Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação e tradução de línguas de sinais em libras
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Interpretar exige esforço físico e mental, envolve ética profissional, desempenho e competência. Por tudo isso, trata-se de uma profissão que merece o reconhecimento. Assinale a alternativa que apresenta a Lei que regulamenta o exercício da profissão de Tradutor e Intérprete da Língua Brasileira de Sinais - LIBRAS
Diante de algumas situações de interpretação, vivenciadas pelos intérpretes, a conduta ética mais adequada a seguir é
O código de ética é um instrumento que orienta o profissional intérprete na sua atuação. E, de acordo com o código, todas as afirmativas a seguir são deveres fundamentais dos intérpretes, EXCETO
Ao realizar a interpretação da língua falada para a língua sinalizada e vice-versa, o intérprete deve seguir sempre os preceitos éticos da profissão que são:
O ato de interpretar envolve uma ação cognitiva-linguística. Sobre essa ação, cognitiva-linguística, informe se é verdadeiro (V) ou falso (F) o que se afirma a seguir e assinale a alternativa com a sequência correta.
( ) É um processo em que o intérprete estará diante de pessoas que apresentam intenções comunicativas específicas e que utilizam línguas diferentes.
( ) É o processo da informação dada na língua fonte e no qual se faz escolhas lexicais, estruturais, semânticas e pragmáticas na língua alvo e que devem se aproximar, o máximo possível, da informação dada na língua fonte.
( ) É um processo altamente complexo, em que o intérprete, além das escolhas linguísticas adequadas, deve também fazer escolhas afetivas e privar o surdo ou ouvinte das informações que podem magoar ou ofender um ao outro.
( ) É um processo complexo, em que o intérprete tem que dominar as duas línguas, língua alvo e língua fonte, fazer as escolhas gramaticas que achar necessárias e estar preparado para criar novos sinais para ampliar o nível lexical dos sujeitos envolvidos.
O capítulo V do Decreto n° 5.626 de 22/12/2005 trata da formação do tradutor e intérprete de Libras - Língua Portuguesa, que deve efetivar-se por meio de curso superior de Tradução e Interpretação, com habilitação em Libras - Língua Portuguesa e caso não haja pessoas com a titulação exigida para o exercício da tradução e interpretação de Libras - Língua Portuguesa, as instituições federais de ensino devem incluir, em seus quadros, profissionais com o seguinte perfil:
No Brasil, a presença dos intérpretes de língua de sinais se iniciou por volta dos anos 80, em trabalhos religiosos, mas o marco fundamental do processo de reconhecimento e formação do profissional intérprete de língua de Sinais foi
O tradutor necessita ter competências diversas na sua formação para que haja uma atuação de sucesso, uma vez que faz parte de sua prática interpretar discursos de diferentes áreas do conhecimento. Essas competências são consideradas importantes no campo da tradução, visando entender como o surdo elabora a construção dos conceitos e ideias, a partir dos conceitos que o intérprete possui sobre o tema proposto na situação e da forma como repassa a mensagem. Assinale a alternativa que corresponde à competência linguística.
Os deveres do intérprete foram elencados no Código de Ética presente no Regimento Interno do Departamento Nacional de Intérpretes (FENEIS), aprovado por ocasião do II Encontro Nacional de Intérpretes - Rio de Janeiro/RJ/Brasil - 1992.
Assinale a opção que NÃO consta no referido Código de Ética.
Segundo Wadensjö (1998) citado por Leite (2004), ao analisar a maior parte dos enunciados do intérprete, verificou que estes são reformulações dos enunciados originais e denominou os enunciados dos intérpretes como transladações (renditions). A transladação é definida como um texto contínuo que corresponde a um enunciado falado por um intérprete, com base no original, isto é, no enunciado imediatamente precedente.
LEITE, Emeli Marques Costa. A atuação do intérprete de LIBRAS no contexto da sala de aula inclusiva. Anais do Congresso de Educação de Surdos: Múltiplas Faces do Cotidiano Escolar. INES, Rio de Janeiro, 2004.
A respeito da classificação da transladação, assinale (V) para VERDADEIRO e (F) FALSO:
( ) Transladação expandida (expanded renditions), isto é, aumentada. É um texto que acrescenta ao enunciado original mais informações claramente expressas.
( ) Transladação reduzida (reduced renditions). É um texto que apresenta menos informações claramente expressas do que as do discurso original.
( ) Transladação de duas ou mais partes. Este tipo de transladação consiste de dois enunciados do intérprete que correspondem a um enunciado do original, que é dividido em duas partes por meio de um outro enunciado original, cujo conteúdo proposicional não é refletido na transladação.
( ) Transladação zero. É um enunciado de iniciativa e responsabilidade do intérprete e que não corresponde à tradução do enunciado original.
( ) Não transladação. Acontece quando o enunciado original não é traduzido pelo intérprete.
O código de ética do tradutor-intérprete de LIBRAS apresenta diferentes situações que podem ser exemplos do dia a dia do profissional intérprete que exigem dele um posicionamento ético. Sugere-se que, cada intérprete reflita, converse com outros intérpretes e tome decisões em relação a seu posicionamento com base nos princípios éticos destacados no Código de Ética.
Marque a alternativa CORRETA no que diz respeito aos posicionamentos éticos do Tradutor-Intérprete de LIBRAS:
Em relação à questão de neutralidade do tradutor/intérprete da língua de sinais, tendo como base os modelos propostos por Emeli Leite, (2004) citado por Marques, (2012) em Os papéis do intérprete de Libras na sala de aula inclusiva, marque (V) para VERDADEIRO ou (F) para FALSO.
( ) No “modelo ajudador”, adota-se uma postura assistencialista, caritativa, que surgiu antes que a interpretação fosse encarada como profissão. Nessa época, a maioria dos intérpretes eram amigos, professores, religiosos ou familiares de pessoas surdas.
( ) No “modelo ajudador”, os intérpretes não possuíam uma formação especifica e utilizavam a interpretação simultânea, para resumir ou modificar o que julgava estar além da compreensão das pessoas surdas.
( ) No “modelo de condutor”, o intérprete é visto como máquina; o intérprete teria que ser como um telefone, apenas “passando” a informação de um lado para o outro, sem se envolver e sem manifestar sua subjetividade
( ) No “modelo de condutor”, os intérpretes queriam um tratamento mais profissional e se achavam na obrigação de serem invisíveis, neutros e distantes.
( ) No “modelo de especialista bilíngue e bicultural”, a cultura das partes envolvidas no processo comunicativo não é levada em consideração e também encarada como relevante a situação ou o contexto em que esse processo se dá.
( ) No “modelo de especialista bilíngue e bicultural”, o intérprete deveria “ser assistencial, também, com os ouvintes”. E o grande perigo seria esse sujeito tentar acumular “funções na tentativa de ser especialista em tudo, além de tradução: pedagogia, antropologia, sociologia, psicologia etc”.
Assinale a assertiva que apresenta a sequência CORRETA.
Em conformidade à Lei nº12.319/2010, são atribuições do Tradutor e Intérprete, no exercício de suas competências, EXCETO:
Levando em consideração o questionamento de Rodrigues (2010), ao problematizar sobre a formação de intérpretes:
Um único ILS [Intérprete de Língua de Sinais] reuniria conhecimentos, habilidades e estratégias para atuar em distintas esferas (internacional e intra-social) e com tipos específicos de interpretação, tais como a interpretação comunitária (community interpreting), a interpretação em tribunais (court/legal interpreting), a interpretação médica (healthcare/medical interpreting), a interpretação de diálogo (dialogue interpreting), a interpretação na mídia (media interpreting), a interpretação de ligação ou acompanhamento (liaison/escort interpreting) e a interpretação de conferência (conference interpreting).
RODRIGUES, C. H. Da interpretação comunitária à interpretação de conferência: Desafi os para formação de intérpretes de língua de sinais. In: II Congresso Nacional de Pesquisa em Tradução e Interpretação de Língua de Sinais Brasileira, UFSC, Florianópolis, 2010
Segundo os deveres do intérprete, elencados no código de ética presente no Regimento Interno do Departamento Nacional de Intérpretes (FENEIS), aprovado por ocasião do II Encontro Nacional de Intérpretes - Rio de Janeiro/RJ/Brasil - 1992, assinale a opção que melhor soluciona a problemática relatada por Rodrigues.
( ) O desenvolvimento da linguagem em crianças surdas é potencializado se forem apresentadas a Libras antes dos 3 anos de idade. ( ) Para atender às necessidades dos que apresentam deficiência auditiva, é possível haver alterações de currículos educacionais. ( ) Na Educação Especial, dentro da perspectiva inclusiva, o profissional Tradutor e Intérprete de Libras é responsável por ministrar aulas de reforço durante o Atendimento Educacional Especializado. ( ) Os sinais em Libras podem receber várias classificações, como, por exemplo, icônicos e arbitrários, simples e compostos, etc. Um exemplo de sinal icônico-simples é a palavra árvore.
A ordem correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:
I. O CC é ineficiente, pois usa a Língua de Sinais como ponto de tradução para surdos oralizados. II. A Janela de Interpretação deve ser adotada como principal recurso de acessibilidade da informação para deficientes auditivos e surdos, sendo eles oralizados ou usuários da Libras. III. O CC não remove integralmente a barreira de comunicação para as pessoas que têm a Libras como primeira língua e ainda não adquiriram proficiência na Língua Portuguesa. IV. A Janela de interpretação é indicada aos surdos que usam a Língua de Sinais como primeira língua e têm a Língua Portuguesa como segunda língua. V. O CC e a Janela de Interpretação não podem ser usados simultaneamente, pois concorrem pela atenção da pessoa surda ou deficiente auditiva, gerando um pidgin.
Quais estão corretas?