Questões de Concurso
Sobre reconstrução democrática: governo collor e o impeachment em história
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Leia o texto abaixo:
“Do outro lado, tínhamos um presidente moralmente desmoralizado e repudiado pela opinião pública. Apoiado por políticos que insistem em manter viva a tradição da impunidade, que permanecem cegos às exigências da sociedade, Collor, com seus auxiliares, desfiou o argumento de que está sofrendo um linchamento político. Na verdade, quem sofreu um linchamento político e moral foi o povo brasileiro, enganado quanto às promessas de moralidade pública, de bem-estar social e de modernização do país. Este governo deixa como herança uma situação de pós-guerra, com uma realidade social miserável e um Estado próximo da falência”.
(José Genoíno. “Novo início para o Brasil”. Folha de S. Paulo, 30/09/92).
A partir da leitura do texto e da compreensão sobre o governo neoliberal de Fernando Collor de Mello (1990-1992), indique a (s) afirmação(ões) que melhor traduz(em) as diretrizes econômicas daquele período.
I - o plano Collor recorreu ao congelamento de preços e aumento de salários como saída para a crise econômica e restaurou o Cruzado Novo em substituição ao Cruzeiro.
II - O governo realizou o confisco dos depósitos bancários em contas correntes, em aplicações financeiras e em cadernetas de poupanças.
III - O governo federal aumentou os gastos públicos, apoiando iniciativas do setor artístico e cultural e estimulando o desenvolvimento de pesquisas científicas.
IV - Seu plano econômico resultou em recessão quase imediata: falências, queda nas vendas, perda do poder aquisitivo dos salários e demissões dos trabalhadores, com milhares de desempregados.
Assinale a alternativa verdadeira:
Sancionada pelo então presidente Fernando Collor de Mello, a Lei Rouanet
Cidadãos brasileiros são percebidos pelos poderosos de plantão não como cidadãos, mas como simples massa de manobra, gente para ser enganada a cada eleição. Talvez, por isso, nossos governantes, uma vez no poder, dedicam-se a criar as bases de sua permanência na função obtida, preparando-se para a próxima eleição. Não querem perder as vantagens conquistadas ou voltar a ser apenas parte da Nação. O povo nas ruas pode ser bom, mas substituir a democracia representativa pela direta é inviável numa sociedade complexa. Afinal, não estamos mais na Grécia Antiga, não cabemos todos numa praça. Precisamos, pois, de representantes. Porém, chegou a hora de estes mudarem sua forma de fazer política, criar leis e fazer justiça. Temos que melhorar nossa democracia. (PINSKY, 2014).
Marque V nas afirmativas verdadeiras e F, nas falsas.
A participação do povo, “nas ruas”, ao longo da história da sociedade brasileira, manifestando seus interesses por um país mais justo, mais ético e mais igualitário, pode ser identificada
( ) nas manifestações dos Caras Pintadas, que desempenharam um papel importante no processo de impeachment do presidente Fernando Collor de Mello.
( ) na Passeata dos Cem Mil, que protestou contra as Reformas de Base implementadas pelo governo João Goulart.
( ) nas manifestações rurais organizadas pelas Ligas Camponesas, que determinaram o fim do regime ditatorial militar.
( ) nas ondas de protestos pelo Brasil, reclamando contra os gastos com a Copa do Mundo de 2014 e pedindo, também, mais controle sobre a corrupção no país.
A alternativa que indica a sequência correta, de cima para baixo,
é a
O trecho a seguir contextualiza o tema tratado na questão. Leia‐o atentamente.
“O dia 15 de março é considerado por cientistas políticos e por boa parte da população brasileira como um marco na história do Brasil. Para o cientista político e professor da PUC de Minas Gerais, Malco Braga Camargo, é fundamental comemorar a data de hoje até para que as pessoas fiquem alertas para evitar um retrocesso. Malco entende que a transição feita na época foi a possível. ‘Acho que foi a possível naquele contexto. Mais importante do que comemorar os fatos da transição é lembrar os tempos sombrios (da ditadura para que eles não se repitam, principalmente quando vivemos uma crise como a de hoje).’ Para o cientista político Murílo Aragão, a entrega do poder dos militares para os civis há 30 anos deveria ser mais lembrada e divulgada pela importância dessa transição. ‘É muito importante, porque são 30 anos de redemocratização. Tivemos muitos avanços, mas ainda falta avançar em muitos pontos. Estamos longe do ideal. Precisamos avançar na legislação partidária e eleitoral’, afirma Aragão.”
(Disponível em: http://www.jb.com.br/pais/noticias/2015/03/15/ha‐30‐anos‐poder‐voltava‐aos‐civis‐no‐brasil/.)
Sobre os fatos marcantes que ficarão registrados nos 30 primeiros anos de redemocratização do Brasil, analise.
I. Por meio do Partido Trabalhista (PT), o país teve o primeiro presidente da República oriundo da classe operária e a primeira mulher a assumir a principal cadeira do executivo brasileiro.
II. Eleito o primeiro presidente civil do Brasil, após o regime ditatorial, Tancredo Neves, do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB), faleceu pouco mais de um mês após tomar posse da presidência da República.
III. Enquanto Fernando Collor de Mello entra para a história como o primeiro presidente a sofrer um Impeachment no Brasil, Fernando Henrique Cardoso implanta em seu governo o Plano Real e põe fim à inflação altíssima que o país vivia na década de 1990.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
I. No primeiro governo de Luiz Inácio Lula da Silva (2003-2010), pois o governo que o antecedeu (PTB) deixou o país em uma situação de crise, com possibilidade incontrolável da inflação. II. No governo de Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), que, para sair da crise, implantou uma política econômica agressiva, não atraindo capital internacional, mas apostando na ajuda do FMI. III. No Governo de Fernando Collor de Mello (1990-1992), em que foi introduzido o Plano Collor II, na tentativa de conter a inflação e congelar os preços. IV. No governo de José Sarnei (1985-1990), em que enfrentou-se uma aguda crise econômica inflacionária, advinda do período da ditadura militar e agravada com a conjuntura política do momento.
Quais estão corretas?
O recente processo de redemocratização da sociedade brasileira é marcado pelo uso político do passado e pelas disputas em torno da memória sobre os eventos da ditadura. Com relação a este assunto, considere as seguintes afirmações.
I. A noção de “ditabranda” é uma construção de sentido que sugere a ideia de um regime suave, em comparação com outros regimes autoritários, e minimiza o papel da repressão durante os governos militares desde 1964.
II. A criação da Comissão Nacional da Verdade, a partir de lei sancionada em 2011, insere-se dentro do III Programa Nacional dos Direitos Humanos, considerando como condição fundamental para a democracia o direito à memória e à verdade.
III. Em função da Lei de Anistia de 1979, o Estado brasileiro é atualmente impedido juridicamente de reconhecer a morte de pessoas desaparecidas em decorrência da participação política durante a vigência do regime militar.
Quais estão corretas?
Nos últimos 29 anos, o país foi às ruas em três momentos decisivos: na campanha das diretas, no “Fora Collor” e nas revoltas de junho. Essas manifestações tiveram origem no desencontro entre os políticos e os cidadãos, na surdez da política em relação à estridente voz da população.
(Revista Veja. Edição especial 2340. Setembro de 2013, p. 74.)
Em junho de 2013, as ruas do Brasil foram tomadas por milhões de brasileiros, em sua maioria jovens, que expressaram um grande descontentamento com os rumos do país. Sobre este histórico momento, analise.
I. As manifestações tiveram como estopim o movimento pela redução das tarifas de transporte público, que foi violentamente reprimido em São Paulo pela polícia militar.
II. Depois de se espalharem por todo o país, os atos foram além das reivindicações originais (transportes), dando vazão a inúmeras questões que inquietavam a população.
III. Vários partidos políticos, principalmente os de oposição, aderiram às manifestações, transformando-se em apoiadores e liderando os atos em vários estados.
Está(ão) correta(s) a(s) afirmativa(s)
Nos últimos 29 anos, o país foi às ruas em três momentos decisivos: na campanha das diretas, no “Fora Collor” e nas revoltas de junho. Essas manifestações tiveram origem no desencontro entre os políticos e os cidadãos, na surdez da política em relação à estridente voz da população.
(Revista Veja. Edição especial 2340. Setembro de 2013, p. 74.)
Desde que o “Movimento Passe Livre” conquistou nas ruas a revogação do reajuste das tarifas do transporte público em diversas cidades brasileiras, estudiosos, analistas e cientistas políticos buscam teorizar as motivações que levaram milhares e pessoas a participar dos recentes protestos, já considerados a maior mobilização da história do país. (DESDE QUE..., 2013. p. 26).
As manifestações de rua, no decorrer da história do Brasil, ocorreram em diversos momentos, como