Questões de Concurso Sobre literatura

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Q912867 Literatura
Na poesia da segunda metade do século XVIII, manifestam-se as tendências didáticas e de crítica social. Sofrendo influência da Ilustração, elas constituem um esboço do que seria a consciência nacional propriamente dita. O exemplo mais brilhante é obviamente o poema Cartas Chilenas, que expõe com veemência a corrupção administrativa e os abusos do poder. Alguns escritores (encarnando tanto a visão utópica dos nativistas, transfiguradores da realidade, quanto a mentalidade crítica dos precursores do nacionalismo) chegaram a exprimir algumas reivindicações do povo brasileiro, que começava a perceber as contradições do domínio português. Os escritores que se reuniram a fim de debater e aventar soluções para esses problemas foram presos, processados, exilados, infamados socialmente, tanto na repressão da Inconfidência Mineira, de 1789, quanto na que se poderia chamar Inconfidência Carioca, de 1794. Esses poetas, eruditos e sacerdotes exprimem a maturidade da inteligência brasileira aplicada ao conhecimento e à expressão do país. A sua tomada de posição, que caro lhes custou, pode ser considerada o primeiro sinal concreto do movimento que terminaria com a independência política em 1822. E isso mostra como a literatura foi atuante na imposição dos padrões culturais [da metrópole] e, a seguir, também como fermento crítico capaz de manifestar as desarmonias da colonização.
Antonio Candido. Literatura de dois gumes. In: A educação pela noite e outros ensaios. São Paulo: Ática, 1989, p. 170-1 (com adaptações).
Considerando as informações texto acima, assinale a opção correta acerca do papel do Arcadismo brasileiro como movimento paralelo à Inconfidência Mineira.
Alternativas
Q912866 Literatura

Texto para a questão

               

             Aos Caramurus da Baía

                                    Gregório de Matos




Glossário:
aricobé: variação de cobé, tribo indígena
caramurus da baía: fidalgos mestiços
carimá: farinha ou papa de mandioca
caruru: planta de uso alimentar.
cobepá: dialeto da tribo cobé, que habitava as cercanias de salvador
marau: patife maré: ilha do recôncavo baiano
mingau de puba: papa de farinha de mandioca puba, comida típica dos indígenas brasileiros
moqueca: guisado de peixe
paí: senhor branco
paiaiá: pajé
passé: localidade na bahia
pirajá: antiga terra dos índios tupinambás
petitinga: espécie de peixes pequeninos
No que se refere ao Arcadismo brasileiro, assinale a opção correta.
Alternativas
Q912865 Literatura

Texto para a questão

               

             Aos Caramurus da Baía

                                    Gregório de Matos




Glossário:
aricobé: variação de cobé, tribo indígena
caramurus da baía: fidalgos mestiços
carimá: farinha ou papa de mandioca
caruru: planta de uso alimentar.
cobepá: dialeto da tribo cobé, que habitava as cercanias de salvador
marau: patife maré: ilha do recôncavo baiano
mingau de puba: papa de farinha de mandioca puba, comida típica dos indígenas brasileiros
moqueca: guisado de peixe
paí: senhor branco
paiaiá: pajé
passé: localidade na bahia
pirajá: antiga terra dos índios tupinambás
petitinga: espécie de peixes pequeninos
Assinale a opção correta no que se refere à associação entre o poema Aos Caramurus da Baía e as relações sociais e históricas presentes no Barroco do Brasil seiscentista.
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Q912864 Literatura

Texto para a questão

               

             Aos Caramurus da Baía

                                    Gregório de Matos




Glossário:
aricobé: variação de cobé, tribo indígena
caramurus da baía: fidalgos mestiços
carimá: farinha ou papa de mandioca
caruru: planta de uso alimentar.
cobepá: dialeto da tribo cobé, que habitava as cercanias de salvador
marau: patife maré: ilha do recôncavo baiano
mingau de puba: papa de farinha de mandioca puba, comida típica dos indígenas brasileiros
moqueca: guisado de peixe
paí: senhor branco
paiaiá: pajé
passé: localidade na bahia
pirajá: antiga terra dos índios tupinambás
petitinga: espécie de peixes pequeninos
Considerando o poema acima apresentado, o conjunto da obra de Gregório de Matos e o Barroco brasileiro, assinale a opção correta.
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Q640164 Literatura

                              Saudades

               Tenho saudades de muitas coisas

               do meu tempo de menininha:

               sentar no colo do meu pai,

               ninar boneca sem receios,

               chorar de medo da morte da mãe,

               sonhar com festa e bolo de aniversário,

               cantar com os anjos na igreja,

               ouvir as mágicas histórias de vovó,

               brincar de pique, de corda e peteca,

               acreditar em cegonhas, fadas e bruxas

               e sobretudo no Papai Noel.

               Será que quando for velhinha,

               e já estiver caducando,

               vou viver tudo de novo?

                              (Cantigas de adolescer. São Paulo, 1992. p. 9.) 

Considerando o poema “Saudades”, todas as afirmações seguintes são verdadeiras, exceto:
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Q399103 Literatura
Assinale abaixo a alternativa cuja frase apresenta a figura de linguagem que marca a escola literária Simbolismo.
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Q399102 Literatura
A musicalidade, o misticismo e o onirismo são características próprias da escola literária denominada:
Alternativas
Q399100 Literatura
O hiperacúmulo de detalhes, a observação e análise social e o espírito científico são características próprias da escola literária denominada:
Alternativas
Q399098 Literatura
O Romantismo foi um movimento que apresentou uma série de características. Assinale abaixo a alternativa que apresenta uma característica que não é própria do movimento romântico.
Alternativas
Q399097 Literatura
O cultismo e o conceptismo são tendências literárias originariamente espanholas características do:
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Q3004635 Literatura

As questões 1 e 2 baseiam-se no poema abaixo:


Célula


A alma é um absoluto fora-da-lei

assaltante contumaz do corpo

com pé-de-caba-fantasmático

que entra-e-sai, a alma é ah!

instantâneo em qualquer disfarce:

aparência de água, ar

insinuação de mercúrio

cara enluvada por meia de náilon

capuz sem furos, avessa e celofane

sombra que a luz seca, vice-versa.

Armando Freitas Filho

A respeito do poema acima, é correto afirmar que:

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Q2939788 Literatura

O Romantismo na França foi um movimento que coincidiu com a revolta burguesa e popular contra uma volta do poder aristocrático e dos privilégios de casta após a queda de Napoleão. Como tal, reconstrói a concepção da história, dando ênfase ao moderno em detrimento do antigo, assim, a inteligência, a cultura e a arte sobrepõem-se ao sangue como legitimação do poder. Baudelaire, importante poeta e teórico da arte francesa, classifica o Romantismo como

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Q2757130 Literatura

Leia o poema abaixo para responder às questões 1 e 2.


Mãos dadas


Não serei o poeta de um mundo caduco.

Também não cantarei o mundo futuro.

Estou preso à vida e olho meus companheiros

Estão taciturnos mas nutrem grandes esperanças.

Entre eles, considere a enorme realidade.

O presente é tão grande, não nos afastemos.

Não nos afastemos muito, vamos de mãos dadas.

Não serei o cantor de uma mulher, de uma história.

Não direi suspiros ao anoitecer, a paisagem vista na janela.

Não distribuirei entorpecentes ou cartas de suicida.

Não fugirei para ilhas nem serei raptado por serafins.

O tempo é a minha matéria, o tempo presente, os homens

presentes,

a vida presente.

Carlos Drummond de Andrade

A respeito do poema acima, pode-se afirmar que:

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Ano: 2012 Banca: CETRO Órgão: SESI-DF
Q1200328 Literatura
A educação pela pedra                       Uma educação pela pedra: por lições;   para aprender da pedra, frequentá-la;   captar sua voz inenfática, impessoal   (pela de dicção ela começa as aulas).   A lição de moral, sua resistência fria   ao que flui e a fluir, a ser maleada;  a de poética, sua carnadura concreta;  a de economia, seu adensar-se compacta:   lições de pedra (de fora para dentro,   cartilha muda), para quem soletrá-la.                       Outra educação pela pedra: no Sertão  (de dentro para fora, e pré-didática).  No Sertão a pedra não sabe lecionar,   e se lecionasse não ensinaria nada;   lá não se aprende a pedra: lá a pedra,   uma pedra de nascença, entranha a alma.             Fonte: MELO NETO, João Cabral de. A educação pela pedra. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1996. p. 21.                  Quanto ao período em que foi publicado e às características desse poema, pode-se classificá-lo como   
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Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEDU-ES
Q1194082 Literatura
Conceição passava agora quase o dia inteiro no Campo de Concentração, ajudando a tratar, vendo morrer às centenas as criancinhas lazarentas e trôpegas que as retirantes atiravam no chão, entre montes de trapos, como um lixo humano que aos poucos se integrava de todo ao imundo ambiente onde jazia. 

Dona Inácia, as vezes que podia, acompanhava a neta nessa labuta caridosa, em que a moça empregava o melhor da sua natureza. 

De vez em quando, porém, a avó tinha que repreendê-la por quase não comer, por sempre chegar à casa atrasada, por consumir todo o ordenado em alimentos e purgantes para os doentinhos do Campo; ela respondia, rindo.
Rachel de Queiroz. O quinze. 87.a. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010, p. 134 (com adaptações).

Meu avô me levava sempre em suas visitas de corregedor às terras de seu engenho. Ia ver de perto os seus moradores, dar uma visita de senhor nos seus campos. O velho José Paulino gostava de percorrer a sua propriedade, de andá-la canto por canto, entrar pelas suas matas, olhar as suas nascentes, saber das precisões de seu povo, dar os seus gritos de chefe, ouvir queixas e implantar a ordem. Andávamos muito nessas suas visitas de patriarca. Ele parava de porta em porta, batendo com a tabica de cipó-pau nas janelas fechadas. Acudia sempre uma mulher de cara de necessidade: a pobre mulher que paria os seus muitos filhos em cama de vara e criava-os até grandes com o leite de seus úberes de mochila. Elas respondiam pelos maridos.

José Lins do Rêgo. Menino de engenho. 64.a.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995, p. 25.

Com base nos fragmentos de texto acima, julgue o item, referentes ao regionalismo brasileiro.

As dificuldades encontradas pelos retirantes no Brasil são descritas em Vidas Secas, de Graciliano Ramos, obra que pertence à tradição do romance nordestino de 30.
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Q688981 Literatura

A questão é baseada no trecho de letra de canção abaixo.

Papo de Psicólogo (Pedro Mariano)

Não é papo de psicólogo,

Eu só quero entender,

Se um grande amor termina a gente se preocupa em saber por que

O que que deu errado, onde que desandou, pra onde foi a alma e a alegria daquele amor

(...)

Deita, pensa no amanhã

Pensa, se deita em meu divã

Mas não é papo de psicólogo,

Eu só quero entender,

Se um grande amor termina a gente se preocupa em saber porque

(...)

(Disponível em http://www.vogaiume.com.br/)

Sobre os versos como um todo e partes deles, assinale a alternativa incorreta.
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Q511990 Literatura
            A rua dos cataventos

Da vez primeira em que me assassinaram,
Perdi um jeito de sorrir que eu tinha.
Depois, a cada vez que me mataram,
Foram levando qualquer coisa minha.

Hoje, dos meu cadáveres eu sou
O mais desnudo, o que não tem mais nada.
Arde um toco de Vela amarelada,
Como único bem que me ficou.

Vinde! Corvos, chacais, ladrões de estrada!
Pois dessa mão avaramente adunca
Não haverão de arracar a luz sagrada!

Aves da noite! Asas do horror! Voejai!
Que a luz trêmula e triste como um ai,
A luz de um morto não se apaga nunca!

                                                Mário Quintana
Mário Quintana foi um jornalista, tradutor e importante poeta brasileiro. A respeito do poema acima, assinale a alternativa correta.
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Q475961 Literatura
        Num país sem tradições, é compreensível que se tenha desenvolvido a ânsia de ter raízes, de aprofundar no passado a própria realidade, a fim de demonstrar a mesma dignidade histórica dos velhos países. Nesse afã, os românticos compuseram uma literatura para o passado brasileiro, estabelecendo troncos a que se pudesse filiar (...)

                                                                                                                                       (Antonio Candido)

No trecho crítico acima, há elementos que ajudam a compreender
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Q324681 Literatura

   Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há toda a probabilidade de crer que foi coletânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia.
    Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Um dia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopando que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica 

(ASSIS, Machado de. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Objetiva Rio de Janeiro, 2007, p. 27).
Ao final, Machado de Assis diz: “Eis a origem da crônica”. Essa forma de desfecho:

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Q605184 Literatura
Considere os textos abaixo para responder à questão.

No vidro traseiro de um carro particular, circulando pela cidade, encontram-se os seguintes dizeres:

I. Eu, Júlia, amo meu marido, o Carlos, que ama Lucas, nosso filho, que ama Laís, irmãzinha dele. Essa é a história de uma família feliz.

Logo abaixo, na lataria, encontra-se o seguinte adesivo: 

II. 

O texto I, citado, traz à memória de quem já o leu o bastante conhecido poema de Carlos Drummond de Andrade:

III. Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


A aproximação entre a fala de Júlia (I) e o poema (III) evidencia a correção do seguinte comentário:
Alternativas
Respostas
2061: D
2062: B
2063: E
2064: E
2065: E
2066: C
2067: C
2068: B
2069: B
2070: D
2071: B
2072: B
2073: B
2074: C
2075: C
2076: E
2077: A
2078: A
2079: E
2080: D