Questões de Concurso
Comentadas sobre interpretação e tradução de línguas de sinais em libras
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Leia o texto a seguir.
"Decalque. Uma palavra ou expressão emprestada da língua-fonte, mas que (i) foi submetida a certas adaptações gráficas e/ou morfológicas para conformar-se às convenções da língua-fonte e (ii) não se encontra registrada nos principais dicionários recentes da língua-fonte, como corporativo no sentido de societário, empresarial."
AUBERT, F., 1998, p.8.
Qual é a característica essencial do decalque na tradução?
A tradução é, à evidência, algo que se faz com textos e com discursos. E, por fim, a tradução é algo que se expressa em orações, sintagmas e palavras. Constitui o propósito deste trabalho defender a ideia de que, a despeito da relevância, para não dizer da urgência de se empreenderem investigações adequadas em todas as questões textuais e extratextuais referentes à linguagem em geral e à tradução em particular, ainda há escopo mais do que suficiente para justificar uma observação mais detalhada dos mecanismos linguísticos frásticos e subfrásticos que se manifestam em todo e qualquer ato tradutório.
Disponível em: <https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/7507470/mod_resource/content/4/%2 81.1%29%20AUBERT%2C%20F.%20H.%20Modalidades%20de%20traduc%C C%A7a%CC%83o%20-%20Teoria%20e%20resultados.pdf>. Acesso em: 3 mar. 2024.
De acordo com as modalidades de tradução apresentadas por Francis Henrik Aubert, qual modalidade deve ser aplicada quando um segmento textual do texto-fonte é reproduzido no texto-meta com ou sem marcadores específicos de empréstimo?
A competência tradutória trabalha diretamente na “subcompetência bilíngue”, no que diz respeito ao conhecimento necessário para a comunicação entre duas línguas. Todo tradutor e intérprete adquire essa competência ao longo da formação e durante toda a atuação profissional. É importante destacar que essa competência tradutória e interpretativa também engloba conhecimentos pragmáticos, sociolinguísticos, textuais e gramaticais.
Disponível em: https://periodicos.ufsc.br/index.php/traducao/article/view/2175- 7968.2015v35nesp2p236>. Acesso em: 3 mar. 2024.
As teorias subjacentes à prática dos Tradutores e Intérpretes de Língua de Sinais (TILS) versam pela
Quem é intérprete da língua de sinais? É o profissional que domina a língua de sinais e a língua falada do país e que é qualificado para desempenhar a função de intérprete. No Brasil, o intérprete deve dominar a língua brasileira de sinais e língua portuguesa. Ele também pode dominar outras línguas, como o inglês, o espanhol, a língua de sinais americana e fazer a interpretação para a língua brasileira de sinais ou vice-versa (por exemplo, conferências internacionais). Além do domínio das línguas envolvidas no processo de tradução e interpretação, o profissional precisa ter qualificação específica para atuar como tal. Isso significa ter domínio dos processos, dos modelos, das estratégias e técnicas de tradução e interpretação. O profissional intérprete também deve ter formação específica na área de sua atuação (por exemplo, a área da educação).
Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/tradutorlibras.pdf, p.25>. Acesso em: 26 mar. 2024.
Qual o papel do intérprete na área da educação?
O código de ética é um instrumento que orienta o profissional intérprete na sua atuação. A sua existência justifica-se a partir do tipo de relação que o intérprete estabelece com as partes envolvidas na interação. O intérprete está para intermediar um processo interativo que envolve determinadas intenções conversacionais e discursivas (MEC, 2004, p.31).
De acordo com o código de ética, que é parte integrante do Regimento Interno do Departamento Nacional de Intérpretes (FENEIS), é dever fundamental do intérprete:
Jonas é tradutor intérprete e foi contratado para realizar um serviço, no qual ele vai passar o texto na modalidade oral da língua portuguesa para a libras sinalizada.
Segundo os preceitos de Jakobson (1995), esse tipo de tradução é denominado tradução:
O professor intérprete de LIBRAS precisa ter ciência de que, no processo de alfabetização da criança surda, a construção da linguagem precisa acontecer de forma lúdica, a fim de facilitar a aprendizagem e a aquisição da mesma pela criança. Depois, ela passará a ter contato com a língua portuguesa, que será a modalidade escrita.
O papel do professor intérprete de Libras precisa ultrapassar a simples "tradução" do que está sendo dito, envolvendo também a promoção coerente da inclusão, e não apenas a inserção dos surdos em uma sala de aula regular.
O profissional intérprete de LIBRAS não deve se responsabilizar pela manutenção do respeito ao público surdo, tendo em vista que isso faz parte do cunho social e não comunicativo.
O professor intérprete de LIBRAS precisa saber que o objetivo principal da didática é contribuir para a construção do conhecimento do aluno, bem como ajudar no processo de desenvolvimento interpretativo e organizacional do aluno.
O professor intérprete, principalmente na Educação Infantil, precisa proporcionar a melhor prática de ensino ao seu aluno, tornando a prática individualizada, e sempre subestimando o melhor desse aluno.
O intérprete de LIBRAS, mesmo já tendo conhecimento da língua, pode abster-se de cursos complementares ou superiores que complementem seu conhecimento, uma vez que não existem novos métodos de ensino para essa modalidade.
Se tratanto de casos legais, fica o intérprete de LIBRAS responsável por informar a corte que a interpretação literal não é possível, sendo feita uma paráfrase do que é dito ao surdo e o que o surdo está dizendo à corte.
Alunos surdos e com deficiência auditiva, por apresentarem maiores dificuldades em realizar anotações, ou até mesmo durante o uso dos dispositivos adicionais, acabam se tornando dependentes do professor intérprete de LIBRAS, que faz essas atividades por eles.