Questões de Concurso
Sobre república oligárquica - 1889 a 1930 em história
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Considere o texto abaixo sobre a realidade social brasileira.
Há 114 anos, durante o governo de Rodrigues Alves, acontecia em nosso país a chamada Revolta da Vacina. Na época, o sanitarista Oswaldo Cruz enviou ao Congresso nacional um projeto que tornava obrigatória a imunização, visando a erradicar uma doença que provocava epidemias maléficas, transmitidas pelo mosquito Aedes aegypti. Estamos vivendo hoje nas redes sociais uma crescente resistência aos movimentos de vacinação. Isto se deve sem dúvida, principalmente ao desconhecimento de nossa história sanitária. Nos dias atuais, a mesma doença volta a ameaçar a população brasileira, como sinalizam as mortes de macacos em áreas silvestres, indicando um novo surto.
LONDRES, L. A revolta da vacina. O Globo, Rio de Janeiro, 27 jul. 2018, Opinião. Disponível em: <https://oglobo.globo.com/opiniao/a-revolta-da-vacina-22921985>. Acesso em: 24 set. 2018. Adaptado.
A vacinação proposta por Oswaldo Cruz visava à erradicação de uma doença que volta, efetivamente, a ameaçar a saúde da população brasileira nos dias atuais.
Qual é essa doença?
(...) entre o mandão de uma cidadezinha e o presidente da República, surgiu uma instância intermediária, que barganhava favores, empregos e verbas em troca de apoio político. Esse arranjo consistia no núcleo da política dos governadores que, entre 1898 e 1930, dominou a República Velha. Campos Sales, seu idealizador, é, por isso mesmo, considerado um político sagaz e de grande imaginação.
(DEL PRIORE, Mary e VENÂNCIO, Renato Pinto. O livro de ouro da História do Brasil: do descobrimento à globalização. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001. p. 305)
A denominada política dos governadores
Considerando a célebre frase de Karl Clausewitz: “A guerra é a continuação da política por outros meios”, julgue (C ou E) o item a seguir, a respeito da participação brasileira no Teatro da Guerra ao longo de sua história.
Aliado comercial das principais potências beligerantes, o
Brasil declarou neutralidade na Primeira Guerra Mundial e
enfrentou represálias impostas pelos ingleses às nações que
mantiveram relações comerciais com a Alemanha. O país
manteve essa posição até o final do conflito, a despeito da
pressão exercida pelo governo dos Estados Unidos da América
para o estabelecimento de um bloco americano contrário aos
germânicos.
A história da República brasileira foi marcada por rupturas institucionais. Com relação às crises na República, julgue (C ou E) o seguinte item.
A governabilidade do Brasil durante a chamada República
Oligárquica foi alcançada com o que a historiografia
convencionou chamar de Política dos Governadores, instituída
por Campos Sales. Essa medida tornou possível a articulação
entre os interesses das oligarquias estaduais e os do governo
federal. O frágil equilíbrio então alcançado teve fim com a
crise da década de 20 do século passado, que levou a disputas
entre as oligarquias de São Paulo e de Minas Gerais e resultou
no início do Governo Vargas em 1930.
Com relação à produção historiográfica das décadas de 1930 e 1940, julgue o item subsequente.
Tema corrente no Brasil desde o século XIX, a diversidade
racial da população brasileira seguia como assunto polêmico
em 1930, tendo sido debatida por intelectuais importantes
desse período, como Oliveira Vianna e Gilberto Freyre.
Com relação à produção historiográfica das décadas de 1930 e 1940, julgue o item subsequente.
Escrita no calor dos acontecimentos políticos da chamada
Revolução de 1930, Raízes do Brasil é obra ensaística que
aborda os dilemas e desafios políticos do tempo presente em
que foi escrita por meio de uma análise do passado.
O principal pressuposto do ensaio se encontra na afirmação de que formulações de tipo reducionista-classista não dão conta do sentido do episódio revolucionário de outubro de 1930. Concretamente, tratei de demonstrar, a partir do pressuposto que a queda da Primeira República não correspondeu ao ascenso ao poder nem da burguesia industrial, nem das classes médias, contraditando assim versões correntes na época que o trabalho foi escrito. (FAUSTO, Boris. A revolução de 30: Historiografia e história. 16 ed. São Paulo: Companhia das Letras, 1997, p. 11)
Sob esta perspectiva, pode-se definir um processo revolucionário a partir de 1928 no Brasil, não apenas e porque a prática política das classes sociais orientou-se sob vários registros de revolução (...) mas sim devido à possibilidade de existência de uma direção dos acontecimentos cujo suporte, englobando aquilo que as propostas políticas tinham de mais geral, estava substantivado numa categoria de revolução – a revolução democrático-burguesa. (DE DECCA, Edgar. 1930: o silêncio dos vencidos. 2 ed. São Paulo: Brasiliense, 1984 p. 79)
Tendo em vista os dois trechos, as interpretações historiográficas sobre os acontecimentos que levaram à chamada “Revolução de 30” divergem, sobretudo, na análise do papel
O coronelismo fora o poder real e efetivo, a despeito de as normas constitucionais traçarem esquemas formais da organização nacional com teoria e divisão de poderes e tudo. A relação de forças dos coronéis elegia os governadores, os deputados e os senadores. Os governadores impunham o presidente da República. Nesse jogo, os deputados e senadores dependiam da liderança dos governadores. Tudo isso forma uma Constituição material em desconsonância com o esquema normativo da Constituição então vigente e tão bem estruturada formalmente. (Curso de direito constitucional positivo. São Paulo: Malheiros, 2008. p. 80)
Ao retratar a distância entre os preceitos constitucionais e a política real, o texto permite considerar que o coronelismo prevaleceu na política após a proclamação da Republica. Sobre o tema abordado é correto afirmar que
(Almeida, 2004, vol. 26, n. 1, pp. 7-63.)
Tendo em vista a situação do Brasil no contexto da Crise de 1929, analise as afirmativas a seguir.
I. Provocou uma mudança no foco de poder no país, acabando com um pacto político interno que já durava mais de trinta anos. II. O Crash da Bolsa garantiu a formação de uma economia agrícola praticamente monoexportadora no país. III. Além da queda nos preços, provocou uma diminuição na renda e no consumo no mundo todo, prejudicando ainda mais as vendas de café. IV. Arruinou a oligarquia cafeeira, que já sofria pressões e contestações dos diferentes grupos urbanos e das oligarquias dissidentes de outros Estados.
Estão corretas apenas as afirmativas
Leia os trechos a seguir.
“O messias é alguém enviado por uma divindade para trazer a vitória do Bem sobre o Mal, ou para corrigir a imperfeição do mundo, permitindo o advento do Paraíso Terrestre, tratando-se pois de um líder religioso e social.” (Maria Isaura, p. 27). Obviamente que esse líder não é uma pessoa qualquer, mas, sim, alguém que revelou ter “qualidades pessoais extraordinárias, provadas por meio de faculdades mágicas que lhe dão autoridade; trata-se pois de um líder essencialmente carismático.”
(Disponível em: http://educaterra.terra.com.br/voltaire/500br/canudos6.htm.)
“O fenômeno do Padre Cícero no nordeste brasileiro representa uma fusão temática religiosa com a política em meio a um universo social de adversidade e privilégios.”
(Costa, 2014.)
Leia o fragmento.
O Brasil é o único país que, além de combinar a proporcionalidade, o multipartidarismo e o “presidencialismo imperial”, organiza o Executivo com base em grandes coalizões. A esse traço peculiar da institucionalidade concreta brasileira chamarei, à falta de melhor nome, “presidencialismo de coalizão”.
ABRANCHES, S. Henrique. O presidencialismo de coalizão: o dilema institucional brasileiro. Dados, 31 (1), 1988, p. 21-22.
De acordo com o texto, o presidencialismo brasileiro é caracterizado