Questões de Concurso Comentadas sobre estilística em literatura

Questões Discursivas

Foram encontradas 154 questões

Q3835778 Literatura

Leia o texto abaixo para responder à próxima questão:


Pneumotórax


Febre, hemoptise, dispneia e suores noturnos.


A vida inteira que podia ter sido e que não foi.


Tosse, tosse, tosse.



Mandou chamar o médico:



— Diga trinta e três.


— Trinta e três… trinta e três… trinta e três…


— Respire.



……………………………………………………………………….


— O senhor tem uma escavação no pulmão esquerdo e o pulmão direito infiltrado.


— Então, doutor, não é possível tentar o pneumotórax?


— Não.



A única coisa a fazer é tocar um tango argentino.


Manuel Bandeira

Em relação ao poema de Manuel Bandeira, qual alternativa abaixo NÃO encontra respaldo no conteúdo do texto:
Alternativas
Q3826124 Literatura
"O pobre mogo nem sabe se perdeu o consenso ou se o mundo rodou mais rapido que as mulheres endoidadas. Sabe apenas que esta saindo de um escuro e as luzes pirilampejam, —abrindo solugos no céu" (Terra Sonambula, Mia Couto)
A obra do escritor mogambicano Mia Couto ocupa lugar de destaque na literatura contemporanea de lingua portuguesa. Seus textos articulam meméria, oralidade, identidade cultural e reinvenção da lingua, produzindo uma escrita singular que tensiona os limites entre gêneros literários tradicionais. Considerando essas características, assinale a alternativa que melhor define o estilo predominante na obra de Mia Couto.
Alternativas
Q3816116 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO.


O leito


Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!

Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!

Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,

Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,

Num mar de sensações letárgicas, profundas!


Aqui, de regiões apostas, climas vários

Vieram se encontrar, por diversos caminhos,

Para depor, fiéis, submissos tributários,

Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,

Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.


Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,

Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,

Derramando no ar uma preguiça morna,

Que os músculos distende e os nervos amadorna,

Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.


Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,

A emanação sutil, que enleva, que extasia,

De um corpo virginal e cheio de saúde,

Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,

Que do olfato a avidez satura, e não sacia.


Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,

Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos

Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,

Enquanto sob um céu enublado de rendas

Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!



Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.

Ao longo do poema, o autor explora a fusão entre corpo, espaço e imaginação, criando uma experiência estética marcada pela sinestesia e pelo simbolismo. Nesse sentido, analise as assertivas:



I. A alcova é apresentada como um espaço simbólico em que sensações físicas e estados psíquicos se confundem, dissolvendo os limites entre sujeito e ambiente.


II. O uso recorrente de termos ligados ao torpor, à lentidão e à imobilidade sugere negação do desejo e recusa da experiência sensorial.



Das assertivas, pode-se afirmar que:

Alternativas
Q3816114 Literatura

TEXTO PARA A QUESTÃO.


O leito


Mares, de espúmeo albor de rendas revestidos!

Vagas, cheias de aroma, e de torpor fecundas!

Para a febre lenir, que esvaíra-me os sentidos,

Quero nestes lençóis mergulha-los, vencidos,

Num mar de sensações letárgicas, profundas!


Aqui, de regiões apostas, climas vários

Vieram se encontrar, por diversos caminhos,

Para depor, fiéis, submissos tributários,

Os prodígios do gosto, árduos, imaginários,

Em perfume, em cetins, em sedas, em arminhos.


Despenhada do teto, em turbilhão se entorna,

Muda, imóvel cascata, a cortina nitente,

Derramando no ar uma preguiça morna,

Que os músculos distende e os nervos amadorna,

Em íntima volúpia, estranha, inconsciente.


Repassa, embebe a alcova, em toda a plenitude,

A emanação sutil, que enleva, que extasia,

De um corpo virginal e cheio de saúde,

Grato eflúvio do sangue, em plena juventude,

Que do olfato a avidez satura, e não sacia.


Perfumados lençóis! vós sois as brancas tendas,

Onde, árabes do amor, meus vagos pensamentos

Nas solidões da noite ouvem estranhas lendas,

Enquanto sob um céu enublado de rendas

Enerva-me o luar de uns olhos sonolentos!



Autor: Teófilo Dias - Fanfarras.

No poema “O leito”, o eu lírico constrói uma atmosfera sensorial densa, marcada por imagens táteis, olfativas e visuais, que transcendem a descrição física do espaço. A convergência desses elementos produz um efeito estético específico. Considerando o sentido global do poema, assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q4176691 Literatura
Leia o trecho do livro A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, e responda às três questões a seguir:



      Abri um pouco a porta estreita do guarda-roupa, e o escuro de dentro escapou-se como um bafo. Tentei abri-lo um pouco mais, porém a porta ficava impedida pelo pé da cama, onde esbarrava.   

     Dentro da brecha da porta, pus o quanto cabia de meu rosto. E, como o escuro de dentro me espiasse, ficamos um instante nos espiando sem nos vermos. Eu nada via, só conseguia sentir o cheiro quente e seco como o de uma galinha viva. Empurrando, porém, a cama para mais perto da janela, consegui abrir a porta uns centímetros a mais. 

    Então, antes de entender, meu coração embranqueceu como cabelos embranquecem.

      De encontro ao rosto que eu pusera dentro da abertura, bem próximo de meus olhos, na meia escuridão, movera-se a barata grossa. Meu grito foi tão abafado que só pelo silêncio contrastante percebi que não havia gritado, O grito ficara me batendo dentro do peito.
Baseando-se no texto e nas características listadas da obra da autora, assinale a alternativa que NÃO corresponde com clareza a uma característica de Clarice Lispector manifestada no trecho. 
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Q4176690 Literatura
Leia o trecho do livro A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, e responda às três questões a seguir:



      Abri um pouco a porta estreita do guarda-roupa, e o escuro de dentro escapou-se como um bafo. Tentei abri-lo um pouco mais, porém a porta ficava impedida pelo pé da cama, onde esbarrava.   

     Dentro da brecha da porta, pus o quanto cabia de meu rosto. E, como o escuro de dentro me espiasse, ficamos um instante nos espiando sem nos vermos. Eu nada via, só conseguia sentir o cheiro quente e seco como o de uma galinha viva. Empurrando, porém, a cama para mais perto da janela, consegui abrir a porta uns centímetros a mais. 

    Então, antes de entender, meu coração embranqueceu como cabelos embranquecem.

      De encontro ao rosto que eu pusera dentro da abertura, bem próximo de meus olhos, na meia escuridão, movera-se a barata grossa. Meu grito foi tão abafado que só pelo silêncio contrastante percebi que não havia gritado, O grito ficara me batendo dentro do peito.
No excerto de A Paixão Segundo G.H., a descrição da abertura do guarda-roupa aciona procedimentos característicos da escrita clariceana, como a percepção sensorial ampliada, a fusão entre sujeito e ambiente e a suspensão da lógica causal imediata. O escuro que “escapa como um bafo”, o confronto mudo entre narradora e a escuridão, e o “grito que não se realiza” constituem momentos decisivos na construção da epifania que marca a obra. Com base nisso, analise as proposições:

I. A atribuição de agência ao escuro configura um deslocamento do eixo perceptivo típico da escrita clariceana, que trata os elementos do espaço como instâncias capazes de interpelar o sujeito, dissolvendo a hierarquia entre interioridade e exterioridade.
II. O encontro com a barata não se limita a um evento repulsivo: ele opera como detonador de uma experiência limiar que desmonta a identidade prévia da narradora, inaugurando o processo de despersonalização que percorre o romance.
III. O “grito que não chega a ser proferido” deve ser interpretado como metáfora de uma ruptura psíquica irreversível, simbolizando a suspensão total da capacidade da narradora de elaborar a própria experiência por meio da linguagem.
IV. A hesitação entre avançar ou recuar, expressa nos detalhes corporais da narrativa (empurrar a cama, aproximar o rosto, sentir o cheiro quente e seco), constitui recurso que tensiona tempo e percepção, aproximando o leitor da experiência fenomenológica da narradora.

Diante dessas proposições, é correto afirmar que:
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Ano: 2025 Banca: INEP Órgão: INEP Prova: INEP - 2025 - INEP - Letras - Português |
Q4145171 Literatura
TEXTO 1

MOTIVO


Hei de amar-te até morrer.

IMPROVISO
Nossos olhos se encontraram,
Marília, sem eu querer;
Logo te amei; e já agora
Hei de amar-te até morrer.
Não posso mudar de gosto,
Nem deixar de te querer;
Com esta mesma paixão
Hei de amar-te até morrer.


ALVARENGA, L. J. Poesias. Rio de Janeiro: Tipographia Ogier, 1830 (fragmento).


TEXTO 2


Ciranda da rosa vermelha

Sou rosa vermelha
Ai! Meu bem querer.
Beija-flor, sou tua rosa
E hei de amar-te até morrer.


VALENÇA, A. In: Baioque. Rio de Janeiro: BMG, 1997 (fragmento).
Uma professora de literatura planeja uma atividade para trabalhar a relação entre poesia e canção. Na etapa da motivação, propõe uma oficina para explorar, de forma lúdica e prazerosa, a oralidade e a performance nessas áreas. Para atingir esse propósito, ela usa o Texto 2 para a abertura da oficina e o Texto 1 para as demais tarefas. Considerando essa situação, qual atividade explora oralidade e performance nesses textos?
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Q4034384 Literatura

Read the excerpt from William Shakespeare's Hamlet (Act III, Scene I):


"To be, or not to be: that is the question:

Whether 'tis nobler in the mind to suffer

The slings and arrows of outrageous fortune,

 Or to take arms against a sea of troubles,

And by opposing end them? To die: to sleep;

No more; and by a sleep to say we end"


Source: https://poets.org/poem/hamlet-act-iii-scene-i-be-or-not-be


In the context of Shakespearean verse, the term "blank verse" refers to:

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Q4034381 Literatura
Regarding structure, motifs, and doubling in Virginia Woolf's Mrs Dalloway , judge the statements below:


I.The use of stream of consciousness and free indirect style is articulated through a recurrent auditory motif — the chimes of Big Ben — which provides temporal cohesion to the shifting mental perspectives throughout the day.
II.Septimus Warren Smith functions merely as a comic counterpoint to Clarissa's social anxieties, without thematic connection to war trauma or critique of medical psychiatry.
III.The narrative covers several weeks, alternating between London and the countryside, and follows a multitemporal episodic structure.

The following statement(s) is/are CORRECT:
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Q4034378 Literatura
Judge the sentences below as TRUE (T) or FALSE (F) regarding form and thematic devices in William Shakespeare's Hamlet.

(__)The "To be, or not to be" soliloquy is written predominantly in iambic pentameter, employing antithesis and occasional feminine endings to dramatize internal debate.

(__)The play uses metatheatre through "The Mousetrap" (the play-within-the-play) to test Claudius's guilt by observing his reaction to a staged regicide.

(__)Ophelia's mad songs draw exclusively on courtly love conventions and exclude folk ballad elements, avoiding colloquial or popular registers.



The CORRECT sequence is:
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Q3978877 Literatura
A arte de ser feliz

Cecília Meireles

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para o chalé. Na ponta do chalé brilhava um grande ovo de louça azul. Nesse ovo costumava pousar um pombo branco. Ora, nos dias límpidos, quando o céu ficava da mesma cor do ovo de louça, o pombo parecia pousado no ar. Eu era criança, achava essa ilusão maravilhosa, e sentia-me completamente feliz.

        Houve um tempo em que minha janela dava para um canal. No canal oscilava um barco. Um barco carregado de flores. Para onde iam aquelas flores? Quem as comprava? Em que jarra, em que sala, diante de quem brilhariam, na sua breve existência? E que mãos as tinham criado? E que pessoas iam sorrir de alegria ao recebê-las? Eu não era mais criança, porém minha alma ficava completamente feliz. 

        Houve um tempo em que a minha janela se abria para um terreiro, onde uma vasta mangueira alargava sua copa redonda. À sombra da árvore, numa esteira, passava quase todo dia sentada uma mulher, cercada de crianças. E contava histórias. Eu não podia ouvir, da altura da janela; e mesmo que a ouvisse, não a entenderia, porque isso foi muito longe, num idioma difícil. Mas as crianças tinham tal expressão no rosto, e às vezes faziam com as mãos arabescos tão compreensíveis, que eu participava do auditório, imaginava os assuntos e suas peripécias e me sentia completamente feliz.

        Houve um tempo em que a minha janela se abria sobre uma cidade que parecia feita de giz. Perto da janela havia um pequeno jardim quase seco. Era numa época de estiagem, de terra esfarelada, e o jardim parecia morto. Mas todas as manhãs vinha um pobre homem com um balde, e, em silêncio, ia atirando com a mão uma gota de água sobre as plantas. Não era uma rega: era uma espécie de aspersão ritual, para que o jardim não morresse. E eu olhava para as plantas, para o homem, para as gotas de água que caíam de seus dedos magros, e meu coração ficava completamente feliz.

        Às vezes abro a janela e encontro o jasmim, em flor. Outras vezes encontro nuvens espessas. Avisto crianças que vão para escola. Pardais que pulam pelo muro. Gatos que abrem e fecham os olhos, sonhando com os pardais. Borboletas brancas, duas a duas, como refletidas no espelho do ar. Marimbondos que sempre me parecem personagens de Lope de Vega. Às vezes, um galo canta. Às vezes, um avião passa. Tudo está certo, no seu lugar, cumprindo o seu destino. E eu me sinto completamente feliz.

        Mas, quando falo dessas pequenas felicidades certas, que estão diante de cada janela, uns dizem que essas coisas não existem, outros que só existem diante das minhas janelas, e outros finalmente, que é preciso aprender a olhar, para poder vê-las assim.

http://myriamperes.blog.terra.com.br/cecilia_meireles_contos_ Referências: selecionados 

No texto de Cecília Meireles, o uso constante do termo “Houve um tempo...”, caracteriza a presença de:
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Q3928893 Literatura
I-Juca Pirama

 Gonçalves Dias

 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi:
 Sou filho das selvas,
 Nas selvas cresci;
 Guerreiros, descendo
 Da tribo tupi.

 Da tribo pujante,
 Que agora anda errante
 Por fado inconstante,
 Guerreiros, nasci;

 Sou bravo, sou forte,
 Sou filho do Norte;
 Meu canto de morte,
 Guerreiros, ouvi.

 Já vi cruas brigas,
 De tribos imigas,
 E as duras fadigas
 Da guerra provei;

 Nas ondas mendaces
 Senti pelas faces
 Os silvos fugaces
 Dos ventos que amei.

 Andei longes terras
 Lidei cruas guerras,
 Vaguei pelas serras
 Dos vis Aimoréis;

 Vi lutas de bravos,
 Vi fortes — escravos!
 De estranhos ignavos
 Calcados aos pés.

 E os campos talados,
 E os arcos quebrados,
 E os piagas coitados
 Já sem maracás;

 E os meigos cantores,
 Servindo a senhores,
 Que vinham traidores,
 Com mostras de paz.


Internet: <www.dominiopublico.gov.br>.
Considerando-se os aspectos estéticos peculiares da arte literária, é correto afirmar que o texto I-Juca Pirama, de Gonçalves Dias, é literário porque
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Q3921807 Literatura
Para responder à questão, leia o capítulo IV do romance Quincas Borba, de Machado de Assis.


     Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena. [...]

    Saberia Rubião que o nosso Quincas Borba trazia aquele grãozinho de sandice, que um médico supôs achar-lhe? Seguramente, não; tinha-o por homem esquisito. É, todavia, certo que o grãozinho não se despegou do cérebro de Quincas Borba, — nem antes, nem depois da moléstia que lentamente o comeu. Quincas Borba tivera ali alguns parentes, mortos já agora em 1867; o último foi o tio que o deixou por herdeiro de seus bens. Rubião ficou sendo o único amigo do filósofo. Regia então uma escola de meninos, que fechou para tratar do enfermo. Antes de professor, metera ombros a algumas empresas, que foram a pique. [...]

    A opinião ostensiva do médico era que a doença do Quincas Borba iria saindo devagar. Um dia, o nosso Rubião, acompanhando o médico até à porta da rua, perguntou-lhe qual era o verdadeiro estado do amigo. Ouviu que estava perdido, completamente perdido; mas, que o fosse animando. Para que tornar-lhe a morte mais aflitiva pela certeza...?

    — Lá isso, não, atalhou Rubião; para ele, morrer é negócio fácil. Nunca leu um livro que ele escreveu, há anos, não sei que negócio de filosofia...

     — Não; mas filosofia é uma coisa, e morrer de verdade é outra; adeus.


(Quincas Borba, 2012.)
“Este Quincas Borba, se acaso me fizeste o favor de ler as Memórias póstumas de Brás Cubas, é aquele mesmo náufrago da existência, que ali aparece, mendigo, herdeiro inopinado, e inventor de uma filosofia. Aqui o tens agora em Barbacena.” (1° parágrafo)

Observa-se nesse parágrafo o seguinte procedimento estilístico que caracteriza a prosa madura de Machado de Assis:
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Q3803571 Literatura
Success is counted sweetest
By those who ne’er succeed.
To comprehend a nectar
Requires sorest need.

Not one of all the purple Host
Who took the Flag today
Can tell the definition,
So clear, of Victory!

As he, defeated — dying —
On whose forbidden ear
The distant strains of triumph
Burst agonized and clear!

(c. 1859)
– Emily Dickinson –
In “Success is counted sweetest”, Emily Dickinson uses figurative language to deepen the contrast between victory and defeat. Which figure of speech is most clearly illustrated in the image of the “purple Host / Who took the Flag today” contrasted with “he, defeated — dying”?
Alternativas
Q3799152 Literatura
Falando-se sobre versificação, leia os itens e assinale a alternativa verdadeira.

I- Verso livre é aquele que não obedece a nenhuma exigência métrica, apesar de ter o seu ritmo.

II- Refrão ou estribilho é o verso ou conjunto de versos que se repete ao final de cada estrofe. A balada e o rondó são tipos de poesia que têm refrão.

III- Nos poemas, os versos podem formar apenas um grupo ou vários grupos. Cada grupo de versos forma uma estrofe.

IV- Estrofe é o conjunto de versos.
Alternativas
Q3798092 Literatura

Falando-se sobre versificação, leia os itens e assinale a alternativa correta.


I- Há casos em que o final de um verso não coincide com o final de um segmento sintático, de maneira que o verso só termina no verso seguinte. Esse tipo de ligação entre os versos chama-se enjambement ou encadeamento.


II- Os versos são classificados de acordo com o número de sílabas poéticas que possuem: monossílabo, dissílabo, trissílabo, tetrassílabo, pentassílabo, hexassílabo, heptassílabo, octossílabo, eneassílabo, decassílabo, hendecassílabo, dodecassílabo, verso bárbaro, (com mais de doze sílabas poéticas).


III- O verso decassílabo pode ser heroico ou sáfico. O decassílabo heroico possui a acentuação tônica principal na 6ª e 10ª sílabas. O decassílabo sáfico, na 4ª, 8ª e 10ª sílabas.


IV- O verso alexandrino pode ser clássico ou moderno. O alexandrino clássico possui acentuação tônica principal na 6ª e 12ª sílabas. O alexandrino moderno, na 4ª, 8ª e 12ª sílabas, ou na 3ª, 6ª, 9ª e 12ª sílabas.


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Q3781896 Literatura
Leia o soneto de Antero de Quental para responder a questão:

À Virgem Santíssima


Cheia de Graça, Mãe de Misericórdia

Num sonho todo feito de incerteza,
De noturna e indizível ansiedade,
É que eu vi teu olhar de piedade
E (mais que piedade) de tristeza...

Não era o vulgar brilho da beleza,
Nem o ardor banal da mocidade...
Era outra luz, era outra suavidade,
Que até nem sei se as há na natureza...

Um místico sofrer... uma ventura
Feita só do perdão, só ternura
E da paz da nossa hora derradeira...

Ó visão, visão triste e piedosa!
Fita-me assim calada, assim chorosa.
E deixa-me sonhar a vida inteira!

(Em: MOISÉS, M. A. Literatura portuguesa através dos textos. 33. ed. São Paulo: Cultrix, 2011)
De acordo com a habilidade EF69LP48 da BNCC, o aluno deverá “Interpretar, em poemas, efeitos produzidos pelo uso de recursos expressivos sonoros (estrofação, rimas, aliterações etc.), semânticos (figuras de linguagem, por exemplo), gráficoespacial (distribuição da mancha gráfica no papel), imagens e sua relação com o texto verbal.” Desse modo, a fruição do poema de Antero de Quental implica reconhecer que o ritmo decorre, entre outros recursos, de versos
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Ano: 2025 Banca: FGV Órgão: AL-AM Provas: FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Administrador de Empresa | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Redes de Comunicação de Dados | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Analista de Sistema | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Assistente Social | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Bibliotecário | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Enfermeiro | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Cientista Politico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Contador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Pedagogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Design Gráfico | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Civil | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Engenheiro Eletricista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Profissional de Educação Física | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Programador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Psicólogo | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Fisioterapeuta | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Redator | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Economista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Historiador | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Intérprete de Libras e sinais | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Endocrinologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Jornalista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Ginecologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Urologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Odontologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Cardiologista | FGV - 2025 - AL-AM - Analista Legislativo - Médico - Clinico Geral |
Q3776544 Literatura
Entre as seguintes frases, retiradas de obras de Machado de Assis, assinale aquela que não representa um exemplo de pleonasmo semântico.
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Q3758387 Literatura
Na crítica contemporânea, observa-se que Clarice Lispector instaura um regime de interioridade de alta voltagem reflexiva, no qual a sintaxe rarefeita, as pausas especulativas e a oscilação do foco produzem zonas de indeterminação que tensionam a própria experiência enunciativa (A paixão segundo G.H.). Em Graciliano Ramos, a economia vocabular, a contenção retórica e a rigidez construtiva do período configuram um projeto ético de forma, no qual o conflito social e a observação objetiva emergem pela depuração da frase (Vidas Secas). A leitura comparativa evidencia diferenças de tratamento do foco, do ritmo sintático e das camadas de consciência narrativa, solicitando do leitor operações inferenciais elevadas. Assinale a alternativa plenamente compatível com esse enquadramento crítico.
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Ano: 2025 Banca: FACET Concursos Órgão: Prefeitura de Monteiro - PB Provas: FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Assistente Social Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Bioquímico Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Educador Físico | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GAM | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Enfermeiro Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Farmacêutico Plantonista GPA | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fiscal de Tributos Municipais | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fisioterapeuta | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GAE | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Fonoaudiólogo GSP | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Endocrinologista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Generalista Plantonista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Médico Veterinário | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Nutricionista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Odontólogo Endodontista | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicólogo | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Psicopedagogo da Educação Infantil | FACET Concursos - 2025 - Prefeitura de Monteiro - PB - Terapeuta Ocupacional |
Q3756707 Literatura
A poética cabralina é marcada pela “arqueação” construtiva do verso, recusa do sentimentalismo e atenção ao trabalho material da linguagem; Manuel Bandeira combina coloquialidade e lirismo modernista; Ariano Suassuna reelabora épico popular com forte oralidade. A crítica reconhece em João Cabral uma ética da forma, que dramatiza o objeto sem derramar emotividade.

Considerando o texto, assinale o enunciado coerente com a poética de João Cabral.
Alternativas
Respostas
21: D
22: B
23: C
24: D
25: B
26: A
27: B
28: C
29: D
30: C
31: B
32: B
33: D
34: A
35: C
36: A
37: E
38: B
39: E
40: B