Questões de Concurso
Comentadas sobre tipos de gramática – normativa, funcional, descritiva e gerativa em linguística
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KENEDY, E. Gerativismo In: MARTELOTTA, Mário Eduardo Toscano. (Org.). Manual de Linguística. São Paulo: Contexto, 2008, v. 1, p. 127-140.
Sabendo que as principais correntes da linguística moderna estudam a língua sob perspectivas distintas, assinale a alternativa cuja informação acerca da corrente linguística gerativista está correta.
De acordo com a BNCC para o Ensino Fundamental, o estudo da estrutura linguística deve contribuir para que os alunos:
A concepção descrita corresponde à:
I. "A linguagem não é apenas a veste do pensamento, mas sua própria matéria."
II."Falar é agir sobre o outro: ao dizer, o falante altera a situação do interlocutor."
Assinale a análise que está de acordo com às concepções de linguagem envolvidas nessas afirmações e sua relação com a atuação da linguagem na constituição da realidade.
TEXTO 1
A concepção de linguagem e de gramática que agora consideramos tem bases fortemente humanistas: todo homem, sejam quais forem suas condições, nasce dotado de uma faculdade da linguagem como parte de sua própria capacidade e dignidade humanas. Mesmo que restem muitos pontos obscuros quanto à natureza e à extensão dessa faculdade, isso significa que, sem distinção, todas as crianças desenvolvem uma gramática interna.
Fica excluída, assim, toda valoração de uma língua ou modalidade de língua em relação a outra e qualquer forma de discriminação preconceituosa da modalidade popular.
Não faz sentido contrapor uma linguagem erudita a uma linguagem vulgar, nem tentar substituir uma pela outra. Trata- -se de levar a criança a dominar uma outra linguagem, por razões culturais, sociais e políticas bastante justificáveis.
FRANCHI, C. Mas o que é mesmo gramática?.
São Paulo: Parábola, 2006 (adaptado).
TEXTO 2
Franchi (2006) apresenta a seguinte reflexão de uma professora acerca de uma redação contendo desvios normativos: “esse aluno escreve como fala. E isso a gente pode ver na grafia e nos erros de concordância. Eu não aceito essa onda de que não tem mais certo e errado. A redação fica horrível nessa linguagem vulgar. Há regras e normas para tudo e as crianças têm que aprender a escrever de acordo com o que foi estabelecido pelos bons escritores e pelos que conhecem a língua. O aluno tem direito de conhecer as belezas da sua própria língua.”
Um professor de Língua Portuguesa do Ensino Médio elaborou um plano de aula cujo fragmento pode ser lido a seguir.
Plano de Aula
Tema: Explorando a ordem das palavras no português
Série: 2ª série do Ensino Médio
Componente Curricular: Língua Portuguesa
Conteúdo: Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Objetivo: Reconhecer a ordem preferencial dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro
Metodologia:
• Exploração dos conhecimentos prévios dos estudantes sobre o assunto.
• Leitura de exemplos: “carta eu uma escrevi.”; “comprou minha pão mãe o.”; “bola chutou a Pedro.”; e “aposta ela uma fez.”
• Debate sobre a posição dos constituintes Sujeito – Verbo – Objeto (SVO) no português brasileiro com base nos exemplos citados.
• Reflexão sobre a ordem das palavras a partir dos exemplos apresentados pelo professor.
• Reconhecimento da ordem preferencial da estrutura oracional do português brasileiro, reorganizando os exemplos no quadro.
Durante a execução do plano, o professor explicou: “No português brasileiro, a ordem mais comum dos constituintes é Sujeito – Verbo – Objeto (SVO). Vocês se lembram desses termos estudados nas aulas anteriores? Geralmente, colocamos o sujeito primeiro, depois o verbo e, por fim, o objeto. Essa organização é tão comum que remete a estruturas linguísticas fundamentais internalizadas na cognição do falante do português brasileiro. Quando alteramos essa ordem, a frase pode parecer confusa ou estranha. Isso mostra que o conhecimento da estrutura SVO faz parte do modo como usamos o português brasileiro, sem precisar pensar nela conscientemente”.
À luz da linguística funcionalista e da gramática tradicional normativa, analise as proposições a seguir, considerando a articulação entre estrutura gramatical e função textual dos elementos linguísticos.
I. O uso do pronome "se" como índice de indeterminação do sujeito reflete, sob o ponto de vista funcional, uma estratégia de apagamento do agente da ação, alinhando-se a efeitos discursivos de impessoalidade.
II. A elipse de termos sintáticos em estruturas coordenadas pode ser compreendida, funcionalmente, como um mecanismo de economia textual e de progressão temática, sem que haja comprometimento da coesão sequencial.
III. A ordem direta dos constituintes frasais é um traço distintivo do português brasileiro contemporâneo, sendo preferida não apenas por convenção normativa, mas principalmente por sua funcionalidade na organização informacional da sentença.
IV. A preposição, por sua natureza relacional, possui papel essencialmente estrutural, e não pode ser interpretada sob nenhuma hipótese como elemento funcional dentro da progressão argumentativa de um texto.
Está correto o que se afirma em:
Para a teoria chomskyana, a competência linguística deriva de princípios inatos comuns a todas as línguas, denominados __________, que fornecem a base estrutural sobre a qual as variações linguísticas particulares se manifestam.
(Wagner Rodrigues Silva, Andreia Cristina Fidelis e Kiahra Antonella. Laboratório virtual de pesquisa escolar com gramática: educação científica em aulas de língua materna. 2024)
Para o desenvolvimento do jogo didático, fruto da pesquisa, os autores fundamentaram-se na perspectiva
(Ingedore Villaça Koch; Vanda Maria Elias. Ler e compreender: os sentidos do texto. 2011)
As informações do texto referem-se aos