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Q4186848 Literatura
As escolas literárias de língua portuguesa constituem conjuntos estéticos que refletem modos específicos de representação da realidade, da subjetividade e da linguagem, articulando contexto histórico, concepção de arte e postura crítica diante da sociedade. Cada movimento literário estabelece princípios próprios de composição formal, escolha temática e visão de mundo, dialogando com correntes filosóficas, científicas e culturais de seu tempo (CANDIDO, 2011).
Assinale a alternativa correta.
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Q4186845 Literatura
Os textos literários são produzidos em contextos históricos e sociais determinados, circulam por meios específicos e são apropriados por leitores situados em diferentes realidades culturais. A compreensão da literatura, nessa perspectiva, pressupõe a análise das condições de produção das obras, dos modos de circulação e dos processos de recepção, que interferem diretamente na construção de sentidos, na legitimação cultural dos textos e em sua permanência ou ressignificação ao longo do tempo (ZILBERMAN, 2017).
Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4185985 Literatura
“Frankenstein”, written by Mary Shelley, has been recently adapted into a film by Guillermo del Toro. The book has spanned across centuries and has gathered a cult following. Some of its main themes concern:
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Q4185529 Literatura
Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…

                                                                    Florbela Espanca
Considerando os aspectos específicos do texto lido, assinalar a alternativa CORRETA.
Alternativas
Q4185528 Literatura
Fanatismo

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida.
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!

Não vejo nada assim enlouquecida…
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!

“Tudo no mundo é frágil, tudo passa…”
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
“Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus: Princípio e Fim!…

                                                                    Florbela Espanca
Em uma palavra, representamos o eu lírico na primeira estrofe como: 
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Q4184416 Literatura
Uma das mais conhecidas obras da literatura mundial retrata a história de dois jovens pertencentes a famílias rivais, cujo amor proibido termina em tragédia, tornando-se símbolo do amor impossível. A obra descrita no trecho é:
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Q4184064 Literatura
Consoada


Quando a Indesejada das gentes chegar
(Não sei se dura ou caroável),
talvez eu tenha medo.
Talvez sorria, ou diga:
— Alô, iniludível!
O meu dia foi bom, pode a noite descer.
(A noite com os seus sortilégios.)
Encontrará lavrado o campo, a casa limpa,
A mesa posta,
Com cada coisa em seu lugar.

(BANDEIRA, Manuel. Libertinagem, 1930)
O título do poema Consoada, de Manuel Bandeira, dialoga diretamente com seu conteúdo temático. Segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, o termo “consoada” designa, entre outros sentidos, a refeição leve feita à noite, especialmente na véspera de Natal, associada à ideia de espera e preparação.
Considerando essa definição e a leitura integral do poema, a relação entre o título e o texto estabelece-se principalmente porque: 
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Q4178013 Literatura
Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral propuseram que não deveriam copiar a Europa de forma submissa nem ignorá-la de forma ingênua. Propuseram "comer" o progresso e as técnicas da vanguarda europeia, digeri-los junto à nossa herança indígena, negra e popular, e criar uma síntese estética original, independente e potente. Esta discussão foi tema do:
Alternativas
Q4177938 Literatura
Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral propuseram que não deveriam copiar a Europa de forma submissa nem ignorá-la de forma ingênua. Propuseram "comer" o progresso e as técnicas da vanguarda europeia, digeri-los junto à nossa herança indígena, negra e popular, e criar uma síntese estética original, independente e potente. Esta discussão foi tema do:
Alternativas
Q4176307 Literatura
Trata-se de uma figura de Pensamento:
Alternativas
Q4176306 Literatura
Leia as proposições abaixo:

(__)- Carlos Drummond de Andrade: considerado um dos maiores poetas brasileiros, sua vasta obra foca em poesia, crônicas e contos;
(__)- Ferreira Gullar: conhecido por sua poesia lírica e sensível, além de traduções e livros infantis, mas não por obras dramáticas;
(__)- Mário Quintana: importante figura do neoconcretismo e da poesia brasileira, cuja produção é majoritariamente poética e ensaística;
(__)- Paulo Leminski: poeta, tradutor e escritor, sua obra é predominantemente poética, com experimentações e biografias.


Levando-se em consideração que (V) significa Verdadeiro e (F) significa Falso, a sequência das proposições acima é:
Alternativas
Q4176300 Literatura
A estrutura da narração é dividida em quatro partes. Uma delas é:
Alternativas
Q4164518 Literatura
Relacione a Coluna 1 à Coluna 2, associando os autores considerados contemporâneos às informações sobre suas obras e trajetórias.
Coluna 1
1. Rubem Braga. 2. Nelson Rodrigues. 3. Ferreira Gullar.

Coluna 2
( ) Poeta engajado política e socialmente que, por vezes, revela certa tendência panfletária e eventuais quedas no prosaísmo. É autor de “Poema sujo”, que apresenta interrogações contínuas do poeta a respeito da permanência e da transitoriedade das coisas.

( ) Um dos grandes cronistas brasileiros, foi aquele que deixou uma obra singular e permanente. Partindo de fatos triviais do cotidiano, ele conseguiu ultrapassar os limites formais da crônica (compromisso excessivo com acontecimentos quase sempre corriqueiros e linguagem pouco elaborada) e alcançou um patamar artístico apreciável.

( ) Renomado autor teatral, conseguiu, na crônica esportiva, capturar outras nuances de uma partida de futebol, vendo-a como uma metáfora vital de paixões e tragédias que movem a existência humana. Seus escritos apresentam um estilo personalíssimo, marcado por uma capacidade quase inesgotável de criar frases de efeito.


A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
Alternativas
Q4164517 Literatura

 Leia o poema a seguir, de Conceição Evaristo. 


Meu rosário


Meu rosário é feito de contas negras e mágicas.

Nas contas de meu rosário eu canto Mamãe Oxum e falo

padres-nossos, ave-marias.

Do meu rosário eu ouço os longínquos batuques

Do meu povo

e encontro na memória mal adormecida

as rezas dos meses de maio de minha infância.

As coroações da Senhora, onde as meninas negras,

apesar do desejo de coroar a Rainha,

tinham de se contentar em ficar ao pé do altar

lançando flores.

As contas do meu rosário fizeram calos

nas minhas mãos,

pois são contas do trabalho na terra, nas fábricas,

nas casas, nas escolas, nas ruas, no mundo.

As contas do meu rosário são contas vivas.

(Alguém disse um dia que a vida é uma oração,

eu diria, porém, que há vidas-blasfemas).

Nas contas de meu rosário eu teço intumescidos

sonhos de esperanças.

Nas contas do meu rosário eu vejo rostos escondidos

por visíveis e invisíveis grades

e embalo a dor da luta perdida nas contas

do meu rosário.

Nas contas de meu rosário eu canto, eu grito, eu calo.

Do meu rosário eu sinto o borbulhar da fome

no estômago, no coração e nas cabeças vazias.

Quando debulho as contas de meu rosário,

eu falo de mim mesma em outro nome.

E sonho nas contas de meu rosário lugares, pessoas,

vidas que pouco a pouco descubro reais.

Vou e volto por entre as contas de meu rosário,

que são pedras marcando-me o corpo-caminho.

E neste andar de contas-pedras,

o meu rosário se transmuda em tinta,

me guia o dedo,

me insinua a poesia.

E depois de macerar conta por conta do meu rosário,

me acho aqui eu mesma

e descubro que ainda me chamo Maria.



Sobre o texto, analise as assertivas a seguir:


I. O poema traz uma questão que marcou profundamente a religiosidade dos escravizados: o sincretismo religioso, que ainda marca os ritos de matriz africana no Brasil.


II. Ao longo do poema, pode-se perceber trechos que comprovam a teoria da “escrevivência”, termo cunhado pela própria Conceição e que define a escrita de autoria negra como uma voz que ecoa ancestralidade e experiências partilhadas.


III. Ao trazer para o poema a experiência memorialística da infância, a poeta aproxima-se da visão saudosista e pueril de autores clássicos e consagrados pelo cânone, como Casemiro de Abreu, inclusive na questão formal.



Quais estão corretas?


Alternativas
Q4164208 Literatura
A obra "Grande Sertão: Veredas", considerada um marco da literatura brasileira, foi escrita por: 
Alternativas
Q4163279 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo


Estas Verdades


Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.

E antes de ditas, pensadas.

Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.

Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.

A única afirmação é ser.

E ser o oposto é o que não queria de mim.

Autor: Alberto Caeiro.
A produção poética de Alberto Caeiro, como se observa em Estas Verdades, filia-se ao gênero lírico. Sobre as características estruturais e conceituais que definem esse gênero literário, analise as partes que seguem:

(1a parte): O texto lírico é marcado pela abertura interpretativa, permitindo que uma mesma construção poética gere múltiplos efeitos de sentido e leituras distintas.
(2a parte): Para garantir que o leitor compreenda o sentimento exato do poeta, o gênero lírico exige o uso rigoroso da linguagem denotativa e factual.
(3a parte): Ao contrário do gênero narrativo, o lírico foca na suspensão do tempo e na intensidade de um momento ou sentimento, não possuindo como eixo central uma progressão cronológica de ações.

Pode-se afirmar que
Alternativas
Q4163276 Literatura
Para responder à questão, leia o texto abaixo


Estas Verdades


Estas verdades não são perfeitas porque são ditas.

E antes de ditas, pensadas.

Mas no fundo o que está certo é elas negarem-se a si próprias.

Na negação oposta de afirmarem qualquer cousa.

A única afirmação é ser.

E ser o oposto é o que não queria de mim.

Autor: Alberto Caeiro.
Com base no poema Estas Verdades, de Alberto Caeiro, e na unidade temática de sua obra heteronímica, analise as assertivas a seguir:

I. O eu lírico demonstra profundo sofrimento por não conseguir encontrar verdades absolutas através das palavras.
II. O poema prega que nada existe e que o mundo físico é uma ilusão da qual devemos duvidar constantemente.
III. Para o eu lírico, a única verdade legítima e irrefutável reside na imanência do ser.

Está CORRETO o que se afirma em:
Alternativas
Q4158800 Literatura
Uma vela para Dario


   Dario vem apressado, guarda-chuva no braço esquerdo. Assim que dobra a esquina, diminui o passo até parar, encosta-se a uma parede. Por ela escorrega, senta-se na calçada, ainda úmida de chuva. Descansa na pedra o cachimbo.

   Dois ou trés passantes à sua volta indagam se não está bem. Dario abre a boca, move os lábios, não se ouve resposta. O senhor gordo, de branco, diz que deve sofrer de ataque.

   Ele reclina-se mais um pouco, estendido na calçada, e o cachimbo apagou. O rapaz de bigode pede aos outros se afastem e o deixem respirar. Abre-lhe o paletó, o colarinho, a gravata e a cinta. Quando lhe tiram os sapatos, Dario rouqueja feio, bolhas de espumа surgem no canto da boca.

   Cada pessoa que chega ergue-se na ponta dos pés, não o pode ver. Os moradores da rua conversam de uma porta a outra, as crianças de pijama acodem à janela. O senhor gordo repete que Dario sentou-se na calçada, soprando a fumaça do cachimbo, encostava o guarda-chuva na parede. Mas não se vê guarda-chuva ou cachimbo ao seu lado.

   A velhinha de cabeça grisalha grita que ele está morrendo. Um grupo o arrasta para o táxi da esquina. Já no carro a metade do corpo, protesta o motorista: quem pagará a corrida? Concordam chamar a ambulância. Dario conduzido de volta e recostado à parede - não tem os sapatos nem o alfinete de pérola na gravata.

    Alguém informa da farmácia na outra rua. Não carregam Dario além da esquina; a farmácia no fim do quarteirão e, além do mais, muito peso. É largado na porta de uma peixaria. Enxame de moscas lhe cobrem o rosto, sem que faça um gesto para espantá-las.

    Ocupado o café próximo pelas pessoas que apreciam o incidente e, agora, comendo e bebendo, gozam as delícias da noite. Dario em sossego e torto no degrau da peixaria, sem o relógio de pulso.

   Um terceiro sugere lhe examinem os papéis, retirados - com vários objetos - de seus bolsos e alinhados sobre a camisa branca. Ficam sabendo do nome, idade, sinal de nascença. O endereço na carteira é de outra cidade.

     Registra-se correria de uns duzentos curiosos que, a essa hora, ocupam toda a rua e as calçadas: é a polícia. O carro negro investe a multidão. Várias pessoas tropeçam no corpo de Dario, pisoteado dezessete vezes.

     O guarda aproxima-se do cadáver, não pode identificá-lo - os bolsos vazios. Resta na mão esquerda a aliança de ouro, que ele próprio - quando vivo - só destacava molhando no sabonete A polícia decide chamar o rabecão.

     A última boca repete - Ele morreu, ele morreu. E a gente começa a se dispersar. Dario levou duas horas para morrer, ninguém acreditava estivesse no fim. Agora, aos que alcançam vé-lo, todo o ar de um defunto.

     Um senhor piedoso dobra o paletó de Dario para lhe apoiar a cabeça. Cruza as mãos no peito. Não consegue fechar olho nem boca, onde a espuma sumiu. Apenas um homem morto e a multidão se espalha, as mesas do café ficam vazias. Na janela alguns moradores com almofadas para descansar os cotovelos.

     Um menino de cor e descalço vem com uma vela, que acende ao lado do cadáver. Parece morto há muitos anos, quase o retrato de um morto desbotado pela chuva.

     Fecham-se uma a uma as janelas. Três horas depois, lá está Dario à espera do rabecão. A cabeça agora na pedra, sem o paletó. E o dedo sem a aliança. O toco de vela apaga-se às primeiras gotas da chuva, que volta a cair.


(Adaptado de: TREVISAN, Dalton. 33 contos escolhidos. Rio de Janeiro: Record, 2005)
Segundo o escritor e crítico Ricardo Piglia, o conto clássico é aquele que narra em primeiro plano a história 1 e constrói em segredo uma história 2, de modo que as duas se encontrem ao fim. Piglia afirma: "A arte do contista consiste em saber cifrar a história 2 nos interstícios da história 1. Um relato visível esconde um relato secreto, narrado de um modo elíptico e fragmentário".
(Adaptado de: Ricardo Piglia, "Teses sobre o conto", em Formas breves. Trad. de José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004. pp. 89-90).

Em conformidade com o texto acima, os dois planos que compõema narrativa de "Uma vela para Dario" estão mais bem definidos em:
Alternativas
Q4154500 Literatura
Paralelamente aos processos revolucionários que varreram a Europa entre 1789 e 1848, houve um florecimento das artes em geral e, segundo Eric Hobsbawm, na obra “A Era das Revoluções” (2004), a sua produção foi consumida por um público cada vez mais interessado em discutir o papel do artista na sociedade. Acerca das manifestações artísticas do período, assinale a opção correta. 
Alternativas
Q4151082 Literatura
A Revista de Antropofagia (1928-1929) foi um marco do modernismo brasileiro, propondo a "deglutição" crítica das influências estrangeiras para a criação de uma arte autenticamente nacional. Embora a publicação original se concentrasse em poesia, ensaios e manifestos, o conceito antropofágico foi posteriormente retomado por diferentes gerações de artistas. Sobre a relação entre a antropofagia oswaldiana e a música brasileira, assinale a alternativa CORRETA: 
Alternativas
Respostas
1: D
2: B
3: A
4: B
5: D
6: C
7: C
8: D
9: D
10: B
11: D
12: D
13: A
14: C
15: C
16: C
17: A
18: A
19: A
20: C