Questões de Concurso
Sobre acentuação gráfica: acento diferencial em português
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Texto 02
O EQUILÍBRIO DESIGUAL DO TRABALHO NÃO REMUNERADO
Para mulheres que passam o dia todo realizando tarefas não remuneradas, os afazeres cotidianos matam os sonhos de toda uma vida. O que quero dizer com trabalho não remunerado? É o trabalho doméstico: cuidar dos filhos ou de outras pessoas, cozinhar, limpar, fazer compras e outras tarefas cumpridas por um membro da família que não está sendo pago. Em média, as mulheres ao redor do mundo dedicam o dobro das horas dos homens ao trabalho não remunerado, mas o tamanho da disparidade varia. Na Índia, elas passam seis horas por dia realizando tarefas não remuneradas enquanto os homens passam menos de uma.
Quando as mulheres conseguem reduzir o tempo de trabalho não remunerado, aumentam o tempo de trabalho remunerado. De fato, reduzir o trabalho não remunerado das mulheres, de cinco para três horas por dia, aumenta em 20% a participação feminina na força de trabalho.
Isto é muito significativo porque é o trabalho remunerado que eleva as mulheres em direção à igualdade com os homens e lhes dá poder e independência. É por isso que o desequilíbrio de gêneros no trabalho não remunerado é tão relevante. O trabalho não remunerado que a mulher faz em casa é uma barreira para as atividades que podem fazê-la avançar: melhorar sua formação, obter renda fora de casa, conhecer outras mulheres, tornar-se politicamente ativa. O trabalho não remunerado desigual obstrui o caminho da mulher para o empoderamento.
GATES, Melinda. O Momento de Voar. GMT Editores Ltda. p.107.
Observe os fragmentos de texto abaixo bem como os termos sublinhados:
I. “É o trabalho doméstico: cuidar dos filhos ou de outras pessoas...”
II. “Em média, as mulheres ao redor do mundo dedicam o dobro...”
III. “Na Índia, elas passam seis horas por dia...”
IV. “É por isso que o desequilíbrio de gêneros no trabalho...”
Sobre esses termos sublinhados, assinale a alternativa CORRETA.
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
Há coisas bonitas na vida...
Há coisas bonitas na vida.
Bonitas são as coisas vindas do interior, as palavras simples, sinceras e significativas.
Bonito é o sorriso que vem de dentro, o brilho dos olhos...
Bonito é o dia de sol depois da noite chuvosa ou as noites enluaradas de verão em que todos saem de casa.
Bonito é procurar estrelas no céu e dar de presente ao amigo, amiga, namorado...
Bonito é achar a poesia do vento, das flores e das crianças.
Bonito é chorar quando se sentir vontade e deixar que as lágrimas rolem sem vergonha ou medo de crítica.
Bonito é gostar da vida e viver do sonho, mesmo sendo impossível.
Bonito é ser realista sem ser cruel, é acreditar na beleza de todas as coisas.
Bonito é a gente continuar sendo gente em quaisquer situações, porque isso é o que importa.
Em toda e qualquer situação, bonito é você ser você.
Letícia Thompson. http://www.leticiathompson.net/Bonito.html (Adaptado)
Texto para o item.

Murilo Toretta. Arroz com feijão: perfeitos para a sua saúde.
In: Viva Saúde, ano 15, ed. 209, 2021 (com adaptações).
Quanto às propriedades gramaticais do texto, julgue o item.
O acento na palavra “contêm” (linha 12) indica que ela
está no plural.

Nesse fragmento, notamos o emprego da palavra “ideia”, que, em conformidade com o Novo Acordo Ortográfico da Língua Portuguesa, sofreu mudança na grafia, tendo em vista uma alteração em determinadas regras de acentuação.
Com base nessa informação, assinale a alternativa em que a palavra está CORRETAMENTE grafada, segundo o referido Acordo:
O texto seguinte servirá de base para responder à questão.
O que é gaslighting e como reconhecer que você está sendo manipulado
Mais conhecida como uma forma de manipulação emocional em relacionamentos, a prática pode conferir abuso psicológico em diversos âmbitos.
É muito comum, nas relações interpessoais, que haja algum atrito, algum desentendimento ou discordância. Mas, quando este contexto é palco para uma pessoa distorcer as percepções do outro para ganhar poder, ainda mais de maneira sistêmica, estabelece-se uma maneira de abuso psicológico chamada gaslighting. O termo tem origem no filme Gaslight, de 1944, estrelado por Charles Boyer e Ingrid Bergman. Na trama, o marido tenta enlouquecer sua esposa, diminuindo e piscando as luzes (que eram movidas a gás) em sua casa e, então, ele nega quando a mudança das luzes é apontada pela esposa.
É uma forma extremamente eficaz de abuso emocional, que faz com que a vítima questione seus próprios sentimentos, instintos e sanidade. Em um relacionamento tóxico, por exemplo, uma vez que um parceiro abusivo tenha prejudicado a capacidade da vítima de confiar em suas próprias percepções, é mais provável que ela permaneça na relação. As técnicas de gaslighting podem incluir o questionamento da sanidade do outro, assumindo que a pessoa está "louca"; fingir a não compreensão do assunto ou reclamação; menosprezar ou desconsiderar os sentimentos da outra pessoa e, até mesmo, negar a existência da situação. Isso pode ocorrer em relações amorosas, familiares, políticas, de trabalho e em outras instâncias.
Um artigo da American Sociological Review, publicado em 2019, afirma que uma pessoa que usa técnicas de gaslighting também pode usar, intencionalmente, estereótipos negativos de gênero, raça, etnia, sexualidade, nacionalidade ou idade de uma pessoa para manipulá-la. Para superar esse tipo de abuso, é importante começar a reconhecer os sinais e, eventualmente, aprender a confiar em si mesmo novamente. Uma vez possível nomear essa dinâmica, há como trabalhar para mudá-la ou sair dela. De acordo com a autora e psicanalista Robin Stern, em artigo publicado no periódico Psychology Today, alguns dos sinais são: constante questionamento do próprio comportamento; sensação de confusão e loucura no trabalho; desculpar-se constantemente com os familiares, parceiros, chefes; esconder informações de amigos e familiares para não precisar explicar ou dar desculpas, entre outros.
Atos de abuso emocional, como o gaslighting, tendem a ocorrer ao lado de outros tipos de abuso. Em caso de emergência, a mulher ou alguém que esteja presenciando alguma situação de violência, pode pedir ajuda por meio do telefone 190 da Polícia Militar ou ligar para a Central de Atendimento à Mulher, por meio do número 180.
(Disponível em: https://revistagalileu.globo.com/Sociedade/Comportamento/ noticia/2022/03/o-que-e-gaslighting-e-como-reconhecer-que-voce-esta-sendo -manipulado.html. Adaptado.)
Com relação aos aspectos linguísticos do texto, julgue o item.
O acento circunflexo no verbo “têm” (linha 22) indica
que ele está flexionado no plural, para concordar com o
termo “muitas unidades de saúde” (linhas 21 e 22).

A verdadeira história do Papai Noel
O Papai Noel que conhecemos hoje, gordo e bonachão, barba branca, vestes vermelhas, é produto de um imemorial sincretismo1 de lendas pagãs e cristãs, a tal ponto que é impossível identificar uma fonte única para o mito. Sabe-se, porém, que sua aparência foi fixada e difundida para o mundo na segunda metade do século 19 por um famoso ilustrador e cartunista americano, Thomas Nast. Nas gravuras de Nast, o único traço que destoa significativamente do Noel de hoje é o longo cachimbo que o personagem dele fumava sem parar, algo que nossos tempos antitabagistas já não permitem ao bom velhinho.
O sucesso da representação pictórica feita por Nast não significa que ele possa reivindicar qualquer naco2 da paternidade da lenda, mas apenas que seu Santa Claus – o nome de Papai Noel em inglês – deixou no passado e nas enciclopédias de folclore a maior parte das variações regionais que a figura do distribuidor de presentes exibia, dos trajes verdes em muitos países europeus aos chifres de bode (!) em certas lendas nórdicas.
Antes de prevalecer a imagem atual, um fator de unificação desses personagens era a referência mais ou menos direta, quase sempre distorcida por crenças locais, a São Nicolau, personagem historicamente nebuloso que viveu entre os séculos 3 e 4 da era cristã e que gozou da fama de ser, além de milagreiro, especialmente generoso com os pobres e as crianças. É impreciso o momento em que o costume de presentear as crianças no dia de São Nicolau, 6 de dezembro, foi transferido para o Natal na maior parte dos países europeus, embora a data primitiva ainda seja observada por parte da população na Holanda e na Bélgica. Nascia assim o personagem do Père Noël (como o velhinho é chamado na França) ou Pai Natal (em Portugal) – o Brasil, como se vê, optou por uma tradução pela metade.
(Sérgio Rodrigues. Em: https://veja.abril.com.br. Adaptado)
1 sincretismo: combinação
2 naco: parte, pedaço
Avalie as seguintes afirmações acerca do uso de verbo em situações textuais, assinalando V, se verdadeiras, ou F, se falsas.
( ) Na linha 06, a forma verbal ‘fora’ poderia ser substituída por ‘consistia’ sem provocar qualquer alteração ao contexto.
( ) As lacunas das linhas 09 e 23, ao serem completadas pelo verbo ‘ter’ no presente do indicativo, devem receber a forma verbal grafada com acento circunflexo, atendendo a regras de concordância.
( ) Na frase ‘não há inversão dos polos magnéticos da terra’ da linha 22, não se pode determinar o sujeito da forma verbal ‘há’, visto que o verbo haver é impessoal.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. “O surpreendente efeito da positividade tóxica na saúde mental” – “O nocivo efeito da positividade tóxica na saúde mental.”
II. “O surpreendente efeito da positividade tóxica na saúde mental” – “O surpreendente efeito da positividade danosa na saúde mental.”
III. “Pode parecer contraditório, mas a positividade pode ser tóxica.” – “Pode parecer contraditório, todavia a positividade pode ser tóxica.”
IV. “(...) o positivismo tóxico tem consequências psicológicas e psiquiátricas mais graves do que a depressão". – “(...) o positivismo tóxico têm consequências psicológicas e psiquiátricas mais graves do que a depressão.”
V. “Gutiérrez acredita que houve um aumento do positivismo tóxico ‘nos últimos anos’, mas principalmente durante a pandemia.” – “Gutiérrez acredita que houveram aumentos do positivismo tóxico ‘nos últimos anos’, mas principalmente durante a pandemia.”
O sentido e a correção gramatical dos excertos foram devidamente mantidos apenas em

I - A expressão vem-se observando pode ser substituída por vem sendo observado.
II - Não se acentua a forma verbal vem-se (l. 07), neste caso, por estar no singular, concordando com o sujeito O processo de descentralização política no Brasil (l. 03).
III- Se substituirmos no texto o excerto a transferência das autonomias aos entes federados (l. 07-08) pela expressão transferências de autonomia aos entes federados, a forma do verbo deverá necessariamente apresentar a grafia vêm-se.
Quais estão corretas?



