Questões de Concurso Sobre literatura

Questões Discursivas

Foram encontradas 2.215 questões

Q4176692 Literatura
Leia o trecho do livro A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, e responda às três questões a seguir:



      Abri um pouco a porta estreita do guarda-roupa, e o escuro de dentro escapou-se como um bafo. Tentei abri-lo um pouco mais, porém a porta ficava impedida pelo pé da cama, onde esbarrava.   

     Dentro da brecha da porta, pus o quanto cabia de meu rosto. E, como o escuro de dentro me espiasse, ficamos um instante nos espiando sem nos vermos. Eu nada via, só conseguia sentir o cheiro quente e seco como o de uma galinha viva. Empurrando, porém, a cama para mais perto da janela, consegui abrir a porta uns centímetros a mais. 

    Então, antes de entender, meu coração embranqueceu como cabelos embranquecem.

      De encontro ao rosto que eu pusera dentro da abertura, bem próximo de meus olhos, na meia escuridão, movera-se a barata grossa. Meu grito foi tão abafado que só pelo silêncio contrastante percebi que não havia gritado, O grito ficara me batendo dentro do peito.
Clarice Lispector integra a chamada terceira geração modernista no Brasil (também conhecida como pós-modernismo), cuja produção literária se caracteriza pela intensificação da subjetividade, pelo predomínio da introspecção e pela ruptura com estruturas narrativas tradicionais. Considerando essas marcas estéticas do movimento e o modo como aparecem na escrita da autora, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4176691 Literatura
Leia o trecho do livro A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, e responda às três questões a seguir:



      Abri um pouco a porta estreita do guarda-roupa, e o escuro de dentro escapou-se como um bafo. Tentei abri-lo um pouco mais, porém a porta ficava impedida pelo pé da cama, onde esbarrava.   

     Dentro da brecha da porta, pus o quanto cabia de meu rosto. E, como o escuro de dentro me espiasse, ficamos um instante nos espiando sem nos vermos. Eu nada via, só conseguia sentir o cheiro quente e seco como o de uma galinha viva. Empurrando, porém, a cama para mais perto da janela, consegui abrir a porta uns centímetros a mais. 

    Então, antes de entender, meu coração embranqueceu como cabelos embranquecem.

      De encontro ao rosto que eu pusera dentro da abertura, bem próximo de meus olhos, na meia escuridão, movera-se a barata grossa. Meu grito foi tão abafado que só pelo silêncio contrastante percebi que não havia gritado, O grito ficara me batendo dentro do peito.
Baseando-se no texto e nas características listadas da obra da autora, assinale a alternativa que NÃO corresponde com clareza a uma característica de Clarice Lispector manifestada no trecho. 
Alternativas
Q4176690 Literatura
Leia o trecho do livro A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, e responda às três questões a seguir:



      Abri um pouco a porta estreita do guarda-roupa, e o escuro de dentro escapou-se como um bafo. Tentei abri-lo um pouco mais, porém a porta ficava impedida pelo pé da cama, onde esbarrava.   

     Dentro da brecha da porta, pus o quanto cabia de meu rosto. E, como o escuro de dentro me espiasse, ficamos um instante nos espiando sem nos vermos. Eu nada via, só conseguia sentir o cheiro quente e seco como o de uma galinha viva. Empurrando, porém, a cama para mais perto da janela, consegui abrir a porta uns centímetros a mais. 

    Então, antes de entender, meu coração embranqueceu como cabelos embranquecem.

      De encontro ao rosto que eu pusera dentro da abertura, bem próximo de meus olhos, na meia escuridão, movera-se a barata grossa. Meu grito foi tão abafado que só pelo silêncio contrastante percebi que não havia gritado, O grito ficara me batendo dentro do peito.
No excerto de A Paixão Segundo G.H., a descrição da abertura do guarda-roupa aciona procedimentos característicos da escrita clariceana, como a percepção sensorial ampliada, a fusão entre sujeito e ambiente e a suspensão da lógica causal imediata. O escuro que “escapa como um bafo”, o confronto mudo entre narradora e a escuridão, e o “grito que não se realiza” constituem momentos decisivos na construção da epifania que marca a obra. Com base nisso, analise as proposições:

I. A atribuição de agência ao escuro configura um deslocamento do eixo perceptivo típico da escrita clariceana, que trata os elementos do espaço como instâncias capazes de interpelar o sujeito, dissolvendo a hierarquia entre interioridade e exterioridade.
II. O encontro com a barata não se limita a um evento repulsivo: ele opera como detonador de uma experiência limiar que desmonta a identidade prévia da narradora, inaugurando o processo de despersonalização que percorre o romance.
III. O “grito que não chega a ser proferido” deve ser interpretado como metáfora de uma ruptura psíquica irreversível, simbolizando a suspensão total da capacidade da narradora de elaborar a própria experiência por meio da linguagem.
IV. A hesitação entre avançar ou recuar, expressa nos detalhes corporais da narrativa (empurrar a cama, aproximar o rosto, sentir o cheiro quente e seco), constitui recurso que tensiona tempo e percepção, aproximando o leitor da experiência fenomenológica da narradora.

Diante dessas proposições, é correto afirmar que:
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Q4175879 Literatura
As vanguardas europeias e o modernismo brasileiro estabeleceram um diálogo de influências e rupturas. Considerando as características desses movimentos, assinale a alternativa correta.
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras Português - Inglês |
Q4147532 Literatura
Se a teoria literária existe, parece óbvio que haja alguma coisa chamada literatura, sobre a qual se teoriza. Talvez a literatura seja definível não por ser ficcional ou imaginativa, mas porque emprega a linguagem de forma peculiar. Segundo essa teoria, a literatura é a escrita que, nas palavras de Jakobson, representa uma violência organizada contra a fala comum, transforma e intensifica a linguagem cotidiana, afastando-se sistematicamente dela.

EAGLETON, T. Teoria da literatura: uma introdução. São Paulo: Martins Fontes, 2006 (adaptado).
Quais procedimentos de pesquisa conduzem estudantes do Ensino Médio a uma postura investigativa e científica conforme a definição de literatura apontada no texto?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras Português - Inglês |
Q4147508 Literatura
TEXT 1


“The Wolves are a free people,” said Father Wolf. “They take orders from the Head of the Pack, and not from any striped cattle-killer. The man’s cub is ours — to kill if we choose.”

“Ye choose and ye do not choose! What talk is this of choosing? By the bull that I killed, am I to stand nosing into your dog’s den for my fair dues? It is I, Shere Khan, who speak!”

KIPLING, R. The Jungle Book. S.l.: Project Gutenberg, 1894.


TEXT 2




When comparing Text 1 and Text 2, which observation illustrates a key feature of literary language in Text 1?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146734 Literatura
O ciclo de lobolo começou com a Ju. Foi com dinheiro e não com gado. Lobolou-se a mãe, com muito dinheiro, num lobolo- -casamento. As crianças foram legalmente reconhecidas, mas não tinham sido apresentadas aos espíritos da família. Era preciso trazê-las do teto da mãe para a sombra do patriarcal num ato de lobolo pelo filho, uma forma de legitimá-las uma vez que nasceram fora das regras de jogo de uma família polígamo. Depois fez-se lobolo da Lu e dos filhos. As nortenhas espantaram-se. Essa história de lobolo era nova para elas, mas envolve muito dinheiro. Dinheiro para os pais, elas, e os filhos. Dinheiro que faz falta para comer, para viver, para investir. Quando se trata de benesses, qualquer cultura serve. Elas esqueceram o matriarcado e disseram sim à tradição patriarcal. Passamos três meses a andar de festa em festa. Era importante que todos os lobolos fossem feitos numa rajada antes que o Tony mudasse de ideias.

CHIZIANE, P. Niketche: uma história de poligamia.
São Paulo: Cia. das Letras, 2004.
No trecho do romance Niketche: uma história de poligamia, da escritora moçambicana Paulina Chiziane, é narrada uma prática tradicional de casamento em que o homem, para legitimar socialmente a relação, entrega à mulher e à sua família dinheiro ou posses como gado. Essa prática é conhecida na cultura africana como “lobolo”, termo da língua tsonga, de origem Bantu, falada em Moçambique.
Considerando uma formação em prol do desenvolvimento de conhecimentos teórico-práticos, estabelecendo relações entre o letramento literário decolonial e os saberes linguísticos em torno do léxico, espera-se que, ao trabalhar esse excerto em sala de aula, o professor do Ensino Médio seja capaz de
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146728 Literatura
Para que ninguém a quisesse


Porque os homens olhavam demais para a sua mulher, mandou que descesse a bainha dos vestidos e parasse de se pintar. Apesar disso, sua beleza chamava a atenção, e ele foi obrigado a exigir que eliminasse os decotes, jogasse fora os sapatos de saltos altos. Dos armários tirou as roupas de seda, da gaveta tirou todas as joias. E vendo que, ainda assim, um ou outro olhar viril se acendia à passagem dela, pegou a tesoura e tosquiou-lhe os longos cabelos.
Agora podia viver descansado. Ninguém a olhava duas vezes, homem nenhum se interessava por ela. Esquiva como um gato, não mais atravessava praças. E evitava sair.
Tão esquiva se fez, que ele foi deixando de ocupar-se dela, permitindo que fluísse em silêncio pelos cômodos, mimetizada com os móveis e as sombras.
Uma fina saudade, porém, começou a alinhavar-se em seus dias. Não saudade da mulher. Mas do desejo inflamado que tivera por ela.
Então lhe trouxe um batom. No outro dia um corte de seda. À noite tirou do bolso uma rosa de cetim para enfeitar-lhe o que restava dos cabelos.
Mas ela tinha desaprendido a gostar dessas coisas, nem pensava mais em lhe agradar. Largou o tecido em uma gaveta, esqueceu o batom. E continuou andando pela casa de vestido de chita, enquanto a rosa desbotava sobre a cômoda.


COLASANTI, M. Contos de amor rasgados. Rio de Janeiro: Rocco, 1986.
Para uma aula de leitura literária no 9º ano do Ensino Fundamental, a professora leu com os estudantes esse conto de Marina Colasanti. Partindo da relação entre literatura e sociedade, qual metodologia se mostra adequada para refletir sobre as questões em torno do papel da mulher retratado no texto?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português Espanhol |
Q4146706 Literatura
Tan pronto como José Arcadio cerró la puerta del dormitorio, el estampido de un pistoletazo retumbó la casa. Un hilo de sangre salió por debajo de la puerta, atravesó la sala, salió a la calle, siguió en un curso directo por los andenes disparejos, descendió escalinatas y subió pretiles, pasó de largo por la calle de los Turcos, dobló una esquina a la derecha y otra a la izquierda, volteó en ángulo recto frente a la casa de los Buendía, pasó por debajo de la puerta cerrada, atravesó la sala de visitas pegado a las paredes para no manchar los tapices, siguió por la otra sala, eludió en una curva amplia la mesa del comedor, avanzó por el corredor de las begonias y pasó sin ser visto por debajo de la silla de Amaranta, que daba una lección de aritmética a Aureliano José, y se metió por el granero y apareció en la cocina donde Úrsula se disponía a partir treinta y seis huevos para el pan. —¡Ave María Purísima!— gritó Úrsula.

GARCÍA MÁRQUEZ, G. Cien años de soledad. Madrid: Cátedra, 2021.
Un profesor de literatura brasileña de Enseñanza Media observó que los estudiantes presentaban dificultad para identificar, en ciertos textos literarios, la presencia de elementos característicos del realismo mágico. Ante esa situación, invitó a la profesora de lengua española a que colaborase en la solución del problema.
Ella, entonces, propuso una actividad con la obra Cien años de soledad, del autor colombiano Gabriel García Márquez, específicamente, con ese fragmento, como ejemplo de ese género.
Después de explicar el concepto de realismo mágico y leer el fragmento de la obra, ¿cuál de los siguientes aspectos debería enfatizar la profesora como característico del realismo mágico?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145171 Literatura
TEXTO 1

MOTIVO


Hei de amar-te até morrer.

IMPROVISO
Nossos olhos se encontraram,
Marília, sem eu querer;
Logo te amei; e já agora
Hei de amar-te até morrer.
Não posso mudar de gosto,
Nem deixar de te querer;
Com esta mesma paixão
Hei de amar-te até morrer.


ALVARENGA, L. J. Poesias. Rio de Janeiro: Tipographia Ogier, 1830 (fragmento).


TEXTO 2


Ciranda da rosa vermelha

Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer.
Beija-flor, sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer.


VALENÇA, A. In: Baioque. Rio de Janeiro: BMG, 1997 (fragmento).
Uma professora de literatura planeja uma atividade para trabalhar a relação entre poesia e canção. Na etapa da motivação, propõe uma oficina para explorar, de forma lúdica e prazerosa, a oralidade e a performance nessas áreas. Para atingir esse propósito, ela usa o Texto 2 para a abertura da oficina e o Texto 1 para as demais tarefas. Considerando essa situação, qual atividade explora oralidade e performance nesses textos?
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145167 Literatura
TEXTO 1
Em caminho, pensava na citação do rapaz: “Vae solis!” Pedante! Mas Lourdinha parecia tão feliz com a filhinha... Afinal, o verdadeiro destino de toda mulher é acalentar uma criança no peito... E sentia no seu coração o vácuo da maternidade impreenchida... “Vae solis!” Bolas! Seria sempre estéril, inútil, só... seu coração não alimentaria outra vida, sua alma não se prolongaria noutra pequenina alma... Mulher sem filhos, elo partido na cadeia da imortalidade... Ai dos sós... Mas ao chegar em frente à calçada da prima, onde a avó a esperava, Duquinha afastou-se das saias de dona Inácia, e correu-lhe ao encontro: — Madrinha! Madrinha! Me dê dois tostões para eu comprar um navio de papel! À vista do menino, adoçou-se a amargura no coração da moça. Passou-lhe suavemente a mão pela cabeça; e pensou nas suas longas noites de vigília, quando Duquinha, moribundo, arquejava, e ela lhe servia de mãe. Recordou seus cuidados infinitos, sua dedicação, seu carinho... E, consolada, murmurou: — Afinal, também posso dizer que criei um filho...
QUEIROZ, R. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.



TEXTO 2

Porém igualmente
É uma santa. Diziam os vizinhos. E D. Eulália apanhando. É um anjo. Diziam os parentes. E D. Eulália sangrando. Porém igualmente se surpreenderam na noite em que, mais bêbado que de costume, o marido, depois de surrá-la, jogou-a pela janela, e D. Eulália rompeu em asas o vôo de sua trajetória.

COLASANTI, M. Um espinho de marfim e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 1999.

Assinale a alternativa que apresenta características do estilo clássico e da inovação formal presentes, respectivamente, nos textos 1 e 2.
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145166 Literatura
TEXTO 1

Mulher, sempre mulher


Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga
Depois faz a briga
Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal
Você bota muita banca
Infelizmente eu não sou jornal
Mulher, martírio meu
O nosso amor
Deu no que deu
E sendo assim, não insista
Desista, vá fazendo a pista
Chore um bocadinho
E se esqueça de mim


MORAES, V. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Odeon, 1956.





O Texto 2 rompe com alguns aspectos do padrão clássico da literatura ocidental presentes no Texto 1. Esse rompimento se expressa no(a)
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145164 Literatura
TEXTO 1

Mulher, sempre mulher


Mulher, ai, ai, mulher
Sempre mulher
Dê no que der
Você me abraça, me beija, me xinga
Me bota mandinga
Depois faz a briga
Só pra ver quebrar
Mulher, seja leal
Você bota muita banca
Infelizmente eu não sou jornal
Mulher, martírio meu
O nosso amor
Deu no que deu
E sendo assim, não insista
Desista, vá fazendo a pista
Chore um bocadinho
E se esqueça de mim


MORAES, V. Orfeu da Conceição. Rio de Janeiro: Odeon, 1956.





Os textos 1 e 2 apresentam diferentes recursos expressivos que revelam o modo como cada um constrói representações da mulher. Enquanto o Texto 1 reafirma marcas de uma lírica tradicional; o Texto 2 inova ao 
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145161 Literatura
Durante uma aula de leitura literária, o professor exibiu para os estudantes o poema de Arnaldo Antunes. Após a leitura e a escuta coletiva do texto, os estudantes foram convidados a refletir sobre como os recursos de linguagem interferem na construção do significado do poema. Diante desse cenário, assinale a alternativa que apresenta uma leitura adequada dos sentidos do poema.
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145157 Literatura
TEXTO 1

Retrato


Eu não tinha este rosto de hoje,
assim calmo, assim triste, assim magro,
nem estes olhos tão vazios,
nem o lábio tão amargo.

Eu não tinha estas mãos tão sem força,
Tão paradas e frias e mortas;
Eu não tinha este coração
Que nem se mostra.

Eu não dei por esta mudança,
Tão simples, tão certa, tão fácil:
– Em que espelho ficou retida
a minha face?

MEIRELES, C. Poesia completa. São Paulo: Global, 2017.


Antonio Candido, em O direito à literatura, afirma que “A arte, e portanto a literatura, é uma transposição do real para o ilusório por meio de uma estilização formal da linguagem, que propõe um tipo arbitrário de ordem para as coisas, os seres, os sentimentos”. O poema de Cecília Meireles e a pintura de Salvador Dalí podem ser associados a essa concepção de arte por
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Q4110288 Literatura
Sobre la obra Don Quijote de la Mancha señala la alternativa correcta. 
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Q4107856 Literatura
Segundo a crítica literária contemporânea (BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira, 2020), a literatura infantojuvenil desempenha um papel fundamental na formação de leitores. Assinale a alternativa que melhor define sua principal função social.
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Q4107853 Literatura
Tendo como referência a habilidade EM13LP48 da BNCC – “Identificar assimilações, rupturas e permanências no processo de constituição da literatura brasileira” – e considerando a perspectiva de Antonio Candido em Literatura e Sociedade (2023), que analisa a literatura como sistema em relação dialética com o contexto social, acerca do processo de formação da literatura brasileira, é correto afirmar que 
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Q4092022 Literatura


TEXTO 4


Os semeadores


... Eis aí saiu o que semeia a semear... (MAT., XIII, 3.)


Vós os que hoje colheis, por esses campos largos,

O doce fruto e a flor, Acaso esquecereis os ásperos e amargos

Tempos do semeador?

Rude era o chão; agreste e longo aquele dia;

Contudo, esses heróis

Souberam resistir na afanosa porfia

Aos temporais e aos sóis.

Poucos; mas a vontade os poucos multiplica,

E a fé, e as orações

Fizeram transformar a terra pobre em rica

E os centos em milhões.

Nem somente o labor, mas o perigo, a fome,

O frio, a descalcez,

O morrer cada dia uma morte sem nome,

O morrê-la, talvez,

Entre bárbaras mãos, como se fora crime,

Como se fora réu

Quem lhe ensinara aquela ação pura e sublime

De as levantar ao céu!

Ó Paulos do sertão! Que dia e que batalha!

Venceste-la; e podeis

Entre as dobras dormir da secular mortalha;

Vivereis, vivereis!


ASSIS, Joaquim Maria Machado de. Americanas. Disponível em:
<http://machado.mec.gov.br/images/stories/pdf/poesia/maps03.
pdf>. Acesso em: 16 de setembro de 2025.
No poema de Machado de Assis, a representação do trabalho árduo e sacrificial dos colonizadores, justaposta à exaltação de seus feitos heroicos, configura um processo de:
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Q4037205 Literatura
In Things Fall Apart (1958), Chinua Achebe reconfigures the English novel form to represent Igbo culture from within. This strategy exemplifies which key concept of postcolonial theory?
Alternativas
Respostas
261: C
262: B
263: A
264: D
265: B
266: A
267: B
268: B
269: D
270: B
271: C
272: A
273: A
274: B
275: D
276: A
277: B
278: D
279: D
280: A