Questões de Concurso Comentadas sobre modernismo em literatura

Foram encontradas 292 questões

Q1331208 Literatura

Ora, se deu que chegou
(isso já faz muito tempo)
no banguê dum meu avô
uma negra bonitinha,
chamada negra Fulô.

Essa negra Fulô!
Essa negra Fulô!

Ó Fulô! Ó Fulô!
(Era a fala da Sinhá)
- Vai forrar a minha cama
pentear os meus cabelos,
vem ajudar a tirar
a minha roupa, Fulô!

(...)

Essa negrinha Fulô
ficou logo pra mucama
pra vigiar a Sinhá,
pra engomar pro Sinhô!


O poema acima é de autoria de Jorge de Lima, poeta alagoano e um dos principais representantes da segunda geração da poesia modernista. No poema, podemos destacar características dessa geração de poetas, como:

1) a opção por uma linguagem despretensiosa, bem próxima dos padrões coloquiais.

2) uma interlocução dialógica, mesmo que não esteja evidente a participação do interlocutor.

3) ainda que o cenário sugira uma situação de desigualdade social, pode-se ver no uso dos diminutivos uma atitude de carinho.

4) fidelidade à sintaxe lusitana, reforçando os ideais da primeira geração dos poetas modernistas.


Estão corretas:

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Q1331207 Literatura
Diversificados foram os temas abordados por Graciliano Ramos (1892-1953) em seus romances: a seca, a tragédia do ciúme e as veleidades literárias de um pequeno burguês. Dentre os romances abaixo, quais encerram esses temas?
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Q1331206 Literatura
Romancista do Ciclo da Cana-de-açúcar, José Lins do Rego (1901-1957), foi um dos principais nomes do chamado Romance Regionalista de 30. No entanto, além do fluxo memorialista que narra, por meio do personagem Carlos de Melo, a substituição do Engenho de açúcar pela Usina, outros temas foram explorados na obra romanesca do escritor paraibano. Dentre elas, qual você assinalaria como correta?
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Q1331205 Literatura
O Major Policarpo Quaresma, do romance Triste fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto (1881-1922) é um dos personagens quixotescos da literatura brasileira. Assim, dentre os traços que o definem como quixotesco, quais você apontaria como corretos?
1) A obsessão nacionalista. 2) O entusiasmo do homem ingênuo. 3) Sua defesa da língua Tupi como idioma oficial do Brasil. 4) O fanatismo xenófobo. 5) A confiança e a boa fé em Floriano Peixoto.
Estão corretas:
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Ano: 2017 Banca: FEPESE Órgão: Prefeitura de Chapecó - SC
Q1233492 Literatura
Assinale a alternativa que associa corretamente a característica da obra e autor.
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Ano: 2017 Banca: ADVISE Órgão: Câmara de Brejão - PE
Q1183267 Literatura
Leia o fragmento textual a seguir:    Foi uma poetisa e contista brasileira contemporânea, e sua primeira obra “Poemas dos Becos de Goiás e Estórias Mais” foi publicada quando tinha mais de 70 (setenta) anos. Após sua morte, a casa onde viveu os últimos anos de vida foi transformada em Museu e reconhecida pela UNESCO como Patrimônio Histórico da Humanidade.    O trecho acima faz referência a: 
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Q1110425 Literatura
O Pré-Modernismo foi um período marcado pelo sincretismo de tendências artísticas, sem, no entanto, constituir um movimento literário propriamente dito. No Brasil, esse período deu-se, marcadamente no início do século XX (Cereja & Magalhães, 2005). A este respeito, assinale a alternativa incorreta:
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Q1110422 Literatura
Um dos maiores problemas vividos pela tradição regionalista na literatura brasileira do pós-modernismo foi escolher a linguagem a ser empregada, se a variedade padrão ou a regional. A solução: misturar ambas, com o narrador empregando uma língua culta, com alguns termos regionais, e as personagens utilizando a linguagem típica da região, embora essa regionalidade se mantivesse, quase sempre, no nível do vocabulário. Guimarães Rosa, no entanto, apresenta inovações linguísticas à prosa regionalista (Cereja & Magalhães, 2005) como: I. Recriou, na literatura, a fala do sertanejo tanto no plano do vocabulário como no da sintaxe e no da melodia da frase. II. Deu voz ao homem do sertão por meio do foco narrativo em 1ª pessoa, o discurso direito e o discurso indireto livre. III. A língua falada no sertão está presente em toda a obra. IV. Recria a própria língua portuguesa, por meio do aproveitamento de termos em desuso, da criação de neologismos, do emprego de palavras tomadas de empréstimo a outras línguas. V. Sua narrativa não faz uso de recursos mais comuns à poesia, como o ritmo, as aliterações, as metáforas e as imagens.
Assinale a alternativa que apresenta a afirmativa incorreta.
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Q1110421 Literatura
Segundo Cereja & Magalhães (2005), os poetas de 30, livres da necessidade de combater o academicismo parnasiano, incorporaram em suas produções as conquistas formais por que tinham se empenhado os primeiros modernistas e sentiram-se à vontade para retomar algumas posturas antes rejeitadas. Assim, os procedimentos formais deste período eram: I. Uso de versos livres. II. Falta de pontuação. III. Simultaneidade de imagens; flashes da realidade, fragmentação. IV. Excesso de lógica. V. Linguagem simples, coloquial, prosaica.
Assinale a alternativa que apresenta a afirmativa incorreta.
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Q845304 Literatura

BANHO (RURAL)


De cabaça na mão, céu nos cabelos

à tarde era que a moça desertava

dos arenzés da alcova. Caminhando


um passo brando pelas roças ia

nas vingas nem tocando; reesmagava

na areia os próprios passos, tinha o rio


com margens engolidas por tabocas,

feito mais de abandono que de estrada

e muito mais de estrada que de rio


onde em cacimba e lodo se assentava

água salobre rasa. Salitroso

era o também caminho da cacimba


e mais: o salitroso era deserto.

A moça ali perdia-se, afundava-se

enchendo o vasilhame, aventurava


por longo capinzal, cantarolando:

desfibrava os cabelos, a rodilha

e seus vestidos, presos nos tapumes


velando vales, curvas e ravinas

(a rosa de seu ventre, sóis no busto)

libertas nesse banho vesperal.


Moldava-se em sabão, estremecida,

cada vez que dos ombros escorrendo

o frio d'água era carícia antiga.


Secava-se no vento, recolhia

só noite e essências, mansa carregando-as

na morna geografia de seu corpo.


Depois, voltava lentamente os rastos

em deriva à cacimba, se encontrava

nas águas: infinita, liquefeita.


Então era que a moça regressava

tendo nos olhos cânticos e aromas

apreendidos no entardecer rural.

                                     Fonte: MAMEDE, Z. O arado. Rio de Janeiro: São José, 1954. p.17-18.


O BANHO DA CABLOCA


Teima dos sapos...

Chiado dos ramos nos balcedos...

Chóóóóó... da levada...

— Noitinha —

Acocorada num cepo põe sobre os cabelos compridos

As primeiras cuias d’água: — Choá! Choá! Choá” —


A lua treme n’água remexida...


Ruque! ruque! das mãos esfregando as carnes rijas...

Um pedaço de canção alegra o banho...

E a teima dos sapos: — foi! Não foi!

E a camisa é posta sobre a carne molhada e nova

E a sombra passa entre as árvores — ligeira — úmida e morna —

Num pedaço de canção que alegrou o banho...

Fonte: FERNANDES, J. Livro de poemas. Introdução, organização e notas de Maria Lúcia de Amorim Garcia. 5. ed. Natal: EDUFRN, 2008. p. 49. 

Em relação aos poemas, é correto afirmar:
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Q845301 Literatura

Considere o excerto:

Romantismo, indianismo, nativismo e paixão pela cultura popular vingaram no mesmo clima de emancipação do Antigo Regime. O processo atravessou duas ou três gerações e, embora tenha sido mais agudo no período das independências, persistiu até o século seguinte, resistindo bravamente às ondas cosmopolitas do pensamento evolucionista, aqui ajustadas e filtradas de tal modo que se misturaram generosamente com o folclorismo romântico.

No Brasil, trabalhos de levantamento e transcrição dos materiais de base foram empreendidos por José de Alencar, Juvenal Galeno, Celso de Magalhães, Couto de Magalhães, Sílvio Romero, João Ribeiro e, no século XX, por Amadeu Amaral, Mário de Andrade, Renato Almeida, Lindolfo Gomes, Augusto Meyer, Câmara Cascudo, Gustavo Barroso, Cavalcanti Proença, Oswaldo Elias Xidieh, Theo Brandão, Ariano Suassuna e tantos outros. Colheram todos a relação entre os agentes da cultura não letrada, quase sempre anônimos, e a palavra oral, pois o imaginário popular se exprimiu, durante séculos, abaixo do limiar da escrita.

No conjunto, o que aconteceu foi uma verdadeira operação de passagem, pela qual o letrado brasileiro foi incorporando ao repertório do leitor culto os signos e as imagens de um estilo de vida interiorano, rústico e pobre. Valorizando estética e moralmente as tradições populares, carreava-se a água para o moinho das identidades regionais e, no limite, da identidade nacional.

Fonte: BOSI, A. Literatura e resistência. São Paulo: Companhia das Letras, 2002. p. 259-260.


O personagem da literatura brasileira que melhor ilustra essa operação de passagem, contribuindo, significativamente, para a construção da identidade regional e nacional configura-se em

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Q845300 Literatura

Considere os excertos de poemas da literatura brasileira:


(I)

Lembro-me bem. A ponte era comprida,

E a minha sombra enorme enchia a ponte,

Como uma pele de rinoceronte

Estendida por toda a minha vida!


(II)

Se se pudesse o espírito que chora

Ver através da máscara da face,

Quanta gente, talvez, que inveja agora

Nos causa, então piedade nos causasse!


(III)

O Eden alli vai n’aquella errante

Ilhinha verde – portos venturosos

Cantando à tona d’água, os tão mimosos

Simplices corações, o amado, o amante.


(IV)

Existe um povo que a bandeira empresta

Para cobrir tanta infâmia e cobardia!...

E deixa-a transformar-se nesta festa

Em manto impuro de bacante fria!...


Em relação aos excertos, é correto afirmar:

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Q845298 Literatura

Considere os excertos:


(I)

[...] no Brasil, contribuiu de maneira importante pelo fato de ter dado posição privilegiada ao meio e à raça como forças determinantes. Ora, meio e raça eram conceitos que correspondiam a problemas reais e a obsessões profundas, pesando nas concepções dos intelectuais e constituindo uma força impositiva em virtude das teorias científicas do momento [...].

Fonte: CANDIDO, A. O discurso e a cidade. São Paulo: Duas Cidades, 1993. p. 152.


(II)

[...] o homem ocidental não mais se conformava em abrir mão das virtualidades da vida terrena que o humanismo [...] e o alargamento espacial da Terra lhe revelaram. Por isso, o conflito entre o ideal de fuga e renúncia do mundo e as atrações e solicitações terrenas. Diante do dilema, em vez da impossível destruição, tentou a conciliação, a incorporação, a absorção.

Fonte: COUTINHO, A. Introdução à literatura no Brasil. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 1990. p. 99.


(III)

[...] A interação familiar, a educação da infância, as relações homem-mulher e homem-paisagem, a vida em sociedade, as instituições políticas e religiosas, tudo vai mudando de imagem e de significado no nível da consciência. Estilhaça-se o espelho em que esta reflete e prolonga a cultura recebida. E os cacos, ainda não rejuntados por uma nova ideologia explícita, vão-se dispondo em mosaico quando os apanha o andamento de uma prosa solta, rápida, impressionista.

Fonte: BOSI, A. Céu, inferno. São Paulo: Duas Cidades, 2010. p. 212-213.


(IV)

A fluência ardorosa do tempo, o gosto pelo nebuloso e antigo, a busca de consolidação da identidade nacional, o rosto pátrio, a afirmação de seus primeiros habitantes, [...], o uso da canção de verso breve, o folhetim, a comédia, certa tendência declamatória e a exploração fremente do sentimento sobre a razão.

Fonte: NEJAR, C. História da literatura brasileira: da carta de Caminha aos contemporâneos. São Paulo: Leya, 2011. p. 93.


Tendo em vista os estilos de época da literatura brasileira, os excertos destacados abordam, respectivamente,

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Q837124 Literatura

Texto 10A3DDD


      É no seu quarto romance, Vidas secas, publicado em 1938 e, portanto, produto do aprendizado vivido pelo escritor enquanto esteve preso, que emerge pela primeira vez uma visão social completa do processo histórico da modernização, aparecendo com clareza no romance aqueles que ficaram somente com a face do atraso nesse processo.

      Em Vidas secas, Graciliano dedica um capítulo do livro para cada membro da família, e demonstra cada ângulo de visão, mas fica claro que o ponto de vista do narrador, é de observar o coletivo, a família, e as saídas possíveis, ainda que, nesse caso, a única disponível seja a da fuga. Mesmo que fique clara uma separação entre o narrador e os personagens, Graciliano é, de uma maneira ou de outra, parte da realidade social que ele está retratando, e não há, portanto, uma relação de distância propriamente dita.

      O que se observa, em Vidas Secas, é que não há uma tentativa de dar voz aos camponeses. Graciliano não tem a coragem de entrar na pele de Fabiano, porque ele não sabe as palavras que estão na boca dele, e não quer colocá-las na boca dele. Ele não vai, por uma enorme simpatia que tenha pelo operário, pelo camponês, de repente começar a emprestar conteúdos esperançosos a ele, porque inclusive esse indivíduo não tem a mesma noção de esperança que ele. Não vai impor aos retirantes uma determinada forma de pensamento que fosse compatível com a maneira que ele pensava a marcha da História.

Marisa S. de Mello. Graciliano Ramos: modernista engajado. Internet: <www.unicamp.br/cemarx/anais> .

A partir da leitura do texto 10A3DDD e considerando-se a dinâmica do sistema literário brasileiro na geração de 1930 do Modernismo, é correto afirmar que nesse período escritores do gênero romance
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Q837122 Literatura

Texto 10A3CCC


      O nosso Modernismo importa, essencialmente, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Esse sentimento de triunfo, que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.

      Na nossa cultura há uma ambiguidade fundamental: a de sermos um povo latino, de herança cultural europeia, mas etnicamente mestiço, situado no trópico, influenciado por culturas primitivas, ameríndias e africanas. Essa ambiguidade deu sempre às afirmações particularistas um tom de constrangimento, que geralmente se resolvia pela idealização.

      O Modernismo rompe com esse estado de coisas. As nossas deficiências, supostas ou reais, são reinterpretadas como superioridades, através das vanguardas. A filosofia cósmica e superficial, que alguns adotaram certo momento nas pegadas de Graça Aranha, atribui um significado construtivo, heroico, ao cadinho de raças e culturas localizado numa natureza áspera. O mulato e o negro são definitivamente incorporados como temas de estudo, inspiração, exemplo. O primitivismo é agora fonte de beleza e não mais empecilho à elaboração da cultura. Isso, na literatura, na pintura, na música, nas ciências do homem.

Antonio Candido. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006, p. 126-7 (com adaptações)

Visto como síntese de tendências estéticas universalistas e particularistas, o Modernismo é apresentado pelo texto 10ACCC como um movimento que
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Q837121 Literatura

Texto 10A3CCC


      O nosso Modernismo importa, essencialmente, na libertação de uma série de recalques históricos, sociais, étnicos, que são trazidos triunfalmente à tona da consciência literária. Esse sentimento de triunfo, que assinala o fim da posição de inferioridade no diálogo secular com Portugal e já nem o leva mais em conta, define a originalidade própria do Modernismo na dialética do geral e do particular.

      Na nossa cultura há uma ambiguidade fundamental: a de sermos um povo latino, de herança cultural europeia, mas etnicamente mestiço, situado no trópico, influenciado por culturas primitivas, ameríndias e africanas. Essa ambiguidade deu sempre às afirmações particularistas um tom de constrangimento, que geralmente se resolvia pela idealização.

      O Modernismo rompe com esse estado de coisas. As nossas deficiências, supostas ou reais, são reinterpretadas como superioridades, através das vanguardas. A filosofia cósmica e superficial, que alguns adotaram certo momento nas pegadas de Graça Aranha, atribui um significado construtivo, heroico, ao cadinho de raças e culturas localizado numa natureza áspera. O mulato e o negro são definitivamente incorporados como temas de estudo, inspiração, exemplo. O primitivismo é agora fonte de beleza e não mais empecilho à elaboração da cultura. Isso, na literatura, na pintura, na música, nas ciências do homem.

Antonio Candido. Literatura e cultura de 1900 a 1945. In: Literatura e sociedade. Rio de Janeiro: Ouro Sobre Azul, 2006, p. 126-7 (com adaptações)

O texto 10A3CCC faz referência à(s)
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Q832876 Literatura
As obras “São Bernardo”, “Angústia” e “Vidas Secas” pertencem a:
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Q799911 Literatura
Acerca da literatura brasileira e portuguesa, marque a opção que corretamente relaciona autor e obra:
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Q776663 Literatura

O que primeiro chama a atenção na ficção de Machado de Assis é a despreocupação com as modas dominantes e o aparente arcaísmo da técnica. No momento em que Flaubert sistematizava a teoria do “romance que narra a si próprio”, apagando o narrador atrás da objetividade da narrativa, ou no momento em que Zola preconizava o inventário maciço da realidade, observada nos menores detalhes, Machado cultivava livremente o elíptico, o incompleto, o fragmentário, intervindo na narrativa com bisbilhotice saborosa, lembrando que atrás dela estava a voz convencional. Era uma forma de manter, na segunda metade do século XIX, o tom caprichoso de Stern (1713 – 1738), que ele prezava; de efetuar os seus saltos temporais e brincar com o leitor. Era também um eco do conte philosophique, à maneira de Voltaire (1694 – 1778), e era, sobretudo, o seu modo próprio de deixar as coisas meio no ar, inclusive criando certas perplexidades não resolvidas.

Antonio Candido. Esquema de Machado de Assis. In: Vários Escritos. 3.ª ed. São Paulo: Duas Cidades, 1995 (com adaptações)

Considerando as ideias do texto precedente e a relação desse texto com a historiografia literária brasileira, julgue o seguinte item.

Assim como Machado de Assis, escritores do Modernismo brasileiro também recuperaram o modelo antirrealista do século XVIII.

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Ano: 2017 Banca: IFB Órgão: IFB Prova: IFB - 2017 - IFB - Professor - Português/Inglês |
Q776065 Literatura
Leia o texto abaixo e analise as alternativas a seguir acerca do Modernismo, assinalando (V) para o que for VERDADEIRO e (F) para o que for FALSO.
“O que a crítica chama de Modernismo está condicionado por um acontecimento, isto é, por algo datado, público e clamoroso, que se impôs à atenção da nossa inteligência como um divisor de águas: A Semana de Arte Moderna, realizada em fevereiro de 1922, na cidade de São Paulo. Como os promotores da Semana traziam, de fato, ideias estéticas originais em relação às nossas últimas correntes literárias, já em agonia, o Parnasianismo e o Simbolismo, pareceu aos historiadores da cultura brasileira que modernista fosse adjetivo bastante para definir o estilo dos novos, e Modernismo tudo o que se viesse a escrever sob o signo de 22. Os termos, contudo, são tão polivalentes que acabam não dizendo muito, a não ser que determinem, por trás da sua vaguidade:
a) as situações socioculturais que marcaram a vida brasileira desde o começo do século;
b) as correntes de vanguarda europeias que, já antes da I Guerra, tinham radicalizado e transfigurado a herança do Realismo e do Decadentismo.

Pela análise das primeiras entende-se o porquê de ter sido São Paulo o núcleo irradiador do Modernismo; as instâncias ora nacionalistas, ora cosmopolitas do movimento; as duas faces ideologicamente conflitantes. Graças ao conhecimento das vanguardas europeias, podemos situar com mais clareza as opções estéticas da Semana e a evolução dos escritores que dela participaram”.

Fonte: BOSI, Alfredo. História concisa da literatura brasileira. 49. ed, São Paulo, Cultrix, 2013. p. 323.


( ) O Modernismo foi lançado por um grupo de intelectuais da burguesia culta, paulista e mineira, que gozavam de condições especiais, como viagens à Europa, acesso a concertos e exposições de arte.

( ) Trazendo elementos plásticos pós-impressionistas (cubistas e expressionistas), a exposição de Anita Malfatti, em dezembro de 1917, foi extremamente elogiada no artigo “Paranoia ou Mistificação?”, de Monteiro Lobato.

( ) Mário de Andrade, Oswald de Andrade, Manuel Bandeira, Menotti del Picchia, Plínio Salgado, Sérgio Milliet e Paulo Prado são autores do Modernismo.

( ) A Semana de Arte Moderna (1922) foi, simultaneamente, o ponto de encontro de várias tendências que desde a primeira guerra mundial vinham se firmando em São Paulo e no Rio de Janeiro, e a plataforma que permitiu a consolidação de grupos, a publicação de livros, revistas e manifestos, o que a tornou uma viva realidade cultural.

( ) Futurismo, dadaísmo, surrealismo, cubismo e expressionismo são exemplos das vanguardas europeias que influenciaram o Modernismo.

( ) O termo “modernista” veio a caracterizar um código novo, diferente do Parnasianismo e do Simbolismo; já o termo “Moderno” inclui fatores relativos à mensagem, como motivos e temas. Assim, nem tudo que antecipa traços modernos será modernista; e nem tudo que foi modernista parecerá, hoje, moderno.

Leia o texto abaixo e analise as alternativas a seguir acerca do Modernismo, assinalando (V) para o que for VERDADEIRO e (F) para o que for FALSO.

Alternativas
Respostas
221: A
222: D
223: B
224: E
225: D
226: E
227: B
228: B
229: E
230: D
231: C
232: A
233: A
234: E
235: C
236: C
237: C
238: D
239: E
240: B