Questões de Concurso Comentadas sobre literatura

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Q3503571 Literatura
A Draga


A gente não sabia se aquela draga tinha nascido ali, no Porto, como um pé de árvore ou uma duna.
- E que fosse uma casa de peixes?
Meia dúzia de loucos e bêbados moravam dentro dela, enraizados em suas ferragens.
Dos viventes da draga era um o meu amigo Mário-pega-sapo.
Ele de noite se arrastava pela beira das casas como um caranguejo trôpego.
À procura de velórios.
Os bolsos de seu casaco andavam estufados de jias.
Ele esfregava no rosto as suas barriguinhas frias.
Geleia de sapos!
Quando Mário morreu, um literato oficial, em necrológio caprichado, chamou-o de Mário-Captura-Sapo!
Ai que dor!
Ao literato cujo fazia-lhe nojo a forma coloquial.
Queria captura em vez de pega para não macular (sic) a língua nacional lá dele...
O literato cujo, se não engano, é hoje senador pelo Estado.
Se não é, merecia.
A vida tem suas descompensações.
Da velha draga,
Abrigo de vagabundos e de bêbados, restaram as expressões: estar na draga, viver na draga por estar sem dinheiro, viver na
miséria
Que ofereço ao filólogo Aurélio Buarque de Holanda
Para que as registre em seus léxicos
Pois o povo já as registrou.



BARROS, M. Gramática expositiva do chão: poesia quase toda. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 1990 (fragmento Adaptado).
Por meio da intencionalidade discursiva do poema A Draga, a poética de Manoel de Barros pode ser caracterizada como 
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Q3498893 Literatura
FUGA


Mal colocou o papel na máquina, o menino começou a empurrar uma cadeira pela sala, fazendo um barulho infernal.

— Para com esse barulho, meu filho — falou, sem se voltar. Com três anos já sabia reagir como homem ao impacto das grandes injustiças paternas:

— Não estava fazendo barulho, estava só empurrando uma cadeira.

— Pois então pare de empurrar a cadeira.

— Eu vou embora — foi a resposta.

Distraído, o pai não reparou que ele juntava ação às palavras, no ato de catar do chão suas coisinhas, enrolando-as num pedaço de pano. Era a sua bagagem: um caminhão de madeira com apenas três rodas, um resto de biscoito, uma chave (onde diabo meteram a chave da despensa? — a mãe mais tarde irá dizer), metade de uma tesoura enferrujada, sua única arma para a grande aventura, um botão amarrado num barbante.

A calma que baixou então na sala era vagamente inquietante. De repente, o pai olhou ao redor e não viu o menino. Deu com a porta da rua aberta, correu até o portão:

— Viu um menino saindo desta casa? — gritou para o operário que descansava diante da obra do outro lado da rua, sentado no meio-fio.

— Saiu agora mesmo com uma trouxinha — informou ele. Correu até a esquina e teve tempo de vê-lo ao longe, caminhando cabisbaixo ao longo do muro. A trouxa, arrastada no chão, ia deixando pelo caminho alguns de seus pertences: o botão, o pedaço de biscoito e — saíra de casa desprevenido — uma moeda de 1 cruzeiro.

Chamou-o, mas ele apertou o passinho, abriu a correr em direção à avenida, como disposto a atirar-se diante do lotação que surgia à distância.

— Meu filho, cuidado!

O lotação deu uma freada brusca, uma guinada para a esquerda, os pneus cantaram no asfalto. O menino, assustado, arrepiou carreira. O pai precipitou-se e o arrebanhou com o braço como a um animalzinho:

— Que susto você me passou, meu filho — e apertava-o contra o peito, fora de si.

— Deixa eu descer, papai. Você está me machucando. Irresoluto, o pai pensava agora se não seria o caso de lhe dar umas palmadas:

— Machucando, é? Fazer uma coisa dessas com seu pai...

— Me larga. Eu quero ir embora.

Trouxe-o para casa e o largou novamente na sala — tendo antes o cuidado de fechar a porta da rua e retirar a chave, como ele fizera com a da despensa.

— Fique aí quietinho, está ouvindo? Papai está trabalhando.

— Fico, mas vou empurrar esta cadeira. E o barulho recomeçou.


(Fernando Sabino)
Assinale a alternativa que apresenta corretamente uma característica do Naturalismo e uma do Parnasianismo, respectivamente: 
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Q3480015 Literatura
Mais conhecido como “poetinha”, foi um escritor, cantor e compositor insuperável na cultura brasileira. Com um olhar atento ao mundo ao redor, os seus versos abordavam temáticas políticas e sociais, mas também falavam de emoções e relacionamentos. Um verdadeiro apaixonado, o poeta se casou 9 vezes e escreveu inúmeros sonetos de amor que continuam arrebatando os corações de leitores de todas as idades, como exemplo o “Soneto de Fidelidade”.
O escritor que o texto faz referência é:
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Q3480008 Literatura

Texto 2


Na hora do lobo


Quando um homem consome a madrugada

rabiscando umas folhas de papel

e ele sabe que a vida é tonelada

oscilando na ponta de um cordel;

ele sabe que o fim de toda estrada

não desagua no inferno nem no céu,

e ele pensa na feira, na empregada,

água e luz, condomínio e aluguel;


Quando um homem fatiga a voz cansada

com palavras da Torre de Babel

e ele entende que a coisa mais amada

se transmuda na coisa mais cruel;


Quando a taça em que bebe está quebrada,

tanto vidro a boiar em tanto fel

e no peito uma dor desatinada

essa dor que é tão nítida e fiel;


Quando um homem de boca tão calada

sente a mente girar num carrossel,

ele escreve através da madrugada

com cuidados de abelha que faz mel:

sua vida, talvez, foi destinada

a salvar estas folhas de papel.


Braulio Tavares, O homem artificial

O poema “Na hora do lobo”, de Bráulio Tavares, apresenta uma construção lírica que:
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Q3456817 Literatura
Leia o texto a seguir para responder à questão:


Do inconsciente consciente


   Bem! isso de não guardar nomes não sei se acontece a todo mundo... Aliás, só posso dar testemunho pessoal sobre mim mesmo. Qualquer confissão não passa de um testemunho pessoal sobre a natureza humana.

    Convém no entanto citar o que li há tempos, num livro póstumo e hoje inencontrável de Antero de Quental, publicado com o título infeliz de Raios de extinta luz:

   “Se queres conhecer o homem e o mundo,

    Não desvias de ti o olhar profundo.

    Mas foge de te ouvir e de te ver,

    Se a ti mesmo tu queres conhecer.”

    Mas o assunto desta crônica era sobre o esquecimento.

Na verdade nunca me esqueço de nenhum nome nem de nenhuma cara. Só que não sei distribuir os nomes pelas caras.

   Quanto à observação inconsciente, não sei se com as mulheres é tão inconsciente assim... Porque (desculpe o leitor se cito a mim próprio depois de Antero) lembro agora um quarteto do meu Espelho mágico:

  “Ah, quem me dera, ante o espetáculo do mundo

   Sem mais hesitações e sem maior fadiga,

   Esse instantâneo olhar, incisivo e profundo,

   Com que julga a mulher as toilettes da amiga!”


(Mario Quintana, Da preguiça como método de trabalho)
De acordo com a habilidade EF69LP48 do do Currículo do Ensino Fundamental II de Itatiba, espera-se que os alunos interpretem “em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc)”.

No caso dos versos de Quental e de Quintana, fica evidente nas estrofes transcritas o recurso a 
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Q3441399 Literatura

Fernando Pessoa é considerado modernista, uma vez que foi um dos escritores que iniciaram o movimento em Portugal. No Brasil, o Modernismo teve início com a Semana de Arte Moderna de 1922, que contou com a participação de diversos artistas e escritores que buscavam renovar a literatura e as artes no país. Com base no Modernismo brasileiro, analise as afirmativas a seguir.


I. A primeira fase do Modernismo brasileiro (1922-1930) foi marcada pelo caráter experimental e pelo desejo de ruptura com as normas estéticas e literárias anteriores.


II. A segunda fase do Modernismo (1930-1945) manteve o tom radical da primeira geração e evitou qualquer aprofundamento em temas sociais e psicológicos.


III. A terceira fase modernista (Geração de 45) foi caracterizada por uma busca maior pelo rigor formal e pelo equilíbrio entre forma e conteúdo, sendo considerada uma reação à liberdade extrema da primeira fase.


IV. Entre os principais autores modernistas brasileiros, destacam-se Mário de Andrade, Oswald de Andrade e Manuel Bandeira na primeira fase; Graciliano Ramos e Jorge Amado na segunda fase; e João Cabral de Melo Neto e Clarice Lispector na terceira fase.


Está CORRETO o que se afirma em:

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Q3433953 Literatura
Reproduzimos aqui, algumas passagens do romance O Cortiço, de Aluísio Azevedo. Relacione as colunas e destaque a alternativa pertinente.

Coluna I.
A- João Romão.
B- Bertoleza.
C- Miranda.
D- Jerônimo.
E- Rita Baiana.

Coluna II.
1- “...Negociante português, estabelecido na Rua do Hospício com uma loja de fazendas por atacado.”
2- “... A força de touro (...) e talvez, principalmente, a grande seriedade do seu caráter e a pureza austera dos seus costumes.”
3- “E, no entanto, adorava o amigo, tinha por ele o fanatismo irracional das caboclas do Amazonas pelo branco a que se escravizam, (...) são capazes de matarse para poupar ao seu ídolo a vergonha do seu amor”.
4- “Ela saltou em meio da roda, com os braços na cintura, rebolando as ilhargas e bamboleando a cabeça, (...) como numa sofreguidão de gozo carnal, num requebrado luxurioso que a punha ofegante.”
5- Deixando de pagar todas as vezes que podia e nunca deixando de receber, enganando os fregueses, roubando nos pesos e nas medidas.
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Q3428556 Literatura
Texto para a questão

Tal como a chuva caída
Fecunda a terra, no estio,
Para fecundar a vida
O trabalho se inventou.

Feliz quem pode, orgulhoso,
Dizer: “Nunca fui vadio:
E, se hoje sou venturoso,
Devo ao trabalho o que sou!”

É preciso, desde a infância,
Ir preparando o futuro;
Para chegar à abundância,
É preciso trabalhar.
Não nasce a planta perfeita,
Não nasce o fruto maduro;
E, para ter a colheita,
É preciso semear...
Olavo Bilac:
https://www.pensador.com/versos_do_dia_do_trabalho/

Qual é o estilo literário do texto acima?
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Q3424411 Literatura
De acordo com Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015), a poética do Parnasianismo situa-se
Alternativas
Q3424402 Literatura
Sobre o Barroco, Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015) faz as seguintes considerações:
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Q3424383 Literatura
        O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O sol chupava os poços, e aquelas excomungadas levavam o resto da água, queriam matar o gado. (...) Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
De acordo com o Currículo Paulista: etapa Ensino Médio (2020), “... a tradição literária tem importância não só por sua condição de patrimônio, mas também por possibilitar a apreensão do imaginário e das formas de sensibilidade de uma determinada época, de suas formas poéticas e das formas de organização social e cultural do Brasil, sendo ainda hoje capaz de tocar os leitores nas emoções e nos valores.”
Com base nessa informação, é correto afirmar que Vidas Secas, de Graciliano Ramos, estaria presente no ensino de literatura no Ensino Médio por se tratar de uma obra
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Q3424380 Literatura
        O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O sol chupava os poços, e aquelas excomungadas levavam o resto da água, queriam matar o gado. (...) Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
Com base em Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015), é correto afirmar que o realismo em Vidas Secas emerge de forma
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Q3424379 Literatura
        O mulungu do bebedouro cobria-se de arribações. Mau sinal, provavelmente o sertão ia pegar fogo. Vinham em bandos, arranchavam-se nas árvores da beira do rio, descansavam, bebiam e, como em redor não havia comida, seguiam viagem para o Sul. O casal agoniado sonhava desgraças. O sol chupava os poços, e aquelas excomungadas levavam o resto da água, queriam matar o gado. (...) Alguns dias antes estava sossegado, preparando látegos, consertando cercas. De repente, um risco no céu, outros riscos, milhares de riscos juntos, nuvens, o medonho rumor de asas a anunciar destruição. Ele já andava meio desconfiado vendo as fontes minguarem. E olhava com desgosto a brancura das manhãs longas e a vermelhidão sinistra das tardes.

(Graciliano Ramos, Vidas Secas)
De acordo com Alfredo Bosi (História concisa da literatura brasileira, 2015), ao analisar o grau crescente de tensão entre o “herói” e o seu mundo, Vidas Secas corresponde a um romance de tensão
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Q3422324 Literatura
Veja tais personagens e depois marque a obra a que elas pertencem.

Eugênio: personagem protagonista, médico, tem uma relação conturbada com os pais, aos quais deve seus estudos. Para reverter o complexo de inferioridade adquirido em sua infância humilde, busca a todo custo uma estabilidade financeira.
Olívia: jovem médica, recém-formada, amiga de Eugênio, com sua alegria, consegue restituir a confiança na vida dos que a cercam. É uma pessoa maravilhosa, capaz de tudo, sem nada exigir em troca. Sabe renunciar com dignidade a seu único amor.
Felipe Lobo: arquiteto competente, que tem ideias mirabolantes. Seu sonho é a construção do “Megatério”, o prédio mais alto da América do Sul. É capaz de sacrificar tudo, inclusive o próprio casamento com Isabel e a felicidade de sua filha, Dora, pelo sucesso.
Eunice: Filha de Cintra, casada com Eugênio, mulher rica e atraente, inteligente e voluntariosa, é capaz de deixar de lado os seus valores pessoais mais fortes por uma fascinante experiência.
Dona Frida Halk: viúva alemã, radicada no Brasil há 20 anos. Compreensiva e humana, considera Olívia como filha e torce pela sua felicidade.
Cintra: pai de Eunice, rico industrial, implacável na direção de seus negócios. Totalmente dominado por Eunice, é um fraco diante da filha, incapaz de impedir seus devaneios.
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Q3418093 Literatura
Considerando o papel da literatura como forma de representação da realidade e de diálogo com seu contexto histórico, analise as proposições a seguir:

I. No Modernismo brasileiro, especialmente na primeira fase, a valorização do elemento nacional aparece em tom satírico e irreverente, como se observa em obras como Macunaíma, de Mário de Andrade, nas quais o herói sem caráter simboliza a complexidade da identidade nacional.
II. O Romantismo brasileiro, embora adaptado aos ideais europeus, estabeleceu um rompimento com as tradições clássicas e medievais, buscando, sobretudo, retratar os conflitos sociais e a crítica ao patriarcado vigente, com linguagem experimental e fragmentada.
III. A poesia de João Cabral de Melo Neto, representante do Modernismo de segunda geração, afasta-se da subjetividade lírica e aproxima-se de uma escrita racional e concreta, na qual a forma é submetida a uma rigorosa engenharia verbal, como em Morte e Vida Severina.
IV. A prosa regionalista da década de 1930, com autores como Graciliano Ramos e José Lins do Rego, marcase por uma estética engajada que denuncia as desigualdades sociais no Brasil, ao mesmo tempo em que rompe com o determinismo naturalista e o idealismo romântico.

Assinale a alternativa CORRETA: 
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Q3418087 Literatura
Considerando o contexto histórico, as características estéticas e as manifestações do movimento Barroco na literatura de língua portuguesa, assinale a alternativa que apresenta corretamente um aspecto definidor dessa escola literária:
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Q3412680 Literatura
O escritor abolicionista é o mais famoso poeta baiano. Ele nasceu em 14 de março de 1847, em Muritiba, na Bahia, e faleceu em 06 de julho de 1871, em Salvador, vítima da tuberculose. Foi o principal autor da terceira geração romântica, recebendo o epíteto de Poeta dos Escravos. Sua obra mais famosa é o poema O Navio Negreiro, escrito em 1868.

O texto faz referência ao autor:
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Q3412679 Literatura
Sobre a Literatura de Cordel, analise os itens a seguir: 

I. Entre versos, rimas e cantoria, a Literatura de Cordel é uma expressão cultural popular que abrange não apenas as letras, mas também a música e a ilustração.
II. É um gênero literário, veículo de comunicação, ofício e meio de sobrevivência para inúmeros cidadãos brasileiros. Poetas, declamadores, editores, ilustradores (desenhistas, artistas plásticos, xilogravadores) e folheteiros (como são conhecidos os vendedores de livros) já podem comemorar, pois agora a Literatura de Cordel é Patrimônio Cultural Imaterial Brasileiro.
III. A Literatura de Cordel no Brasil é o resultado de uma série de práticas culturais em que os cantos e os contos – e suas variantes – constituem as matrizes a partir das quais uma série de formas de expressão se forjou.

Está(ão) CORRETO(S): 
Alternativas
Q3410185 Literatura
El Texto 1 que se ofrece a continuación servirá para contestar a la cuestion.

Cantar de Mio Cid

De los sos ojos tan fuertemientre llorando,
tornava la cabeça e estávalos catando.
Vio puertas abiertas e uços sin cañados,
alcándaras vazías, sin pielles e sin mantos,
e sin falcones e sin adtores mudados.
Sospiró mio Cid, ca mucho avié grandes cuidados.

fabló mio Cid bien e tan mesurado:

“¡Grado a ti, Señor Padre, que estás en alto!
¡Esto me an buelto mios enemigos malos!”

Allá va el Cid, dejando su casa y a su mujer,
exiliado injustamente por el rey Alfonso.
El pueblo le mira con pena, y algunos comentan:

“¡Dios, qué buen vasallo, si oviesse buen señor!”

Cantar de Mio Cid (Anónimo), siglo XII. Ed. crítica de Alberto
Montaner Frutos (1993).
En cuanto a su forma literaria, el texto se caracteriza por:
Alternativas
Respostas
481: B
482: D
483: C
484: B
485: E
486: B
487: A
488: D
489: B
490: C
491: A
492: B
493: E
494: D
495: A
496: A
497: C
498: C
499: A
500: D