Questões de Concurso Sobre literatura

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Ano: 2014 Banca: IF-SC Órgão: IF-SC Prova: IF-SC - 2014 - IF-SC - Professor - Português |
Q439362 Literatura
“Tudo era matéria às curiosidades de Capitu. Caso houve, porém, no qual não sei se aprendeu
ou se ensinou, ou se fez ambas as coisas, como eu. É o que contarei no outro capítulo. Neste
direi somente que, passados alguns dias do ajuste com o agregado, fui ver a minha amiga;
eram dez horas da manhã. D. Fortunata, que estava no quintal, nem esperou que eu lhe
perguntasse pela filha.
- Está na sala penteando o cabelo, disse-me; vá devagarzinho para lhe pregar um susto.”

                                       MACHADO DE ASSIS. Dom Casmurro. São Paulo: editora Ática, 1989. P.45

“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham
caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas
como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas.
Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através
dos galhos pelados da catinga rala.”

                                                             RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Record, 1982. P. 9.

“------ estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o
que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi,
tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me
alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria
chamar de desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para
onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero
me confirmar no que vivi – na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei
que não tenho capacidade para outro.”

LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H.. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora, 1990.p.15.

Com base nos três excertos apresentados, assinale a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q421565 Literatura

SONETO DE MAIO

(Vinícius de Moraes)


Suavemente Maio se insinua 

Por entre os véus de Abril, o mês cruel 

E lava o ar de anil, alegra a rua 

Alumbra os astros e aproxima o céu.


Até a lua, a casta e branca lua

Esquecido o pudor, baixa o dossel

E em seu leito de plumas fica nua

A destilar seu luminoso mel.


Raia a aurora tão tímida e tão frágil 

Que através do seu corpo transparente 

Dir-se-ia poder-se ver o rosto 


Carregado de inveja e de presságio 

Dos irmãos Junho e Julho, friamente 

Preparando as catástrofes de Agosto...


Disponível em: http://www.viniciusdemoraes.com.br

O poeta Vinícius de Moraes é representante de qual Escola Literária Brasileira?
Alternativas
Ano: 2013 Banca: CLICK Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC
Q1234563 Literatura
Clarice Lispector é escritora e pertence aos escritores de qual escola literária? 
Alternativas
Ano: 2013 Banca: CLICK Órgão: Prefeitura de Concórdia - SC
Q1206676 Literatura
São escritores da escola literária Naturalismo os escritores abaixo, exceto: 
Alternativas
Q912880 Literatura

Texto para a questão


    De novo lhe veio o desejo de morder Fabiano, que lhe apareceu diante dos olhos meio vidrados, com um objeto esquisito na mão. Não conhecia o objeto, mas pôs-se a tremer, convencida de que ele encerrava surpresas desagradáveis. Conteve a respiração, cobriu os dentes, espiou o inimigo por baixo das pestanas caídas. Ficou assim algum tempo, depois sossegou. Fabiano e a coisa perigosa tinham-se sumido. Abriu os olhos a custo. Agora havia uma grande escuridão, com certeza o sol desaparecera. Os chocalhos das cabras tilintaram para os lados do rio, o fartum do chiqueiro espalhou-se pela vizinhança. Baleia assustou-se. Que faziam aqueles animais soltos de noite? A obrigação dela era levantar-se, conduzi-los ao bebedouro. Uma noite de inverno, gelada e nevoenta, cercava a criaturinha. Silêncio completo, nenhum sinal de vida nos arredores. O estrondo, a pancada que recebera no quarto e a viagem difícil do barreiro ao fim do pátio desvaneciam-se no seu espírito. A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia. Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.


Graciliano Ramos. Baleia . In: Vidas secas. Rio de Janeiro, São Paulo: Record, 1995, p. 89-91 (com adaptações).

A partir da leitura do texto acima, assinale a opção correta a respeito da posição do romance Vidas Secas no panorama da prosa do segundo momento modernista no Brasil.
Alternativas
Q912878 Literatura

Texto para a questão


Confidência do Itabirano

                                 Carlos Drummond de Andrade



A respeito desse poema de Carlos Drummond de Andrade e da poesia que caracteriza o segundo momento modernista no Brasil, assinale a opção correta.
Alternativas
Q912877 Literatura
Pobre Alimária Oswald de Andrade
Imagem associada para resolução da questão

Assinale a opção correta a respeito do poema de Oswald de Andrade e da relação dos modernistas da primeira geração com a tradição literária.
Alternativas
Q912875 Literatura

Texto para a questão




Euclides da Cunha. Os sertões . Rio de Janeiro: Record, 2003, p. 544-5 (com adaptações).
Assinale a opção correta acerca de Os Sertões e do Prémodernismo, momento literário em que a obra foi escrita.
Alternativas
Q912874 Literatura

Noturno

João Cabral de Melo Neto


Imagem associada para resolução da questão

Considerando a influência das vanguardas europeias nas manifestações literárias brasileiras, assinale a opção correta no que se refere à relação entre o Surrealismo e o poema Noturno.
Alternativas
Q912872 Literatura
No que se refere às características gerais do Simbolismo, assinale a opção correta.
Alternativas
Q912871 Literatura
Vaso Chinês Alberto de Oliveira
Estranho mimo aquele vaso! Vi-o, Casualmente, uma vez, de um perfumado Contador sobre o mármor luzidio, Entre um leque e o começo de um bordado.
Fino artista chinês, enamorado, Nele pusera o coração doentio Em rubras flores de um sutil lavrado, Na tinta ardente de um calor sombrio.
Mas, talvez por contraste à desventura, Quem o sabe?... de um velho mandarim Também lá estava a singular figura;
Que arte em pintá-la! A gente acaso vendo-a Sentia um não sei quê com aquele chim De olhos cortados à feição de amêndoa.
Com base na leitura do poema acima, assinale a opção correta no que diz respeito à estrutura, ao tema e aos aspectos da produção poética parnasiana no Brasil.
Alternativas
Q912870 Literatura

Textos para a questão


Texto I

   

    A beleza de Virgília tinha agora um tom grandioso, que não possuíra antes de casar. Era dessas figuras talhadas em pentélico, de um lavor nobre, rasgado e puro, tranquilamente bela, como as estátuas, mas não apática nem fria. Ao contrário, tinha o aspecto das naturezas cálidas, e podia-se dizer que, na realidade, resumia todo o amor. Resumia-o sobretudo naquela ocasião, em que exprimia mudamente tudo quanto pode dizer a pupila humana. Mas o tempo urgia; deslacei-lhe as mãos, peguei-lhe nos pulsos, e, fito nela, perguntei-lhe se tinha coragem.

— De quê?
— De fugir.
Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. LXIII Fujamos. Porto Alegre: L&PM, 2004, p.110-1.

Texto II

    Rita, essa noite, recolhera-se aflita e assustada. (...) Desde que Jerônimo propendeu para ela, fascinando-a com a sua tranquila seriedade de animal bom e forte, o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração, e Rita preferiu no europeu o macho de raça superior. O cavouqueiro, pelo seu lado, cedendo às imposições mesológicas, enfarava a esposa, sua congênere, e queria a mulata, porque a mulata era o prazer, era a volúpia, era o fruto dourado e acre destes sertões americanos, onde a alma de Jerônimo aprendeu lascívias de macaco e onde seu corpo porejou o cheiro sensual dos bodes.
Aluísio Azevedo. O cortiço. Cap. XV. São Paulo: Ática, 1990, p. 117

Tendo como referência os textos I e II, assinale a opção correta acerca da representação literária da vida social pelas obras realistas e naturalistas.
Alternativas
Q912869 Literatura

Textos para a questão


Texto I

   

    A beleza de Virgília tinha agora um tom grandioso, que não possuíra antes de casar. Era dessas figuras talhadas em pentélico, de um lavor nobre, rasgado e puro, tranquilamente bela, como as estátuas, mas não apática nem fria. Ao contrário, tinha o aspecto das naturezas cálidas, e podia-se dizer que, na realidade, resumia todo o amor. Resumia-o sobretudo naquela ocasião, em que exprimia mudamente tudo quanto pode dizer a pupila humana. Mas o tempo urgia; deslacei-lhe as mãos, peguei-lhe nos pulsos, e, fito nela, perguntei-lhe se tinha coragem.

— De quê?
— De fugir.
Machado de Assis. Memórias Póstumas de Brás Cubas. LXIII Fujamos. Porto Alegre: L&PM, 2004, p.110-1.

Texto II

    Rita, essa noite, recolhera-se aflita e assustada. (...) Desde que Jerônimo propendeu para ela, fascinando-a com a sua tranquila seriedade de animal bom e forte, o sangue da mestiça reclamou os seus direitos de apuração, e Rita preferiu no europeu o macho de raça superior. O cavouqueiro, pelo seu lado, cedendo às imposições mesológicas, enfarava a esposa, sua congênere, e queria a mulata, porque a mulata era o prazer, era a volúpia, era o fruto dourado e acre destes sertões americanos, onde a alma de Jerônimo aprendeu lascívias de macaco e onde seu corpo porejou o cheiro sensual dos bodes.
Aluísio Azevedo. O cortiço. Cap. XV. São Paulo: Ática, 1990, p. 117

A partir da leitura comparativa entre os textos I e II, assinale a opção correta acerca da diferença entre a produção literária realista e a naturalista no Brasil.
Alternativas
Q912868 Literatura
Aurélia ergueu-se impetuosamente. — Então me enganei? Exclamou a moça com estranho arrebatamento. O senhor ama-me sinceramente e não se casou comigo por interesse? Seixas demorou um instante o olhar no semblante da moça, que estava suspensa de seus lábios, para beber-lhe as palavras: — Não, senhora, não enganou-se, disse afinal com o mesmo tom frio e inflexível. Vendi-me; pertenço-lhe. A senhora teve o mau gosto de comprar um marido aviltado; aqui o tem como o desejou. Podia ter feito de um caráter, talvez gasto pela educação, um homem de bem, que se enobrecesse com sua afeição; preferiu um escravo branco; estava em seu direito, pagava com seu dinheiro, e pagava generosamente. Esse escravo aqui o tem; é seu marido, porém nada mais do que seu marido! O rubor afogueou as faces de Aurélia, ouvindo essa palavra acentuada pelo sarcasmo de Seixas. — Ajustei-me por cem contos de réis; continuou Fernando; foi pouco, mas o mercado está concluído. Recebi como sinal da compra vinte contos de réis; falta-me arrecadar o resto do preço, que a senhora acaba de pagar-me. O moço curvou-se para apanhar o cheque. Leu com atenção o algarismo, e dobrando lentamente o papel, guardou-o no bolso do rico chambre de gorgorão azul. — Quer que lhe passe um recibo?... Não; confia na minha palavra. Não é seguro. Enfim estou pago. O escravo entra em serviço. Soltando estas palavras com pasmosa volubilidade, que parecia indicar o requinte da impudência, Fernando sentou-se outra vez defronte da mulher. — Espero suas ordens.
José de Alencar. Senhora. São Paulo: Ática, 1980, p. 98-9.
A partir da leitura desse fragmento de texto, assinale a opção correta em relação ao romance de José de Alencar e ao Romantismo.
Alternativas
Q912867 Literatura
Na poesia da segunda metade do século XVIII, manifestam-se as tendências didáticas e de crítica social. Sofrendo influência da Ilustração, elas constituem um esboço do que seria a consciência nacional propriamente dita. O exemplo mais brilhante é obviamente o poema Cartas Chilenas, que expõe com veemência a corrupção administrativa e os abusos do poder. Alguns escritores (encarnando tanto a visão utópica dos nativistas, transfiguradores da realidade, quanto a mentalidade crítica dos precursores do nacionalismo) chegaram a exprimir algumas reivindicações do povo brasileiro, que começava a perceber as contradições do domínio português. Os escritores que se reuniram a fim de debater e aventar soluções para esses problemas foram presos, processados, exilados, infamados socialmente, tanto na repressão da Inconfidência Mineira, de 1789, quanto na que se poderia chamar Inconfidência Carioca, de 1794. Esses poetas, eruditos e sacerdotes exprimem a maturidade da inteligência brasileira aplicada ao conhecimento e à expressão do país. A sua tomada de posição, que caro lhes custou, pode ser considerada o primeiro sinal concreto do movimento que terminaria com a independência política em 1822. E isso mostra como a literatura foi atuante na imposição dos padrões culturais [da metrópole] e, a seguir, também como fermento crítico capaz de manifestar as desarmonias da colonização.
Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989, p. 170-1 (com adaptações).
Considerando as informações texto acima, assinale a opção correta acerca do papel do Arcadismo brasileiro como movimento paralelo à Inconfidência Mineira.
Alternativas
Q912866 Literatura

Texto para a questão

               

             Aos Caramurus da Baía

                                    Gregório de Matos




Glossário:
aricobé: variação de cobé, tribo indígena
caramurus da baía: fidalgos mestiços
carimá: farinha ou papa de mandioca
caruru: planta de uso alimentar.
cobepá: dialeto da tribo cobé, que habitava as cercanias de salvador
marau: patife maré: ilha do recôncavo baiano
mingau de puba: papa de farinha de mandioca puba, comida típica dos indígenas brasileiros
moqueca: guisado de peixe
paí: senhor branco
paiaiá: pajé
passé: localidade na bahia
pirajá: antiga terra dos índios tupinambás
petitinga: espécie de peixes pequeninos
No que se refere ao Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta.
Alternativas
Q912865 Literatura

Texto para a questão

               

             Aos Caramurus da Baía

                                    Gregório de Matos




Glossário:
aricobé: variação de cobé, tribo indígena
caramurus da baía: fidalgos mestiços
carimá: farinha ou papa de mandioca
caruru: planta de uso alimentar.
cobepá: dialeto da tribo cobé, que habitava as cercanias de salvador
marau: patife maré: ilha do recôncavo baiano
mingau de puba: papa de farinha de mandioca puba, comida típica dos indígenas brasileiros
moqueca: guisado de peixe
paí: senhor branco
paiaiá: pajé
passé: localidade na bahia
pirajá: antiga terra dos índios tupinambás
petitinga: espécie de peixes pequeninos
Assinale a opção correta no que se refere à associação entre o poema Aos Caramurus da Baía e as relações sociais e históricas presentes no Barroco do Brasil seiscentista.
Alternativas
Q912864 Literatura

Texto para a questão

               

             Aos Caramurus da Baía

                                    Gregório de Matos




Glossário:
aricobé: variação de cobé, tribo indígena
caramurus da baía: fidalgos mestiços
carimá: farinha ou papa de mandioca
caruru: planta de uso alimentar.
cobepá: dialeto da tribo cobé, que habitava as cercanias de salvador
marau: patife maré: ilha do recôncavo baiano
mingau de puba: papa de farinha de mandioca puba, comida típica dos indígenas brasileiros
moqueca: guisado de peixe
paí: senhor branco
paiaiá: pajé
passé: localidade na bahia
pirajá: antiga terra dos índios tupinambás
petitinga: espécie de peixes pequeninos
Considerando o poema acima apresentado, o conjunto da obra de Gregório de Matos e o Barroco brasileiro, assinale a opção correta.
Alternativas
Q640164 Literatura

                              Saudades

               Tenho saudades de muitas coisas

               do meu tempo de menininha:

               sentar no colo do meu pai,

               ninar boneca sem receios,

               chorar de medo da morte da mãe,

               sonhar com festa e bolo de aniversário,

               cantar com os anjos na igreja,

               ouvir as mágicas histórias de vovó,

               brincar de pique, de corda e peteca,

               acreditar em cegonhas, fadas e bruxas

               e sobretudo no Papai Noel.

               Será que quando for velhinha,

               e já estiver caducando,

               vou viver tudo de novo?

                              (Cantigas de adolescer. São Paulo, 1992. p. 9.) 

Considerando o poema “Saudades”, todas as afirmações seguintes são verdadeiras, exceto:
Alternativas
Q399103 Literatura
Assinale abaixo a alternativa cuja frase apresenta a figura de linguagem que marca a escola literária Simbolismo.
Alternativas
Respostas
2281: E
2282: D
2283: C
2284: D
2285: C
2286: D
2287: B
2288: A
2289: C
2290: B
2291: B
2292: B
2293: C
2294: E
2295: D
2296: B
2297: E
2298: E
2299: E
2300: C