Questões de Concurso
Comentadas sobre representações da surdez - visão clinicopatológica e visão socioantropológica em libras
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Uma das questões centrais para o entendimento da concepção socioantropológica é que esta está ancorada no referencial da cultura surda, ou seja, considera as diferentes formas de apreensão das informações e experimentação do mundo. Em geral, o termo cultura nos remete a um conjunto de práticas simbólicas de um determinado grupo. A cultura surda faz referência ao uso da língua de sinais, às estratégias sociais e aos mecanismos compensatórios que os surdos realizam para agir no mundo, tais como o despertador que vibra, a campainha que aciona a luz, o uso de mensagens visuais e de texto, a educação bilíngue […]
SOLEMAN, Carla. BOUSQUAT, Aylene. Políticas de saúde e concepções de surdez e de deficiência auditiva no SUS: um monólogo? Cad. Saúde Pública. 2021.
O Decreto Lei n° 5.626, de 2005, garante o direito à saúde de pessoas surdas ou com deficiência auditiva nas redes do Sistema Único de Saúde (SUS). A formação de equipes multiprofissionais de atendimento ao surdo necessita de
I.A comunidade surda é composta por pessoas surdas e ouvintes — como familiares, intérpretes, professores e pesquisadores — que compartilham a língua de sinais, vínculos sociais e o reconhecimento da cultura surda como dimensão identitária central.
II.O reconhecimento da Libras como língua e a valorização da cultura surda articulam-se aos debates contemporâneos sobre diversidade, contribuindo para a construção de processos educacionais que reconhecem os surdos como sujeitos de direito à sua língua materna.
III.A inclusão educacional dos estudantes surdos, na perspectiva socioantropológica, articula-se ao reconhecimento da Libras como língua de instrução, à presença de professores surdos e de tradutores-intérpretes e ao respeito à cultura surda no contexto escolar.
Está correto o que se afirma em:
“A LA como um campo de estudos no qual é frequentemente possível desenvolver práticas transdisciplinares só faz sentido se for problematizada como um território-rede, formado de lugares contínuos e de lugares em rede [...], que opera a partir da articulação complexa com distintos territórios-zona".
SHEIFER, C.L. Transdisciplinaridade na lingüística aplicada: um processo de desreterritorialização – um movimento do terceiro espaço. RBLA, B. Horizonte, v. 13, n. 3, 2013.
A partir da concepção da LA como um "território-rede" aplicado à educação de surdos, considera-se que a principal contribuição dessa área para o ensino de Libras consiste na
Assinale a opção que apresenta a compreensão alinhada à visão cultural dos surdos.
I.A língua de sinais seria uma mistura de pantomima e gesticulação concreta.
II.A língua de sinais não é universal.
III.As línguas de sinais, por serem organizadas espacialmente, estariam representadas no hemisfério direito do cérebro, pois esse hemisfério é responsável pelo processamento de informação espacial, enquanto o esquerdo, pela linguagem.
IV.A língua de sinais é um sistema de comunicação superficial, com conteúdo restrito.
É considerado mito a respeito da língua de sinais o que se apresenta em:
I – Perda leve – de 26 dB a 40 dB; perda moderada – de 41 dB a 60 dB.
II – Perda condutiva – quando existe uma alteração na condução aérea do estímulo sonoro pela orelha externa ou média.
III – Perda severa – de 61 dB a 80 dB; perda profunda, maior que 81 dB.
IV – Perda mista – quando ocorrem alterações na orelha externa e na orelha média.
É falso o que se afirma em: