Questões de Concurso
Comentadas sobre romantismo em literatura
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A figuração do índio em I-Juca Pirama e em Os Timbiras, de Gonçalves Dias, aproxima-se da realizada por Mário de Andrade no romance Macunaíma.
- Iracema
Capítulo 2
José de Alencar. Iracema. Brasília: Ministério da Cultura. Fundação Nacional do Livro. Internet: <www.objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/iracema.pdf>
José de Alencar usa a ficção para expressar sua visão crítica da sociedade. Em Iracema e O Guarani, por exemplo, tece críticas à violência do genocídio indígena no Brasil.
- Iracema
Capítulo 2
José de Alencar. Iracema. Brasília: Ministério da Cultura. Fundação Nacional do Livro. Internet: <www.objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/iracema.pdf>
Nesse texto, como em outros textos românticos, idealiza-se o encontro entre brancos europeus e populações indígenas no território brasileiro.
- Iracema
Capítulo 2
José de Alencar. Iracema. Brasília: Ministério da Cultura. Fundação Nacional do Livro. Internet: <www.objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/iracema.pdf>
O índio e a sua cultura são utilizados pelos escritores do Romantismo brasileiro como motes de expressão da identidade nacional e de um traço especificamente brasileiro na literatura.
- Iracema
Capítulo 2
José de Alencar. Iracema. Brasília: Ministério da Cultura. Fundação Nacional do Livro. Internet: <www.objdigital.bn.br/Acervo_Digital/Livros_eletronicos/iracema.pdf>
O indianismo romântico brasileiro, do qual o romance Iracema, faz parte, configurou-se como um movimento de resgate das tradições literárias dos povos autóctones e de consequente rejeição das tradições literárias europeias.
(1) Francisco Rodrigues Lobo
(2) Sóror Mariana Alcoforado
(3) Ricardo Reis
(4) Mário de Sá-Carneiro
(5) Almeida Garrett
( ) Poeta do modernismo português e um dos fundadores, ao lado de Fernando Pessoa, da Revista Orpheu, publicada em 1915. Uma de suas principais obras é A confissão de Lúcio.
( ) Escreveu Cartas portuguesas, em 1669, destinadas a uma paixão violenta, insana, superior às inibições e convenções, bem como ao impulso da consciência moral.
( ) Seus poemas possuem um estilo densamente trabalhado e revelam tributo à tradição clássica. José Saramago dedicou-lhe um romance em cujo título lhe faz referência.
( ) De influência camoniana, escreveu Romanceiro e um poema sobre o Tejo; é considerado um poeta do período literário Barroco Português.
( ) A publicação do seu poema “Camões”, em 1825, inaugura, de acordo com a historiografia literária, o Romantismo Português; dedicou-se ao teatro, à prosa e à poesia.
A ordem CORRETA de associação, de cima para baixo, é:
( ) No período do Romantismo brasileiro, observa-se na obra de alguns autores a influência de alguns preceitos religiosos. Tais preceitos, quando levados ao extremo, geraram conflitos que acabaram se refletindo na linguagem rebuscada – repleta de antíteses, paradoxos e inversões sintáticas – e também na temática voltada, principalmente, a questões religiosas.
( ) No período do Pré-Modernismo brasileiro, surgiram vários movimentos de vanguarda que influenciaram o movimento Modernista. Dentre eles, estão o Cubismo e o Dadaísmo. O primeiro influenciou, entre outros aspectos, na disposição gráfica dos poemas; o segundo defendia, entre outras ideias, que os autores não seguissem nenhuma regra.
( ) O Barroco brasileiro, que tem como um de seus autores mais importantes Gregório de Matos Guerra, foi época de grande produção literária e era costume as obras serem distribuídas nas casas em forma de folhetins. Devido à temática desenvolvida nos textos – amor e religião –, elas eram consideradas histórias para serem lidas pelas “moças de família” da época.
( ) Cruz e Sousa, poeta catarinense e um dos maiores representantes da poesia Simbolista no Brasil, produziu obras cujas características envolvem, entre outras, o subjetivismo e a musicalidade. É comum, na obra do poeta, o emprego de figuras de linguagem, a exemplo da aliteração, assonância e sinestesia.
( ) O Parnasianismo, também conhecido como Neoclassicismo, tinha como um dos princípios básicos a “arte pela arte”, segundo o qual a preocupação maior do poeta deveria ser atingir a perfeição formal. Para tanto, eram adotados recursos como o emprego de rimas raras, uso de vocabulário erudito e rigor na métrica, entre outros.
( ) A literatura realista do século XIX rejeitava o objetivismo, exigindo que as artes tivessem uma função social. A representação idealizada da realidade foi o motivo pelo qual a literatura do realismo começou a ser reconhecida como “literatura engajada”, já que representava a maneira como a realidade poderia ser transformada.
A ordem CORRETA de associação, de cima para baixo, é:
O Romantismo na França foi um movimento que coincidiu com a revolta burguesa e popular contra uma volta do poder aristocrático e dos privilégios de casta após a queda de Napoleão. Como tal, reconstrói a concepção da história, dando ênfase ao moderno em detrimento do antigo, assim, a inteligência, a cultura e a arte sobrepõem-se ao sangue como legitimação do poder. Baudelaire, importante poeta e teórico da arte francesa, classifica o Romantismo como
Dona Inácia, as vezes que podia, acompanhava a neta nessa labuta caridosa, em que a moça empregava o melhor da sua natureza.
De vez em quando, porém, a avó tinha que repreendê-la por quase não comer, por sempre chegar à casa atrasada, por consumir todo o ordenado em alimentos e purgantes para os doentinhos do Campo; ela respondia, rindo.
Rachel de Queiroz. O quinze. 87.a. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010, p. 134 (com adaptações).
Meu avô me levava sempre em suas visitas de corregedor às terras de seu engenho. Ia ver de perto os seus moradores, dar uma visita de senhor nos seus campos. O velho José Paulino gostava de percorrer a sua propriedade, de andá-la canto por canto, entrar pelas suas matas, olhar as suas nascentes, saber das precisões de seu povo, dar os seus gritos de chefe, ouvir queixas e implantar a ordem. Andávamos muito nessas suas visitas de patriarca. Ele parava de porta em porta, batendo com a tabica de cipó-pau nas janelas fechadas. Acudia sempre uma mulher de cara de necessidade: a pobre mulher que paria os seus muitos filhos em cama de vara e criava-os até grandes com o leite de seus úberes de mochila. Elas respondiam pelos maridos.
José Lins do Rêgo. Menino de engenho. 64.a.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995, p. 25.
Com base nos fragmentos de texto acima, julgue o item, referentes ao regionalismo brasileiro.
As dificuldades encontradas pelos retirantes no Brasil são descritas em Vidas Secas, de Graciliano Ramos, obra que pertence à tradição do romance nordestino de 30.

Com base no trecho acima, no qual Antonio Candido expõe a lógica
histórico-literária segundo a qual se desenvolveu a literatura
brasileira, e na dinâmica dos períodos literários brasileiros, julgue
o item a seguir.
Com intuito meramente ilustrativo, poderíamos dizer que há em literatura três atitudes estéticas possíveis: ou a palavra é considerada algo maior que a natureza, capaz de sobrepor-lhe as suas formas próprias; ou é considerada inferior à natureza, incapaz de exprimi-la, abordando-a por tentativas fragmentárias; ou, finalmente, é considerada equivalente à natureza, capaz de criar um mundo de formas ideais que exprimam objetivamente o mundo das formas naturais. O primeiro caso é o do Barroco; o segundo, o do Romantismo; e o terceiro, o do Classicismo.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira – momentos
decisivos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2008, p. 57 (com adaptações)
De acordo com a concepção de literatura expressa no texto acima, o texto literário corresponde a uma forma de expressão humana cuja função principal é a transmissão de informação.
Com intuito meramente ilustrativo, poderíamos dizer que há em literatura três atitudes estéticas possíveis: ou a palavra é considerada algo maior que a natureza, capaz de sobrepor-lhe as suas formas próprias; ou é considerada inferior à natureza, incapaz de exprimi-la, abordando-a por tentativas fragmentárias; ou, finalmente, é considerada equivalente à natureza, capaz de criar um mundo de formas ideais que exprimam objetivamente o mundo das formas naturais. O primeiro caso é o do Barroco; o segundo, o do Romantismo; e o terceiro, o do Classicismo.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira – momentos
decisivos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2008, p. 57 (com adaptações)
O indianismo, uma das temáticas mais vigorosas da literatura romântica brasileira, é caracterizado pela idealização da figura do indígena a partir de padrões literários da tradição europeia.
Com intuito meramente ilustrativo, poderíamos dizer que há em literatura três atitudes estéticas possíveis: ou a palavra é considerada algo maior que a natureza, capaz de sobrepor-lhe as suas formas próprias; ou é considerada inferior à natureza, incapaz de exprimi-la, abordando-a por tentativas fragmentárias; ou, finalmente, é considerada equivalente à natureza, capaz de criar um mundo de formas ideais que exprimam objetivamente o mundo das formas naturais. O primeiro caso é o do Barroco; o segundo, o do Romantismo; e o terceiro, o do Classicismo.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira – momentos
decisivos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2008, p. 57 (com adaptações)
O Romantismo no Brasil foi marcado pela evasão do real, atitude que contribuiu para a negação, pelos romancistas dessa escola literária, da valorização dos temas tipicamente brasileiros.
Com intuito meramente ilustrativo, poderíamos dizer que há em literatura três atitudes estéticas possíveis: ou a palavra é considerada algo maior que a natureza, capaz de sobrepor-lhe as suas formas próprias; ou é considerada inferior à natureza, incapaz de exprimi-la, abordando-a por tentativas fragmentárias; ou, finalmente, é considerada equivalente à natureza, capaz de criar um mundo de formas ideais que exprimam objetivamente o mundo das formas naturais. O primeiro caso é o do Barroco; o segundo, o do Romantismo; e o terceiro, o do Classicismo.
Antonio Candido. Formação da literatura brasileira – momentos
decisivos. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2008, p. 57 (com adaptações)
Surgido a partir do desenvolvimento da prosa romântica brasileira, o romance regionalista apresenta como principal característica a representação dos tipos humanos forjados pela urbanidade emergente no Brasil em meados do século XIX.
CAPÍTULO XIV / O PRIMEIRO BEIJO
Tinha dezessete anos; pungia-me um buçozinho que eu forcejava por trazer a bigode. Os olhos, vivos e resolutos, eram a minha feição verdadeiramente máscula. Como ostentasse certa arrogância, não se distinguia bem se era uma criança, com fumos de homem, se um homem com ares de menino. Ao cabo, era um lindo garção, lindo e audaz, que entrava na vida de botas e esporas, chicote na mão e sangue nas veias, cavalgando um corcel nervoso, rijo, veloz, como o corcel das antigas baladas, que o romantismo foi buscar ao castelo medieval, para dar com ele nas ruas do nosso século. O pior é que o estafaram a tal ponto, que foi preciso deitá-lo à margem, onde o realismo o veio achar, comido de lazeira e vermes, e, por compaixão, o transportou para os seus livros.
Sim, eu era esse garção bonito, airoso, abastado; e facilmente se imagina que mais de uma dama inclinou diante de mim a fronte pensativa, ou levantou para mim os olhos cobiçosos. De todas porém a que me cativou logo foi uma... uma... não sei se diga; este livro é casto, ao menos na intenção; na intenção é castíssimo. Mas vá lá; ou se há de dizer tudo ou nada. A que me cativou foi uma dama espanhola, Marcela, a “linda Marcela”, como lhe chamavam os rapazes do tempo. E tinham razão os rapazes. Era filha de um hortelão das Astúrias; disse-mo ela mesma, num dia de sinceridade, porque a opinião aceita é que nascera de um letrado de Madri, vítima da invasão francesa, ferido, encarcerado, espingardeado, quando ela tinha apenas doze anos.
Cosas de España. Quem quer que fosse, porém, o pai, letrado ou hortelão, a verdade é que Marcela não possuía a inocência rústica, e mal chegava a entender a moral do código. Era boa moça, lépida, sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes. Naquele ano, morria de amores por um certo Xavier, sujeito abastado e tísico, – uma pérola.
(MACHADO
DE ASSIS, J. M. Memórias Póstumas de Brás Cubas.
Rio de Janeiro: Ediouro, s. d.)