Questões de Concurso
Sobre segunda grande guerra – 1939-1945 em história
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Hobsbawm refere no texto ao contexto da
Em pleno desenrolar da Segunda Guerra Mundial, reuniões eram feitas entre as principais lideranças aliadas com vistas à reconfiguração geopolítica mundial pós-conflito. Na nova ordem que emergiu a partir de 1945, também se traçou o destino da América Latina e se discutiu a posição que ela iria ocupar no sistema bipolar. Relativamente aos múltiplos aspectos que envolvem essa questão, julgue (C ou E) o item subsequente.
No pós-Segunda Guerra, a chancelaria brasileira deu apoio
explícito à criação da Organização dos Estados Americanos no
quadro da estratégia global dos EUA para a América Latina, à
luz dos condicionamentos impostos pela ordem bipolar.
Em pleno desenrolar da Segunda Guerra Mundial, reuniões eram feitas entre as principais lideranças aliadas com vistas à reconfiguração geopolítica mundial pós-conflito. Na nova ordem que emergiu a partir de 1945, também se traçou o destino da América Latina e se discutiu a posição que ela iria ocupar no sistema bipolar. Relativamente aos múltiplos aspectos que envolvem essa questão, julgue (C ou E) o item subsequente.
Na América do Sul, destaca-se a posição da Argentina de
atrelamento incondicional à política externa norte-americana
do pós-Segunda Guerra, o que acirrou as desconfianças de
países vizinhos, entre os quais o Brasil.
No contexto da Segunda Guerra, os EUA condicionaram suas relações com os países latino-americanos ao grau de adesão desses países à política de guerra e de envolvimento no conflito, o que explica, por exemplo, o adensamento das relações de Washington com o Brasil e o México.
Contraditório, o século XX já foi chamado de luminoso e de sombrio. Da mesma forma que viu a expansão de regimes democráticos, mormente após a Segunda Guerra Mundial, ele também conviveu com um fenômeno político visceralmente antiliberal e antidemocrático, os fascismos. Em verdade, os anos 20 e 30 desse século foram marcados pela crise do liberalismo e pela ascensão de regimes totalitários de esquerda (URSS) e de direita, como, entre outros países e regiões, na Itália, Alemanha, Polônia, Península Ibérica e no Japão. Acerca dessa realidade histórica, julgue (C ou E) o próximo item.
As condições criadas pela Primeira Guerra Mundial foram
decisivas para que, em 1917, duas ondas revolucionárias
abalassem a autocrática Rússia czarista: em fevereiro, uma
revolução liberal depôs o czar; em outubro, os bolcheviques
chegaram ao poder e instauraram um regime baseado nas teses
marxistas.
Contraditório, o século XX já foi chamado de luminoso e de sombrio. Da mesma forma que viu a expansão de regimes democráticos, mormente após a Segunda Guerra Mundial, ele também conviveu com um fenômeno político visceralmente antiliberal e antidemocrático, os fascismos. Em verdade, os anos 20 e 30 desse século foram marcados pela crise do liberalismo e pela ascensão de regimes totalitários de esquerda (URSS) e de direita, como, entre outros países e regiões, na Itália, Alemanha, Polônia, Península Ibérica e no Japão. Acerca dessa realidade histórica, julgue (C ou E) o próximo item.
Se, no Japão, os militares assumiram posições claramente
fascistas e puseram em prática um ambicioso processo de
expansão do país pela Ásia, na Península Ibérica deu-se o
contrário: em Portugal e na Espanha, Salazar e Franco
prescindiram do apoio militar e chegaram ao poder com apoio
popular, comprovado em vitórias eleitorais de seus respectivos
partidos.
Em meio à grande depressão decorrente da crise de 1929, que devastou a economia alemã, Adolf Hitler se fez líder do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães e, ante um país depauperado, mas com as instituições políticas ainda fortalecidas, ele comandou o golpe militar que o levou ao poder em 1933.
Um dos mais expressivos resultados da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi a nova configuração geopolítica do mundo contemporâneo: de um lado, a emergência de um sistema de poder assentado na bipolaridade americano-soviética e, de outro, um vigoroso processo de descolonização protagonizado, sobretudo, por asiáticos e africanos. Em relação ao cenário histórico mundial pós-1945, julgue (C ou E) o item subsequente.
Embora detentores de inegáveis instrumentos de poder e de
dissuasão, Estados Unidos da América (EUA) e União das
Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) optaram por ficar à
margem do processo de descolonização, salvo em poucas
situações, justamente para que não fosse prejudicado o projeto
de hegemonia mundial que ambos acalentavam.
Um dos mais expressivos resultados da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi a nova configuração geopolítica do mundo contemporâneo: de um lado, a emergência de um sistema de poder assentado na bipolaridade americano-soviética e, de outro, um vigoroso processo de descolonização protagonizado, sobretudo, por asiáticos e africanos. Em relação ao cenário histórico mundial pós-1945, julgue (C ou E) o item subsequente.
O processo de independência das colônias africanas e asiáticas
derivou de vários fatores e ações que envolveram o poder das
velhas metrópoles europeias, as condições internas de cada
colônia e a conjuntura internacional, desde fins da Segunda
Guerra, amplamente favorável à mudança do status quo
político dos impérios em causa.
Um dos mais expressivos resultados da Segunda Guerra Mundial (1939-1945) foi a nova configuração geopolítica do mundo contemporâneo: de um lado, a emergência de um sistema de poder assentado na bipolaridade americano-soviética e, de outro, um vigoroso processo de descolonização protagonizado, sobretudo, por asiáticos e africanos. Em relação ao cenário histórico mundial pós-1945, julgue (C ou E) o item subsequente.
Marco da nova configuração mundial pós-Segunda Guerra, a
conferência de Bandung, na Indonésia, reuniu, pela primeira
vez, cerca de três dezenas de chefes de Estado da Ásia e da
África e, ao final, pronunciou-se a favor de um capitalismo “de
face humana”, pela condenação do Ocidente (EUA) e pela
aproximação política com a URSS.
O fato de URSS e EUA terem lutado do mesmo lado na Segunda Guerra Mundial explica que, a despeito de todas as diferenças entre ambos, o programa de ajuda norte-americana para a recuperação europeia — Plano Marshall — contemplou também os países identificados como satélites de Moscou.

Durante a 2ª Guerra Mundial, o envio de tropas dos Estados Unidos da América para o Teatro de Operações foi viabilizado por meio de intensa negociação diplomática com os países latino- americanos, no bojo da “Política da Boa Vizinhança” do governo de F. D. Roosevelt. Nesse contexto, a aliança com o Brasil teve importância estratégica.
A partir da interpretação da xilogravura de Sebastião Palhares, conclui-se que a expressão “Trampolim da Vitória”, difundida na década de 1940, refere-se ao
Marc Bloch. “A história, os homens e o tempo”, Apologia da História ou o ofício do historiador. Rio de Janeiro: Jorge Zahar, 2001, [primeira edição 1949], p. 54.
O trecho acima é parte do último livro do famoso historiador francês, conhecido como um dos mais criativos e importantes do século XX. Escrita em circunstâncias especiais, a obra pode ser lida como uma espécie de testamento acadêmico de Marc Bloch. O texto, contudo, não chegou a ser finalizado, pois Bloch, que era
judeu, estava preso e fora torturado pela Gestapo — polícia secreta alemã —, sendo fuzilado perto de Lyon no dia 16 de julho de 1944.
Tendo as informações acima como referência inicial, julgue o item subsequente.
A mudança de posição da Europa ocidental na economia internacional dificultaria a recuperação. Para se reconstruir, o continente precisava importar alimentos, matérias-primas e equipamentos tecnológicos. No entanto, boa parte da capacidade europeia de ganhar dinheiro para financiar as importações havia se esgotado. Com a Guerra Fria, a Europa Ocidental passou a não ter mais acesso aos mercados das partes oriental e central do continente. Enquanto isso, os EUA e o restante do hemisfério ocidental desfrutavam de prosperidade.
Jeffry A. Frieden. Capitalismo global: história econômica e política do século XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008, p. 283-4 (com adaptações).
Conquanto plenamente discutível, a tese defendida — ou, pelo menos, sugerida — pelo texto é a de que a bipolarização do poder mundial, surgida pouco depois de encerradas as hostilidades da Segunda Guerra, restringiu-se a aspectos fundamentalmente ideológicos.
A mudança de posição da Europa ocidental na economia internacional dificultaria a recuperação. Para se reconstruir, o continente precisava importar alimentos, matérias-primas e equipamentos tecnológicos. No entanto, boa parte da capacidade europeia de ganhar dinheiro para financiar as importações havia se esgotado. Com a Guerra Fria, a Europa Ocidental passou a não ter mais acesso aos mercados das partes oriental e central do continente. Enquanto isso, os EUA e o restante do hemisfério ocidental desfrutavam de prosperidade.
Jeffry A. Frieden. Capitalismo global: história econômica e política do século XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008, p. 283-4 (com adaptações).
O texto aponta para os efeitos danosos da Segunda Guerra Mundial na economia europeia. Continente fisicamente devastado que sofrera elevadas perdas humanas, cujo prestígio fora abalado e cuja posição no comércio global se alterara profundamente, a Europa não teria condições de, por suas próprias forças, empreender o dispendioso esforço de recuperação e de reconstrução.
A mudança de posição da Europa ocidental na economia internacional dificultaria a recuperação. Para se reconstruir, o continente precisava importar alimentos, matérias-primas e equipamentos tecnológicos. No entanto, boa parte da capacidade europeia de ganhar dinheiro para financiar as importações havia se esgotado. Com a Guerra Fria, a Europa Ocidental passou a não ter mais acesso aos mercados das partes oriental e central do continente. Enquanto isso, os EUA e o restante do hemisfério ocidental desfrutavam de prosperidade.
Jeffry A. Frieden. Capitalismo global: história econômica e política do século XX. Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 2008, p. 283-4 (com adaptações).
Harry Dexter White e John Maynard Keynes, representantes das autoridades monetárias anglo-americanas, destacaram-se na conferência de Bretton Woods, coroando um trabalho iniciado havia alguns anos visando à formulação de propostas para as relações monetárias internacionais e os investimentos globais do pós-Segunda Guerra Mundial.