Questões de Concurso Sobre literatura
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I. A atribuição de agência ao escuro configura um deslocamento do eixo perceptivo típico da escrita clariceana, que trata os elementos do espaço como instâncias capazes de interpelar o sujeito, dissolvendo a hierarquia entre interioridade e exterioridade.
II. O encontro com a barata não se limita a um evento repulsivo: ele opera como detonador de uma experiência limiar que desmonta a identidade prévia da narradora, inaugurando o processo de despersonalização que percorre o romance.
III. O “grito que não chega a ser proferido” deve ser interpretado como metáfora de uma ruptura psíquica irreversível, simbolizando a suspensão total da capacidade da narradora de elaborar a própria experiência por meio da linguagem.
IV. A hesitação entre avançar ou recuar, expressa nos detalhes corporais da narrativa (empurrar a cama, aproximar o rosto, sentir o cheiro quente e seco), constitui recurso que tensiona tempo e percepção, aproximando o leitor da experiência fenomenológica da narradora.
Diante dessas proposições, é correto afirmar que:

Considerando uma formação em prol do desenvolvimento de conhecimentos teórico-práticos, estabelecendo relações entre o letramento literário decolonial e os saberes linguísticos em torno do léxico, espera-se que, ao trabalhar esse excerto em sala de aula, o professor do Ensino Médio seja capaz de
Ella, entonces, propuso una actividad con la obra Cien años de soledad, del autor colombiano Gabriel García Márquez, específicamente, con ese fragmento, como ejemplo de ese género.
Después de explicar el concepto de realismo mágico y leer el fragmento de la obra, ¿cuál de los siguientes aspectos debería enfatizar la profesora como característico del realismo mágico?
Em caminho, pensava na citação do rapaz: “Vae solis!” Pedante! Mas Lourdinha parecia tão feliz com a filhinha... Afinal, o verdadeiro destino de toda mulher é acalentar uma criança no peito... E sentia no seu coração o vácuo da maternidade impreenchida... “Vae solis!” Bolas! Seria sempre estéril, inútil, só... seu coração não alimentaria outra vida, sua alma não se prolongaria noutra pequenina alma... Mulher sem filhos, elo partido na cadeia da imortalidade... Ai dos sós... Mas ao chegar em frente à calçada da prima, onde a avó a esperava, Duquinha afastou-se das saias de dona Inácia, e correu-lhe ao encontro: — Madrinha! Madrinha! Me dê dois tostões para eu comprar um navio de papel! À vista do menino, adoçou-se a amargura no coração da moça. Passou-lhe suavemente a mão pela cabeça; e pensou nas suas longas noites de vigília, quando Duquinha, moribundo, arquejava, e ela lhe servia de mãe. Recordou seus cuidados infinitos, sua dedicação, seu carinho... E, consolada, murmurou: — Afinal, também posso dizer que criei um filho...
QUEIROZ, R. O Quinze. Rio de Janeiro: José Olympio, 2012.
TEXTO 2
Porém igualmente
É uma santa. Diziam os vizinhos. E D. Eulália apanhando. É um anjo. Diziam os parentes. E D. Eulália sangrando. Porém igualmente se surpreenderam na noite em que, mais bêbado que de costume, o marido, depois de surrá-la, jogou-a pela janela, e D. Eulália rompeu em asas o vôo de sua trajetória.
COLASANTI, M. Um espinho de marfim e outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 1999.
Assinale a alternativa que apresenta características do estilo clássico e da inovação formal presentes, respectivamente, nos textos 1 e 2.



