Questões de Concurso
Sobre escolas literárias em literatura
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O Romantismo, reflexo da nascente ordem social, centrava-se na glorificação do particular, do singular, do íntimo, daquilo que diferencia uma pessoa da outra. O ____________ e o(a) ____________ eram as duas faces distintas da mesma moeda: o eu.
O regionalismo: a situação do homem do campo é apresentada sem a idealização característica do Arcadismo e do Romantismo. A denúncia social: as obras denunciam a realidade brasileira, destacando aspectos como a desigualdade social, a exploração, entre outros. As personagens: entram em cena o sertanejo, o caipira, os funcionários públicos, os moradores do subúrbio e da periferia. Os cenários: em foco o interior paulista, lugar das narrativas de Monteiro Lobato, o subúrbio carioca, onde circulam as personagens de Lima Barreto, o sertão nordestino, de Os Sertões, de Euclides da Cunha. Os temas: os fatos políticos, a economia, a cultura do povo, os movimentos populares. A obra Triste Fim de Policarpo Quaresma, de Lima Barreto, por exemplo, tematiza o governo de Floriano Peixoto. A obra Os Sertões, de Euclides da Cunha, relata a Guerra de Canudos.
Esses são alguns comentários referentes ao:

Fonte: ANDRADE, C. Drummond de, et al. Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 1980. v. 2.
1. Principal autor do chamado romance regionalista. 2. Sua obra focaliza o mundo psicológico das personagens. 3. Autor do livro “São Bernardo”. 4. Escreve romances psicológicos. 5. Denuncia a opressão e a violência a que são submetidos aqueles que não podem mandar, mas que têm de obedecer.
Assinale a alternativa que indica corretamente o autor a que se referem.
Coluna 1 Trechos
1. Gingam os bondes como um fogo de artifício, sapateando nos trilhos, cuspindo um orifício na treva cor de cal… 2. Se Pedro Segundo Vier aqui Com história Eu boto ele na cadeia. 3. O Nino apareceu na porta. Teve um arrepio. Levantou a gola do paletó. 4. — Xi, Pepino! Você é ainda muito criança. Tu é um ingênuo. 5. O vento batia na madrugada como um marido. Mas ela perscrutava o escuro teimoso. Uma longe claridade borrou a esquerda na evidência lenta de uma linha longa.
Coluna 2 Características
( ) Aproximação da prosa com a poesia. ( ) Humor. ( ) Utilização de períodos curtos. ( ) Apoio na fala coloquial. ( ) Livre associação de ideias.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
O autor da obra mencionada na questão anterior é:
Associe as colunas 1 e 2 abaixo:
Coluna 1 Escola Literária
1. Barroco
2. Arcadismo
3. Romantismo
4. Modernismo
Coluna 2 Característica
( ) A linguagem quanto ao conteúdo enfatiza o bucolismo, o Carpe Diem e o Fugere urbem.
( ) Há uma idealização, com extrema valorização da subjetividade. A linguagem faz uso de descrições minuciosas, com constantes comparações e ampla metaforização.
( ) Figuras de linguagem que melhor definem o estado de alma do homem é a antítese e o paradoxo.
( ) Surgem os poetas condoreiros que defendem a justiça social e a liberdade.
( ) Fragmentação e flashes cinematográficos. Ironia, humor, piada e paródia com temas extraídos do cotidiano.
( ) O homem sente-se dilacerado e angustiado diante da alteração de valores, dividindo-se entre o mundo espiritual e o mundo material.
( ) Vocabulário e sintaxe mais simples, irregularidade estrófica e gosto por métricas populares.
( ) Quebra de valores artísticos e tradicionais e busca de técnicas e meios de expressão capazes de traduzir a nova realidade. A ordem é: “Todos os ritmos sobretudo os inumeráveis”; “Todas as palavras sobretudo os barbarismos universais”.
Assinale a alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo.
A) Barroco. B) Arcadismo.
C) Simbolismo.
D) Romantismo
E) Parnasianismo.
F) Modernismo.
1 - Regionalismo.
2 - Oposições.
3 - Bucolismo.
4 - Busca da perfeição poética.
5 - Condoreirismo.
6 - Introspecção, mergulho nas profundezas do eu.
É sintomático que o herói do romance, Eugênio, seja médico. O médico tornou-se, na sociedade atual, aquele mediador entre a ciência, a técnica e o sentimento humanitário. Pensando primeiro em si mesmo, egoisticamente, Eugênio evolui para a solidariedade, através das colocações de Olívia, que mesmo depois de morta, é uma personagem presente no romance, fazendo contraponto com Eugênio. A obra citada é:
O texto a seguir é um trecho de uma entrevista concedida por Janet M. Paterson à revista Aletria.
Aletria — Vários críticos, tais como Lacan, Derrida, Levinas, Deleuze, Lévi-Strauss, Bhabha e Spivak, têm discutido a questão da alteridade e as implicações das teorizações baseadas nas percepções do outro. Quais são as bases teóricas de sua pesquisa sobre figurações da alteridade?
Janet M. Paterson — O trabalho do sociossemioticista francês Eric Landowski forneceu o arcabouço conceitual de meu livro. Em Présences de l’Autre: essais de socio-sémiotique, Landowski estuda casos reais de alteridade em Paris, tais como os moradores de rua ou os artistas da região do Centre Pompidou. Isso lhe permitiu elaborar uma metodologia extremamente requintada e precisa que me pareceu muito útil. Mencionarei alguns de seus principais conceitos: a distinção entre diferença e alteridade (distinção que permite a Landowski conceituar alteridade); a necessidade de um grupo de referência (um grupo social dominante) para a existência de qualquer forma de alteridade; e a complexidade dos vários tipos de relações estabelecidas com o outro. Acima de tudo, eu era continuamente lembrada de que na literatura, assim como na sociedade, a alteridade é sempre uma construção.
Na teoria literária, a emergência da noção de alteridade vincula-se
teoricamente de modo mais expressivo aos textos produzidos no