Questões de Concurso Sobre história

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Q1682599 História
Leia o trecho a seguir e depois responda a pergunta.
“Uma confluência de fatores imbricados em um complexo panorama geopolítico mundial em que os ditames da Guerra Fria que opunha dois sistemas (capitalismo e socialismo e suas ideologias) culminou com a divisão do mundo em dois grandes polos, logo após a Segunda Guerra Mundial. Esse cenário de disputas polarizadas em torno dos Estados Unidos e da União das repúblicas Socialistas Soviéticas terminou por impor posicionamentos e ocasionou ingerências políticas internacionais em vários países.” (Eugênio, João Kennedy; Rêgo, Ana Regina(Org.). Regimes ditatoriais; comunicação cultura e memórias- Teresina:EDUFPI, 2016 244 p.)
No Brasil, o processo descrito acima resultou no:
Alternativas
Q1682598 História

“Sujeito por mais de meio século à jurisdição do bispado de Funchal, contando, nos subsequentes cem anos, com um único bispado – o da Bahia, - o Brasil colônia teria nos jesuítas os primeiros organizadores do seu catolicismo. A instituição do Padroado, anterior à descoberta, fazia da Coroa Portuguesa o patrono das missões católicas e instituições eclesiásticas na África, Ásia e, depois, no Brasil.”

(Souza, Laura de Mello e. O diabo e a Terra de Santa Cruz; feitiçarias e religiosidade popular no Brasil colonial. São Paulo; Companhia das Letras, 1986)


Marque (V) para verdadeiro e (F) para falso nas proposições abaixo. Depois marque a alternativa com a sequência CORRETA.


I- Tratava-se de um instrumento jurídico tipicamente medieval, que possibilitava um domínio direto da coroa nos negócios religiosos.

II- Conjunto de privilégios concedidos pela Santa Sé aos reis de Portugal e Espanha.

III- Os aspectos religiosos não eram afetados.

IV- A união indissociável entre Igreja Católica e o Estado português marcou a ação colonizatória.

Alternativas
Q1682597 História
Leia o trecho do texto abaixo que fala sobre escravidão no Brasil
... “Com o descobrimento das minas pelos paulistas, nos fins dos seiscentos, subverte-se o caráter agrícola da empresa sul-americana, desviam-se bruscamente, as energias coloniais para desertas e imensas regiões. Perturba-se e agrava-se então o problema da mão de obra negra, cujo preço, como o de todas as demais utilidades, sofre a alta provocada pelas novas fontes de consumo.”
(Holanda, Sérgio Buarque de.(Org) História Geral da Civilização Brasileira;TOMO I época colonial. Vol 2. 10ª ed.- Rio de Janeiro; Bertrand Brasil, 2003.)
Segundo o trecho do texto, o preço dos escravos era provocado pela:
Alternativas
Q1682596 História
“A questão que se coloca, após a conquista da independência e a ruptura dos elos de dominação direta, é a de saber em que medida o colonialismo persiste e por quais metamorfoses passou a noção de império. (...) É forçoso reconhecer que o fim dos impérios coloniais dos séculos XIX e XX não resultou de uma decisão metropolitana ou do desejo de abdicação do poder, e sim da capacidade de revolta que é inerente ao oprimido. (...) Uma segunda questão diz respeito à possibilidade de terem os países recentemente libertados em alguns casos, aparentemente libertados da dominação colonialista direta, de escolher seu próprio caminho de afirmação política e de identidade cultural. (...) E, finalmente, uma terceira questão. Como enfrentar a batalha contra a fome, contra as desigualdades sociais internas, contra a ameaça constante de governos opressores e de ditaduras pseudomodernizantes, e, sobretudo, como dominar os males do subdesenvolvimento legados pelo colonialismo e aprofundados pelos novos mecanismos de dependência?”.
Sobre a Descolonização da Ásia e da África, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1682595 História
“Embora o aspecto mais óbvio da Guerra Fria fosse o confronto militar e a cada vez mais frenética corrida armamentista no Ocidente, não foi esse o seu grande impacto. As armas nucleares não foram usadas. As potências nucleares se envolveram em três grandes Guerras (mas não umas contra as outras).” (Hobsbawm, Eric. Era dos Extremos – O breve século XX. Companhia das Letras. São Paulo: 1995)
Sobre esses conflitos, é CORRETO afirmar:
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Q1682594 História
Acordo de Mussolini, com a Igreja Católica que fez surgir o Estado do Vaticano:
Alternativas
Q1682593 História
Sobre a Crise de 1929, analise os itens abaixo:
I. Com o grande desenvolvimento da economia nos anos 1920, seguiu-se um grande controle e planejamento da produção, o que levou a crise. II. Grande parte dos trabalhadores vivia em grande dificuldade. Moravam em cortiços ou favelas e ganhavam muito mal. III. A política do “New Deal” criou leis sociais que protegiam os trabalhadores e os desempregados, porém, sem abandonar a política econômica, ou seja, o Liberalismo. IV. Outra medida do New Deal foi controlar a superprodução e estimular os agricultores a não produzirem além da queima de produtos.
Estão INCORRETOS os itens:
Alternativas
Q1682592 História
Nos séculos XV e XVI surgiram ideias que contestavam a visão de mundo medieval. Homens e mulheres europeus passaram a valorizar a experiência e a observação, o estudo da natureza e da vida humana na Terra. Esse período de renovação de ideias foi denominado de Renascimento. Teve início na Itália e depois se espalhou pela Europa.
Sobre o Renascimento, analise as proposições a seguir:
I. A visão de mundo renascentista era caracterizada pelo antropocentrismo, que considerava os homens mais importantes que Deus. Valorizava-se o homem como ser individual; II. A mentalidade renascentista era subordinada a Igreja. Representava, portanto, o mundo da cidade e da burguesia em ascensão; III. No renascimento, a vida cultural foi secularizada. Os homens e mulheres desse período voltavam mais atenção para o mundo dos seres humanos, à vida na Terra; IV. Dante Alighiere na sua famosa obra “Os ensaios”, conclui que neste mundo existe uma porção de opiniões diferentes e que ninguém pode ser considerado o dono de uma verdade absoluta. V. O mais influente humanista foi o holandês Erasmo de Roterdã, que em sua obra “O elogio da loucura” em que ironiza a ignorância e a desonestidade intelectual; VI. O pensamento que une a mentalidade medieval e a renascentista é a escolástica, especialmente nas ideias do grego Aristóteles.
Marque a quantidade de itens CORRETOS:
Alternativas
Q1682591 História
“Uma leitura atenta dos textos da Alta idade Média, permitiu concluir que a peste fora virulenta na Europa e em torno da bacia mediterrânica entre os séculos VI e VIII, com uma espécie de periodicidade dos surtos epidêmicos, cujos picos se situavam a cada nove ou doze anos. Depois ela pareceu desaparecer no século IX, mas para ressurgir brutalmente em 1346 nas margens do mar de Azov... Durante todo o resto do século XIV e ao menos até o começo do século XVI, a peste reapareceu quase a cada ano em um lugar ou outro da Europa ocidental. Em 1359, ei-la na Bélgica e na Alsácia; em 1360- 1361, na Inglaterra e na França... Um cronista de Orviedo anotava; “A primeira Peste geral ocorreu em 1348 e foi a mais forte”. Depois acrescentava; “Segunda peste em, 1363...”. Seja ainda o caso de Châlons-sur-Marne. As datas de epidemias na cidade parecem obedecer a um ritmo e salienta-se um ataque por décadas.”. (Delemau, Jean. História do medo no Ocidente1300-1800. Uma cidade sitiada; tradução Maria lucia Machado, tradução das notas Heloisa Jahn- São Paulo; Companhina das letras)
O texto acima fala sobre a peste negra na Idade Média. Agora leia as alternativas seguintes e marque a única CORRETA:
Alternativas
Q1682590 História
“O Islã ou religião islâmica, é a mais recente das grandes religiões mundiais e foi fundada pelo próprio Deus e divulgada por Muhammad ibn Abdalla..., seu último mensageiro, que nasceu em Meca, na Arábia, no final do século VI da era cristã, por volta de 570 d.C. Maomé nasceu em uma das principais famílias da cidade, sendo descendente de Ismael, que é filho de Abraão com a escrava Agar, que tiveram que ir para o deserto por pressão de Sara. Maomé ficou órfão ainda criança. Um de seus tios Abu Talib, cuidou dele e o sustentou...”
(Altoé, Adailton. O Islã e os mulçumanos. Petrópolies, RJ; Vozes, 2003)
Essa nova religião passa a se propagar em toda a região e mais tarde atinge até a Península Ibérica, na Europa. Sobre essa religião é possível afirmar:
Alternativas
Q1682589 História
“Na Roma arcaica, a organização social de base era os gens, isto é, a comunidade dos descendentes...” de um ancestral comum. Essa associação de famílias patriarcais possuía em comum um território, gozava de autonomia jurídica em seus problemas internos, tendia a autossuficiência econômica... “A gens não era uma organização social desprovida de desigualdades e contradições internas...”. (Maestri Filho, Mario José. O escravismo antigo – 12 ed. rev. atual. - São Paulo; Atual, 1994).

Sobre esta organização social, analise os itens abaixo em (V) verdadeiros e (F) falsos, depois marque a alternativa CORRETA.
( ) O pai tinha direito de vida e de morte sobre os familiares e todos aqueles que vivessem sob seu teto; ( ) O cliens era um membro que se ligava à família patrícia; ( ) Se o cliente desrespeitasse os compromissos assumidos com o patrono, estaria protegido pelas regras sociais; ( ) O cliente assumia obrigações econômicas – obsequium (submissão) e opera (trabalho); ( ) Os plebeus eram livres e possuíam direitos políticos.
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Q1682588 História
Todos sabem que o berço da democracia foi a cidade de Atenas, na Grécia, porém, nem sempre esta cidade grega foi organizada politicamente com a participação do cidadão. Antes, Atenas esteve organizada em uma monarquia. Com o desenvolvimento político, devido a lutas internas contra a escravidão por dívidas, entre outros motivos, os cidadãos gregos puderam participar das decisões políticas, sendo-lhes assegurados três direitos essenciais. Marque alternativa que possui um deles.
Alternativas
Q1682587 História
“Segundo Jacques Le Goff, a memória é a propriedade de conservar certas informações, propriedade que se refere a um conjunto de funções psíquicas que permite ao indivíduo atualizar impressões ou informações passadas, ou reinterpretadas como passadas”.
(Vanderlei Silva, Kalina; Henrique Silva, Maciel. Dicionário de Conceitos Hstóricos 3ª Ed., 5ª reimpressão. São Paulo: Contexto, 2015)
Sobre História e Memória, assinale a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1679870 História
A História do Brasil é, ao contrário do que muitos pensam, repleta de eventos marcados por revoltas sociais de massa avassaladoras, nas quais destacam-se o papel repressivo do estado brasileiro desde sua origem. Leia o trecho a seguir:

Todo esse quadro, apesar de desarticulado, chegaria a produzir alguns frutos. Em 1839, os revoltosos conseguiram tomar a vila de Caxias e lá instituíram um governo provisório, decretando o fim da Guarda Nacional e expulsando indivíduos de origem portuguesa. Esse último fato revelaria dois importantes vieses do movimento. Primeiro, a presença ainda forte de ideias geradas durante os conflitos que se travaram contra tropas fiéis à coroa portuguesa durante o processo de independência, que levavam a maior parte da população a repudiar a presença dos antigos colonizadores. Em segundo lugar, o caráter sertanejo da revolta, que procurava “limpar” o sertão da presença das elites que herdaram as antigas estruturas latifundiárias que tiveram início na posse de terras por colonos portugueses.

Fonte: APPAI. Disponível em: APPAI https://www.appai.org.br/a-balaiadamais-uma-revolta-camponesa-no-brasil/ Acesso em 07 out 2020.
A revolta narrada acima, denominada de Balaiada, revela
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Q1679865 História
No dia 15 de novembro de 1889, o Brasil passou por uma grande mudança na sua estrutura política e governamental, que marcou a história do país. A transformação política que demarca o período apresentou novos efeitos e se relaciona com um contexto mundial específico, que impactou não só o exercício do Estado, mas também as relações de trabalho, raciais e culturais. Sabendo dessas informações, assinale a alternativa correta que representa o que foi esse fato na História do Brasil e seus principais efeitos.
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Q1679793 História
Antissemitismo

(Vera S. Regert, em 2007, adaptado)

No período medieval, o antissemitismo apresentou um cunho diferenciado daquele de que temos notícia no século XX. Os judeus eram responsabilizados pelos mais diversos males e calamidades, acusados de serem o povo que “assassinou Jesus” e que fechou os ouvidos à “Boa nova” que Ele veio trazer ao mundo.

Entretanto, a influência "maléfica" atribuída aos judeus na Idade Média era entendida de forma periférica por aqueles que cultivavam esse preconceito, estando situada nas bordas sociais e espaciais e sendo relacionada diretamente com o aspecto teológico da cristandade em oposição ao judaísmo. Uma prova de que essa discriminação tinha um caráter exclusivamente religioso era a permissão para conversão religiosa de um judeu se ele se submetesse ao batismo cristão e renunciasse à sua "pervertida" religião. Esses motivos de aversão aos judeus, além de serem potencializados na Modernidade, vão ser acrescidos de outros fatores que inviabilizam a relação daqueles com os alemães no século XX: a raça como critério determinante de divisão entre esses dois povos (alemães e judeus). Ora, a raça é um elemento intrínseco ao povo judeu e, independentemente de quaisquer fatores, é imutável, pois está relacionada à descendência de cada indivíduo, à sua linhagem familiar.

Assim, os judeus, que jamais poderiam se tornar alemães, são considerados a causa central da desordem e da decadência da Alemanha pós-Primeira Guerra, que só poderá ser “salva” mediante o extermínio desses invasores e traidores. Essas ideias, na verdade, funcionaram como álibis e argumentos para justificar a perseguição aos judeus e convencer a sociedade da “necessidade” de seu sacrifício no Holocausto.

O antissemitismo não foi apenas uma manifestação isolada no espaço e tempo germânicos modernos, mas é, historicamente, desde a Idade Média até o Século das Luzes, uma ideia compartilhada tanto pela elite e pessoas importantes quanto pelas comuns. Alguns pesquisadores classificam o antissemitismo como um modelo cognitivo de “crenças, pontos de vista e valores que estruturam a conversação da sociedade, que, edificado socialmente, constituiu um aspecto integrante da cultura germânica e foi transmitido de geração a geração através das instituições responsáveis pela educação (família e demais entidades ligadas à socialização). Esse modelo cognitivo foi confirmado continuamente através dos contos folclóricos, da literatura, da imprensa popular, dos panfletos políticos e das caricaturas que forneciam uma imagem depreciativa sobre os judeus.

(Fonte: https://bit.ly/3nO37dK).

Nota: o presente texto possui a finalidade exclusiva de ser objeto de análise para a resolução de questões neste instrumento avaliativo. As informações ou opiniões aqui descritas não refletem a opinião do Instituto ADM&TEC. 
Leia o texto 'Antissemitismo' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. O modelo cognitivo de ódio aos judeus foi confirmado continuamente através dos contos folclóricos, da literatura, da imprensa popular, dos panfletos políticos e das caricaturas que forneciam uma imagem depreciativa sobre os judeus, como se pode perceber a partir da análise dos dados e informações do texto.

II. As informações presentes no texto permitem concluir que, na Idade Média, a visão depreciativa sobre o povo judeu era de que a sua influência era entendida de forma periférica, situada nas bordas sociais e espaciais, relacionada diretamente com o aspecto teológico da cristandade em oposição ao judaísmo, sendo que era admitida a conversão de um judeu se ele se submetesse ao batismo cristão e renunciasse à sua religião.

III. No século XX, a raça foi um critério determinante de divisão entre os judeus e os alemães, uma vez que esse elemento é intrínseco ao povo judeu, ou seja, não pode ser mudado, conforme se pode inferir a partir dos dados do texto.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1679792 História
Antissemitismo

(Vera S. Regert, em 2007, adaptado)

No período medieval, o antissemitismo apresentou um cunho diferenciado daquele de que temos notícia no século XX. Os judeus eram responsabilizados pelos mais diversos males e calamidades, acusados de serem o povo que “assassinou Jesus” e que fechou os ouvidos à “Boa nova” que Ele veio trazer ao mundo.

Entretanto, a influência "maléfica" atribuída aos judeus na Idade Média era entendida de forma periférica por aqueles que cultivavam esse preconceito, estando situada nas bordas sociais e espaciais e sendo relacionada diretamente com o aspecto teológico da cristandade em oposição ao judaísmo. Uma prova de que essa discriminação tinha um caráter exclusivamente religioso era a permissão para conversão religiosa de um judeu se ele se submetesse ao batismo cristão e renunciasse à sua "pervertida" religião. Esses motivos de aversão aos judeus, além de serem potencializados na Modernidade, vão ser acrescidos de outros fatores que inviabilizam a relação daqueles com os alemães no século XX: a raça como critério determinante de divisão entre esses dois povos (alemães e judeus). Ora, a raça é um elemento intrínseco ao povo judeu e, independentemente de quaisquer fatores, é imutável, pois está relacionada à descendência de cada indivíduo, à sua linhagem familiar.

Assim, os judeus, que jamais poderiam se tornar alemães, são considerados a causa central da desordem e da decadência da Alemanha pós-Primeira Guerra, que só poderá ser “salva” mediante o extermínio desses invasores e traidores. Essas ideias, na verdade, funcionaram como álibis e argumentos para justificar a perseguição aos judeus e convencer a sociedade da “necessidade” de seu sacrifício no Holocausto.

O antissemitismo não foi apenas uma manifestação isolada no espaço e tempo germânicos modernos, mas é, historicamente, desde a Idade Média até o Século das Luzes, uma ideia compartilhada tanto pela elite e pessoas importantes quanto pelas comuns. Alguns pesquisadores classificam o antissemitismo como um modelo cognitivo de “crenças, pontos de vista e valores que estruturam a conversação da sociedade, que, edificado socialmente, constituiu um aspecto integrante da cultura germânica e foi transmitido de geração a geração através das instituições responsáveis pela educação (família e demais entidades ligadas à socialização). Esse modelo cognitivo foi confirmado continuamente através dos contos folclóricos, da literatura, da imprensa popular, dos panfletos políticos e das caricaturas que forneciam uma imagem depreciativa sobre os judeus.

(Fonte: https://bit.ly/3nO37dK).

Nota: o presente texto possui a finalidade exclusiva de ser objeto de análise para a resolução de questões neste instrumento avaliativo. As informações ou opiniões aqui descritas não refletem a opinião do Instituto ADM&TEC. 
Leia o texto 'Antissemitismo' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que o antissemitismo não foi apenas uma manifestação isolada no espaço e tempo germânicos modernos, mas é, historicamente, desde a Idade Média até o Século das Luzes, uma ideia compartilhada tanto pela elite e pessoas importantes quanto pelas comuns.

II. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que as ideias de que os judeus eram a causa dos problemas da Alemanha após a 1ª Guerra Mundial, na verdade, funcionaram como álibis e argumentos para justificar a perseguição aos judeus e convencer a sociedade da “necessidade” de sacrifício do povo judaico no Holocausto.

III. As informações presentes no texto permitem inferir que alguns pesquisadores classificam o antissemitismo como um modelo cognitivo de crenças, pontos de vista e valores que estruturam a conversação da sociedade, que, edificado socialmente, constituiu um aspecto integrante da cultura germânica e foi transmitido de geração a geração através das instituições responsáveis pela educação (família e demais entidades ligadas à socialização).

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1679791 História
Antissemitismo

(Vera S. Regert, em 2007, adaptado)

No período medieval, o antissemitismo apresentou um cunho diferenciado daquele de que temos notícia no século XX. Os judeus eram responsabilizados pelos mais diversos males e calamidades, acusados de serem o povo que “assassinou Jesus” e que fechou os ouvidos à “Boa nova” que Ele veio trazer ao mundo.

Entretanto, a influência "maléfica" atribuída aos judeus na Idade Média era entendida de forma periférica por aqueles que cultivavam esse preconceito, estando situada nas bordas sociais e espaciais e sendo relacionada diretamente com o aspecto teológico da cristandade em oposição ao judaísmo. Uma prova de que essa discriminação tinha um caráter exclusivamente religioso era a permissão para conversão religiosa de um judeu se ele se submetesse ao batismo cristão e renunciasse à sua "pervertida" religião. Esses motivos de aversão aos judeus, além de serem potencializados na Modernidade, vão ser acrescidos de outros fatores que inviabilizam a relação daqueles com os alemães no século XX: a raça como critério determinante de divisão entre esses dois povos (alemães e judeus). Ora, a raça é um elemento intrínseco ao povo judeu e, independentemente de quaisquer fatores, é imutável, pois está relacionada à descendência de cada indivíduo, à sua linhagem familiar.

Assim, os judeus, que jamais poderiam se tornar alemães, são considerados a causa central da desordem e da decadência da Alemanha pós-Primeira Guerra, que só poderá ser “salva” mediante o extermínio desses invasores e traidores. Essas ideias, na verdade, funcionaram como álibis e argumentos para justificar a perseguição aos judeus e convencer a sociedade da “necessidade” de seu sacrifício no Holocausto.

O antissemitismo não foi apenas uma manifestação isolada no espaço e tempo germânicos modernos, mas é, historicamente, desde a Idade Média até o Século das Luzes, uma ideia compartilhada tanto pela elite e pessoas importantes quanto pelas comuns. Alguns pesquisadores classificam o antissemitismo como um modelo cognitivo de “crenças, pontos de vista e valores que estruturam a conversação da sociedade, que, edificado socialmente, constituiu um aspecto integrante da cultura germânica e foi transmitido de geração a geração através das instituições responsáveis pela educação (família e demais entidades ligadas à socialização). Esse modelo cognitivo foi confirmado continuamente através dos contos folclóricos, da literatura, da imprensa popular, dos panfletos políticos e das caricaturas que forneciam uma imagem depreciativa sobre os judeus.

(Fonte: https://bit.ly/3nO37dK).

Nota: o presente texto possui a finalidade exclusiva de ser objeto de análise para a resolução de questões neste instrumento avaliativo. As informações ou opiniões aqui descritas não refletem a opinião do Instituto ADM&TEC. 
Leia o texto 'Antissemitismo' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. No período medieval, o antissemitismo apresentou um cunho semelhante àquele de que temos notícia no início do século XX, pois em ambos os casos se construiu um sentimento de ódio contra o povo judeu exclusivamente por motivos religiosos, conforme pode ser percebido a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.

II. No início do século XX, os judeus foram considerados a causa central da desordem e da decadência da Alemanha pós-Primeira Guerra, que só poderia ser “salva” mediante o extermínio desses “invasores e traidores”, como se pode concluir a partir da análise das informações do texto.

III. Na Idade Média, os judeus eram responsabilizados pelos mais diversos males e calamidades, acusados de serem o povo que “assassinou Jesus” e que fechou os ouvidos à “Boa nova” que Ele veio trazer ao mundo, como se pode concluir a partir da leitura cuidadosa das informações do texto.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Q1679790 História
A política econômica do governo Médici

Por José P. Macarini, em 2005 (adaptado).

A evolução da economia brasileira e da política econômica durante o regime militar foi objeto de frequente atenção dos estudiosos, o que permitiu consolidar um profundo conhecimento acerca do período. Entretanto, algumas lacunas ainda permanecem. Uma delas diz respeito à política econômica do governo Médici.

A literatura existente tendeu a tratar a política econômica do Governo Militar em blocos, como se fora um continuum. Frequentemente, se observa uma tentativa de identificar um padrão invariável de gestão econômica no período iniciado em 1967 (com o governo Costa e Silva) e abarcando o governo Médici. Esse enfoque terá sido estimulado por fatores como a continuidade de comando da política econômica por Delfim Netto, a explícita inflexão promovida nos anos de 1967 e 1968, a predominância de uma orientação expansionista na maior parte do período – e a conjuntura de crescimento acelerado, descrita à época na imagem do “milagre brasileiro”.

Contudo, tal perspectiva, conquanto adequada para certos propósitos, não configura um retrato verdadeiramente fiel do movimento da política econômica no governo Médici, o qual foi bem mais complexo e não-linear. Assim, o discurso (e a práxis) de Delfim Netto de 1967-1968 não se projetam facilmente sobre todo o período até 1973. É possível argumentar, por exemplo, que uma nova inflexão da política econômica ocorreu em 1969, sob o efeito da mudança de conjuntura política decretada pelo AI-5. Ao mesmo tempo, o “milagre brasileiro” desponta apenas na virada de 1969 para 1970.

Destaca-se, ainda, que a “visão de mundo” de Delfim Netto, representada pelo “modelo agrícola-exportador”, somente adquiriu o estatuto de núcleo estratégico da política econômica no governo Médici. Ao mesmo tempo, o impressionante expansionismo da política econômica de curto prazo nos anos de 1972 e 1973 se fez num cenário totalmente distinto do observado nos anos de 1967 e 1968.

Assim, afirmar que a política e a gestão da economia brasileira no Governo Militar tiveram um caráter homogêneo e invariável não é uma forma precisa de descrever esse importante aspecto da vida política no período. Diferenças e particularidades existiram e, certamente, é possível identificar características próprias do governo Médici que distinguem a condução econômica do país sob a sua gestão daquelas de períodos anteriores e posteriores.

Fonte: https://bit.ly/2UWPjBj. 

Leia o texto 'A política econômica do governo Médici' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. De acordo com as informações do texto, pode-se concluir que a literatura existente preocupou-se em destacar as particularidades e diferenças da política econômica ao longo do Governo Militar.

II. O texto afirma que é possível identificar características próprias do governo Médici que distinguem a condução econômica do país sob a sua gestão.

III. A visão de que o Governo Militar teve uma política econômica homogênea não configura um retrato verdadeiramente fiel do movimento da política econômica no governo Médici, na perspectiva do texto.

Marque a alternativa CORRETA:

Alternativas
Q1679789 História
A política econômica do governo Médici

Por José P. Macarini, em 2005 (adaptado).

A evolução da economia brasileira e da política econômica durante o regime militar foi objeto de frequente atenção dos estudiosos, o que permitiu consolidar um profundo conhecimento acerca do período. Entretanto, algumas lacunas ainda permanecem. Uma delas diz respeito à política econômica do governo Médici.

A literatura existente tendeu a tratar a política econômica do Governo Militar em blocos, como se fora um continuum. Frequentemente, se observa uma tentativa de identificar um padrão invariável de gestão econômica no período iniciado em 1967 (com o governo Costa e Silva) e abarcando o governo Médici. Esse enfoque terá sido estimulado por fatores como a continuidade de comando da política econômica por Delfim Netto, a explícita inflexão promovida nos anos de 1967 e 1968, a predominância de uma orientação expansionista na maior parte do período – e a conjuntura de crescimento acelerado, descrita à época na imagem do “milagre brasileiro”.

Contudo, tal perspectiva, conquanto adequada para certos propósitos, não configura um retrato verdadeiramente fiel do movimento da política econômica no governo Médici, o qual foi bem mais complexo e não-linear. Assim, o discurso (e a práxis) de Delfim Netto de 1967-1968 não se projetam facilmente sobre todo o período até 1973. É possível argumentar, por exemplo, que uma nova inflexão da política econômica ocorreu em 1969, sob o efeito da mudança de conjuntura política decretada pelo AI-5. Ao mesmo tempo, o “milagre brasileiro” desponta apenas na virada de 1969 para 1970.

Destaca-se, ainda, que a “visão de mundo” de Delfim Netto, representada pelo “modelo agrícola-exportador”, somente adquiriu o estatuto de núcleo estratégico da política econômica no governo Médici. Ao mesmo tempo, o impressionante expansionismo da política econômica de curto prazo nos anos de 1972 e 1973 se fez num cenário totalmente distinto do observado nos anos de 1967 e 1968.

Assim, afirmar que a política e a gestão da economia brasileira no Governo Militar tiveram um caráter homogêneo e invariável não é uma forma precisa de descrever esse importante aspecto da vida política no período. Diferenças e particularidades existiram e, certamente, é possível identificar características próprias do governo Médici que distinguem a condução econômica do país sob a sua gestão daquelas de períodos anteriores e posteriores.

Fonte: https://bit.ly/2UWPjBj. 
Leia o texto 'A política econômica do governo Médici' e, em seguida, analise as afirmativas abaixo:

I. A evolução da economia brasileira e da política econômica durante o regime militar foi objeto de frequente atenção dos estudiosos, de acordo com o texto.

II. De acordo com as informações do texto, pode-se inferir que existe um enfoque dado pela literatura sobre uma suposta homogeneidade na política econômica no Governo Militar.

III. Afirmar que a política e a gestão da economia brasileira no Governo Militar tiveram um caráter homogêneo não é uma forma precisa de descrever esse período, afirma o texto.

Marque a alternativa CORRETA:
Alternativas
Respostas
12981: C
12982: A
12983: B
12984: A
12985: C
12986: D
12987: E
12988: B
12989: B
12990: A
12991: C
12992: D
12993: C
12994: C
12995: D
12996: D
12997: D
12998: C
12999: C
13000: D