Questões de Concurso Sobre história
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“A revolta dos escravos em São Domingos está associada aos acontecimentos revolucionários na França de fins do século XVIII, que ocasionaram em 1794, a proclamação do fim da escravidão nas possessões francesas no ultramar. [...] A ascensão de Napoleão Bonaparte ao governo francês marcou uma nova reviravolta no processo. Anulou a lei abolicionista de 1794”.
PRADO, Maria Lígia; PELLEGRINO, Gabriela. História da América Latina. São Paulo: Contexto, 2014. p. 17.
O processo de independência desencadeado a partir do evento acima foi muito marcante. As classes dominantes que lideravam os movimentos de independência no Brasil e em outros lugares da América lembravam-se deste fenômeno e tinham o temor que algo semelhante ocorresse em seus territórios e, dessa forma, buscavam se precaver política e juridicamente. O medo referente ao que ocorreu em São Domingos ficou conhecido como:
HOBSBAWM, Eric. A Era dos Impérios. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2014. p. 94-95.
No fragmento acima, o autor se refere ao:
GUARINELLO, Noberto Luiz. História Antiga. São Paulo: Contexto, 2013. p.77.
Em relação às cidades-Estados da Antiguidade, podemos afirmar que a:
“O ataque realizado pelo grupo palestino Hamas contra Israel no último sábado (7), deixando milhares de mortos, deu início a mais um capítulo de um conflito que se arrasta há décadas. Imediatamente, o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, declarou guerra aos agressores, mobilizando o exército do país para uma resposta. A tensão entre Israel e Palestina, que se estende há mais de 70 anos, envolve geopolítica, terras e religião.”
GANDRA, Alana e RODRIGUES, Leo. Saiba quem são os envolvidos no
conflito entre Israel e Hamas. Agência Brasil. 2023. Disponível em: https://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2023-10/saiba
quem-sao-os-envolvidos-no-c onflito-entre-israel-e-hamas
Sobre os conflitos entre Israel e palestinos, analise as alternativas e assinale a correta:
As razões da quebra ("crash") da Bolsa de Valores de Nova York em 1929 são muitas, mas podem ser sintetizadas em uma frase: "Todos queriam vender seus produtos, mas ninguém queria comprar", isso fez com que as ações das empresas perdessem valor. Portanto, a maior crise da história do capitalismo não foi uma crise de escassez, mas de excesso, estimulada pela livre concorrência entre empresas privadas, sem planejamento integrado ou qualquer regulação do Estado.
NAPOLITANO. Marcos. História contemporânea II: do Entreguerras à
nova ordem mundial. São Paulo: Ed. Contexto.2020.p. 17.
Sobre o período anterior à Crise de 1929, assinale a alternativa incorreta:
“O fato de ter sido a proclamação um fenômeno militar, em boa parte desvinculado do movimento republicano civil, significa que seu estudo não pode, por si só, explicar a natureza do novo regime. O advento da República não pode ser reduzido à questão militar e à insurreição das unidades militares aquarteladas em São Cristóvão. De outro lado, seria incorreto desprezar os acontecimentos de 15 de novembro como se fossem simples acidente. Embora as raízes da República devam ser buscadas mais longe e mais fundo, o ato de sua instauração possui valor simbólico inegável.”
DE CARVALHO. José Murilo. A Formação das Almas: O imaginário da
república no Brasil. Companhia das letras. São Paulo. 2005.pg. 36.
Sobre a Proclamação da República no Brasil, assinale a alternativa correta:
”Além dos colonos propriamente ditos, também vieram de Portugal para o Brasil padres jesuítas com o objetivo principal de catequizar os índios e engordar o rebanho submisso à Igreja Católica.”
MESGRAVIS. Laima. História do Brasil colônia, São Paulo.Ed. Contexto.pg.
24. 2015.
Sobre a presença da Companhia de Jesus no Brasil durante o período colonial, é correto afirmar, exceto:
Entre essas medidas, estava:
“Primo Levi acaba por se tornar, assim como outros narradores do Holocausto, um dos principais nomes expoentes da catástrofe, do desmantelamento do espírito humano naquela época sombria. Sua percepção acerca do ocorrido, principalmente na obra aqui estudada, nos faz perceber que a principal fagulha de sua resistência em aceitar sua ‘nova’ condição de corpo educado era justamente o fato de se entender como contrário a tamanha desgraça. O autor observa como diferente não apenas aqueles prisioneiros, de roupa listrada, com um andar desengonçado e trôpego, como se carregasse o peso do mundo nas costas. O diferente, o ‘outro’ para Levi também o alemão, representado na figura dos violentos soldados. Aquele alemão histórico, educado, gentil, havia sumido perante botinadas e cotoveladas dos nazistas, mas se engana quem crê apenas na violência física. Existia também o cerne da humilhação, onde o “humor teutônico” escarna, diminui e ameaça (LEVI, 1988,p.37) fazendo com que simples homens tomem suas fardas como armaduras de deuses (ou demônios?) nessa empiria dantesca.”
In.: OLIVEIRA, T.R. et al.. . Anais COPRECIS... Campina Grande: Realize Editora, 2017. Disponível em: <https://editorarealize.com.br/artigo/visualizar/31449 >. Acesso em: 22/09/2024 14:14
O texto acima nos permite fazer uma reflexão acerca de como o corpo era tratado num campo de concentração nazista: um corpo descartável. As políticas de extermínio serviam, para além da extinção física, atribuir traumas psicológicos irreversíveis nos corpos que por ali passavam. De acordo com seus conhecimentos e tendo como base o texto, observe as assertivas abaixo:
I – Dentro de um regime de exceção, como o nazismo, o fascismo e tantos outros, o corpo diferente, que não se adequa às exigências do estado é “podado” tal qual uma erva daninha, ou seja, é eliminado para atender aos “ajustes” ditados por estes estados;
II – Os corpos educados pelo terror tendem a definhar mais rápido, tendo em vista que primeiramente eram retiradas suas condições psicológicas através de prisões, deportações e seleções, para depois virem os castigos físicos, que geralmente culminavam com a eliminação total do corpo;
III – Dentro de um regime de exceção ou de uma necropolítica não existe educação dos corpos, pois as pessoas que sucumbem a esses regimes geralmente são criminosos políticos ou de guerra, e já estão habituados a esse tratamento.
Estão corretas