novas diretrizes indicam que quem está na faixa de pré-hipertensão deve adotar mudanças no estilo de vida, como reduzir o consumo de sal, controlar o peso, praticar atividades físicas e gerenciar o estresse. O uso de medicamentos, no entanto, só é considerado em casos específicos — como em pessoas com pressão acima de 13/8 associada a diabetes ou doenças renais.
    A hipertensão raramente aparece sozinha. Em grande parte dos casos ela vem acompanhada de obesidade, colesterol alto e glicemia elevada, o que multiplica os riscos. Por isso, a diretriz reforça a importância de observar o paciente como um todo, e não apenas o número no medidor.
    A hipertensão não controlada é a principal causa de mortes no mundo, direta ou indiretamente. Por isso, o recado é simples: medir a pressão ao menos uma vez por ano e procurar acompanhamento médico regular. É uma doença silenciosa, mas que pode ser prevenida com atitudes simples. O importante é não esperar os sintomas aparecerem. 

Fonte: Jornal da USP no Ar. Adaptado.
Assinalar a alternativa que apresenta apenas palavras proparoxítonas. 
Alternativas
Q3957491 Português
A questão se refere ao texto a seguir.

Educação no Brasil: 4,2 milhões de alunos em atraso escolar

O Brasil tem avançado nos indicadores de educação, mas ainda convive com um desafio persistente: 4,2 milhões de estudantes estão dois anos ou mais atrasados em relação à série ideal para sua idade, segundo análise do Censo Escolar 2024 realizada pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF).

Esse número representa 12,5% das matrículas da educação básica em todo o país. Embora alto, o índice mostra queda em comparação a 2023, quando a distorção idade-série atingia 13,4%. O dado revela que políticas e ações locais têm surtido efeito, mas também que os obstáculos para garantir a permanência escolar ainda são significativos. 

A pesquisa mostra que o atraso escolar não é homogêneo. Entre estudantes negros, 15,2% apresentam defasagem, percentual quase duas vezes maior que o dos brancos (8,1%). A desigualdade também se expressa entre gêneros: 14,6% dos meninos estão atrasados, frente a 10,3% das meninas.

Essas disparidades revelam que a questão vai além da sala de aula e está enraizada em fatores sociais e estruturais. O atraso escolar é reflexo de contextos de desigualdade que afetam principalmente jovens negros, pobres e moradores de regiões mais vulneráveis. 

De acordo com a especialista de educação do Unicef no Brasil, Julia Ribeiro, é preciso superar a visão de que o atraso escolar é responsabilidade individual do aluno. “Quando a gente fala em fracasso escolar, muitas vezes a gente responsabiliza o estudante. Precisamos compreender que existe um conjunto de fatores sociais, econômicos e institucionais que contribui para esse cenário”, afirma.

Ela acrescenta que os alunos em distorção idade-série tendem a se sentir deslocados e menos pertencentes à escola, o que pode aumentar o risco de evasão. A percepção de fracasso impacta a autoestima, o desempenho acadêmico e a motivação para continuar os estudos.

Outro desafio apontado pelo Unicef é a falta de conexão da escola com a vida dos estudantes. Uma pesquisa realizada em 2022 em parceria com o Instituto Ipec mostrou que 33% dos adolescentes acreditam que a escola não sabe nada sobre a sua vida e a de sua família. Esse distanciamento fragiliza o vínculo escolar. 

Em vez de ser um espaço de acolhimento e de construção de pertencimento, a escola pode se tornar um ambiente de exclusão para aqueles que já enfrentam dificuldades sociais e educacionais.

O atraso escolar está diretamente ligado ao risco de abandono, com consequências que se estendem para a vida adulta. Ainda que o país tenha registrado avanços na escolaridade, com 56% dos brasileiros com 25 anos ou mais concluindo o ensino médio em 2024, segundo o IBGE, milhões de pessoas ainda ficam para trás.

O nível educacional é determinante para a inserção profissional. De acordo com a OCDE, possuir ensino superior no Brasil pode mais que dobrar a renda de um trabalhador. Portanto, combater a defasagem escolar desde a infância e a adolescência é também um investimento em mobilidade social e em produtividade econômica. 

Com o objetivo de enfrentar o problema, o Unicef, em parceria com o Instituto Claro e com apoio da Fundação Itaú, desenvolveu a estratégia “Trajetórias de Sucesso Escolar”. O programa busca apoiar redes de ensino na criação de políticas e práticas pedagógicas que combatam a cultura do fracasso escolar.

A proposta é monitorar, acompanhar e implementar ações que garantam a permanência dos estudantes, respeitando as especificidades de cada território. Mais do que indicadores, a estratégia defende a escuta ativa dos alunos e de suas famílias, reconhecendo que cada trajetória é única e exige soluções adaptadas.

O Brasil tem feito progressos no combate ao atraso escolar, mas os números de 2024 mostram que a questão ainda é urgente. Enfrentar a distorção idade-série requer esforços conjuntos de governos, famílias, escolas, comunidades e sociedade civil, para que todos os estudantes possam construir trajetórias educacionais plenas e alcançar melhores oportunidades de vida. 

(Disponível em: https://www.educamaisbrasil.com.br/educacao/noticias/educacao-no-brasil-42- milhoes-de-alunos-em-atraso-escolar. Acesso em: 27 jan. 2026)
Assinale a alternativa em que as palavras retiradas do texto estão corretamente classificadas quanto à posição da sílaba tônica, como oxítona (O), paroxítona (P) e proparoxítona (PP):
Alternativas
Q3955017 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão grafadas de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa.
Alternativas
Q3953958 Português
Assinale a alternativa em que todas as palavras estão escritas corretamente, de acordo com as normas vigentes em Língua Portuguesa:
Alternativas
Q3942038 Português

O texto seguinte servirá de base para responder à questão.


Folhas Secas


A inesquecível aula de Matemática e natureza


Eu estava dando uma aula de Matemática e todos os alunos acompanhavam atentamente.


Todos?


Quase. Carolina equilibrava o apontador na ponta da régua, Lucas recolhia as borrachas dos vizinhos e construía um prédio, Renata conferia as canetas e os lápis do seu estojo vermelhíssimo e Hélder olhava para o pátio.


O pátio? O que acontecia no pátio?


Após o recreio, dona Natália varria calmamente as folhas secas e amontoava e guardava tudo dentro de um enorme saco plástico azul. Terminando o varre-varre, dona Natália amarrou a boca do saco plástico e estacionou aquele bafuá de folhas secas perto do portão. Hélder observava atentamente. E eu observava a observação de Hélder - sem descuidar da minha aula de Matemática. De repente, Hélder foi arregalando os olhos e franzindo a testa.


Qual o motivo do espanto?


Hélder percebeu alguma coisa no meio das folhas movendo-se desesperadamente, com aflição, sufoco, falta de ar. Hélder buscava interpretações para a cena, analisava possibilidades, mas o perfil do passarinho já se delineava na transparência azul do plástico.


Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade.


- Ele tá preso!


O grito de Hélder interrompeu o final da multiplicação de 15 por 127. Todos os alunos olharam para o pátio. E todos nós concordamos, sem palavras: o bico do passarinho tentava romper aquela estranha pele azul. Hélder saiu da sala e nós fomos atrás. E antes


que eu pudesse pronunciar a primeira sílaba da palavra "calma", o saco plástico simplesmente explodiu, as folhas voaram e as crianças pularam de alegria.


Alguns alunos dizem que havia dois passarinhos presos. Outros viram três passarinhos voando felizes e agradecidos. Lucas diz que era um beija-flor. Renata insiste que era uma cigarra. Eu, sinceramente, só vi folhas secas voando.


Para concluir esta inesquecível aula de Matemática, pegamos vassouras, pás e sacos plásticos e fomos varrer novamente o pátio.


Conto de Francisco Marques (Chico dos Bonecos), ilustrado por Ivan Zigg.


https://novaescola.org.br/conteudo/3172/folhas-secas

"Um pássaro novo caiu do ninho e foi confundido com as folhas secas e foi varrido e agora lutava pela liberdade."


Identifique a alternativa que apresenta todas palavras acentuadas pela mesma regra que acentua a palavra 'pássaro'.

Alternativas
Q3926393 Português

Leia o texto a seguir para responder à questão. 


Origem dos livros


Por Rainer Gonçalves Sousa


Para quem hoje se vislumbra com a praticidade oferecida pelos e-books, nem chega a imaginar o longo caminho percorrido pelos livros na História. Companheiro da escrita, os livros tiveram grande importância para a realização de registros históricos, a compilação de leis e a divulgação de ideias. Atualmente, a produção de livros chegou a tal ponto que, por exemplo, o século XX foi responsável por uma literatura histórica superior a de todos os outros séculos somados juntos!


No Egito Antigo, o ancestral dos livros foi concebido através do papiro. Transformada em atividade importante, a escrita no papiro era exclusivamente executada por uma classe de escribas responsáveis pela leitura e fabricação dos textos oficiais e religiosos. Pesquisadores apontam que as peças de papiro mais antigas já encontradas foram concebidas há três mil anos antes de Cristo. Para se organizar esses documentos, as folhas de papiro eram pregadas umas às outras formando um único rolo.


Por volta do século X a. C., a organização dos documentos escritos ganhou maior funcionalidade com a invenção dos pergaminhos. Apesar de não terem a mesma praticidade dos encadernados, essa base material foi de suma importância para a preservação de importantes textos da Antiguidade, como a Bíblia Sagrada e os escritos de alguns pensadores do mundo clássico. Vale a pena frisar que a qualidade e a resistência dos pergaminhos eram superiores à do papiro.


A concepção do livro encadernado já era tentada nessa época. Para tanto, pegavam os pergaminhos disponíveis e realizava-se a organização de cada uma das supostas páginas. Conhecidos como codex (códice, em português) essas primeiras edições facilitaram a locomoção e manuseio dos textos escritos. Já nos fins da Antiguidade, por volta de 404, São Jerônimo registrou uma extensa teoria sobre as formas pelas quais seria possível produzir um livro.


No período medieval, o acesso ao mundo letrado ficou praticamente restrito aos clérigos. Boa parte dos livros ficava enclausurada sob a proteção dos mosteiros e tinham sua sabedoria conservada pelo demorado trabalho de monges copistas. Nesse aspecto, é importante ressaltar que a Igreja teve um papel fundamental para que vários textos da cultura grega e romana fossem conservados. Em tal época, era comum que as chamadas iluminuras decorassem o rodapé e os parágrafos dos livros com belas imagens. 


Em 1454, o processo de fabricação e divulgação dos livros sofreu um salto qualitativo gigantesco com a invenção da prensa. Desenvolvida por Johannes Gutenberg, essa máquina permitia que o processo de fabricação dos livros fosse dinamizado. Apesar da importância do feito, observamos que na Idade Moderna a leitura e a escrita ainda se conservavam atreladas aos privilégios desfrutados pelas elites. Ler e escrever eram prazeres ainda destinados aos nobres e burgueses enriquecidos. 


O século XIX, como filho das inovações tecnológicas, marcou uma época de grandes produções. Vale frisar que o processo de liberalização dos Estados Nacionais teve grande influência na disseminação do ensino público e no consequente incremento do número de leitores. Com o barateamento dos custos de produção, a leitura passou a atingir grandes parcelas da população. A partir de então nasceram os famosos e ainda bastante procurados “best-sellers”.


Disponível em: https://www.historiadomundo.com.br/curiosidades/origem-doslivros.htm?_gl=1*1nkjchq*_ga*d0xxZE1OQW9lbkplUl9leGVIWldLNWpUR mw4cjRrN2x3OWhwRVJadDd6RGlBS2NPc1llYlAzX2I1cE9GLXRsNw..*_g a_PCH74EBZTB*MTc3MTg1NTI2My4xLjEuMTc3MTg1NTI2My4wLjAuM A

Leia o trecho a seguir:
“Companheiro da escrita, os livros tiveram grande importância para a realização de registros históricos. No Egito, utilizava-se o papiro.”
Com base nas palavras destacadas, assinale a alternativa que classifica corretamente a sílaba tônica de cada uma, respectivamente:
Alternativas
Respostas
181: C
182: B
183: E
184: E
185: A
186: A
187: A
188: B
189: A
190: A
191: D
192: B
193: C
194: A
195: B
196: A
197: B
198: D
199: D
200: C