Questões de Concurso
Sobre modernismo em literatura
Foram encontradas 359 questões
A linguagem empregada no poema não traduz os princípios apregoados por Mário de Andrade no que se refere à expressão literária brasileira pautada em uma gramática de extração popular, inspirada na língua falada no Brasil.
Na última estrofe do poema, o eu-lírico faz alusão a tempos distintos da modernização brasileira, mediante referência à existência íntima e à passagem do tempo experienciada em termos individuais.
A obra de Carlos Drummond de Andrade, que se estende da década de trinta à década de oitenta do século XX, caracteriza-se pela uniformidade de procedimentos poéticos e pela não interferência de novas tendências.
Juntamente com as obras de Manuel Bandeira e de Mário de Andrade, a poesia de Carlos Drummond de Andrade é incluída pela crítica literária entre as que mais se destacaram no contexto da Semana de Arte Moderna de 1922.
A figuração do índio em I-Juca Pirama e em Os Timbiras, de Gonçalves Dias, aproxima-se da realizada por Mário de Andrade no romance Macunaíma.
(1) Francisco Rodrigues Lobo
(2) Sóror Mariana Alcoforado
(3) Ricardo Reis
(4) Mário de Sá-Carneiro
(5) Almeida Garrett
( ) Poeta do modernismo português e um dos fundadores, ao lado de Fernando Pessoa, da Revista Orpheu, publicada em 1915. Uma de suas principais obras é A confissão de Lúcio.
( ) Escreveu Cartas portuguesas, em 1669, destinadas a uma paixão violenta, insana, superior às inibições e convenções, bem como ao impulso da consciência moral.
( ) Seus poemas possuem um estilo densamente trabalhado e revelam tributo à tradição clássica. José Saramago dedicou-lhe um romance em cujo título lhe faz referência.
( ) De influência camoniana, escreveu Romanceiro e um poema sobre o Tejo; é considerado um poeta do período literário Barroco Português.
( ) A publicação do seu poema “Camões”, em 1825, inaugura, de acordo com a historiografia literária, o Romantismo Português; dedicou-se ao teatro, à prosa e à poesia.
A ordem CORRETA de associação, de cima para baixo, é:
( ) No período do Romantismo brasileiro, observa-se na obra de alguns autores a influência de alguns preceitos religiosos. Tais preceitos, quando levados ao extremo, geraram conflitos que acabaram se refletindo na linguagem rebuscada – repleta de antíteses, paradoxos e inversões sintáticas – e também na temática voltada, principalmente, a questões religiosas.
( ) No período do Pré-Modernismo brasileiro, surgiram vários movimentos de vanguarda que influenciaram o movimento Modernista. Dentre eles, estão o Cubismo e o Dadaísmo. O primeiro influenciou, entre outros aspectos, na disposição gráfica dos poemas; o segundo defendia, entre outras ideias, que os autores não seguissem nenhuma regra.
( ) O Barroco brasileiro, que tem como um de seus autores mais importantes Gregório de Matos Guerra, foi época de grande produção literária e era costume as obras serem distribuídas nas casas em forma de folhetins. Devido à temática desenvolvida nos textos – amor e religião –, elas eram consideradas histórias para serem lidas pelas “moças de família” da época.
( ) Cruz e Sousa, poeta catarinense e um dos maiores representantes da poesia Simbolista no Brasil, produziu obras cujas características envolvem, entre outras, o subjetivismo e a musicalidade. É comum, na obra do poeta, o emprego de figuras de linguagem, a exemplo da aliteração, assonância e sinestesia.
( ) O Parnasianismo, também conhecido como Neoclassicismo, tinha como um dos princípios básicos a “arte pela arte”, segundo o qual a preocupação maior do poeta deveria ser atingir a perfeição formal. Para tanto, eram adotados recursos como o emprego de rimas raras, uso de vocabulário erudito e rigor na métrica, entre outros.
( ) A literatura realista do século XIX rejeitava o objetivismo, exigindo que as artes tivessem uma função social. A representação idealizada da realidade foi o motivo pelo qual a literatura do realismo começou a ser reconhecida como “literatura engajada”, já que representava a maneira como a realidade poderia ser transformada.
A ordem CORRETA de associação, de cima para baixo, é:
ou se ensinou, ou se fez ambas as coisas, como eu. É o que contarei no outro capítulo. Neste
direi somente que, passados alguns dias do ajuste com o agregado, fui ver a minha amiga;
eram dez horas da manhã. D. Fortunata, que estava no quintal, nem esperou que eu lhe
perguntasse pela filha.
- Está na sala penteando o cabelo, disse-me; vá devagarzinho para lhe pregar um susto.”
MACHADO DE ASSIS. Dom Casmurro. São Paulo: editora Ática, 1989. P.45
“Na planície avermelhada os juazeiros alargavam duas manchas verdes. Os infelizes tinham
caminhado o dia inteiro, estavam cansados e famintos. Ordinariamente andavam pouco, mas
como haviam repousado bastante na areia do rio seco, a viagem progredira bem três léguas.
Fazia horas que procuravam uma sombra. A folhagem dos juazeiros apareceu longe, através
dos galhos pelados da catinga rala.”
RAMOS, Graciliano. Vidas secas. São Paulo: Record, 1982. P. 9.
“------ estou procurando, estou procurando. Estou tentando entender. Tentando dar a alguém o
que vivi e não sei a quem, mas não quero ficar com o que vivi. Não sei o que fazer do que vivi,
tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me
alguma coisa que eu, pelo fato de não a saber como viver, vivi uma outra? A isso quereria
chamar de desorganização, e teria a segurança de me aventurar, porque saberia depois para
onde voltar: para a organização anterior. A isso prefiro chamar desorganização pois não quero
me confirmar no que vivi – na confirmação de mim eu perderia o mundo como eu o tinha, e sei
que não tenho capacidade para outro.”
LISPECTOR, Clarice. A paixão segundo G.H.. Rio de Janeiro: Francisco Alves Editora, 1990.p.15.
SONETO DE MAIO
(Vinícius de Moraes)
Suavemente Maio se insinua
Por entre os véus de Abril, o mês cruel
E lava o ar de anil, alegra a rua
Alumbra os astros e aproxima o céu.
Até a lua, a casta e branca lua
Esquecido o pudor, baixa o dossel
E em seu leito de plumas fica nua
A destilar seu luminoso mel.
Raia a aurora tão tímida e tão frágil
Que através do seu corpo transparente
Dir-se-ia poder-se ver o rosto
Carregado de inveja e de presságio
Dos irmãos Junho e Julho, friamente
Preparando as catástrofes de Agosto...
Disponível em: http://www.viniciusdemoraes.com.br
Texto para a questão
De novo lhe veio o desejo de morder Fabiano, que lhe apareceu diante dos olhos meio vidrados, com um objeto esquisito na mão. Não conhecia o objeto, mas pôs-se a tremer, convencida de que ele encerrava surpresas desagradáveis. Conteve a respiração, cobriu os dentes, espiou o inimigo por baixo das pestanas caídas. Ficou assim algum tempo, depois sossegou. Fabiano e a coisa perigosa tinham-se sumido. Abriu os olhos a custo. Agora havia uma grande escuridão, com certeza o sol desaparecera. Os chocalhos das cabras tilintaram para os lados do rio, o fartum do chiqueiro espalhou-se pela vizinhança. Baleia assustou-se. Que faziam aqueles animais soltos de noite? A obrigação dela era levantar-se, conduzi-los ao bebedouro. Uma noite de inverno, gelada e nevoenta, cercava a criaturinha. Silêncio completo, nenhum sinal de vida nos arredores. O estrondo, a pancada que recebera no quarto e a viagem difícil do barreiro ao fim do pátio desvaneciam-se no seu espírito. A tremura subia, deixava a barriga e chegava ao peito de Baleia. Baleia queria dormir. Acordaria feliz, num mundo cheio de preás. E lamberia as mãos de Fabiano, um Fabiano enorme. As crianças se espojariam com ela, rolariam com ela num pátio enorme, num chiqueiro enorme. O mundo ficaria todo cheio de preás, gordos, enormes.
Graciliano Ramos. Baleia .
In: Vidas secas. Rio de Janeiro, São Paulo: Record,
1995, p. 89-91 (com adaptações).
Texto para a questão
Confidência do Itabirano
Carlos Drummond de Andrade


Assinale a opção correta a respeito do poema de Oswald de Andrade e da relação dos modernistas da primeira geração com a tradição literária.
Texto para a questão

No vidro traseiro de um carro particular, circulando pela cidade, encontram-se os seguintes dizeres:
I. Eu, Júlia, amo meu marido, o Carlos, que ama Lucas, nosso filho, que ama Laís, irmãzinha dele. Essa é a história de uma família feliz.
Logo abaixo, na lataria, encontra-se o seguinte adesivo:
II.

III. Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.
A aproximação entre a fala de Júlia (I) e o poema (III) evidencia a correção do seguinte comentário:

Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.

Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.

Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.

Com base nessas informações e nos diversos aspectos por elas suscitados, assinale a opção correta.