Questões de Concurso Sobre história
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“Uma confluência de fatores imbricados em um complexo panorama geopolítico mundial em que os ditames da Guerra Fria que opunha dois sistemas (capitalismo e socialismo e suas ideologias) culminou com a divisão do mundo em dois grandes polos, logo após a Segunda Guerra Mundial. Esse cenário de disputas polarizadas em torno dos Estados Unidos e da União das repúblicas Socialistas Soviéticas terminou por impor posicionamentos e ocasionou ingerências políticas internacionais em vários países.” (Eugênio, João Kennedy; Rêgo, Ana Regina(Org.). Regimes ditatoriais; comunicação cultura e memórias- Teresina:EDUFPI, 2016 244 p.)
No Brasil, o processo descrito acima resultou no:
“Sujeito por mais de meio século à jurisdição do bispado de Funchal, contando, nos subsequentes cem anos, com um único bispado – o da Bahia, - o Brasil colônia teria nos jesuítas os primeiros organizadores do seu catolicismo. A instituição do Padroado, anterior à descoberta, fazia da Coroa Portuguesa o patrono das missões católicas e instituições eclesiásticas na África, Ásia e, depois, no Brasil.”
(Souza, Laura de Mello e. O diabo e a Terra de Santa Cruz; feitiçarias e religiosidade popular no Brasil colonial. São Paulo; Companhia das Letras, 1986)
Marque (V) para verdadeiro e (F) para falso nas proposições abaixo. Depois marque a alternativa com a sequência CORRETA.
I- Tratava-se de um instrumento jurídico tipicamente medieval, que possibilitava um domínio direto da coroa nos negócios religiosos.
II- Conjunto de privilégios concedidos pela Santa Sé aos reis de Portugal e Espanha.
III- Os aspectos religiosos não eram afetados.
IV- A união indissociável entre Igreja Católica e o Estado português marcou a
ação colonizatória.
... “Com o descobrimento das minas pelos paulistas, nos fins dos seiscentos, subverte-se o caráter agrícola da empresa sul-americana, desviam-se bruscamente, as energias coloniais para desertas e imensas regiões. Perturba-se e agrava-se então o problema da mão de obra negra, cujo preço, como o de todas as demais utilidades, sofre a alta provocada pelas novas fontes de consumo.”
(Holanda, Sérgio Buarque de.(Org) História Geral da Civilização Brasileira;TOMO I época colonial. Vol 2. 10ª ed.- Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, 2003.)
Segundo o trecho do texto, o preço dos escravos era provocado pela:
Sobre a Descolonização da Ásia e da África, assinale a alternativa CORRETA:
Sobre esses conflitos, é CORRETO afirmar:
I. Com o grande desenvolvimento da economia nos anos 1920, seguiu-se um grande controle e planejamento da produção, o que levou a crise. II. Grande parte dos trabalhadores vivia em grande dificuldade. Moravam em cortiços ou favelas e ganhavam muito mal. III. A política do “New Deal” criou leis sociais que protegiam os trabalhadores e os desempregados, porém, sem abandonar a política econômica, ou seja, o Liberalismo. IV. Outra medida do New Deal foi controlar a superprodução e estimular os agricultores a não produzirem além da queima de produtos.
Estão INCORRETOS os itens:
Sobre o Renascimento, analise as proposições a seguir:
I. A visão de mundo renascentista era caracterizada pelo antropocentrismo, que considerava os homens mais importantes que Deus. Valorizava-se o homem como ser individual; II. A mentalidade renascentista era subordinada a Igreja. Representava, portanto, o mundo da cidade e da burguesia em ascensão; III. No renascimento, a vida cultural foi secularizada. Os homens e mulheres desse período voltavam mais atenção para o mundo dos seres humanos, à vida na Terra; IV. Dante Alighiere na sua famosa obra “Os ensaios”, conclui que neste mundo existe uma porção de opiniões diferentes e que ninguém pode ser considerado o dono de uma verdade absoluta. V. O mais influente humanista foi o holandês Erasmo de Roterdã, que em sua obra “O elogio da loucura” em que ironiza a ignorância e a desonestidade intelectual; VI. O pensamento que une a mentalidade medieval e a renascentista é a escolástica, especialmente nas ideias do grego Aristóteles.
Marque a quantidade de itens CORRETOS:
O texto acima fala sobre a peste negra na Idade Média. Agora leia as alternativas seguintes e marque a única CORRETA:
(Altoé, Adailton. O Islã e os mulçumanos. Petrópolies, RJ; Vozes, 2003)
Essa nova religião passa a se propagar em toda a região e mais tarde atinge até a Península Ibérica, na Europa. Sobre essa religião é possível afirmar:
Sobre esta organização social, analise os itens abaixo em (V) verdadeiros e (F) falsos, depois marque a alternativa CORRETA.
( ) O pai tinha direito de vida e de morte sobre os familiares e todos aqueles que vivessem sob seu teto; ( ) O cliens era um membro que se ligava à família patrícia; ( ) Se o cliente desrespeitasse os compromissos assumidos com o patrono, estaria protegido pelas regras sociais; ( ) O cliente assumia obrigações econômicas – obsequium (submissão) e opera (trabalho); ( ) Os plebeus eram livres e possuíam direitos políticos.
(Vanderlei Silva, Kalina; Henrique Silva, Maciel. Dicionário de Conceitos Hstóricos 3ª Ed., 5ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2015)
Sobre História e Memória, assinale a alternativa CORRETA:
Todo esse quadro, apesar de desarticulado, chegaria a produzir alguns frutos. Em 1839, os revoltosos conseguiram tomar a vila de Caxias e lá instituíram um governo provisório, decretando o fim da Guarda Nacional e expulsando indivíduos de origem portuguesa. Esse último fato revelaria dois importantes vieses do movimento. Primeiro, a presença ainda forte de ideias geradas durante os conflitos que se travaram contra tropas fiéis à coroa portuguesa durante o processo de independência, que levavam a maior parte da população a repudiar a presença dos antigos colonizadores. Em segundo lugar, o caráter sertanejo da revolta, que procurava “limpar” o sertão da presença das elites que herdaram as antigas estruturas latifundiárias que tiveram início na posse de terras por colonos portugueses.
Fonte: APPAI. Disponível em: APPAI https://www.appai.org.br/a-balaiadamais-uma-revolta-camponesa-no-brasil/ Acesso em 07 out 2020.
A revolta narrada acima, denominada de Balaiada, revela
I. O modelo cognitivo de ódio aos judeus foi confirmado continuamente através dos contos folclóricos, da literatura, da imprensa popular, dos panfletos políticos e das caricaturas que forneciam uma imagem depreciativa sobre os judeus, como se pode perceber a partir da análise dos dados e informações do texto.
II. As informações presentes no texto permitem concluir que, na Idade Média, a visão depreciativa sobre o povo judeu era de que a sua influência era entendida de forma periférica, situada nas bordas sociais e espaciais, relacionada diretamente com o aspecto teológico da cristandade em oposição ao judaísmo, sendo que era admitida a conversão de um judeu se ele se submetesse ao batismo cristão e renunciasse à sua religião.
III. No século XX, a raça foi um critério determinante de divisão entre os judeus e os alemães, uma vez que esse elemento é intrínseco ao povo judeu, ou seja, não pode ser mudado, conforme se pode inferir a partir dos dados do texto.
Marque a alternativa CORRETA:
I. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que o antissemitismo não foi apenas uma manifestação isolada no espaço e tempo germânicos modernos, mas é, historicamente, desde a Idade Média até o Século das Luzes, uma ideia compartilhada tanto pela elite e pessoas importantes quanto pelas comuns.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que as ideias de que os judeus eram a causa dos problemas da Alemanha após a 1ª Guerra Mundial, na verdade, funcionaram como álibis e argumentos para justificar a perseguição aos judeus e convencer a sociedade da “necessidade” de sacrifício do povo judaico no Holocausto.
III. As informações presentes no texto permitem inferir que alguns pesquisadores classificam o antissemitismo como um modelo cognitivo de crenças, pontos de vista e valores que estruturam a conversação da sociedade, que, edificado socialmente, constituiu um aspecto integrante da cultura germânica e foi transmitido de geração a geração através das instituições responsáveis pela educação (família e demais entidades ligadas à socialização).
Marque a alternativa CORRETA:
I. No período medieval, o antissemitismo apresentou um cunho semelhante àquele de que temos notícia no início do século XX, pois em ambos os casos se construiu um sentimento de ódio contra o povo judeu exclusivamente por motivos religiosos, conforme pode ser percebido a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.
II. No início do século XX, os judeus foram considerados a causa central da desordem e da decadência da Alemanha pós-Primeira Guerra, que só poderia ser “salva” mediante o extermínio desses “invasores e traidores”, como se pode concluir a partir da análise das informações do texto.
III. Na Idade Média, os judeus eram responsabilizados pelos mais diversos males e calamidades, acusados de serem o povo que “assassinou Jesus” e que fechou os ouvidos à “Boa nova” que Ele veio trazer ao mundo, como se pode concluir a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Por José P. Macarini, em 2005 (adaptado).
A evolução da economia brasileira e da política econômica durante o regime militar foi objeto de frequente atenção dos estudiosos, o que permitiu consolidar um profundo conhecimento acerca do período. Entretanto, algumas lacunas ainda permanecem. Uma delas diz respeito à política econômica do governo Médici.
A literatura existente tendeu a tratar a política econômica do Governo Militar em blocos, como se fora um continuum. Frequentemente, se observa uma tentativa de identificar um padrão invariável de gestão econômica no período iniciado em 1967 (com o governo Costa e Silva) e abarcando o governo Médici. Esse enfoque terá sido estimulado por fatores como a continuidade de comando da política econômica por Delfim Netto, a explícita inflexão promovida nos anos de 1967 e 1968, a predominância de uma orientação expansionista na maior parte do período – e a conjuntura de crescimento acelerado, descrita à época na imagem do “milagre brasileiro”.
Contudo, tal perspectiva, conquanto adequada para certos propósitos, não configura um retrato verdadeiramente fiel do movimento da política econômica no governo Médici, o qual foi bem mais complexo e não-linear. Assim, o discurso (e a práxis) de Delfim Netto de 1967-1968 não se projetam facilmente sobre todo o período até 1973. É possível argumentar, por exemplo, que uma nova inflexão da política econômica ocorreu em 1969, sob o efeito da mudança de conjuntura política decretada pelo AI-5. Ao mesmo tempo, o “milagre brasileiro” desponta apenas na virada de 1969 para 1970.
Destaca-se, ainda, que a “visão de mundo” de Delfim Netto, representada pelo “modelo agrícola-exportador”, somente adquiriu o estatuto de núcleo estratégico da política econômica no governo Médici. Ao mesmo tempo, o impressionante expansionismo da política econômica de curto prazo nos anos de 1972 e 1973 se fez num cenário totalmente distinto do observado nos anos de 1967 e 1968.
Assim, afirmar que a política e a gestão da economia brasileira no Governo Militar tiveram um caráter homogêneo e invariável não é uma forma precisa de descrever esse importante aspecto da vida política no período. Diferenças e particularidades existiram e, certamente, é possível identificar características próprias do governo Médici que distinguem a condução econômica do país sob a sua gestão daquelas de períodos anteriores e posteriores.
Fonte: https://bit.ly/2UWPjBj.
Leia o texto 'A política econômica do governo
Médici' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:
I. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir
que a literatura existente preocupou-se em destacar as
particularidades e diferenças da política econômica ao longo
do Governo Militar.
II. O texto afirma que é possível identificar características
próprias do governo Médici que distinguem a condução
econômica do país sob a sua gestão.
III. A visão de que o Governo Militar teve uma política
econômica homogênea não configura um retrato
verdadeiramente fiel do movimento da política econômica no
governo Médici, na perspectiva do texto.
Marque a alternativa CORRETA:
Por José P. Macarini, em 2005 (adaptado).
A evolução da economia brasileira e da política econômica durante o regime militar foi objeto de frequente atenção dos estudiosos, o que permitiu consolidar um profundo conhecimento acerca do período. Entretanto, algumas lacunas ainda permanecem. Uma delas diz respeito à política econômica do governo Médici.
A literatura existente tendeu a tratar a política econômica do Governo Militar em blocos, como se fora um continuum. Frequentemente, se observa uma tentativa de identificar um padrão invariável de gestão econômica no período iniciado em 1967 (com o governo Costa e Silva) e abarcando o governo Médici. Esse enfoque terá sido estimulado por fatores como a continuidade de comando da política econômica por Delfim Netto, a explícita inflexão promovida nos anos de 1967 e 1968, a predominância de uma orientação expansionista na maior parte do período – e a conjuntura de crescimento acelerado, descrita à época na imagem do “milagre brasileiro”.
Contudo, tal perspectiva, conquanto adequada para certos propósitos, não configura um retrato verdadeiramente fiel do movimento da política econômica no governo Médici, o qual foi bem mais complexo e não-linear. Assim, o discurso (e a práxis) de Delfim Netto de 1967-1968 não se projetam facilmente sobre todo o período até 1973. É possível argumentar, por exemplo, que uma nova inflexão da política econômica ocorreu em 1969, sob o efeito da mudança de conjuntura política decretada pelo AI-5. Ao mesmo tempo, o “milagre brasileiro” desponta apenas na virada de 1969 para 1970.
Destaca-se, ainda, que a “visão de mundo” de Delfim Netto, representada pelo “modelo agrícola-exportador”, somente adquiriu o estatuto de núcleo estratégico da política econômica no governo Médici. Ao mesmo tempo, o impressionante expansionismo da política econômica de curto prazo nos anos de 1972 e 1973 se fez num cenário totalmente distinto do observado nos anos de 1967 e 1968.
Assim, afirmar que a política e a gestão da economia brasileira no Governo Militar tiveram um caráter homogêneo e invariável não é uma forma precisa de descrever esse importante aspecto da vida política no período. Diferenças e particularidades existiram e, certamente, é possível identificar características próprias do governo Médici que distinguem a condução econômica do país sob a sua gestão daquelas de períodos anteriores e posteriores.
Fonte: https://bit.ly/2UWPjBj.
I. A evolução da economia brasileira e da política econômica durante o regime militar foi objeto de frequente atenção dos estudiosos, de acordo com o texto.
II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que existe um enfoque dado pela literatura sobre uma suposta homogeneidade na política econômica no Governo Militar.
III. Afirmar que a política e a gestão da economia brasileira no Governo Militar tiveram um caráter homogêneo não é uma forma precisa de descrever esse período, afirma o texto.
Marque a alternativa CORRETA: