Questões de Concurso Comentadas sobre literatura
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Analisando a veracidade das informações a partir do que registra Bosi (2013), é CORRETO afirmar que:
Leia os textos para responder à próxima questão:
Texto 1:
“O indianismo está de novo a deitar copa, de nome mudado. Crismou-se de ‘caboclismo’. O cocar de penas de arara passou a chapéu de palha rebatido à testa; o ocara virou rancho de sapé: o tacape afilou, criou gatilho, deitou ouvido e é hoje espingarda troxada; o boré descaiu lamentavelmente para pio de inambu; a tanga ascendeu a camisa aberta ao peito. Mas o substrato psíquico não mudou: orgulho indomável, independência, fidalguia, coragem, virilidade heróica, todo o recheio em suma, sem faltar uma azeitona, dos Peris e Ubirajaras.”
Texto 2:
“Ah! Doutor! Doutor!... Era mágico o título, tinha poderes e alcances múltiplos, vários, polifórmicos... Era um pallium, era alguma coisa como clâmide sagrada, tecida com um fio tênue e quase imponderável, mas a cujo encontro os elementos, os maus olhares, os exorcismos se quebravam. De posse dela, as gotas da chuva afastar se iam transidas do meu corpo, não se animariam a tocar me nas roupas, no calçado sequer. O invisível distribuidor dos raios solares escolheria os mais meigos para me aquecer, e gastaria os fortes, os inexoráveis, com o comum dos homens que não é doutor. Oh! Ser formado, de anel no dedo, sobrecasaca e cartola, inflado e grosso, como um sapo intanha antes de ferir a martelada à beira do brejo; andar assim pelas ruas, pelas praças, pelas estradas, pelas salas, recebendo cumprimentos: Doutor, como passou? Como está, doutor? Era sobre humano!...”
Texto 3:
“Senhoras: Não pouco vos surpreenderá, por certo, o endereço e a literatura desta missiva.
Cumpre-nos, entretanto, iniciar estas linhas de saudades e muito amor, com desagradável nova.
É bem verdade que na boa cidade de São Paulo - a maior do universo, no dizer de seus pro
lixos habitantes - não sois conhecidas por ‘icamiabas’, voz espúria, sinão que pelo apelativo
de Amazonas; e de vós, se afirma, cavalgardes ginetes belígeros e virdes da Hélade clássica; e
assim sois chamadas. Muito nos pesou a nós, Imperator vosso, tais dislates da erudição porém
heis de convir conosco que, assim, ficais mais heróicas e mais conspícuas, tocadas por essa
platina respeitável da tradição e da pureza antiga.”
I) Autores como Oswald de Andrade e Mário de Andrade, comumente, refletiam sobre os erros gramaticais. Embora modernos, esses autores não admitiam a informalidade da linguagem. II) Em “Pronominais”, há, claramente, um elogio à cultura acadêmica em detrimento à cultura popular. III) O poema “Brasil” parodia um clássico poema indianista de Castro Alves. IV) O dois poemas referem-se à cultura portuguesa como formadora da cultura brasileira.
( ) Os dois poemas fazem uso do recurso da metalinguagem, abordando o fazer poético, a linguagem se debruça sobre si mesma. ( ) O poema “A um poeta” foi publicado no início do século XX, e se refere à poesia escrita no final do século XIX, já “Oficina irritada” foi publicado em 1951, no livro Claro enigma. ( ) Em ambos, o poema é o resultado do trabalho exaustivo do poeta e do sossego, condição ideal para o fazer poético, mas depois de acabado não pode deixar transparecer o esforço empregado em sua elaboração. ( ) O texto 2 contrapõe-se às ideias de equilíbrio e perfeição da forma e se afasta do ideal defendido pelo texto 1, apresentando outra proposta de criação poética. ( ) O texto 2 expressa a angústia do eu poético, mediante ao esforço da criação poética em consonância com os princípios artísticos do texto 1.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo:
Leia o texto para responder à questão.
“- Não! exclamou ele. Tu não podes morrer.
A menina sorriu docemente.
- Olha! Disse ela com a sua voz maviosa, a água sobe, sobe...
- Que importa! Peri vencerá a água, como venceu a todos os teus inimigos.
- Se fosse um inimigo, tu o vencerias, Peri. Mas é Deus... É o seu poder infinito!
- Tu não sabes? Disse o índio como inspirado pelo seu amor ardente, o Senhor do céu manda, às vezes, àqueles a quem ama um bom pensamento.”
( ) Trata-se de um fragmento da obra O Guarani, escrito por José de Alencar, que apresenta marcas do passadismo colonial e da figura idealizadora de herói. ( ) A idealização do índio como figura nacional segue um modelo europeizado, materializando-se em Peri, o destemido índio, que faz o possível e o impossível para proteger Cecília. ( ) Peri, protagonista do romance Ubirajara, de José de Alencar, apresenta características morais e comportamentos que se assemelham a um herói medieval europeu. ( ) Peri, herói romântico, expressa uma ruptura com a figura do herói Árcade, pois aquele se assemelha a guerreiros medievais e este se inspira em heróis clássicos. ( ) Peri seria não só representante da grande nação tupi-guarani, como também o símbolo do autóctone brasileiro, mas é apresentado pelo autor de forma aculturada e submissa à moça que salva.
Marque a alternativa que apresenta a sequência CORRETA, de cima para baixo: