🎯 Saiba o que estudar

Avançado com Treinador a partir de R$ 0,76/dia

Questões de Concurso Comentadas sobre literatura

Foram encontradas 1.964 questões

Q1059321 Literatura
Leia as afirmativas a seguir:
I. A evasão, ou escapismo, é uma característica do Romantismo, que se refere ao choque das aspirações do escritor com a realidade que o cerca, fazendo com que ele “fuja” para um mundo à base do sonho e de emoções pessoais. A sua imaginação o impede de criar, diante dessa insatisfação, o seu universo, decorrente de uma visão pessoal da realidade. O escritor foge para um lugar de sonhos onde a imaginação corre à solta, sem rédeas, sem leis e com grandes proibições. E, do inevitável confronto desse mundo utópico com o real, a única solução é a evasão, que se processa em três níveis: no tempo, no espaço e na morte. II. O trabalho com linguagem oral deve acontecer no interior de atividades significativas, como seminários, dramatização de textos teatrais, simulação de programas de rádio e televisão, de discursos políticos e de outros usos públicos da língua oral. Exclusivamente em atividades desse tipo, no ambiente escolar, o educando pode conhecer a função social da linguagem, pois o aprendizado apenas pode ocorrer no ambiente escolar.
Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Ano: 2019 Banca: Quadrix Órgão: CRF-BA
Q1055616 Literatura
Ao unir informação da atualidade e uma narrativa literária, a crônica traz um relato da realidade com um estilo mais livre de escrita, no qual cabe a valoração de personagens, cenas ou comportamentos, em uma perspectiva crítica da sociedade.
Alternativas
Q1050442 Literatura

O Modernismo brasileiro teve como marco introdutório a Semana de Arte Moderna, em 1922. É tradicionalmente divido em três gerações: geração de 1922, geração de 1930 e geração de 1945. Acerca da segunda geração, analise as asserções que se seguem.


I. Entre os escritores, no campo da prosa, destacam-se Graciliano Ramos, José Lins do Rêgo e Rachel de Queiroz.

II. Teve como marco inicial o poema Os sapos, de Manuel Bandeira.

III. O romance urbano Capitães de Areia, de Jorge Amado, é um exemplo de obra literária está inserido nessa fase.

IV. A obra Morte e vida Severina, de João Cabral de Melo Neto, representa o caráter regionalista do período.


É CORRETO apenas o que se afirma em

Alternativas
Q1025725 Literatura

TEXTO 1

- Leia o texto abaixo e responda à questão..

EUCLIDES DA CUNHA

Autor de “Os sertões” era, antes de tudo, um órfão sem casa, um adolescente poeta e um cadete rebelde. Entenda como sua formação única contribuiu para a criação de um clássico.

      No dia 4 de novembro de 1888, um domingo, o ministro da Guerra de Dom Pedro II passava em revista as tropas da Escola Militar da Praia Vermelha quando um cadete tentou quebrar o próprio sabre e gritou: “Infames! A mocidade livre, cortejando um ministro da monarquia!” O rebelde republicano foi expulso, mas recebeu um convite para escrever no jornal “A província de São Paulo” (futuro “O Estado de S. Paulo”), onde ficaria célebre seu nome, Euclides Rodrigues Pimenta da Cunha (1866-1909).

      Homenageado da 17ª Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), que começa na quarta-feira (10/07/19), Euclides é autor de uma das mais potentes interpretações do Brasil: “Os sertões” (1902). Baseado em reportagens do autor, o livro narra o confronto entre soldados da jovem República e sertanejos monarquistas liderados pelo beato Antônio Conselheiro no interior da Bahia. Após quatro expedições, o exército dizimou o arraial de Canudos, onde viviam 25 mil pessoas.

      Misto de ensaio, tratado científico e análise social com caudalosa prosa poética, “Os sertões” é um livro que só Euclides poderia escrever, graças à sua trajetória e a interesses únicos. Como explica a crítica literária e professora emérita da USP Walnice Nogueira Galvão, estudiosa do autor:

      —Ele é um escritor de estilo naturalista com incrustações de parnasianismo, sobretudo nas descrições da paisagem. O romantismo é fortíssimo nele e vem de submersões literárias. É por isso que “Os sertões” é um livro tão apaixonado.

      UNIVERSIDADE NO QUARTEL

      —Nascido em Cantagalo, no interior do Rio, o menino Euclides pulou de casa em casa depois de perder a mãe, aos anos. Primeiro, morou com uma tia, em Teresópolis. Quando ela morreu, foi acolhido na fazenda de outra tia, em São Fidélis, onde iniciou os estudos no Instituto Colegial Fidelense. Aos 11 anos, morou com a avó paterna em Salvador.

      Euclides aportou no Rio em 1879, aos 13 anos, para viver com um tio. Matriculou-se no Colégio Aquino, onde teve Benjamin Constant como professor de matemática. Veterano da Guerra do Paraguai, republicano e positivista fervoroso, Constant colaboraria com o golpe que derrubou a monarquia e foi ministro da Guerra e da Instrução Pública no governo provisório. Suas lições transformaram Euclides num republicano irredutível. 

      Mas nem tudo era militância. No Aquino, Euclides leu os poetas românticos Fagundes Varela e Castro Alves. Seu pai, que era guarda-livros, publicara versos em homenagem ao poeta de “O navio negreiro”. Ainda adolescente, Euclides preencheu um caderno com poemas. Fã das imagens marítimas do francês Victor Hugo, deu-lhe o título de “Ondas”. Mais tarde, publicou poemas na revista editada pelos alunos da Praia Vermelha. Que fique claro: os versos nem de longe lembram a beleza da prosa de “Os sertões”:

      —Euclides era um bom avaliador dos próprios méritos e renegou sua poesia — conta Walnice Nogueira Galvão. As leituras românticas compensavam a aridez da ciência positivista.

      —Virou lugar-comum associá-lo ao positivismo, mas sua grande influência foi o romantismo —afirma Francisco Foot Hardman, professor da Unicamp. — Ele pensava num diálogo entre criação literária e conhecimento científico.

      Esse diálogo vinha da Escola Militar. No Brasil imperial e escravocrata, ela formava soldados comprometidos com a República, a abolição e a filosofia positivista. Um dos professores mais populares da Praia Vermelha era, novamente, Benjamin Constant.

      —Os próprios alunos chamavam a Escola Militar de Tabernáculo da Ciência. Para eles, ciência era o positivismo de Comte e os evolucionismos e biologismos de Darwin, Spencer e Haeckel—diz o historiador José Murilo de Carvalho, autor de “Forças armadas e política no Brasil”, que tem um capítulo sobre o autor. — Era uma universidade dentro de um quartel.

      Um ano após aquele incidente dos gritos contra o ministro monarquista a República foi proclamada e, Euclides, reincorporado ao Exército. Em 1891, ingressou na Escola Superior de Guerra. Na imprensa, defendia a consolidação da República — mas não deixou de censurar o mestre Constant, que, ao ser nomeado ministro, distribuiu cargos a parentes. “Perdeu a auréola, desceu à vulgaridade de um político qualquer”, denunciou, em carta ao pai.

      —Euclides era um republicano puro. A realidade da política logo o levou a se desencantar com o novo regime e com o próprio Constant – diz Carvalho. — E o crime cometido em Canudos pelo Exército foi a gota d’água.

      REVENDO CONCEITOS

      Quando estourou a Guerra de Canudos, Euclides considerava os sertanejos inimigos da ordem e do progresso republicanos. Comparou o povo de Canudos aos camponeses rebeldes que se opuseram à Revolução Francesa.

      Mudou de opinião depois de assistir ao massacre dos sertanejos pelas forças republicanas. Em “Os sertões”, registrou ou últimos defensores de Canudos: “eram quatro apenas: um velho, dois homens feitos e uma criança, na frente dos quais rugiam raivosamente 5 mil soldados”. 

      O sucesso de “Os sertões” possibilitou o ingresso em instituições que o credenciavam como homem da ciência e da arte: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro (IHGB) e a Academia Brasileira de Letras (ABL). Passou a colaborar com revistas científicas e literárias e, entre 1904 e 1906, incursionou pela Amazônia como chefe da Comissão Mista Brasil-Peru.

      O sucesso, porém, durou pouco. Em 15 de agosto de 1909, Euclides invadiu a casa do tenente Dilermando de Assis, amante de sua mulher, Anna, para vingar sua honra. Acertou dois tiros no rival, que revidou e o matou imediatamente. Notícias da Tragédia da Piedade alastraram-se por todo o país. E o episódio virou até série da Globo. Agora, 110 anos depois, o próprio autor e sua obra ganham novos olhares.

GABRIEL, Ruan de Souza. O Globo, 06/07/2019, Segundo Caderno, p. 1.

Para caracterizar o estilo e a grandeza literária de Euclides da Cunha, o autor do texto 1, parte da afirmativa: “Misto de ensaio, tratado científico e análise social com caudalosa prosa poética, ‘Os sertões’ é um livro que só Euclides poderia escrever, graças à sua trajetória e a interesses únicos” (3º §), além de recorrer ao testemunho de proeminentes professores. Com base nas informações contidas no texto, quanto ao gênero literário, está correto definir “


Os sertões” no gênero:

Alternativas
Q1024730 Literatura
Objetivismo, impassibilidade, observação e análise, sensorialismo, temas contemporâneos, preocupação formal, materialismo, cientificismo. Essas são características do:
Alternativas
Q1024690 Literatura

O dualismo, o bifrontismo, o fusionismo, o feísmo, a religiosidade mesclada com a sensualidade, o niilismo temático, a pobreza ou a ausência de assunto, o rebuscamento da forma, a ornamentação estilística, a produção em prosa foi qualitativamente superior à poesia.


Trata-se de:

Alternativas
Q1024654 Literatura

“Simplicidade, clareza e equilíbrio; volta aos modelos clássicos greco-romanos; pastoralismo; bucolismo; poesia descritiva e objetiva”.

Essas são algumas características do:

Alternativas
Q1020765 Literatura
O predomínio da emoção, do sentimento, o subjetivismo; a evasão ou escapismo, a fuga à realidade; nacionalismo; religiosidade; ilogismo; idealização da mulher; a liberdade de criação e despreocupação com a forma; o predomínio da metáfora, são características do:
Alternativas
Q1012135 Literatura

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar — sozinho, à noite —

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

(Coimbra, julho de 1843)

Gonçalves Dias, no livro “Primeiros cantos”. Série ‘Poesias americanas’. 1846.

Sobre o poema de Gonçalves Dias, analise as seguintes afirmações:


I. É marcado pela função emotiva da linguagem, por extrema subjetividade e pelo desequilíbrio entre o “lá” (onde o eu lírico não está) e o “cá” (onde ele se encontra).

II. O caráter nacionalista é enfatizado no poema, do qual alguns versos compõem o Hino Nacional Brasileiro.

III. A pátria, assim como a natureza e a mulher amada são idealizadas no poema, no qual o eu lírico extravasa seu sentimento amoroso.

IV. Casemiro de Abreu, outro poeta da mesma época, também tratou do tema “saudade”, como se pode observar no poema “Meus oito anos”, mas, diferente de Gonçalves Dias, o objeto da saudade, em Casemiro, é a infância, não a pátria.


Quais estão corretas?

Alternativas
Q1012134 Literatura

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá;

As aves, que aqui gorjeiam,

Não gorjeiam como lá.


Nosso céu tem mais estrelas,

Nossas várzeas têm mais flores,

Nossos bosques têm mais vida,

Nossa vida mais amores.


Em cismar, sozinho, à noite,

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Minha terra tem primores,

Que tais não encontro eu cá;

Em cismar — sozinho, à noite —

Mais prazer encontro eu lá;

Minha terra tem palmeiras,

Onde canta o Sabiá.


Não permita Deus que eu morra,

Sem que eu volte para lá;

Sem que desfrute os primores

Que não encontro por cá;

Sem qu’inda aviste as palmeiras,

Onde canta o Sabiá.

(Coimbra, julho de 1843)

Gonçalves Dias, no livro “Primeiros cantos”. Série ‘Poesias americanas’. 1846.

O poema anterior pertence a um dos primeiros momentos da Literatura Nacional, o ........................., que vai de 1836 (com a obra ....................... de ..........................) até 1881, quando Machado de Assis publica .................................


Assinale a alternativa que completa as lacunas do texto anterior, com correção e na ordem em que se encontram.

Alternativas
Q975752 Literatura

Texto VI


                       ELOGIOS E BAJULAÇÕES


Elogios sinceros resistem a vendavais

Bajulações não resistem a uma brisa.

Quem tem paz sobrevive aos chacais.

O amor alimenta o poeta, a poetisa.


Elogio sincero é como sal em alimento,

Bajulação é como sujeira em ferida aberta

Ou não ter bálsamo após ferimento,

Ou como enfrentar o frio sem coberta.


Bajulações não resistem a uma brisa

Mesmo que se ouça a mais linda poetisa

Ou que se apoie em forte viga.


Elogios sinceros resistem aos vendavais

Por todos os lados a verdade impera

A falsidade não se pendura em varais.

DUARTE, Valdeci. Disponível em: <https://pagina20.net/ elogios- e-bajulacoes/>. Acesso em: 13 dez. 2018 (adaptado).

Do ponto de vista formal, pode-se dizer que o poema acima é:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2018 - PM-SP - Aluno Oficial - PM |
Q4136248 Literatura
Leia o poema de Ricardo Reis, heterônimo de Fernando Pessoa, para responder à questão.

Já sobre a fronte vã se me acinzenta
O cabelo do jovem que perdi.

                  Meus olhos brilham menos,
Já não tem jus a beijos minha boca.
Se me ainda amas, por amor não ames:
                  Traíras-me comigo.

(Obra poética. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1995, p. 279)
O poema enfoca uma temática frequente na poesia de Ricardo Reis, que diz respeito
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2018 - PM-SP - Aluno Oficial - PM |
Q4136247 Literatura
Leia o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.


A imagem de Capitu ia comigo, e a minha imaginação, assim como lhe atribuíra lágrimas, há pouco, assim lhe encheu a boca de riso agora: vi-a escrever no muro, falar-me, andar à volta, com os braços no ar; ouvi distintamente o meu nome, de uma doçura que me embriagou, e a voz era dela.

(Obra completa. Vol. 1. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1992, p. 840)
Em Dom Casmurro, assim como em grande parte da prosa de Machado de Assis, observa-se a ênfase
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2018 - PM-SP - Aluno Oficial - PM |
Q4136246 Literatura
Leia o trecho de Dom Casmurro, de Machado de Assis, para responder à questão.


A imagem de Capitu ia comigo, e a minha imaginação, assim como lhe atribuíra lágrimas, há pouco, assim lhe encheu a boca de riso agora: vi-a escrever no muro, falar-me, andar à volta, com os braços no ar; ouvi distintamente o meu nome, de uma doçura que me embriagou, e a voz era dela.

(Obra completa. Vol. 1. Rio de Janeiro, Nova Aguilar, 1992, p. 840)
Dom Casmurro é um romance em que
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2018 - PM-SP - Aluno Oficial - PM |
Q4136243 Literatura
Leia o trecho de Memórias de um sargento de milícias, de Manuel Antônio de Almeida, para responder à questão.

Era a comadre uma mulher baixa, excessivamente gorda, bonachona, ingênua ou tola até um certo ponto, e finória até outro; vivia do ofício de parteira, que adotara por curiosidade, e benzia de quebranto; todos a conheciam por muito beata e pela mais desabrida papa-missas da cidade. Era a folhinha mais exata de todas as festas religiosas que aqui se faziam; sabia de cor os dias em que se dizia missa em tal ou tal igreja, como a hora e até o nome do padre; era pontual à ladainha, ao terço, à novena, ao setenário; não lhe escapava via-sacra, procissão, nem sermão; trazia o tempo habilmente distribuído e as horas combinadas, de maneira que nunca lhe aconteceu chegar à igreja e achar já a missa no altar.

(Rio de Janeiro, Nova Fronteira, 2016, p. 42)
Nesse trecho, percebe-se uma característica marcante do romance Memórias de um sargento de milícias, qual seja:
Alternativas
Ano: 2018 Banca: VUNESP Órgão: PM-SP Prova: VUNESP - 2018 - PM-SP - Aluno Oficial - PM |
Q4136242 Literatura
Leia as duas primeiras estrofes do poema “Minha terra!”, de Gonçalves Dias, para responder à questão.


Quanto é grato em terra estranha,
Sob um céu menos querido,
Entre feições estrangeiras,
Ver um rosto conhecido;

Ouvir a pátria linguagem
Do berço balbuciada,
Recordar sabidos casos
Saudosos – da terra amada!

(Poesia lírica e indianista. São Paulo, Ática, 2003, p. 108)
Condizente com a primeira fase da poesia romântica no Brasil, verifica-se, no poema,
Alternativas
Q1857950 Literatura
Dentre estas obras e os seus respectivos autores, indique aquela que pertença ao Realismo brasileiro.
Alternativas
Q1733223 Literatura
Zana teve de deixar tudo: o bairro portuário de Manaus, a rua em declive sombreada por mangueiras centenárias, o lugar que para ela era quase tão vital quanto a Biblos de sua infância: a pequena cidade no Líbano que ela recordava em voz alta, vagando pelos aposentos empoeirados até se perder no quintal, onde a copa da velha seringueira sombreava as palmeiras e o pomar cultivados por mais de meio século. Perto do alpendre, o cheiro das açucenas-brancas se misturava com o do filho caçula. Então ela sentava no chão, rezava sozinha e chorava, desejando a volta de Omar. Antes de abandonar a casa, Zana via o vulto do pai e do esposo nos pesadelos das últimas noites, depois sentia a presença de ambos no quarto em que haviam dormido [...] Ela imaginava o sofá cinzento na sala onde Halim largava o narguilé para abraçá-la, lembrava a voz do pai conversando com barqueiros e pescadores no Manaus Harbour, e ali no alpendre lembrava a rede vermelha do Caçula [...] "Sei que um dia ele vai voltar", Zana me dizia sem olhar para mim, talvez sem sentir a minha presença, o rosto que fora tão belo agora sombrio, abatido. A mesma frase eu ouvi, como uma oração murmurada, no dia em que ela desapareceu na casa deserta.
(Hatoum, M. Dois irmãos.http://dynamicon.com.br/wpcontent/uploads/2017/02/Dois-irm%C3%A3os-de-MiltonHatoum.pdf)

Assinale a alternativa correta, de acordo com o trecho acima:
Alternativas
Q1731388 Literatura
Leia as afirmativas a seguir: I. A segunda geração do Romantismo no Brasil é conhecida como geração do mal-do-século (byroniana ou ultrarromântica). Suas características incluem: egocentrismo, visão da morte como uma libertação do sofrimento, natureza participativa do sentimento amoroso. II. A avaliação deve ser compreendida como constitutiva da prática educativa, dado que é a análise das informações obtidas ao longo do processo de aprendizagem, o que os alunos sabem, e o que possibilita ao professor a organização de sua ação de maneira adequada e com melhor qualidade. Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1731387 Literatura
Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas. Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através dos galhos pelados da catinga rala. Arrastaram-se para lá, devagar, Sinhá Vitória com o filho mais novo escanchado no quarto e o baú de folha na cabeça, Fabiano sombrio, cambaio, o aió a tiracolo, a cuia pendurada numa correia presa ao cinturão, a espingarda de pederneira no ombro. O menino mais velho e a cachorra Baleia iam atrás. Os juazeiros aproximaram-se, recuaram, sumiram-se. O menino mais velho pôs-se a chorar, sentou-se no chão. (Ramos, G. Vidas secas. http://www.portalentretextos.com.br/download/livrosonline/vidas_secas.pdf) Dentro do movimento modernista brasileiro, onde se encaixa o trecho acima, do livro Vidas secas, de Graciliano Ramos?
Alternativas
Respostas
1581: D
1582: C
1583: B
1584: C
1585: C
1586: D
1587: C
1588: D
1589: C
1590: B
1591: C
1592: A
1593: C
1594: C
1595: B
1596: E
1597: C
1598: B
1599: A
1600: C