Questões de Concurso Sobre escolas literárias em literatura

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Ano: 2012 Banca: CESPE / CEBRASPE Órgão: SEDU-ES
Q1194082 Literatura
Conceição passava agora quase o dia inteiro no Campo de Concentração, ajudando a tratar, vendo morrer às centenas as criancinhas lazarentas e trôpegas que as retirantes atiravam no chão, entre montes de trapos, como um lixo humano que aos poucos se integrava de todo ao imundo ambiente onde jazia. 

Dona Inácia, as vezes que podia, acompanhava a neta nessa labuta caridosa, em que a moça empregava o melhor da sua natureza. 

De vez em quando, porém, a avó tinha que repreendê-la por quase não comer, por sempre chegar à casa atrasada, por consumir todo o ordenado em alimentos e purgantes para os doentinhos do Campo; ela respondia, rindo.
Rachel de Queiroz. O quinze. 87.a. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 2010, p. 134 (com adaptações).

Meu avô me levava sempre em suas visitas de corregedor às terras de seu engenho. Ia ver de perto os seus moradores, dar uma visita de senhor nos seus campos. O velho José Paulino gostava de percorrer a sua propriedade, de andá-la canto por canto, entrar pelas suas matas, olhar as suas nascentes, saber das precisões de seu povo, dar os seus gritos de chefe, ouvir queixas e implantar a ordem. Andávamos muito nessas suas visitas de patriarca. Ele parava de porta em porta, batendo com a tabica de cipó-pau nas janelas fechadas. Acudia sempre uma mulher de cara de necessidade: a pobre mulher que paria os seus muitos filhos em cama de vara e criava-os até grandes com o leite de seus úberes de mochila. Elas respondiam pelos maridos.

José Lins do Rêgo. Menino de engenho. 64.a.ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1995, p. 25.

Com base nos fragmentos de texto acima, julgue o item, referentes ao regionalismo brasileiro.

As dificuldades encontradas pelos retirantes no Brasil são descritas em Vidas Secas, de Graciliano Ramos, obra que pertence à tradição do romance nordestino de 30.
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Q475961 Literatura
        Num país sem tradições, é compreensível que se tenha desenvolvido a ânsia de ter raízes, de aprofundar no passado a própria realidade, a fim de demonstrar a mesma dignidade histórica dos velhos países. Nesse afã, os românticos compuseram uma literatura para o passado brasileiro, estabelecendo troncos a que se pudesse filiar (...)

                                                                                                                                       (Antonio Candido)

No trecho crítico acima, há elementos que ajudam a compreender
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Q324681 Literatura

   Não posso dizer positivamente em que ano nasceu a crônica; mas há toda a probabilidade de crer que foi coletânea das primeiras duas vizinhas. Essas vizinhas, entre o jantar e a merenda, sentaram-se à porta, para debicar os sucessos do dia.
    Provavelmente começaram a lastimar-se do calor. Um dia que não pudera comer ao jantar, outra que tinha a camisa mais ensopando que as ervas que comera. Passar das ervas às plantações do morador fronteiro, e logo às tropelias amatórias do dito morador, e ao resto, era a coisa mais fácil, natural e possível do mundo. Eis a origem da crônica 

(ASSIS, Machado de. As Cem Melhores Crônicas Brasileiras. Objetiva Rio de Janeiro, 2007, p. 27).
Ao final, Machado de Assis diz: “Eis a origem da crônica”. Essa forma de desfecho:

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Q605184 Literatura
Considere os textos abaixo para responder à questão.

No vidro traseiro de um carro particular, circulando pela cidade, encontram-se os seguintes dizeres:

I. Eu, Júlia, amo meu marido, o Carlos, que ama Lucas, nosso filho, que ama Laís, irmãzinha dele. Essa é a história de uma família feliz.

Logo abaixo, na lataria, encontra-se o seguinte adesivo: 

II. 

O texto I, citado, traz à memória de quem já o leu o bastante conhecido poema de Carlos Drummond de Andrade:

III. Quadrilha
João amava Teresa que amava Raimundo
que amava Maria que amava Joaquim que amava Lili
que não amava ninguém.
João foi para os Estados Unidos, Teresa para o convento,
Raimundo morreu de desastre, Maria ficou para tia,
Joaquim suicidou-se e Lili casou com J. Pinto Fernandes
que não tinha entrado na história.


A aproximação entre a fala de Júlia (I) e o poema (III) evidencia a correção do seguinte comentário:
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Q605182 Literatura
Para responder à questão, considere o texto abaixo, de Ilka Brunhilde Laurito, publicado em Canteiro de obras (São Paulo: Edicon/Scortecci, 1985, p. 43), na unidade “Folclíricas”.

Poeminha fulminante 
Para Flávia e Lygia 
Relampa? 
Relampadeja? 
Relampeja? 
Relampagueia? 
Relampeia? 
Relampadeia? 
E, enquanto a luz 
não esclarece as letras, 
o raio que me parta 
chega. 
Considerando os efeitos de sentido produzidos pelo poema, é correto afirmar:
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Q605181 Literatura
Para responder à questão, considere o texto abaixo, de Ilka Brunhilde Laurito, publicado em Canteiro de obras (São Paulo: Edicon/Scortecci, 1985, p. 43), na unidade “Folclíricas”.

Poeminha fulminante 
Para Flávia e Lygia 
Relampa? 
Relampadeja? 
Relampeja? 
Relampagueia? 
Relampeia? 
Relampadeia? 
E, enquanto a luz 
não esclarece as letras, 
o raio que me parta 
chega. 
Numa prática de leitura coletiva, o professor quer enfatizar que, numa unidade de sentido, toda escolha está a serviço de uma intencionalidade do autor. Levando em conta o gênero a que pertence a composição acima, é adequado que o professor chame a atenção, por exemplo, para
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Q605180 Literatura
Considere os textos abaixo para responder à questão.

O texto abaixo transcrito constitui a unidade 57 da obra 234: ministórias, do escritor curitibano Dalton Trevisan, publicada em 1997.

– Os dois irmãos eram os piores inimigos. Bem me lembro no enterro da velhinha. Eles seguravam a alça do caixão – e não se olhavam. Pálidos, mas de fúria. Nem a cruz das almas comoveu os dois. Se odiavam tanto que a finadinha bulia sem parar entre as flores.

    Abaixo está transcrito um recorte que foi feito do texto que o escritor e crítico literário Cristovão Tezza publicou, na íntegra, no jornal O Globo, na secção Prosa & Verso, no dia 26/4/97. Título: As 1001 noites de Dalton Trevisan: violência seca colore vitral de Dalton Trevisan.


Para responder a esta questão, considere os textos de Dalton Trevisan, o de Cristovão Tezza e os que seguem.

I. Para que o objeto simbólico (texto) cumpra sua função, é necessário olhar o símbolo e enxergar o simbolizado. Por isso é importante lembrar que a compreensão/produção de textos (objetos simbólicos) mobiliza competências não só linguísticas, mas também extralinguísticas (conhecimento de mundo/saber enciclopédico, determinações socioculturais etc.).
(Caderno de orientação didática: referencial de expectativas para o desenvolvimento da competência leitora e escritora no ciclo II do ensino fundamental da área de língua portuguesa, p. 21)
II. Dalton Trevisan se autodefine como ‘arredio, ai de mim!’, e sua incurável timidez é bastante comentada. Sempre recusando a fama, e a presença de fotógrafos e jornalistas, cria uma atmosfera de suspense em torno de seu nome que o transforma numa enigmática personagem. Afastado do convívio social, enclausurado em casa, mereceu o apelido de “O vampiro de Curitiba”, título de um de seus livros.

É correto afirmar:
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Q605179 Literatura
Considere os textos abaixo para responder à questão. 

O texto abaixo transcrito constitui a unidade 57 da obra 234: ministórias, do escritor curitibano Dalton Trevisan, publicada em 1997.

Os dois irmãos eram os piores inimigos. Bem me lembro no enterro da velhinha. Eles seguravam a alça do caixão – e não se olhavam. Pálidos, mas de fúria. Nem a cruz das almas comoveu os dois. Se odiavam tanto que a finadinha bulia sem parar entre as flores.

− Nunca me senti tão só, querida, como na tua companhia. 

    Abaixo está transcrito um recorte que foi feito do texto que o escritor e crítico literário Cristovão Tezza publicou, na íntegra, no jornal O Globo, na secção Prosa & Verso, no dia 26/4/97. Título: As 1001 noites de Dalton Trevisan: violência seca colore vitral de Dalton Trevisan. 


A leitura do texto de Cristovão Tezza, associada à das ministórias de Dalton Trevisan, NÃO abona a seguinte assertiva: em seu texto, Cristovão Tezza
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Q276129 Literatura
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Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.
Na historiografia literária brasileira, costuma-se datar o início do Movimento Modernista no Brasil em 1924, quando o romance Macunaíma, de Mário de Andrade foi publicado.
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Q276128 Literatura
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Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.
O Parnasianismo, marcado pela impessoalidade e pela objetividade, inclui-se entre as estéticas que se opõem ao Romantismo. No Brasil, o Parnasianismo foi representado especialmente por Olavo Bilac.
Alternativas
Q276127 Literatura
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Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.
Uma das técnicas básicas da literatura pós-modernista, encontrada em diversos textos brasileiros, é a do pastiche, a qual substitui a noção de paródia típica do Modernismo.
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Q276126 Literatura
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Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.
João Guimarães Rosa e Clarice Lispector são referência no que concerne à transição de modelos narrativos modernistas para novas fórmulas ficcionais no Brasil.
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Q276125 Literatura
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Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.
Ao aludir aos métodos científicos aplicados à arte literária, Alfredo Bosi refere-se à estética naturalista, que trabalha ficcionalmente as relações entre a natureza humana e a iniquidade social.
Alternativas
Q276124 Literatura
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Considerando o texto acima, bem como elementos gerais dos estilos
de época da literatura brasileira, julgue o item a seguir.
O escritor carioca Machado de Assis foi responsável pela reprodução perfeita na literatura brasileira da estética realista europeia, calcada no princípio da fidelidade ao real.
Alternativas
Q276123 Literatura
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Com base no trecho acima, no qual Antonio Candido expõe a lógica
histórico-literária segundo a qual se desenvolveu a literatura
brasileira, e na dinâmica dos períodos literários brasileiros, julgue
o item a seguir.
Apesar das tendências universalistas do Arcadismo brasileiro, formulou-se, nesse período, de forma consistente, o que o autor, na penúltima linha do texto, chama de “expressão literária diferente”, especialmente se se consideram as obras de Claudio Manuel da Costa e Tomaz Antonio Gonzaga.
Alternativas
Q276122 Literatura
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Com base no trecho acima, no qual Antonio Candido expõe a lógica
histórico-literária segundo a qual se desenvolveu a literatura
brasileira, e na dinâmica dos períodos literários brasileiros, julgue
o item a seguir.
Considerando-se o progressivo amadurecimento da literatura brasileira aludido no texto, é correto afirmar que o Barroco literário é, no Brasil, o primeiro estilo de época fruto de deliberada organização programática de autores com o intuito de fundar uma literatura nacional.
Alternativas
Q276120 Literatura
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Com base no trecho acima, no qual Antonio Candido expõe a lógica
histórico-literária segundo a qual se desenvolveu a literatura
brasileira, e na dinâmica dos períodos literários brasileiros, julgue
o item a seguir.
No Romantismo, o esforço em se realizar uma literatura brasileira diferente da produzida nos centros culturais europeus atingiu seu ápice, quando a ideia da cor local se tornou verdadeira obsessão dos autores e foi colocada em prática, por exemplo, nas manifestações da prosa indianista e regionalista.
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Q196519 Literatura
Assinale a opção correta acerca da literatura brasileira.
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Q196518 Literatura
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Com base nessas informações e nos diversos aspectos por elas suscitados, assinale a opção correta.
Alternativas
Q196517 Literatura
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Tendo como referência o fragmento de texto acima e os múltiplos aspectos por ele suscitados, assinale a opção correta, com relação à ficção romântica.
Alternativas
Respostas
1361: C
1362: A
1363: E
1364: D
1365: E
1366: D
1367: C
1368: D
1369: E
1370: C
1371: C
1372: C
1373: C
1374: E
1375: C
1376: E
1377: C
1378: A
1379: A
1380: D