Questões de Concurso Comentadas sobre análise do discurso em linguística

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Q2483040 Linguística
A respeito das capacidades dos procedimentos sobre leitura, é correto afirmar que, se todos os usuários da língua possuíssem tais habilidades, que podem ser nomeadas como competência textual, poderia justificar-se, então, a elaboração de uma gramática textual que deveria ter basicamente uma das seguintes tarefas:
Alternativas
Q2483036 Linguística

A prática de oralidade pressupõe ambientes públicos e privados de uso da linguagem, tendo como ponto de partida registros variados. Dessa forma, as condições de produção, a formalidade do gênero, o público-alvo determinarão o uso mais ou menos formal da linguagem.

Acerca da produção textual oral e da escrita, assinale a afirmativa correta.

Alternativas
Q2483035 Linguística

A respeito dos conceitos de pragmática, conhecimento textual, ensino gramatical e gêneros do discurso, analise as afirmativas a seguir e assinale (V) para a verdadeira e (F) para a falsa.


( ) Segundo a pragmática, o que importa são o uso e os impactos gerados pelos atos de escrita, ou seja, a comunicação e o exercício da linguagem entre os escritores de uma língua, focando nos processos de inferência pelos quais se compreende o que está implícito.

( ) O conhecimento textual se forma pelos diversos tipos de textos como: narração, descrição, injunção, exposição, etc. e pela maneira que se estabelecem suas estruturas linguísticas.

( ) No que se refere ao ensino gramatical, é preciso propor e trabalhar atividades teórico-objetivas, que ofereçam ao educando oportunidades de argumentação, influenciando o desenvolvimento do exercício do discurso em partes.

( ) Consideram-se gêneros do discurso textos formais, informais, verbais, não-verbais, visuais, didáticos, literário, poético e científicos.


As afirmativas são, respectivamente,

Alternativas
Q2472507 Linguística
A vingança de uma Teixeira


      A troca da bola de meia para a bola de borracha foi uma importante evolução técnica do association em nossa rua. Nossa primeira bola de borracha era branca e pequena; um dia, entretanto, apareceu um menino com uma bola maior, de várias cores, belíssima, uma grande bola que seus pais haviam trazido do Rio de Janeiro. Um deslumbramento; dava até pena de chutar. Admiramo-la em silêncio; ela passou de mão em mão; jamais nenhum de nós tinha visto coisa tão linda.

       Era natural que as Teixeiras não gostassem quando essa bola partiu uma vidraça. Nós todos sentimos que acontecera algo de terrível. Alguns meninos correram; outros ficaram a certa distância da janela, olhando, trêmulos, mas apesar de tudo dispostos a enfrentar a catástrofe. Apareceu logo uma das Teixeiras, e gritou várias descomposturas. Ficamos todos imóveis, calados, ouvindo, sucumbidos. Ela apanhou a bola e sumiu para dentro de casa. Voltou logo depois e, em nossa frente, executou o castigo terrível: com um grande canivete preto furou a bola, depois cortou-a em duas metades e jogou-a à rua. Nunca nenhum de nós teria podido imaginar um ato de maldade tão revoltante. Choramos de raiva; apareceram mais duas Teixeiras que davam gritos e ameaçavam descer para nos puxar as orelhas. Fugimos.

       A reunião foi junto do cajueiro do morro. Nossa primeira ideia de vingança foi quebrar outras vidraças a pedradas.

       Alguém teve um plano mais engenhoso: dali mesmo, do alto do morro, podíamos quebrar as vidraças com atiradeiras, e assim ninguém nos veria. – Mas elas vão logo dizer que fomos nós! Alguém informou que as Teixeiras iam todas no dia seguinte para uma festa na fazenda, um casamento ou coisa que o valha. O plano de assalto à casa foi traçado por mim. A casa das Teixeiras dava os fundos para o rio e uma vez, em que passeava de canoa, pescando aqui e ali, eu entrara em seu quintal para roubar carambolas. Havia um cachorro, mas era nosso conhecido, fácil de enganar.

      Falou-se muito tempo dos ladrões que tinham arrombado a porta da cozinha da casa das Teixeiras. Um cabo de polícia esteve lá, mas não chegou a nenhuma conclusão. Os ladrões tinham roubado um anel sem muito valor, mas de grande estimação, com monograma, e tinham feito uma desordem tremenda na casa; havia vestidos espalhados pelo chão, um tinteiro e uma caixa de pó-de-arroz entornados em um quarto, sobre uma cama. Falou-se que tinha desaparecido dinheiro, mas era mentira; lembro-me vagamente de uma faca de cozinha, um martelo, uma lata de goiabada; isso foi todo o nosso botim.

       O anel foi enterrado em algum lugar no alto do morro; mas alguns dias depois caiu um temporal e houve forte enxurrada; jamais conseguimos encontrar o nosso tesouro secretíssimo, e rasgamos o mapa que havíamos desenhado.

      Durante algum tempo as famílias da rua fecharam com mais cuidado as portas e janelas, alguns pais de família saltaram assustados da cama a qualquer ruído, com medo dos ladrões; mas eles não apareceram mais.

       Nosso terrível segredo nos deu um grande sentimento de importância, mas nunca mais jogamos futebol diante da casa das Teixeiras. Deixamos de cumprimentar a que abrira a bola com o canivete; mesmo anos depois, já grandes, não lhe dávamos sequer bom dia. Não sei se foi feliz na existência, e espero que não; se foi, é porque praga de menino não tem força nenhuma.


(BRAGA, Rubem. A traição das elegantes. Editora Moderna. 9ª edição.)
Em relação às estruturas linguísticas do texto, assinale a afirmativa correta.
Alternativas
Q2472497 Linguística
LINGUÍSTICA



       Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?

        Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga. Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar é a questão da escala.

         Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares, blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia. A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.

            Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?

        Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao encontro do seu desejo, ela compartilha.

       Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?

      Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo, mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.


(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
Dentre as características elencadas a seguir, NÃO pode ser identificada no texto em análise apenas: 
Alternativas
Q2472487 Linguística
LINGUÍSTICA



       Carta Educação: Há como mensurar o início das fake news? Vivemos uma ascensão das notícias falsas?

        Pollyana Ferrari: “As fake news sempre existiram. No meu livro eu cito relatos e resumos de jornais fake desde Roma Antiga. Então não é que a gente não tinha, sempre tivemos a imprensa marrom, o próprio Cidadão Kane, de 1941, é um exemplo, bem como a Guerra dos Mundos, de Orson Welles. Não estamos diante de um fenômeno novo, que começa em 2016. O que temos de considerar é a questão da escala.

         Com as redes sociais, basicamente as temos há 14 anos, todo mundo ganhou voz, temos produção de conteúdo via celulares, blogs, influenciadores digitais. E, veja, eu não sou contra esse movimento, é positivo termos outras vozes para além da grande mídia. A questão é que nos grandes veículos há etapas de apuração de informação, um mínimo de checagem, independentemente da linha editorial que sigam. Não estou falando de viés político, mas de etapas de apuração. Com a pulverização, isso se perde. E, sim, estamos em um momento de ascensão das fake news, o que é muito preocupante.

            Carta Educação: Qual a relação entre fake news e pós-verdade?

        Pollyana Ferrari: A pós-verdade aponta para uma sociedade informacional que compartilha personas digitais, desejos que não tem lastro com o real. Vejo que às vezes as pessoas até têm dimensão de que determinada informação é falsa, mas como isso vai ao encontro do seu desejo, ela compartilha.

       Carta Educação: Como isso ganha força e pode ser prejudicial no contexto digital da Internet e das redes sociais?

      Pollyana Ferrari: Vamos imaginar duas situações. Um jovem, adaptado à presença nessas plataformas e que acredita mais nos seus amigos e na sua timeline do que nos veículos e até em seu professor. Agora, o idoso que, por sua vez, não está acostumado com a presença digital e que vinha de uma relação com a informação em que se preservava uma checagem mínima. Isso parece inofensivo, mas quando consideramos que só no Facebook há dois bilhões de pessoas, é preocupante. Isso sem contar os aplicativos de mensagens instantâneas, como o Whatsapp, um dos mais utilizados pelos brasileiros e um dos disseminadores de fake news em potencial. O que estou querendo dizer é que, geralmente, o dedo é mais rápido que o cérebro, se compartilha muita coisa sem checar informação,sem questionar de onde vem a foto, o vídeo. É preciso ter senso crítico e questionar o que se recebe.


(Ana Luiza Basílio, Carta Capital. 2018.)
Considerando os processos argumentativos na construção do discurso, entre os trechos destacados a seguir pode-se afirmar que um recurso argumentativo de exemplificação utilizado na primeira resposta dada pode ser evidenciado em: 
Alternativas
Q2458390 Linguística
Um orador começou seu discurso no Parlamento do seguinte modo:
Um antigo professor meu dizia que um discurso deve ser como uma minissaia: quanto mais curto, melhor!
Nesse caso, a estratégia de atrair o público para a fala do orador, foi a de
Alternativas
Q2458387 Linguística
Em cada opção abaixo há um tipo de texto frequente nos meios políticos.
Assinale o tipo de texto que mostra sua finalidade de forma adequada.
Alternativas
Q2381017 Linguística
No contexto dos fatores linguísticos e discursivos da escrita, assinale a alternativa correta que expressa adequadamente a diferença entre a concordância verbal e a regência verbal.
Alternativas
Q2381016 Linguística
Assinale a alternativa correta; identifique o gênero oral que envolve a argumentação, a formalidade, a linguagem técnica e a ênfase em evidências, como recursos discursivos direcionados a uma determinada audiência:
Alternativas
Q2381015 Linguística
Considerando as especificidades que demarcam os diferentes gêneros orais, assinale a alternativa que caracteriza corretamente a “entrevista”, a “narração” e o “debate”.
Alternativas
Q2381014 Linguística
Considerando as especificidades que demarcam os diferentes gêneros textuais, assinale a alternativa que caracteriza corretamente a “crônica” e o “relatório técnico” e que ao mesmo tempo, aponta acertadamente a diferença entre eles. 
Alternativas
Q2381009 Linguística
Sobre a relação entre a fala e a escrita, seja esta relação caracterizada por "independência", "dependência" e "interdependência", assinale a alternativa correta.
Alternativas
Q2381008 Linguística
Assinale a alternativa correta quanto a perspectiva que destaca a complementaridade entre fala e escrita, reconhecendo que cada uma tem suas próprias funções e características únicas; compreendendo assim que a colaboração entre elas enriquece a comunicação, permitindo maior expressividade e precisão.
Alternativas
Q2381003 Linguística
Assinale a alternativa que melhor apresenta a diferença entre "intertextualidade explícita" e "paráfrase", elucidando como essas formas de diálogo intertextual se manifestam.
Alternativas
Q2381002 Linguística
Assinale a alternativa que melhor concebe a relação entre "citação" e "intertextualidade implícita", destacando como essas formas de intertextualidade se diferenciam.
Alternativas
Q2381001 Linguística
Assinale a alternativa que melhor concebe a relação entre as formas de intertextualidade denominadas "alusão" e "paródia", destacando suas características distintivas.
Alternativas
Q2381000 Linguística
Considerando as particularidades do texto oral e os gêneros orais, assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre os conceitos de "presença", "interação" e "performance" no contexto da oralidade.
Alternativas
Q2380999 Linguística
Assinale a alternativa que apresenta corretamente a relação entre gênero textual, esfera discursiva e estilo, conforme proposto por Mikhail Bakhtin.
Alternativas
Q2380998 Linguística
Qual a diferença entre enunciado e enunciação? Assinale a alternativa correta.
Alternativas
Respostas
101: A
102: A
103: C
104: C
105: D
106: D
107: D
108: B
109: E
110: B
111: C
112: C
113: D
114: A
115: E
116: E
117: C
118: D
119: C
120: A