Questões de Concurso
Comentadas sobre divisões da linguística em linguística
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“— Senhor Bernardo, queira, por favor, ir para a sala da coordenação e explicar lá o porquê de o senhor ter sido retirado de sala.”
Assinale a opção que indica a pergunta, referente a esse fragmento, que se relaciona aos conhecimentos pragmáticos.
I. Um texto narrado e um debate em sala de aula são considerados linguagem verbais.
II. A Língua Brasileira de Sinais (Libras) é considerada uma linguagem verbal.
III. A linguagem em Braile é uma forma de comunicação não verbal.
IV. Uma placa de sinalização que contém uma figura é exemplo de linguagem não verbal.
Assinale a alternativa correta.
(CARSTAIRS-MCCARTHY, Andrew. An Introduction to English Morphology: Words and Their Structure. Edinburgh: Edinburgh, 2018, p. 16.)
Preencha corretamente as lacunas do texto a seguir quanto à estrutura das palavras.
The smaller parts of words are generally called ____________. (The area of grammar concerned with the structure of words and with relationships between words involving the morphemes that compose them is technically called ____________. The morphological structure of words is largely independent of their ____________ structure (their division into sounds, syllables and rhythmic units).
A sequência que preenche corretamente as lacunas do texto é
Leia o texto e responda o que se pede no comando da questão:
E a vida continua
Chegou a hora de enfrentar os preconceitos com a velhice.
Tive bons anos, produtivos e confortáveis. Até pouco tempo, eu acreditava quando diziam que não parecia ter mais de 50. Embora minha vaidade estranhasse não me acharem com 40. Fui tomando consciência e não foi uma coisa rápida. Eu achava ótimo ter direito a filas prioritárias. Vaga garantida em shopping. E mais uma série de vantagens que chegam com a idade. Tudo isso eu achava legal, porque também não acreditava ter a aparência dos prioritários. Até que um dia vi a fila do avião. E lá estavam os idosos. Iguais a mim. Descobri para o mundo, eu tinha me transformado em um senhor de idade. Os mais velhos são discriminados, e a gente nem percebe imediatamente o tamanho do preconceito. Mas quando se fala que alguém é "velho", é como pertencesse a uma categoria menor na sociedade. E a dimensão da velhice muda com a idade de quem olha. Lembro-me de que, aos 20 anos, uma amiga namorava um homem de 40. Diziam que era "velho". Eu hoje tenho saudade dos meus 40 anos. Amar alguém de mais idade pode ser inconcebível para quem tem o corpo em cima e a beleza da juventude. Empregos privilegiam os mais novos. Juventude é associada com dinamismo, energia. Há empresas que aposentam obrigatoriamente quem tem 60 ou pouco mais. Quanto mais envelhece, mais a pessoa fica descartável, embora talvez seja seu momento mais pleno de experiência levo em consideração e criatividade. Agora, na pandemia da Covid-19, houve quem perguntasse se valia a pena manter nos aparelhos os mais velhos. O preconceito da idade já recebeu até nomes: ageísmo e etarismo entre outros.
Nem levo em consideração piadas com minha idade. A gente não envelhece. Mas se recria.
A rotina da vida se transforma. Outro dia li na internet que depois dos 30 ressaca parece uma dengue. E 30 é tão pouquinho. De repente, quando viajo, há tanto remédio pra levar. Não estou falando de nada grave. Mas de "por via das dúvidas". Vai que eu tenha um não sei quê... Tudo começou com um necessaire, mas agora é uma malinha inteira, tentando abarcar todas as situações de emergência. Mas claro, se tenho alguma coisa... Precisa-se justamente do remédio em que ninguém pensou. Tenho minhas obrigações: 3 litros de água por dia, no mínimo; caminhadas... Dizem que para manter o cérebro ativo é bom aprender línguas. Outro dia estava procurando aulas de aramaico!
A paisagem em torno da gente vai sumindo. Perdem-se pessoas, de algumas não se ouve mais falar e um dia vem a notícia: "Você soube do fulano?". O preconceito não é só dos mais jovens. Os próprios idosos se discriminam. Difícil ver o dono de uma empresa contratar alguém de sua própria idade. Muitos se atiram em procedimentos estéticos como se envelhecer não fosse parte de um processo da vida. Eu, você, todos nós estamos envelhecendo neste momento.
As pessoas continuam lá com sua genialidade. Seu fascínio. Portanto, se me insinuam "você não tem mais idade para isso", só sorrio. Nem levo em consideração piadas com minha idade. Não vou enfrentar essa discriminação. A gente não envelhece. Mas se recria. A vida é linda, e continua.
(Walcyr Carrasco. Revista VEJA. 26 de janeiro, 2022. ed. 2773)
A citação acima pertence um(a) importante pesquisador(a), sua contribuição se concentra principalmente em quatro áreas do conhecimento lingüístico: Fonética,
Alfabetização, Sistemas de Escrita e Fonologia. Na área de Fonética, seus trabalhos são, basicamente, de três tipos: trabalhos experimentais, trabalhos de análise acústica e trabalhos de fonética aplicada a outras áreas. Os principais resultados alcançados ao longo de todos esses anos revelam sobretudo a dependência da estrutura segmental da prosódia da língua.
Assinale a alternativa que apresenta o(a) pesquisador(a) referido:
“Saussure deixou claro, em sua obra, que língua e fala são universos distintos, embora interrelacionados. Levando isso em conta, os estudos variacionistas têm especial importância, pois acabam sugerindo que língua e fala estão mais que inter-relacionadas, uma vez que a relação entre elas parece ser de interdependência. Em PB [Português Brasileiro], podemos usar as variantes “beijo” e “bejo”, “cheiro” e “chero”, “queixo” e “quexo”, “treino” e “treno”, mas não podemos fazer variações entre “jeito” e “*jeto”, “peito” e “*peto”. As variações individuais no momento da fala parecem então estar limitadas por regras sistemáticas que caracterizam o português.” (BELINE, R. A variação linguística. In: FIORIN, J. L. (org.). Introdução à linguística: objetos teóricos. 6. ed. São Paulo: Contexto, 2018, p. 138).
Os exemplos apresentados por Beline (2018), na citação acima, são de:
“(...) Já para a vogal átona final, seguida ou não de /s/ no mesmo vocábulo, há a __________ entre /o/ e /u/ e entre /e/ e /i/. Assim, Bilac rima Argus com largos, Venus com serenos, e um poeta paranaense [sic.], como Cruz e Souza, rima o lat. clamavi com nave, o it. Bellini com define (CAMARA, 1953:129s)”. (CAMARA JR, J. M. Estrutura da Língua Portuguesa. 44. ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2011, p. 44).
“O conceito de _____________ foi introduzido e desenvolvido na década de 1930 pelos linguistas do leste europeu ligados à Escola de Praga, especialmente o linguista russo Nicolai Trubetzkoy. A existência da ______________ é uma forte indicação de que a fonologia de uma língua tem a ver com o comportamento dos sons e com seu enquadramento num padrão (patterning), e não com seu valor fonético absoluto”. (TRASK, R. L. Dicionário de linguagem e linguística. Tradução de Rodolfo Ilari. 2. ed. São Paulo: Contexto, 2006, p. 205).
O fenômeno sobre o qual os autores discorrem nas citações acima é também bastante presente nas aulas de Língua Portuguesa uma vez que influencia na ocorrência de casos de desvios ortográficos em produções escritas de alunos da Educação Básica. Dessa forma, assinale a alternativa com o nome do fenômeno que preenche corretamente as lacunas das citações:
I. As práticas corporais podem ser compreendidas como meios de comunicação com o mundo. II. A prática corporal é uma produção textual da gestualidade, ou seja, da linguagem corporal. III. Enquanto textos produzidos pela gestualidade, as práticas corporais constituem-se em elementos da identidade cultural.
É correto o que consta de
I – A língua, seja na sua modalidade falada ou escrita, reflete, em boa medida, a organização da sociedade. II – Assim como a fala não apresenta propriedades intrínsecas negativas, também a escrita não propriedades intrínsecas privilegiadas. III – Do ponto de vista cronológico, a fala tem uma grande precedência sobre a escrita, mas do ponto de vista do prestígio social, a escrita é vista como mais prestigiosa que a fala.
É a parte da Gramática que estuda a palavra, não em si, mas em relação às outras, que, com ela, se unem para exprimir o pensamento. É o capítulo mais importante da Gramática, porque, ao disciplinar as relações entre as palavras, contribui de modo fundamental para a clareza da exposição e para a ordenação do pensamento.
A partir desta informação, marque a alternativa que destaque a importância do estudo da sintaxe.
Em termos de organização didática de conteúdos, as práticas de linguagem referentes à leitura/à escuta e à escrita de textos predominam nos anos iniciais do Ensino Fundamental, ao passo que as práticas linguísticas referentes à análise linguística/semiótica predominam nos anos finais do Ensino Fundamental e no Ensino Médio.
De acordo com o Currículo em Movimento da Secretaria de Estado da Educação do Distrito Federal, o ensino de língua portuguesa tem, entre os seus objetivos, ensinar regras gramaticais em si e ensiná-las voltadas ao uso dessas regras em situações comunicativas reais.