Questões de Concurso Sobre literatura

Questões Discursivas

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Q4120026 Literatura
Desenvolver formas discursivas que articulam ancestralidade, experiência coletiva e crítica aos padrões contemporâneos de existência, produzindo reflexão literária que tensiona modelos tradicionais de racionalidade e progresso, constitui característica associada pela crítica contemporânea à obra de qual escritor brasileiro?
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Q4119868 Literatura
Desenvolver formas discursivas que articulam ancestralidade, experiência coletiva e crítica aos padrões contemporâneos de existência, produzindo reflexão literária que tensiona modelos tradicionais de racionalidade e progresso, constitui característica associada pela crítica contemporânea à obra de qual escritor brasileiro?
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Q4119831 Literatura
Desenvolver formas discursivas que articulam ancestralidade, experiência coletiva e crítica aos padrões contemporâneos de existência, produzindo reflexão literária que tensiona modelos tradicionais de racionalidade e progresso, constitui característica associada pela crítica contemporânea à obra de qual escritor brasileiro?
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Q4119792 Literatura
Desenvolver formas discursivas que articulam ancestralidade, experiência coletiva e crítica aos padrões contemporâneos de existência, produzindo reflexão literária que tensiona modelos tradicionais de racionalidade e progresso, constitui característica associada pela crítica contemporânea à obra de qual escritor brasileiro?
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Q4117691 Literatura
O crítico literário Antonio Candido, na obra “Formação da Literatura Brasileira” (2000), explica que o nacionalismo, no Brasil, consolidou-se como um conceito de grande relevância na Literatura por manifestar a busca pela identidade nacional e por ter ocorrido paralelamente ao surgimento do Romantismo literário e, acima de tudo, ao processo de independência do Brasil. Nesse sentido, o trabalho dos autores românticos resultou
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Q4117683 Literatura
Na obra “A Literatura em perigo”, de Tzvetan Todorov (2009), nota-se uma inquietação do autor quanto à forma como a Literatura vem sendo ensinada e entendida nas instituições educacionais. Todorov defende a ideia de que a Literatura corre o risco de perder sua função primordial de humanizar o ser humano e de favorecer uma compreensão mais profunda tanto do mundo quanto de si mesmo. A crítica de Todorov pode ser explicada pelo fato de o ensino de Literatura
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Q4104308 Literatura

Atenção: Para responder à questão, baseie-se no texto abaixo.



Palavras de amor


    Os sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos e recoçamos até que se tornem feridas infectadas e, às vezes, septicemias fatais. Salvo um exercício difícil de autocontrole, qualquer picada pode adquirir uma relevância desmedida. A gente tende a se coçar muito além da conta porque descobre nisso um prazer autônomo.


    Por isso mesmo, em geral, não confio nos sentimentos: nem nos meus, nem nos dos outros. Não é que suponho que os humanos mintam quando amam, odeiem, ou se desesperam: nada disso. Apenas verifico que os sentimentos podem ser condições autodiluídas, transtornos ou desvios produzidos pelos próprios indivíduos, que os não procuram sanar para se coçar (como diz o ditado), no mínimo adorar coçar as sarnas que têm.


    Tomemos o exemplo do amor. Eu encontro, conheço ou vislumbro de longe uma pessoa que preenche algumas condições básicas para que goste dela. Sussurrando entre quatro paredes ou gritando em praça pública, anotando no meu diário ou escrevendo para grandes editoras, passo a encher o ar ou as páginas com as descrições da beleza inigualável da pessoa adorada e com declarações hiperbólicas do meu sentimento.


    Claro, minha prosa ou minha poesia poderão, quem sabe, conquistar o meu objeto de amor, mas esse é um efeito colateral. O efeito mais importante de minhas palavras de amor não é tanto o de seduzir o objeto de meus sonhos, mas o de eu me apaixonar cada vez mais. Pois a intensidade do meu amor será diretamente proporcional à insistência e à virulência das minhas declarações.


    Em linguística chamamos performativas aquelas expressões que, ao serem proferidas, constituem o fato do qual elas falam. Exemplo clássico: um chefe de Estado dizendo “Declaro a guerra”: essa frase é a própria declaração de guerra. Algo semelhante ocorre com o amor: a gente aprende a amar e a declarar o amor pelas palavras dos escritores, e o amor se torna relevante em nossa vida à força de ser idealizado pela literatura. Sim, os tempos mudam, e talvez se afirme hoje, aos poucos, uma retórica nova, menos sentimental, capaz de dar valor literário a uma vida sem amores e paixões.


(Adaptado de CALLIGARIS, Contardo. Aproveitar a vida e suas dores. São Paulo: Planeta do Brasil, 2025, p. 155-157)

Pois a intensidade do meu amor será diretamente proporcional à insistência e à virulência das minhas declarações. (4º parágrafo)


Uma compreensão adequada do que afirma o período acima está na seguinte formulação:

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Q4104165 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Ubirajara, de José de Alencar, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) O herói da estória, chamado Jaguarê, era caçador, destinado a se casar com Jandira. Morava num afluente do Amazonas, o Rio Araguaia.
( ) É costume dos índios acumular nomes, à medida em que somam vitórias. Foi assim que Jaguarê passou a se chamar Ubirajara, passando da condição de caçador à de guerreiro, após uma luta violenta com Pujucã, da tribo inimiga que morava às margens do Rio Tocantins.
( ) Após uma grande luta, o índio Ubirajara é reconhecido como chefe das duas tribos, unindo-se a Araci e Jandira, índias das tribos Araguaia e Tocantins.
( ) São personagens da obra: Ubirajara, (Jaguarê), é o protagonista e herói do romance; Araci: (filha do chefe Itaquê, casa-se com Ubirajara); Pojucã, (irmão de Araci); Jandira: (bela índia araguaia, é prometida a Ubirajara); Itaquê: (líder dos Tocantins e pai de Araci e Pojucã). 
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Q4102203 Literatura
“Você sempre soube que havia um cuidado especial que precisava ter. Um cuidado ao entrar em certos lugares, ao falar mais alto, ao correr na rua, ao colocar as mãos no bolso. Seu pai tentava lhe ensinar que um corpo negro em movimento pode ser visto como ameaça. E foi assim que você aprendeu, desde cedo, que precisava sobreviver também aos olhares.” O Avesso da Pele.TENÓRIO, Jeferson. O Avesso da Pele. São Paulo: Companhia das Letras, 2020.

O trecho evidencia uma temática presente em parte da literatura brasileira contemporânea relacionada:
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Q4102202 Literatura
Leia o trecho abaixo, retirado de Vidas Secas, obra de Graciliano Ramos:

“Fabiano ia satisfeito. Sim senhor, arrumara-se. Chegara naquele estado, com a família morrendo de fome, comendo raízes. Caíra no fim do pátio, debaixo de um juazeiro, depois tomara conta da casa deserta.” Vidas Secas. RAMOS, Graciliano. Vidas Secas. Rio de Janeiro: Record, 2019.

O trecho apresentado revela uma característica importante da prosa da segunda geração modernista no Brasil:
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Q4102201 Literatura
Assinale a alternativa em que a escola literária está associada corretamente à sua característica principal.
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Q4102199 Literatura
Texto I — Barroco

“A cada canto um grande conselheiro,
Que nos quer governar cabana e vinha;
Não sabem governar sua cozinha,
E podem governar o mundo inteiro.”

Gregório de Matos Guerra em MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através dos textos. 30. ed. São Paulo: Cultrix, 2012.

Texto II — Arcadismo

“Eu, Marília, não sou algum vaqueiro,
Que viva de guardar alheio gado;
De tosco trato, de expressões grosseiro,
Dos frios gelos e dos sóis queimado.”

Tomás Antônio Gonzaga in MOISÉS, Massaud. A literatura brasileira através dos textos. 30. ed. São Paulo: Cultrix, 2012.

A comparação entre os textos de Gregório de Matos e Tomás Antônio Gonzaga permite afirmar corretamente que:
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Q4101920 Literatura
Leia as afirmações sobre o romance Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, indique se são (F) falsas ou (V) verdadeiras e marque a alternativa correta.
( ) Pelo fato de o narrador ser defunto, nós temos, de certa forma, uma situação sobrenatural. Tal situação quebra a possibilidade de expectativa e tensão, pois já sabemos de início o desfecho da narrativa. Contando a causa de sua morte, Brás Cubas relata a tentativa de inventar um emplasto anti-hipocondríaco, o que resulta num efeito humorístico e irônico.
( ) Brás Cubas relata um delírio no qual é conduzido por um hipopótamo até a origem dos séculos. Ali, ele encontra Natureza ou Pandora, que diz ser sua mãe e sua inimiga. Apesar dos apelos de Brás, que quer viver mais um pouco, Natureza faz-lhe ver que ele já cumprira sua função, portanto, não precisava mais dele. Dessa maneira, a morte de Brás Cubas era uma questão de egoísmo da Natureza, mas isso seria um estatuto universal.
( ) Brás Cubas sente-se dominado por forças superiores, cujas intenções ele não pode explicar direito, do mesmo modo como ele fizera, no capítulo XXXI, com uma borboleta que havia entrado 5 em seu quarto.
( ) Tal ideia é também exposta pelo personagem-filósofo Quincas Borba, que criara um sistema denominado Humanitismo. Tal sistema propunha a inexistência da dor, pois todo sofrimento humano seria apenas uma infração à lei de Humanitas que ela imediatamente corrige.
( ) Daí advém a noção de que o homem é devorado por excelência, ficando justificada a sobrevivência apenas do mais forte. De certo modo, seria essa a prática de vida de Brás Cubas, cuja falta de ética e de moral ficaria legitimada pelo exemplo que lhe dá a Natureza em “O delírio” e pelo sistema filosófico, o Humanitismo, criado pelo personagem Quincas Borba. 
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Q4101695 Literatura
.Em Memórias Póstumas de Brás Cubas, de Machado de Assis, relacione a Coluna I com a Coluna II e marque a alternativa correta.
Coluna I.
A- Virgília. B- Quincas Borba. C- Marcela. D- Lobo Neves.
Coluna II.
1- Era boa moça, lépida sem escrúpulos, um pouco tolhida pela austeridade do tempo, que lhe não permitia arrastar pelas ruas os seus estouvamentos e berlindas; luxuosa, impaciente, amiga de dinheiro e de rapazes.
2- A beleza de...tinha agora um tom grandioso, que não possuía antes de casar. Era dessas figuras talhadas em pentélico, de um lavor nobre, rasgado e puro, tranquilamente bela, como as estátuas, mas não apática nem fria. Ao contrário, tinha o aspecto das naturezas cálidas e podia- 5 se dizer que, na realidade, resumia todo o amor.
3- Referiu-lhe que o decreto trazia a data de 13 e que esse número significava para ele uma recordação fúnebre. O pai morreu num dia 13, treze dias depois de um jantar em que havia treze pessoas. A casa em que morrera a mãe tinha o n.º13.
4- Voltou quatro meses depois, (...) Vinha demente. Contou-me que, para o fim de aperfeiçoar o Humanismo, queimara o manuscrito todo e ia recomeçá-lo.
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Q4090569 Literatura
No âmbito da literatura em língua portuguesa e afro-brasileira, assinale a alternativa correta.
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Q4090568 Literatura
No quadro das escolas literárias brasileiras do final do século XIX, o Simbolismo distingue-se do Parnasianismo por
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Q4090567 Literatura
No processo de formação da literatura brasileira oitocentista, o Realismo afirma-se também em oposição a certos pressupostos românticos. Assinale a alternativa que expressa adequadamente essa inflexão estética.
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Q4090566 Literatura
A respeito do Romantismo brasileiro, assinale a alternativa correta.
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Q4090557 Literatura

Texto 2


Metamorfose

Luís Fernando Veríssimo


    Uma barata acordou um dia e viu que tinha se transformado num ser humano. Começou a mexer suas patas e descobriu que só tinha quatro, que eram grandes e pesadas e de articulação difícil. Acionou suas antenas e não tinha mais antenas. Quis emitir um pequeno som de surpresa e, sem querer, deu um grunhido. As outras baratas fugiram aterrorizadas para trás do móvel. Ela quis segui-las, mas não coube atrás do móvel. O seu primeiro pensamento humano foi: que vergonha, estou nua! O seu segundo pensamento humano foi: que horror! Preciso me livrar dessas baratas!


    Pensar, para a ex-barata, era uma novidade. Antigamente, ela seguia o seu instinto. Agora precisava raciocinar. Fez uma espécie de manto da cortina da sala para cobrir sua nudez. Saiu pela casa, caminhando junto à parede, porque os hábitos morrem devagar. Encontrou um quarto, um armário, roupas de baixo, um vestido. Olhou-se no espelho e achou-se bonita. Para uma ex-barata. Maquilou-se. Todas as baratas são iguais, mas uma mulher precisa realçar a sua personalidade. Adotou um nome: Vandirene. Mais tarde descobriu que só um nome não bastava. A que classe pertencia? Tinha educação? Referências? Conseguiu, a muito custo, um emprego como faxineira. Sua experiência de barata lhe dava acesso a sujeiras mal suspeitadas; era uma boa faxineira.


[...]


    Vandirene acordou um dia e viu que tinha se transformado de novo numa barata. Seu penúltimo pensamento humano foi: meu Deus, a casa foi dedetizada há dois dias! Seu último pensamento humano foi para o seu dinheiro rendendo na financeira e o que o safado do marido, seu herdeiro legal, faria com tudo. Depois desceu pelo pé da cama e correu para trás de um móvel. Não pensava mais em nada. Era puro instinto. Morreu em cinco minutos, mas foram os cinco minutos mais felizes da sua vida. Kafka não significa nada para as baratas.


Adaptado de: https://ielrs.blogspot.com/2012/12/metamorfose-luisfernando-verissimo.html. Acesso em: 28 mar. 2026. 


Na perspectiva da Estética da Recepção, a leitura da crônica de Luís Fernando Veríssimo (Texto 2) pode ser relacionada ao conceito de horizonte de expectativas, porque o texto
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Q4090554 Literatura
Carolina Maria de Jesus, autora negra brasileira, publicou Quarto de despejo: diário de uma favelada, obra amplamente relacionada a debates sobre autoria, representação e experiência social na literatura brasileira. Com base nessas informações e no Texto 1, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
81: A
82: C
83: C
84: D
85: A
86: D
87: A
88: B
89: B
90: D
91: A
92: B
93: A
94: B
95: A
96: C
97: E
98: B
99: C
100: B