Questões de Concurso Comentadas sobre literatura
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Julgue o item a seguir.
Durante a Era Colonial, um novo tipo de arte e literatura
surgiu no contexto brasileiro. Dessa vez, as obras
literárias acrescentavam sermões religiosos, como os do
Padre Antônio Vieira. Outro autor famoso da época foi
Gregório de Matos, também conhecido como “boca do
inferno”, já que ele possuía características irônicas e
satíricas muito precisas.
Julgue o item a seguir.
A literatura no Brasil necessariamente surgiu e evoluiu
como um desdobramento da literatura portuguesa e
refletindo suas características. Durante seu período de
formação, que foi a era colonial, a literatura brasileira não
experimentou influências espirituais significativas de
outras fontes. Além disso, o ambiente em que estava se
desenvolvendo não ofereceu influências intelectuais que
pudessem contribuir para distingui-la de maneira
marcante.
Julgue o item que se segue.
Ariano Suassuna escreveu ensaios, romances,
dramaturgias e poemas. A maior parte de sua obra está
relacionada aos elementos nordestinos. Entre suas obras,
incluem-se: “Uma Mulher Vestida de Sol” e “Torturas de
um Coração”.
Julgue o item que se segue.
O poema dramático “Morte e Vida Severina” é a obra-prima do poeta pernambucano João Cabral de Melo Neto
(1920-1999). Escrito entre 1954 e 1955, trata-se de um
auto de Natal de temática regionalista.
Julgue o item que se segue.
Na literatura, o verso é uma estrutura da composição
poética formada por um conjunto de estrofes que
compartilham relações de sentido e de métrica entre si.
Em outras palavras, o verso representa um conjunto de
estrofes.
Julgue o item que se segue.
Aluísio Azevedo foi um escritor brasileiro que representou
o movimento Barroco. Suas obras eram ricas em versos
e rimas, tratavam de temas religiosos e escapistas.
Julgue o item que se segue.
A busca da perfeição, a sacralidade e o culto à forma, a
preocupação com a estética, a metrificação e a
versificação são exemplos de características do
Modernismo na literatura brasileira.
Julgue o item que se segue.
Machado de Assis foi o primeiro escritor brasileiro a
descrever as relações conflituosas entre a burguesia
industrial da região Sul e a elite de criadores de gado da
região Nordeste no Período Colonial, época em que esse
autor viveu.
A segunda geração modernista introduziu em nossa literatura um tipo de romance, que se tornou conhecido sobretudo pelas obras de Clarice Lispector.
Esse novo romance é o:
Observe o seguinte segmento:
“Eu dizendo que a Mulher ia lavar o corpo dele. Ela rezava rezas da Bahia. Mandou todo o mundo sair. Eu fiquei. E a Mulher abanou brandamente a cabeça, consoante deu um suspiro simples. Ela me mal-entendia. Não me mostrou de propósito o corpo. Diadorim nu de tudo. E ela disse: "A Deus dada. Pobrezinha..."
E disse. Eu conheci! Como em todo o tempo antes eu não contei ao senhor e mercê peço: mas para o senhor divulgar comigo, a par, justo o travo de tanto segredo, sabendo somente no átimo em que eu também só soube... Que Diadorim era o corpo de uma mulher, moça perfeita... Estarreci. A dor não pode mais do que a surpresa. A coice d'arma, de coronha...”
Esse segmento permite que se identifique a obra de onde foi retirado, que é:
'Stamos em pleno mar... Doudo no espaço
Brinca o luar — dourada borboleta;
E as vagas após ele correm... cansam
Como turba de infantes inquieta.
'Stamos em pleno mar... Do firmamento
Os astros saltam como espumas de ouro...
O mar em troca acende as ardentias, —
Constelações do líquido tesouro...
'Stamos em pleno mar... Dois infinitos
Ali se estreitam num abraço insano,
Azuis, dourados, plácidos, sublimes...
Qual dos dous é o céu? qual o oceano?...
'Stamos em pleno mar... Abrindo as velas
Ao quente arfar das virações marinhas,
Veleiro brigue corre à flor dos mares,
Como roçam na vaga as andorinhas...
Observe o seguinte segmento poético, que retrata a morte da índia Lindoia:
Leva nos braços a infeliz Lindóia
O desgraçado irmão, que ao despertá-la
Conhece, com que dor no frio rosto
Os sinais do veneno, e vê ferido
Pelo dente sutil o brando peito.
Os olhos, em que o Amor reinava, um dia.
Cheios de morte: e muda aquela língua.
Que ao surdo vento, e aos ecos tantas vezes
Contou a larga história de seus males.
Esse famoso trecho pertence a um famoso poema épico do arcadismo brasileiro, que é:
Esse segmento de texto foi escrito em 1930 – o primeiro romance de Rachel de Queiroz.
“Encostado a uma jurema seca, defronte ao juazeiro que a foice dos cabras ia pouco a pouco mutilando. Vicente dirigia a distribuição de rama verde ao gado. Reses magras, com grandes ossos agudos furando o couro das ancas, devoravam confiadamente os rebentões que a ponta dos terçados espalhava pelo chão.
Era raro e alarmante, em março, ainda se tratar de gado. Vicente pensava seriamente no que seria de tanta rês, se de fato não viesse o inverno.
[....] O compadre já soube que a dona Maroca das Aroeiras deu ordem pra, se não chover até o dia de São José, abrir as porteiras do curral? E o pessoal dela que ganhe o mundo... Não tem mais serviço pra ninguém.”
Literariamente considerado, a afirmação adequada sobre ele é:
Leia o seguinte fragmento do romance Dom Casmurro, de Machado de Assis:
“Vivo só, com um criado. A casa em que moro é própria; fi-la construir de propósito, levado de um desejo tão particular que me vexa imprimi-lo, mas vá lá. Um dia, há bastantes anos, lembroume reproduzir no Engenho Novo a casa em que me criei na antiga Rua de Mata-cavalos, dando-lhe o mesmo aspecto e economia daquela outra, que desapareceu. Construtor e pintor entenderam bem as indicações que lhes fiz: é o mesmo prédio assobradado, três janelas de frente, varanda ao fundo, as mesmas alcovas e salas. Na principal destas, a pintura do teto e das paredes é mais ou menos igual, umas grinaldas de flores miúdas e grandes pássaros que as tomam nos bicos, de espaço a espaço. Nos quatro cantos do teto as figuras das estações, e ao centro das paredes os medalhões de César, Augusto, Nero e Massinissa, com os nomes por baixo... Não alcanço a razão de tais personagens. Quando fomos para a casa de Mata-cavalos, já ela estava assim decorada; vinha do decênio anterior. Naturalmente era gosto do tempo meter sabor clássico e figuras antigas em pinturas americanas. O mais é também análogo e parecido. Tenho chacarinha, flores, legume, uma casuarina, um poço e lavadouro. Uso louça velha e mobília velha. Enfim, agora, como outrora, há aqui o mesmo contraste da vida interior, que é pacata, com a exterior, que é ruidosa.”
Grande parte desse fragmento é destinada à descrição da casa onde vive o narrador. Essa descrição tem função