Questões de Concurso Sobre literatura
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No Brasil, o maior poeta barroco foi Gregório de Matos (1623-1696). Sua poesia suscita interesse tanto por ser um documento da vida social, política, religiosa e cultural do Brasil seiscentista, quanto pelo seu valor literário. Sendo assim, assinale quais são esses traços que caracterizam a sua poesia e que promovem nos leitores esse duplo interesse?
1) Os seus versos satirizam os seus desafetos pessoais e políticos.
2) Os seus versos passam ao largo de qualquer crítica social e política.
3) Muitos dos seus versos revelam um poeta religioso e devoto.
4) Os seus versos satirizavam os mestiços e a elite branca.
5) Toda a sua obra poética é escrita em sonetos.
Estão corretas apenas:
Coluna 1 Obras 1. Contos Gauchescos 2. O Continente 3. Memórias quase póstumas de Machado de Assis
Coluna 2 Descrição ( ) Blau Nunes conta as histórias que viveu ou ouviu ao longo de sua experiência nos pampas. É um vaqueiro, pertence às classes não favorecidas e usa a linguagem típica do povo gaudério. ( ) O primeiro capítulo, intitulado “Saldo de duas vidas”, apresenta claramente a intertextualidade com um clássico da literatura brasileira, na qual o narrador relata seu óbito. Vê-se nesse capítulo uma clara intertextualidade com a obra original. ( ) Com este personagem, que por vezes é narrador também, adentramos no folclore pampeano sem sairmos de nossos lugares, desvendamos os mistérios dos tesouros, dos encantamentos e conhecemos lugares jamais imaginados como a furna que existe em um dos cerros do Jarau. ( ) As páginas do romance são aulas de escrita, com exemplos de construção de personagem, com o entrelaçamento de monólogos interiores junto com ação e diálogos de uma maneira orgânica. Em seu volume 1, descreve os primeiros personagens do que viria a ser formada futuramente a árvore genealógica de umafamília muito importante na trama da história. ( ) A fotocronologia surge como um modo inovador para trabalhar o ensino de Literatura em sala de aula, na medida em que se trata do relato da vida de alguém, recorrendo às fotografias e eventos presentes em suas memórias.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
Assinale a alternativa que traga, de cima para baixo, a sequência correta.
Estão corretas as afirmativas:
( ) O homem barroco poderá, ou assumir uma atitude estoica perante a vida ou adotar um comportamento epicurista, de liberdade, de carpe diem, aproveitando o presente, livre de compromissos. ( ) Os temas são aqueles que refletem os estados de tensão da alma humana, tais como vida e morte, matéria e espírito, amor platônico e amor carnal, pecado e perdão. ( ) Visando a ampliar e a acentuar o sentido trágico desses temas, os autores utilizam uma linguagem de fácil acesso e entendimento, não havendo rebuscamentos ou figuras de linguagem.
Assinale a alternativa que traga, de cima para baixo, a sequência correta.
Assinale a alternativa que apresenta a afirmativa incorreta.
Assinale a alternativa que apresenta a afirmativa incorreta.
Considere os dois poemas:

Em relação aos poemas, é correto afirmar:
BANHO (RURAL)
De cabaça na mão, céu nos cabelos
à tarde era que a moça desertava
dos arenzés da alcova. Caminhando
um passo brando pelas roças ia
nas vingas nem tocando; reesmagava
na areia os próprios passos, tinha o rio
com margens engolidas por tabocas,
feito mais de abandono que de estrada
e muito mais de estrada que de rio
onde em cacimba e lodo se assentava
água salobre rasa. Salitroso
era o também caminho da cacimba
e mais: o salitroso era deserto.
A moça ali perdia-se, afundava-se
enchendo o vasilhame, aventurava
por longo capinzal, cantarolando:
desfibrava os cabelos, a rodilha
e seus vestidos, presos nos tapumes
velando vales, curvas e ravinas
(a rosa de seu ventre, sóis no busto)
libertas nesse banho vesperal.
Moldava-se em sabão, estremecida,
cada vez que dos ombros escorrendo
o frio d'água era carícia antiga.
Secava-se no vento, recolhia
só noite e essências, mansa carregando-as
na morna geografia de seu corpo.
Depois, voltava lentamente os rastos
em deriva à cacimba, se encontrava
nas águas: infinita, liquefeita.
Então era que a moça regressava
tendo nos olhos cânticos e aromas
apreendidos no entardecer rural.
Fonte: MAMEDE, Z. O arado. Rio de Janeiro: São José, 1954. p.17-18.
O BANHO DA CABLOCA
Teima dos sapos...
Chiado dos ramos nos balcedos...
Chóóóóó... da levada...
— Noitinha —
Acocorada num cepo põe sobre os cabelos compridos
As primeiras cuias d’água: — Choá! Choá! Choá” —
A lua treme n’água remexida...
Ruque! ruque! das mãos esfregando as carnes rijas...
Um pedaço de canção alegra o banho...
E a teima dos sapos: — foi! Não foi!
E a camisa é posta sobre a carne molhada e nova
E a sombra passa entre as árvores — ligeira — úmida e morna —
Num pedaço de canção que alegrou o banho...
Fonte: FERNANDES, J. Livro de poemas. Introdução, organização e notas de Maria Lúcia de Amorim Garcia.
5. ed. Natal: EDUFRN, 2008. p. 49.